Notícias no Portal da ABIFICC 2012

Dia Mundial do Câncer: 04 de fevereiro

A principal causa de morte em todo o mundo. Caso o crescimento do número de óbitos continue como está hoje, essa será a nova definição do câncer daqui a duas décadas. Para se ter uma ideia da dimensão do problema, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que até 2030, o número de óbitos por neoplasias passe de 7,4 milhões, em 2004, para 11,8 milhões. Apesar de ruim, a notícia chega num momento oportuno para tentar reverter essa situação. O Dia Mundial do Câncer, 4 de fevereiro, foi definido pela União Internacional para o Controle do Câncer (UICC), há sete anos, justamente para chamar a atenção de líderes governamentais, gestores de saúde e do público em geral para o crescimento do câncer.

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), 80% dos casos de neoplasias estão relacionadas ao meio ambiente, no qual se encontra um grande número de fatores de risco. Dentre esses fatores destacam-se os hábitos e estilo de vida adotado pelas pessoas. Sendo assim, uma boa parcela da responsabilidade para reverter esse quadro está em cada um de nós. "O indivíduo que fuma, bebe (em excesso) e não pratica exercícios fiscos tem muito mais chances de adquirir câncer que aquele que evita esses comportamentos", explica Dr. Amândio Soares, diretor da Oncomed Bh.

Com a intensificação das políticas anti-tabaco no Brasil, espera-se que esse risco seja reduzido. Porém, conforme explica o oncologista da Oncomed Bh, a ação ajuda muito, mas não resolve o problema. “Diversos tipos de câncer são formados por uma combinação de fatores de risco. Nesse caso, estamos reduzindo um dos fatores, mas ainda existem outros, como o sedentarismo e a má alimentação”, conta Amândio.

Fator hereditário - Caracterizando-se como uma alteração no crescimento das células, o desenvolvimento do câncer recebe importante influência do fator genético. Isso porque as dimensões e o ritmo do crescimento celular ocorrem de acordo com seu material genético. No entanto, segundo o INCA, são raros os casos de neoplasias desenvolvidas exclusivamente por herança genética. Alguns tipos de câncer de mama, estômago e intestino parecem ter um forte componente familiar, embora não se possa afastar a hipótese de os membros da família tenham entrado em contato com uma causa comum.
03/02/2012 - Portal Fator Brasil

Fundação antecipa campanha mundial de combate ao câncer pelas redes sociais

RIO DE JANEIRO - Membro da União Internacional de Combate ao Câncer (UICC), a Fundação do Câncer antecipou pelas redes sociais (Facebook e Twitter) e, também, na página oficial que mantém na internet, as ações relativas ao Dia Mundial Contra o Câncer, no próximo sábado (4). A campanha mundial de prevenção e combate ao câncer deste ano tem como tema "Juntos é Possível".

A antecipação da campanha pelas redes sociais tem como objetivo ampliar a mobilização em torno do assunto. "Você consegue ter uma abrangência maior. Não dá para ficar fora [das redes sociais]. Ainda mais quando estamos falando de prevenção e detecção precoce dessa doença", disse a assessora da fundação Claudia Gomes.

De acordo com a UICC, mais de 12,7 milhões de pessoas em todo o mundo recebem, a cada ano, diagnóstico de câncer e 7,6 milhões morrem vítimas da doença. Caso não sejam tomadas medidas eficazes de combate ao câncer, a projeção é que o número de novos casos no mundo alcançará 26 milhões até 2030, com 17 milhões de mortes. A UICC avalia que essa estimativa está relacionada à incidência da doença em países de baixa e média renda.

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), vinculado ao Ministério da Saúde, a previsão para 2012 é de surgimento de mais de 500 mil casos no Brasil. O câncer é a segunda causa de morte no país, atrás apenas das doenças do coração.

Claudia Gomes disse que a campanha pretende mostrar que "é possível que essa doença seja prevenida, detectada e tratada precocemente".

Mas ela chamou a atenção para o aumento do número de mulheres fumantes no Brasil, identificado pelo Inca desde o ano passado. "Quando a gente fala da mobilização das pessoas para uma qualidade de vida melhor, isso significa evitar fumar e evitar excesso de bebida alcoólica, além de manter uma atividade física regular e uma alimentação saudável. Esses são fatores de proteção".

A campanha de combate ao câncer prevê a realização de dois eventos este ano, para mobilizar a sociedade: um show com vários artistas em abril e uma corrida de rua, em novembro.
02/02/2012 - Agência Brasil

A.C.Camargo é o primeiro Hospital oncológico do país certificado pela Acreditação Canadense

Instituição associada à Abifcc SÃO PAULO - Anúncio de Certificação Internacional pelo Canadian Council for Health Services Accreditation (CCHSA) ocorreu na última semana, fortalecendo a posição do A.C.Camargo como centro de referência em qualidade da assistência e segurança ao paciente oncológico. A metodologia de avaliação adotada observa controle de medicamentos (quimioterápicos, opióides e antibióticos), organização no processo de transferência do paciente de um setor para outro, práticas de segurança nos procedimentos cirúrgicos, higiene das mãos em todos os setores, dentre outros.

Tão importante quanto atender um grande número de pacientes e cuidadores é a qualidade da assistência a eles oferecida. Focado em sempre oferecer suporte de alto nível a todos os pacientes em ambientes ambulatoriais, cirúrgicos e de internação, o Hospital A.C.Camargo recebeu na última semana a certificação da Acreditação Canadense pelo Canadian Council for Health Services Accreditation (CCHSA), sendo o primeiro Hospital exclusivamente voltado ao tratamento de câncer a receber esse título.

O anúncio foi feito pelo Instituto Qualisa de Gestão – IQG, organismo certificado no Brasil pelo Canadian Council – que acompanhou e orientou todo o processo de certificação do A.C.Camargo durante os últimos 18 meses. Nesse período, foram avaliados processos voltados à segurança do paciente que cumprem critérios metodológicos previamente estabelecidos, os chamados ROPs (Required Organizational Pratices ou Práticas Organizacionais Exigidas), dentre eles:

Segundo o CEO Irlau Machado Filho, a conquista da Acreditação Canadense reforça a conduta do A.C. Camargo na adoção das melhores práticas da medicina mundial com foco na segurança do paciente. “Com isso, garantimos um tratamento altamente qualificado, onde todos os processos são controlados e seguros”.

Seguindo o mesmo raciocínio, o Superintendente de Recursos Humanos e Qualidade do Hospital A.C.Camargo, Maurício Alves da Silva, destaca que a certificação internacional é mais um exemplo do quanto a instituição é cumpridora de seu papel perante a sociedade. “É a nossa prestação de contas para a comunidade, governos, agências de fomento, parceiros comerciais, todos que confiam em nosso trabalho como centro de ensino, pesquisa e tratamento de câncer”, disse.

As certificações internacionais concedidas pelo IQG-CCHSA (Canadá) e Joint Commission International (Estados Unidos) são os níveis máximos de Acreditação concedidas aos Hospitais, clínicas e demais unidades de saúde das Américas, ambos com similaridade em importância e metodologia.

Antes de participar do processo de avaliação para a Acreditação Canadense um requisito exigido é possuir uma certificação nacional. Em 2009, o A.C.Camargo recebeu da Organização Nacional de Acreditação (ONA) a certificação máxima, nível 3 e a partir disso foi convidado pelo IQG a ser membro integrante para participar do processo de certificação internacional. A Acreditação é válida por três anos e nesse período os avaliadores fazem visitas anuais.
31/01/2012 - Moura Leite Netto no Portal Nacional de Seguros

O SUS e os hospitais filantrópicos

FORTALEZA - Hospitais filantrópicos e Santas Casas permitiram a criação do Sistema Único de Saúde (SUS), uma das maiores conquistas sociais do Brasil, já que o Estado não dispunha à época, e não dispõe ainda hoje, de estrutura capaz de suportar a universalização da assistência.

Privado de direito, o setor filantrópico pode ser considerado público de fato. A maioria dos seus hospitais utiliza mais de 90% da capacidade no atendimento para o SUS, embora a legislação exija apenas 60%.

O SUS prima pela integralidade e pela universalidade e dele dependem aproximadamente 75% dos brasileiros. Mas a cada ano está mais difícil para as Santas Casas cumprirem esse papel social. Algumas fecharam as portas e muitas estão diminuindo o número de atendimento para o SUS como forma de atenuar o déficit operacional.

O centro do problema é a defasagem da Tabela de Procedimento do SUS. Ela determina quanto o Governo deve pagar por cada intervenção realizada nos pacientes da rede pública. No geral, o déficit é de 40%, ou seja, para cada R$ 100 gastos os hospitais recebem R$ 60. E isso ocorre há anos. É importante esclarecer que a reivindicação do setor filantrópico não é por lucros, já que as instituições não têm esse fim.

Infelizmente, ainda existe um conceito equivocado de que a crise no setor de saúde no Brasil é consequência da má gestão. Problemas de gestão existem em todo o setor público e devem ser enfrentados. Essa lamentável situação ficou explicitada internacionalmente com a divulgação, na Suíça, do relatório anual da Organização Mundial de Saúde. O documento revela que o governo brasileiro é um dos que menos investe em saúde no mundo, 6% do seu orçamento (dados de 2009-2010). Nos países ricos, a taxa chega a 17%. Foram avaliados 192 países e o Brasil ocupa a vergonhosa 151ª posição.

Infelizmente a tão esperada regulamentação da Emenda Constitucional 29, que vinha se arrastando desde 2000, com os vetos opostos pela presidente Dilma, acabou sendo uma frustração para o setor. Esperava-se que houvesse, com a regulamentação, um aumento significativo dos recursos para a saúde, repassados pela União, o que acabou não se concretizando.

A despeito de o próprio ministro da Saúde já haver declarado publicamente a necessidade de mais de R$ 45 bilhões para estruturar o Sistema Público de Saúde do Brasil, os investimentos no setor continuarão praticamente nos mesmos patamares de hoje.

Toda a cidadania em defesa do SUS lamenta a chance desperdiçada.
31/01/2012 - Luiz Gonzaga Nogueira Marques, Provedor da Santa Casa de Fortaleza para O Povo online

Hospital do Câncer inaugura centro de prevenção

Instituição associada à Abifcc CUIABÁ - Um dos hospitais que mais cresce no Estado em acréscimo de tecnologia, o Hospital do Câncer de Mato Grosso (HCAN) inaugurará em maio o Centro de Prevenção da Mulher, com alta tecnologia em diagnóstico e tratamento do câncer de mama.

A meta é ampliar os atendimentos em radioterapia, que hoje são de 140 pacientes por dia. A obra está sendo realizada com recursos de R$ 1,6 milhão, do Governo do Estado.

Segundo o presidente do hospital, o médico João Castilho Miranda, Mato Grosso está bem posicionado em relação ao tratamento contra o câncer. Em 2011, a unidade atendeu 47 mil pessoas, 51% delas vindas de Cuiabá e Várzea Grande e 49% do interior do Estado, onde também são realizadas campanhas de prevenção em parceria com as prefeituras.

O hospital conta com alta tecnologia em radiologia, oferecendo exames como a ressonância magnética e tomografia computadorizada e nos próximos dias, inaugura um centro de Medicina Nuclear.

O hospital será ampliado até o final deste ano, finalizando a obra que estava parada há 17 anos por problemas burocráticos da Fundação Banco do Brasil, ocorridos durante as mudanças de governo. O diretor não soube dizer quanto recurso será investido nesta ampliação. Segundo ele, o setor ambulatorial também receberá uma doação da Casa Cor, que fará a decoração do ambiente.

Ele negou a ideia comum de que o câncer tenha se tornado uma "epidemia". "Eu não diria que o câncer está aumentando em percentual da população, acho que o índice permanece. O que acontece é que o diagnóstico em câncer melhorou muito nos últimos 10 anos, está mais preciso e precoce. Então, logicamente, acaba-se tendo um número maior de casos atendidos".
29/01/2012 - por Neusa Batista para Circuitomatogrosso

Número de mamógrafos do Estado é suficiente

PALMAS - Quanto mais cedo um câncer de mama é descoberto, maior a eficácia do tratamento, o que aumenta a importância das mulheres realizarem o autoexame, só que a mamografia ainda é o exame ideal para a detecção precoce do câncer de mama. Para isso, o Tocantins possui 10 mamógrafos, sendo 06 disponibilizados pelo SUS – Sistema Único de Saúde.

Conforme parâmetros do INCA - Instituto Nacional do Câncer, este número de mamógrafos é suficiente para atender a população do Estado, pois, é preconizado um aparelho para cada 240 mil habitantes. Além disso, o Estado possui ações de prevenção e detecção precoce do câncer de mama, como também orientações e exame clínico das mamas, realizado nas unidades básicas de saúde dos municípios.

Caso seja diagnosticado algum nódulo ou alteração nas mamas, a paciente deverá ser encaminhada as unidades especializadas de referência em diagnóstico e tratamento das lesões precursoras do câncer da mama (média complexidade). Essas unidades realizam Biopsias (PAAF/PAG), e alguns exames complementares, caso seja diagnosticado como benigno, a unidade realizará o tratamento e também a cirurgia. Porém, caso seja do tipo maligno, a paciente deverá realizar tratamento nas Unacons – Unidades de Alta Complexidade em Oncologia, de Araguaína ou Palmas.

Já as unidades especializadas de referência em diagnóstico e tratamento das lesões precursoras do câncer da mama estão localizadas no Ambulatório do Hospital de Augustinópolis, Ambulatório de Especialidades Médicas de Araguaína, Ambulatório Evangélico de Palmas, Policlínica de Gurupi e Dianópolis.

No Sistema Único de Sáude do Tocantins, de acordo com informações divulgadas pela assessoria de imprensa da Sesau, existem 6 mamógrafos, localizados nas cidades de Augustinópolis, Palmas, Gurupi, Araguaína, Dianópolis, e Palmas.
25/01/2012 - no PortalStylo

Hospital particular esclarece que não faz troca de prótese de silicone

SALVADOR - O Hospital Português divulgou uma nota nesta quarta-feira (25) esclarecendo que ao contrário do que foi divulgado pelo Ministério da Saúde na última segunda-feira, a unidade hospitalar não realiza a troca das próteses mamárias das marcas PIP e Rofil pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

"A inscrição realizada no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde – CNES, para cadastramento dos serviços atendidos por esta instituição filantrópica através do SUS, não habilita a mesma a realizar quaisquer procedimentos de cirurgia plástica por meio do SUS", diz a nota. Por isso, o hospital não está contratualizado para realizar o procedimento pelo SUS.

Segundo a lista do Ministério da Saúde, em Salvador, estão aptas as seguintes unidades hospitalares: Hospital Aristides Maltez (Brotas), Hospital São Rafael (São Marcos), Hospital Universitário Professor Edgard Santos (Canela), Hospital Santa Isabel (Nazaré), Hospital Ana Nery (Caixa D'Água), Hospital Eládio Lasserre (Cajazeiras II), e Hospital Dois de Julho (São Marcos).

No interior do estado, estão aptos: Posto Médico Arlinda Robatto (Alagoinhas), Hospital Manoel Novaes (Itabuna), Hospital Dom Pedro de Alcântara (Feira de Santana), Hospital Municipal de Porto Seguro, Fundação Pio XII (Juazeiro).

No último dia 11, ficou decidido que o SUS pagaria pela troca dessas próteses. Para isso, a paciente precisa ter algum sinal ou confirmação de ruptura da prótese. Para avaliar o risco de ruptura, a paciente pode procurar qualquer unidade de saúde do SUS.
25/01/2012 - da Redação do Correio*

Falta de pagamento do PLAMTA/IAPEP obriga hospitais a demitir funcionários

TERESINA - O atraso no pagamento do PLAMTA/IAPEP por parte do Governo do Estado tem colocado os hospitais particulares e filantrópicos de Teresina em situação de dificuldade. Isso porque a prestação de contas do plano de saúde dos servidores públicos está com seis meses em aberto, apesar do desconto em folha mensal.

De acordo com o vice-presidente do Sindicato dos Hospitais (SINDHOSPI), Lúcio Brígido, a grande indústria de suprimentos na área de saúde dá o prazo de apenas 28 dias para o pagamento daquilo que foi consumido pelas unidades de saúde no atendimento aos pacientes. Dessa forma, os hospitais são obrigados a pagar dentro desse prazo para não ter seus títulos protestados e manter o abastecimento, independente de já terem recebido ou não do Governo o pagamento referente ao IAPEP.

"Nós ainda não recebemos do Governo os repasses pelos atendimentos realizados em setembro, outubro, novembro e dezembro, mas mesmo assim fomos obrigados a dar conta de todas as despesas dos conveniados nesse período para a situação não virar um caos", ressalta Lúcio Brígido.

Ainda segundo o vice-presidente do SINDHOSPI, os hospitais estão tentando custear esses gastos através do que recebem de outras fontes. Então, uma parte considerável de tudo que entra, acaba tendo que cobrir esse buraco deixado pela falta de repasses do IAPEP, colocando os hospitais em uma situação muito delicada, em sufoco para custear todas as despesas.

"A primeira medida que está sendo tomada por parte dos hospitais é o desabastecimento de leito, que é a redução das equipes dessas unidades de saúde. Esse procedimento já está sendo adotado em diversas clínicas e hospitais, deixando muitos profissionais desempregados. Infelizmente, essa tem sido a solução encontrada para a não suspensão do atendimento aos conveniados do PLAMTA/IAPEP. É um problema grave que está gerando outro, não menos prejudicial a muita gente", finaliza Lúcio Brígido.

Lúcio Brígido ressalta, por fim, que não acha justo que os cerca de 200 mil servidores públicos que atualmente se beneficiam com o plano tenham o atendimento suspenso. Mas explica a importância de todos eles ter consciência da situação de crise que os hospitais conveniados estão vivendo.

No próximo dia 24, acontece uma Assembleia Geral Extraordinária, às 14h, no auditório do SINDHOSPI, para discutir que medidas serão ser tomadas diante da posição do Governo do Estado em permanecer indiferente em relação à negociação. O último pagamento do PLAMTA/IAPEP aos hospitais foi referente ao mês de agosto.
22/01/2012 - 180Graus.com

Obra de novo prédio do Hospital do Câncer é retomada

CAMPO GRANDE - A obra para construção do novo prédio do Hospital do Câncer Alfredo Abrão, em Campo Grande, foi retomada, apesar da desistência da doação de R$ 23 milhões pelo pecuarista Antônio Morais dos Santos. A Fundação Carmen Prudente de Mato Grosso do Sul, responsável pelo hospital, conseguiu dar continuidade ao projeto com recursos provenientes de empréstimo e doações de pessoas que já colaboravam com a instituição.

A nova unidade deve contar com nove pavimentos e 200 leitos, possibilitando ampliar a quantidade de atendimentos mensais de 5 mil para 20 mil. Hoje o hospital tem apenas 40 leitos. Segundo o presidente da fundação, Blener Zan, a expectativa é de que a obra fique pronta em aproximadamente dois anos. "Conseguimos contratar outra empreiteira que fará a obra por R$ 17 milhões, diminuindo o montante de gastos do projeto inicial", afirmou.

Ele espera que as partes do subsolo e térreo do hospital fiquem prontas até abril deste ano. A nova unidade contará ainda com 12 Unidades de Terapia Intensiva (UTIs).

Desistência
Quando o pecuarista desistiu de fazer a doação de R$ 23 milhões, a obra já tinha começado e, segundo Zan, um buraco aberto no terreno estava colocando em risco o prédio que funciona atualmente. “Com as chuvas estávamos com receio de que o buraco abrisse ainda mais e causasse algum dano na estrutura do hospital ou até que alguma parte desmoronasse”.

Segundo o advogado Niuton Ribeiro Chaves Júnior, o pecuarista Antônio Morais teve de gastar R$ 1,7 milhão em decorrência do que já havia sido investido na obra do Hospital do Câncer. "A paralisação ocorreu porque a direção do hospital não cumpriu sua parte no acordo e o senhor Antônio Morais não cobrou nada pelos gastos que teve", afirmou o advogado que defende o pecuarista.

O terreno onde seria feito o prédio – que tem oito mil metros quadrados e custou R$ 9,5 milhões – fica na Rua Marechal Cândido Mariano Rondon, esquina com a Avenida Ernesto Geisel, ao lado do Hospital do Câncer. O local não estava sendo utilizado até setembro do ano passado, quando as obras foram retomadas.
12/01/2012 - Milena Crestani para O Corréio do Estado

Câncer de pele vai atingir 134 mil em 2012

SOROCABA - Estimativa divulgada pelo Inca (Instituto Nacional do Câncer) indica que o câncer de pele atingirá 134.170 brasileiros em 2012 – 62.680 homens e 71.490 mulheres. Isso porque a doença já é responsável por 25% do total de tumores malignos diagnosticados no país anualmente, “coroada” ainda como o tipo de câncer mais comum entre os brasileiros com mais de 40 anos de idade.

Seus tipos mais frequentes são carcinoma basocelular, carcinoma espinocelular e melanoma – este último, o mais raro e também o mais maligno, por ter a capacidade de se espalhar para outras partes do corpo. O melanoma pode ocorrer sobre uma pinta já existente ou surgir sobre a pele normal.

O Inca ainda alerta que a incidência da doença é maior em pessoas de pele e olhos claros que se expõem frequente e prolongadamente ao sol. Quem tem histórico do problema na família também deve ficar atento. Entretanto, qualquer pessoa que se arrisque sob os raios solares sem proteção corre o risco de contrair o câncer.

O chefe do Núcleo de Dermatologia do Inca, Dolival Lobão, ressalta que o período do verão aumenta o risco da doença. “Como o lazer neste período está ligado ao sol, o ideal é se proteger com protetor solar”, diz o médico. "A reaplicação também deve ser feita depois do mergulho ou em caso de suor intenso", alerta.

"Além do uso do protetor, a recomendação é evitar a exposição ao sol sobretudo em horários impróprios, entre 10h e 16h. Também é importante observar e acompanhar o aparecimento de feridas que não cicatrizam, de manchas escuras ou nódulos na pele, além de alterações em pintas, como aumento, modificação da cor, prurido ou sangramento", recomenda Rafael Kaliks, diretor médico de Oncologia do Instituto Oncoguia.

"Se for feito um diagnóstico precoce seguido de tratamento imediato, a maioria dos cânceres de pele pode ser curada", afirma a dermatologista Luciana Holtz, presidente do instituto. Segundo ela, é importante consultar um médico sempre que uma lesão ou uma pinta mudar de comportamento.

"O diagnóstico pode ser feito logo no início e o paciente deve fazer uma consulta com seu dermatologista quando notar qualquer sinal", reforça Holtz.
09/01/2012 - da Redação do RedeBomDia

Hospitais filantrópicos do PR recebem R$ 2,5 milhões

CURITIBA - A Secretaria da Saúde repassou a 27 hospitais filantrópicos R$ 2,5 milhões referente ao Incentivo de Adesão à Contratualização (IAC). O valor do incentivo não era reajustado há três anos, já que o último aumento ocorreu em dezembro de 2008. A correção é referente ao acumulado de julho, agosto, setembro, outubro e novembro e foi pago em parcela única.

Nos últimos seis meses, os hospitais filantrópicos do Paraná tiveram aumento significativo de recursos financeiros, iniciando em julho pelo Programa de Apoio e Qualificação de Hospitais Públicos e Filantrópicos do SUS no Paraná (HospSUS). A finalidade é melhorar a qualidade do atendimento, aumentar a oferta de leitos hospitalares à disposição do SUS e reduzir o tempo-resposta nos serviços de urgência e os índices de morbidade por causas externas, entre outros objetivos.

"Com o reajuste do IAC e os recursos do HospSUS os hospitais filantrópicos têm sua importância reconhecida e irão ampliar seus esforços para que os serviços prestados à população tenham boa qualidade e sejam cada vez mais resolutivos", afirma o secretário da Saúde, Michele Caputo Neto.

O valor do incentivo é definido conforme a produção hospitalar de média complexidade dos hospitais. "A partir do recebimento da produção de dezembro de 2011 o aumento estará incorporado nas parcelas mensais recebidas pelos hospitais" explica o superintendente de Gestão de Sistemas de Saúde da secretaria, Paulo Almeida.

O IAC é um dos componentes dos recursos financeiros destinados à implantação do Programa de Reestruturação e Contratualização dos Hospitais Filantrópicos do SUS, instituído pela Portaria 1.721 de 21/09/2005, do Ministério da Saúde.
06/01/2012 - AEN

Hospital do Câncer de Barretos: Fundação seleciona local para Instituto em Ji-Paraná

Instituição associada à Abifcc JI-PARANÁ - Na tarde desta quinta-feira (05), o presidente da Fundação Pio XII, Hospital do Câncer de Barretos, Henrique Prata, esteve em Ji-Paraná para realizar visita a algumas áreas disponibilizadas pela municipalidade para a instalação do Instituto de Prevenção de Câncer da cidade. Henrique foi acompanhado pela chefe de Gabinete Noemi Brisola Ocampos, pela Secretária de Regularização Fundiária e Habitação, Rosana Dalla Marta, e pela coordenadora do Hospital do Câncer de Barretos em Ji-Paraná, Silvia Cristina Amâncio Chagas.

Após conhecer diversos terrenos, Henrique optou por uma área localizada no Primeiro Distrito de Ji-Paraná, com aproximadamente seis mil metros quadrados, que será doado pela municipalidade. Do total de seis mil metros quadrados, 1.800 metros quadrados serão de área construída onde funcionará o serviço de diagnóstico e exames de prevenção, bem como local para serem realizadas micro e pequenas cirurgias. O valor total do projeto é de R$ 10 milhões, sendo que R$ 3,3 milhões serão aplicados na aquisição de uma carreta móvel que estará realizando exames preventivos nos locais mais distantes atendendo à população que não tem acesso ao Instituto em Ji-Paraná.

O espaço onde futuramente irá funcionar o Instituto recebeu elogios de Henrique Prata, entusiasmado ele afirma que Ji-Paraná mostra ter pessoas que realmente vestiram a camisa da Fundação Pio XII, uma tamanha responsabilidade, mas que vale a pena, "afinal todos estão focados em um único objetivo, o de salvar vidas, independente da classe social", disse Henrique.

Segundo Silvia Cristina Amâncio Chagas, coordenadora do Hospital de Câncer de Barretos em Ji-Paraná, "com a realização desse projeto estaremos beneficiando famílias de todo o Estado de Rondônia, Mato Grosso e Acre, são pessoas que geralmente não tem condições e conhecimento para buscar tratamento em outras localidades, e desta forma poderemos ajudar", afirmou Silvia Cristina.

De acordo com Noemi Brisola, chefe de Gabinete, o Poder Executivo, através do Prefeito José de Abreu Bianco (DEM), tem se colocado à disposição, principalmente por estar ciente da importância que esse Instituto representa para Ji-Paraná. Nós estamos unindo forças para que esse projeto aconteça o mais rápido possível, e essa visita do Presidente Henrique Prata é de suma importância, isso mostra o interesse da Fundação Pio XII por atender a nossa região.” concluiu a Noemi Brisola.
06/01/2012 - da Assessoria no RondoniaDinamica.com

Câncer: A difícil arte da inovação

SÃO PAULO - Imaginem a seguinte situação (e não precisa sonhar muito, ela ocorre todos os dias nos consultórios dos oncologistas!). Um paciente com câncer, sendo tratado com esquemas de quimioterapia. Nos primeiros meses, o tratamento funcionou. Os tumores diminuíram de tamanho. O paciente começou a se sentir melhor. Voltou às suas atividades diárias, rotineiras e sociais. No mais recente exame, no entanto, sinais de alerta. Alguns nódulos voltaram a crescer. O tumor, ou parte dele, começou a não responder de forma adequada à quimioterapia. O médico declara doença em progressão. Alternativas? Novo esquema de quimioterapia com outras drogas. O ciclo recomeça. Tumores diminuem de volume novamente. Mas, como ocorre com a maioria dos pacientes, infelizmente, a doença progride novamente. E agora? As opções ficam cada vez menores. Até se esgotarem. Aí vem a pergunta de sempre? Não tem nada novo?

Os problemas começam por aí. Os laboratórios de pesquisa científica, e as indústrias farmacêuticas "vivem" da procura de novas substâncias ativas contra uma variedade de doenças, entre elas o câncer. Mas esta procura está ficando cada vez mais restrita. Complicada.

Um alerta foi lançado na prestigiada revista médica Jama, no dia do Natal de 2011, por duas cientistas da Universidade de Califórnia, em São Francisco, e do Centro de Avaliação e Pesquisa de Drogas Novas, ligado à agência federal de drogas (FDA) dos Estados Unidos. As doutoras Laura Esserman e Janet Woodcock afirmaram, preocupadas, que "o desenvolvimento de drogas novas está se tornando progressivamente mais caro - e as drogas contra o câncer, particularmente, apresentam taxas muito elevadas de insucesso clínico".

Muitas drogas de grande "potencial e promissoras", alardeadas pela mídia, acabam não tendo efeitos benéficos nos pacientes. São deixadas de lado e esquecidas. As doutoras acrescentam que "o retorno financeiro sobre o capital investido no desenvolvimento de drogas novas é inferior a 0,3%... A um estimado custo de um bilhão a 1,8 bilhões de dólares para a descoberta de cada droga nova de sucesso, o financiamento para tais aventuras arriscadas está diminuindo".

Para o paciente com câncer, vendo suas opções desaparecerem rapidamente, o desespero é enorme. "Não tem nada mais frustrante do que o processo de desenvolvimento e aprovação de uma droga oncológica. Se nós oncologistas ficamos frustrados, imaginem os nossos pacientes que são portadores de um câncer avançado e que precisam, o mais rápido possível, de novos tratamentos para suas enfermidades. Os pacientes com câncer literalmente lutam contra o tempo. O inimigo simplesmente não espera", afirma o Dr. Antonio Carlos Buzaid, oncologista clínico e Diretor do Centro de Oncologia do Hospital São José, em São Paulo.

Segundo Dr. Buzaid, "o custo para o desenvolvimento de uma droga nova é da ordem de dois a três bilhões de reais, e isto se deve ao empiricismo que norteia a pesquisa clínica em oncologia. Selecionamos mal os pacientes que mais provavelmente vão se beneficiar da droga nova, usamos desfechos como sobrevida global que demandam grande número de pacientes, e temos que esperar anos para que o número de eventos necessário para análise estatística ocorra. Hoje é assim que fazemos pesquisa clínica."

O alerta das cientistas americanas e do Dr. Buzaid convergem na necessidade de mudança clara na forma de avaliação, de desenvolvimento, e de aprovação de drogas novas para câncer. Em vez de esperar os famosos cinco anos para ver quem sobrevive dos pacientes tratados, alternativas mais rápidas e cientificamente comprovadas, poderiam encurtar este processo, e obviamente barateá-lo. Afinal a pesquisa em doentes custa milhões!

- Uma estratégia que está sendo fomentada pelo FDA se baseia em indicadores de sucesso intermediários, também chamados de surrogates. Por exemplo, no caso de câncer de mama, a constatação de resposta patológica completa (desaparecimento total dos tumores no início do tratamento quimioterápico) irá funcionar como um surrogate, indicando alta probabilidade de mais prolongada sobrevida a longo prazo do paciente - acrescenta Dr Buzaid.

- Outros estudos estão utilizando análise de marcadores no próprio tumor do paciente para predizer as chances de sucesso de um tratamento. Se o estudo confirmatório confirmar a eficiência já nos indicadores iniciais, a droga será então aprovada em regime de avaliação acelerada. Esta estratégia irá diminuir o tempo e o custo para o desenvolvimento de uma nova droga e talvez diminuir também o custo final após a aprovação - completa.

As agências federais de avaliação, como o FDA nos Estados Unidos e a ANVISA, no Brasil, terão que mudar, e reavaliar seus processos. Assim, esperamos, médicos e pacientes.
03/01/2012 - Riad Younes no Terramagazine

Mais R$ 62 mi para melhorias nos hospitais universitários

BRASÍLIA - O Ministério da Saúde ampliou em mais R$ 62 milhões os recursos extras destinados a melhorias e à reestruturação dos 46 hospitais universitários federais do país. Os recursos fazem parte do Programa de Expansão e Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais (REHUF) e devem ser empregados na aquisição de equipamentos, reformas e na ampliação do atendimento à população. Outros R$ 6 milhões foram liberados aos hospitais filantrópicos e estabelecimentos de reabilitação por meio da Timemania.

Com este novo aporte financeiro, os investimentos do governo federal com os hospitais universitários federais soma R$ 500 milhões no último ano. Em 2010, quando foi criado o REHUF, o ministério liberou R$ 300 milhões aos hospitais universitários.

Além de garantir recursos para a manutenção dessas instituições, a diretora do departamento de atenção especializada do Ministério da Saúde, Alzira de Oliveira, garante que o montante é ainda uma forma de aprimoramento da atenção à saúde. “Nossa proposta é a inserção cada vez mais integrada desses hospitais dentro das redes de atenção à saúde. Os hospitais universitários são importantes parceiros ao incorporar em sua prestação de serviços nossas redes de atendimento à população”, destacou.

AÇÃO - Para receberem os recursos do REHUF, os hospitais universitários tiveram que se comprometer com o fortalecimento, entre outras, das redes de assistência lançadas pelo Ministério da Saúde, entre elas, a Estratégia Rede Cegonha, para a atenção integral de gestantes e bebês; a rede Saúde a Toda Hora, voltada ao fortalecimento da rede de urgência; a rede de atenção psicossocial para o enfrentamento do crack e outras drogas; além dos programas nacionais de controle do câncer de mama e de colo do útero.

O programa é desenvolvido pelos ministérios da Saúde e Educação e tem por objetivo instituir mecanismos adequados de financiamento desses hospitais que atuam simultaneamente na assistência à população, na formação dos profissionais de saúde e no desenvolvimento de pesquisa e inovação. O valor destinado a cada unidade é definido conforme o plano de reestruturação elaborado pelo gestor do hospital, com a participação da secretaria de saúde municipal e estadual e da reitoria da universidade a que está vinculado.

REHUF – O programa tem como objetivo criar condições materiais e institucionais para que os hospitais universitários federais possam desempenhar plenamente suas funções em relação às dimensões de ensino, pesquisa e extensão e à dimensão da assistência à saúde.

De acordo com o decreto que instituiu o programa, no campo do ensino, pesquisa e extensão, os hospitais universitários desempenham as funções de local de ensino-aprendizagem e treinamento em serviço, formação de pessoas, inovação tecnológica e desenvolvimento de novas abordagens que aproximem as áreas acadêmicas e de serviço no campo da saúde.

Neste sentido, tem como objetivos, atender às necessidades do ensino de graduação na área da saúde, em especial em relação à oferta de internato nos cursos de Medicina e estágios curriculares supervisionados para os demais cursos, conforme previsão nas diretrizes curriculares nacionais e no projeto pedagógico de cada curso; entre outros.

Já no campo da assistência à saúde, os hospitais universitários desempenham as funções de centros de referência de média e alta complexidade, para a rede pública de serviços de saúde, tendo como objetivos específicos. Entre as propostas estão: ofertar serviços de atenção de média e alta complexidade, observada a integralidade da atenção à saúde, com acesso regulado, mantendo as atividades integradas à rede de urgência e emergência e garantir oferta da totalidade da capacidade instalada ao SUS; avaliar novas tecnologias em saúde, com vistas a subsidiar sua incorporação ao SUS.

TIMEMANIA – Além dos investimentos nos hospitais universitários, o Ministério da Saúde liberou R$ 6 milhões para as Santas Casas de Misericórdia, entidades hospitalares sem fins lucrativos e entidades de saúde de reabilitação física de portadores de deficiência. Os recursos são destinados à manutenção e qualificação dessas instituições.
03/01/2012 - por Fabrício Francis da Agência Saúde ASCOM/MS no Portal da Saúde

Confirmados recursos para Hospital do Câncer

UMUARAMA - O trabalho do deputado Osmar Serraglio, vice líder do Governo na Câmara, na última semana do ano, apresentou resultados positivos para o Hospital do Câncer de Umuarama. Dois empenhos nos valores de R$ 2.248.196,00 e R$ 269.904,00, respectivamente, autorizados pela Portaria n. 3273 do Ministério da Saúde, confirmaram a proposta do Governo do Estado, em entendimento com a Ministra Gleisi Hoffmann e com a Bancada Federal paranaense para que os recursos previstos para os hospitais filantrópicos não fossem perdidos, com a mudança de ano.

Os empenhos significam a abertura da ação proposta (que decorre de duas Emendas da Bancada, uma de R$ 25,0 milhões e outra de R$ 15,0 milhões) e garantem o prosseguimento da liberação das verbas orçamentárias em benefício dos hospitais. "Esses empenhos de pequeno valor tiveram o objetivo de assegurar os recursos", disse Serraglio, que, além da defesa desta proposta, ainda empenhou R$ 1 milhão de Emenda Individual para o Hospital do Câncer e destinou, já para o orçamento de 2012, Emenda Individual de mais um milhão de reais para o Hospital.

Osmar Serragliio, ficou até às 18 horas do dia 30 de dezembro no Palácio do Planalto e pela persistência foi até entrevistado pelo “Jornal da Globo”, da Rede Globo. "Foi a única forma de salvar recursos para o Hospital do Câncer de Umuarama. Nos dias 28, 29 e 30, fui mais de dez vezes ao Ministério da Saúde e de lá ao Palácio do Planalto, no gabinete da ministra Gleisi Hoffmann, a fim de ajustar aspectos técnicos, para que o empenho pudesse ser feito. Os deputados estão de recesso, muitos inclusive na praia, mas fiquei lá de plantão, porque sei quantas pessoas e famílias serão beneficiadas com essa minha insistência", disse.

Mais em 2012 - Serraglio está comemorando também a inclusão de mais R$ 8.655.550,00 para o Uopeccan no orçamento Geral da União de 2012, cuja proposta foi levada pelo parlamentar à discussão da Bancada Federal. Deste total, R$ 2.545.750,00 são referentes à Emenda de Bancada n. 71170010, para Estruturação de Unidades de Atenção Especializada em Saúde – Aquisição de equipamentos para Hospitais Filantrópicos do Estado do Paraná, que beneficiará com quantias equivalentes as seguintes instituições de saúde: Hospital do Câncer de Umuarama, Hospital do Cajuru, Hospital Pequeno Príncipe, Hospital Evangélico, Hospital Erasto Gaertner e, Santa Casa de Curitiba, que somam R$30,0 milhões.

A emenda destinada a Estruturação de Unidades de Atenção Especializada em Saúde – Aquisição de equipamentos para Hospitais Regionais do Estado do Paraná garante ao Hospital do Câncer de Umuarama o valor de R$ 6.109.800,00, isso em razão das conversações com o Governo do Estado para transformar o Hospital do Câncer em Hospital Regional de Umuarama, o que está em processo bem adiantado. A emenda da Bancada é de outros R$.30,0 milhões.

Para garantir a inclusão de verbas que beneficiem o Hospital do Câncer de Umuarama, Osmar Serraglio teve que ser enfático quando de sua defesa na reunião da Bancada Federal. "Não é possível que toda uma região fique sem nenhuma emenda", reclamou Serraglio ao insistir na proposta do Uopeccan, posteriormente acatada pelos demais parlamentares, que aceitaram incluir o Hospital do Câncer de Umuarama.

O início
Desde seu primeiro ano de mandato, Osmar Serraglio já vislumbrava a construção do Hospital do Câncer em Umuarama. Em 1999 apresentou sua primeira proposta, através de emenda ao Projeto de Lei n. 0019/1999-CN, no valor de R$ 3 milhões para construção do referido Hospital, justificando a proposição pelo fato de Umuarama ser cidade pólo da região. Nos anos seguintes, enquanto insistia no projeto, apoiava as Emendas de Bancada, para o Hospital do Câncer - Uopeccan de Cascavel, por ser quem atendia a região de Umuarama. Para a região, a única emenda que conseguia era a que previa a construção da Estrada Boiadeira, que agora está incluída no PAC.

A obra do Hospital do Câncer de Umuarama terá 14.500 m2, ao custo aproximado de R$ 20 milhões. Outro tanto será gasto com equipamentos para um atendimento diário de 200 pacientes. "Esta é uma obra de fundamental importância para Umuarama e toda a região Noroeste, uma vez que vai evitar que mais de 400 pacientes da região tenham de se submeter a viagens cansativas para o tratamento em centros distantes" afirmou Vanderley Rosa, que dirige a Instituição em Umuarama, com o apoio dos Rotarys Clubes. "É um sonho que vem há muito tempo e agora estamos prestes a vê-lo se tornando realidade", conclui o deputado Serraglio.
03/01/2012 - Umuarama ilustrado

Ônibus fecha 2011 com mais de 500 atendimentos

CAMPO GRANDE - Inaugurado em outubro de 2011, o ônibus itinerante do Hospital do Câncer visitou três cidades do interior de Mato Grosso do Sul em 2011: Camapuã, Rio Verde e Miranda. Desde a inauguração até dezembro, foram realizados mais de 500 atendimentos.

Em viagem sempre aos sábados, a equipe do Hospital Itinerante oferece também palestras informativas sobre a doença. De acordo com o oncologista Fabrício Colacino Silva, idealizador e coordenador do projeto, a ideia de atuação do ônibus ser somente no interior é a falta de estrutura no atendimento nessas cidades. "Quando o paciente chega a Campo Grande com o diagnóstico, geralmente o câncer já está em estágio avançado", pontua Fabrício.

Com quatro módulos de atendimento, o ônibus tem estrutura de dois andares, onde comporta centro cirúrgico, consultório, mamografia digital e sala de Papa Nicolaou, que faz o exame de colo do útero.

Próximos destinos
Em 2012, o Hospital do Câncer Itinerante atenderá 20 cidades do interior de Mato Grosso do Sul. As duas primeiras viagens, em fevereiro, estão marcadas para Nova Alvorada do Sul e Bandeirantes. Em março o ônibus segue para Ribas do Rio Pardo e Sete Quedas.

No decorrer do ano, as outras 16 cidades que recebem atendimento gratuito são Coxim, Água Clara, Aquidauana, Fátima do Sul, Cassilândia, Sonora, Naviraí.
02/01/2012 - Idest no Corréio do Estado