SÃO PAULO - No próximo dia 30 de maio será realizado, no Terraço Itália, um jantar para 80 talheres em comemoração aos 20 anos da Associação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Combate ao Câncer - ABIFCC. Na mesma ocasião festiva, será lançado o livro: "20 anos de Luta da ABIFCC".
No dia seguinte, 31 de maio, acontecerá a Reunião Geral dos Associados à ABIFCC no Hotel Comfort Downtown, na rua Araújo 141, no centro da cidade de São Paulo.
07/04/2010 - Diretoria ABIFCC
SALVADOR, 04 de junho de 2010.
Senhor Minístro,
A ABIFICC - Associação Brasileira de Instituiçoes Filantrópicas de Combate ao Câncer, levada pela decisão unánime da Assembleia Geral de 31 de maio de 2010, vem pelo presente solicitar a V.Exª o empenho para que seja publicada, ainda no mês de junho, a revisão da tabela de procedimento SUS, elaborada pela Secretaria de Atenção à Saúde, em especial nas áreas de oncologia e radioterapia, para que bem possam os prestadores de serviços, o mais cedo possível, alcançar os resultados pretendidos com a ampla revisão.
A cada mês que passa Excelência, reduzem as possibilidades de suprirmos as limitações vigentes e temos a certeza de que contaremos com a elevada sensibilidade de V.Exª para a imediata publicação.
Reiterando os protestos de consideração e apreço, subscrevemo-nos atenciosamente,
Dr. Aristides Maltêz Filho
04/06/2010 - Aristides Maltez Filho, Diretor da ABIFCC
BRASÍLIA - Nove procedimentos para o tratamento de câncer foram incluídos na cobertura do Sistema Único de Saúde (SUS) e outros 66 tiveram o valor de tabela reajustados. É a primeira vez em mais de 10 anos que o Ministério da Saúde atualiza o valor repassado às instituições de saúde para o tratamento de pacientes com câncer fora do sistema público. As portarias assinadas nesta terça-feira pelo ministro da Saúde, José Gomes Temporão, também disponibilizam R$ 412 milhões na reestruturação da assistência oncológica do SUS.
O pacote de investimentos anunciado pelo governo foi elogiado pelos especialistas ouvidos pelo Correio, mas com uma ressalva importante: o país peca em não investir em prevenção, que é a chave para enfrentar doenças como o câncer.
Segundo o chefe do departamento de oncologia do Hospital Universitário de Brasília (HUB), Murilo Buso, a maior parte desses recursos aprovados pelo Ministério será destinada a tratamentos paliativos. "O sistema como um todo deveria ser reorganizado, para que o doente consiga canais de prioridade e diagnósticos mais precisos", sugere. Dessa forma, os índices de cura seriam melhores e os gastos públicos, menores. "Esses tratamentos são importantes, dão sobrevida e melhor qualidade de vida, mas poucas pessoas vão ser efetivamente curadas."
Entre os novos procedimentos incluídos na cobertura do SUS está o tratamento local de câncer de fígado. Esse câncer pode ser tratado de forma diferenciada, sem uso de quimio ou radioterapia. No tratamento mais moderno, é injetado o medicamento diretamente no local afetado, explica Buso. "Com a incorporação de metodologias mais novas como essa, será possível tratar um pouco melhor mais pacientes", diz. Mas, de acordo com o especialista, a maioria dos casos de câncer são diagnosticados tardiamente no Brasil, em fases avançadas. E quanto mais cedo ocorre o diagnóstico, maiores as chances de cura. "O tempo entre o primeiro sintoma e o diagnóstico, e também do diagnóstico até o tratamento, precisa ser encurtado", destaca. Para o profissional, há a necessidade de maior investimento na capacitação dos médicos para que os diagnósticos sejam descobertos mais precocemente.
Brígida Santos, 64 anos, e Elizabeth Lima, 73 anos, vieram da Bahia para receber tratamento no Hospital de Base de Brasília. As duas passaram por uma longa jornada até receberem a confirmação do diagnóstico. Brígida, que sofre de câncer de colo do útero, poderia ter sido diagnosticada precocemente se o serviço de prevenção no município onde morava fosse eficiente. "Os primeiros sintomas podem ser detectados em exames ginecológicos de rotina", explica Buso. Já Elizabeth foi operada para a retirada de tumores no intestino no dia seguinte ao diagnóstico, mas depois de meses sem acompanhamento, surgiu outro tumor, no fígado.
O gerente de câncer da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, Arturo Otaño, explica que a sociedade médica do país luta há anos pela incorporação de novos tratamentos no SUS. "Nos 12 anos que a tabela de procedimentos de tratamentos oncológicos ficou sem reajuste, foram criadas diversas drogas novas com melhores resultados no combate ao câncer. E é comum que esses medicamentos tenham o custo mais elevado." A tabela do SUS não estabelece as drogas a serem usadas, mas define um valor fixo a ser repassado. "Cabe aos serviços credenciados escolher o tratamento adequado e arcar financeiramente, já que o valor que será repassado é o mesmo", explica Murilo Buso.
26/08/2010 - Corréio Braziliense
JÍ-PARANÁ - Após participarem de uma reunião com o Presidente da Fundação Pio XII- Hospital de Câncer de Barretos (HC), Henrique Prata, na última sexta-feira (20), o grupo de profissionais que representam a Prefeitura Municipal de Ji-Paraná, Grupo de Apoio aos Portadores de Câncer de Ji-Paraná (GAPC) e o senador Acir Gurgacz (PDT), retornaram ao município confiantes de que está bem próxima a implantação de uma unidade do HC em no município.
Segundo informações de Silvia Cristina Amâncio Chagas, membro fundadora do GAPC e Coordenadora do HC em Ji-Paraná, toda a equipe foi muito bem recebida por Henrique Prata que expôs diversos pontos deste audacioso projeto.
"É um projeto de milhões de reais que necessita de muitos parceiros. Temos a disponibilidade de Henrique Prata para implantação de uma unidade do HC em Ji-Paraná, como também da permanência da Carreta de Prevenção por um maior período no município, para isto estamos trabalhando na busca de mais parceiros. Temos certeza que estaremos realizando este sonho, que não é só nosso, mas sim de toda a população da Região Norte do país, que terá acesso mais facilitado ao que há de mais moderno em medicina contra os males do câncer, como também a equipamentos e instalações de primeiro mundo e com atendimento gratuito", explicou Silvia.
O Secretário Municipal de Saúde, José Batista, que também fez parte do grupo, ficou maravilhado ao conhecer as instalações e o potencial do HC de Barretos. "São instalações que, em qualquer outro local, as pessoas menos favorecidas não teriam acesso. Estou maravilhado com o trabalho realizado pela Fundação Pio XII e vou trabalhar, incansavelmente, para que uma unidade do HC seja instalada em Ji-Paraná", afirmou.
De acordo com explicações de Silvia, Henrique Prata quer realizar a implantação dos dois projetos ao mesmo tempo, que é a permanência da Carreta de Prevenção e a unidade do HC. O representante do Senador Acir Gurgacz, o chefe de gabinete Antônio Carlos, recebeu de Henrique Prata uma cópia do projeto que estará entregando ao Senador Acir. "Vamos entregar este projeto ao Senador Acir e tenho certeza que ele estará buscando todas as formas possíveis para que seja concretizado o quanto antes", afirmou Antônio Carlos.
Segundo Henrique Prata, este foi o primeiro grupo a visitar Barretos e disponibilizar parceria para efetivar a implantação de uma unidade do Hospital do Câncer em Ji-Paraná. Só em 2009, Rondônia foi responsável pelo envio de 1.236 pacientes para tratamento de câncer em Barretos, sendo que destes, 155 foram de Ji-Paraná. E nos primeiros meses do ano, Barretos já recebeu 55 pacientes do nosso município. Também no último ano, todas as cidades rondonienses enviaram pacientes para tratamento no HC. Tudo isso demonstra a necessidade da implantação de uma unidade em Ji-Paraná.
23/08/2010 - Assessoria
SALVADOR - Ao inaugurar o comitê da coligação A Bahia Tem Pressa, em Conceição do Coité, a 200 Km de Salvador, o candidato do PMDB, Geddel Vieira Lima, citou o drama vivido pelos 63 mil moradores do município, como exemplo do caos instalados na saúde pública em todo o Estado. A cidade não possui hospital regional público, mas tem dois hospitais filantrópicos que poderiam atender à toda a região, mas estão abandonados pelo Governo do Estado.
candidato, que tem entre as suas propostas de governo, a formação de parcerias com hospitais filantrópicos e a rede privada para garantir assistência integral aos baianos de todos os municípios.
Sem atendimento qualificado, a população de Conceição de Coité e dos demais municípios da região é obrigada a se deslocar para Feira de Santana ou Salvador, em busca de assistência médica. O presidente do PMDB no município, Alex Piatã, ressaltou que mesmo na capital, onde existe uma rede de hospitais estaduais, o atendimento é caótico. Como exemplo, ele citou o caso de uma moradora de Coité, que foi levada ao Hospital Ana Nery para realizar uma cirurgia, que só foi marcada para 2016, daqui a seis anos.
"Não queremos mais as pessoas sofrendo pelos corredores dos hospitais. Por isso que a Bahia quer Geddel, para mudar a essa situação", disse Piatã.
Para o senador César Borges (PR), candidato à reeleição, falta compromisso por parte do atual governo estadual em atender, sobretudo, a população mais pobre, uma situação que não ocorre apenas na área de saúde, mas também na segurança pública, transporte e educação. "Temos problemas no ensino fundamental, no médio e professores e alunos reclamando que o governo não lhes dá a devida atenção. Por isso eu não tive dúvida na hora de escolher meu governador: Geddel", disse.
O candidato ao Senado Edvaldo Brito (PTB) lembrou a competência do programa de educação de Geddel e contou como tem sido a recepção às visitas do peemedebista ao interior baiano. "Vemos um povo livre que está nas ruas a aplaudir Geddel. Vi isso em todas as cidades que visitamos, como Juazeiro, Teolândia, Itatim e, agora, aqui, em Conceição do Coité".
21/08/2010 - Jornal da Mídia.com.br
SÃO PAULO - O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, anunciou no XX Congresso Nacional das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos (que vai até esta quinta-feira), em Brasília, a criação de uma linha de crédito de R$ 500 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para esse tipo específico de estabelecimento de saúde.
A novidade faz parte do Programa BNDES de Apoio às Instituições de Saúde, que acaba de ser desenvolvido pela Secretaria Executiva do ministério e pelo banco de fomento. O ministro ainda assinou no evento, na última terça-feira, uma portaria que regulamenta o processo de concessão e renovação dos certificados das entidades privadas sem fins lucrativos no âmbito do ministério.
A nova linha de crédito do BNDES Saúde deve propiciar capital de giro para obras civis, aquisição de softwares, máquinas e equipamentos, além de treinamento de pessoal. O objetivo é fortalecer a capacidade de atendimento, modernizar e melhorar a gestão das santas casas e dos hospitais filantrópicos que ofereçam 60% de seus serviços pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Esses estabelecimentos de saúde destinam hoje 121 mil leitos ao SUS, entre os 366,8 mil existentes em todo o País. Ou seja, representam 32,9% dos leitos do SUS no Brasil. Apenas em 2009, o Ministério da Saúde repassou R$ 7,2 bilhões às santas casas e aos hospitais filantrópicos para custeio de procedimentos ambulatoriais e hospitalares, como exames, consultas e cirurgias. É um aumento de 63,3% em relação aos repasses de 2004.
O número de consultas especializadas (oftalmologia, cardiologia e oncologia, por exemplo) feitas nesses estabelecimentos de saúde cresceu mais de 10 vezes nos últimos seis anos. Em 2004, foram realizadas 1.106.967 de consultas especializadas. Já em 2009, o número chegou a 11.595.827. Por isso, o governo federal tem se preocupado em criar incentivos aos estabelecimentos que prestam efetivamente serviços pelo SUS.
Para a efetivação prática do BNDES Saúde, será firmado um Protocolo de Ação Conjunta entre o Ministério da Saúde e o BNDES, que já trabalhavam desde o ano passado no BNDES Saúde. A previsão de assinatura é de três semanas.
Portaria
Também no congresso, o ministro Temporão assinou uma portaria que regulamenta o Decreto Presidencial de 20 de julho, para a concessão de certificados das entidades sem fins lucrativos que prestam assistência à saúde. Entre as questões definidas, há a exigência de contrato entre as instituições filantrópicas e o gestor local do SUS. Esse contrato formaliza a relação entre gestor e prestador de serviços, definindo as responsabilidades de ambas as partes.
Além dos atendimentos hospitalares prestados pelas entidades filantrópicas aos usuários do SUS, também serão considerados os atendimentos ambulatoriais. Ou seja, para serem certificadas ou obterem a renovação do certificado, essas instituições passam a somar os procedimentos realizados em âmbito ambulatorial aos de hospitalização, de forma a poder comprovar o porcentual mínimo de 60% de serviços oferecidos pelo SUS. Antes da regulamentação, esse critério (de 60%) incidia somente sobre o atendimento hospitalar.
O processo de certificação pelo Ministério da Saúde contará com o assessoramento de um comitê específico, no qual participarão, entre outros, o Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass) e o Conselho Nacional dos Secretários Municipais de Saúde (Conasems). A Portaria é resultado de um consenso entre o ministério e representantes das entidades da área.
18/08/2010 - Estado de São Paulo
PORTO ALEGRE - A melhora no atendimento público de saúde no país depende de uma nova linha de financiamento para as entidades filantrópicas do setor, da revisão da tabela do Serviço Único de Saúde (SUS) e da implementação de ambulatórios que atendam especialidades médicas. A opinião é do candidato à Presidência da República, José Serra, pela coligação O Brasil Pode Mais (PSDB, DEM, PPS, PTB e PT do B), que defendeu hoje a aplicação de R$ 12 bilhões na área ao longo de quatro anos.
Serra batizou a linha de financiamento para as filantrópicas que atuam no setor de 'Proer das Casas de Saúde'. Segundo ele, a medida é fundamental porque o setor está com um endividamento de cerca de R$ 5,9 bilhões, que o aproxima de uma fase pré-colapso.
"Na Presidência, nós vamos voltar [a fazer] o Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Fortalecimento do Sistema Financeiro Nacional [Proer], [mas] para as santas casas. O grau de endividamento do setor é intolerável. Passou de R$ 1,8 bi [bilhão] para R$ 5,9 bi. O que mostra uma situação crítica e de pré-colapso" disse o candidato.
O candidato participou hoje do 20º Congresso Nacional das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos, em Brasília, com o tema Instituições de Saúde: Enfrentando Desafios, Ampliando as Oportunidades. O evento é organizado pela Confederação das Santas Casas de Misericórdia, Hospitais e Entidades Filantrópicas (CMB).
Serra fez uma análise da saúde pública no país e criticou a adversária do PT, Dilma Rousseff. Segundo ele, Dilma 'copia' suas ideias para o setor de saúde.
— Eu tenho feito propostas. Aí, daqui a um mês, a candidata do PT vem e fez as mesmas propostas. Mas tudo bem — disse.
— O importante não é a cópia. Eu só gostaria, de vez em quando, de ter o direito autoral.
Para Serra, as entidades filantrópicas devem ser tratadas como parceiras, o que, segundo ele, ocorreu no período em que foi ministro da Saúde. De acordo com o candidato, 40% das internações no país estão vinculadas a estas entidades.
O candidato elogiou o trabalho realizado pelas santas casas de misericórdia e pelos hospitais filantrópicos, mas criticou o governo pelo tratamento dispensado a essas entidades.
— Tem muito trololó nesta área. Nós levantamos os municípios com menor IDH [Índice de Desenvolvimento Humano].
17/08/2010 - Agência Brasil
SÃO PAULO - Na manhã do último domingo (15/08) aconteceu a edição 2010 da Corrida Contra o Câncer de Mama, competição que reuniu cerca de oito mil pessoas no Parque do Ibirapuera, em São Paulo. David Benedito de Macedo e Tatiele Roberta de Carvalho foram os campeões da disputa, que acontece desde 1999.
O dia amanheceu frio e com garoa na cidade de São Paulo, mas logo cedo o parque estava tomado pelos corredores que iniciavam o alongamento e aquecimento. David Benedito de Macedo precisou de 14min28 para completar os cinco quilômetros e foi seguido por Israel dos Anjos (14min38); Rafael Santos (14min43); Francisco Barbosa dos Santos (14min51) e Adriano da Silva Soares (14min51).
Entre as mulheres, Tatiele Roberta de Carvalho correu em 17min10 a distância e foi seguida por Andrea Celeste da Silva Ramos (17min24); Maria C. Bernardo (18min04); Hildene Cardoso de Santana (19min14) e Nilzete Ribeiro Martins (19min23). Além da corrida, também aconteceu uma caminhada de cinco quilômetros.
A prova foi criada em 1999, época em que era exclusiva para mulheres, e tem como objetivo divulgar a campanha O Câncer de Mama no Alvo da Moda. As inscrições custaram R$ 40 e parte da renda foi revertida para o Instituto Brasileiro de Controle do Câncer (Ibcc).
Alguns artistas estiveram presentes, entre eles Eriberto Leão, Leandra Leal, Germano Pereira, Janaína Ávila, Antonio Fragoso, Priscila Sol e Leonardo Miggiorin, além dos comediantes Dig Dutra e Jone Brabo. Na véspera da competição, durante a retirada de kits no Ibcc, foram atendidas 118 mulheres e 33 homens, dos quais nove mulheres apresentaram alterações mamas e foram encaminhadas para exames complementares no hospital.
16/08/2010 - webrun.com.br
SÃO PAULO - O Centro Internacional de Pesquisa e Ensino (Cipe) em Oncologia do Hospital A.C. Camargo será inaugurado nesta quinta-feira, 5, em São Paulo. O espaço vai abrigar e centralizar toda a produção científica e o ensino na instituição.
Com investimentos de R$ 18 milhões, as instalações reunirão, entre outros, pesquisas com oncogenômica, príons e tumores de maior incidência entre brasileiros: mama, próstata, cólon e cabeça e pescoço.
Com 4 mil m2, o Cipe tem infraestrutura e tecnologia só comparáveis às de centros internacionais e será inaugurado pelo alemão Harald zur Hausen, que em 2008 recebeu o Prêmio Nobel de Medicina por identificar a relação do papilomavírus (HPV) com cânceres como o de colo do útero, o segundo mais frequente em mulheres no País. Zur Hausen é um dos principais convidados da Jornada Internacional de Patologia organizada pelo A.C. Camargo.
A direção do centro será de Ricardo Renzo Brentani, presidente da Fundação Antônio Prudente (mantenedora do hospital) e diretor-presidente do Conselho Técnico Administrativo da Fapesp. De acordo com ele, o Cipe colocará a pesquisa em câncer no Brasil em condição privilegiada.
"Não temos ainda uma infraestrutura compatível com essa. Adquirimos equipamentos únicos, como o sequenciador que pode realizar genomas completos de um ser humano em menos de uma semana, e temos algumas das melhores cabeças da ciência oncológica reunidos em um mesmo ambiente", disse.
O sequenciador de DNA foi adquirido pelo Centro Antonio Prudente para Pesquisa e Tratamento do Câncer, um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepid) da Fapesp. O equipamento permite a realização de 500 milhões de sequências em uma semana e beneficiará todos os projetos de pesquisa genômica em curso no A.C. Camargo, o que será um dos principais diferenciais da instituição.
"Com o novo sequenciador, o pesquisador poderá detectar mutações em genes de maneira mais rápida, a um custo muito mais acessível. O primeiro genoma humano levou 15 anos para ser sequenciado, a um custo de cerca de US$ 15 bilhões. Se na época existisse a tecnologia que o A.C. Camargo passa a ter agora, o mesmo trabalho teria sido realizado em uma semana, a um custo estimado de US$ 5 ou US$ 10 mil", comparou Emmanuel Dias-Neto, pesquisador do hospital.
Brentani ressalta que o desenvolvimento científico reflete benefícios diretos ao paciente, um diferencial do hospital e também de suas linhas de ensino e pesquisa.
"Sete entre dez de nossos pesquisadores integram o corpo clínico do A.C. Camargo, o que significa que esse conhecimento reflete na prática médica. O trabalho desses cientistas retorna para o paciente na forma de um tratamento mais eficaz", afirmou.
Encontros de patologia
Responsável pela descoberta da relação entre o papilomavírus humano (HPV) e câncer, o pesquisador alemão Zur Hausen será um dos destaques do 3º Encontro de Patologia Investigativa e da 13ª Jornada Internacional de Patologia, que são realizados entre os dias 4 e 7 de agosto, em São Paulo, coordenados pelo patologista Fernando Soares, diretor da Pós-Graduação do Hospital.
Em duas aulas, o Nobel de Medicina apresentará detalhes sobre um dos mais caros temas da atualidade: a relação entre infecção e câncer. Zur Hausen identificou em 1983 a presença do HPV tipo 16 em biópsias de mulheres com câncer de colo do útero.
No ano seguinte, foi a vez de associar a doença também com o tipo 18. Os dois são encontrados em aproximadamente 70% das biópsias desse tipo de câncer em todo o mundo, o segundo mais comum em mulheres, atrás apenas do de mama. As estimativas para o biênio 2010/2011 apontam para 18 mil novos casos por ano no Brasil. Diversos tipos de tumores, como os de boca, garganta e pênis, também estão ligados ao HPV.
Também estará presente nos eventos o patologista Craig Allred, da Universidade de Washington, que desenvolveu uma técnica adotada em todo o mundo para o diagnóstico diferencial do câncer de mama. Allred mostrará detalhes do método, além de como prever com certa precisão os resultados do tratamento oncológico a partir de determinado diagnóstico.
Os encontros reunirão ainda especialistas dos principais centros de pesquisa europeus e americanos, como a University College of London (Inglaterra), a Universidade de Edimburgo (Escócia), a Universidade de Toronto (Canadá) e o Centro do Câncer M.D.Anderson (Estados Unidos), além de pesquisadores brasileiros do Instituto Ludwig, das universidades de São Paulo (USP) e Estadual Paulista (Unesp) e das federais de São Paulo (Unifesp), Rio de Janeiro (UFRJ) e Minas Gerais (UFMG).
04/06/2010 - Agência FAPESP
CAMPINAS - Entre os dias 17 e 19 de agosto, acontece, em Brasília, o XX Congresso Nacional das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos. Neste, que é um dos mais importantes congressos do setor, será apresentada a realidade da área de saúde do Brasil e como é possível continuar oferecendo atendimento de qualidade para a população mesmo em um cenário desfavorável. O foco da discussão deste ano será o aprimoramento dos serviços prestados, por meio de alternativas viáveis que visem qualidade e melhoria nos processos.
E logo no primeiro dia de Congresso, com a participação de alguns dos candidatos à presidência da República (ou seus representantes oficiais) Dilma Rousseff, José Serra e Marina Silva, serão debatidas alternativas futuras para a saúde no país e os participantes poderão conhecer os planos de governo dos três presidenciáveis para esse setor. A expectativa é que todos aproveitem a oportunidade para expor alternativas ao problema de investimento na área, principalmente no que diz respeito aos financiamentos que são necessários para que as Santas Casas e Hospitais Filantrópicos se adaptem às novas demandas do setor.
Até o momento, no que toca a questão de saúde no Brasil, os candidatos têm sido críticos, mas otimistas com o que pode ser feito. Dilma Rousseff apresenta em seu plano de gestão, a ideia de aprimorar a eficácia do sistema de saúde, com diretrizes como garantir mais recurso para o SUS e dedicar uma atenção maior aos hospitais públicos. Por sua vez, José Serra apresenta plano de trabalho em que pretende continuar com ações que implantou em seu governo em São Paulo, como o programa de auxílio financeiro às Santas Casas e hospitais beneficentes, que atualmente atende 115 instituições, e dar ainda mais força aos AMEs. Para Marina Silva, apesar dos avanços, é necessário superar os problemas atuais, como o subfinanciamento na saúde, baixo investimento e processos de trabalho precários, além de avançar para uma política preparada para se adaptar às novas demandas da área da saúde. Ela visa um sistema mais humano, rápido e que ofereça respostas a todos os brasileiros.
Nesse contexto de ano eleitoral, que sempre traz novas propostas e promessas de mudanças, Paulo Porto, diretor Comercial da Wareline, empresa especializada em desenvolvimento de sistemas para a gestão hospitalar, acredita que nenhum candidato terá um plano completo se não contemplar a tecnologia como fator de alavancagem para essas instituições. "Dados mostram que hoje, apenas 4% dos cerca de 7 mil hospitais existentes no país têm algum tipo de informatização. Como a instituição hospitalar é a base do sistema de saúde do nosso país, a sustentabilidade do setor depende diretamente de uma gestão eficiente baseada em informações", ressalta Paulo.
O diretor também afirma que este Congresso será um momento importante para serem discutidos os principais desafios e também as melhores oportunidades para a implementação de novas tecnologias para hospitais filantrópicos e Santas Casas. "A Wareline sabe que o fator crítico de sucesso ainda é a gestão baseada em informações confiáveis e que só com um sistema integrado isso poderá ser alcançado. Independente do resultado das eleições, estamos preparados para oferecer às instituições de saúde todo o respaldo para superarmos esse fator crítico", finaliza Paulo.
Sobre a Wareline
Criada em 1989, a Wareline é uma empresa especializada em desenvolvimento de sistemas de informatização hospitalar, que oferece integração e automatização das partes operacionais e financeiras das instituições de saúde. As soluções e serviços da Wareline garantem aos clientes qualidade nos sistemas e expertise junto aos órgãos públicos e privados com os quais têm interface. Atuando no mercado nacional, a empresa atende mais de 250 instituições, entre hospitais universitários, filantrópicos, particulares e redes municipais distribuídos nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Goiás, Mato Grosso do Sul, Paraná, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Piauí, Paraíba e Espírito Santo. Saiba mais em http://www.wareline.com.br.
03/08/2010 - Natasha Fernandes de Andrade (percepcao@aliahpercepcao.com.br)
CUIABÁ - O deputado estadual Sérgio Ricardo (PR), presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito(CPI) da Saúde, é autor de um projeto de lei que cria o Programa de Fortalecimento e Apoio Técnico para Recuperação Financeira das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos de Mato Grosso. Denominado Prohosp, o projeto autoriza o Executivo a viabilizar recursos junto a instituições financeiras públicas para a abertura de linha de crédito aos hospitais de Mato Grosso que estejam organizados sob a forma de entidades privadas sem fins lucrativos e integrados ao SUS.
Hoje, 18 hospitais filantrópicos e Santas Casas de Misericórdia estão nesse patamar, dando apoio à rede do Sistema Único de Saúde(SUS) nas regiões de Cuiabá, Campo Novo dos Parecis, Rondonópolis, Cáceres, Poconé, Poxoréu, Sinop, Denise, Nova Mutum, Sapezal e Rosário Oeste.
O valor total do recurso a ser disponibilizado via programa é de R$ 150.000.000.00 (cento e cinquenta milhões de reais), que deverá atender todas as entidades privadas sem fins lucrativos, podendo ser ampliado de acordo com a necessidade devidamente comprovada e aprovada pela Secretaria de Estado de Saúde. No entanto, as instituições deverão apresentar projetos de custeio e de investimento para avaliação, visando à obtenção de linha de crédito a ser disponibilizada pelas instituições financeira.
Sérgio Ricardo lembra que os hospitais filantrópicos estão passando pela mais grave crise financeira dos últimos anos. "O aumento da demanda e a queda na arrecadação estão fazendo com que mês a mês as entidades fechem o caixa no ´vermelho´. O principal motivo para a situação crítica é a defasada tabela de preços do SUS. Para se manter, muitos deles recebem doações, promovem eventos. Em alguns municípios, o filantrópico é o único hospital existente. A redução do atendimento no interior tem como consequência a sobrecarga na Capital", disse.
O deputado relatou a gravidade de algumas instituições, que estão na iminência de fecharem suas portas. "Em Diamantino, o Hospital São João Batista está em uma situação caótica. É o único hospital do município (quase 19 mil habitantes) que tem 70% do atendimento voltado para o SUS. Ao todo são 71 leitos, mas a crise fez com que fosse reduzido para 51. A Vigilância Sanitária exigiu a reforma em 20 leitos e, como a entidade não tem recurso, foi obrigada a desativar. O déficit mensal do hospital é da ordem de R$ 60 mil", destacou o parlamentar.
O Hospital Geral de Poconé (104 km ao sul da Capital), outro exemplo citado, também é o único do município e, de acordo com Sérgio Ricardo, não consegue pagar todas as despesas mensais. O diretor-presidente da entidade, Benedito de Moraes, afirmou que o déficit mensal chega a R$ 15 mil e ano passado ficou com uma dívida de R$ 60 mil. "O que está nos ajudando são as festas, os eventos que a gente faz, e a doação das pessoas", disse o diretor.
A situação não é diferente na Capital. A Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá é a entidade filantrópica mais antiga de Mato Grosso. Dos 192 anos de existência, 80 são como filantrópica. Segundo informações do diretor-presidente da casa, Luiz Felipe Sabóia Filho, apesar da receita no ano passado ter chegado aos R$ 15 milhões, ainda não cobriu todos os custos, tendo a entidade apresentado um déficit de R$ 400 mil.
28/07/2010 - Assessoria e O Documento, Cuiabá
UBERABA - Realizado ontem em Uberaba o 2º Seminário de Soluções 2010 do Hospital Dr. Hélio Angotti (HHA). Transmitido ao vivo pela internet, o evento contou com a presença, pela manhã, de autoridades municipais, estaduais e federais e, também de prefeitos e secretários de Saúde da região.
Durante o evento apresentou-se situação do HHA, que possui déficit mensal de R$ 600 mil - 89% dos atendimentos a pacientes de Uberaba e 115 municípios, 43 mil pessoas por mês dispostos em 111 leitos - sendo 8 UTI’s, são via Sistema Único de Saúde (SUS). São realizados quase 87 mil procedimentos por ano, 42 mil aplicações de radioterapia, 13 mil de quimioterapia e cerca de 3 mil cirurgias.
O presidente da Associação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Combate ao Câncer, Pascoal Marracinni, também participou do evento e destacou que a situação é a mesma de outros hospitais filantrópicos. "Há uma esperança que o Ministério conceda um reajuste para quimioterapia e radioterapia e, com isso possamos aliviar esse déficit orçamentário", afirma. Segundo ele, outra alternativa é esta busca pela contribuição da sociedade. A fim de suprir essa necessidade foi criada a Rede de Proteção Social. Para a responsável Geise Degraf, o que o presidente do HHA, Délcio Scandiuzzi está fazendo é sistematizar a Rede de Proteção. "Que nada mais é do que convocar a sociedade através das entidades públicas, organizações do 3º setor, acadêmicos, cidadãos e instituições nacionais e internacionais para vir contribuir com a causa, porque não há como falar em gestão sem contar com a contribuição da sociedade", destaca.
De acordo com Scandiuzzi, o objetivo é que todos os municípios da região voltem a se tratar de câncer no Hospital Dr. Hélio Angotti. "Para isso, precisamos tanto da ajuda financeira do SUS quanto da colaboração do 3º setor, prefeitos e secretarias da região. Estamos convocando todas as instituições que prestam serviços para outros centros que voltem a nós, para que mereçamos sua atenção", afirma o presidente.
Entre demonstrações de apoio à causa, Cleber Cabeludo afirmou que a Usina Vale do Tijuco disponibilizará 170 mil m2 para horta, a fim de suprir o consumo de legumes e verduras de hospitais filantrópicos da cidade.
27/07/2010 - JM Online, Uberaba
UBERABA - O Hospital Doutor Hélio Angotti, instituição sem fins lucrativos de Uberaba, promove no dia 26 de julho (segunda-feira) o II Seminário de Soluções 2010. O evento terá início às 8h, e será realizado no anfiteatro da casa filantrópica. O presidente do Hospital Hélio Angotti, Délcio Scandiuzzi, esclarece que esse seminário tem o objetivo de discutir a realidade do SUS, bem como as principais questões relacionadas ao sistema. "Hoje a realidade do Sistema Único de Saúde (SUS) mudou muito, mas ainda existem mudanças a serem realizadas."
Para o presidente Délcio Scandiuzzi, além das questões que envolvem o SUS, será abordada no dia 26 de julho a inserção da casa filantrópica de Uberaba e fazer com que todos os municípios pertencentes cumpram com a sua parte.
"O I Seminário de Soluções 2009 foi realizado no ano passado, inclusive com a obtenção de um excelente resultado. Neste ano, estamos ainda mais empenhados para colocar em prática todas as nossas propostas, prevendo também bom desempenho em bases mais sólidas", diz o presidente do Hélio Angotti.
Nesta segunda edição, a equipe do hospital está melhorando a parte estrutural do evento, com ampliações como a realização da tarde científica. "A expectativa é proporcionar um encontro melhor que o do ano passado, tornando-o importante para o balanço e a reflexão sobre novos rumos", acrescenta Délcio Scandiuzzi.
Entre os convidados, prefeitos da região estão recebendo convites para participar do seminário e da Rede de Amparo e Proteção ao Hospital Doutor Hélio Angotti. Quanto aos contatos pessoais, eles estão sendo feitos pelo gestor José Carlos Almeida e pela coordenadora da rede, Geise Degraf, em viagens que foram iniciadas na semana passada.
Redes de Proteção - A finalidade da Rede de Amparo e Proteção é construir um grupo sólido de apoiadores, com capacidade de garantir recursos permanentes à casa de saúde. O modelo segue alguns exemplos bem-sucedidos, como é o caso do Hospital de Câncer de Barretos.
O hospital barretense capta R$ 5 milhões por mês, mas para isso conta com uma estrutura profissional, composta por 32 funcionários só no seu Departamento de Captação. Ele ainda consegue R$ 3 milhões em verbas públicas para compor o total dos R$ 8 milhões mensais necessários para a sua atuação. A Fundação Mário Penna, que está localizada em Belo Horizonte-MG, também pode ser dada como exemplo que mantém dois hospitais com uma boa Rede de Proteção. Neste caso, ele chega a arrecadar, em média, R$ 3 milhões mensalmente.
Com relação ao Hospital Doutor Hélio Angotti, ele tem um custo de R$ 1,6 milhão ao mês para se manter em pleno funcionamento. Hoje tem um déficit de R$ 600 mil mensais, levando em consideração toda abrangência e estrutura da casa, que tem como captar recursos no Triângulo Mineiro, Alto Paranaíba e Noroeste do Estado.
"Desta vez contamos com os profissionais capacitados da área para desenvolver tanto o II Seminário de Soluções 2010 como a Rede de Amparo e Proteção. Com o estabelecimento de nossas metas, deixaremos submetido todo o propósito à avaliação do Comitê Gestor", finaliza Délcio Scandiuzzi.
O II Seminário de Soluções 2010 está aberto a toda a população uberabense.
15/07/2010 - Renata Vendramini para O Jornal de Uberaba
RECIFE - O Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP) realizará amanhã uma campanha solidária para doação de sangue. Batizada de Doação Solidária, a campanha tem o objetivo de aumentar os estoques de todos os tipos de sangue que estão em baixa na unidade de saúde.
Durante todo o dia uma unidade móvel da Fundação de Hematologia e Hemoterapia de Pernambuco (Hemope) estará no Hospital do Câncer para coletar o sangue dos doadores que comparecerem à Instituição. O material recolhido servirá exclusivamente aos pacientes do HCP.
Além disso, voluntários estarão entregando panfletos e convocando os doadores no Shopping Tacaruna e nas imediações do hospital. Faixas com frases destacando a importância da doação serão colocadas. Tudo visando uma grande participação da população.
Para o diretor técnico do HCP, Christiano Paiva, esta ação tem uma grande importância uma vez que os estoques dos diversos tipos de sangue estão bem abaixo do necessário.
"Estamos recorrendo ao Hemope para repor o sangue que nossos pacientes utilizam em seus tratamentos, por isso precisamos da solidariedade do povo de nosso Estado para ajudar ampliar nossos estoques e continuar realizando nossos tratamentos regulamente", informa.
Vale destacar que para doar sangue é necessário estar em boas condições de saúde, ter entre 18 e 65 anos e apresentar documento original de identificação com foto. Além disso, não podem fazer a doação pessoas que estão com gripe, gestantes ou pessoas que tenham ingerido bebida alcoólica nas 24 horas que antecedem a doação.
13/07/2010 - Folha de Pernambuco
SÃO PAULO - Pesquisadores brasileiros sequenciaram, pela primeira vez no País, o genoma humano completo. O feito coincide com os dez anos do projeto que desvendou o DNA da bactéria Xylella fastidiosa e iniciou a pesquisa genômica no Brasil.
Na realidade, os cientistas sequenciaram dois genomas completos: o de uma célula tumoral e o de um linfócito sadio - célula de defesa do sangue. Ambos vieram da mesma pessoa, uma mulher indiana de 61 anos com câncer de mama. O objetivo foi identificar diferenças no DNA que ajudem a entender a doença (mais informações no gráfico).
O Instituto Ludwig de Pesquisa sobre o Câncer, em São Paulo, coordenou o estudo. As amostras vieram de um banco de células em Nova York. O Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), em Petrópolis (RJ), sequenciou os dois tipos de células e gerou dados que permitiram a identificação de mutações pontuais.
Uma filial do Ludwig em San Diego, na Califórnia, também realizou o sequenciamento completo, mas produziu informações para o estudo de rearranjos nos cromossomos.
As sequências geradas nos dois centros foram enviadas para a unidade paulistana do Ludwig, que realizou uma análise minuciosa. Os resultados serão publicados em uma revista científica internacional.
"Um dos motivos pelos quais escolhemos o câncer de mama é sua prevalência entre as mulheres brasileiras", explica Anamaria Camargo, coordenadora do estudo, que recebeu cerca de R$ 2 milhões em financiamento dos Ministérios da Saúde e da Ciência e Tecnologia, por meio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). O Ludwig aportou quantia semelhante.
Relações. "Esta é uma pesquisa de fronteira. Semelhante à realizada pelos principais grupos que estudam genômica do câncer no mundo", afirma o inglês Andrew Simpson, diretor científico do Instituto Ludwig mundial.
Até agora, só foram publicados nove artigos sobre o genoma do câncer. Todos a partir de dezembro. O estudo brasileiro será o décimo e o primeiro a comparar o DNA completo de um tumor com o de uma célula sadia.
O comentário de Simpson recorda a repercussão internacional do sequenciamento da Xylella, quando o País apareceu na vanguarda da pesquisa biotecnológica mundial.
"Samba, futebol e... genômica. A lista de coisas pelas quais o Brasil é renomado se tornou, de repente, mais longa", afirmava um artigo publicado há dez anos na revista britânica The Economist. O editorial da revista Nature de 13 de julho de 2000 apontava que o sequenciamento da Xylella "confirmava a determinação brasileira de ingressar na era pós-genômica ombro a ombro com cientistas dos países ricos".
E as semelhanças nos elogios dirigidos aos dois projetos - Xylella e câncer - não são mera coincidência. Simpson coordenou o Projeto Xylella no Brasil. "Teve um impacto imenso na minha carreira", afirma. Anamaria ainda tem sobre a mesa uma placa comemorativa do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) pela ajuda que prestou no sequenciamento da bactéria.
Interessados na genômica do câncer, Simpson e Anamaria ingressaram em um projeto que sequenciou o DNA de uma praga dos laranjais. Como a maioria dos 35 grupos que participaram do projeto, não queriam estudar uma bactéria, mas aprender a revelar as letras químicas que constituem o código genético - idênticas para todos os seres vivos.
"O Projeto Xylella atingiu plenamente seu objetivo principal: formar pesquisadores capazes de utilizar as ferramentas de sequenciamento", afirma Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), entidade responsável pelo projeto, lançado em 14 de outubro de 1997, que exigiu investimento de US$ 15 milhões. Cerca de 200 pesquisadores participaram da iniciativa.
O sequenciamento completo do genoma humano para estudo do câncer é um dos frutos - provavelmente o mais recente - de uma das iniciativas mais fecundas da ciência brasileira. "O Projeto Xylella foi o pontapé inicial de tudo o que foi feito com genoma no Brasil desde então", aponta Ana Tereza Ribeiro de Vasconcelos, pesquisadora do Laboratório de Bioinformática do LNCC e coordenadora da Rede Nacional de Sequenciamento de DNA.
Com o Projeto Xylella, a Fapesp criou uma rede que serviu para sequenciar outros organismos, como a bactéria Xanthomonas (responsável pelo cancro cítrico), parte do genoma da cana-de-açúcar e células de alguns tipos de tumores. A rede recebeu o nome de Onsa, abreviatura em inglês para Organização para Sequenciamento e Análise de Nucleotídeos, uma brincadeira com o TIGR (Instituto para Pesquisa Genômica, cuja pronúncia é "tigre" em inglês), iniciativa criada pelo pesquisador e empresário americano Craig Venter.
A Onsa já foi dissolvida, mas, em 2000, surgiu a rede nacional que, em boa medida, utiliza uma estrutura semelhante, com pesquisadores espalhados por laboratórios em universidades de vários Estados do País. Atualmente, há dezenas de projetos para sequenciar organismos tão diferentes quanto o mosquito transmissor da malária e bactérias que fixam nitrogênio no solo.
11/07/2010 - Alexandre Gonçalves para o O Estado de São Paulo
RIO DE JANEIRO - Responsáveis por quase a metade das internações e 11% dos atendimentos ambulatoriais pelo Sistema Único de Saúde (SUS), os hospitais filantrópicos amargam a mais aguda crise financeira de sua história. Segundo publicações de junho da grande mídia, nada menos que 1,3 mil instituições - 71% do total - acumulam em 2010 dívida recorde de R$ 5,67 bilhões. Para o secretário Nacional de Atenção à Saúde, Alberto Beltrame, as instituições têm falhas sérias de gestão e os impactos para a população são perversos, com cortes na assistência, queda da qualidade e falência de unidades.
Com o objetivo de reduzir estes números alarmantes da saúde pública nacional e capacitar para a gerência de serviços e sistemas de saúde, propiciando ao aluno conhecimento dos principais métodos e técnicas nos processos de administração no campo da saúde, o Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro irá realizar o Curso de Especialização em Gestão de Saúde.
O curso acontecerá às terças, quartas e quintas-feiras, de 18h30 às 21h30. O valor do curso à vista é de R$ 4.860,00 ou parcelado em 12 vezes de R$ 450,00. Sua taxa de seleção é de R$ 65,00.
As inscrições poderão ser feitas até o dia 26 de julho pela Internet ou na Secretaria do Instituto de Medicina Social, situada na Rua São Francisco Xavier, 524 – Pavilhão João Lyra Filho, 7º andar, Bloco D, Sala 7.003 – Maracanã, de segunda a sexta-feira, das 10h às 16h. Para mais informações, acesse a página do Centro de Produção www.cepuerj.uerj.br, envie um e-mail para cepuerj@uerj.br ou telefone para (21) 2334-0639.
10/07/2010 - Portal Brasil
SALVADOR - Esteve a presidência da ABIFICC em audiência com o Departamento de Operações Sociais do BNDES, em continuidade aos entendimentos mantidos a partir de setembro de 2009, pois com a frustração com a Caixa Econômica Federal, busca criação de linha de crédito especial para as entidades filantrópicas de combate ao câncer.
Na oportunidade foi revelado já estar aprovado Programa para linha de crédito aos hospitais filantrópicos como um todo, dividido em dois subprogramas, a ser lançado no mercado, no máximo, até o próximo mês de agosto.
Contém o programa prazo de financiamento até 12 (doze) anos, carência de 6 meses, juros de 0,9% ao ano, mais TJLP spread bancário, alcançando obras, equipamentos, móveis, capital de giro, gestão, reestruturação financeira.
Buscará a ABIFICC concorrência entre bancos para financiamento, a procura de valor menor possível para o spread.
23/06/2010 - Diretoria Abificc
SALVADOR - Na mesma reunião do CONSINCA, 18/6/2010, foi apresentado pelo Ministro da Saúde José Gomes Temporão o resultado do acordo firmado com o Laboratório Norvartis, através da qual um comprimido de Glivec que vem sendo adquirido por R$42,50 (quarenta e dois reais e cinqüenta centavos), passará a custar, no máximo, R$ 26,32 (vinte e seis reais e trinta e dois centavos), a partir de 21 de junho de 2010 e já a partir de 1º de janeiro de 2011 o Ministério da Saúde passará a comprar o medicamento de forma centralizada, ao preço de R$ 20,60 (vinte reais e sessenta centavos).
Estima-se que haja um crescimento de 10% no número de casos/ano de leucemia mieloide crônica e a Norvartis se comprometeu em não onerar o Ministério da Saúde em caso da demanda adicional até 10%.
O acordo vale para os anos de 2011 e 2012, sendo que a patente do Glivec vencerá ao final de 2012. O acordo implicará em uma economia de R$400 milhões para o SUS em dois anos e meio.
23/06/2010 - Diretoria Abificc
SALVADOR - Após grandes esforços conjunto das entidades da especialidade, da ABIFICC, o Ministério da Saúde apresentou a versão final da Revisão da Tabela Unificada do Sistema Único de Saúde, em Oncologia.
A destacar a ampla abertura da Secretaria de Atenção à Saúde, sob orientação e posicionamento de seu titular Alberto Beltrame e competente e integrado conhecimento da área, da médica oncologista Maria Inêz Gadelha e do médico oncologista Sandro Martins, titulares da equipe de setores importantes da Secretaria de Atenção à Saúde.
Os encontros vêm sendo realizados há vários meses, tendo inicial dificuldade de avanços pelas cobranças na área de Oncologia Clínica.
A incorporação financeira à Tabela de Procedimentos SUS, em Oncologia, será de R$ 423.000.000, sendo que já a partir do segundo semestre de 2010 alcançará mais de 68 milhões em radioterapia e mais de 78 milhões em quimioterapia.
A ABIFICC, nas pessoas de Aristides Maltez Filho e Ricardo Curioso, esteve presente à reunião do Conselho Consultivo do INCA - CONSINCA, quando foi dado conhecimento oficial.
Na oportunidade o presidente da ABIFICC congratulou-se com o secretário Alberto Beltrame e sua equipe, que veio a enfrentar e concluir o processo que se arrastava há anos, sem perspectiva de solução, pelos expressivos valores apresentados, pela maneira aberta, sem circunlóquios e sobremaneira por assegurar ser este um passo importante na busca de minimizar as defasagens da Tabela SUS, mas que continuava a SAS atenta a discussão e possíveis novas incorporações.
23/06/2010 - Diretoria Abificc
A primeira explicação para o salto dos dois hospitais está em seus certificados de filantropia, avalia Eduardo Perillo, professor da Pontifícia Universidade Católica, especialista em gestão de saúde e um dos organizadores da série de livros Para Entender a Saúde no Brasil (LCTE Editora). "Não pagar imposto garante uma enorme competitividade", afirma Perillo.
No governo Lula, Sírio e Einstein - que tinham questionamentos aos seus certificados de filantropia, em razão de supostas irregularidades, assim como outras unidades - lutaram, ao lado de outros hospitais privados e filantrópicos menores, para mudar a legislação.
Conseguiram.
Desde 2008, as unidades não têm mais de ofertar atendimentos diretos e gratuitos ao Sistema Único de Saúde (SUS) equivalentes a 20% de suas receitas. No lugar, podem oferecer um pacote de serviços ao sistema público, como capacitação de profissionais de hospitais públicos. Além disso, as instituições beneficiadas "adotaram" hospitais públicos em crise no Rio, por exemplo. E ganharam, do Ministério da Saúde, o carimbo de "hospitais de excelência".
A alteração causa críticas no setor de hospitais filantrópicos que não receberam o título nem a nova modalidade de isenção fiscal. Dirigentes de alguns dos maiores hospitais filantrópicos do Estado, com produção totalmente dedicada ao SUS, disseram que se sentiram desvalorizados após anos de serviços. "O lobby para mudar a legislação foi grande", diz Perillo.
Incerteza. Por outro lado, em vez de ações difíceis de acompanhar, foram acertadas outras para apoiar o SUS, com metas e verificações diretas do ministério, conforme assegura o ministro da Saúde, José Gomes Temporão. "Com certeza o SUS ganhou. Mas não há estudos que nos permitam dizer se o SUS perdeu com essa mudança. E o problema é que também nunca ficaram claros os critérios para que esses fossem considerados de excelência e outros não", diz Perillo.
Para ele, é difícil avaliar a gestão das duas unidades por causa das isenções. "Ambos têm conselhos com gente com recursos. Têm credibilidade para conseguir ajuda de suas comunidades, se necessário. Aquele projeto que poderia ser letal para um hospital privado lucrativo, para eles não é."
Segundo Paulo Chapchap, superintendente no Sírio-Libanês, muitos hospitais que querem o selo de excelência têm outro arranjo de filantropia, a dedicação de 60% dos leitos aos SUS, o que traz risco de prejuízos ao sistema se isso for modificado.
13/06/2010 - O Estado de São Paulo
UBERABA - Às vésperas da corrida eleitoral, mais recursos são anunciados para o Hospital do Câncer Dr. Hélio Angotti. Ao todo, R$ 2,4 milhões foram anunciados pelo pré-candidato Hélio Costa (PMDB) para o custeio da entidade, já com liberação prevista para os próximos dias. Outra verba também está sendo pleiteada no Ministério de Saúde para renovar os equipamentos do HHA a partir de 2011.
Conforme o deputado estadual Adelmo Carneiro Leão (PT), que acompanha o projeto para renovação da estrutura, a proposta inicial seria ampliar a área do hospital. No entanto, constatou-se impedimento na aplicação de recursos federais para obras de instituições filantrópicas. Por isso, o projeto passou por alterações para solicitar recursos destinados à compra de novos equipamentos. A meta é conseguir R$ 6 milhões para o HHA. A perspectiva é a liberação dos recursos para os equipamentos após as eleições e no decorrer de 2011.
Sobre os investimentos, o presidente do hospital, Délcio Scandiuzzi, afirma que é um marco importante para a instituição e dá mais ânimo à equipe de diretores para consolidar a tarefa de revigorar a gestão e melhorar o atendimento aos pacientes da cidade e região.
Já o gestor José Carlos de Almeida comemora os R$ 2,4 milhões previstos para o custeio imediato do HHA. Decreto para autorização do pagamento deverá sair nos próximos dias "Vai nos permitir honrar compromissos, comprar mais medicamentos, além do pagamento de médicos e outros profissionais", assinala.
09/06/2010 - JMOnline de Uberaba
Entra em vigor na próxima segunda-feira (7/6) o novo rol de procedimentos de cobertura obrigatória dos planos de saúde - ou seja, exames, consultas, cirurgias e tratamentos que, indiscutivelmente, devem ser custeados pelas operadoras.
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) divulgou a lista em janeiro deste ano, depois de uma consulta pública sobre o assunto. Foram incluídos procedimentos importantes para a garantia de assistência adequada ao usuário, entre eles alguns defendidos há anos pelo Idec, como o pet-scan oncológico (exame fundamental para identificação de tumores) e o transplante alogênico de medula óssea (medula doada por terceiro).
Além disso, foram corrigidas ilegalidades contidas em resoluções do extinto Conselho de Saúde Suplementar (Consu), órgão que antecedeu a ANS na regulação do setor de planos de saúde, e da própria agência, como a não cobertura de acidentes de trabalho em contratos coletivos e limitação de tempo de internação em hospital-dia em casos de doenças mentais. "Finalmente a ANS está obedecendo o disposto na Lei de Planos de Saúde e corrigindo distorções na regulamentação", destaca Daniela Trettel, advogada do Idec.
Problemas
Apesar das inclusões positivas e da correção da regulamentação, permanecem de fora outros procedimentos fundamentais para o restabelecimento da saúde do paciente, em especial transplantes que já são cobertos pela rede pública - como o de coração, de fígado e de pulmão.
"O SUS [Sistema Único de Saúde] permanecerá com o encargo de atender toda a população brasileira que necessita desses transplantes e em todos os outros casos, geralmente de alta complexidade e mais caros, que não são cobertos pelos planos de saúde - seja por não estarem no rol de coberturas obrigatórias, seja pela atuação de má-fé das operadoras", pondera Trettel.
Além disso, o novo rol restringe as consultas com nutricionistas e terapeutas ocupacionais a 12 sessões por ano; as de fonoaudiologia a 24 e as de psicologia a 40 por ano. O Idec é contra a limitação das consultas com os especialistas, afinal, as pessoas marcam consultas quando têm necessidade e a restrição da quantidade de visitas ao profissional de saúde pode prejudicar o tratamento. A prática fere o Código de Defesa do Consumidor, que, em seu artigo 39, proíbe ao fornecedor "exigir do consumidor vantagem manifestadamente excessiva".
Rol de procedimentos contraria lei
O Idec considera que a própria existência do rol de coberturas obrigatórias é questionável. A Lei de Planos de Saúde (Lei 9.656/98) garante aos consumidores a cobertura de todas as doenças listadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
Da listagem de procedimentos da ANS que entrará em vigor, assim como ocorria com as anteriores, há limitações que, por impedirem que o consumidor tenha acesso ao tratamento adequado para a doença que o acomete, acabam, na prática, por excluir a cobertura da própria doença pelo plano de saúde.
De qualquer maneira, tendo em vista que a adoção do rol de coberturas obrigatórias é prática adotada pela ANS, o Idec tem defendido que a agência o faça de forma constante, criando-se para tanto um grupo técnico-científico de análise de novos procedimentos introduzidos na área de saúde. "A ANS chegou a ficar mais de cinco anos sem revisar o rol de coberturas obrigatórias, causando sérios prejuízos aos consumidores", lembra a advogada.
Hoje, a agência afirma que pretende realizar a revisão a cada dois anos.
Saiba que:
- os procedimentos de cobertura obrigatória definidos pela ANS incidem apenas sobre os contratos firmados a partir janeiro de 1999 ou adaptados à Lei 9656/98.
- para os contratos antigos (assinados antes dessa data) aplica-se o Código de Defesa do Consumidor, que considera abusivas - e, portanto, nulas - as cláusulas contratuais que excluem a cobertura de procedimentos necessários à assistência à saúde.
04/06/2010 - Portal Idec
JAÚ - O Hospital Amaral Carvalho, referência no tratamento do câncer, localizado na cidade de Jaú, interior de São Paulo, divulga os locais de atendimento gratuito no mês de junho para os programas de prevenção da doença. Confira abaixo:
- Programa de Prevenção do Câncer Ginecológico: será realizado na Unidade de Saúde da Família (USF) do Jardim Padre Augusto Sani - Adilson Morandi. O atendimento será realizado das 7h30 às 12h30, até o dia 30 de junho. No local, as mulheres poderão fazer o exame de Papanicolaou, além de passar pelo rastreamento do câncer do endométrio e das lesões precursoras de vulva. Aquelas que apresentam alterações são encaminhadas para o Ambulatório de Ginecologia Preventiva para complementação diagnóstica e tratamento ambulatorial.
- Programa de Prevenção do Melanoma: até o dia 11 de junho haverá atendimento no PAS Vila Nova. A equipe de enfermagem irá distribuir folders explicativos, orientar a população quanto ao auto-exame da pele e ensinar o que é uma lesão suspeita de melanoma.
Mais informações no Instituto de Prevenção do Câncer, Rua Rui Barbosa, 374, Jaú (SP), telefone (14) 3602-1241. Ou pelo site www.amaralcarvalho.org.br.
03/06/2010 - Yahoo Notícias
CURITIBA - Em 2010, mais de 100 mil pes soas doentes de câncer ficarão sem radioterapia no Brasil. Os dados são da Sociedade Brasileira de Radioterapia (SBRT) e alertam para um problema comum no Brasil: faltam equipamentos da modalidade terapêutica nos cerca de 180 centros de referência em radioterapia no país. Além dos excluídos, quem já é contemplado pelo serviço eventualmente é prejudicado pelo número escasso de aparelhos – são 209 em todo o país, mas seriam necessários pelo menos 365, segundo estimativa do Instituto Nacional do Câncer (Inca).
A burocracia para importar e colocar os equipamentos em funcionamento, além do alto custo de aquisição e manutenção, são apontados como as principais causas da falta de ampliação do serviço. Hoje, nenhuma das peças que compõem os aparelhos é fabricada no país. O processo de importação é moroso e pode levar até quatro meses. Adquirir um equipamento de ponta não sai por menos de R$ 1,5 milhão e a fabricação só começa depois do pagamento. As altas taxas de impostos contribuem para o preço salgado: equivalem a 47% do valor total.
Atraso
O Hospital Erasto Gaertner, em Curitiba, de caráter filantrópico e considerado centro de referência em tratamento oncológico na Região Sul, é uma das instituições que sentem essa morosidade: um aparelho encomendado no fim do ano passado está previsto para chegar apenas em julho. Para entrar em funcionamento, precisa ainda de uma autorização da Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen), processo que demora em média dois meses.
Enquanto o aparelho não chega, 100 pessoas esperam na fila. "Quando a doença está em atividade, o início da radioterapia é imediato. Caso contrário, ela é feita por precaução, e nesse caso o paciente pode esperar mais para iniciar o tratamento. De qualquer forma, ele poderia ser iniciado antes, não fosse a burocracia e a falta de dinheiro", lamenta a oncologista Claudiane Minari, coordenadora-geral do hospital.
Para o presidente da SBRT, Carlos Manoel Mendonça Araújo, a solução para encurtar esse tempo e obter equipamentos mais em conta passa pelo incentivo à instalação das empresas fabricantes no país. "Os impostos de importação são altíssimos. Se você compra um aparelho de R$ 1 milhão, só de impostos você vai pagar R$ 470 mil", afirma. "Isso diminui a oferta da radioterapia, pois nem os hospitais privados se interessam por ofertar um serviço que custa tão caro".
Araújo diz que a falta de incentivos fiscais por parte do governo federal fez com que duas empresas, a sueca Elekta e a norte-americana Varian, preferissem abrir filiais na China. "Nos procuraram há quatro anos, mas não houve acordo. Preferiam o Brasil, pelo fato de sermos uma democracia consolidada e respeitarmos contratos, mas não houve interesse do governo", lamenta.
28/05/2010 - Vanessa Prateano para A Gazeta do Povo
SÃO PAULO - Biologia molecular, diferenças entre tumor benigno e maligno, síndromes hereditárias, metástase, como evitar fatores de risco e outras questões relacionadas ao câncer fazem parte do vocabulário diário de cientistas e médicos, mas nem sempre são transmitidas com clareza para a população. Com a proposta de desmistificar o câncer e trazer a ciência para perto da sociedade, o Hospital A.C.Camargo leva ao Ibirapuera a mostra Câncer: Conhecer para Prevenir, reunindo vinte e dois painéis que apresentam o câncer unindo os conceitos lúdicos e didáticos.
O trabalho, itinerante, começa pelo Parque do Ibirapuera, que abrigará os painéis entre 30 de maio - véspera do Dia Mundial Sem Tabaco, e 7 de junho, com entrada gratuita. No domingo, 30, às 10 horas o local receberá a palestra O Tabagismo e a Mulher, com a psiquiatra e coordenadora do Grupo de Apoio ao Tabagista (GAT) do Hospital A.C.Camargo, Célia Lídia da Costa.
No decorrer do segundo semestre, em datas a serem definidas, a mostra será apresentada em outros parques da cidade como os Parques do Carmo, em Itaquera; Trianon, na avenida Paulista; do Povo, no Itaim; da Independência, no Ipiranga e Parque do Guarapiranga.
A mostra é promovida pelo Hospital A.C. Camargo e pelo CEPID - Centro de Excelência em Pesquisa, Inovação e Difusão do A.C.Camargo - um programa financiado pela Fapesp com a proposta de promover a aproximação entre a pesquisa na área de câncer e a sociedade, integrando o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Oncogenômica (INCiTO). O projeto tem o apoio da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente da Prefeitura de São Paulo.
Desenvolvidos pelo ilustrador Beto Uechi, da Pingado Ilustrações, os painéis ensinam o que é e como prevenir o câncer e abordam os sintomas e fatores de risco para os cânceres de mama, colo do útero, próstata, pele, pulmão, intestino, entre outros. O objetivo é mostrar ao público que o melhor aliado contra o câncer é a prática de um estilo de vida saudável, que inclua boa alimentação, realização de exercícios físicos, comportamentos e hábitos saudáveis. "Além disso, nosso propósito é trazer a essência de toda a ampla produção científica de nossos pesquisadores - mais de uma centena de artigos anuais de alto impacto - e transformar em informação simples e prática para a sociedade", destaca o CEO do A.C. Camargo, Irlau Machado.
O objetivo é mostrar ao público que o melhor aliado contra o câncer é a prática de um estilo de vida saudável, que inclua boa alimentação, realização de exercícios físicos, comportamentos e hábitos saudáveis. A idéia é ressaltar que a melhor forma de prevenir o câncer é evitar os fatores de risco como o cigarro (responsável por 40% dos casos de câncer), ingestão de bebidas alcoólicas em excesso, exposição desprotegida e excessiva ao sol e dieta rica em gorduras. A mostra conta agora com mais 2 painéis inéditos.
"Esta missão já está sendo reconhecida e o maior sinal disso foi a publicação de artigo na revista Lancet Oncology que enalteceu o papel da exposição", ressalta Dirce Carraro, pesquisadora e coordenadora de transferência de tecnologia e difusão do CEPID/A.C.Camargo.
SERVIÇO
Exposição - Câncer: Conhecer para Prevenir
Realização: Hospital A.C.Camargo
Local: Parque do Ibirapuera
Data: 30 de maio a 7 de junho
Horário: segundo a domingo, das 6 às 22 horas
Endereço: Avenida Pedro Álvares Cabral, s/n - Serraria - ao lado da Praça da Paz
Entrada pelo Portão 7 - São Paulo
Entrada gratuita
Link para download dos painéis: http://www.sendspace.com/file/f6i69v
Informações: www.accamargo.org.br
Palestra - O Tabagismo e a Mulher
Palestrante: diretora da Psiquiatria e coordenadora do Grupo de Apoio ao Tabagista do Hospital A.C.Camargo, Célia Lídia da Costa
Local: Parque do Ibirapuera
Quando: domingo, 30 de maio às 11 horas
Endereço: Avenida Pedro Álvares Cabral, s/n - Serraria - ao lado da Praça da Paz
Entrada pelo Portão 7 - São Paulo.
Entrada gratuita
Sobre o Hospital A.C.Camargo - O Hospital A.C.Camargo é um dos maiores centros de tratamento oncológico da América Latina. Realiza de forma integrada a prevenção, o diagnóstico e o tratamento ambulatorial e cirúrgico dos mais de 800 tipos de câncer identificados pela Medicina, divididos em mais de 40 especialidades, sempre baseado na assistência multidisciplinar. Realiza anualmente mais de 950 mil atendimentos anuais (internações, tratamento ambulatorial e diagnóstico por imagem) sendo responsável hoje, por uma das maiores casuísticas no tratamento do câncer do país.
Sua pós-graduação, criada em 1996, é a única em um hospital privado reconhecida pelo Ministério da Educação e foi avaliada com nota máxima durante toda essa década pela CAPES, tornando-se assim a melhor do país em Oncologia e uma das duas melhores em Medicina.
Uma instituição filantrópica que atua, desde sua criação por Antônio e Carmen Prudente em 1953, no atendimento especializado a pacientes com câncer. Seu corpo clínico é fechado e composto por uma equipe de 403 médicos especialistas, a maior parte com mestrado e doutorado. A interação desses profissionais em atividades multidisciplinares resulta em índices de sucesso de contra o câncer semelhantes aos observados nos melhores centros de oncologia internacionais.
Na área de ensino e pesquisa, o A.C.Camargo criou a 1ª residência oncológica, em 1953, e é responsável pela formação de 1/3 dos oncologistas em atividade no Brasil. Tem a maior produção científica da área, com mais de mil trabalhos publicados na última década nas principais revistas internacionais de alto impacto. Centralizou em 2000 o Genoma do Câncer no Brasil, financiado pela Fapesp e Instituto Ludwig, instituição de pesquisas em câncer que o A.C. Camargo abrigou por mais de 20 anos.
Em 2009, o Hospital foi apontado pela edição 500 Melhores Empresas da revista Istoé Dinheiro como uma das melhores em Saúde pelo terceiro ano consecutivo. No mesmo ano foi eleito pelo Guia Você S/A Exame como uma das Melhores Empresas para Você Trabalhar e pela segunda vez consecutiva está entre as 10 melhores empresas de serviços médicos do Brasil na Gestão de Pessoas, de acordo com o anuário Valor Carreira.
Mais informações: www.accamargo.org.br.
25/05/2010 - Moura Leite Netto para Portal Nacional de Seguros
SÃO PAULO - Entidades filantrópicas são as de atuação inteiramente gratuita exercida a favor de outros, que não seus próprios instituidores. Entretanto, visando a aprimorar o atendimento universal, a que se propõe desde a estruturação do Sistema Únicos de Saúde (SUS) pela Constituinte de 1988, o MS tem adotado outros conceitos para estimular a inserção de hospitais privados na rede pública, bem como para oferecer a pacientes SUS a realização de procedimentos de ponta em hospitais de excelência. Os conceitos, adotados sucessivamente, diferem entre si pelo tipo de contrapartida exigido para a isenção fiscal, garantida pela instrução monetária da Receita Federal de 1/1997.
O Decreto Presidencial 2.536, de 6/4/1998, dispõe sobre a concessão de certificados de filantropia criando duas possibilidades:
Destinar pelo menos 60% das internações, medidas por paciente/dia, a pacientes SUS, cujo atendimento é remunerado de acordo com os valores constantes na Tabela de Procedimentos. Essa alternativa é adotada pela maioria dos hospitais denominados beneficentes sem fins lucrativos que prestam serviços ao SUS.
Vantagens: estimula hospitais privados sem fins lucrativos a destinar leitos para atendimento SUS, que, graças à isenção fiscal, representam cerca de 33% dos leitos do serviço público atual (CNES/Datasus/MS).
Inconvenientes: geralmente os hospitais que aderem a essa sistemática não possuem infraestrutura para realizar exames de imagem de alta complexidade nem procedimentos de ponta, fazendo os pacientes SUS atendidos a eles não terem acesso, a menos que sejam transferidos para hospitais de referência.
Aplicar anualmente em atendimentos gratuitos pelo menos 20% da receita bruta proveniente da venda de serviços, cujo montante, porém, nunca poderá ser inferior ao benefício da isenção das contribuições sociais. Esta alternativa é usada por muitos hospitais de excelência, que por ela se beneficiam duplamente: ocupam o tempo ocioso de seus equipamentos e diminuem o valor dos impostos a serem pagos
Vantagens: aumenta o acesso de pacientes SUS a exames e procedimentos de alta complexidade, facilitando, com o decorrer do tempo, a incorporação ao SUS da tecnologia de ponta correspondente.
Inconvenientes: a oferta de serviços não obedece às políticas e estratégias do SUS nem se submete ao controle do gestor local, o que dificulta, e às vezes impede, a avaliação da contrapartida ofertada.
O Decreto 5.895/2006, adotado pelo MS desde 2008, criou uma terceira possibilidade, dando origem às "entidades beneficentes de assistência social", cuja certificação depende de "realização e financiamento de projetos de apoio ao desenvolvimento institucional do SUS" em áreas específicas de atuação.
Vantagens: os projetos são selecionados pelo MS para atender a necessidades específicas do seu plano geral de atuação; permite o exato conhecimento do valor, do volume e dos resultados dos serviços ofertados; incorpora ao sistema SUS a tecnologia empregada nos projetos.
Em 2008, seis hospitais (cinco em São Paulo e um no Rio Grande do Sul) apresentaram 120 projetos, que, no conjunto, aplicarão R$ 700 milhões durante três anos, com início em 2009.
Uma avaliação dos 18 meses iniciais evidencia progressos determinados pela nova sistemática que merecem ser destacados. Além de ações pontuais, permite desenvolver projetos mais amplos, como a estruturação de centros de transplante de órgãos em Estados que ainda não realizam o procedimento, ampliar ações iniciadas anteriormente com sucesso, como a estratégia de Saúde da Família (PSF), ou, ainda, a aquisição de equipamentos não disponíveis no País.
Tentativas anteriores têm mostrado que objetivos desse porte só podem ser alcançados por meio de estratégias incompatíveis com as sistemáticas filantrópicas anteriores. De fato, projetos dessa amplitude dependem de uma coordenação única com autonomia suficiente para, dentro das balizas traçadas pelo MS, resolver questões inéditas que muitas vezes se definem apenas durante o próprio desenvolvimento dos projetos, valorizando o conceito do poeta sevilhano: "Caminante, no hay camino, se hace camino al andar."
Além disso, muitas vezes o desenvolvimento cultural e tecnológico depende de informações somente disponíveis em diferentes centros de conhecimento. Seria muito difícil reuni-las por meio de iniciativas independentes, principalmente de forma sincrônica. Em alguns casos, como, por exemplo, no desenvolvimento de novos polos de transplante de órgãos, o sincronismo das iniciativas de capacitação é indispensável para atingir uma "massa crítica inicial" suficiente para diminuir os inevitáveis insucessos das curvas de aprendizado. Para o sistema público seria impossível constituir bancos de dados com informações disponíveis apenas em centros de excelência independentes entre si. Um dos projetos em curso inclui a participação de três universidades brasileiras e uma do exterior (Barcelona).
Percebe-se, assim, que a nova sistemática para contratação ou manutenção de caráter filantrópico permite desenvolver projetos com recursos públicos aplicados com graus inéditos de liberdade e autonomia, ao mesmo tempo que permite ao MS um rígido controle baseado na avaliação periódica dos valores aplicados e dos resultados obtidos. Esse binômio liberdade/controle era muito difícil ou mesmo impossível nas sistemáticas anteriores. Além disso, e não menos importante, a criação de "entidades beneficentes de assistência social" permite aproveitar a experiência sedimentada dos hospitais de excelência e, por eles, a dos hospitais universitários para o desenvolvimento e aperfeiçoamento do SUS.
23/05/2010 - Dr. Silvano Raia para O Estado de São Paulo
PORTO ALEGRE - Uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) altera a forma de atendimento prestado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em um município gaúcho – e novas ações em curso podem ampliar a medida para todo o Estado. Válida inicialmente para Giruá, na região Noroeste, a medida permite que um paciente opte por condições especiais de internação, como quarto exclusivo e médico de sua escolha, desde que pague a diferença em relação ao que o sistema público oferece.
Esse recurso – chamado de "diferença de classe" e extinto no país desde o começo da década de 90 – permite ao paciente pagar a um hospital a diferença entre o que o SUS oferece para um atendimento padrão e o necessário para ocupar um quarto mais privativo e confortável, por exemplo. Também possibilita que receba medicamentos e realize exames custeados pelo serviço público, mas pague para ser atendido por um médico de escolha.
Recentemente, o Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (Cremers) entrou com várias ações para retomar a flexibilização do atendimento prestado pelo SUS, que chegaram ao STF. Ontem, com base na primeira decisão definitiva do Supremo envolvendo essa leva de processos, a Justiça Federal gaúcha determinou ao município de Giruá que "permita o acesso do paciente à internação pelo SUS e o pagamento da chamada diferença de classe, para obter melhores acomodações, pagando a quantia respectiva, quer ao hospital, quer ao médico".
Essa é a primeira ação a ser transitada em julgado do conjunto de processos iniciados pelo Cremers. Além de Giruá, Porto Alegre e outras 10 cidades gaúchas onde a saúde foi municipalizada estão com medidas semelhantes em tramitação, além de uma outra ação estendendo a mesma alteração para todos os municípios gaúchos onde a gestão da saúde está sob responsabilidade do governo estadual.
– A decisão do STF deverá ser a mesma em relação às outras ações, porque o tribunal já firmou entendimento sobre esse assunto em casos semelhantes, só que movidos individualmente por cidadãos. A nossa foi a primeira ação civil pública a ter resultado favorável de que temos notícia – afirmou o consultor jurídico do Cremers, Jorge Perrone.
Autoridades de saúde não comentaram a alteração
Para o presidente do Cremers, Claudio Franzen, a medida amplia o direito do usuário do SUS.
– Se desejar, o paciente internado poderá optar por acomodações melhores, além de poder escolher o médico de sua preferência – exemplifica.
As autoridades da área da saúde preferiram não comentar o caso ontem. A secretária estadual da Saúde, Arita Bergmann, disse que procuraria ler os detalhes da determinação e somente deverá se pronunciar hoje.
O Ministério da Saúde foi procurado por ZH ao final da tarde, mas também não se manifestou sobre a mudança nos parâmetros do SUS. Segundo a assessora jurídica do município de Giruá, Maísa Thomas, a prefeitura recebeu somente ontem o comunicado da decisão e vai analisar o assunto a partir de hoje.
O que muda nos hospitais
A determinação da Justiça não deverá alterar o funcionamento nos hospitais públicos. Como geralmente essas instituições não contam com áreas diferenciadas para internação, sequer haveria possibilidade de fazer uma melhoria nas condições de hotelaria. Da mesma forma, médicos contratados por instituições públicas não poderão cobrar à parte para atender um paciente.
O principal impacto da medida seria sentido em instituições privadas credenciadas pelo SUS, como hospitais filantrópicos, que mantêm tanto quartos que seguem o padrão do SUS, com três ou mais pessoas, quanto instalações mais exclusivas e sofisticadas. Quanto ao atendimento médico, a decisão judicial permite que profissional receba pelo SUS e, ao mesmo tempo, cobre uma diferença do paciente que optar por ser atendido pelo regime de atendimento diferenciado. A negociação seria realizada diretamente entre médico e paciente.
19/05/2010 - Marcelo Gonzatto para o ZeroHora
SÃO LUIS - Nos próximos dias 20 e 21 de maio acontece, em São Luís, o I Congresso de Oncologia Clínica, do Instituto Maranhense de Oncologia Aldenora Bello (Imoab). Com o objetivo de promover uma maior interação, com troca de experiências, entre profissionais da Fundação Jorge Dino e os centros de referências nacionais em oncologia, o evento pretende reunir 600 participantes, por meio de palestras e debates com médicos e especialistas de todo o país. O Congresso, que ocorre junto com o I Simpósio de Enfermagem Oncológica e o II Seminário de Onco-humanização, será realizado no Quality Grand São Luís Hotel, das 8h às 18h.
Segundo a presidente do Congresso e diretora médica do Imoab, a radioterapêutica Sílvia Moreira Feitosa, a ideia de organizar o evento surgiu da equipe multidisciplinar do Hospital Aldenora Bello, formada por médicos, enfermeiros, assistentes sociais, terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas e psicólogos. Eles pretendiam promover o aprendizado a partir da troca e o compartilhamento de experiências entre profissionais da área, em todo o Brasil, aproveitando para também fazer uma homenagem ao fundador da instituição, Antônio Jorge Dino, médico que durante toda sua vida ajudou aos necessitados, fazendo da medicina um sacerdócio e que presidiu a Liga Maranhense de Combate ao Câncer. Antônio Jorge Dino foi diretor do Hospital Aldenora Bello, até morrer. "A escolha pelos dias 20 e 21 para a realização do evento ocorreu em função de que essa data corresponde às vésperas do Dia Municipal de Combate ao Câncer e do aniversário do doutor Antônio Jorge Dino", explicou Sílvia Moreira Feitosa.
Além de reunir profissionais da área em nível nacional, tais como Ademar Lopes (especialista em câncer do colo do útero – AC Camargo), Stênio de Cássio Zequi (de São Paulo e especializado no combate ao câncer de próstata) e José Humberto Fregnani (do Hospital do Câncer de Barretos e especializado no tratamento do câncer uterino), o Congresso pretende atingir também um grande número de estudantes, interessados em ampliar seus conhecimentos. "Um evento deste porte, com a qualidade dos palestrantes que vão ministrar as aulas, a gente espera um grande aprendizado científico em oncologia", projetou a presidente do evento.
Destaque – Entre os temas que vão ser abordados durante o evento estão o sarcoma, a onco-humanização, a enfermagem em oncologia, o câncer do reto, e em destaque o câncer de colo uterino, o responsável pelo maior número de atendimentos no Imoab, respondendo por 23,8% casos e a 30% das mortes.
Segundo Sílvia Moreira, o percentual de casos atendidos de câncer do colo do útero só perde para o de câncer de pele, que possui a maior incidência de casos em todo o mundo. Como referência ao tratamento de todas as modalidades de câncer no Maranhão, em nível de saúde pública e particular, o Imoab é responsável por aproximadamente 10 mil atendimentos mensais, sendo 457 somente de câncer uterino.
Para Sílvia Moreira, o Congresso vai possibilitar a maior integração profissional e conseqüentemente o aprimoramento das rotinas médicas, além de servir de base para outros eventos que poderão surgir nesta área, no Maranhão. Hoje, em nível de Sistema Único de Saúde (SUS), o estado conta ainda, para a realização de cirurgias e quimioterapia, com o Hospital Geral e com Hospital São Rafael, em Imperatriz. Já por meio de atendimento particular, os hospitais UDI e São Domingos também oferecem cirurgias e quimioterapia para o tratamento do câncer no Maranhão.
Especialistas que farão parte do congresso
UBERABA - O Ministério da Saúde vai investir em novos equipamentos para o Hospital Hélio Angotti. A definição foi dada pelo ministro José Gomes Temporão, em audiência realizada nesta terça, com o deputado estadual Adelmo Carneiro Leão (PT), o presidente do hospital, Délcio Scandiuzzi, o ex-ministro e senador Hélio Costa. Também acompanharam a reunião o representante do ministro da Secretaria Geral da Presidência, Luiz Dulci, Geraldo Melo, o gestor do hospital, José Carlos, e o controlador da instituição, Ivanir Ribeiro.
Délcio Scandiuzzi fez questão de ressaltar o apoio que o hospital vem recebendo: "Quero destacar o compromisso do deputado Adelmo com o hospital desde o primeiro seminário que realizamos, estando presente e atento. Agora agendou a reunião com o ministro Temporão e apresentamos o projeto de construção do pronto-atendimento. No entanto, a legislação não permite ao ministério investir em prédios. Mas houve oportunidade de sensibilizar o ministro Temporão, que vai receber nosso projeto para equipar o Parque Tecnológico, com doação de equipamentos, o que é tão importante quanto o prédio, pois poderemos melhorar o atendimento de nossos pacientes."
O deputado Adelmo afirmou que "o ministro assumiu o compromisso de equipar o hospital e, dessa forma, garantir o atendimento de qualidade para a prevenção e o tratamento do câncer em Uberaba e região". Ele explicou que, inicialmente, o projeto era para construção de um novo prédio, orçado em cerca de R$ 6 milhões. Mas a Lei de Diretrizes Orçamentárias federal não permite investimento em infraestrutura para instituições filantrópicas. "Agora a direção do hospital vai fazer novo projeto e encaminhar ao Ministério." Entre os novos equipamentos deverão ser adquiridos aparelhos de ultrassom, vídeo-laparoscopia, ressonância magnética e o PETCT, equipamento sofisticado para detectar tumores em fase inicial.
De acordo com Délcio Scandiuzzi, o hospital já tem o levantamento dos equipamentos necessários e vai apresentar o projeto tão logo o Ministério da Saúde abra a fase de planejamento de investimentos. "Quanto ao prédio do pronto-atendimento, nós vamos buscar recursos por meio de outras ações, reunindo todos os parceiros, buscar apoio dos governos Municipal e Estadual, bem como a sociedade uberabense."
12/05/2010 - Jornal de Uberaba
BARRETOS - A Fundação Pio XII, mantenedora do Hospital de Câncer de Barretos, marcou para esta sexta-feira, dia 7 de maio, a inauguração do pavilhão “Os Independentes”, onde funcionará o setor de radiologia. A solenidade de inauguração acontecerá às 17h00 com a presença de representantes de Os Independentes – entidade que promove a Festa do Peão de Barretos, diretores do Hospital de Câncer, imprensa e convidados.
Segundo o engenheiro e diretor financeiro do Hospital Boian Petrov o pavilhão conta com uma área aproximada de 2200 m2. “No local serão realizados exames de diagnóstico por imagem: ressonância magnética, ultrasom, mamografias, radiografias, biópsias guiadas por imagem e tomografias que são de fundamental importância para o diagnóstico e tratamento do câncer”, afirmou. O setor realizará 8200 exames por mês.
A Parceria
Há 18 anos “Os Independentes” é parceiro do Hospital de Câncer, dedicando a renda de um dia da programação da Festa do Peão de Barretos à Fundação e também apoiando outras ações beneficentes. A parceria teve início em 1993, na gestão do então presidente Mauri Abud Wonrhat. Foi também através desta parceria que o Hospital de Câncer passou a envolver outros artistas na sua causa e, além das duplas mencionadas, também colaboraram os cantores Sérgio Reis, Alexandre Pires, João Paulo e Daniel e os apresentadores Gugu Liberato e Xuxa Meneghel, entre outros.
"A parceria é um grande sucesso e para nós de Os Independentes é um orgulho fazer parte da história do Hospital de Câncer de Barretos colaborando efetivamente", explica Marcos Murta, atual presidente de Os Independentes.
O Hospital de Câncer de Barretos
CUIABÁ - O governador Silval Barbosa visitou, na manhã desta sexta-feira (30.04), o Hospital de Câncer de Mato Grosso para conhecer as necessidades do hospital. Para tanto, Silval percorreu os setores do Hospital de Câncer e observou que o hospital está em obras. Na ocasião, o governador se reuniu com a presidente do Hospital de Câncer, Maria Elisabeth Alves, que apresentou os projetos Aconchego e do Instituto Avon.
O projeto Aconchego consiste em humanizar o ambiente dos pacientes adultos no hospital, de modo que um local que tem seis pacientes ficará com apenas três. Outro projeto apresentado foi o do Instituto Avon que realiza anualmente doação de equipamentos para diagnóstico de câncer de mama em todo o Brasil. Em Mato Grosso o Instituto doou os equipamentos no valor de dois milhões para o Hospital de Câncer do Estado, porém o hospital ainda não tem estrutura para recebê-los.
Dessa forma, o hospital busca parcerias com o Governo do Estado para atender a demanda de ampliação do Hospital de Câncer. "Estamos estudando a possibilidade de convênio com o hospital de conclusão da ala do Hospital de Câncer para receber os equipamentos", afirmou o governador. Além disso, Silval Barbosa destacou a importância da instituição no Estado de Mato Grosso. "As entidades filantrópicas têm sido grandes parceiras do governo, sendo uma referência para a sociedade", disse.
O Hospital de Câncer de Mato Grosso atende por mês cerca de três mil pacientes, desde exames até cirurgias. A presidente do hospital salientou a importância da instituição para a comunidade de Mato Grosso e também para estados vizinhos e se mostrou otimista com a possível parceria com o Governo do Estado. "O governo conheceu as nossas necessidades e agora tenta viabilizar os recursos para finalização das obras no hospital", afirmou.
SERVIÇOS
A fundação depende de parcerias e doações para se manter. Quem se interessar em colaborar, é só ligar: 65 3648-7544 ou pelo site: www.hospitaldecancer.org.br
30/04/2010 - Assessoria
JOÃO PESSOA - O governador José Maranhão e o diretor-geral do Hospital Napoleão Laureano, João Batista Simões, inauguram nesta quinta-feira (29), às 10h, o novo Centro de Radioterapia da unidade, construído pelo Governo do Estado. A obra custou R$ 1.350.000,00 e vai abrigar um acelerador linear de última geração, para tratamento de pacientes com câncer. O equipamento custou R$ 2 milhões e foi adquirido pela instituição com recursos arrecadados durante uma campanha junto à sociedade. A unidade de saúde, que é filantrópica e fica em João Pessoa, é referência na área de oncologia, na Paraíba.
O novo Centro de Radioterapia vai garantir a oferta de um tratamento menos agressivo, já que será utilizado o acelerador linear, que permite a irradiação apenas na área doente, sem atingir outras partes do corpo. Isso aumenta a chance de destruição do tumor e a probabilidade de cura do paciente.
"Estamos aguardando com muita expectativa a inauguração desse equipamento, que é uma coisa nova em matéria de tecnologia para a Paraíba e vai beneficiar toda a comunidade com câncer. Fizemos a nossa parte, comprando o acelerador linear, e o Governo do Estado fez a parte dele, construindo o espaço para abrigar o aparelho. Essa conjunção de esforços entre iniciativa pública e privada é um exemplo de democracia e quem sai ganhando é a população", disse João Simões.
Hoje, os pacientes paraibanos que precisam de tratamento com um acelerador mais moderno são obrigados a se deslocar até Recife (PE) e Natal (RN), já que o equipamento disponível atualmente no Laureano está ultrapassado. Segundo Simões, o acelerador adquirido pela instituição é mais moderno do que os disponibilizados nos hospitais dessas duas cidades. O centro, que tem uma área de 100 metros quadrados, possui uma sala especial com paredes de concreto reforçadas e porta de chumbo, onde foi instalado o acelerador linear, para impedir o vazamento de radiação; sala de programação, para o exame dos pacientes; sala de comando, onde o acelerador é operacionalizado; sala de espera; secretaria e banheiros.
Ele informou que o novo centro vai começar a atender os pacientes daqui a um mês, pois seu funcionamento depende de uma licença da Comissão Nacional de Energia Nuclear, que fica no Rio de Janeiro (RJ). Técnicos da comissão farão uma inspeção no local para checar se os níveis de radiação do equipamento estão dentro dos padrões permitidos.
Dados – Segundo dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES), de 2005 a 2009, 13.347 paraibanos morreram com câncer. Para este ano, a estimativa do Instituto Nacional do Câncer (Inca) é que surjam 6.530 novos casos da doença, sendo 2.960 em homens e 3.570 nas mulheres. "Quando a doença é detectada no início, as chances de cura aumentam. Os serviços de diagnóstico e tratamento da doença no Brasil e no mundo melhoraram, mas precisam evoluir mais. O governo tem apoiado as ações dos hospitais que tratam pacientes com câncer no Estado, com destaque para o Laureano, que não pertence à rede estadual de saúde, mas tem recebido o nosso apoio", justificou.
29/04/2010 - Assessoria de Imprensa
JAÚ - A CPFL Energia entrega na quinta-feira, 29, certificações de qualidade em gestão hospitalar para 49 instituições que participam do Programa CPFL de Revitalização dos Hospitais Filantrópicos, implantado pela empresa nas cidades da sua base de atuação. O Hospital Amaral Carvalho, de Jaú, é um dos que irá receber o certificado. Na categoria Ouro, o HAC está entre os hospitais de melhor desempenho no programa.
A Fundação Amaral Carvalho é a mais antiga entidade filantrópica privada brasileira de assistência à saúde e promoção do bem-estar. É formada por um conjunto de entidades, ancoradas pelo Hospital Amaral Carvalho, dedicadas prioritariamente à pesquisa, prevenção e tratamento do câncer. "Implementamos melhorias, principalmente na adequação dos indicadores. Recebemos essa notícia com muita satisfação. Já tínhamos certeza que o resultado seria ótimo em razão do empenho e comprometimento de todos os nossos colaboradores em preencher os objetivos do programa. Como somos um hospital de referência, fazemos questão de trabalhar na melhoria contínua e aprimoramento de todas as atividades desenvolvidas dentro de nossa instituição", diz o diretor de Operações da Fundação Amaral Carvalho, Eduardo Tadeu Guedes Piragino.
Programa CPFL de Revitalização Hospitalar tem mais de 49 instituições participantes
O programa da companhia de energia tem investimento de R$ 1,5 milhão por ano, objetiva profissionalizar a administração de hospitais filantrópicos a partir dos critérios de excelência na gestão da qualidade e aperfeiçoar os serviços prestados à população. O evento de premiação terá início as 14h, na sede da CPFL, em Campinas, e contará com a presença do presidente Wilson Ferreira Júnior, diretores da empresa e do secretário estadual de Saúde, Luiz Roberto Barradas Barata.
A certificação é dividida em três categorias (Ouro, Prata e Bronze) e varia de acordo com a pontuação obtida individualmente pelas instituições. Os critérios de pontuação foram definidos pelo CQH (Compromisso com a Qualidade Hospitalar) para hospitais com mais de 150 leitos. Outro critério de avaliação, criado pela CPFL em parceira com o Cealag (Centro de Estudos da Santa Casa de São Paulo) para hospitais de 50 a 150 leitos, também possui as mesmas três categorias e reconhece os esforços das instituições para melhorar os seus processos internos. "É um mecanismo de incentivo para que os hospitais continuem a busca pela excelência, alcançando a pontuação e a qualidade exigidas nos critérios do CQH", explica Augusto Rodrigues, diretor de Comunicação Empresarial da CPFL Energia.
Dos 49 hospitais participantes do programa, sete são considerados "instituições de referência" pelo porte e pelas cidades onde se encontram. São nesses locais que os treinamentos são realizados. Das outras 42 instituições participantes, consideradas de menor porte, 37 receberão a certificação que comprova a adoção de práticas mais humanas no atendimento aos pacientes, formação gerencial, padronização de procedimentos de enfermagem e protocolos clínicos, entre outros. Apenas cinco ainda não alcançaram a pontuação necessária, mas também demonstraram melhora significativa na pontuação.
A partir da consultoria recebida, as instituições participantes do programa criaram comitês de revitalização regionais que visam garantir a continuidade dos trabalhos, mesmo após o término da parceria com a CPFL.
Ajuda desde 1997
Desenvolvido pela CPFL em parceira com o Cealag e Fehosp (Federação dos Hospitais Filantrópicos de São Paulo), e apoio da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, CQH (Compromisso pela Qualidade Hospitalar) e FNQ (Fundação Nacional da Qualidade), o Programa de Revitalização Hospitalar privilegia as instituições filantrópicas das cidades atendidas pelas distribuidoras de energia elétrica do Grupo CPFL Energia no estado de São Paulo.
O apoio sistemático aos hospitais filantrópicos teve início em 1997, a partir da privatização do setor elétrico. Até 2004, a CPFL Energia baseava suas ações em doações, principalmente de equipamentos hospitalares. A partir de 2005, quando recebeu o Prêmio Nacional de Qualidade (PNQ), a CPFL revisou e mudou seu posicionamento em relação às instituições beneficentes. Substituiu as práticas assistencialistas pelo compartilhamento de informações e estímulo à formação de redes.
Entre 2005 e 2007 foi implantado um projeto piloto beneficiando 19 hospitais das regiões de Franca e Piracicaba. O sucesso motivou a difusão da iniciativa para todos os hospitais filantrópicos atendidos pela CPFL Energia no estado de São Paulo. Entre 2008 e 2010 o programa foi aplicado em 49 hospitais de 39 municípios das regiões de Araraquara, Araçatuba, Baixada Santista, Bauru, Ribeirão Preto e Sorocaba. A próxima etapa beneficiária 80 hospitais de 52 cidades das regiões de Barretos, Campinas, Marília, São José do Rio Preto e São José do Rio Pardo.
29/04/2010 - Bruna Oliveira/Assessoria de Imprensa
CUIABÁ - O governador de Mato Grosso, Silval Barbosa, e o secretário de Estado de Saúde, Kamil Fares, apresentam à sociedade os serviços da Unidade Móvel do Hospital de Câncer de Barretos na ação de prevenção de Câncer, na próxima segunda-feira (26/04), às 14h00, no Centro Político Administrativo (Av do CPA) em frente a Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz). A ação de prevenção de Câncer faz parte do PAS da Saúde.
Segundo o secretário de Estado de Saúde, Kamil Fares, o Governo do Estado, em parceria com o Hospital de Câncer de Barretos, coloca a disposição da sociedade mato-grossense uma Unidade Móvel de prevenção de Câncer e que estará promovendo atendimento inicialmente nos municípios do interior do Estado e posteriormente na Capital. Os atendimentos terão início ainda em abril e se estenderão até o fim do ano em Mato Grosso.
O veículo é uma Unidade Móvel Ambulatorial que tem capacidade para fazer atendimento de prevenção de vários tipos de câncer. A população mato-grossense terá atendimento de prevenção do Câncer do Colo do Útero (Papanicolau), com 60 exames/dia, prevenção do Câncer de Próstata, com exames de toque retal e de sangue (PSA, PSA Livre), com 40 exames/dia, prevenção do Câncer de Pele, com 40 exames/dia. Para o Câncer de Pele a Unidade Móvel tem capacidade de realizar cirurgia de pele quando há lesão suspeita para a doença.
"O PAS da Saúde foi idealizado por que a população perdeu o acesso aos serviços de saúde nas suas necessidades emergenciais. A gestão atual tem o desafio de devolver e resolver esses problemas. Para tanto estão sendo desencadeados vários atos nas diferentes linhas de atuação da Saúde do Estado a fim de reorganizar os serviços da rede SUS de Mato Grosso e dar a população mato-grossense o acesso. A ação do atendimento ambulatorial móvel de prevenção de Câncer em exames, e até mesmo cirurgias, vai possibilitar a redução das pessoas que esperam em fila por esses atendimentos tanto no interior quanto na Capital. No Plano de Ação da Saúde tem o programa Fila Zero, que prevê uma série de ações que já estão sendo desencadeadas com o objetivo de zerar as filas de espera tanto nos procedimentos de exames quanto nos cirúrgicos. A Unidade Móvel é uma dessas ações", disse o secretário de Estado de Saúde, Kamil Fares.
Os municípios visitados também terão a oportunidade de capacitar seus profissionais de saúde, por meio de palestras educativas, ministradas por profissionais do Hospital do Câncer de Barretos que estão trabalhando na Unidade Móvel.
ORGANOGRAMA DO ATENDIMENTO
FORTALEZA - O Ceará deve registrar 500 casos novos de câncer de boca em 2010, segundo estimativa do Instituto Nacional do Câncer (INCA). A identificação precoce desses casos é o objetivo do Programa de Rastreamento do Câncer de Boca no Ceará, que a Secretaria da Saúde do Estado (Sesa) apresenta aos coordenadores das 21 Coordenadorias Regionais de Saúde (CRES), coordenadores de saúde bucal dos 184 municípios, diretores e profissionais responsáveis pelos serviços de estomatologia dos Centros Especializados de Odontologia (CEOs) no Fórum Estadual de Avaliação e Controle do Câncer de Boca, que acontece nesta quinta (15), e sexta-feira (16), das 8 às 14 horas, no Hotel Mareiro (Avenida Beira Mar - 2380, Meireles).
A partir do Fórum, a Sesa descentraliza para os municípios as ações de prevenção do câncer de boca. Em 2008, no Ceará, morreram 172 pessoas em conseqüência do câncer bucal, sendo 111 homens e 61 mulheres. A doença é mais freqüente em homens do que em mulheres e atinge principalmente pessoas com mais de 40 anos de idade. O fumo, combinado com o excesso de bebida alcóolica, é um dos principais fatores de risco. O exame rotineiro da boca feito por um profissional de saúde pode diagnosticar lesões no início, antes de se transformarem em câncer.
No sábado, os coordenadores municipais de saúde bucal participam da Oficina Fluoretação da Água nos Municípios. Em 74 municípios cearenses a água de abastecimento público é fluoretada e, ainda este mês, 24 municípios iniciarão a fluoretação da água fornecida à população. A oficina vai orientar sobre formas de utilização de fluoretos, tanto como método preventivo no âmbito populacional quanto para o uso individual, de acordo com o Guia de Recomendações para o Uso de Fluoretos no Brasil, lançado em janeiro pelo Ministério da Saúde. A partir do diagnóstico da sua realidade, os profissionais de saúde bucal poderão optar pelo método ou associação de métodos a base de fluoretos mais adequado.
Como prevenir a doença
Autoexame
Fique atento a estas alterações
O que fazer quando encontrar um desses sinais
- Procure uma equipe de saúde para ser orientado sobre o que deve ser feito.
- Não use remédio por conta própria. Só o dentista ou o médico pode avaliar o seu caso.
15/04/2010 - Assessoria de Imprensa da Sesa/Selma Oliveira (soliveira@saude.ce.gov.br/(85)3101.5220)
CURITIBA - O Hospital Erasto Gaertner, em Curitiba, deve ser o primeiro do Brasil a disponibilizar a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) um sistema de cirurgia robótica para tratamento de câncer.
Graças a uma verba de R$ 12,7 milhões recém-recebida do Ministério da Saúde, a instituição está adquirindo o Sistema Endoscópico Robótico (Robótica Aplicada), que será o sétimo em funcionamento em território nacional e o décimo na América Latina.
"A aquisição deve garantir alta precisão na área oncológica. O sistema pode ser utilizado em cirurgias de vários tipos. O uso da Robótica Aplicada deve colocar o Erasto Gaertner como centro de referência oncológica na região Sul do País", diz o superintendente do hospital, Flávio Tomasich.
Os recursos federais também serão utilizados na compra de um equipamento de ressonância magnética, aparelho para radiocirurgia, neuronavegador, quinze monitores multiparâmetro com capnografia, cinco aparelhos de anestesia e quinze respiradores pulmonares. Em 2009, o Erasto Gaertner atendeu 356 mil pacientes, sendo 92% do SUS.
13/04/2010 - Cíntia Végas para ParanáOnline
RECIFE - A partir de hoje, o Hospital da Restauração (HR) e mais quatro hospitais brasileiros passam a compor o primeiro grupo de unidades de saúde, fora do Japão, a realizar estudo comparativo entre duas tecnologias para detecção do câncer precoce de esôfago. Além do HR, que é referência estadual em Endoscopia Digestiva, foram selecionados para participar da iniciativa o Hospital das Clínicas e o Hospital Ipiranga, em São Paulo; o Instituto Nacional do Câncer, no Rio de Janeiro; e a Santa Casa de Misericórdia, no Rio Grande do Sul.
De acordo com o coordenador do Serviço de Endoscopia Digestiva do HR, Admar Borges, a equipe, composta também pelos médicos Antônio Conrado e Julia Correia, irá comparar as Cromoendoscopias Química (com uso de iodo) e Virtual (utilizando uma luz especial chamada NBI - Narrow Band Image). "Atualmente, usa-se o iodo para detectar as lesões esofágicas malignas em fase inicial, mas isso pode causar em algumas pessoas dor tipo queimor ou reações alérgicas", afirma Borges. Na Cromoendoscopia Química o iodo é, através do endoscópio, colocado dentro do esôfago. Após o exame, ainda é preciso removê-lo com água destilada. O HR é o único hospital de toda rede pública e privada de Pernambuco a trabalhar com esta tecnologia.
Com o NBI, o procedimento em si é mais simples e mais prático e sem possíveis complicações. Basta apertar um botão no endoscópio para acionar a lâmpada especial e visualizar a área tumoral. "O tumor em estágio inicial não é visível com a luz branca convencional, normalmente utilizada para endoscopia. Mas com o iodo e o NBI, consegue-se identificar o possível tecido tumoral, que é biopsiado para confirmação. A grande diferença entre esses dois procedimentos é a praticidade e a comodidade, principalmente para o doente. É um avanço da endoscopia digestiva", explica Antônio Conrado.
Hoje, o coordenador do Centro de Diagnóstico em Gastroenterologia do HC-USP, Cláudio Hashimoto, que está coordenando nacionalmente o estudo comparativo a convite de uma empresa japonesa, visitará o HR para implantar o trabalho científico. A expectativa é, inicialmente, fazer 150 exames com NBI, em uma média de cinco por semana. Os beneficiados já foram previamente selecionados em grupos de Alcoólicos Anônimos e pacientes do Hospital do Câncer de Pernambuco. O câncer de esôfago em estágio inicial não provoca sintomas. Por isso, para um diagnóstico precoce, a recomendação é que as pessoas que fazem parte de grupo de risco – maiores de 40 anos e com mais de 10 anos de alcoolismo ou tabagismo– se submetam ao exame anualmente.
12/04/2010 - Redação do Diário de Pernambuco
PORTO VELHO - O deputado Professor Dantas (PT) representando a Assembleia Legislativa, fez a entrega oficial de moção de aplausos, recentemente concedida pelo Poder Legislativo Estadual, à direção do Hospital do Câncer Pio XII, em funcionamento na cidade de Barretos no Estado de São Paulo, mas que anualmente atende milhares de pacientes rondonienses.
Durante audiência, o deputado Professor Dantas fez a entrega da moção de aplausos ao diretor Henrique Duarte Prata, em nome da Assembléia Legislativa, que reconheceu por unanimidade os relevantes serviços prestados ao povo do Estado.
O Hospital Pio XII atende gratuitamente pessoas de todos os municípios de Rondônia. Em 2009 foram 12679 atendimentos de casos de câncer segundo documentação apresentada pela direção do hospital.
Após a homenagem, o diretor Henrique Duarte Prata garantiu vir a Rondônia ainda este ano, e disse ter interesse em abrir uma extensão daquele hospital em Rondônia, ao complementar "que seria muito bom para o Estado já que tanta gente se desloca diariamente a esta unidade em busca de atendimento".
O deputado informou durante a reunião, já ter apresentado na Assembléia Legislativa, indicação (propositura), solicitando ao Governo Estadual a viabilização de mecanismos de apoio, visando garantir a instalação em breve de uma unidade do Hospital do Câncer em Rondônia.
11/04/2010 - Diário da Amazônia
TAUBATÉ - Uma iniciativa do Governo do Estado de São Paulo veio avaliar a satisfação dos usuários dos mais de 600 estabelecimentos de saúde que prestam assistência pelo Sistema Único de Saúde (SUS), sejam eles estaduais, municipais ou filantrópicos e os resultados foram satisfatórios para a região.
O Hospital Regional ficou entre as 35 melhores instituições, na opinião dos pacientes. A solenidade, realizada neste mês em São Paulo, contou com a presença do Governador José Serra, do Secretário de Estado da Saúde, Luiz Roberto Barradas e demais autoridades no segmento.
A pesquisa ouviu, no total, 158 mil pacientes que passaram por internações e exames em 630 estabelecimentos de saúde conveniados à rede pública paulista entre março de 2009 e janeiro de 2010. "O critério mais importante é como o paciente viu e sentiu o atendimento que ele recebeu. Ela avalia o acolhimento e o que o paciente recebeu em matéria de tratamento", disse o governador José Serra.
O Hospital Regional ficou 34º lugar com média 9.13, estando na mesma faixa de grandes hospitais e, inclusive, do primeiro colocado: o Hospital Estadual de Ribeirão Preto, que atingiu a pontuação 9.49.
A iniciativa tem a finalidade de monitorar a qualidade de atendimento e a satisfação do usuário, reconhecer os bons prestadores, além do nível do serviço, a qualidade das acomodações e o tempo de espera para a internação.
Uma das principais características destes hospitais é que eles são administrados por OSS - Organizações Sociais de Saúde. No caso do Hospital Regional do Vale do Paraíba, o Grupo Saúde Bandeirantes é responsável por atingir e, até mesmo superar, as metas propostas de produção e qualidade.
09/04/2010 - Diário de Taubaté
SÃO PAULO - A Diretoria da ABIFCC vem fazendo gestões permanentes junto à Secretaria de Atenção à Saúde para, o mais cedo possível, ser publicada a revisão da Tabela de Procedimentos do SUS, em especial junto à Coordenadora Médica Oncóloga Maria Inês Gadelha.
A seguir a integra do documento recem enviado ao Sr. Ministro da Saúde:
Salvador, 16 de março de 2010.
Senhor Ministro,
Em nome das entidades filantrópicas, mantenedoras dos hospitais especializados na luta contra o câncer, associados da ABIFCC - Associação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Combate ao Câncer, pedimos vênia para dirigirmo-nos a V.Exª, em busca de que meios ágeis sejam desencadeados para que no prazo previsto no Artigo 35 da Lei 12.101/2009, sejam expedidos os Certificados de Entidades Beneficentes de Assistência Social para aqueles que nos determinados limites protocolarizaram seus pedidos no Conselho Nacional de Assistência Social, a fim de que não venham a ter prejuizos irreparáveis no desempenho da missão social.
Reiterando os protestos de consideração e apreço, subscrevemo-nos atenciosamente,
Dr. Aristides Maltes Filho
Presidente
07/04/2010 - Diretoria ABIFCC
SÃO PAULO - Retornam ao nosso quadro social o Hospital de Câncer de Londrina, a Associação Matogrossense de Combate ao Câncer, mantenedora do Hospital do Câncer de Cuiabá e o Hospital Evangêlico de Cachoeiro do Itapemirim do Estado do Espírito Santo.
Damos as mais calorosas boas vindas aos novos associados.
07/04/2010 - Diretoria ABIFCC
Ji-Paraná - O Grupo de Apoio aos Portadores de Câncer de Ji-Paraná (GAPC) avisa a todos os ji-paranaenses que, devido a problemas mecânicos, a Carreta Oncológica do Hospital de Câncer de Barretos (HCB) que estaria no município nos próximos dias 8 e 9, adiou sua vinda para Ji-Paraná.
De acordo com Ivo da Silva, presidente do GAPC, a comunidade deve ficar despreocupada, pois o atendimento foi apenas adiado. "A carreta já estava no Mato Grosso, vindo para Rondônia, quando apresentou problemas mecânicos, havendo a necessidade de retornar a Barretos. Com esse retorno, o HCB também estará realizando uma reforma na carreta, com objetivo de tornar o atendimento ainda melhor. Apenas solicitamos a todos aqueles que agendaram seus atendimentos no último dia 24 de março, durante a triagem que realizamos, que fiquem atentos aos meios de comunicação, pois estaremos divulgando com antecedência a nova data. Também estaremos entrando em contato com cada cidadão agendado pelos telefones disponibilizados no ato da triagem", explicou.
Pela terceira vez em Ji-Paraná, a Carreta Oncológica realizará este ano 240 atendimentos nas áreas de câncer de pele, próstata e colo de útero. Segundo Ivo, no último ano foram realizados 132 atendimentos na Carreta e desses, nove foram constatados como câncer de colo de útero, 10 como câncer de pele e 12 de próstata.
"É muito importante que as pessoas se conscientizem da necessidade de diagnosticar o problema logo no início, o que aumenta muito as chances de cura", afirmou.
De acordo com dados do Hospital do Câncer, no último ano foram recebidos 1.239 pacientes em Barretos, provenientes de Rondônia, e realizados 13.157 atendimentos. Só de Ji-Paraná, foram enviados 155 pacientes e realizados 2.144 atendimentos, o que coloca o município em terceiro lugar no número de pacientes encaminhados. A capital, Porto Velho, encaminhou 161 pacientes e Vilhena 190. Todos os atendimentos são gratuitos.
Todo o trabalho realizado em Ji-Paraná pela Carreta Oncológica acontece em parceria com o GAPC, por meio dos seus membros, que são voluntários.
06/04/2010 - Adriana Albuquerque para Rondônia Dinâmica
VITÓRIA - O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), participou, nesta quarta-feira (31), da inauguração do ambulatório Ylza Bianco do Hospital Santa Rita de Cássia - unidade referência em tratamento de pacientes oncológicos no Estado. O investimento do Estado foi da ordem de R$ 5,4 milhões, empregados na construção dos pavimentos 2, 3, 4 e 5 do ambulatório, na compra de equipamentos, incluindo um acelerador linear, utilizado em radioterapia, e na construção da casamata (instalação fortificada para abrigar o acelerador linear).
Além disso, o Estado investiu neste ano R$ 39,5 milhões anuais na contratualização dos serviços prestados aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), que incluem 4 mil internações, 1.488 cirurgias, 33 mil sessões de quimioterapia, 102 mil sessões de radioterapia e 77 mil procedimentos ambulatoriais. Nos últimos oito anos, este valor teve um aumento de 900%, já que em 2002, o contrato era de R$ 3,9 milhões.
"Tudo isso faz parte do trabalho do Estado para reestruturar a Rede de Oncologia no Espírito Santo. Além dos investimentos realizados no Hospital Santa Rita, também inauguramos o Centro de Alta Complexidade em Oncologia (Cacon) no Hospital Santa Casa e no Hospital Evangélico de Vila Velha, ampliando, assim, a capacidade de atendimentos aos pacientes do SUS. No total, o Governo do Estado repassa às instituições filantrópicas capixabas R$ 240 milhões por ano", afirmou o secretário de Saúde, Anselmo Tozi.
De acordo com o secretário, dentro de mais algumas semanas, o Norte do Estado também vai receber um Cacon, o que vai ajudar aos usuários que vivem na região. "Assim, eles não precisarão se descolar para a Grande Vitória", acrescentou Anselmo Tozi. O secretário ainda adiantou que está sendo adquirido mais um acelerador linear para o Santa Rita e mais três unidades do mesmo equipamento para outras instituições filantrópicas do Estado, no valor de R$ 2 milhões cada um.
O governador e o secretário de Saúde, deputados, senadores e empresários foram homenageados pelo Hospital e pela Afecc com a comenda Ylza Bianco, pela colaboração na construção do ambulatório.
O governador Paulo Hartung agradeceu a homenagem recebida da Afecc e ressaltou a importância do trabalho desenvolvido pela instituição. "É uma homenagem muito bonita. Eu a divido com o vice-governador Ricardo Ferraço, parceiro que tenho no ato de coordenar as ações do Governo e com toda minha equipe. Vou guardá-la com muito carinho. Ninguém sozinho é capaz de fazer nada. Precisamos nos unir e foi isso que fiz no Espírito Santo, quando assumi o Governo em 2003. A diferença de nossa história, e a diferença da história da Afecc, é que estamos juntando as boas almas e as boas intenções em benefício da sociedade", afirmou.
Hartung também destacou a parceria que o Governo do Estado possui com os hospitais filantrópicos, o que vem ajudando a equilibrar as demandas do Sistema Único de Saúde (SUS) no Espírito Santo. "Hoje o Governo está aqui no Hospital Santa Rita e em mais 43 instituições filantrópicas do Espírito Santo", afirmou, lembrando que o trabalho desenvolvido pela Afecc é um exemplo a ser seguido.
"A Afecc possui uma forte tradição do trabalho voluntário, uma experiência que precisa fazer parte da vida social do país, sobretudo no momento em que o mundo está tão carente de valores, com a predominância do individualismo. Ver um trabalho como esse nos emociona. E realizar essa parceria com a entidade nos dá a certeza de que estamos no caminho certo", disse.
Durante a solenidade de inauguração do ambulatório Ylza Bianco, estiveram presentes, além do governador Paulo Hartung e do secretário de Saúde Anselmo Tozi, o vice-governador Ricardo Ferraço, o prefeito de Vitória, João Cozer, o secretário de Saúde de Vitória, Luiz Carlos Reblin, subsecretários da Saúde, senadores, deputados federais e estaduais, o presidente da Federação dos Hospitais Filantrópicos Capixabas, Luiz Nivaldo da Silva, diretores do Hospital Santa Rita, a presidente da Associação Feminina de Educação e Combate ao Câncer (Afecc), Telma Dias Ayres, o superintendente institucional do hospital, Renato Brasileiro, o representante do Ministério da Saúde, Bartolomeu Martins Lima, demais autoridades e ainda o corpo clínico e funcionários da unidade.
O novo setor do Hospital Santa Rita tem cinco pavimentos, equipamentos modernos e possibilidade de aumento da capacidade de atendimento. A área construída é de 2.965 metros quadrados abriga o setor de quimioterapia, consultórios, salas cirúrgicas, de atendimento psicológico, além de assistência social, fisioterapia e programas sociais da Associação Feminina de Educação e Combate ao Câncer (Afecc), farmácia e o Centro de Materiais Esterilizados.
31/03/2010 - Redação Multimídia ES Hoje (redacao@eshoje.com.br)
BARRETOS - O Hospital do Câncer de Barretos, no interior de São Paulo, firmou uma parceria com quatro centros de saúde norte-americanos para intercâmbio nas áreas de pesquisa, ensino e tratamento. As instituições que participam dos projetos são o MD Anderson Cancer Center, um dos maiores hospitais oncológicos do mundo, a Universidade Johns Hopkins, a Clínica Mayo e o St. Jude Children's Research Hospital.
Henrique Prata, gestor do Hospital do Câncer de Barretos, afirma que foi procurado pelas instituições depois que o hospital passou a ser chancelado pelo NCI (National Cancer Institute), dos Estados Unidos, no início do ano passado. "Antes éramos nós que íamos até eles. Agora nós estamos sendo convidados."
Prata afirma que um dos principais focos de interesse das instituições americanas no hospital brasileiro é seu banco de tumores -o maior do Brasil, com 26 mil amostras.
Algumas atividades previstas para as parcerias, como intercâmbio de profissionais e discussões conjuntas de casos por videoconferência, já estão sendo realizadas. Os programas incluem ainda projetos de pesquisa em conjunto.
No caso da Universidade Johns Hopkins, por exemplo, a parceria foi estabelecida para a realização de estudos na área de biologia molecular, sobre traços genéticos do câncer de mama.
Holanda
Outra novidade no Hospital do Câncer de Barretos é que a instituição importou da Holanda um protocolo de prevenção ao câncer que, de acordo com Henrique Prata, é um dos mais avançados do mundo.
O protocolo foi implantado no início deste ano no centro de prevenção ao câncer de mama do hospital, que faz exames de rastreamento em Barretos e em algumas cidades próximas - até o ano passado eram 77 municípios contemplados; agora, serão 212.
"O objetivo é atingir 80% da população alvo [mulheres com idade entre 40 e 69 anos]", afirma Prata.
O protocolo inclui o uso de mamógrafos digitais, que são mais precisos. Além disso, a interpretação de cada exame precisa ser feita por dois profissionais, que não têm acesso ao diagnóstico do outro. Se os resultados não coincidirem, o exame deverá ser encaminhado para um médico coordenador, que fará a avaliação final.
29/03/2010 - Flávia Mantovani para A Folha de São Paulo
RECIFE - O Governo do Estado renova a intervenção no Hospital do Câncer de Pernambuco - HCP por mais um ano. O anúncio foi feito no início da tarde de ontem pelo governador Eduardo Campos durante a inauguração de obras de reforma e ampliação da unidade. "Fizemos muito, mas ainda precisamos fazer muita coisa", disse o Governador, justificando a medida.
O HCP está sob intervenção desde 2007. De lá pra cá, o Estado passou a colocar R$ 865 mil por mês a fim de garantir a regularidade dos serviços. Graças à intervenção, o hospital sofreu várias reformas e adquiriu novos equipamentos, a exemplo de um mamógrafo instalado no ano passado. Além de tudo isso, o novo modelo de gestão saneou as dívidas da unidade e regularizou a folha de pagamento dos funcionários.
"Está tudo nota dez, ótimo mesmo. Os médicos, enfermeiros, maqueiros, todos são muito atenciosos com a gente. Espero que os grandões dessa terra continuem apoiando o hospital, é tudo o que a gente deseja", afirmou Marlene Soares da Silva, do município de Vicência, que acompanha a tia, internada há oito dias.
Durante a visita, Eduardo esteve no novo pavilhão da Enfermaria Nossa Senhora Aparecida e a segunda etapa do Pavilhão São Lucas, que passa a contar com 16 leitos a mais. Ambas ganharam ar condicionado, seguindo as recomendações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária para pacientes em estado cirúrgico.
Com a ampliação, a unidade sai de 216 leitos para 232. Outros 48 leitos foram reformados. Ao todo, o Governo do Estado investiu R$ 297 mil nas ações, que já estão mudando a qualidade dos serviços prestados aos cerca de mil pacientes atendidos todos os dias no HCP. A Capela Nossa Senhora do Perpétuo Socorro também foi reestruturada.
Radioterapia - O vice-governador e secretário da Saúde, João Lyra Neto, garantiu também a chegada de equipamentos de radioterapia, em parceria com o Ministério da Saúde. "Toda documentação e todos os pré-requisitos foram preenchidos. Agora é só esperar. Dentro de poucos dias estaremos recebendo a aprovação", disse. O aparelho custa cerca de R$ 4 milhões e as obras de estruturação da sala de tratamento perto de R$ 1,5 milhão.
24/03/2010 - Noticiário Executivo - DOE/PE
O Programa de Pesquisa Clínica do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) – ligado à Secretaria de Estado da Saúde – está recrutando voluntários com diagnóstico de câncer de rim para participação em estudos clínicos internacionais que investigam a eficiência de novos medicamentos para tratamento destes tumores.
As novas drogas têm característica de ação em alvo-molecular. Isto significa que agem diretamente sobre as células do tumor, promovendo sua regressão ou estabilização. "No caso de pacientes com metástases, o uso de medicamentos conhecidos como terapias de alvo molecular e anti-angiogênicas, tem trazido aumento da sobrevida e melhora da qualidade de vida destes pacientes", afirma o oncologista clínico do Icesp Gilberto de Castro Junior, que está envolvido na Pesquisa Clínica do Instituto.
Os interessados em participar do estudo devem entrar em contato com o Instituto do Câncer pelo telefone (11) 3893-2652.
Histórico
Estudos internacionais indicam que a incidência mundial do câncer de rim aumentou 43% nas últimas três décadas e atualmente equivale a 2% dos carcinomas em adultos. Mais uma vez, a prevenção e detecção precoce são aliadas fundamentais para garantir a cura da doença. Considerando que este tumor se manifesta de forma bastante silenciosa é importante estar atento ao menor sinal de irregularidade, como a presença de sangue na urina. Quando em estádio bastante avançado, o tumor torna-se palpável e há presença de dor abdominal.
23/03/2010 - Assessoria de Imprensa
RECIFE - O Hospital do Câncer de Pernambuco (HCP) passa a funcionar, a partir desta terça-feira (23), com a capacidade para internar 232 pacientes. A unidade, localizada em Santo Amaro, área central do Recife, vai receber 48 novos leitos nas enfermarias São Lucas e Nossa Senhora Aparecida, a maior do HCP. A capela da instituição também foi reformada. A cerimônia de inauguração acontece hoje, às 9h, com as presenças do governador Eduardo Campos, da primeira-dama, Renata Campos, do arcebispo de Recife e Olinda, dom Fernando Saburido, e do interventor do HCP, Francisco Saboya.
A enfermaria Nossa Senhora Aparecida, conhecida por ser a maior da unidade – a antiga Georgina de Carvalho – foi reestruturada e vai poder atender 34 novos pacientes em dez enfermarias. “O lugar foi todo climatizado e requalificado segundo recomendações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária para pacientes em estado cirúrgico. Prezamos pela qualidade do serviço, com área especial para preparo e isolamento do paciente”, explicou o diretor médico do HCP, Cristiano Paiva.
A segunda etapa do pavilhão São Lucas acrescenta mais 14 leitos aos 19 já existentes. A área também foi reformada para garantir conforto e qualidade de atendimento aos pacientes crônicos. Durante a solenidade de inauguração, a capela Nossa Senhora do Perpétuo Socorro receberá a bênção de dom Fernando Saburido, que já foi capelão do HCP. A igreja teve paredes, teto e instalações elétricas modificados.
O hospital oferece serviços de quimioterapia, radioterapia, fonoaudiologia, nutrição e odontologia, além de laboratório de análises clínicas e atendimentos emergenciais. "Com a entrega dessas alas, o HCP passa a ter 60% dos leitos que Pernambuco oferece a quem tem algum tipo de câncer", ressaltou Cristiano Paiva. Aproximadamente mil pessoas são atendidas diariamente por 103 médicos e 271 profissionais de saúde.
INTERVENÇÃO - Aproximadamente 97% da verba que financia o Hospital do Câncer de Pernambuco é do Sistema Único de Saúde (SUS). Em abril de 2007, o HCP passou a ser responsabilidade do governo do Estado, que disponibiliza o restante dos recursos. "A unidade precisava urgentemente de intervenção estadual. Havia muitos débitos e irregularidades, uma decadência. O trabalho começou com a negociação das dívidas", contou o médico interventor Francisco Saboya. Atualmente, o HCP possui uma área de quimioterapia referência nas Regiões Norte e Nordeste.
23/03/2010 - Jornal do Commercio
VOTUPORANGA - A carreta do Hospital de Câncer de Barretos atende as mulheres na região central de Votuporanga até dia 8 de abril. Interessadas que tiverem entre 40 e 69 anos poderão procurar a unidade, que está estacionada na Praça Cívica, para realização de exames de mamografia que estão sendo oferecidos gratuitamente em Votuporanga desde janeiro.
Para atingir também as mulheres que trabalham a semana toda, a carreta fará exames das 13h às 20h30 durante 12 dias (17, 18, 22 a 24, 29 a 31/03 e de 5 a 8/04). Já nos dias 16 e 19 os atendimentos serão das 8h às 16 horas.
A unidade móvel conta com equipe especializada formada por enfermeiros e técnicos de radiologia com o objetivo de realizar a cobertura populacional de exame de mamografia em 75% das mulheres nesta faixa etária.
Segundo a enfermeira do Hospital de Câncer de Barretos, Tânia Silveira Lourenço, mais de 2,6 mil mulheres já realizaram o exame durante a passagem da carreta por Votuporanga. O programa de rastreamento mamográfico criado pelo Hospital do Câncer de Barretos já percorreu os bairros Parque das Nações, Pró-Povo, Pozzobom, Parque Guarani, Palmeiras e o distrito de Simonsen.
Mais informações podem ser obtidas na Secretaria de Saúde, pelo telefone 3405-9787 ou com a equipe de atendimento que pode ser encontrada na carreta.
A doença
De acordo com a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), pelo menos um terço dos casos de câncer poderia ser evitado se fossem tomadas medidas de prevenção como modificar hábitos alimentares, praticar exercícios físicos regularmente, evitar o fumo e o álcool e realizar diagnóstico precoce. O Ministério da Saúde recomenda que todas as mulheres entre 40 e 69 anos de idade se submetam a exames de mamografia pelo menos uma vez a cada dois anos.
18/03/2010 - Assessoria de imprensa
CURITIBA - No próximo mês, o hospital Erasto Gaertner, centro de referência no diagnóstico e tratamento de câncer, realizará eleição para definir a nova Presidente da Rede Feminina de Combate ao Câncer.
A diretoria atual, presidida por Janice Gastaldon há 4 anos, coordena o trabalho de aproximadamente 370 voluntários que atuam em diversos setores dentro e fora do Hospital.
Flavio Tomasich, superintendente do Hospital Erasto Gaertner, salienta que a superintendência é absolutamente imparcial e trabalhará para garantir transparência e a serenidade deste processo. Também aproveita o momento para demonstrar a importância deste trabalho para a entidade "Quero manifestar o meu agradecimento e meu carinho com o grupo que encerra os quatro anos de sua brilhante gestão. Da mesma maneira, espero que o pleito que se aproxima aconteça com a ordem e tranqüilidade que tanto caracteriza este grupo", finaliza Tomasich.
16/03/2010 - Fonte: contato@comunicareagencia.com.br
VITÓRIA - Os serviços da Santa Casa de Misericórdia de Vitória serão ampliados. Nesta sexta-feira (12), um convênio foi assinado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) para o repasse de R$ 7,5 milhões para a ampliação e reformas de leitos e aquisição de equipamentos para a unidade, como parte do projeto de fortalecimento dos filantrópicos do Governo Estadual. Com a reforma de leitos na Enfermaria de Oncologia São Francisco, a Santa Casa passa a ser mais uma referência para o tratamento do câncer no Estado.
"A Santa Casa é um hospital que passa a se complexificar, para se adensar e atender a população em várias especialidades, uma delas é a oncologia, com toda a alta complexidade. Nós tínhamos só o Santa Rita e agora temos também a Santa Casa e também o Evangélico de Vila Velha", ressalta o secretário de Estado da Saúde, Anselmo Tozi.
Ao todo, 27 leitos na Enfermaria de Oncologia São Francisco serão reformados. Outros 30 leitos intensivos também passarão por reforma, sendo que 20 serão de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e dez são de Unidade de Alta Dependência de Cuidado (UADC), aumentando o número de vagas na unidade, que hoje conta com dez leitos intensivos, segundo Tozi.
Além disso, todo o parque tecnológico da Santa Casa de Misericórdia está sendo renovado. Os novos equipamentos, desde endoscópios a ventiladores, foram adquiridos com verba do Governo no valor de R$ 4,7 milhões, sendo que ainda restavam o repasse de R$ 2 milhões, realizado com a assinatura do convênio. A Central de Material Esterilizado também será reformada. E para dar conta de atender a população, o contrato de prestação de serviço da unidade com a Sesa é de R$ 30,4 milhões por ano.
Informatização
O hospital também será totalmente informatizado, segundo o secretário de Estado da Saúde, Anselmo Tozi. O sistema de informatização está em fase de implantação na unidade e faz parte do Projeto de Qualificação da Gestão dos Hospitais Filantrópicos.
A medida é para facilitar o agendamento de consultas, a gestão de estoque de material e até a melhor acessibilidade ao prontuário do paciente. Para implantar o sistema, o Governo está investindo cerca de R$ 7,6 milhões. Não há previsão para quando a implantação será concluída.
Antecipação
A partir deste ano, seis dos 16 hospitais filantrópicos que firmaram contratos com a Secretaria de Estado da Saúde passarão a receber antecipadamente, até o quinto dia útil do mês corrente, os recursos para para a realização de procedimentos de alta complexidade que, para 2010, chegam ao valor total de R$ 67 milhões.
A medida é para ampliar o atendimento e negociar melhor os preços. Este modelo de antecipação já era adotado no repasse para a média complexidade das 16 unidades. De 2002 a 2010, o valor da contratualização assinado entre Governo do Estado e hospitais filantrópicos passou de R$ 42 milhões para R$ 236 milhões.
A anúncio da antecipação dos recursos foi feita durante evento realizado no Palácio Anchieta, que teve a participação do governador Paulo Hartung.
12/03/2010 - Melina Mantovani para Gazeta on-line
BARRETOS - A carreta do Hospital de Câncer de Barretos estará durante esta sexta-feira (12/3) no distrito de Simonsen para atender as mulheres que precisam fazer exames de mamografia com idade entre 40 e 69 anos. Interessadas devem procurar a unidade que ficará estacionada em frente à praça.
A unidade móvel conta com equipe especializada formada por enfermeiros e técnicos de radiologia e está na cidade desde janeiro com o objetivo de realizar a cobertura populacional de exame de mamografia em 75% das mulheres nesta faixa etária.
Segundo a enfermeira do Hospital de Câncer de Barretos, Tânia Silveira Lourenço, mais de 2,2 mil mulheres já realizaram o exame durante a passagem da carreta por Votuporanga. O programa de rastreamento mamográfico criado pelo Hospital do Câncer de Barretos já percorreu os bairros Parque das Nações, Pró-Povo, Pozzobom, Parque Guarani e Palmeiras.
A partir da próxima segunda-feira (15/03) a carreta estará na praça da Igreja Matriz atendendo as mulheres que moram na região central da cidade. O atendimento é totalmente gratuito e os resultados serão entregues às pacientes nos postos de saúde e na Secretaria Municipal de Saúde.
Mais informações podem ser obtidas na Secretaria de Saúde, pelo telefone 3405-9787.
12/03/2010 - Assessoria de Imprensa para o Regiãonoroeste.com
RIO DE JANEIRO - Estimativas do Instituto Nacional do Câncer (Inca) apontam que mais de 52 mil brasileiros vão descobrir que são portadores de câncer de próstata este ano. Para minimizar essa estatística trágica, o deputado Antonio Brito (PMDB) apresentou em sessão plenária da Assembleia Legislativa, um projeto de lei que institui o Dia Estadual de Combate e Conscientização do Câncer de Próstata, inserindo a data no calendário oficial da área de saúde.
"As previsões são assustadoras, somente na Região Centro-Oeste, o câncer de próstata vai acometer 48 homens a cada cem mil habitantes. São números que precisam ser reduzidos. E a forma mais eficaz para combater a doença é a informação", esclarece.
Brito ressalta ainda que os homens precisam se prevenir através de consultas periódicas e exames médicos. "Toda doença tratada no início leva à maior probabilidade de cura, com o câncer não é diferente. Pais de família estão morrendo por falta de conhecimento".
A divulgação das informações será feita através promoção de exames, seminários, palestras, workshops, teatro e exposições de painéis alusivos à doença.
A maioria dos doentes da próstata tem idade superior a 50 anos. No Brasil, o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens. No mundo, ocupa a sexta colocação, representando 10% do total de cânceres.
Uma das grandes preocupações do Inca é a detecção da doença, já que são necessárias em média quatro biópsias para o diagnóstico. Sendo inclusive, preciso realizar o exame de toque, em função de que 10 a 20% dos casos não serem descobertos por meio da dosagem do Antígeno Prostático Específico (PSA).
Sintomas
O câncer da próstata em sua fase inicial tem uma evolução silenciosa. Muitos pacientes não apresentam nenhum sintoma ou, quando apresentam, são semelhantes ao crescimento benigno da próstata (dificuldade miccional, freqüência urinária aumentada durante o dia ou a noite). Uma fase avançada da doença pode ser caracterizada por um quadro de dor óssea, sintomas urinários ou, quando mais grave, como infecções generalizadas ou insuficiência renal.
A previsão fatídica é de que o câncer resulte em 7,6 milhões de mortes no mundo.
11/03/2010 - Da Assessoria para O Documento
SÃO PAULO - O ranking dos melhores hospitais públicos e filantrópicos de São Paulo, segundo avaliação dos usuários, foi divulgado ontem pela Secretaria de Estado da Saúde. Entre os 35 mais bem avaliados, somente 3 são gerenciados diretamente pelo Estado. Oito deles, inclusive os dois primeiros colocados, foram terceirizados para entidades privadas sem fins lucrativos por meio do modelo de Organizações Sociais de Saúde (OSS).
O primeiro colocado no chamado Provão do SUS foi o Hospital Estadual de Ribeirão Preto. Em segundo lugar ficou o Instituto do Câncer de São Paulo. Em nono, o Hospital Regional de Assis é o único representante da administração direta entre os dez mais.
A pesquisa ouviu 158 mil pacientes que passaram por internações e exames em 630 estabelecimentos conveniados à rede pública entre março de 2009 e janeiro de 2010. A secretaria não divulgou o ranking completo nem todas as informações referentes à metodologia. Segundo a assessoria de imprensa da pasta, a nota média foi 8,65 e a menor nota, 7,3.
"É difícil saber a representatividade da pesquisa sem saber quantos deixaram de responder. O que normalmente se percebe é que quem foi bem-sucedido no tratamento tende a responder, mas quem está insatisfeito pensa duas vezes, pois tem de explicar o motivo e um dia ele pode precisar do hospital", diz Oswaldo Tanaka, da Faculdade de Saúde Pública da USP.
Para o professor da Faculdade de Medicina da USP, Paulo Eduardo Elias, chama a atenção o fato de apenas três, de 40 hospitais administrados diretamente pelo Estado, figurarem na lista. "Já 30% das OSS (8 de 25) estão bem avaliadas. Esse modelo tem mostrado mais resultado porque tem mais flexibilidade na gestão hospitalar, tanto de material quanto de recursos humanos. Além disso, a maioria desses hospitais está buscando certificação de qualidade (uma espécie de ISO) e isso melhora o funcionamento."
Das instituições na lista dos 35 melhores, a maior parte é entidade privada que presta serviços ao Serviço Único de Saúde (SUS), como Santas Casas e hospitais filantrópicos.
O Ranking dos Melhores
Hospital Estadual de Ribeirão Preto (9,49)
Instituto do Câncer de São Paulo (9,46)
Fundação Pio XII de Barretos (9,45)
Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais de Bauru (9,38)
Hospital do Câncer A. C. Camargo (9,37)
Hospital Evangélico de Sorocaba (9,34)
Hospital Regional de Divinolândia (9,34)
Hospital Amaral Carvalho de Jaú (9,33)
Hospital Regional de Assis (9,32)
Santa Casa de Ibitinga (9,32)
04/03/2010 - Karina Toledo para O Estado de São Paulo
BRASÍLIA - O Instituto Nacional do Câncer (Inca), vinculado ao Ministério da Saúde, convocou os mais de 27 mil candidatos inscritos na seleção que oferece 191 vagas e cadastro reserva para a realização das provas objetivas e discursivas. As avaliações serão aplicadas no dia 7 de março, tanto no horário da manhã (nível superior) quanto no da tarde (nível médio).
O concurso está sob a responsabilidade do Centro de Seleção e de Promoção de Eventos da Universidade de Brasília (Cespe/UnB). Haverá ainda avaliação de títulos para os candidatos com graduação. As informações estão no Diário Oficial da União desta terça-feira (2/3), na página 76 da terceira seção.
Oportunidades
Quem tem nível superior terá a opção de dois cargos. Um deles é o de analista em ciência e tecnologia júnior, com oferta de vagas para as especialidades de Relações Públicas, Jornalismo, Direito (legislação pública em saúde), Engenharia em diversas áreas, gestão de Recursos Humanos, Gestão Pública, Planejamento Estratégico e Medicina do Trabalho.
Também há oportunidades para o cargo de tecnologista júnior, nas especialidades de Assistência Social, Biblioteconomia (divulgação científica na área da saúde), Biologia e Biomedicina em diversas áreas, Desenho Industrial e Comunicação Visual (programação visual) e Enfermagem e Medicina em diversos campos, além de muitos outros.
Aqueles que possuem nível médio podem se inscrever em duas funções. A primeira delas é a de assistente, com vagas nas áreas de apoio técnico/administrativo e Enfermagem do Trabalho. Há chances também no posto de técnico, nas áreas de Enfermagem (diversos campos de atuação), Farmácia Hospitalar e Análise Clínica, entre outros.
As remunerações básicas para nível superior são de R$ 2.419,07, além de retribuição de titulação que varia de R$ 822 a R$ 3.199, gratificação por desempenho de atividade (R$ 1.501,60) e gratificação temporária (R$ 628,96).
Já para nível médio os salários básicos são de R$ 1.331,97, além de gratificação por aperfeiçoamento/especialização que varia de R$ 452 a R$ 1.762, gratificação por desempenho de atividade (R$ 826,40) e gratificação temporária (R$ 346,31).
02/03/2010 - Larissa Domingues para o Correio Braziliense
BRASÍLIA - Hospitais que contam com Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) terão que cumprir novas regras. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou, na quinta-feira (25/02), a Resolução RDC nº 7, que dispõe sobre os requisitos mínimos para o funcionamento das UTIs.
A resolução se aplica a todas as Unidades de Terapia Intensiva do país, sejam públicas, privadas ou filantrópicas; civis ou militares O objetivo é reduzir os riscos aos pacientes, visitantes, profissionais e meio ambiente. Com a medida, a Anvisa também busca elevar a qualidade do atendimento, com a conseqüente redução do tempo de tratamento de pacientes graves nesses setores. Assim, mais pacientes poderão usufruir do tratamento especializado oferecido nas unidades.
A nova regra traz parâmetros tanto para estrutura, organização e processos de trabalho quanto para a obtenção e monitoramento de indicadores de saúde que retratem o perfil assistencial da unidade. Entre os indicadores a serem monitorados estão, por exemplo, os de densidade de incidência de Infecção Primária da Corrente Sanguínea Relacionada ao Acesso Vascular Central e os de Pneumonia Associada à Ventilação Mecânica.
Os hospitais têm prazo de seis meses para adequação à nova resolução, sendo que para cumprimento de alguns itens relacionados a recursos materiais e humanos o prazo é de três anos. Segundo dados do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES), o Brasil dispõe de 27.026 leitos de UTI (dez/09).
Confira os principais pontos da resolução:
A preservação da identidade e da privacidade do paciente deve ser assegurada por todos os profissionais que atuam na UTI. O paciente que estiver consciente e o seu responsável legal devem ser informados quanto aos procedimentos que serão adotados.
As equipes de UTI e a Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) são co-responsáveis pelas ações de prevenção e controle de infecções relacionadas à assistência à saúde.
O hospital deve realizar gerenciamento dos riscos inerentes às atividades realizadas na unidade, bem como aos produtos submetidos ao controle e fiscalização sanitária.
As preparações alcoólicas para higienização das mãos devem estar na entrada da unidade, entre os leitos e em outros locais estratégicos definidos pela Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH).
A CCIH deve divulgar os resultados das vigilâncias e o perfil de sensibilidade dos microrganismos à equipe multiprofissional da UTI, visando a avaliação periódica das medidas de prevenção e controle. A equipe da UTI deve proceder ao uso racional de antimicrobianos, estabelecendo normas e rotinas de forma interdisciplinar e em conjunto com CCIH, Farmácia Hospitalar e Laboratório de Microbiologia.
01/03/2010 - Daniele Carcute - Imprensa/Anvisa
SÃO PAULO - Se você tem plano de saúde, fique atento às novidades. A partir de 7 de junho de 2010, os usuários deste sistema terão a lista de coberturas médicas e odontológicas ampliada. Novos 70 procedimentos serão abrangidos. A atualização foi divulgada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) no Diário Oficial da União do último dia 12 de janeiro, através da Resolução Normativa (RN) nº. 211, que garante o direito às pessoas que contrataram planos médicos ou odontológicos após janeiro de 1999 - quando passou a vigorar a Lei nº 9.656/98 que regulamenta o setor de saúde suplementar.
Entre as mudanças previstas, estão a atenção multiprofissional e tratamento especial aos obesos mórbidos, estímulo ao parto natural, direito a cirurgias de vasectomia, colocação e custos do Dispositivo Intra Uterino (DIU), mamografia digital, mamotomia, videolaparoscopia e exames de DNA para tratamento de doenças genéticas.
Também consta na lista de novos procedimentos obrigatórios o transplante alogênico de medula óssea, ou seja, de uma pessoa para outra, que é indicado principalmente para tratar o câncer nas células do sangue, a leucemia. Este procedimento custa ao governo entre R$60 mil e R$80 mil.
O Hospital Amaral Carvalho de Jaú, referência no tratamento e prevenção do câncer, é um dos hospitais mais especializados em transplante de medula óssea da América Latina. Para o diretor de Planejamento e Controle, José Antônio Barata de Almeida Bueno, a entrada em vigor da RN-211 com a inclusão de procedimento de TMO alogênico não trará nenhum tipo de custo extra para o HAC, já que o hospital realiza este tipo de procedimento há muitos anos. "O que deve ocorrer é um aumento na demanda por nossos serviços. Quanto ao aspecto financeiro certamente haverá uma melhora, embora pequena, já que estamos trabalhando no nosso limite", diz.
A Resolução Normativa prevê também a inclusão de alguns tipos de exames na área de genética e outros feitos por vídeo. Um deles é o PET-Scan, sofisticado exame capaz de detectar câncer pulmonar de células não-pequenas e linfomas. "Essa normativa confirma o que nós, médicos nucleares, já sabíamos. O PET-CT é imprescindível para a oncologia. Na verdade, não importa o número de equipamentos, que tenderão a crescer sim, mas a qualidade e a seriedade dos serviços de medicina nuclear, que é nossa marca registrada há 40 anos. Nosso departamento ficou extremamente feliz com essa normativa, pois provamos mais uma vez que estamos sempre um passo à frente. Investimos nesse equipamento antes mesmo de ter sido incluso no SUS ou nos convênios", diz o médico nuclear, Alexandre Brandão.
Novas regras vêm com ampliação do atendimento
Além da lista de novas coberturas, a RN nº 211 traz também uma série de mudanças, que ampliarão o atendimento ao consumidor. Uma dessas é a cobertura pelos planos coletivos aos acidentes de trabalho e aos procedimentos de saúde ocupacional.
26/02/2010 - Bruna Oliveira para Portal Nacional de Seguros
SÃO PAULO - O Instituto Nacional do Câncer (Inca) reconheceu ontem que alguns estabelecimentos do País podem ter baixa produtividade de seus mamógrafos por causa de características individuais, mas questionou a suposta ociosidade apontada no relatório do Tribunal de Contas da União (TCU), segundo o qual 40% dos 1.686 mamógrafos em uso registrados no Brasil não teriam produção alguma.
No entanto, o Inca - órgão que dita as políticas de câncer no País - explicou que parte dos aparelhos pode estar operando fora do sistema de faturamento federal, utilizado pelo TCU para aferir se as máquinas estariam trabalhando. Nesses casos, os mamógrafos poderiam estar produzindo e Estados e municípios, remunerando o trabalho sem que o tribunal pudesse medir a sua realização. Os questionamentos do instituto foram acolhidos pelo tribunal no relatório que foi divulgado ontem.
"O fato de os mamógrafos existirem, mas não aparecerem no sistema de faturamento do TCU, não significa que estejam ociosos", afirmou o técnico da Divisão de Apoio à Rede de Atenção Oncológica do Inca, Ronaldo Corrêa. O especialista enfatizou ainda que o parâmetro de 25 exames por dia para a produção, que é do Inca e foi adotado pelo TCU no trabalho, não é meta obrigatória, "mas o razoável". "O fato de produzir pouco pode ter várias explicações. Cada caso teria de ser avaliado individualmente."
O Ministério da Saúde reservou R$ 12 milhões até 2011 para melhorar a cobertura do exame, destacou. Procurada, a pasta não se manifestou ontem. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
26/02/2010 - AE
BRASÍLIA - A Câmara analisa o Projeto de Lei 6759/10, já aprovado pelo Senado, que obriga o Sistema Único de Saúde (SUS) a assegurar, por meio de serviços próprios, conveniados ou contratados, a realização de exames para identificação de biomarcadores para os cânceres do colo uterino e de mama nas mulheres com antecedentes pessoais ou familiares dessas doenças.
O projeto, da senadora Maria do Carmo Alves (DEM-SE), altera a Lei 11.664/08, que estabelece a gratuidade da assistência integral à saúde da mulher, incluindo prevenção, detecção, tratamento e controle dos cânceres do colo uterino e de mama. A lei cita especificamente o exame citopatológico do colo uterino a todas as mulheres que já tenham iniciado sua vida sexual, independentemente da idade; e o exame mamográfico a todas as mulheres a partir dos 40 anos de idade.
Segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca), nos dois últimos anos foram registrados no Brasil 49 mil casos novos de câncer de mama e 19 mil de câncer de colo. Além de ocupar o primeiro lugar em incidência, o câncer de mama é o que causa o maior número de óbitos em mulheres de 40 a 60 anos. Já o câncer de colo de útero ocupa o terceiro lugar em incidência e o quarto em mortalidade.
A senadora lembra que, embora sejam oferecidos serviços de prevenção e detecção em estágios iniciais da doença, por meio de ações do Ministério da Saúde e dos estados, verifica-se que as ações de controle do câncer de mama direcionadas para a detecção precoce, por meio do auto-exame das mamas, do exame clínico e da mamografia, não estão obtendo o êxito desejável.
Estágios avançados
Maria do Carmo também cita dados divulgados pela imprensa em 2009 segundo os quais aproximadamente 80% dos tumores de mama são descobertos em estágios avançados no Brasil, ao contrário do que ocorre em países desenvolvidos. "Muitos de nossos maiores especialistas em oncologia consideram que não existe, no País, um programa nacional capaz de detectar precocemente a doença", afirma.
Para a parlamentar, a descoberta tardia é um dos fatores que dificultam o tratamento, pois, além de comprometer a eficácia dos tratamentos, diminui as chances de vida das pacientes. "Nos países mais desenvolvidos a redução da taxa de mortalidade por câncer é devida, em boa parte, às evoluções na área da genética e da biologia molecular", observou.
Tramitação
O projeto tramita em regime de prioridade e em caráter conclusivo nas comissões de Seguridade Social e Família; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
25/02/2010 - WS + Laís Braz para Câmara dos Deputados
BELEM - A diretoria do Hospital Ophir Loyola (HOL), referência no tratamento do câncer na rede de saúde pública do Norte e Nordeste, reuniu nesta terça-feira (23) com a Associação Colorindo a Vida e membros do Instituto Ronald MacDonald (IRM), que estão empenhados na construção da Casa de Apoio para Crianças e Adolescentes com Câncer, vindos do interior do Pará e de estados vizinhos, para tratamento no HOL.
No encontro, foi discutido o fortalecimento da rede de atenção oncológica em Belém, avaliadas possibilidades de apoio dos serviços e levantadas diversas informações sobre oncologia pediátrica e tratamento no HOL.
Participaram da reunião o diretor clínico Luiz Nazareno França de Moura, representando a diretoria do Hospital Ophir Loyola; a oncopediatra do Hospital, Rita Carneiro; o diretor de Ensino e Pesquisa do HOL, Bruno Mendes Carmona; a presidente da Associação Colorindo a Vida, Dyrce Wagner; o diretor do Instituto Ronald MacDonald, Roberto Mack; o presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica e membro do conselho científico do Instituto, Renato Melaragno; Carla Lettieri, analista de Projetos do Instituto Ronald MacDonald e Kemel Kalif, embaixador do IRM.
A presidente da Associação Colorindo a Vida, Dyrce Wagner, fez uma exposição sobre os fundamentos da Associação e destacou o excelente nível da equipe de oncologia e pediatria do Hospital Ophir Loyola.
O diretor clínico Luiz Nazareno mostrou que, apesar das dificuldades enfrentadas pelos hospitais públicos, o HOL tem recebido todo apoio do governo estadual e muitos problemas estão sendo sanados pela diretoria atual do Ophir Loyola, que assumiu há apenas sete meses, mas tem tomado todas as providências para modernizar, aumentar o quadro de profissionais e ampliar os serviços oferecidos pelo HOL, fato que não ocorria há 20 anos.
Uma das dificuldades é a carência de médicos especialistas em oncologia. "O estado do Pará com uma dimensão continental conta com apenas duas oncopediatras e estas profissionais estão no Hospital Ophir Loyola", disse. A implantação da Casa de Apoio será desta forma uma ajuda a mais que fará a diferença na qualidade de vida de crianças e adolescentes com câncer.
A Associação Colorindo a Vida, de caráter beneficente, fundada em 2007 e com sede no HOL, será a responsável pela manutenção da Casa de Apoio que vai garantir de forma gratuita, hospedagem, alimentação temporária e assistência a famílias de pacientes infanto-juvenis de 0 a 19 anos, sob tratamento de câncer em Belém, além de buscar desenvolver atividades que visem a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer infanto-juvenil. A previsão de inauguração da Casa em Belém é para dezembro de 2010.
Sobre a construção da Casa de Apoio, o presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica, Renato Melaragno, ressaltou que "no Brasil inteiro, neste momento, não tem lugar que justifique mais a construção do que aqui em Belém, na Amazônia". Uma prova de que o HOL é uma instituição reconhecida pela qualidade na prestação de serviços em saúde, ensino e pesquisa.
O Instituto Ronald McDonald é uma instituição sem fins lucrativos com dez anos de atuação que promove e apoia ações que combatam o câncer infanto-juvenil. Entre as campanhas coordenadas em prol destas crianças e adolescentes está o McDia Feliz. Todas as doações do Instituto são destinadas apenas para instituições reconhecidas que cuidam de crianças e adolescentes com câncer.
24/02/2010 - Diane Maués Casanova - Ascom HOL na Agência Pará de Notícias
RIO DE JANEIRO - A juíza Inês da Trindade Chaves de Melo, titular da 3ª Vara Empresarial da capital, determinou que a Amil ofereça cobertura total aos seus clientes para tratamento quimioterápico de câncer, mesmo fora de unidades hospitalares - o que inclui os medicamentos orais. A decisão tem caráter liminar e atende a pedido do Ministério Público Estadual. A Amil informou que vai recorrer.
A ação foi motivada pela recusa da empresa em fornecer os medicamentos orais. Os advogados da Amil alegaram que a operadora só tinha obrigação legal de garantir o tratamento quimioterápico em ambiente hospitalar. Mas o argumento não convenceu a juíza.
"O que se nota, em primeiro lugar, é que não se trata de mero fornecimento domiciliar de remédios, como analgésicos ou antibióticos, mas de uma etapa integrante de todo o tratamento do paciente, que assim se beneficia com a redução do tempo passado no hospital e tem, na melhoria da sua qualidade de vida, conforme relatam vários textos médicos, maior chance de sucesso no processo de reversão da enfermidade", escreveu a juíza na decisão.
Ela determinou que a Amil pague multa diária de R$ 50 mil, caso descumpra a liminar. Em nota, a operadora informou que vai recorrer da decisão, mas ressaltou que "tem como regra cumprir todas as determinações da Justiça".
O advogado Raul Peris, membro do conselho científico da Associação Brasileira do Câncer (ABCâncer), comemorou a liminar. "Já existem inúmeras ações judiciais individuais, mas uma decisão que beneficia toda a carteira de clientes de um plano acredito que seja inédita".
"A ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) já estabelece a cobertura da quimioterapia como um todo. Os planos se valem que a via oral não foi especificada e se pegam em cláusulas que excluem medicamentos para não fornecer a quimioterapia em comprimidos. É um subterfúgio das operadoras", esclareceu.
A quimioterapia oral é uma opção que alguns pacientes podem ter para tratar determinados tipos de câncer - alguns casos de tumor no cérebro, intestino, pulmão, nos rins e na mama -, explicou o chefe da Oncologia Clínica do Instituto Nacional do Câncer, Daniel Herchenhorn. "Pode ser uma opção de tratamento ou a única opção. Em alguns casos, o custo do medicamento pode chegar a R$ 10 mil mensais".
23/02/2010 - Clarissa Thomé - Agencia Estado
FORTALEZA - O Hospital do Câncer do Ceará (HCC) localizado na Rua Papi Junior, em Fortaleza realiza no próximo dia 24 capacitação para voluntários da instituição. Quem tem mais de 18 anos e disponibilidade de quatro horas semanais poderá se increver na capacitação que acontecerá das 8 horas às 18 horas.
Os interessadaos podem enviar um e-mail para Debora Boni, Diretora de Responsabilidade Social do ICC informando nome, idade, grau de escolaridade, profissão e o público com o qual deseja realizar o trabalho voluntário.
O ICC tem em seu cadastro mais de 300 pessoas como voluntárias. O trabalho voluntariado no ICC é direcionado aos pacientes que ficam na Casa Vida, local onde ficam os pacientes vindos do interior do Estado para tratamento.
Maiores informações: 3288.4671 e deboraboni@hospcancer-icc-org.br
21/02/2010 - Christina Herbster para Ceará Agora
JAÚ - O exame ginecológico não deve ser encarado como mais uma avaliação e sim como uma ferramenta importante na detecção de lesões precursoras do câncer do colo do útero. Mulheres que iniciaram a vida sexual devem fazer o exame de Papanicolaou, basta agendar uma visita ao Programa de Prevenção do Câncer Ginecológico do Hospital Amaral Carvalho (HAC).
Este Programa é responsável por cerca de 10 mil exames ao ano. Em média 5% destes podem estar alterados. Espera-se que 4% sejam lesões de baixo grau e 1% lesões de alto grau.
Durante o mês de fevereiro, profissionais da área de enfermagem do HAC previamente treinados, realizam a coleta de exames de Papanicolaou nas dependências do Ambulatório de Especialidades do SUS - Núcleo de Gestão Assistencial de Jaú (NGA-25). Trata-se da campanha de prevenção do câncer ginecológico em parceria com as Secretarias Municipal e Estadual de Saúde.
Serviço
O atendimento ocorre de 1 a 12/2
Das 7h às 12h30.
O NGA-25 (SUS) fica na Rua Sebastião Toledo de Barros, 296, Vila Carvalho.
28/01/2010 - Viva o Centro - Notícias
NATAL - Um dado da Associação Brasileira de Radioterapia, divulgado este mês, revela que três em cada dez pacientes de câncer no Brasil não conseguem tratamento de radioterapia pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O número é preocupante, mas não caracteriza a realidade existente no Rio Grande do Norte. De acordo com a direção da Liga Contra o Câncer, todos os potiguares têm acesso ao tratamento. A fila de espera existente, considerada dentro da normalidade, será reduzida até o final do ano, graças à ampliação do número de aparelhos, que passarão de três para cinco.
No Rio Grande do Norte, a média de aplicações de radioterapia foi de 12.700 por mês, em 2009, o que representa cerca de 250 pacientes atendidos a cada 30 dias. A quantidade deve crescer em torno de 70% com o funcionamento dos dois novos equipamentos, cujo valor totaliza 2 milhões de dólares, sem contar os prédios onde irão ser instalados. A ampliação reduzirá pela metade o tempo de espera para se conseguir a aplicação, que atualmente é de até 30 dias.
"É praticamente zerar a fila, porque sempre haverá uma espera de 10 a 15 dias, devido ao tempo que o paciente passa pelos exames. Não existe em canto nenhum do mundo de o paciente vir para o médico e no dia seguinte ir para a radioterapia, pois há todo um processo de preparação dele, para que se inicie o tratamento", explica o superintendente da Liga, Roberto Magnus Sales.
Ele afirma que não existe, em oncologia, "principalmente na parte de quimioterapia e radioterapia", tratamento de urgência. Até mesmo os 30 dias a que chega hoje a espera não representam uma perda significativa na eficácia do tratamento. "Não vai interferir em nada na cura, ou na sobrevida do paciente", diz. Para Roberto Sales e o superintendente adjunto da Liga, Ricardo José Curioso, o reflexo maior da espera mais longa é mesmo o aumento da ansiedade gerada no paciente e na família.
"Pode se dizer que o Rio Grande do Norte tem hoje uma situação confortável e com perspectiva de solução de problemas a curto prazo", destacou Roberto Sales. A Liga oferece tratamento com radioterapia desde 1970, quando foi comprada uma "bomba de cobalto". Há cerca de 15 anos, com ajuda do governo e da população, a entidade adquiriu mais dois “aceleradores lineares”.
"Mesmo possuindo esses três, a Associação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Combate ao Câncer (Abficc) procurou o Governo Federal para tentar ampliar os equipamentos no Brasil inteiro", relata. A União não liberou as verbas. Diante da recusa, a Liga adquiriu com recursos próprios um novo acelerador linear, no valor de 600 mil dólares.
O equipamento se encontra em Natal desde o final do ano passado, mas completamente encaixotado, à espera da conclusão da casa-mata onde irá funcionar. O espaço, já em fase final de obras, foi bancado com verbas do Governo do Estado, está sendo erguido junto ao Centro Avançado de Oncologia, em Dix-sept Rosado, e representa um investimento de cerca de R$ 500 mil. Os atendimentos devem se iniciar até o final deste semestre.
Do governo estadual também virão os recursos para a compra do quinto equipamento, um acelerador linear de última geração, no valor de cerca de 1,3 milhão de dólares. O aparelho entrará em operação até dezembro. "O dinheiro já foi empenhado, falta ainda a licitação, mas já está garantido. Até o final do ano queremos os cinco funcionando", destacou Roberto Sales.
Tendência é que demanda aumente
Em média são detectados 470 novos casos de câncer no Rio Grande do Norte todos os meses, pelos profissionais da Liga. A estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca) é que surjam 5.200 em todo o Estado, em 2010. Embora nem todos necessitem de radioterapia, a tendência é que a procura pelo serviço aumente. Segundo Roberto Sales, o principal motivo é o processo de envelhecimento natural da população, por conta do aumento da expectativa de vida, que gera a consequente multiplicação da demanda por tratamentos oncológicos.
De acordo com Ricardo Curioso, os três aparelhos já existentes na Liga funcionam praticamente em tempo integral, para atender às necessidades. "Fazem aplicações de seis da manhã à meia-noite. Vamos colocar essas duas novas máquinas para funcionar e já estamos pensando em daqui a uns três anos ter de aumentar. Mas hoje 100% de nossa população é atendida", aponta. A entidade recebe, inclusive, pacientes vindos da Paraíba.
Roberto Sales revela que a grande preocupação da Liga é saber como a população será atendida daqui a uma ou duas décadas. "Tem de continuar sendo assistida como é hoje, com padrão de qualidade, pois somos uma entidade de referência não só no Nordeste, mas para grande parte do País, com um tratamento de alto padrão. Agora, não podemos encerrar o pensamento por conta desses dois novos aparelhos, já que a demanda certamente vai continuar crescendo", alerta.
Dos recurso que mantêm a liga atualmente, cerca de 70% vêm dos serviços prestados ao Sistema Único de Saúde e os demais 30% de contribuições e convênios. O Governo do Estado ajuda nos investimentos, que também são bancados através de emendas dos parlamentares federais. Atualmente, nem mesmo a rede privada mantém serviços de radioterapia no Rio Grande do Norte. O interior do estado também não conta com aparelhos, embora haja uma mobilização para que o Governo Federal ofereça o serviço em Mossoró.
24/01/2010 - Tribuna do Norte
VOTUPORANGA - Numa iniciativa do Hospital de Câncer de Barretos, em parceria com a Secretaria de Saúde da Prefeitura de Votuporanga, começa nesta quinta-feira (21/1) o atendimento na Unidade Móvel para exames de mamografia de forma gratuita em mulheres de 40 a 69 anos. Desde o início do ano, os postos de saúde da cidade fizeram o cadastro das interessadas, agendando o horário, data e local dos exames.
Um cronograma foi montado para que a carreta percorra todas as regiões da cidade realizando a mamografia. O atendimento terá início pelo Parque das Nações, neste primeiro dia das 13 às 20h30. A unidade ficará no bairro até o dia 25, com o intervalo do final de semana, em horários diversos, estacionada em frente ao PSF III - "Daniele Cristine Lamana", Rua Eduardo Morini Bortolotti, nº 1951. Depois seguirá para o Pró-Povo, Pozzobom, Parque das Nações, Pró-Povo, Pozzobom, Paineiras, Parque Guarani, Palmeiras, e assim por diante, até atingir todas as regiões.
Chamado de programa de rastreamento mamográfico na população feminina, a unidade deve ficar em Votuporanga por mais de três meses. A equipe é formada por enfermeiros e técnicos de radiologia. De acordo com a enfermeira do Hospital do Câncer do Barretos, Tânia Silveira Lourenço, o objetivo é realizar a cobertura populacional de exames de mamografia em 75% das mulheres na faixa etária de 40 a 69 anos.
Votuporanga tem hoje 11.716 mulheres nesta idade. A capacidade da carreta é de 120 exames por dia, 60 em cada aparelho de mamografia. Os resultados serão entregues às pacientes nos postos de saúde e na Secretaria Municipal de Saúde.
Cadastro
Interessadas em fazer o exame ainda podem procurar as Unidades Básicas de Saúde e os Programas de Saúde da Família de Votuporanga. Quem faz o cadastro já recebe a data, local e horário em que terá que se apresentar para realizar o exame. A população ainda não cadastrada deve procurar a unidade de saúde mais próxima de sua residência portando o xerox do CPF, RG e comprovante de residência. Outras informações na Secretaria de Saúde pelo (17) 34059787.
PROGRAMAÇÃO DA UNIDADE MÓVEL*
*outros bairros vão ser divulgados posteriormente
21/1 - PSF Parque das Nações – 13h00 às 20h30
22/1 - PSF Parque das Nações – 8h00 às 16h00
25/1 - PSF Parque das nações - 13h00 às 20h30
26/1 - PSF Pro Povo - 13h00 às 20h30
27/1 - PSF Pro Povo - 13h00 às 20h30
28/1 - PSF Pro Povo - 13h00 às 20h30
1/2 – PSF Pro Povo - 13h00 às 20h30
21/01/2010 - da Redação/Região Noroeste.com
FORTALEZA - O trabalho do Instituto do Câncer do Ceará (ICC) rompeu as fronteiras brasileiras e atingiu reconhecimento internacional. O ICC recebeu uma proposta da Câmara do Comércio e Indústria de Toulouse, na França, e firmou uma parceria com o Cancéropôle (Centro de Cancerologia) de Toulouse, a fim de efetuar trocas econômicas, institucionais, comerciais e tecnológicas. A participação do ICC nessa troca de experiências irá possibilitar a ampliação da área de atuação e desenvolvimento de trabalhos de Oncologia, beneficiando os profissionais e os pacientes.
21/01/2010 - marketing do ICC/Ceará Agora/Christina Herbster
BARRETOS - O Hospital de Câncer de Barretos disponibiliza neste sábado (16), das 8h às 17h, o Ônibus de Mamografia para as moradoras do distrito Alberto Moreira. O exame é voltado para mulheres entre 40 a 69 anos, que há mais de dois anos não fazem mamografia, um procedimento utilizado para a detecção de câncer de mama.
A aberta oficial da Campanha de Doação de Medula Óssea, a primeira marcada para este ano, tem inicio hoje com uma carreata. A concentração para a saída acontece em frente ao Supermercado Compre Bem, às 9h, passando pela avenida Centenário da Abolição, novo Fórum até a rua 32, depois sobe a rua 43, segue até a rua 22, desce a rua 13, percorre até a rua 20 e sobre até a avenida 19, chegando na esquina do Calçadão. O evento terá a participação do Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, de um trio elétrico, da carreata do Hospital, chamando à atenção da população para a importância da doação. A campanha acontece de 18 a 23 de janeiro, em horário comercial, os postos de cadastramento são postinhos de saúde, Calçadão, supermercados e terminal de ônibus.
16/01/2010 - Revista do Ônibus
RECIFE - Um mutirão no Hospital de Câncer, localizado no bairro de Santo Amaro, centro do Recife, será realizado no Recife nesta sexta-feira para oferecer aos cidadãos informação e tratamento para uma doença que afeta muita gente. No Brasil, o número de mortes por câncer continua alto. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer, isso pode acontecer porque a doença ainda é diagnosticada em estágios avançados. A estimativa para 2010 é de que podem ocorrer cerca de 490 mil novos casos de câncer no País.
Cristiano Paiva, diretor do Hospital de Câncer, explica que serão atendidos os pacientes com câncer de mama que há muito tempo constavam na lista de espera. O tratamento da doença exige uma precocidade muito grande.
O câncer de mama é um dos que mais levam à morte, exigindo uma maior urgência em tratá-lo. De acordo com o diretor, o mundo inteiro assiste a um aumento de incidência da enfermidade. Em países desenvolvidos, porém, ao contrário do Brasil, não se vê aumento do número de mortes, pois eles apresentam ferramentas de combate bastante eficazes.
Ainda de acordo com o diretor, a praxe é realizar o tratamento com a mulher a partir dos 40 anos. Dados recentes, porém, indica que a doença pode ocorrer mais cedo, o que faz certos centros médicos realizarem os exames a partir dos 35 anos. O homem, é importante lembrar, também pode ter câncer de mama, mas são raríssimos os casos. O quadro da doença, entretanto, é geralmente mais agressivo. Cristiano aconselha ter controle do peso, evitar cigarros e bebidas alcoólicas e estimular a prática de esportes. Essas são algumas das medidas que ajudam a diminuir a chance do desenvolvimento da doença.
Outras unidades de saúde do Estado, além do Hospital de Câncer, oferece tratamento para a doença. Confira:
Recife:
De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, para saber os endereços, o cidadão pode ligar para o telefone: 0800 281 5656. A ligação é gratuita.
15/01/2010 - redação pe360graus
RIO DE JANEIRO - O diretor da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Dirceu Barbano, recorreu da liminar que liberou o uso de câmaras de bronzeamento artificial para filiados à associação brasileira do setor, a ABBA. Barbano afirmou que, apesar da decisão da Justiça, a Anvisa não revogará a resolução que proíbe equipamentos que emitem radiação ultravioleta com finalidade estética.
A Anvisa está cumprindo o seu dever. "Não há motivos para o Estado autorizar uma atividade que não traz benefícios e expõe ao risco de câncer de pele", disse Barbano, lembrando que a Organização Mundial de Saúde elevou em julho o grau de perigo da técnica, classificando-a como cancerígena. "Pessoas que se submetem a esse bronzeamento têm risco 75% maior de ter câncer de pele do que os que não o fazem".
LIMINARES DERRUBADAS
Barbano afirmou que, desde a resolução que proíbe as câmaras, a Anvisa entrou com recursos e os Tribunais Regionais já derrubaram quatro liminares que autorizavam o uso do equipamento no País. "Entendemos que, se a Justiça autoriza um procedimento que causa câncer, tem que assumir a responsabilidade no lugar do agente sanitário. A Anvisa vai continuar afirmando que a técnica causa câncer".
Barbano disse ainda que a liminar do Tribunal Regional Federal da 4ª região liberou o uso das câmaras para filiados à ABBA, que representa cerca de 300 clínicas, fabricantes e importadores de equipamentos. "As pessoas que têm interesses econômicos podem procurar a Justiça para defendê-los, mas vamos nos manter sempre fiéis aos interesses da saúde pública", afirmou Barbano.
14/01/2010 - por Pámela Oliveira para O Dia
RIO DE JANEIRO - A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) incluiu na lista de procedimentos a serem cobertos pelos Planos de Saúde os transplantes de medula óssea alogênicos (com doador). Os transplantes de medula são tratamentos indicados para pacientes com doenças como leucemia, linfomas e mielomas, ou seja, doenças que atacam a medula óssea e impedem que esta produza o sangue.
Existem três tipos de transplante de medula óssea. Nos autólogos, o material é retirado da medula do paciente e, após o tratamento indicado para o tipo de câncer da pessoa, transplantado. Tratam-se de procedimentos bem mais simples e que, em alguns casos, são realizados em ambulatório (sem internação). Estes já estão na lista de procedimentos dos planos de saúde.
Já os transplantes alogênicos são mais complexos e podem ser aparentados ou não-aparentados. Além de equipe especializada, o hospital precisa ter instalações adequadas para o pós-transplante - ambiente isolado, livre de qualquer possibilidade de infecção - uma vez que o paciente precisa ficar cerca de dois meses em recuperação.
Atualmente, existem 15 centros no Brasil que fazem transplante de medula não-aparentado. Com a resolução da ANS, novos leitos podem ser incorporados ao programa de transplante de medula, o que vai significar mais agilidade na realização do procedimento.
Ao longo de um ano são realizados cerca de 1.800 transplantes de medula óssea no país. Destes, 1.000 são autólogos, 650 transplantes aparentados e 150 são não-aparentados. Hoje, 90% dos procedimentos são cobertos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo a tabela do SUS, o transplante aparentado custa R$ 54.939 e o alogênico, R$ 71.602.
12/01/2010 - do Portal do INCA.
GOIÂNIA - A rede de lojas de materiais de construção Leroy Merlin, localizada em Goiânia na Av. Anhanguera, realizou mais um Saldão Solidário nas representantes em todo o país. Durante três dias, de 08 a 10 de janeiro, 5% da renda obtida com a venda dos produtos da promoção de começo de ano serão destinados a duas instituições filantrópicas, 3% para a Gol de Letra do ex-jogador de futebol Raí e 2% para outra instituição de cada região. Na capital goiana, pelo segundo ano consecutivo, a Associação de Combate ao Câncer em Goiás (ACCG) será beneficiada. No sábado, um estande de informações da ACCG foi montado na entrada da loja.
11/01/2010 - do Portal da ACCG.
SÃO PAULO - A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) anunciou nesta terça-feira, 12, a inclusão, na cobertura mínima de planos de saúde, dos exames de imagem para detecção precoce de tumores e metástases (PET-scan) e o uso de câmaras hiperbáricas (que fornecem altas concentrações de oxigênio), mas com limitações dos tipos de doença que serão atendidos. As restrições para o PET-scan atendem a uma preocupação das operadoras, que temiam grande impacto nos custos. A cobertura só deverá ser obrigatória quando houver suspeita de câncer no tórax e mediastino.
Também foram confirmadas a inclusão dos transplantes de medula óssea de doador vivo e 25 novos tipos de cirurgias por vídeo e endoscopias, que poderão trazer maior impacto para o usuário. Já os planos odontológicos terão de oferecer dois tipos de prótese, bloco e coroa. E o número mínimo de consultas de psicologia cobertas, hoje 12 por ano, deve pelo menos dobrar.
A Associação Médica Brasileira informou que enviou 300 sugestões de inclusões à ANS, mas prevê que apenas cerca de 70 sejam acolhidas. "A rigor, o rol não deveria nem existir, mas sabemos que o sistema é suplementar e que não dá para ter tudo", disse Amilcar Giron, representante da entidade.
A ANS vinha anunciando as mudanças nos procedimentos desde outubro, quando divulgou as incorporações e uma consulta pública. As empresas deverão ter quatro meses para implantar as alterações.
Nesta última segunda-feira, a Fenasaúde, entidade que reúne as maiores operadoras do setor, informou que a inclusão de determinados tipos de próteses dentárias nos planos odontológicos pode aumentar em até 40% o preço de compra dos produtos, que não são controlados pelo governo. Também os planos coletivos podem ter incremento de cerca de 25% no preço hoje pago pelas empresas - os valores também não são controlados. A agência regula hoje apenas os reajustes dos planos individuais.
Simulações da ANS, porém, apontam que, nos planos coletivos, o impacto será pequeno no reajuste anual. Um plano custa hoje, em média, de R$10 a R$12 por mês por funcionário e os novos procedimentos aumentariam em R$0,30 o custo mensal. Para a ANS, não fazia sentido um plano bancar a restauração e não a prótese, pois é impossível ficar com um buraco aberto na boca.
Em nota, o Sindicato Nacional das Empresas de Odontologia de Grupo e a Associação Brasileira de Cirurgiões-Dentistas apontaram que a mudança dificultará o acesso das camadas mais pobres da população.
A última atualização do rol ocorreu há dois anos. "A agência melhorou, já ficamos cinco anos sem atualização. Mas o ideal seria termos uma câmara permanente de avaliação e incorporação de novas tecnologias", afirmou Daniela Trettel, advogada do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec).
11/01/201 - Fabiana Leite, de O Estado de S. Paulo