ABIFCCNotícias
2009

 

30/06/2009   Hospital AC Camargo
Grupo de Apoio à Mulher com Câncer

Pacientes em diferentes etapas de tratamento oncológico participam de encontros às sextas-feiras no Grupo de Apoio à Mulher com Câncer do Hospital A.C.Camargo. Serviço é gratuito e multidisplinar, reunindo mastologistas, enfermeiros, ginecologistas, psicólogos, entre outros. Próximo encontro será nesta sexta-feira, dia 3 de julho, às 9h30.

O paciente que recebe o diagnóstico de um câncer passa por um período de inseguranças medo e preocupações, sentimentos normais diante do inesperado, mas que devem ser vistos com atenção para que o medo não o paralise. Partindo desta premissa, o Hospital A.C.Camargo criou o Amor à Vida – Grupo de Apoio à Mulher com Câncer, que promove, todas as sextas-feiras, das 9h30 às 10h30, reuniões com pacientes em diferentes etapas de tratamento.

Na próxima reunião, dia 3 de julho, no Auditório do Centro Cultural Hiroshima, na Liberdade (ao lado do Hospital), o tema será "Prevenção do Câncer de Mama e Orientações sobre o Auto-Exame" Especialmente nesta semana, as pacientes poderão convidar familiares e amigas que queiram aprender como equilibrar a balança dos fatores de risco e prevenção de câncer. "Em uma das atividades propostas todas as mulheres aprenderão como fazer o auto-exame e receberão orientações sobre mamografia", ressalta a mastologista e coordenadora do Grupo, Fabiana Baroni Makdissi.

O Amor à Vida, que faz parte da rotina clínica do A. C. Camargo, é composto por um grupo multidisciplinar (mastologistas, enfermeiros, ginecologistas, psicólogos, nutricionistas, educadores físicos), focado em acolher as pacientes para um momento de troca de experiências. "Cada mulher reage de uma maneira ao receber o diagnóstico e lida do seu próprio jeito com a doença. O depoimento de uma paciente que superou a doença pode ser o combustível que falta para outra também encará-la de frente. Quase sempre elas só precisam que alguém dê uma corda para que consigam subir", ressalta Fabiana.

Além de compartilhar experiências, as mulheres que participam do grupo têm acesso a informações e discussões sobre temas específicos: como lidar com o emocional, qualidade de vida e avaliação física, avaliação nutricional, verdades e mitos sobre prevenção, entre outros assuntos.

SERVIÇO
Amor à vida - Grupo de Apoio à Mulher com Câncer – Hospital A.C.Camargo
Data: 03/07/2009
Horário: das 9h30 às 10h30
Tema: Prevenção do Câncer de Mama e Orientações sobre o Auto-Exame
Local: Auditório do Centro Cultural Hiroshima
Endereço: Rua Tamandaré, 800, 1º andar – Liberdade (ao lado do Hospital)

Encontros seguintes:
10/07/2009 - Verdades e mitos sobre os tumores ginecológicos
17/07/2009 - Massagens, drenagem, acupuntura, será que eu posso?
24/07/2009 - Acupuntura e o câncer
Local: Auditório da Radioterapia do A.C.Camargo
Endereço: Rua Professor Antônio Prudente, 211, 1º subsolo – Liberdade.
(Moura Leite Netto - SEGS.com.br)




23/06/2009   Hospital Erasto Gaertner
Hospital Erasto Gaertner recebe título inédito na região Sul do País

O Hospital Erasto Gaertner, em Curitiba, recebeu nesta terça-feira (23) o certificado de Acreditação Plena da Organização Nacional de Acreditação Hospitalar (ONA). A presidente do Instituto Paranaense de Acreditação em Serviços de Saúde, Ivete Wazur entregou o certificado para a coordenadora-geral do hospital, Claudiane Minari. Estiveram presentes no evento o superintendente do hospital Flavio Tomasich, chefes de departamento e membros do conselho administrativo.

O certificado coloca o hospital como único do sul do país a obter este nível de qualidade. Para atingir este patamar é necessário se adequar as mais de 500 diretrizes do Manual Brasileiro de Acreditação Hospitalar. "Somente dois hospitais oncológicos no país possuem esta certificação e o Erasto Gaertner é um deles. No sul do país o Erasto é o único que possui este nível de qualidade", destaca o superintendente do hospital, Flavio Tomasich.

"Para nós da Secretaria de Estado da Saúde do Paraná esta acreditação não é surpresa, afinal o Hospital Erasto Gaertner sempre foi referência para tratamento oncológico no Paraná. Este título só reforça que a excelência do atendimento e gestão, devidamente reconhecidos com o tempo. Por estes e outros motivos é que o Governo do Estado e a Secretaria de Estado da Saúde são parceiros do Hospital Erasto Gaertner", ressalta o secretário Gilberto Martin.

A gestão administrativa e de processos é fundamental para conseguir a acreditação plena, principalmente por se tratar de um hospital filantrópico que depende das doações. "A acreditação não nos proporciona nenhum ganho financeiro, mas é esta uma busca pela excelência no tratamento que já vem orientando o hospital por muito tempo. O nível pleno de qualidade vem coroar todo o trabalho de uma equipe integrada e bem gerenciada", afirma o superintendente Flavio Tomasich.

Ele destaca que a certificação também é muito importante para os funcionários e colaboradores. "É o reconhecimento do bom trabalho efetuado. São os colaboradores que põe em prática as determinações da ONA e que trabalham com elas no dia a dia. As equipes técnicas, médicas, de suporte e apoio estão de parabéns pela conquista", comenta.

Flavio Tomasich enfatiza ainda que, para os pacientes, este alto padrão de qualidade promove mais segurança e confiança no trabalho do hospital. "Nosso objetivo é crescer sempre e proporcionar o melhor atendimento ao nosso paciente. Com a ajuda de todos, temos alcançado nossas metas", diz o superintendente do Hospital Erasto Gaertner.
(Agência Estadual de Notícias)




18/06/2009   sus
Santas Casas têm dificuldade para cobrir custos

A defasagem de pagamentos da tabela do Sistema Único de Saúde (SUS), apontada como o principal fator gerador dos problemas no setor de saúde filantrópico, foi um dos principais assuntos abordados no encontro entre representantes das Santas Casas de todo o Brasil com deputados que integram a Frente Parlamentar da Saúde, na última quarta-feira.

No Paraná, são 59 hospitais filiados à Federação das Santas Casas de Misericórdia e Hospitais Beneficentes do Estado do Paraná (Femipa), que são responsáveis por mais de 40% dos atendimentos SUS no Estado, com 4,7 mil leitos SUS.

"Aqui no Paraná, como no Brasil inteiro, sofremos com a defasagem da tabela do SUS, que é insuficiente para cobrir os custos", afirma o presidente da Femipa, Charles London. Segundo London, cerca de 40% dos custos totais não são cobertos pelo sistema.

Segundo a Confederação das Santas Casas de Misericórdia, Hospitais e Entidades Filantrópicas (CMB), a tabela do SUS não é reajustada linearmente há cerca de oito anos. Neste período, só ocorreram alguns reajustes pontuais e, por isso, os valores continuam defasados em relação aos custos de produção dos serviços.

Entre as consequências apresentadas pela CMB, decorrentes desta defasagem, estão dificuldades no equilíbrio das contas; endividamento bancário crescente; baixo ou nenhum investimento; ineficiências na gestão; qualidade de assistência comprometida e busca por aportes emergenciais do governo, por meio de emendas parlamentares.

Nos últimos anos, aqui no Paraná, a Santa Casa de Foz do Iguaçu teve a falência decretada em 2006 e foi fechada; a Santa Casa de Paranaguá foi comprada pelo Estado; as Santas Casas de General Carneiro, Primeiro de Maio e Imbituva foram municipalizadas.

O caso mais recente e que vem causando polêmica, principalmente em relação aos funcionários, é o Hospital São José, em São José dos Pinhais, que teve a falência decretada em março e está sob administração municipal.
(Luciana Cristo para Paraná-Online)




16/06/2009   inca
Fazer quimioterapia sem alterar rotina fica mais comum, dizem médicos

Encarar sessões de quimioterapia sem alterar a rotina, segundo os médicos, se tornou uma atitude cada vez mais comum entre pacientes que precisam passar por mais essa etapa do tratamento de câncer. A quimioterapia pode ocorrer antes ou depois da cirurgia para retirada de um tumor ou quando não há necessidade de operar. A reação aos medicamentos durante o tratamento varia de acordo com o organismo, com o tipo de tumor e o estágio no qual ele se encontra, o que, naturalmente, influencia as condições de saúde do paciente.

No entanto, segundo Daniel Herchenhorn, chefe do Serviço de Oncologia Clínica do Instituto Nacional do Câncer (Inca), o tratamento vem passando por uma desmistificação. "Não é que a quimioterapia tenha ficado mais branda. O que mudaram foram as pessoas", explica. "As drogas estão menos tóxicas, sim, e o tratamento, menos agressivo. Só que algumas pessoas ainda têm a ideia de que a quimioterapia é uma sala de tortura. Tudo depende do entendimento do paciente de que se trata de um processo transitório."

O médico acredita que os motivos para as mudanças de atitude no paciente estão relacionadas com o avanço dos medicamentos que aliviam os efeitos colaterais, como náusea, vômito e fadiga (ocorrido nos últimos dez anos), a maior difusão de informações sobre o câncer e a importância da quimioterapia, o acesso mais amplo aos serviços de saúde, o que propicia que o diagnóstico seja feito mais cedo, e, com isso, aumenta a possibilidade de cura.

O médico Auro Del Giglio, do Hospital Albert Einstein, lembra que a maior parte dos pacientes volta a trabalhar no dia seguinte a uma sessão (de duração variável, podendo ser de minutos a várias horas). "Até 15 anos atrás, as pessoas vomitavam muito. Melhorou bastante", disse o oncologista, que acompanha entre 160 e 200 pessoas no Einstein e em seu consultório, a maior parte com câncer de mama e linfoma. Apesar das mudanças, a palavra "câncer" ainda é omitida por muitos doentes. No entanto, como lembra Herchenhorn, um câncer de intestino ou um linfoma em fase inicial, por exemplo, têm até 90% de chance de cura.

Acompanhamento
Na enfermaria e no ambulatório do Instituto Nacional do Câncer (Inca), psicólogos buscam esclarecer que câncer não mata - necessariamente. "Toda pessoa que é diagnosticada entra em desespero. A gente mostra que a vida vai continuar", relata Maria da Conceição Moreira, chefe do setor de psicologia do hospital. Pacientes são encaminhados quando médicos, enfermeiros ou assistentes sociais percebem traços de ansiedade, depressão ou resistência ao tratamento. "O medo de morrer é natural. Quando o atendimento faz efeito, as pessoas somem, o que é ótimo. Isso acontece porque elas passam a dar prioridade a outros aspectos da vida."
(Roberta Pennafort para Agência Estado)




16/06/2009   icesp
Superlaboratório do câncer

Ao completar um ano de existência, no dia 6 de junho, o Instituto do Câncer do Estado de São Paulo Octavio Frias de Oliveira anunciou a criação do Centro de Pesquisa em Oncologia Molecular, a ser instalado no prédio do hospital, na capital paulista.

A nova unidade será o ponto central de uma rede composta por 20 grupos que atuam em pesquisa básica e aplicada em câncer que, vinculados à Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), somam cerca de 40 cientistas e 130 alunos de pós-graduação.

Serão investidos R$ 12 milhões pela Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo. A previsão é que o centro, que terá cerca de 1,7 mil metros quadrados, seja inaugurado no segundo semestre de 2010.

"Em um primeiro momento, a ideia é criar um laboratório que possa servir aos pesquisadores em câncer vinculados à Faculdade de Medicina da USP, que também atuam em outros centros de pesquisa de São Paulo", disse Roger Chammas, professor do Departamento de Radiologia da FMUSP e um dos coordenadores do centro, à Agência FAPESP.

O centro sistematizará a coleta de dados, o processamento de amostras e a difusão dos resultados obtidos em linhas de pesquisa hoje espalhadas em entidades como o Hospital das Clínicas, o Instituto do Coração (Incor) e a Faculdade de Medicina da USP.

"Com isso – e com equipamentos e serviços multiusuários que reúnam o conhecimento comum entre os 20 grupos de pesquisa –, a rede deverá otimizar os recursos aplicados e somar esforços em áreas como biologia molecular, patologia, biologia celular e sequenciamento de DNA", disse Chammas, que também é um dos coordenadores da FAPESP na área de Saúde 1, que engloba fonoaudiologia, medicina, enfermagem, saúde coletiva e nutrição.

Em uma segunda onda de expansão, o laboratório deverá atender áreas de pesquisa básica de outras faculdades da USP e também de outros centros de excelência, como o Hospital A.C. Camargo e o Hospital do Câncer de Barretos, entidades que já são parceiras em programas de pós-graduação da USP. "Estamos convencidos de que não há como obter grandes avanços em pesquisa na área molecular do câncer se não tivermos projetos que incluam diferentes centros", afirmou Chammas.

O centro contará também com um banco de amostras biológicas com fragmentos de tumores congelados, proteínas, soro, sangue e outras células derivadas de tumores extraídos em cirurgias. "A intenção é que o banco tenha as amostras biológicas e também as informações clínicas vinculadas a elas, o que é fundamental para as atividades de pesquisa e demandará um processo de reorganização dos prontuários médicos para que as informações coletadas agreguem valor ao banco de amostras", disse.

Os grupos que serão vinculados ao centro já estão desenvolvendo pesquisas em seus próprios laboratórios enquanto a unidade não fica pronta. Além dos programas de pesquisas clínicas, o local desenvolverá ainda trabalhos na área de inovações terapêuticas e oncologia molecular para o estudo de novos marcadores para diagnóstico de tumores.

"É importante dizer que a Fundação Faculdade de Medicina, responsável pela gestão do Instituto do Câncer, recebe doações de diferentes fontes que veem na pesquisa em câncer uma causa suficientemente adequada para se investir", apontou Chamas.

Além da pesquisa científica e do atendimento médico, os profissionais da instituição, caracterizada como hospital-escola, desenvolvem atividades educacionais para a formação de recursos humanos especializados em oncologia. “Com essa rede de pesquisadores concentrada no centro as atividades de ensino, pesquisa e extensão serão realizadas de maneira mais coordenada, otimizando recursos financeiros e humanos”, disse o professor.

O Instituto do Câncer de São Paulo Octavio Frias de Oliveira é considerado um dos maiores hospitais públicos especializados em tratamento de câncer da América Latina e é gerido pela Universidade de São Paulo (USP) por meio da Fundação Faculdade de Medicina.
(Thiago Romero para Agência FAPESP)




10/06/2009   gat-gepetto
Pacientes que tiveram câncer na infância tendem a ser fumantes

Estudo realizado no Hospital A.C.Camargo, em parceria com o Grupo de Estudos para os Efeitos Tardios do Tratamento Oncológico, sugere que pessoas que tiveram câncer na infância e hoje estão curadas são mais suscetíveis a serem fumantes do que a população em geral.

De acordo com a psiquiatra Célia Lídia da Costa, coordenadora do GAT (Grupo de Apoio ao Tabagista) do A.C.Camargo e autora do estudo, uma das razões para explicar essa situação é que essas pessoas têm a tendência de compensar no cigarro o trauma vivido com a doença -o que os torna mais vulneráveis à dependência psicológica intensa do tabaco.

O levantamento analisou os hábitos de vida de 278 ex-pacientes que tiveram câncer quando crianças e foram tratados no A.C.Camargo.

De acordo com a pesquisa, 31,7% deles afirmaram ser fumantes e todos têm dependência elevada do tabaco associada a altos níveis de ansiedade e prejuízo no convívio social.

A população geral de tabagistas no Brasil (com ou sem câncer) é de 18%, segundo o Inca (Instituto Nacional de Câncer). É por isso que os resultados preocuparam a pesquisadora.

"O que nós constatamos é que o tabagismo é um efeito tardio do tratamento oncológico, por causa do estresse sofrido por essas pessoas na infância. Ninguém tinha estudado essa relação antes", diz Costa.

Na opinião da psiquiatra, o número de fumantes entre os ex-pacientes de câncer foi "surpreendente e assustador". "Acho que essa população terá de ser vista de outra maneira e terá de receber orientações nesse sentido. Esse grupo de pessoas deveria estar longe do cigarro, pois ainda há o risco aumentado de o câncer voltar."

Câncer de pulmão
Dados do Inca apontam que 90% dos casos de câncer no pulmão são causados por causa do tabagismo e que, entre os 10% restantes, um terço é de fumantes passivos. Além disso, 30% das mortes decorrentes de outros tipos de câncer estão relacionadas ao cigarro.

De acordo com a psicóloga Vera Lúcia Gomes Borges, do Programa de Tratamento do Fumante do Inca, os estudos comprovam que, na população em geral, fatores comportamentais como ansiedade e depressão contribuem para que uma pessoa se torne dependente do cigarro. Mas ela desconhece estudos relacionando o câncer e o tabagismo.

"Se as pessoas que são mais ansiosas e mais depressivas encontrarem o cigarro no meio do caminho, a tendência é que elas se tornem dependentes. Elas usam o cigarro para lidar melhor com a situação. Esses pacientes que tiveram câncer se englobam nessas características da população em geral", diz.
(Folha OnLine)




05/06/2009   planos-sus
Ministério quer que planos de saúde antecipem ressarcimento por atendimento no SUS

O Ministério da Saúde vai mudar a forma de cobrar o ressarcimento dos planos de saúde pelos atendimentos realizados no Sistema Único de Saúde (SUS). Na próxima segunda-feira (8), um novo sistema com antecipação do pagamento de dívidas, além de cobranças por cirurgias, por exemplo, deve entrar em vigor no país.

De acordo com o ministério, nos últimos nove anos, os planos de saúde acumularam uma dívida de R$ 270 milhões com internações, dos quais R$ 28 milhões não serão pagos porque referem-se a dívidas de operadoras que faliram. Segundo o governo, a dívida atual equivale a 1,56% dos recursos anuais do SUS e corresponde a 0,52% das internações na rede.

As mudanças foram anunciadas hoje (5). Dentre elas, está a cobrança pela realização de procedimentos de alta complexidade como cirurgias, já que, antes, só eram cobradas internações. Com a alteração, o governo quer receber até R$ 70 milhões a mais por ano. No total, nesses nove anos, o governo recuperou R$ 110 milhões dos planos.

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) antecipou, ainda, que o governo estuda formas de cobrar por procedimentos de alta complexidade realizados em anos anteriores. "Estamos discutindo o cronograma e as especificidades com o Tribunal de Contas União. Mas haverá retroatividade", garantiu o diretor da agência, Fausto Pereira dos Santos.

O novo sistema também antecipa para o início do processo administrativo o pagamento da dívida pelos atendimentos no SUS, reduz etapas administrativas, com a eliminação da exigência de provas documentais, e prevê punição de 50% do valor da dívida para empresas que atuarem com má-fé na contestação do débito. Por meio de amostragem, a agência reguladora pretende checar a veracidade dos argumentos das operadoras.

"Antes, como só iam pagar no final do processo, a motivação das operadoras era de procrastinar [adiar] a dívida. Quanto mais demorado, era melhor. Agora, como vão pagar no início e correrão juros sobre a dívida, as empresas vão querer que o processo seja analisado rapidamente", afirmou o diretor da ANS.

O ressarcimento ao SUS pelo atendimento a pessoas com planos de saúde está previsto em lei. A legislação chegou a ser contestada no Supremo Tribunal Federal (STF), que, sob o argumento de que o não pagamento favoreceria o “enriquecimento sem causa” das operadoras, manteve a medida.

A Agência Brasil procurou a Federação Nacional de Saúde Suplementar (Fenasaúde) e a Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abrange), que representa as operadoras, mas as entidades não quiseram comentar as mudanças no modelo de cobrança antes de as medidas serem publicadas no Diário Oficial da União. A publicação deve ocorrer na segunda-feira.
(Isabel Vieira para Agência Brasil)




01/06/2009   mo99
Falta de produto suspende exames que detectam câncer em hospitais de SP

A falta de um material radioativo usado em exames de imagem para detectar câncer e outras doenças tem cancelado exames em hospitais de São Paulo. Segundo o Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), o fabricante canadense que fornece o produto suspendeu as entregas por causa de um problema em um reator.

O molibdênio 99 é usado em exames de diagnóstico por imagem, que detectam tumores de câncer, risco de infarto, problemas no cérebro e nos rins. Ele é misturado nos medicamentos que são injetados ou ingeridos pelo paciente antes dos exames.

Por ser um elemento instável, que perde o princípio da radioatividade com o tempo, o molibdênio 99 só pode ser armazenado nos hospitais por no máximo duas semanas.

O Hospital do Câncer de Barretos, a 423 km de São Paulo, faz 2 mil exames por mês. A instituição recebeu o último lote do material há dez dias. Arnaldo Campos Júnior viajou de maca de Minas Gerais até o hospital para fazer um exame, mas não conseguiu.

No local, todos os exames marcados para a próxima semana foram cancelados. Por enquanto, estão sendo priorizados os casos de maior urgência. Sem os diagnósticos completos, também devem ser afetadas a agenda de cirurgias. Segundo o Ipen, o Brasil deve importar na próxima semana um lote de molibdênio 99 da Argentina.
(G1 > Edição São Paulo)




01/06/2009   Ceará
Morre fundador do Instituto do Câncer do Ceará

Haroldo Juaçaba foi mestre de muitos. Com passos rápidos e visão abrangente, foi montando um legado a que agora remetem os ex-alunos, autodenominados amigos e discípulos. O médico, um dos fundadores da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará (UFC) e do Instituto do Câncer do Ceará (ICC), do qual era presidente, morreu no fim da manhã de ontem, de insuficiência respiratória, complicação resultante do avanço do mal de Alzheimer. Ele tinha 90 anos.

A família realizou o velório ontem à tarde, na capela do Hospital São Raimundo, do qual também foi fundador e onde estava internado. A missa de corpo presente está marcada para hoje, às 8h30min, também na capela do hospital, e o sepultamento para às 10 horas, no cemitério São João Batista.

Gerações de médicos formados no Ceará se encontraram na tristeza pela morte do professor emérito da UFC, descrito como sério e austero, mas afável e sempre pronto a dar orientações. A habilidade com o bisturi também está na memória de quem o assistiu nas cirurgias. "Dá um pesar muito grande pela ausência dele. Era um homem de uma leveza de movimentos no campo cirúrgico que era uma coisa linda", lembra o ex-aluno e também professor emérito da UFC Elias Boutala Salomão.

Além de ser considerado referência para a cirurgia cearense, o zelo com os pacientes e o engajamento na assistência de pessoas com câncer são características destacadas pelos colegas de profissão. "Eu o admirava como uma pessoa técnica, mas como um médico humano também. Ele dizia: ‘Não é só consertar os tecidos, os órgãos. É preciso também dar saúde para as pessoas", conta o gerontologista Antero Coelho Neto.

Juaçaba foi o primeiro médico com especialização em cancerologia no Ceará, segundo o relato do amigo e presidente do Comitê de Ética e Pesquisa do ICC, Marcelo Gurgel. "Acho que ele tinha uma visão muito além do seu tempo. Na época, câncer não era uma doença importante. Não se falava de assistência aos ‘cancerosos’, como se chamava. Eles morriam à míngua. O grande legado dele foi ter construído esse hospital, equipado e posto em funcionamento".

O ICC, o Hospital do Câncer e a Casa Vida, que hospeda pacientes e famílias do Interior em busca de tratamento em Fortaleza, foram projetos de vida alcançados e compartilhados pela família do médico. O filho Sérgio Juaçaba é o atual diretor do ICC e a esposa e artista plástica Heloísa Juaçaba, fundadora da Rede Feminina de Combate ao Câncer.

PERFIL
Haroldo Gondim Juaçaba nasceu em 31 de março de 1919, em Fortaleza. Casou-se com Heloisa Ferreira Juaçaba e teve cinco filhos. Iniciou os estudos de Medicina aos 15 anos. Foi pioneiro nos estudos de cancerologia no Ceará e um dos primeiros professores da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará (UFC). Fundou em 1944 o Instituto do Câncer do Ceará (ICC) e, em 1999, inaugurou o Hospital do Câncer.
(Larissa Lima da Redação para o O Povo de Fortaleza OnLine)




01/06/2009   AC Camargo
Hospital de SP acompanha família de pacientes de câncer de pele

O Hospital A.C. Camargo tem um programa de acompanhamento de familiares de pacientes de melanoma - o tipo mais grave de câncer de pele. Criado há cerca de um ano e meio, o Ambulatório de Melanoma Hereditário pesquisa a influência genética da doença e ajuda a detectar o problema nos integrantes das 52 famílias que passam pelo programa.

Segundo o chefe do ambulatório, o dermatologista Alexandre Leon, hoje a ciência acredita que o melanoma tem mais chances de ocorrer em pessoas que tem alteração no gene cdkn2a. "Quando ocorre a mutação genética, a chance de haver o melanoma é de 50%." Vale ressaltar que a doença pode ocorrer em casos esporádicos, quando não há problema genético ou hereditariedade.

Para evitar o surgimento da doença, o ambulatório oferece acompanhamento aos parentes próximos de quem faz tratamento (pais, filhos, irmãos, avós, tios e primos de primeiro grau). Para serem aceitos no programa, é preciso que outro parente tenha sofrido de melanoma. Primeiro, os médicos procuram manchas em todo corpo, por meio de um procedimento chamado de dermascopia. "Fazemos um mapeamento corporal", diz Leon. De seis em seis meses, o paciente volta e novo exame é feito para verificar se alguma dessas manchas evoluiu para a doença.

O segundo passo é realizar o exame de DNA, que avalia a predisposição genética do paciente à doença. É aí que entram pessoas como Elaine. Segundo o dermatologista, quanto mais cedo, maior as chances de cura - daí a importância do diagnóstico precoce. Segundo o médico, há quatro estágios da doença. No primeiro, quando o tumor está infiltrado até 1 milímetro na pele, em 91% dos casos a doença desaparece após tratamento. Já no último, quando o tumor atinge 4 mm, as chances caem para 11%.

Leon diz que, quanto mais casos na família, maiores as chances de outros parentes desenvolverem a doença. "Quando há dois casos, a possibilidade é de 30%. Com cinco casos, 70%." Por ano, são registrados cerca de 6 mil novos casos nos Brasil. Para participar do programa, quem tem dois casos de melanoma na família pode entrar em contato com o Hospital A.C. Camargo, pelo telefone do Departamento de Oncologia Cutânea: (11) 2189-5135.
(Humberto Maia Júnior - Agência Estado)




31/05/2009   saúde-mulheres
Pesquisa constata que Rio tem maior índice de mortalidade do país por câncer do útero

Mais de mil e quinhentas mulheres morreram na cidade do Rio de Janeiro, entre os anos de 1999 e 2006, vítimas de câncer de colo de útero. Com isso, o município apresenta uma taxa de óbito superior à média nacional. Enquanto no Brasil ocorrem 11 mortes em cada 100 mil mulheres, na capital fluminense são verificados 50 óbitos no mesmo universo.

Os dados fazem parte da dissertação de mestrado da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O levantamento foi realizado com base nos dados do sistema de Informação de Mortalidade do Ministério da Saúde e informações da Secretaria Municipal de Saúde do Rio.

De acordo com a pesquisadora Karina Meira, responsável pelo estudo, a taxa é "muito alta" quando comparada às apresentadas por outras regiões do país. No estado de São Paulo, por exemplo, 8,27 mulheres morreram em função da doença em cada 100 mil entre 2001 e 2003, e seis casos por 100 mil foram observados apenas no município de São Paulo no período de 1980 a 1999.

Ela explica que, embora não tenha investigado os motivos que levam a essa discrepância em relação ao Rio de Janeiro é possível perceber que a doença está associada a fatores socioeconômicos. Segundo a pesquisadora, as mulheres com menor nível de escolaridade (até três anos de estudo) apresentaram risco de morrer vinte vezes maior do que as que estudaram pelo menos 12 anos.

Além disso, os bairros com proporção mais alta de moradores negros e pardos e com estatísticas mais elevadas de violência e mortalidade materna, por exemplo, também foram os que tiveram maior incidência de morte por câncer de colo de útero. As camadas mais pobres da população são as que apresentam as taxas mais elevadas de morte pela doença. É para esses grupos que se apresentam as maiores barreiras de acesso à rede de serviços para detecção e tratamento da neoplasia e suas lesões precursoras.

"A região administrativa com maior taxa de mortalidade em função da doença foi a Cidade de Deus, na Zona Oeste do Rio, com 121 mortes por 100 mil mulheres. Já em Copacabana, na zona Sul carioca, essa taxa caía para 33 por 100 mil", afirmou. Segundo Karina Meira, o estudo também revela que as mulheres com idade mais avançada, acima dos 60 anos, apresentam taxas de mortalidade mais elevadas em relação às mais novas. Em todos os casos, no entanto, a realização do exame preventivo, o papanicolau, é apontado como principal fator que poderia evitar a evolução da doença para um possível óbito.

"Com esse exame é possível identificar lesões precursoras do câncer de colo de útero. Se todas as mulheres tivessem acesso a ele, seria possível evitar um grande número de mortes", diz Karina. A pesquisadora enfatiza que a cobertura desse exame no país ainda é baixa. Enquanto a Organização Mundial de saúde recomenda que seja de 80% das mulheres, no Brasil ele atinge 65%.

Embora ela afirme que a maioria dos postos de saúde no país e também no Rio de Janeiro disponibilizem o exame, muitas mulheres deixam de fazê-lo por desconhecimento de sua importância na prevenção de diversas doenças, pela dificuldade de acesso às unidades de saúde, muitas vezes distante das residências, e ainda, no caso das mulheres com idade acima de 60 anos, pela falsa noção de que ele só precisa ser feito no período de atividade sexual.

A auxiliar de serviços gerais Maria José Carvalho, moradora de Cavalcante, zona Norte do Rio, afirma que aos 44 anos nunca procurou um ginecologista para realizar exame preventivo. "Não sei direito o que é esse exame. Também não sabia que tinha que fazer. Na minha idade também tem [que fazer o exame]?", perguntou.

O ginecologista José Carlos de Jesus, chefe do serviço de ginecologia do Hospital Clementino Fraga Filho, ligado à Universidade Federal do Rio de Janeiro destaca que existem alguns sintomas associados à doença, como o surgimento de corrimentos, sangramentos e dores durante as relações sexuais, mas ressalta que a maneira mais eficaz e segura de identificação da doença é a realização periódica do papanicolau. É importante que todas as mulheres, a partir do momento que iniciam sua vida sexual, façam anualmente esse exame.

"Esses sintomas estão associados ao câncer de colo de útero, mas não só a ele, também podem indicar outras doenças. E com o diagnóstico precoce é possível aumentar muito as chances de cura", afirmou. Há um mês, o Ministério da Saúde anunciou investimentos de R$ 94 milhões na realização de exames Papanicolau e mamografias nos próximos três anos.

Com os recursos, que serão coordenados pelo Programa Nacional de Controle do Câncer do Colo do Útero e de Mama, o ministério estima que sejam realizados, até o ano de 2011, 1,3 milhão de exames papanicolau e 1,8 milhão de mamografias a mais do que no ano passado. No município do Rio, a Secretaria de Saúde informou que existem 35 unidades com acompanhamento clínico ginecológico que oferecem o exame papanicolau. Até o fechamento desta matéria, no entanto, o órgão não havia informado quantos procedimentos são realizados por mês.
(Thais Leitão - Agência Brasil)




26/05/2009   plenário
Mário Couto critica governadora por deixar equipamentos contra câncer encaixotados no Pará

O senador Mário Couto (PSDB-PA), em discurso nesta terça-feira (26), criticou mais uma vez a gestão da governadora do Pará, Ana Julia Carepa. Ele citou reportagem que mostrou pacientes com câncer, que dependem da rede pública, esperando há meses na fila para fazer tratamento de radioterapia, sendo que existem equipamentos comprados há pelo menos dois anos que não foram ainda instalados. Para ele, isso é "negligência e incompetência".

Os aparelhos que poderiam salvar vidas, disse o senador, estão encaixotados em hospitais de Belém e do interior do estado. São quatro aceleradores lineares que destroem as células dos tumores.

Mário Couto afirmou que gostaria de elogiar Ana Julia, mas sua atuação deixa a desejar tanto na área da saúde quanto em educação e principalmente, na segurança pública, já que os paraenses vêm sofrendo com o aumento da violência, apontou.

- A incompetência faz o povo sofrer - declarou.

Ele também criticou duramente jornal elaborado pelo governo estadual intitulado "Governo Popular". Segundo Mario Couto, o jornal trazia apenas notícias de amenidades, com matérias sobre o açaí, fruta típica da região; ou a visita do príncipe Charles, do Reino Unido, à região Amazônica, quando deveria trazer notícias de obras e investimentos feitos pela governadora.

Mário Couto defendeu ainda que se crie uma mecanismo legal para punir "quem mentir em palanque em época de campanha".
(Da Redação / Agência Senado)




21/05/2009   Icesp
SP ganha superlaboratório de pesquisa em oncologia molecular

O Instituto do Câncer do Estado de São Paulo Octavio Frias de Oliveira completou um ano de existência em maio com um projeto ousado: coordenar e integrar uma rede composta por 20 grupos que atuam em pesquisa básica de câncer. O projeto inclui a implantação, neste ano, de um Centro de Pesquisa em Oncologia Molecular no prédio do hospital situado na avenida Doutor Arnaldo, região oeste de São Paulo. O investimento previsto é de R$ 12 milhões.

Na nova unidade, que irá funcionar como um superlaboratório com plataformas multiusuáruios, será possível otimizar recursos, sistematizar a coleta, realizar o processamento de amostras e testes e acelerar a difusão dos resultados obtidos nas diversas frentes de pesquisa hoje espalhadas no Hospital das Clínicas, Incor, Faculdade de Medicina da USP e Hospital A.C. Camargo, dentre outras instituições.

O Instituto do Câncer disponibilizará, em seu novo centro, equipamentos e serviços comuns a todos os grupos de pesquisa, num total de 40 pesquisadores e 130 alunos de pós-graduação, incluindo microscópios a laser, seqüenciadores de DNA, separadores de células e ambientes para cultivo de células e produção de DNA recombinante e vírus recombinantes. Haverá, ainda, a implantação de um banco de amostras biológicas, com fragmentos de tumores congelados, amostras de sangue, RNA, DNA e proteínas coletadas dos pacientes.

O local atenderá programas de pesquisas clínicas, oncologia molecular (que estuda, por exemplo, novos marcadores para diagnóstico de tumores), inovações terapêuticas e, posteriormente, medicina regenerativa aplicada à oncologia.

"Vamos sistematizar a coleta e o processamento de informações, usando plataformas de alta tecnologia. Tudo para testar com mais velocidade os avanços que forem surgindo na área de pesquisa contra o câncer. O Instituto será o ponto central de uma grande rede que reunirá todos os pesquisadores em câncer que hoje atuam no sistema HC", afirma o professor Roger Chammas, coordenador do Centro de Pesquisa em Oncologia Molecular do Instituto do Câncer de São Paulo.
(Assessoria de Imprensa)




15/05/2009   opinião
Quanto custa o câncer?

Uma pessoa acometida pelo câncer por mais estrutura que tenha poderá sofrer transtornos físicos, emocionais e financeiros. São, muitas vezes, tratamentos agressivos, mutilações em alguns casos, medicamentos de alto custo, efeitos de tratamentos quimioterápicos e radioterápicos, entre outros, além do diagnóstico forte e impactante do câncer.

O tratamento oncológico não é um tratamento barato nem tampouco simples e rápido. Exames, cirurgias, tratamentos e medicamentos na maioria das vezes são de custos elevados. Neste momento há um fator desgastante e oneroso que é a questão financeira. Além de o paciente ter um abalo em sua forma física e psicológica tem a questão dos gastos e despesas com tratamento que podem, muitas vezes, dilapidar patrimônios constituídos. É neste momento que a informação a respeito dos direitos dos pacientes com câncer é imprescindível. Infelizmente muitas pessoas desconhecem os seus direitos no tocante ao tratamento do câncer.

Diante deste quadro novo e assustador os direitos da pessoa acometida pelo câncer trabalham no sentindo de minimizar os sofrimentos causados pela situação adversa.

Dentre os direitos, é importante salientar que o mais respeitável consiste em que todo o tratamento de saúde deve ser coberto pelos Municípios, Estados, União bem como pelos Planos e Seguros de Saúde.

A nossa Constituição Federal nos assegura que "A saúde é um direito de todos e dever do Estado" através de políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação.

Os entes públicos criam programas de dispensação dos medicamentos oncológicos, entretanto aqueles que não estão na rede do SUS - Sistema Único de Saúde devem ser requeridos através do Poder Judiciário pela Defensoria Pública, Ministério Público, Associações e ONGS ou por advogado especializado na área da saúde.

No tocante aos Planos e Seguros de Saúde se faz necessário analisar o tipo de contrato, a época da contratação, a cobertura assistencial, os pagamentos realizados, vigência do contrato e verificando se há cobertura para o tratamento do câncer ou não.

Porém, é importante mencionar que mesmo que não esteja previsto na cláusula do contrato a dispensação do medicamento oncológico, muitas vezes, os Planos e Seguros de Saúde têm a obrigação de fornecer todo e qualquer tratamento àquele segurado que está enfrentando uma situação difícil e atípica. Assim devemos acionar o Poder Judiciário para valer nossos direitos!

Muitas pessoas passam anos e anos pagando um Plano ou Seguro de Saúde e quando mais precisam não estão com o serviço disponível. Diferentemente do que as pessoas imaginam, as ações judiciais no âmbito da saúde têm o rito mais rápido. O paciente recebe o medicamento de forma rápida, segura e eficaz, de maneira mensal e ininterrupta. Caso haja descumprimento da determinação judicial que deferiu a entrega do medicamento poderá haver penas de multa e até prisão dependendo do caso.

É importante salientar que, para entrar com um procedimento judicial não se faz necessário requerer o pedido administrativo anteriormente. Muitas vezes, o pedido judicial é mais rápido que o pedido administrativo, por questões burocráticas que ocorrem internamente dentro das Secretarias ou mesmos dos Planos e Seguros de Saúde.

Além do acesso aos medicamentos, os pacientes com câncer têm direitos a isenções tributárias, que constam em nosso ordenamento jurídico. Entre as isenções estão: IR - Imposto de Renda, IOF - Imposto sobre operações financeiras, IPI - Imposto sobre produtos industrializados, ICMS - Imposto sobre circulação de mercadorias, IPVA - Imposto sobre a propriedade de veículos automotores, transporte gratuito, a quitação do financiamento da casa própria, direito a sacar o FGTS, PIS e PASEP. Para requerer esses benefícios se faz necessária a comprovação da doença através de laudo médico e em alguns casos além da doença é indispensável um comprometimento físico mais efetivo.

Buscar e fazer valer seus direitos são uma forma de garantir a dignidade humana e minimizar os efeitos da doença do câncer que não são poucos.
(Cláudia Nakano, é advogada Área da Saúde - Sócia do escritório Nakano & Rocha Sociedade de Advogados)




15/05/2009   Hospital Aristides Maltez
Pacientes com câncer temem piora no atendimento público

Pacientes oncológicos que fazem tratamento quimioterápico em cinco clínicas particulares credenciadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) – cerca de 1.300 em Salvador – estão preocupados com a possibilidade de ter problemas com a continuidade do tratamento. É que no dia 31 de agosto vence o prazo para que o Estado estruture hospitais e remaneje esses pacientes que fazem tratamento de câncer pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em clínicas que oferecem serviços isolados de quimioterapia (clínicas particulares).

A cobrança está sendo feita pelo Ministério da Saúde, uma vez que a Bahia é praticamente o único Estado que ainda não se adaptou à Portaria 741, de dezembro de 2005, que determina que o atendimento para pacientes com câncer pelo Sistema Único de Saúde (SUS) seja feito em centros e hospitais de tratamento de alta complexidade, que são aqueles que oferecem atendimento de forma integral.

Isso significa que as clínicas oncológicas sem estrutura hospitalar devem ser descredenciadas do SUS em todo o Estado. A preocupação de quem tem a doença é que a rede hospitalar não tenha capacidade para atender à nova demanda.

Apreensão – É o caso da dona- de-casa Márcia Rose de Jesus Campos, 55 anos, cuja demissão do trabalho, há quatro anos, coincidiu com a notícia de que tinha câncer nas duas mamas.

"Só consegui fazer todo o meu tratamento, que continuo até hoje, por meio da hormonioterapia, com a rapidez que o caso exigia, em uma clínica particular que atendia pacientes pelo SUS. Quando precisei ser operada, ainda consegui fazer a cirurgia no Hospital Português, mas, depois, sem plano de saúde e sem condições de arcar financeiramente, fui tentar uma consulta no Hospital Aristides Maltez, mas a espera era de oito meses", conta Márcia, que se preocupa não só com sua situação, mas com a de outros pacientes que não têm condições financeiras.

"Em uma doença como essa, a demora em iniciar o tratamento pode ser fatal. Na clínica em que faço tratamento, não há diferença para quem é do SUS, convênio ou particular", destaca, acrescentando que, ao necessitar de radioterapia, não conseguiu em hospital público e, mais uma vez, teve de recorrer a uma unidade particular, pelo SUS.

Desassistência – O assessor técnico da rede de oncologia do Estado, Kléber Martins Gomes, garante que não haverá "desassistência" aos pacientes que se encontrarem em tratamento. "Se não houver tempo hábil, o Estado negociará ampliação do prazo até que a rede esteja apta a absorver essa nova demanda ou arcar com os custos dessa assistência até lá", garantiu.

De acordo com Gomes, nas cinco clínicas que atendem pacientes oncológicos pelo SUS em Salvador estão, atualmente, cerca de 1.300 pacientes em tratamento, sendo 400 em quimioterapia e 900 em hormonioterapia – esta em forma ambulatorial. Ele diz que, para se adaptar à portaria, a rede do Estado vai construir modelos assistenciais nas capitais de macrorregiões para atendimento oncológico.

Em Salvador, foi habilitado para o novo serviço o Hospital Santo Antônio, das Obras Sociais Irmã Dulce, além dos que já atendem, como São Rafael, Santa Izabel, Aristides Maltez e Cican.

Em Barreiras, será construído um centro anexo ao Hospital do Oeste para atender à região. Na região norte, a adequação do Hospital de Juazeiro está em via de finalização. No extremo sul, o hospital de Teixeira de Freitas já foi adequado.

Na região sul da Bahia (Itabuna e Ilhéus), já está funcionando; na região de Feira de Santana, a Santa Casa de Misericórdia absorveu os pacientes das unidades isoladas; e, em Vitória da Conquista, que atende à região sudoeste, a reforma para adequação do hospital deve ficar pronta até o final do ano.
(Marilena Neco para A Tarde Online)




14/05/2009   Inca
Brasil participará de pesquisa internacional sobre câncer de mama

O Brasil está na expectativa, assim como outros quatro países latino-americanos - Argentina, Chile, Uruguai e México - pela escolha de um projeto de pesquisa único a ser desenvolvido por todos os participantes com apoio financeiro norte-americano. O convite partiu do Instituto Nacional de Câncer (NCI), ligado ao National Institutes of Health dos Estados Unidos.

O grupo brasileiro, coordenado pelo diretor-geral do Instituto Nacional de Câncer - INCA, Luiz Antonio Santini, reúne o próprio INCA, o Hospital do Câncer AC Camargo, o Instituto de Câncer de São Paulo Octavio Frias de Oliveira e o Hospital de Câncer de Barretos. A proposta de pesquisa brasileira é "Protocolo para tratamento de mulheres com diagnóstico de câncer de mama localmente avançado triplo negativo com uso de quimioterapia neoadjuvante com platina".

Câncer de mama triplo negativo
De acordo com o pesquisador do INCA José Cláudio Casali, envolvido no projeto, a proposta brasileira segue a tendência mundial de se priorizar pesquisas sobre o subtipo de câncer de mama triplo negativo. Este subgrupo representa 15% das neoplasias de mama e caracteriza-se pela ausência dos receptores hormonais (estrogênio e progesterona) e HER2, característica que impede a realização da cirurgia sem a aplicação prévia de quimioterápicos. "O fator que justifica pesquisar o câncer de mama localmente avançado são os altos índices de sua ocorrência na América Latina, entre 50% e 80%" , explicou Casali.

Segundo o pesquisador do INCA José Bines, o estudo proposto pelo Brasil prevê a investigação comparativa dos protocolos de tratamento, tendo em vista encontrar os mais eficazes, diminuindo, assim, o custo do tratamento. "Um número maior de pacientes poderá ser atendido pelo SUS", explica Bines, que vislumbra outros benefícios: "É importante conhecer o perfil epidemiológico das pacientes no Brasil e na América Latina que desenvolvem o câncer de mama triplo negativo".

Cartas de Intenções
A parceria foi firmada através de Cartas de Intenções assinadas pelos ministros da Saúde de cada um dos cinco países envolvidos. O coordenador para a América Latina do NCI, Jorge Gómez, anunciou que o tempo estimado para a conclusão da pesquisa, após sua escolha, é de dois anos.

Nesta quinta-feira, 14 de maio, Jorge Gómez, e o representante do Brasil na rede de países latino-americanos, Luiz Antonio Santini, se reúnem em São Paulo para discutir o andamento do projeto, e estarão disponíveis para entrevistas.

Câncer de mama no Brasil
No Brasil, dos 235 mil novos casos de câncer estimados para o sexo feminino em 2009, 49 mil são de câncer de mama, sendo que este tipo de tumor foi o que mais aumentou entre as mulheres nos últimos anos. Em 2006, de acordo com o Ministério da Saúde, 10.950 brasileiras morreram devido ao câncer de mama.
(Redação do Diário da Saúde)




08/05/2009   São Paulo
SP anuncia liberação de R$ 13,4 mi para hospitais filantrópicos

A Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo deve anunciar hoje repasse de R$ 13,4 milhões para as santas casas, hospitais filantrópicos e Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) do Estado. O benefício atinge 358 entidades, segundo informações da pasta. Para hospitais da Grande São Paulo serão enviados R$ 4,8 milhões. O auxílio será anunciado durante o encerramento do XVIII Congresso de Presidentes, Provedores, Diretores e Administradores Hospitalares de Santas Casas e Hospitais Filantrópicos do Estado de São Paulo, realizado em Campinas (SP).

Dividido conforme o volume de atendimento das entidades pelo Sistema Único de Saúde (SUS), os recursos serão depositados até julho nas contas das instituições. De acordo com a secretaria, o objetivo é auxiliar no equilíbrio financeiro dos hospitais filantrópicos que, em sua maioria, apresentam problemas de caixa em razão da defasagem da tabela de procedimentos do Sistema Único de Saúde.
(Agência Estado _ AE)




06/05/2009   São Paulo
Instituto do Câncer de SP completa um ano com 100 mil atendimentos

O Instituto do Câncer do Estado de São Paulo Octavio Frias de Oliveira, ligado à Secretaria de Saúde do Estado e à Faculdade de Medicina da USP, completa um ano de funcionamento hoje, somando 100 mil procedimentos acumulados. O instituto foi criado para ser o maior hospital especializado em câncer da América Latina. Segundo informações da secretaria, hoje, cerca de seis mil pacientes com diagnóstico de câncer são atendidos mensalmente.

Com as alas de internação e cirurgia ativadas no segundo semestre do ano passado, até dezembro foram contabilizados 28.431 atendimentos ambulatoriais, 52 cirurgias, 187 internações em enfermaria e Unidade de Terapia Intensiva, 14.657 sessões de quimioterapia e 13.836 exames de imagem, incluindo ultrassonografias, raios-X, tomografia computadorizada e mamografia. Em 2009, a capacidade de atendimento foi ampliada e, nos três primeiros meses, foram realizados mensalmente 4.680 atendimentos ambulatoriais, 348 admissões em enfermaria e UTI, 128 cirurgias, 1.818 sessões de quimioterapia e 3.171 exames de imagem.

O hospital está em expansão e deve ganhar neste ano um centro de diagnóstico por imagem de câncer do Brasil, de acordo com informações da secretaria. As salas de laudo serão ampliadas. No Parque Radioterápico, já em construção, sete bunkers subterrâneos abrigarão um aparelho de tomografia computadorizada de simulação, seis equipamentos de radioterapia e um de braquiterapia, técnica pela qual o material radioativo é colocado diretamente em contato com o tumor. Para o centro de diagnóstico por imagem e o parque radioterápico, a Secretaria de Estado da Saúde investirá cerca de R$ 55 milhões.
(Agência Estado)




29/04/2009   SUS
Entra em vigor lei que assegura mamografia a mulheres com mais de 40 anos no SUS

A partir de hoje (29), todas as mulheres com mais de 40 anos podem fazer o exame da mamografia gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS), com o início da vigência da Lei nº 11.664 de 2008. Até agora, a rede pública de saúde tinha que assegurar a realização do exame para aquelas acima dos 50 anos.

Outra mudança prevista na lei é que as mulheres com diagnóstico de câncer de mama passam a ter direito a assistência integral no SUS, o que inclui prevenção, detecção, tratamento e controle da doença. Antes, a assistência só ia até a fase de detecção.

Para comemorar as mudanças, a Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (Femama) promove hoje em Brasília, no Rio de Janeiro, em São Paulo e em Salvador uma série de ações para alertar o público feminino sobre a luta contra a doença. Ao longo do dia, serão entregues nessas cidades 23 mil rosas com um cartão informativo sobre a nova lei.

"Esse é um momento rico para quem está lutando tanto para receber esse olhar do governo. Nós mostramos que temos uma solução, que é conscientizar os as mulheres que elas precisam se cuidar mais. Estamos chegando a um denominador comum, salvar mais vidas dessa doença mortal", destacou a presidente da federação, Maira Caleffi, que participou de uma caminhada em Brasília, pela Esplanada dos Ministérios.

Segundo a Fenama, uma em cada três mulheres teve, tem ou terá algum tipo de câncer e uma em cada dez desenvolverá câncer de mama. Uma estimativa do Instituto Nacional do Câncer (Inca), indica que no Brasil morrem por ano 10 mil mulheres vítimas da doença.

"Esse tipo de atitude [a caminhada] é muito importante para reunir esforços e mostrar como estamos felizes com a nova lei. Já realizo o exame preventivo periodicamente e agora posso ficar tranqüila pois posso fazê-lo gratuitamente", disse a aposentada Maria Oriente Leite.

No Rio, as manifestações ocorrem na Cinelândia, em São Paulo, na Avenida Paulista, e em Salvador, no Largo Campo Grande.
(Agência Brasil)




--/04/2009   convite
Assembléia Geral da ABIFCC

Em comemoração aos 60 anos de fundação da Liga Norte Riograndense de Combate ao Câncer, realizaremos nos dias 29 e 30 de abril próximo a Assembléia Geral da Associação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Combate ao Câncer — ABIFCC — na cidade de Natal, no Hotel Porto do Mar.

A abertura da Assembléia será feita pelo Senador Garibaldi Alves Filho, com exposição sobre aspectos políticos de medida provisória 446/2008 que regulamenta a concessão de Certificadode Entidade Beneficente da Assistência Social.

No dia 30 serão abordados temas como: Tarifa Unificada SUS, Perfil da Radioterapia no Brasil, Contratualização, Registro Hospitalar de Câncer, Linha de Crédito Especial da Caixa Econômica Federal, dentre outros.

Como de hábito, estarão sendo disponibilizadas uma diária em cortesia de apartamento no Hotel do evento, devendo as solicitações de reserva serem feitas através da Secretaria da Liga Norte Riograndense de Combate ao Câncer, pelos telefones (84) 4009.5500, 3009.5400, até o próximo dia 03 de abril.

PROGRAMAÇÕES PRÉVIAS A ASSEMBLÉIA GERAL DA ABIFICC
29/04/09
  1. 8h30min às 12horas
    • Curso sobre Tabela Unificada do SUS, ministrado pela administradora Fátima Conceição da FSCMSP.
    • Encontro das entidades da ABIFCC que mantém programa da MV Sistemas.
  2. 13h15 às 14h45min - Avaliação e posicionamento entre as 9 entidades que têm o contrato com a MV Sistemas.
  3. 15horas às 17h30 - Encontro das entidades com as representantes da MV Sistemas.
  4. 16h30min - Inauguração com a presença do Diretor Geral do INCA, de equipamentos e instalações na sede da Liga Norte Riograndense de Combate ao Câncer.

30/04/2009
  1. 8h30min - Reabertura da Assembléia Geral pelo Presidente da ABIFCC
  2. 9horas
    • Relatório da Diretoria da ABIFCC e Balanço relativos aos exercícios 2008.
    • Decisão e votação
  3. 9h30min - Exposição do Diretor Geral do INCA, Dr. Luiz Antônio Santini sobre, “Estágio Atual dos Convênios de Comodato de Cessão de Equipamentos do INCA às Entidades da ABIFCC”.
  4. 10h15min – Apresentação da VARIAN Medical Systems.
  5. 10h40 – Exposição Adv. Andréa Aiolfi, Coordenadora de Entidades Sociais do Ministério da Justiça, sobre “Situação Atual da Concessão do Título de Utilidade Publica Federal pelo Ministério da Justiça”.
  6. 11h15min – Apresentação da Elektra Medical S/A.
  7. 11h55min – Exposição da médica Marise Rebelo, representante do COMPREV sobre “Situação Atual do Registro de Câncer Hospitalar e de Base Populacional Coordenado pelo Instituto Nacional do Câncer”.
  8. 12h40min – Apresentação da MV Sistemas
  9. 13h10min – Coffee-break
  10. 13h40min – Exposição de Maria de Fátima Conceição, administradora Federação de Santa Casa de Misericórdia de SP e da médica Maria Inez Gadelha sobre “Tabela Unificada do SUS – Avanços e Recuos – Visão das Entidades Filantrópicas e Visão do Ministério da Saúde.
    Análise da última revisão da Tabela do SUS e Proposição inicial da ABIFCC para revisão da Tabela nos procedimentos de radioterapia: médico Luiz Pedro Pizzato.
  11. 15horas – Linha de Crédito Especial da Caixa Econômica Federal para financiamento de peças de reposição.
  12. 15h30min – Discussão de temas de interesse das afiliadas presentes.
  13. 16h30min – Encerramento.
29/04/09 – às 19h30min - Instalação da Assembléia Geral pelo Presidente da ABIFCC –Dr. Aristides Maltez Filho.
19h40min – Conferência do Senador Garibaldi Alves Filho sobre “Aspectos Políticos da Medida Provisória 446/2008”.
20h30min - encerramento da 1ª parte da Assembléia Geral.
20h50min às 22horas – jantar de confraternização apoiado pela ABIFCC e Liga Norte Riograndense de Combate ao Câncer.

Na expectativa da indispensável presença dessa digna entidade, subscrevemo-nos atenciosamente

Pascoal Marracini
Diretor Tesoureiro
(Secretaria ABIFCC)




24/04/2009   Ceará
Procedimento realizado no Hospital do Câncer do Ceará ganha destaque internacional

Um procedimento inovador que ajuda a amenizar o sofrimento de mulheres com câncer de mama no Ceará e Estados vizinhos, realizado pelo Hospital do Câncer do Ceará, atravessou o atlântico e será apresentado na Conferência Internacional sobre avanços em radioterapia, a ICARO, durante os dias 27 a 29 de abril, em Viena, Áustria. O evento conta com a participação de somente cinco posteres brasileiros, Conceição Campos, médica do serviço de radioterapia do Instituto do Câncer do Ceará, é a única do Nordeste a participar da conferência, a qual faz parte da Agência Internacional de Energia (IAEA), centro mundial de cooperação no campo nuclear, responsável por promover a segurança e a paz no uso de tecnologias nucleares.

O tempo total de tratamento para os casos indicados de radioterapia intra-operatória da mama é reduzido para apenas alguns minutos durante a cirurgia, substituindo as aplicações diárias de radioterapia, que chegam a estender-se por seis semanas. Além do Hospital do Câncer do Ceará, apenas hospitais de dois estados do Sul (Rio Grande do Sul e Paraná) e dois do Sudeste (São Paulo e Minas Gerais) realizam o procedimento no Brasil.

Nos casos nos quais a paciente portadora de câncer de mama tem a indicação da cirurgia conservadora (retirando apenas um quarto da mama), é necessário realizar tratamento complementar com radioterapia sobre a mama operada. O novo procedimento diminui a possibilidade de que o tumor retorne. Com a radioterapia intra-operatória da mama, o tratamento é realizado no ato cirúrgico, de forma focada e potencializada através de um aparelho, fazendo a aplicação da radiação de uma única vez. Dessa forma, a paciente realiza a cirurgia e submete-se ao tratamento de radioterapia na mesma hora, diminuindo os transtornos físicos e emocionais do tratamento convencional, que leva cerca de 30 dias em média, com gastos de hospedagem, transporte, alimentação, entre outros.

Segundo Fernando Melo, chefe do Serviço de Mastologia do Hospital do Câncer do Ceará, o procedimento da radioterapia intra-operatória da mama vem sendo realizado por esse Hospital desde novembro de 2007. "Este procedimento é indicado a mulheres que estejam na fase inicial do câncer de mama e não tenham apresentado nódulos na axila", conta.
(O Povo OnLine - Ceará)




12/04/2009   mama
Todas têm direito ao exame

Uma pequena mancha vermelha causou um grande susto na vida da aposentada Maria das Neves Dantas, 60. Há três anos a possibilidade de estar com câncer de mama a aterrorizou, mas a mamografia - exame radiológico da mama - foi determinante para a constatação de que o nódulo era benigno. O tratamento teve sucesso.

A aposentada acrescentou que 21 dias após a cirurgia apareceu outra mancha vermelha que não tinha sido detectada no primeiro exame. "Um mês após a primeira cirurgia tive que fazer outra, mas graças a Deus deu tudo certo. Agora só faço os exames de rotina anualmente", declara.

Para que outras mulheres tenham a mesma sorte da aposentada e possam descobrir precocemente a presença de nódulos nas mamas, entra em vigor no dia 29 deste mês um projeto de lei que altera a Lei 9.797/99 e obriga o Sistema Único de Saúde (SUS) a oferecer o exame de prevenção ao câncer de mama. A mamografia será oferecida às pacientes acima de 40 anos.

Segundo o médico Ivo Barreto de Medeiros, membro da superintendência da Liga Norte-rio-grandense contra o Câncer e mastologista há 30 anos, restrições orçamentárias fazem que seja liberada apenas uma quantia limitada de mamografia a cada mês na rede pública. "Com essa mudança, as mulheres que precisarem do exame terão direito de fazê-lo. Isso será um grande avanço para descobrirmos precocemente muitos casos de em estágio inicial", avalia.

A mudança foi possível depois que o presidente do Instituto Nacional do Câncer (Inca), Luiz Antônio Santini, considerou preocupantes os dados do estudo encomendado pela Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (Femama). De acordo com a pesquisa cerca de 31% das mulheres com mais de 40 anos e que utilizam o SUS nunca fizeram o exame de mamografia.

Entretanto, o médico chama a atenção para um fato importante. Para atender à demanda que vai surgir se o projeto for aprovado, o estado terá que adquirir novos mamógrafos. "Os aparelhos disponibilizados hoje nos hospitais da rede pública estão obsoletos e lamentavelmente os exames não são bons. O que dificulta ainda mais o diagnóstico do médico. No interior a deficiência é ainda maior", revela.

O mastologista acrescenta que um estudo realizado em 2008 pelo Inca apontou que anualmente surgem cerca de 500 novos casos de câncer de mama no Rio Grande do Norte.

O médico chama a atenção para um aspecto novo e alarmante, que é o crescimento do câncer de mama entre as mulheres com idades de 20 e 30 anos, que não serão beneficiadas pela obrigatoriedade da oferta do exame.

"Há alguns anos não encontrávamos com tanta facilidade câncer de mama em mulheres jovens. O fato é que agora isso está se invertendo. É cada vez maior o número de jovens mulheres com câncer de mama e de uma forma bem mais agressiva do que aparece nas mulheres mais velhas. E o pior é que não temos uma explicação para o fato. A alimentação viciada e a correria da vida moderna podem ser alguns dos fatores, mas ainda não sabemos", explica.

Ele ressalta a necessidade do auto-exame mensal das mamas, mas lembra que os exames médicos também são fundamentais para o diagnóstico precoce. "Na maioria dos casos, os nódulos são tão pequenos que se tornam impalpáveis, por isso a necessidade de se fazer a mamografia. Se o nódulo tiver até 2cm, a mulher não consegue detectá-lo no auto-exame. Um tumor de 1cm pode estar no organismo da mulher há cerca de sete anos, pelo menos", revela.

Preocupada com a saúde, a dona de casa Maria de Lourdes Matias, 59, deu atenção especial para a mamografia. "Minha saúde sempre foi boa, mas quando a gente alcança uma certa idade não pode se descuidar. Há quatro anos faço regularmente a mamografia. Se essa lei tivesse chegado antes eu já estava me cuidando há bem mais tempo", afirma.

Sobre o desconforto alegado por algumas mulheres ao fazer a mamografia, Maria das Neves é contundente:"Não vou mentir, é um exame dolorido, mas é melhor sentir uma pequena dor agora e ficar curada do que não sentir nada e quando descobrir o nódulo não ter mais cura", diz.
(Erta Souza - Diário de Natal)




10/04/2009   fumo
173 por hora pedem ajuda para parar de fumar

No ano passado, 173 pessoas por hora procuraram ajuda do Ministério da Saúde para parar de fumar. Há dois anos, as ligações em busca de informações para largar o vício estão em segundo lugar entre as recebidas pelo Disque-Saúde (0800-61-1997). Em 2007, 1.393.729 pessoas procuraram o serviço. Em 2008, até novembro, foram 1.385.983. Pesquisa recente do ministério, por meio do Instituto Nacional de Câncer (Inca), indica que 18,8% da população é fumante (22,7% dos homens e 16% das mulheres). Em São Paulo, onde foi aprovada lei nesta semana que bane totalmente o fumo de locais públicos e privados fechados e parcialmente fechados, estima-se que existam 6 milhões de fumantes.

O Disque-Saúde é a porta de entrada da Ouvidoria-Geral do Sistema Único de Saúde (SUS) para apoiar fumantes que buscam meios para deixar de fumar por intermédio de uma intervenção rápida. Trata-se de uma abordagem psicológica que tenta mudar o comportamento do indivíduo com técnicas que levam as pessoas a obter mais rapidamente progressos sensíveis.

Com isso, o Ministério da Saúde espera reduzir a demanda por procura na rede pública de saúde para tratamento do tabagismo. O serviço tem atualmente uma central de teleatendimento com 160 funcionários, além do serviço de uma unidade de resposta audível. Os cidadãos são orientados por telefone e, caso haja necessidade, encaminhados a coordenações estaduais de combate ao tabagismo, por meio de ouvidorias estaduais, ou para o Inca.

ACONSELHAMENTO
Algumas das dicas recebidas são: escolha uma data para ser o primeiro dia sem cigarro; procure programar algo de que goste de fazer para se distrair e relaxar; a parada imediata deve ser sempre a primeira opção; se a escolha for a parada gradual, reduza o número de cigarros contando quantas unidades fuma por dia e passe a fumar um número menor progressivamente; vá adiando o primeiro cigarro do dia para um número determinado de horas a cada dia, até chegar o momento em que não fumará nenhum; fume cigarros de baixo teor; busque outras atividades para o lugar do vício.
(Luísa Alcalde para O Estadão.com.br)




03/04/2009   Pernambuco
Hospital do Câncer de Pernambuco ganha novas salas e equipamentos

O Departamento de Imagenologia foi completamente reformado e ampliado, com mamógrafos, aparelhos de raio-x e ultrassom com doppler. O departamento de Radiologia também ganhou um novo mamógrafo de alta resolução, um dos mais modernos do mundo. O aparelho consegue detectar tumores muito pequenos e ainda em fase de formação. O exame dura poucos minutos. Além disso, ele ainda pode auxiliar em procedimentos cirúrgicos de pequena complexidade.

As inaugurações marcam mais um avanço na recuperação da instituição, que já experimentou grandes avanços de 2007 até os dias de hoje. Na época, a unidade estava prestes a fechar as portas e o governador Eduardo Campos resolveu intervir na instituição: "Sabíamos que o importante era trabalhar e fazer o que era possível e, de repente, estávamos fazendo o impossível. Muita gente não acreditava que em dois anos, a gente ia dar o salto que demos. Podemos dar outros saltos e melhorar ainda mais, para atender às pessoas da forma que as pessoas merecem ser atendidas quando estão doentes", afirmou Eduardo Campos.

Na ocasião, ele foi cumprimentado pela funcionária pública Cláudia Santos. Recém-operada de um câncer na mama, ela fez questão de relatar ao Governador como tem sido sua estada no hospital: "Governador, muito obrigado pelo que o senhor vem fazendo aqui. O meu tratamento foi o melhor possível, recebi toda a atenção da equipe que trabalha aqui", agradeceu.

A Enfermaria Arcanjo Rafael, especializada no tratamento de crianças e adolescentes com câncer, foi toda reformada. Foram construídos seis quartos que possibilitarão o atendimento, de forma simultânea, de até 15 pacientes. Outra enfermaria do hospital, a Santa Paulina, também foi restaurada. Voltado para a cura de mulheres com câncer ginecológico, o serviço conta agora com 15 novos leitos, distribuídos em seis quartos, todos com ar-condicionado.

Francisco Saboya, interventor do Governo no HCP, explicou que com estes equipamentos centenas de vidas serão salvas já que favorece o diagnóstico precoce, o que aumenta em quase 100% as possibilidades de cura. "Este mamógrafo foi uma grande aquisição para o Hospital e gostaria de agradecer o esforço e empenho pessoal de Renata Campos. Sem ela dificilmente conseguiríamos esse aparelho", afirmou Saboya.

Por fim, Eduardo Campos salientou que o símbolo da transformação do Hospital do Câncer não é o aporte de recursos financeiros, e sim a mudança de atitude dos que lá trabalham e o resgate da autoestima dos pacientes: "Este é o momento de agradecer a todos que participaram do renascimento deste hospital. Não podemos descuidar do trabalho, precisamos ter metas para ir adiante e ter um Hospital do Câncer levando saúde para muitas pessoas, cuidando e salvando vidas" finalizou.
(Diário Oficial do Estado - DOE/PE 03/04/09)




30/03/2009   próstata
SP ganha novo centro médico para câncer de próstata

Um marcador genético para o câncer de próstata e um novo tratamento para o tumor de bexiga serão testados no Instituto da Próstata que será inaugurado hoje pelo Hospital Alemão Oswaldo Cruz, na capital paulista. O novo centro médico será comandado pelo urologista Miguel Srougi, professor titular da Faculdade de Medicina da USP, e vai receber pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). A forma como os pacientes do SUS serão encaminhados ainda não está definida, mas Srougi afirma que esse foi um fator condicionante do projeto.

No Instituto da Próstata, o atendimento será feito de forma interdisciplinar, com vários especialistas. Entre as linhas de pesquisa a serem desenvolvidas estão dois estudos que chamam a atenção pelos resultados promissores apresentados até agora. Um deles é a tentativa de desenvolver um marcador genético para o câncer de próstata. Os pesquisadores do Departamento de Urologia da USP identificaram uma diminuição na expressão do gene PGC em pacientes com a doença. Os pesquisadores estudaram 50 casos de pacientes com o tumor maligno na próstata e em todos eles havia alterações no gene.

Outra pesquisa com resultados promissores é a busca por um novo tratamento para o câncer de bexiga. Atualmente o tratamento para a doença é feito com o bacilo Calmette-Guérin, o BCG - causador da tuberculose bovina -, que promove uma resposta imunológica, atacando o tumor. A nova pesquisa utiliza uma forma recombinante da vacina, produzida pelo Instituto Butantã. A versão tem proteínas da Bordetella pertussis, bactéria causadora da coqueluche. Os resultados dos testes em cobaias mostraram ótimos resultados. O próximo passo é testar a vacina recombinante em seres humanos.
(O Estado de S. Paulo)




26/03/2009   campanha2
SP e sete capitais terão amanhã campanha contra câncer de intestino

A Associação Brasileira do Câncer (ABCâncer) e Associação Brasileira de Prevenção ao Câncer de Intestino (Abrapreci) realizam amanhã em São Paulo e mais sete capitais do País a campanha Laços de Esperança, para informar a população sobre riscos e prevenção do câncer de intestino. Com apoio do Laboratório Roche, a ação contou com a ajuda de médicos, nutricionistas e voluntários para tirar dúvidas e disponibilizar informações completas sobre a doença.

Em São Paulo, das 6h30 às 15 horas, quem passar pelo Largo São Bento, no centro da cidade, encontrará uma estação de serviços de informação e poderá saber sobre prevenção e sintomas, além de conhecer a importância do diagnóstico precoce e dos tratamentos adequados. As capitais que realizam atividades regionais são Brasília, Salvador, Porto Alegre, Curitiba, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Fortaleza.

De acordo com estimativas do Instituto Nacional do Câncer (Inca), este tipo de câncer atingiu 9.890 pessoas somente no Estado de São Paulo e mais de 27 mil em todo País em 2008. De acordo com a Abrapreci, trata-se do quinto câncer mais diagnosticado no Brasil e o segundo na região Sudeste. A detecção precoce aumenta a sobrevida em 90%, com grande possibilidade de cura. Quando descoberto tardiamente pode causar a morte do paciente.
(Agência Estado - Abril.com)




25/03/2009   campanha
Campanha de Conscientização sobre Câncer do Intestino será feita em oito capitais

Oito capitais do país participam da Campanha de Conscientização sobre o Câncer de Intestino. Relógios das oito cidades ganharão a iluminação verde, cor mundial de combate ao câncer de intestino. Nestes locais, voluntários estarão no dia 27 de março, das 6h30m às 15h, orientando sobre o assunto em Salvador, Brasília, Porto Alegre, Curitiba, Belo Horizonte, São Paulo, Rio de Janeiro e Fortaleza.

Esta ação é uma ligação importante com a mensagem que queremos passar, de que está na hora de saber mais sobre esta doença, prevenível e com possibilidades de cura quando diagnosticada precocemente - diz a médica Angelita Gama, presidente da Associação Brasileira de Prevenção ao Câncer de Intestino.

O câncer de intestino, também chamado de tumor do cólon/reto ou câncer colorretal, desenvolve-se geralmente a partir de lesões que crescem na parede do intestino. Essas lesões evoluem com o passar do tempo para câncer. Os principais fatores de risco da doença são alimentação rica em gorduras com muitas calorias e pobre em fibras, ter parente de primeiro grau com câncer de intestino e tabagismo, entre outros. Segundo as estimativas do INCa (Instituto Nacional do Câncer), este tipo de câncer acometeu mais de 27 mil pessoas em todo Brasil, em 2008.
(O Globo)




25/03/2009   Hospital Amaral Carvalho
Programa de Prevenção do Câncer Ginecológico vai intensificar atendimento

Executado desde 1994 por iniciativa do Hospital Amaral Carvalho em parceria com a Secretaria Estadual de Saúde e, a partir de 1996 também em conjunto com a Secretaria Municipal de Saúde, o Programa de Prevenção do Câncer Ginecológico irá aumentar a sua área de atendimento a partir de abril.

O objetivo é facilitar ainda mais o acesso das mulheres ao programa, aproveitando os recursos já existentes. "Elaboramos um cronograma de ampliação de oferta com a utilização da unidade móvel, oferecendo atendimento em horários mais flexíveis e em locais mais distantes das Unidades de Saúde que já estão incluídas no cronograma atual", explica a médica Lenira Maria de Queiroz Mauad, oncoginecologista do Hospital Amaral Carvalho, responsável pelo programa.

O programa irá ampliar o horário de atendimento no Posto Fixo aos sábados das 8h às 13h e utilizar a unidade móvel de coleta; aos sábados pela manhã em bairros previamente selecionados, já definidos como prioridade para ampliação de cobertura, seja pela localização ou pelas condições sócio econômicas da população.

A ação de ampliação terá inicio em abril. Por possuir como principais a descentralização das coletas e a agilização dos exames, a equipe do programa atua em um posto fixo e em postos itinerantes, nas Unidades de Saúde, além de utilizar um posto móvel (unidade de coleta instalada em um ônibus que percorre bairros e outros locais distantes ou realiza campanhas pontuais).

Além da coleta de colpocitologia oncótica (teste de Papanicolaou), é realizado o rastreamento do câncer de endométrio e das lesões precursoras do câncer de vulva.

Todas as mulheres que apresentam alterações são encaminhadas para o Ambulatório de Ginecologia Preventiva para complementação diagnóstica e tratamento ambulatorial.

Números
Em 1993, ano anterior ao início do programa, foi registrada uma mortalidade pelo câncer do colo do útero de 10/100.000, índice elevado até mesmo para os padrões brasileiros. Em 2004 nenhuma morte foi registrada. No entanto, nos anos subseqüentes, temos observado casos de óbito, sempre de mulheres que estão fora do Programa.

Além disto os fatores de risco para a contaminação pelo HPV, principal agente causal deste tumor, vem aumentado a cada ano, segundo nossos dados epidemiológicos.
Saiba mais
(Hospital Amaral Carvalho)




23/03/2009   Inca
Inca inaugura emergência pediátrica

As crianças e adolescentes assistidos pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca) contarão, a partir de 24 de março, com um setor próprio exclusivamente voltado para o atendimento de emergência. A previsão é que, com a abertura da emergência pediátrica, que funcionará 24 horas por dia, haja aumento de 25% no número desse tipo de atendimento, que atualmente é de 200 por mês. Além disso, a expectativa é reduzir em 50% o tempo de espera e em 10% o número total de internações infantis.

A Emergência Pediátrica funcionará no térreo do edifício-sede do INCA, na Praça Cruz Vermelha 23 - Centro. O ambiente ganhou decoração especial, com painéis com temas infantis, do arquiteto Jairo de Sender e do artista plástico Rudi Diel. Antes da iniciativa, o atendimento de emergência de crianças e adultos era realizado num mesmo espaço.

O câncer destaca-se como a mais importante causa de óbito dentro da faixa etária de 1 a 18 anos. O câncer pediátrico representa cerca de 3% de todos os cânceres que acometem a população. No Brasil, excluindo-se as causas externas, é a principal causa de morte, por doença, na faixa etária de 5 a 18 anos.

De modo diferente de diversos tipos de câncer do adulto, não há confirmação de que existam fatores ambientais envolvidos no aparecimento do câncer infanto-juvenil, para que sejam desenvolvidas estratégias de prevenção específicas. Portanto, a forma mais efetiva de controlar a doença em crianças e adolescentes é o diagnóstico precoce, aliado ao tratamento adequado num centro especializado e qualificado para esta assistência.
(O Globo, RJ)




20/03/2009   Minas Gerais
Cresce taxa de mortalidade por câncer

A ocorrência de câncer no território mineiro cresceu cerca de 40% entre os homens e 35% entre as mulheres, no período de 2001 a 2005. Os dados foram revelados pela segunda edição do Atlas de Mortalidade por Câncer em Minas Gerais, lançado na última quarta-feira, pela Secretaria de Estado da Saúde (SES). De acordo com o órgão, as neoplasias destacam-se como a segunda causa de morte no estado. Entre o sexo masculino, os tipos mais fatais são os de próstata, pulmão, estômago e cólon/reto. Já entre o sexo feminino, o câncer de mama aparece em primeiro lugar, seguido pelas categorias anteriores, incluindo o de colo do útero. A macrorregião Sudeste, na qual se insere Juiz de Fora, apresenta a maior taxa de mortalidade dessas modalidades.

Segundo o estudo, a indicidência de morte por câncer de próstata nesta região era de 7,25% entre 1979 e 1983. De 2001 a 2005, este índice alcançou o patamar de 13,32%, ou seja, uma elevação de mais de 6%. O mesmo foi registrado em relação à doença na mama, que, nos mesmos intervalos, passou de 10,59% para 15,03%. Para controlar o crescimento dessas e demais categorias de neoplasia, o presidente da Sociedade Mineira de Cirurgia Oncológica, Alexandre Ferreira Oliveira, defende que os gestores da área invistam em medidas preventivas. "Além de estar nas mãos de um médico capacitado, a única coisa que faz diferença é fazer preventivos. Eles são a chance de um diagnóstico precoce, aumentando as possibilidades de cura do paciente."
(Tribuna de Minas - Gazeta Mercantil)




19/03/2009   Hospital Hélio Angotti
Campanha ajudará Hospital Hélio Angotti

Sensibilizados com a defasagem de recursos repassados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para a manutenção do Hospital Dr. Hélio Angotti, que acumula um déficit de R$ 400 mil mensais, os vereadores propuseram diversas ações que, em curto prazo, irão culminar numa grande campanha para arrecadar recursos destinados ao tratamento de pacientes com câncer.

A situação atual foi apresentada na sessão plenária de ontem pelo vice-presidente da unidade hospitalar, Délcio Scandiuzzi, e por diretores das áreas administrativa e financeira.

O “motor” da crise é a tabela do SUS, que, na época em que o salário mínimo era valorado em R$ 380, repassava R$ 22,80 ao HA para cada consulta médica. Hoje, esse patamar deveria atingir R$ 24,90, mas o sistema repassa apenas R$ 10 por consulta, cifra, em vez de cômica, é ridícula e insuficiente para cobrir os gastos primordiais.

Único credenciado na região para tratamento oncológico, o HHA realizou nos últimos quatro anos 359.988 procedimentos de densitometria óssea, cintilografia cardíaca, biopsias, entre outros. A quimioterapia, que contabilizou 10.442 atendimentos em 2008, tem 95% dos recursos pagos pelo SUS. Para cada paciente o hospital investe R$ 100, recebendo apenas R$ 68 do Sistema. "O Brasil não tem dinheiro para custear o tratamento da população e, por isso, precisamos de mais recursos, pois a vida não tem preço", afirma Scandiuzzi.

O presidente Lourival dos Santos (PCdoB) tachou o governo federal de omisso e irresponsável com a Saúde, que constitui dever do Estado. "Foi criado um imposto sobre a movimentação financeira, não repassado na totalidade ao setor." Sugeriu o desenvolvimento de uma campanha, com a criação de um vídeo de 30 segundos a ser veiculado na TV Câmara, para sensibilizar a população.

Afrânio Lara (PP) propôs solicitar à ABCZ que, durante a ExpoZebu, a entidade possa realizar um show beneficente destinado ao Hélio Angotti. O democrata Itamar Ribeiro disse ser necessário acionar os deputados federais para mobilizar suas bancadas para a revisão dos valores praticados pelo SUS.

O vereador socialista Lerin informou que os interessados em antecipar sua contribuição com qualquer quantia podem depositar na agência 0160, da Caixa Federal, conta corrente 948-8. O assessor do HHA, José Carlos de Almeida, garantiu que mensalmente será feita uma prestação de contas à sociedade sobre os percentuais arrecadados.

Hoje, às 9h, os vereadores visitam o Hospital Dr. Hélio Angotti e, no próximo dia 27, promovem uma audiência pública no próprio hospital, sugerida pelo líder governista Cléber Cabeludo (PMDB), com deputados federais, estaduais, representantes da Secretaria de Saúde, além do prefeito Anderson Adauto (PMDB).
(Elvira Moraes para o Jornal da Manhã de Uberaba, MG)




13/03/2009   portaria
SUS terá tratamento integral de câncer

Uma nova portaria do Ministério da Saúde, que deve ser publicada hoje no "Diário Oficial da União", determina que todo hospital habilitado pelo SUS para atender pacientes com câncer ofereça um tratamento integral.

Ainda é comum no país o doente ser operado de um tumor em um hospital, fazer a quimioterapia ou a radioterapia em um segundo e, se precisar de um novo cuidado (uma cirurgia plástica reconstrutora, por exemplo), ter que procurar um terceiro serviço.

"É o paciente-ioiô. Vai para um serviço, não tem vaga, vai para outro, não oferece todo tratamento. É uma tristeza", relata Henrique Prata, diretor do Hospital de Câncer de Barretos, referência nacional em atendimento do SUS. Mais da metade dos pacientes da instituição fez tratamentos incompletos em outros serviços.

"É comum a gente receber paciente que operou de um tumor de cabeça e pescoço, por exemplo, teve o maxilar retirado na cirurgia e está se alimentando por sonda porque o hospital não fez a cirurgia plástica reconstrutora", conta Prata.

Com a nova portaria, o Ministério da Saúde pretende mudar essa realidade. Para continuarem habilitados pelo SUS, os hospitais terão de oferecer atendimento integral ao paciente oncológico. O país conta com 258 instituições com esse perfil --11 foram habilitadas pela nova portaria, entre elas o Instituto do Câncer Octavio Frias de Oliveira, em São Paulo.

Segundo Alberto Beltrame, secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, o sistema anterior, que habilitava serviços isolados (só de químio ou radioterapia, por exemplo) deixava o paciente oncológico sem referência.

"Ele não era paciente de um serviço, era de vários e, no final, nenhum era responsável por ele. Agora, um único serviço ficará responsável pelo diagnóstico, tratamento e até pelo cuidado paliativo."

Ainda existem pelo menos 17 serviços isolados --de quimioterapia ou radioterapia, por exemplo-- que não conseguem oferecer uma assistência integral e, por isso, ficarão com habilitações provisórias.

Beltrame explica que, se o hospital não tiver condições de oferecer o atendimento integral em um mesmo espaço físico, o tratamento poderá ocorrer em outro local conveniado, mas a instituição continuará responsável pelo paciente. "A gente espera que isso diminua o tempo de espera para o tratamento e que melhore o prognóstico", diz ele.

Na avaliação da oncologista Nise Yamagushi, a integração dos serviços oncológicos é uma ótima notícia e terá impacto positivo nas chances de cura do paciente do SUS.

Ela afirma, no entanto, ser preciso a criação de uma central reguladora de vagas oncológicas --o Ministério da Saúde diz que está estruturando esse serviço--, um treinamento permanente das equipes médicas e um maior número de vagas para a radioterapia.

Há um ano, a Folha revelou que 54 mil pessoas aguardavam na fila da radioterapia, um dos principais gargalos do atendimento oncológico no SUS. Para oncologistas, o quadro não mudou. No Hospital de Câncer de Barretos, por exemplo, há uma fila de espera de 1.200 pessoas. A demora para o tratamento chega a 120 dias. Segundo o Ministério da Saúde, no último ano, foram incorporados dois novos serviços de radioterapia no SUS, totalizando 137. Até 2012, serão 147 serviços.

"A implantação de um novo serviço de radioterapia demanda tempo e logística complexa, não se podendo avaliar o seu impacto dentro do mesmo ano. Pela duração média dos tratamentos, é baixa a acumulação de doentes de radioterapia de um ano para outro", diz o ministério, em nota.
(Folha de São Paulo)




10/03/2009   inca
Inca implanta sistema para melhorar mamografia

O Inca (Instituto Nacional de Câncer) implanta a partir de abril um sistema que pretende melhorar a qualidade das mamografias feitas no SUS. Dados do próprio instituto indicam que até 70% dos exames feitos nos serviços credenciados pelo Ministério da Saúde têm má qualidade, o que prejudica o diagnóstico precoce do câncer.

O sistema, montado em parceria com o CBR (Colégio Brasileiro de Radiologia) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária e com o apoio do Instituto Avon, vai interligar todos os serviços que fazem mamografia no país, padronizando as condutas e as metodologias.

Segundo Luiz Antônio Santini, diretor-geral do Inca, todos os laudos serão emitidos dentro dos critérios do CBR. "Sem dúvida, isso vai melhorar muito a qualidade dos exames e o diagnóstico precoce."

A melhoria das mamografias, porém, é apenas a ponta do iceberg. Um estudo do Gbecam (Grupo Brasileiro de Estudos do Câncer de Mama), divulgado no sábado, mostrou que o tratamento do câncer de mama no SUS está aquém daquele oferecido pela rede privada.

O levantamento, com 4.912 mulheres com câncer de mama tratadas em 28 hospitais públicos e privados, revelou, por exemplo, que 36% das mulheres do SUS descobrem o tumor em estágio avançado, contra 16% nos serviços privados, e que, no SUS, usa-se menos antraciclinas e taxanos (drogas que aumentam as taxas de sobrevida) em relação aos privados: 13,8%, contra 23,5%.

Na rede pública, a utilização de terapias biológicas no tratamento do tumor também é mínima -56% nos privados, contra 5,6% no SUS. Hoje, sabe-se que o uso de determinados anticorpos em pacientes com tipo de câncer de mama agressivo (chamado HER2 positivo) diminui em 50% a probabilidade de recidiva do tumor.

Para Santini, do ponto de vista científico, os dados da pesquisa não são conclusivos, estão sujeitos a vieses e precisam ser confirmados por outros estudos. "Os dados são importantes, mas não representam uma verdade absoluta."

Segundo ele, o Inca está avaliando, dentro de um protocolo de estudo, a relação custo-benefício de incorporar as terapias biológicas no tratamento de pacientes com o HER2 positivo. "É um tumor que afeta uma pequena parcela de mulheres [20% das que têm câncer de mama], mas que o tratamento é caríssimo. Para nós, representa hoje o quarto maior custo com medicamentos."

Santini diz que o Brasil também participará de um estudo financiado pelo Instituto Nacional do Câncer dos EUA que avaliará novas terapias para tumores em estágio avançado.
(Folha de São Paulo)




07/03/2009   Fernandopolis
Parceria entre AVCC e Hospital do Câncer de Barretos agora é uma realidade

Nesta sexta-feira, 6, foi assinado o convênio entre o Hospital do Câncer de Barretos e a AVCC. A assinatura da parceria aconteceu na cidade de Barretos por intermédio do Prefeito Luiz Vilar, do deputado Federal Júlio Semeghini, do diretor da Saúde, José Martins e do presidente da Fundação Pio XII, Henrique Prata. Representando a AVCC estavam o presidente, Adenilton Fernandes, o gerente da entidade, Sérgio Felix do Nascimento e o advogado, Henri Dias.

O Legislativo também marcou presença com os vereadores Warley Campanha, Maria Cândida de Jesus, Creuza Nossa e José Carlos Zambom.

O agendamento da reunião em Barretos, para a assinatura do convênio, aconteceu, por intermédio, do Secretário de Saúde do Estado, Luiz Roberto Barradas, na ultima quarta feira, 4, em audiência em São Paulo.

O contrato credencia o ambulatório da AVCC no Ministério da Saúde, possibilitando a realização depequenas cirurgias e o tratamento de pacientes de 16 cidades da região.

A parceria prevê o aumento gradual dos recursos que, inicialmente, serão de R$ 470 mil, em recursos do Ministério da Saúde, para gastos com medicamentos, exames e aparelhos específicos para oncologia.

A gestão compartilhada do ambulatório, prevista no contrato, possibilitará a contratação de profissionais para o corpo clínico, instalação de salas de exames e tratamento de radioterapia.

Com companhia do deputado Julio Semeghini, o prefeito Luiz Vilar garantiu toda a assistência necessária a AVCC, pois a fusão das duas entidades é algo que transcede um contrato, é um trabalho em prol a vida de muitas pessoas.

Para Semeghini, que sempre acreditou na parceria, a união entre as duas entidades, é o primeiro passo para que Fernandópolis se torne Centro de referência em saúde, com tratamento especializado e os melhores recursos tecnológicos.
(Assessoria de imprensa - Região Noroeste)




03/03/2009   rede
Anunciada criação de Rede de Pesquisa sobre o Câncer

Representantes do governo, da academia e do setor privado anunciaram nesta terça-feira, 3, a criação de uma Rede Brasileira de Pesquisa sobre o Câncer, com a participação inicial de 15 instituições. Entre as metas do programa estão o mapeamento de genes relacionados ao câncer de mama e a realização de testes clínicos (em seres humanos) com duas novas terapias, desenvolvidas em parceria por cientistas no Brasil e nos Estados Unidos.

"Além da pesquisa básica, vamos investir na pesquisa aplicada, voltada diretamente para o paciente", disse o presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Marco Antonio Zago. Segundo ele, a rede começou a ser montada no segundo semestre do ano passado, com um edital de R$ 5,38 milhões dos Ministérios da Ciência e Tecnologia (MCT) e da Saúde (MS). Dezenove projetos foram selecionados para os primeiros dois anos do programa.

"Pela primeira vez estamos colocando lado a lado pesquisadores que trabalham na bancada e que trabalham na beira do leito, junto aos pacientes", disse o diretor do Departamento de Ciência e Tecnologia do MS, Luiz Eugenio Portela. "A ideia é que os resultados da pesquisa básica sejam rapidamente testados na pesquisa clínica e incorporados às políticas públicas de saúde."

A lista de participantes da rede inclui o Instituto Butantã, que atuará como instituição-sede, o Instituto Ludwig de Pesquisa sobre o Câncer, a Fiocruz, o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), a empresa Recepta Biopharma e universidades públicas de São Paulo, Rio, Minas, Brasília e Mato Grosso.

O projeto piloto de pesquisa básica já está em andamento no LNCC, em Petrópolis, onde cientistas estão utilizando uma nova máquina de última geração para sequenciar o genoma completo de um tumor de mama. A sequência final será comparada ao genoma de uma célula sadia da mesma paciente, para identificar alterações genéticas associadas à doença. A expectativa é terminar o sequenciamento até julho. Numa segunda etapa, uma vez que a tecnologia esteja consolidada, mais pacientes e outros tipos de tumores serão incluídos na pesquisa.

"A genética se torna uma ferramenta de diagnóstico", explicou Andrew Simpson, diretor científico do Instituto Ludwig, hoje em Nova York, mas que trabalhou muitos anos no Brasil e foi um dos pioneiros da genômica no País. "Todas as informações sobre como o paciente vai responder a uma terapia está codificada no seu genoma. Queremos extrair essa informação para escolher o melhor tratamento para cada pessoa. Isso é importante não só para o paciente, mas para o País também, já que cada droga custa muito caro."

O Ludwig também é responsável pela descoberta de duas moléculas terapêuticas que serão testadas no País. A primeira (um anticorpo monoclonal) atua como um marcador de alvo, que "gruda" nas células tumorais e as identifica para destruição pelo sistema imunológico do paciente. "Funciona como uma imunoterapia", explica José Fernando Perez, diretor da empresa Recepta Biopharma, que está produzindo e desenvolvendo aplicações clínicas para o anticorpo no Brasil. "No câncer, por alguma razão, o corpo não produz o anticorpo contra aquele tumor. A solução, então, é colocar o anticorpo à mão."

A Recepta já possui um estudo clínico em andamento com o anticorpo para tratamento de câncer de ovário, envolvendo quatro pacientes (a meta é chegar a 53). Um novo estudo deverá ser iniciado dentro da Rede Nacional para outro tipo de tumor, que ainda não foi escolhido.

A segunda molécula (um antígeno) é a cópia de uma proteína característica de tumores que, ao ser injetada no paciente, funciona como uma vacina terapêutica - "que educa o organismo a reconhecer o tumor como um agente infeccioso", explica Simpson. Nos Estados Unidos, a vacina já está no estágio mais avançado de testes clínicos (fase 3), num estudo de três mil pacientes com câncer de pulmão. No Brasil, a molécula será testada, inicialmente, contra o câncer de ovário. "É um tumor muito frequente no País e para o qual não há muitas opções terapêuticas", justificou a pesquisadora Anamaria Camargo, do Instituto Ludwig em São Paulo. "Não queremos só repetir o que já está sendo feito lá fora."

A vacina será aplicada com um adjuvante (substância que potencializa o efeito da molécula), desenvolvido e produzido pelo Butantã. Segundo o diretor do Centro de Biotecnologia do instituto, Paulo Lee Ho, trata-se de um produto "de baixíssimo custo", que já foi testado com vacinas contra a gripe em modelos animais. "Vamos ver agora se vai funcionar em pessoas", disse. Se funcionar de fato, a meta é que a vacina inteira seja produzida no Butantã, para que possa ser incorporada ao Sistema Único de Saúde (SUS). A molécula foi cedida sem custos pelo Ludwig, que é uma instituição filantrópica de pesquisa.

"Teremos uma vacina contra o câncer acessível à população, produzida por uma instituição pública. Isso é muito importante", ressaltou Lee Ho. Segundo ele, é possível iniciar a produção da vacina para testes clínicos em seis meses.
(Herton Escobar para O Estado de S. Paulo)




02/03/2009   Ludwig 2
Rede de Pesquisas sobre Câncer vai apresentar amanhã primeiros resultados

Os primeiros resultados dos estudos realizados pela Rede de Pesquisa sobre o Câncer, lançada no país em agosto do ano passado, serão apresentados amanhã (3), às 11h, no Instituto Butantan, em São Paulo.

Diversos grupos de pesquisa estão participando do trabalho, que procura identificar a lógica seqüencial do câncer, manifestado por tumores. Segundo Anamaria Camargo, pesquisadora do Instituto Ludwig de Pesquisa sobre o Câncer, em São Paulo, a principal ênfase dos estudos é o câncer de mama.

"Não dá para começar tudo de uma vez; por isso as pesquisas estão acontecendo nessa direção, visando conhecer a biologia dos tumores e o que está acontecendo com as pacientes, para se definir qual o melhor esquema de tratamento", afirmou.

Sediado em Nova York, o Instituto Ludwig fornece o material biológico para os trabalhos dos grupos de pesquisa da Rede, que é formada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca), Instituto Butantan, pelos Ministérios da Saúde e da Ciência e Tecnologia, além de uma série de faculdades e hospitais brasileiros.

De acordo com a pesquisadora, as informações geradas pelos grupos de pesquisa da Rede "vão permitir o aumento do leque de marcadores moleculares para o diagnóstico e prognóstico da doença, assim como levar à identificação de novas formas de tratamento, para diminuir a mortalidade e a morbidade provocada pelo câncer de mama".

Para Anamaria, a área do sequenciamento na pesquisa do câncer está vivendo uma revolução. "Há cinco anos nós celebramos ter gerado um milhão de sequências no projeto genoma do câncer. Hoje, vimos que se consegue gerar setenta vezes isso, ou seja, setenta milhões de sequências. Isto foi possível com a introdução de novos equipamentos instalados no Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC)"?, destacou Anamaria.

O oncologista e diretor científico do Grupo Brasileiro de Estudos do Câncer de Mama, José Bines, considera de grande importância os estudos desenvolvidos pela Rede de Pesquisas sobre o Câncer, que segundo ele, fizeram um apanhado amplo do perfil das mulheres atingidas pela doença. "Isso vai facilitar avanços importantes no tratamento do câncer de mama", disse hoje (2) em entrevista ao programa Revista Brasil, da Rádio Nacional.

Bines lembrou que os prejuízos da doença podem ser evitados e destacou a importâcia de desmistificar a palavra câncer para aumentar as chances de cura com o diagnóstico precoce.

Para o médico, até mesmo em fases mais avançadas, o diagnóstico do câncer permite que os paciente receba acompanhamento, assim como ocorre em casos de pressão alta ou diabetes. O oncologista ressaltou, no entanto, que o aparecimento de vários tipos de tumores poderia ser evitado com a eliminação de hábitos, como por exemplo o de fumar.

Em 2009, o (Inca) estima que 465 mil novos casos de câncer serão registrados no Brasil.
(Lourenço Canuto para Agência Brasil)




02/03/2009   fosp
Fosp: cresce número de casos de câncer de mama em mulheres jovens

Dados atualizados da Fundação Oncocentro de São Paulo (Fosp) - que reúne estatísticas de 63 hospitais especializados do Estado de São Paulo - mostram que da parcela de 602 casos de câncer de mama registrados em 2008 (números notificados entre janeiro e julho), 35% foram em mulheres antes dos 50 anos. Em 2007, esta faixa etária correspondeu a 34,7% do total. Em 2007, 33,9%. Em proporções bem maiores, porém, cresceram os hábitos femininos de desafiar a saúde com o uso de cigarro, álcool, estresse e sedentarismo, todos fatores de risco para o câncer de mama.

No Centro Estadual de Álcool, Tabaco e Outras Drogas (Cratod), a alta de pacientes mulheres em tratamento para o alcoolismo subiu 80% entre 2006 e 2007. Na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), os estudos mostram que as meninas menores de 13 anos fumam mais do que os meninos de mesma idade. Já o programa de vigilância de fatores de risco do Ministério da Saúde atestou que as mulheres são mais sedentárias do que os homens. A diferença chega a 10 pontos porcentuais.

O uso indiscriminado do anticoncepcional é outro fator que preocupa os especialistas, já que prática é comum entre adolescentes e ilustra a chamada banalização do contraceptivo citada por Mourão Netto, chefe da oncologia do Hospital A.C. Camargo. "As pessoas esquecem que os contraceptivos são medicamentos que precisam de orientação e acompanhamento médico, que podem causar reações adversas e não podem ser tomados sem supervisão", alerta o especialista.

Ainda que as pílulas sejam apontadas como um dos métodos para evitar gravidez indesejada, outra lembrança feita pelos médicos é que o anticoncepcional não protege contra as doenças sexualmente transmissíveis (DST), como aids. Para ilustrar o cenário de infecção, uma pesquisa realizada pelo Hospital das Clínicas com garotas que engravidaram antes da maioridade mostrou que 70% delas estavam contaminadas pelo vírus HPV, também transmitido pelo sexo sem proteção, e que pode evoluir para o câncer de colo de útero, um dos mais fatais do sexo feminino segundo os números oficiais do Instituto Nacional do Câncer (Inca).
(AE)




28/02/2009   Ludwig
Rede Brasileira de Pesquisas sobre o Câncer

Rede Brasileira de Pesquisa sobre o Câncer, será lançada no dia 3 de março (terça-feira), no Instituto Butantan, em São Paulo.

De acordo com estimativas do Instituto Nacional do Cancer (INCA), em 2009 ocorrerão cerca de 465.000 novos casos de câncer no Brasil. Num esforço do Ministério da Ciência e Tecnologia, Ministério da Saúde e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), articulou-se, em 2008, a criação da Rede Brasileira de Pesquisas sobre o Câncer, visando lançar ações coordenadas para o desenvolvimento e unificação da pesquisa sobre câncer no país.

Participam do lançamento o presidente do CNPq, Marco Antonio Zago, o diretor científico do Instituto Ludwig de Pesquisas sobre o Câncer (LICR/New York), Andrew Simpson, representantes da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos (SCTIE) do Ministério da Saúde, do Instiututo Butantan, dos parceiros dos programas de pesquisa que integram a Rede, que tem como entidades o Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), a Recepta Biopharma, o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o Hospital Alemão Oswaldo Cruz, a Faculdade de Medicina da USP, e a Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto.

Os materiais biológicos utilizados nos projetos, já em andamento, são cedidos pelo Instituto Ludwig de Pesquisa sobre o Câncer (LICR/New York), importante parceiro nesta iniciativa.
(Fator Brasil)




23/02/2009   Ludwig
Brasil faz primeiro sequenciamento do genoma do câncer de mama

A Rede de Pesquisa sobre o Câncer já alcançou os primeiros resultados de sequenciamento do genoma do câncer de mama feitos em laboratórios no país. O trabalho será divulgado oficialmente pelos coordenadores na primeira semana de março, em São Paulo.

Para os pesquisadores, conhecer a biologia do tumor é importante também para entender o que está acontecendo com o paciente e para definir qual o melhor esquema de tratamento. As informações geradas pelo projeto permitirão aumentar o leque de marcadores moleculares para o diagnóstico e prognóstico da doença, assim como levar à identificação de novos alvos terapêuticos, diminuindo dessa forma a mortalidade e morbidade associadas ao câncer de mama.

Genoma do câncer da mama
"Decidimos, num primeiro momento, direcionar as pesquisas para tumores prevalentes no Brasil e, como não dá para começar tudo de uma vez, focamos como primeiro objeto de estudos da rede o câncer de mama", explicou a coordenadora da rede, Anamaria Camargo, pesquisadora do Instituto Ludwig de Pesquisa sobre o Câncer em São Paulo.

A rede foi dividida em três linhas de pesquisas: básicas, translacionais e clínicas, envolvendo cerca de 25 grupos, com pesquisadores de todo país, que começaram a trabalhar simultaneamente nos projetos desde o início da rede. "Nosso objetivo é tornar os grupos capazes de estudar a genética - a biologia do tumor -, identificar o que está acontecendo nesta célula e, com base nestas informações, conseguir gerar metodologias de diagnóstico e de tratamentos mais eficientes", disse Anamaria.

Os grupos começaram a se reunir no ano passado para traçar estratégias de trabalho e parcerias. Na área básica, os grupos focaram o objetivo em caracterizar a linhagem tumoral do câncer de mama. Os grupos de epidemiologia estão se organizando para montar um sistema de documentação de câncer no país, com estudos epidemiológicos que envolvam grande parte da população, por exemplo, identificando quantos casos existem, qual a incidência, quais são os fatores ambientais envolvidos. Os grupos clínicos serão responsáveis em implementar estas informações nas rotinas dos pacientes.

Revolução no sequenciamento
Reunidos em Petrópolis (RJ), nos dias 17 e 18 de fevereiro de 2009, os pesquisadores representantes dos grupos de pesquisa básica da rede, discutiram as estratégias de sequenciamento, análise computacional dos dados e validação das mutações encontradas.

"A parte do sequenciamento está vivendo uma revolução. Há cinco anos nós celebramos ter gerado um milhão de sequências no projeto genoma do câncer que foi feito em São Paulo. Hoje, vimos que se consegue gerar setenta vezes isso, setenta milhões de sequências. Isto se dá com a introdução destes novos equipamentos instalados no Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC)", explicou a coordenadora Anamaria.

De maneira pontual, os grupos de pesquisa básica estão buscando caracterizar a linhagem tumoral do câncer de mama. Uma linhagem que não representa toda a complexidade da doença, mas terá o objetivo de desenvolver tanto a capacidade dos pesquisadores em gerarem como analisarem estes dados. "Esta é apenas uma linhagem, mas como é uma área ainda muito nova, tanto para nós como também nos demais países. Estamos discutindo qual a melhor estratégia para fazer isso, junto com a equipe do Venter Institute, que nos assessora nesse trabalho", completa a coordenadora.

Envolvimento internacional
"O Instituto Ludwig, basicamente, vem trazer uma colaboração externa e para acelerar a adoção da nova tecnologia, porque este projeto de mama é de grande interesse para nós como instituto, e isso também trará uma contribuição crucial e muito boa para o Brasil que possui uma população grande e tem um sistema de saúde único, socializado, onde o grande problema com o câncer é que os tratamentos são muito caros e tem que ter uma ferramenta objetiva para decidir que tratamento vai responder e qual não vai", declarou Andrew Simpson, diretor executivo do Instituto Ludwig de NY.

A Rede de Pesquisa sobre o Câncer é uma iniciativa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCT), a rede foi criada em agosto de 2008 para unir os diversos grupos de pesquisa brasileiros que desenvolviam estudos fragmentados sobre câncer em busca de gerarem produtos, principalmente na área de terapia, que tenham impacto na saúde da população.
(Fonte: Redação do Diário da Saúde)




17/02/2009   Senado
Flávio Arns quer incorporar projeto das filantrópicas à proposta em tramitação na Câmara

Em discurso nesta terça-feira (17), o senador Flávio Arns (PT-PR) defendeu a incorporação do projeto de lei do Senado que dispõe sobre a certificação das entidades beneficentes de assistência social e regula os procedimentos de isenção de contribuições para a seguridade social (PLS 462/08) à proposta do Executivo que trata da mesma matéria e institui o Cadastro Nacional de Entidades de Utilidade Pública (PL 3021/08). O primeiro tramita no Senado, na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) e na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) - nesta última, será votado em decisão terminativa. O segundo encontra-se na Comissão de Educação e Cultura da Câmara.

O mais adequado é que o 462 seja apreciado, tenha aval desta Casa, possa ir para a Câmara e lá ser incorporado ao 3021, relatado pelo [deputado] Gastão Vieira. E que depois o 3021 venha para o Senado para ser apreciado. Vamos ter uma lei que ajude, que coíba o que não é certo, a falcatrua, mas que valorize e que prestigie quem faz um bom trabalho - defendeu Flávio Arns, relator do PLS 462/08 na CAS.

Em seu discurso, o senador ressaltou que o PLS 462/08 vai beneficiar milhares de entidades que atuam na área social, a exemplo de dois mil hospitais filantrópicos e mais de duas mil Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) em todo o país, e ainda as Pastorais da Criança e instituições que trabalham na área da assistência social e educação, entre outras.

De autoria do líder do governo, senador Romero Jucá (PMDB-RR), o PLS 462/08 foi apresentado como forma de contornar a devolução ao Executivo, pelo então presidente do Senado, Garibaldi Alves Filho, da Medida Provisória (MP) 446/08, que alterava as regras para a certificação de entidades beneficentes de assistência social. A decisão foi tomada em resposta à edição excessiva de MPs pelo Palácio do Planalto e à suspeita de que a proposta beneficiava entidades com irregularidades. A MP 446/08 foi rejeitada pela Câmara em fevereiro deste ano.
(Fonte: Da Redação/Agência Senado)




17/02/2009   Senado
Proposta em exame na CAS obriga hospitais a manter comissões de captação e doação de órgãos

Hospitais com mais de 80 leitos ou que disponham de unidades de emergência, bem como aqueles estabelecimentos equipados com unidades de tratamento intensivo devem manter grupo de profissionais com a finalidade de promover a captação e a doação de órgãos. Essa obrigação está prevista em projeto que tramita na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) e que teve sua votação adiada, no ano passado, a pedido do Ministério da Saúde, interessado em sugerir alterações ao texto.

Na prática, a intenção do autor do projeto (PLS 347/07), senador Osmar Dias (PDT-PR), é fixar em lei, garantindo caráter duradouro à medida, obrigatoriedade já estabelecida por meio de portaria do Ministério da Saúde. A Portaria 1.752, de 2005, determina a criação, em todos os hospitais públicos, privados e filantrópicos que tenham mais de 80 leitos, da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes.

Relator da matéria, o senador Inácio Arruda (PCdoB-CE) havia apresentado voto favorável à aprovação. Depois da manifestação do Ministério da Saúde, ele solicitou o relatório de volta, para analisar as sugestões encaminhadas pelo Executivo. Conforme a assessoria do senador, ideias que estão sendo colhidas junto a especialistas vão garantir novos aperfeiçoamentos ao texto. A previsão é a de que o relatório seja devolvido à CAS em março.

No texto original, a chamada Comissão de Captação e Doação de Órgãos deve ser composta por profissionais do quadro de cada instituição. Uma de suas funções é identificar, entre os pacientes internados, possíveis doadores de órgãos, tecidos ou partes do corpo para fins de transplante ou tratamento de pessoas necessitadas. A comissão fica encarregada de fazer contato com a família, com o objetivo de obter autorização para a doação.

Multas
A comissão também deverá manter meios de comunicação permanente com as centrais de notificação, captação e distribuição de órgãos do estado em que a unidade hospitalar funciona e com outros canais definidos pelas autoridades sanitárias. A legislação atual referente à remoção de órgãos para transplantes (Lei 9.434/97) prevê multas para hospitais que deixarem de notificar a disponibilidade de doações às atuais centrais de captação. Uma novidade é que Osmar Dias estende as multas ao hospital que, atendendo aos requisitos de porte e padrão, descumprir a obrigação de criar a comissão.

Na justificativa do projeto, Osmar Dias afirma que, depois de vários anos de incremento dos transplantes no país, houve recentemente uma queda da produtividade do programa mantido pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo o senador, entre as causas da redução, aponta-se a insuficiente organização dos hospitais onde se encontram os potenciais doadores. Isso contribuiria para a elevada recusa à doação, com consequente perda de órgãos.

No novo relatório, Inácio Arruda pretende introduzir mecanismos para aperfeiçoar a regulação de doações de órgãos entre pessoas vivas - como nas doações de rim e material de medula. O relator quer também sugerir modificação para permitir que hospitais de pequeno porte sejam incluídos na rede nacional de captação de órgãos e, desse modo, garantir número maior de transplantes no país.
(Gorette Brandão/Agência Senado)




16/02/2009   Ceará
Sesa reúne municípios para garantir atendimento no carnaval

Com a preocupação de garantir assistência à população no período de carnaval, especialmente nos municípios que recebem grande número de foliões, a Secretaria da Saúde do Estado reúne nesta segunda-feira, 16, às 9 horas, secretários municipais de saúde, diretores de hospitais e coordenadores da Regionais de Saúde. A reunião será no auditório Waldir Arcoverde, na Sesa, Avenida Almirante Barroso, 600, Praia de Iracema.

Essa não é a primeira vez este ano que a estrutura de saúde e o funcionamento dos hospitais no período de carnaval, de 20 a 24 de fevereiro, são discutidos na Sesa. No dia 23 de janeiro, as dificuldades de atendimento nos municípios e a transferência de pacientes para as emergências nos hospitais da Capital foram um dos principais temas da reunião da CIB-CE (Comissão Intergestores Bipartite). No último dia 5, o assunto foi pauta única de uma reunião de secretários de saúde de municípios da Região Metropolitana de Fortaleza e dos principais destinos carnavalescos do Estado com gestores da Sesa e do Instituto Dr. José Frota.

Para 31 hospitais-pólo que funcionam no Interior, com apoio do Governo do Estado, a recomendação da Sesa aos gestores será de garantir reforço nas equipes e nas condições de atendimento durante o carnaval. Nos hospitais-pólo, unidades da rede municipal e filantrópicos, o Governo do Estado investe todos os meses R$$3,5 milhões. Com recursos do Tesouro Estadual, está investindo R$3,1 milhões na compra de aparelhos de ultrassom e de raio-X para aumentar e melhorar a capacidade de atendimento dos hospitais-pólo. Cinco deles foram reformados e ampliados: Hospital Deoclécio Lima Verde, em Limoeiro do Norte; Hospital Santa Luiza de Marilac, em Aracati; Hospital Alberto Feitosa Lima, em Tauá; Hospital Regional Dr. Pontes Neto, em Quixeramobim; e, Hospital Santa Isabel, de Aracoiaba.
(Assessoria de Comunicação da Secretaria da Saúde do Estado - Selma Oliveira (soliveira@saude.cegov.br/31015220))




06/02/2009   Hospital Araújo Jorge
Hospital Araújo Jorge ganha certificado internacional

O Serviço de Ginecologia e Mama do Hospital Araújo Jorge, unidade operacional da Associação de Combate ao Câncer em Goiás (ACCG), acaba de receber um certificado internacional de qualidade, o "Certificado Eusoma". A certificação é iniciativa da Escola Européia de Oncologia e da Sociedade Européia de Especialistas em Câncer de Mama (Eusoma) que avaliam e selecionam as unidades de saúde em todo o mundo que se dedicam aos cuidados de prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer de mama.

A lista mundial dos hospitais referência em tratamento de câncer de mama acaba de ser publicada e incluiu, pela primeira vez, o Hospital Araújo Jorge. No grupo de representantes brasileiros também estão o Hospital do Câncer de Barretos (Barretos-SP), Hospital Nossa Senhora das Graças (Curitiba-PR) e Hospital Sírio-Libanês (São Paulo).

O certificado Eusoma foi criado para assegurar a qualidade dos serviços prestados na área de câncer de mama em toda a Europa e prevê em seu processo dois níveis de certificação. O certificado inicial é baseado na capacidade de atendimento da unidade escolhida de acordo com as recomendações de estrutura, equipe, multidisciplinariedade, protocolos de pesquisa e trabalho de prevenção. A certificação total só é garantida depois de um período de cinco anos da certificação inicial, dependendo do desenvolvimento dos indicadores que serão periodicamente fiscalizados pela auditoria da organização.
(Setor de Comunicação Integrada - Hospital Araújo Jorge)




30/01/2009   AVCC
AVCC espera proposta do Hospital do Câncer de Barretos para firmar parceira

Um encontro realizado na última segunda-feira (26) no Fórum de Fernandópolis discutiu a parceria entre a AVCC (Associação de Voluntários de Combate ao Câncer) de Fernandópolis e o Hospital de Câncer de Barretos.

Juntos, o Deputado Federal Julio Semeghini, um dos idealizadores do projeto, o prefeito de Fernandópolis Luiz Vilar e o diretor do Hospital de Barretos, Henrique Prata, trataram com a direção da AVCC como seria a união entre as duas instituições que trabalham no combate ao câncer. "A entidade de Fernandópolis precisa firmar parcerias para ampliar os seus atendimentos e torná-los ainda melhor e este é o momento certo, já que encontramos boa vontade de todos os lados e também do Governador José Serra, que nos apóia", ressaltou Semeghini.

Henrique Prata lembrou que o Hospital de Câncer de Barretos recebe diariamente uma "avalanche" de pacientes vindos de diferentes regiões e estados. Com as duas instituições trabalhando em conjunto este problema seria minimizado, já que pacientes de Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e também da região poderão ser tratados em Fernandópolis. "Tive a oportunidade visitar as instalações da AVCC e fiquei muito contente a confesso até surpreso pela ótima estrutura. Precisamos agora aperfeiçoar. Com uma extensão do hospital de Barretos aqui, certamente muitos pacientes não precisarão viajar tão longe para se tratarem", revelou.

O prefeito Luiz Vilar também se mostrou otimista e confessou que não medirá esforços para que este projeto seja concluído. "Mais uma vez estamos unidos em torno de um único objetivo, a hora é agora. Se for preciso vamos adquirir novas áreas para a ampliação do prédio da AVCC e disponibilizar toda a nossa equipe para trabalhar em prol deste convênio", destacou.

Para o presidente da entidade, Adenilson Fernandes e o Diretor Clínico, Sérgio Felix, a AVCC já é uma referencia regional e com este convênio oferecerá um atendimento ainda mais completo para seus pacientes.

Com o convênio a AVCC será habilitada a receber verba federal e estadual, além de recursos do SUS (Sistema Único de Saúde). Equipamentos e medicamentos também serão disponibilizados pelo hospital de Barretos. Atualmente a receita do ambulatório é proveniente principalmente de doações e eventos para arrecadarem fundos.

No encontro também estavam presentes vereadores, juizes e promotor, além de lideranças municipais.

Próximo Passo
Nos próximos dias a proposta será exposta ao Secretário de Saúde do Estado, Luiz Roberto Barradas e discutida entre os membros e voluntários da AVCC.

Deputados destinam R$ 50 milhões para o hospital de Barretos
Uma emenda de bancada de R$ 50 milhões para o hospital de Barretos foi incluída no orçamento de 2009 graças a uma indicação dos deputados federais Julio Semeghini, Vadão Gomes, Jorginho Maluly, Michel Temer e Clodovil Hernandez.

Metade da verba será destinada para custeio e o restante para investimentos em construções e aquisição de equipamentos para o Hospital de Barretos. "O hospital gostaria de enaltecer o apoio dos cinco deputados federais que dentre 70 deputados somente estes indicaram o projeto da Fundação Pio XII em um trabalho incansável dentro da bancada paulista", destacou a revista da Fundação Pio XII.
(Região Noroeste.com)




25/01/2009   LNRCC
Liga terá hospital de ponta

Referência na prevenção e no tratamento do câncer, a Liga Norte-riograndense Contra o Câncer completa 60 anos e pretende, em 2009, dar início ao mais ousado projeto de sua história: a construção do maior hospital de oncologia do Nordeste. A Liga já dispõe do terreno e o projeto está pronto. O que falta para iniciar as obras são R$ 50 milhões, que segundo o superintendente da Liga, oncologista Roberto Sales, serão garimpados nas três esferas públicas, municipal, estadual e federal.

O hospital (que ainda não tem nome, mas poderá se chamar Hospital de Oncologia de Natal) terá 250 leitos, 20 salas de cirurgia e 30 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Para se ter uma idéia da grandiosidade do projeto, o maior hospital do Rio Grande do Norte, o Complexo Hospitalar Walfredo Gurgel, possui 310 leitos, já somando os leitos do Pronto-Socorro Clóvis Sarinho.

O hospital da Liga funcionará em um prédio de sete andares, no terreno onde hoje funciona o Centro de Radiologia da instituição, no quarteirão entre a Avenida Interventor Mário Câmara e a Rua dos Caicós. A área de quatro hectares pertence a Liga há mais de trinta anos, sendo adquirida por iniciativa do Dr. Aluízio Bezerra, primeiro médico com especialização em oncologia a trabalhar no Rio Grande do Norte e a atuar na Liga. "A construção deste hospital não é um sonho apenas da direção da Liga. É a realização do sonho de milhares de norte-riograndenses, e que precisa de apoio para ser concretizado", explica Roberto Sales.

Doações alimentam o sonho da Liga
A Liga Norte-rio-grandense Contra o Câncer foi fundada no dia 17 de Julho de 1949, com auxílio do Serviço Nacional do Câncer. A Instituição filantrópica surgiu a partir da iniciativa de um grupo de profissionais da área da saúde (incluindo médicos, farmacêuticos, dentistas e assistente social), e funcionava como ‘‘Casa de Recolhimento’’, pois os pacientes eram deixados ali por seus familiares para morrer. "Nesta época não existia uma tratamento para o câncer. O diagnóstico da doença é uma sentença de morte. O que a Liga fazia era dar conforto a essas pessoas até o momento da morte", explica Roberto Sales.

A sua primeira sede foi instalada em um antigo hotel de passagem, na saída da capital, na avenida Dr. Mário Negócio. Em 1961, com a morte de Dr. Luiz Antônio, um dos fundadores da Liga, a casa de recolhimento passa a ter o seu nome.

A partir dos anos 60, os principais objetivos da Liga eram oferecer aos pacientes portadores da doença a prevenção, tratamento e a hospitalização. Nesta época, as possibilidades de cura eram bastante remotas, mas, a dedicação era a principal marca da Liga. Neste mesmo período já eram realizados trabalhos diferenciados pelos médicos, enfermeiros e voluntários, onde, mesmo não sendo especializados, tinham a difícil missão de minimizar os sintomas dos pacientes.

No ano de 1970 chega à Liga o primeiro médico no Rio Grande do Norte com especialização em Oncologia pelo Instituto Nacional do Câncer, Dr. Aluísio Bezerra. A partir daí, ocorrem diversas mudanças na Instituição com o trabalho a ser desenvolvido na Liga. Em 1979, ano em que Roberto Sales começou a atuar pela Liga, foi adquirida a primeira bomba de cobalto, usada no tratamento radioterápico, mas o primeiro acelerador linear chegou apenas em 1987, após uma campanha intensa, promovida por Dr. Aluísio juntamente ao empresariado potiguar e o governo do estado.

Com auxílio de verbas Federais, foi iniciada a obra do hospital do Câncer, em 1989, porém, poucos meses depois de iniciada, a obra foi parada, sendo retomada em 1999 com a ajuda do governo do estado e, em novembro de 2001, é inaugurado o Centro Avançado de Oncologia, o CECAN (Unidade II). A Instituição também contou com esses parceiros para equipar o novo centro ambulatorial. Com toda a estrutura de Diagnóstico por Imagem, Radioterapia e Medicina Nuclear, a Liga se firma como uma das melhores estruturas de combate ao câncer no Nordeste.

Mas, apenas dois meses após a inauguração do CECAN, a Liga recebeu em doação um dos maiores hospitais tradicionais da cidade, a Policlínica, fundada na década de 30. "Recebemos o hospital da Liga de Escoteiros do Alecrim, que passava por dificuldades e precisava passar o prédio para outra instituição filantrópica", ressalta Sales.

Após algumas reformas necessárias, em 19 de Abril de 2002, a Policlínica foi reinaugurada, passando a ser a Unidade III da Liga Norte-rio-grandense Contra o Câncer. No dia 28 de Julho de 2006 foi inaugurada uma nova sede, em Caicó, a Unidade de Oncologia do Seridó. "Hoje temos 180 pacientes que fazem quimioterapia em Caicó. Nos foi doado um hospital em Caicó onde funcionará em breve o Hospital Regional de Oncologia. Além dos serviços que já oferecemos na região, vamos implantar nesta unidade, pequenas cirurgias e, futuramente, a radioterapia. Isso não depende só da vontade da Liga. Depende também de vontade política", completa Roberto Sales.

Unidade não banca todos os custos
Mesmo sendo referência na Região Nordeste na prevenção e no tratamento do câncer e possuindo um dos melhores centros de Radioterapia do país, a Liga Norte-riograndense ainda não consegue arcar com todos os custos para sua atividade. A Liga prestou mais de 430 mil atendimentos no ano de 2008, sendo 72% a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). "Os números são grandiosos, mas os problemas também. O que arrecadamos quase não dá para o custeio da instituição", afirma Dr. Sales.

A Liga iniciou o ano em que comemora o sexagenário com uma dívida de mais de R$ 1 milhão. "Estamos trabalhando sempre no vermelho. A tabela dos procedimentos do SUS não é corrigida desde 1998 e ela corresponde a 72% de nossos procedimentos, mas paga 51% de nossos custos. Essa diferença nós conseguimos pagar, em parte, com os convênios particulares e as doações da população, que são fundamentais para nosso funcionamento com qualidade". Como a correção da tabela do SUS é algo que parece fora da realidade a curto prazo, a Liga lançou nesta semana em que abriu as comemorações pelos 60 anos da instituição, uma campanha para incrementar as doações por parte da população, que hoje correspondem a quase 5% de tudo que a Liga arrecada.

A campanha "Nós Fazemos. E você?" nasceu de um objetivo simples: fazer com que a sociedade se junte à Liga na luta contra o câncer. Através de um site na internet (www.nosfazemosevoce.com.br) o cidadão pode conhecer a história e o trabalho que a Liga desenvolve no estado e ainda fazer uma doação. "Há quatro formas de fazer a doação, tanto pelo site como pelo telefone 4009-5578. Pode ser pelo boleto bancário, cartão de crédito, desconto em conta de energia e coleta na casa da pessoa que está doando", explica Roberto Sales.

Hoje, ainda segundo o diretor da Liga, cerca de 30 mil pessoas doam através da conta de energia. "Sabemos que existe mais de um milhão e quatrocentas mil contas de energia no estado. Se conseguíssemos que pelo menos 50% desse total doasse apenas R$ 1,00, teríamos aí cerca de R$ 700 mil", acrescenta.
(Fonte: Liga Norte-riograndense Contra o Câncer - Bruno Vasconcelos da Equipe de O Poti - Diário de Natal)




13/01/2009   Ophyr Loyola
Hospital Israelita Albert Einstein capacita médicos do Pará a realização de transplantes de fígado

Na próxima quarta-feira, dia 14 de janeiro, o Hospital Israelita Albert Einstein assina um convênio com o Governo do Estado do Pará para capacitação de profissionais do Hospital Ophir Loyola para a realização de transplantes de fígado.

A solenidade contará com a presença da Governadora do Estado, Ana Júlia Carepa, a Secretária de Saúde, Laura Nazareth de Azevedo Rossetti, o presidente do Hospital Ophir Loyola, Dr. João de Deus da Silva, o Coordenador da equipe de Transplantes do Hospital Ophir Loyola, Paulo Soares, além do presidente do Hospital Israelita Albert Einstein, Claudio Luiz Lottenberg, e o Gerente do Programa de Transplantes do Hospital Israelita Albert Einstein, Ben-Hur Ferraz Neto.

Médicos do Einstein treinarão uma equipe de quinze profissionais do Hospital Ophir Loyola por meio de aulas teóricas e práticas, videoconferências e programa de estágio com o objetivo de implantar um Programa de Transplantes de Fígado no hospital do Pará.

Vinculado a Universidade do Estado do Pará, o Hospital Ophir Loyola já realiza transplantes de coração, córneas e rim, e é o único centro médico na região norte reconhecido pelo Ministério da Saúde que faz a captação de fígado. Já foram captados mais de 30 órgãos, encaminhados para o Sistema Nacional de Transplante e distribuídos para cidades como São Paulo, Recife, Fortaleza, Rio de Janeiro, Joinville e São José do Rio Preto.

A parceria é uma iniciativa do Instituto Israelita de Responsabilidade Social Albert Einstein, que tem como um dos seus objetivos complementar os serviços oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em todo o País. O treinamento e capacitação dos profissionais do Hospital Ophir Loyola serão feitos sem nenhum ônus para a instituição, e a conseqüente implantação do Serviço de Transplante de Fígado no Estado do Pará irá impactar de forma positiva no número de transplantes que poderão ser realizados. "É extremamente importante que centros médicos fora de São Paulo aumentem o volume de procedimentos realizados, visto que a lista de espera por um transplante de fígado em todo o País já ultrapassa a marca de 6 mil pessoas", explica Ben-Hur Ferraz Neto, Gerente do Programa de Transplantes do Hospital Israelita Albert Einstein.

Para Paulo Soares, coordenador da equipe de Transplantes do Hospital Ophir Loyola, "a parceria com um centro de excelência como o Einstein e a adoção dos mesmos protocolos vai possibilitar que a região norte do País tenha um centro de referência em transplantes. Só no Pará são 140 novos pacientes por ano com indicação de transplante de fígado, e com essa parceria estaremos contribuindo não só para a população do Estado mas também para todos os beneficiados pelo Sistema Nacional de Transplantes".

Programa Einstein de Transplantes
Desde 2002, o Hospital Israelita Albert Einstein realiza transplantes por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), tendo realizado mais de 1300 procedimentos até 2008, tornando-se o maior centro transplantador de fígado da América Latina. A taxa de sobrevivência registrada pelo Hospital nos transplantes realizados nos últimos anos foi superior a 85%, assemelhando-se aos melhores resultados dos Estados Unidos e Europa. Além disso, a instituição é a única no Brasil a possuir um programa de "diálise de fígado", a mais avançada tecnologia para tratamento da hepatite fulminante. O recurso, chamado MARS (Molecular Adsorbent Recirculating System), também disponível pelo SUS, permite manter o paciente em um quadro de estabilidade temporária até a realização do transplante, realizando limpeza das toxinas do sangue que se acumulam pela alteração no funcionamento do fígado.

O Einstein desenvolve ainda inúmeras iniciativas de capacitação e treinamento para equipes e instituições que trabalham com transplantes sem nenhum ônus. Uma delas é o curso de especialização em "Capacitação, Doação e Transplantes de Órgãos e Tecidos", com 23 bolsas para profissionais de hospitais públicos e filantrópicos de todo o Brasil, viabilizadas por meio do Instituto Israelita de Responsabilidade Social Albert Einstein.
(Caroline Justo para SEGS.com.br)




09/01/2009   repasses
Assinatura para a liberação da verba foi realizada ontem em Rio Preto

Os hospitais da Fundação Padre Albino - Hospital Emílio Carlos e Padre Albino - receberão anualmente R$ 1.428 milhão no Projeto Pró-Santas Casas do Governo Estadual. A assinatura para a liberação do convênio foi realizada ontem em São José do Rio Preto, com a presença do governador interino, o deputado Vaz de Lima. Para a região de Rio Preto serão liberados anualmente R$ 21 milhões.

>De acordo com a assessoria do Estado de São Paulo, com os repasses fixos mensais, a Secretaria Estadual de Saúde garante o atendimento gratuito para a população usuária do Sistema Único de Saúde na região, ao mesmo tempo em que auxilia os hospitais a manter o necessário equilíbrio financeiro. Os recursos serão usados para o custeio das unidades. "Os hospitais filantrópicos respondem por quase 60% das internações realizadas pelo SUS no Estado de São Paulo, e por isso são importantes parceiros do governo paulista. Com este auxílio queremos garantir a prestação de serviços de qualidade à população de Rio Preto", afirma o secretário de Estado da Saúde, Luiz Roberto Barradas Barata. Para o hospital Padre Albino o valor anual é de R$ 840 mil e para o Emílio Carlos é de R$588 mil.

Fundação
Sinval Banhos, um dos diretores da Fundação Padre Albino, afirmou em entrevista para a rádio Bandeirantes AM, o Projeto Pró-Santas Casas funcionam da seguinte maneira. O prefeito da cidade encaminha um projeto ao Legislativo para pagar 30% do convênio feito com o Estado. A Lei é a aprovada e o convênio é assinado. "Na região são 18 municípios. O Hospital Padre Albino será contemplado mensalmente com R$ 100 mil por mês e Emílio Carlos com R$ 70 mil, ou seja, somente para Catanduva seria, ao todo, R$ 41.329, sendo 28.330 do Estado e a Prefeitura repassa o restante", afirmou.

Porém das 18 cidades, somente oito elaboraram os projetos de lei e estão aptas a participarem do Pró-Santas Casas. Catanduva, Itajobi, Novo Horizonte, Marapoama, Paraíso, Fernando Prestes, Urupês e Santa Adélia. As demais cidades, Ariranha, Catiguá, Elisiário, Irapuã, Novais, Palmares Paulista, Pindorama, Pirangi, Sales e Tabapuã ainda não elaboraram o projeto e fizeram a Lei. "O que pode acontecer com isso: a preocupação é de que o convênio seja cancelado porque a contrapartida das Prefeituras não estão sendo pagas", informou Banhos.

O Projeto foi prorrogado até junho, portanto, os prefeitos ainda podem encaminhar o projeto de lei para o legislativo e participar do Pró-Santas Casas. "O objetivo do projeto estadual é acelerar a demanda suprimida na região dos 18 municípios", explicou. Sinval Banhos disse ainda que um exemplo das cidades que ainda não tornaram lei a contrapartida da Prefeitura é Tabapuã e, o Executivo teria de arcar com R$ 1.143. A verba destinada para Tabapuã, por exemplo é de R$ 3.813. O Estado liberaria os 70% e a cidade R$ 1.143”, exemplificou. Com esse dinheiro, seriam feitos os atendimentos eletivos. "A eletiva flui com o programa e facilita até a distribuição dos clientes, mas para isso precisa da conscientização de todos os prefeitos", concluiu.
(Karla Konda para O Regional de Rio Preto)




04/01/2009   paradigmas
Na área de saúde, é preciso quebrar paradigmas

Para o oncologista e ex-secretário estadual de Saúde Ricardo Curioso, a prefeita e o titular da pasta na administração que começa hoje terão de "quebrar paradigmas e enfrentar conflitos" se quiserem fazer uma gestão eficiente. O médico acha que o modelo vigente não estimula o trabalho dos profissionais de saúde e prejudica os usuários.

Para Curioso, o papel dos sistemas municipais de saúde deveria ser mais amplo que o exercido atualmente. "Toda a saúde deveria ser municipalizada gradativamente. O município é onde o gestor público está mais próximo do cidadão", opina. Curioso pondera que antes que essa mudança seja processada, os municípios precisarão resolver deficiências de atendimento básico, sua atribuição no serviço público. "O problema é que os municípios não conseguem dar conta de áreas como prevenção de hipertensão e diabetes, exames pré-natal e puericultaura. Como é que receberão a responsabilidade de desempenhar funções de alta complexidade?", questiona.

O oncologista também acredita que o sistema de remuneração dos profissionais precisa de mudanças. Ele defende que os médicos sejam pagos por produtividade e não somente com salários fixos, como acontece hoje. "Hoje se pagam salários irrisórios aos médicos da rede municipal. Mas se esses salários fossem aumentados em dez vezes, ainda assim o serviço não seria bem feito. Ora, se o profissional sabe que vai ganhar a mesma quantia atendendo um ou 200 pacientes, ele não fica estimulado a trabalhar mais", opina.

Para o médico, o Programa de Saúde da Família vem sendo afetado por essa política. "Não temos nenhum mecanismo de avalição do desempenho do profissional do PSF", lamenta.

Curioso também defende o estabelecimento de parcerias público-privadas. "O município de Natal deve contratar hospitais filantrópicos e pagar pela consulta, como já acontece em Mossoró, por exemplo", afirma.

Outra questão que precisa ser repensada, na opinião dele, é a relação entre o poder público e os laboratórios farmacêuticos. "O poder público como um todo, incluindo-se aí a prefeitura, compra os remédios muito caro. Os gestores que estão assumindo a saúde municipal têm de estar dispostos a bater de frente com esses interesses comerciais", acrescenta.
(Diário de Natal)