27/08/2008 Alagoas Dia Nacional de Combate ao Fumo é marcado por atividades em instituições de saúde |
Aplicação de enquete, distribuição de material informativo e exibição de vídeos são algumas das atividades que serão promovidas pela Secretaria de Estado da Saúde em alusão ao Dia Nacional de Combate ao Fumo (29 de agosto), que este ano tem como tema nacional "Ambientes 100% Livre do Fumo: um direito de todos". Em Alagoas, a promoção da campanha terá como enfoque o “Ambiente de Saúde Livre do Fumo: direito de todos”, com o objetivo de informar e requerer apoio das unidades estaduais e municipais, gestoras e prestadoras de atenção, prevenção e promoção da saúde para tornar estes ambientes livres do fumo. Segundo Vetrúcia Teixeira, coordenadora estadual do Programa de Controle do Tabagismo, este momento significa o início de ações estratégicas a serem desenvolvidas visando tornar os ambientes de uso coletivo no Estado 100% livres do fumo como um direito de todos que desejam respirar à vontade. "Optamos por essa abordagem a partir da reflexão sobre a situação dos trabalhadores de saúde expostos constantemente em seus locais de trabalho à Poluição Tabagística Ambiental (PTA), devido ao consumo de cigarro por parcela destes trabalhadores", explicou. A coordenadora salientou que o engajamento das secretarias estadual e municipais de saúde nesse processo é condição primordial para uma ação mais ampla que deverá ser posteriormente direcionada a ambientes públicos fechados livres do tabaco, como por exemplo, bares, restaurantes, hotéis e pousadas. A proposta é promover o conhecimento dos malefícios da fumaça ambiental do tabaco e da existência da Lei Federal nº 9294/96, que proíbe o fumo em ambientes coletivos fechados. Programação Ainda na quinta, às 11h30, no auditório da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), será realizada uma palestra sobre o "Tabagismo como fator de risco para as Doenças do Aparelho Circulatório". A apresentação faz parte da Oficina de Avaliação do Hiperdia, evento que vai reunir técnicos da Atenção Básica dos 102 municípios para discutir a atenção à saúde dos hipertensos e diabéticos. A palestra volta a acontecer no dia 29, no mesmo local e horário. Na sexta (29), as atividades educativas irão se concentrar, durante todo o dia, no prédio sede da Sesau (Av. da Paz, Jaraguá) e na Unidade de Emergência Armando Lages. As ações contam com diversas instituições parceiras, entre elas, o Itec, Rede Feminina de Combate ao Câncer, Cefet, Lions Clube, Apala, Adefal e Sesc. Risco - Câncer de pulmão, bronquite, enfisema, angina, infarto do miocárdio, doenças vasculares, impotência sexual no homem, aneurisma arterial e infecções respiratórias são apenas algumas das mais de 50 doenças relacionadas ao consumo do tabaco, que responde por 200 mil mortes anuais no País.O impacto social decorrente do consumo do tabaco pode ser mensurado nos investimentos do Sistema Único de Saúde (SUS): segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), cerca de 8% dos gastos com internação e quimioterapia são atribuídos a doenças relacionadas ao consumo do fumo. Em Alagoas, de 2005 a 2007, foram gastos mais R$ 3 bilhões em procedimentos de alta complexidade com neoplasias e doenças dos aparelhos circulatório e respiratório, com pacientes na faixa etária de 40 a 69 anos. O tabagismo é a principal causa de morte evitável em todo o mundo e em 1993 a Organização Mundial de Saúde (OMS) o considerou oficialmente como uma doença, tendo sido incluso no grupo dos transtornos mentais e de comportamento decorrentes do uso de substâncias psicoativas, na 10ª Revisão da Classificação Internacional de Doenças (CID–10). Em muitos países a idade média da iniciação do consumo situa-se abaixo dos 15 anos, por esse motivo o tabagismo também é considerado uma doença pediátrica. |
26/08/2008 Mato Grosso Hospital do Câncer e Sincofarma formalizam parceria |
Com objetivo de apoiar o projeto “Porquinho Solidário” do Hospital do Câncer, o Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos do Estado de Mato Grosso (Sincofarma-MT) oferecerá às farmácias e drogarias associadas, cofres numerados, com lacre. O objetivo do projeto é fazer com que os funcionários incentivem voluntariamente os consumidores a doarem seus respectivos trocos. Com a ação, o hospital pretende manter custos de manutenção e assim, manter viva a esperança de uma vida melhor para pacientes em fase de diagnóstico e prevenção do câncer. Serão incentivados a apoiar o projeto, mais de 1,2 mil associados do Sincofarma-MT. O Hospital entrará em contato com as farmácias e drogarias interessadas para formalizar o cadastramento e contrato. Na adesão, os proprietários serão orientados a manter o cofre próximo aos caixas e assim que estiver cheio, o hospital se responsabiliza por buscar e efetuar a troca. Vale frisar que todas as informações da renda arrecadada estarão disponíveis no site: www.hcancer.com.br. A responsável pelos Projetos do Hospital do Câncer, Silvia Negri, disse que as doações têm uma importância vital para manter a instituição funcionando. "O Sincofarma aderiu à campanha, que só foi possível com a parceria da Associação dos Criadores de Suínos, que confeccionou os cofres". Ela ressaltou que o bom andamento do projeto só será possível com a ajuda dos empresários. Para o presidente do Sincofarma-MT, Ricardo Cristaldo, o sucesso da ação só dependerá da boa vontade dos empresários do segmento, que ao empenhar-se passarão a ser agentes cooperadores para o crescimento do índice da cura da doença no país. "Com a arrecadação, as farmácias e drogarias ajudarão a viabilizar a implantação de unidades de internação, ambulatórios e salas de quimioterapia, casas de apoio e unidades de transplante de medula óssea". |
22/08/2008 São Paulo Estado oferece gestão hospitalar ao pessoal de santas casas |
O governo paulista oferece curso de pós-graduação gratuito destinado aos funcionários com nível superior que atuam em Santas Casas e hospitais filantrópicos do Estado. O Curso de Especialização em Administração Hospitalar é fruto de parceria com a Federação das Santas Casas e Hospitais Beneficentes do Estado de São Paulo (Fehosp) e a Fundação Arnaldo Vieira de Carvalho, mantenedora da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de Misericórdia. Com 18 meses de duração, o curso beneficiará 167 profissionais que trabalham nas Santas Casas. As primeiras aulas ocorreram nos dias 15 e 16, em São Paulo e Ribeirão Preto. Hoje e amanhã (23), serão iniciadas as turmas dos outros dois municípios que abrigarão a especialização: Campinas e Marília. O projeto inicial previa 120 vagas, mas a procura superou as expectativas. Videoconferência Os custos do aprendizado ficarão por conta da Secretaria de Estado da Saúde, que supervisionará o conteúdo programático e o cumprimento da jornada de 360 horas pelos alunos. O investimento, de R$ 1 milhão, abrange também a transmissão de aulas por videoconferência para médicos, enfermeiros, fonoaudiólogos e funcionários administrativos em nove hospitais beneficentes do Estado e na própria Fehosp. As Santas Casas e entidades filantrópicas respondem por quase 60% das internações realizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em São Paulo. |
22/08/2008 Bahia Clínicas oncológicas sem estrutura hospitalar serão desligadas do SUS |
Pacientes que fazem tratamento contra o câncer em clínicas e pequenos hospitais estão preocupados com o prazo para que o atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) seja feito unicamente em hospitais com centros de tratamento de alta complexidade. De acordo com a Portaria 741 de 2005 do Ministério da Saúde, até fevereiro de 2009, as clínicas oncológicas sem estrutura hospitalar devem ser descredenciadas do SUS em todo o estado. Somente em Salvador, as clínicas respondem pelo tratamento de 31% dos pacientes com câncer, e a rede hospitalar não teria capacidade para atender a nova demanda. “Hoje existe um grave problema na rede oncológica da Bahia”, afirma o diretor técnico do Hospital Aristides Maltez (HAM), Humberto Souza. O HAM é o único hospital no estado inteiramente voltado para o tratamento de câncer, e atende 100% dos pacientes pelo SUS. Souza afirma que atualmente não há capacidade para receber mais pessoas. Ele diz que a falta de vagas é causada principalmente pela demanda das cidades do interior do estado, que, na sua maioria, não possuem centros de oncologia. Dos 1.200 atendimentos feitos todo mês no HAM, 63% são de pacientes de fora de Salvador. Humberto Souza se diz favorável à medida do Ministério da Saúde. "Não tenha dúvida de que é um benefício para os pacientes poder estar num ambiente hospitalar", garante o diretor do HAM. Ele conta que são freqüentes os casos em que pacientes passam mal devido à quimioterapia ou radioterapia e precisam de internamento. Como nas clínicas geralmente não há acesso a serviços hospitalares, os pacientes acabam sendo encaminhados para pronto-socorros onde os médicos desconhecem o histórico clínico deles, o que torna mais difícil o atendimento. "Essa transição tem que ocorrer com muito cuidado", comenta Souza. Ele não acredita que a proximidade do prazo vá deixar ninguém sem atendimento. O prazo dado pelo Ministério da Saúde vem sendo prorrogado por três anos, e Souza diz acreditar na sensibilidade dos gestores públicos. "O ministério vem sendo condescendente com a Bahia há muitos anos, e acho sinceramente que o prazo deve ser prorrogado mais uma vez". O caso baiano chama a atenção. Das 52 clínicas de atendimento oncológico isolado do Brasil, ou seja, sem estrutura hospitalar, 11 estão na Bahia. Associação está preocupada O coordenador da Câmara Técnica Estadual de Oncologia, órgão ligado à Secretaria de Saúde (Sesab), Sandro Martins, garante que os pacientes não vão ficar desamparados. "Não existe a possibilidade de se gerar desassistência. A Sesab tem sensibilidade para o problema e não teria a menor chance de permitir alguma solução de continuidade no atendimento", afirma Martins. Para contornar a superlotação da rede de hospitais credenciados no estado, Martins aponta para iniciativas da Secretaria de Saúde de ampliar a rede hospitalar. O setor de quimioterapia do Hospital Aristides Maltez, entidade filantrópica, deve passar por uma ampliação para aumentar a capacidade de 1.200 para dois mil atendimentos por mês. Também o Hospital Roberto Santos, estadual, receberá um centro oncológico para atendimento ambulatorial de quimioterapia com capacidade para cerca de mil atendimentos por mês. Segundo Martins, os recursos já estão disponíveis. Peregrinação por atendimento "No SUS, se a pessoa estiver morrendo, morre", reclama Márcia, hoje em dia vivendo com o auxílio-doença do INSS. Foi uma auxiliar de enfermagem amiga dela quem a recomendou procurar uma das clínicas particulares credenciadas ao SUS. Desde então Márcia se diz satisfeita com o tratamento, e preocupada com a possibilidade de ter que voltar a recorrer aos hospitais. "Se isso acontecer realmente vai prejudicar muita gente", imagina. O diretor técnico do HAM, Humberto Souza, reconhece a situação na unidade. "A quimioterapia e radioterapia estão superlotadas". Segundo o diretor do HAM, a espera para consultas pode demorar de 30 a 45 dias. No entanto, Souza afirma que em algumas especialidade a espera é quase nenhuma e os atendimentos às vezes são feitos no mesmo dia. Ele destaca ainda que a marcação de cirurgias no hospital também é rápida. |
20/08/2008 Amaral Carvalho Primeira Reunião - Departamento de Comunicação e Marketing |
O Departamento de Comunicação e Marketing da FAC, coordenado pelo Sr. João Fernando Tobgyal, apresenta dia 20/08/2008, em dois horários a escolher (9h30 ou às 14h30), as atividades do departamento. O foco dessa conversa é o Boletim interno - Dr. Amaral Carvalho Informa. Esse boletim é mensal e informa os colaboradores sobre assuntos inerentes a todas as instituições da FAC. Participam desse encontro todos os chefes, coordenadores, supervisores e encarregados dos departamentos e setores. O objetivo é possibilitar uma maior interação e participação de todos os colaboradores no boletim interno e no portal da Fundação. |
19/08/2008 Bahia Política pública para oncologia é apresentada na ABM |
O coordenador da Câmara Técnica Estadual de Oncologia, Sandro Martins, apresentará, nessa quarta-feira (20) a política estadual de atenção oncológica. A medida está sendo implementada pela Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), em consonância com as diretrizes do Ministério da Saúde e Instituto Nacional do Câncer (Inca). A apresentação acontece às 19h30, na sede da Associação Bahiana de Medicina, no bairro de Ondina. Segundo Martins, a proposta do Ministério da Saúde/Inca leva em conta que os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) portadores de câncer devem receber todos os cuidados necessários - cirurgia, quimioterapia, radioterapia, emergência, internações e cuidados paliativos, entre outros - no mesmo estabelecimento de saúde. Na ocasião, o oncologista prestará esclarecimentos sobre as estratégias futuras para tratamento desses pacientes pelo SUS na Bahia. Ainda de acordo com o coordenador, o SUS é o maior provedor de assistência médica especializada em quimioterapia, radioterapia e cirurgia oncológica em todo o país e também no estado. O acesso aos serviços atualmente se dá em estabelecimentos de saúde contratados pelas secretarias municipais de Saúde, após habilitação pelo Ministério da Saúde. "No Brasil, há 52 estabelecimentos de saúde, particulares em sua maioria, que possuem quimioterapia para usuários do SUS com câncer.", relatou. Na Bahia, onze instituições disponibilizam quimioterapia pelo SUS, sendo seis em Salvador, três em Feira de Santana, e duas em Vitória da Conquista. Segundo dados da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de Salvador, em dezembro do ano passado havia 1.253 usuários do SUS em tratamento somente em clínicas privadas em Salvador. |
18/08/2008 inca Novo exame poderá melhorar diagnósticos de câncer no Inca |
O Instituto Nacional do Câncer (Inca) inaugurou hoje (18), no Rio de Janeiro, o Setor de Ecoendoscopia, para a realização de exames que combinam a endoscopia e o ultra-som. Esse tipo de exame serve para melhorar a qualidade dos diagnósticos de tumores e outras doenças no esôfago, estômago, e pâncreas, entre outros órgãos. Também pode detectar precocemente casos de câncer, o que facilita o tratamento e aumenta as chances de cura do paciente. Segundo o diretor do Inca, Luiz Antonio Santini, os casos mais graves de câncer podem ser tratados de forma menos agressiva a partir do diagnóstico feito por esse exame. "Com essa tecnologia, alguns procedimentos que exigiriam uma cirurgia maior podem ser resolvidos com cirurgias menos invasivas, fato que contribui para a melhoria da qualidade de vida de muitos pacientes." De acordo com Santini, para fazer o exame os pacientes devem ter indicação médica. O novo setor funcionará no prédio do Inca, localizado na Praça da Cruz Vermelha, no centro do Rio. |
15/08/2008 Mamamóvel estará na Vila Virgínia neste sábado |
Neste sábado (16/08) o Mamamóvel, do Hospital do Câncer de Ribeirão Preto, estará no SESI-345, localizado na rua João Guião, 1245, na Vila Virgínia, das 8h às 16h30. A expectativa é atender mais de 50 mulheres neste dia para exames de detecção precoce do câncer de mama. Os casos suspeitos serão encaminhados para exames mais detalhados. Os atendimentos serão realizados pela equipe do projeto que é composta pela médica mastologista Viviane Fernandes Schiavon, estudantes de medicina e a técnica de enfermagem Amanda do Valle. A Fundação SOBECCan Na SOBECCan os pacientes são acolhidos por uma equipe multidisciplinar que engloba as áreas de oncologia clínica, oncologia pediátrica, hematologia, mastologia, cirurgia, dermatologia, clínica de dor, laboratório de anatomia patológica e farmácia, além de profissionais especializados em fisioterapia e psicologia. A Fundação tem como principais objetivos promover a prevenção, o diagnóstico e o tratamento do câncer, além de incentivar e colaborar com instituições públicas e privadas, com institutos educacionais e universidades, em programas de pesquisa ou ensino nos diversos setores da oncologia. A SOBECCan também promove cursos, simpósios, seminários, conferências e estudos visando o ensino e a difusão dos conhecimentos pertinentes à oncologia, institui bolsas de estudo, estágios e proporciona auxílio e assistência para realização de atividades concernentes à pesquisa e desenvolvimento da oncologia. |
14/08/2008 curso Governo cria pós-graduação grátis em gestão hospitalar |
O governo paulista irá oferecer, a partir deste mês, um curso de pós-graduação gratuito voltado exclusivamente aos funcionários com nível superior que atuam em santas casas e hospitais filantrópicos do Estado de São Paulo. O Curso de Especialização em Administração Hospitalar é fruto de uma parceria com a Federação das Santas Casas e Hospitais Beneficentes do Estado de São Paulo (Fehosp) e a Fundação Arnaldo Vieira de Carvalho, mantenedora da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de Misericórdia. Com 18 meses de duração, o curso é direcionado 167 profissionais de nível superior que trabalham nas santas casas. As primeiras aulas acontecem nesta sexta-feira e sábado nas cidades de São Paulo e Ribeirão Preto. Nos dias 22 e 23 de agosto serão iniciadas as turmas dos outros dois municípios que abrigarão a especialização: Campinas e Marília. O projeto inicial previa 120 vagas, mas a procura superou as expectativas. O objetivo da especialização é capacitar os profissionais dos hospitais filantrópicos no gerenciamento de serviços de saúde, marketing, informação, recursos humanos, serviços operacionais e de apoio, atendimento direto ao paciente, suprimentos, custos, legislação, além de gestão financeira e orçamentária. Serão 15 módulos focados em gestão hospitalar, além de metodologia científica, seminários e orientação para monografia. Os custos do novo curso ficarão por conta da Secretaria de Estado da Saúde, que irá supervisionar o conteúdo programático e o cumprimento da carga horária de 360 horas pelos alunos. O investimento, de R$ 1 milhão, também inclui a transmissão de aulas por videconferência para médicos, enfermeiros, fonoaudiólogos e funcionários administrativos em nove hospitais beneficentes do Estado e na própria Fehosp. |
11/08/2008 diagnóstico Inca quer incentivar diagnóstico precoce de câncer infantil |
No País, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), deverão ser registrados em 2008 cerca de 9.890 novos casos da doença. Para que profissionais peçam exames para investigar a possibilidade da doença, o Inca lançou um projeto que vai fazer o levantamento do câncer pediátrico no País. "O câncer em crianças e adolescentes, geralmente, apresenta sintomas similares à doenças comuns, dificultando muito o diagnóstico precoce. E, quando esse diagnóstico ocorre no início, as chances de cura são de 70%. Por isso, é preciso a sensibilidade do profissional para que se pense na possibilidade da doença, peça o exame e realize um acompanhamento", diz a pediatra Tereza Costa, coordenadora do Fórum Integral da Criança e Adolescente com Câncer. O projeto do Inca, em parceria como Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica (Sobope), Instituto Ronald McDonald e o Instituto Desiderata, pretende reduzir o tempo entre o início dos sintomas da doença e o diagnóstico, para agilizar o tratamento. "Assim, é possível se reduzir a taxa de mortalidade de crianças e adolescentes pela doença", completa Tereza. Em 2007, o Sistema Único de Saúde (SUS) registrou 52.392 internações por câncer em pacientes entre 5 a 19 anos. Hoje 80% das crianças com câncer vivem em países subdesenvolvidos. A desinformação e a dificuldade de acesso ao sistema de saúde são apontados como obstáculos para diagnóstico precoce e tratamento dos pacientes. Tumores O câncer infanto-juvenil tem pouca possibilidade de prevenção, representando entre 0,5% e 3% de todas as neoplasias na maioria das populações. "Os tumores pediátricos apresentam menores períodos de latência, crescem rapidamente e são mais invasivos. Porém respondem melhor ao tratamento e são considerados de bom prognóstico", explica Tereza. Em geral, a incidência total de tumores malignos na infância é maior no sexo masculino. Dos cânceres infantis, a leucemia é o tipo mais freqüente. Entre elas, a Leucemia Linfóide Aguda (LLA) é de maior ocorrência em crianças na maioria das populações. Em relação aos linfomas, o mais incidente na infância é o Linfoma não-Hodgkin. Os tumores de sistema nervoso, que predominam no sexo masculino, ocorrem principalmente em crianças menores de 15 anos, com um pico na idade de 10 anos, e representam cerca de 20% dos tumores infantis. Os tumores ósseos têm sua maior ocorrência nos adolescentes. O retinoblastoma (que se localiza nos olhos) é responsável por cerca de 2% dos tumores infantis. |
11/08/2008 cas CAS examina criação do Serviço Nacional de Aprendizagem da Saúde |
A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) examinará, em reunião marcada para as 11h desta quarta-feira (13), projeto de lei que cria o Serviço Social da Saúde (Sess) e o Serviço Nacional de Aprendizagem da Saúde (Senass). De acordo com a proposta, ao SESS compete executar programas de promoção social e humana dos trabalhadores em estabelecimentos de serviços de saúde. Já ao Senass cabe organizar, manter e administrar escolas de aprendizagem e centros de treinamento para tais profissionais. O projeto (PLS 131/01), que será votado em decisão terminativa, é de autoria do ex-senador Geraldo Althoff, que é médico, e já foi aprovado na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). O relator da matéria na CAS, senador Sérgio Guerra (PSDB-PE), argumenta em seu parecer favorável que, durante os anos em que o setor de prestação de serviços aos trabalhadores da área de Saúde permaneceu vinculado ao Serviço Social do Comércio (Sesc) e ao Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) acumulou problemas graves nas atividades de assistência social e de capacitação profissional de seus trabalhadores, porque tais questões nunca fizeram parte das prioridades dessas instituições. O senador lembrou ainda que as características diferenciadas do setor de Saúde, no que diz respeito ao sistema de representação corporativa, foram reconhecidas, por ocasião da criação da Confederação Nacional da Saúde (CNS) e da Confederação dos Trabalhadores em Saúde (CNTS). Para o relator, não se trata, pois, de reivindicação isolada, mas de anseio histórico de profissionais liberais especializados e de milhões de trabalhadores ansiosos por melhor qualificação e mais assistência de seus órgãos representativos, explicou. Sérgio Guerra ressaltou, ainda, que a proposta não gerará novos encargos, seja para os setores privado e público, seja para os estabelecimentos vinculados ao setor de Saúde. Para o relator, a criação dessas novas instituições é uma medida que irá redirecionar os recursos, hoje canalizados para o setor do comércio (através do Sesc/Senac), para entidades específicas do setor de Saúde, a fim de que sejam aplicados na assistência e na qualificação específicas dos trabalhadores de saúde. Recém-nascidos Depois de votado na CAS, o relatório será submetido à Mesa do Senado para que suas sugestões possam ser adotadas. Na avaliação do relator, houve omissão das autoridades estaduais responsáveis pela Santa Casa que, mesmo alertados por profissionais do quadro, não tomaram providências em tempo hábil para prevenir os óbitos. Papaléo lembra ainda que há superpopulação de mães e bebês naquele hospital e, com isso, não está havendo atendimento materno-infantil adequado, apesar de o serviço materno-infantil da Santa Casa ser considerado padrão na região. No relatório, entre outras sugestões, Papaléo propõe a realização de uma Conferência Extraordinária de Saúde no início de 2009 para debater a situação materno-infantil no Pará, bem como a reformulação do Conselho Estadual de Saúde, a fim de que haja mais controle sobre as políticas de saúde. |
11/08/2008 música Programa música nos hospitais estréia temporada 2008 no novo Instituto do Câncer de São Paulo |
Pelo quinto ano consecutivo, a sanofi-aventis renova com a Associação Paulista de Medicina o patrocínio do Programa Música nos Hospitais, que conta com o incentivo da Lei Rouanet do Ministério da Cultura. A estréia da temporada 2008 acontece no dia 13 de agosto, quarta-feira, às 12h30, no novo Instituto do Câncer de São Paulo "Octavio Frias de Oliveira" (ICSP), com a entrada franca. O projeto Música nos Hospitais, por meio da Orquestra do Limiar, leva música erudita a diversos hospitais do Estado de São Paulo, com o objetivo de proporcionar momentos de conforto e bem-estar a pacientes, familiares, funcionários e população em geral, além de contribuir para popularizar a arte erudita e valorizar jovens instrumentistas brasileiros. Este ano estão previstos 14 concertos. Em comemoração aos cincos anos do projeto, será realizado, pela primeira vez, um concerto no Rio de Janeiro. "Depois da excelente acolhida que tivemos nas cidades do interior, em 2007, achamos importante apresentar o projeto a uma instituição pública em outro Estado brasileiro, para que mais pessoas pudessem se beneficiar dele", explica Cristina Moscardi, diretora de comunicação da sanofi-aventis. Nos últimos cinco anos, o projeto tem à frente da Orquestra do Limiar, o maestro Samir Rahme, que também é médico, e 12 jovens instrumentistas. Passando pelos estilos Barroco, Romântico até os grandes clássicos da música contemporânea brasileira e internacional, a apresentação é feita de forma lúdica e interativa com a platéia. "A música, dentre todas as artes, proporciona aos ouvintes um momento especial de introspecção e relaxamento. Quanto maior é a mobilização dos hospitais que recebem os concertos, maior é o envolvimento das pessoas, inclusive da comunidade do entorno da instituição", diz o maestro Samir Rahme. Programa beneficiou mais de 11 mil pessoas |
08/08/2008 Barretos Hospital do Câncer de Jales começa funcionar em 30 dias |
O Hospital do Câncer de Barretos terá uma unidade de Jales, com previsão de entrar em funcionamento em um mês, com atendimento em ambulatório para a prevenção do câncer. Além disso, a Fundação Pio XII, mantenedora do hospital de Barretos enviou para a região a carreta com médicos, enfermeiros e aparelhagem para atender Jales e outros municípios da região. Para a execução do projeto, que deverá estar concluído em um ano, o Governo do Estado de São Paulo liberou R$ 9,6 milhões e mais R$ 5,6 milhões para equipamentos. O prédio está localizado no prolongamento da Avenida Francisco Jalles e no local funciona atualmente a Fundação Masaru Kitayama. No dia 5 de agosto, Boian Petrov, diretor financeiro do Hospital de Câncer de Barretos, veio a Jales conhecer as instalações e a estrutura física da Fundação “Masaru Kitayama”, objetivando a sua adaptação ao projeto que será executado. Boian que estava acompanhado pelo deputado Vadão Gomes, foi recebido por Alessandro Ramalho presidente da Fundação "Masaru Kitayama", Francisco Melfi, pelo chefe de Gabinete do Prefeito, Léo Huber, diretor da fundação, pelo engenheiro Eduardo Voltan e a arquiteta Fernanda Viali responsáveis pela elaboração do projeto. Petrov afirmou que veio conhecer o hospital e que dentro de 60 dias as obras serão iniciadas: "O objetivo da primeira etapa (4.600 m2) é o atendimento em quimioterapia, radioterapia, diagnóstico por imagem e exames. O hospital terá uma estrutura completa para o tratamento ambulatorial de câncer. O restante (11.000 m2) deverá ser concluído no prazo de um ano e vai atender 100 municípios". O deputado Vadão Gomes que está à frente da mobilização pela implantação do hospital do câncer em Jales, afirmou "que o objetivo é humanização do atendimento e a prevenção. Se a nossa região registra um maior número de casos de câncer, é porque aqui fazemos diagnósticos precoces. É preciso detectar o câncer no inicio, para que o tratamento tenha sucesso e a cura aconteça". |
06/08/2008 próstata Hospital Erasto Gaertner alerta para a prevenção do câncer de próstata |
Nos últimos anos o câncer de próstata apresentou um crescimento gradual no Hospital Erasto Gaertner. De acordo com o último Registro Hospitalar de Câncer da instituição, o câncer de próstata é a quarta neoplasia mais freqüente no Hospital. Para 2008, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), estima-se que aconteçam 49.530 novos casos no Brasil. Na região Sul a estimativa para a neoplasia aponta 9.500 novos casos para este ano. Como a principal arma contra câncer é a prevenção, o Hospital Erasto Gaertner está lançando uma série de folhetos que destacam os cuidados necessários para se prevenir a doença sem preconceito. De acordo com oncologista do serviço de cirurgia abdominal Luiz Antonio Negrão Dias os homens precisam participar mais efetivamente das campanhas de prevenção. "Os exames preventivos atingem apenas 25% dos homens e isso faz com que a taxa de cura de câncer em geral entre os homens seja inferior a 40%", classifica o especialista em câncer de próstata. O câncer de próstata é um dos mais freqüentes no homem depois dos 40 anos e por isso é necessário fazer o exame preventivo pelo menos uma vez ao ano. Manter atividade física regular com uma dieta equilibrada, sem exceder em gordura animal também previne o problema. No folder, o Hospital Erasto Gaertner alerta também para o câncer de testículo e de pênis. Os fatores de risco para o câncer de testículo estão naqueles cujos testículos não estão situados no saco escrotal, nos casos em que a descida só ocorre após os seis anos, ou quando as características são evidentes, provocadas por desequilíbrio hormonal. Já os fatores de risco que aumentam o risco de câncer no pênis estão na falta de higiene diária, portadores de fimose, pouca ou nenhuma educação sexual e parceiros múltiplos sem uso da camisinha. |
05/08/2008 gestão O SUS, o financiamento e a gestão |
O SUS é uma das maiores conquistas do povo brasileiro, que vê garantido na Constituição Federal o direito de acesso universal e descentralizado à saúde. Poucos países no mundo possuem sistemas de saúde tão democráticos e abrangentes; no entanto, o SUS funciona plenamente só no papel. Em 07 de Novembro de 2007, findou o prazo legal do Hospital Evangélico (HE) em atender o SUS. Tal saída está sendo paulatina pois manteve atendimento a politraumatizados até o mês passado e ainda mantém atendimento em áreas cruciais para a saúde de Dourados: tratamento do câncer e renais crônicos. A saída do SUS do HE, anunciada em agosto de 2007, foi alegada por sua diretoria pelas más condições de "contratualização" como forma de "convênio" com o Ministério da Saúde, além da defasagem de repasses da tabela SUS. É preciso saber que os valores de procedimentos e consultas determinados pela tabela estabelecida pelo governo ficaram congelados por mais de dez anos, desde 1994 a tabela do SUS foi reajustada em apenas 46,52%, contra uma inflação que chegou a 450% em quatorze anos, desconsiderando altas do salário mínimo, da luz, do gás, da gasolina, dos alimentos, dos medicamentos e outros insumos. Além disso, um médico clínico geral passou a receber R$2,50 por consulta e um especialista, R$10,00. Ora, se o médico atender 16 pacientes a cada quatro horas como preconiza a Organização Mundial de Saúde, seu salário atinge R$1.164,80 por mês, com os impostos descontados! Hoje, as principais reivindicações do Conselho Federal de Medicina são: um serviço público eficiente na área da saúde, gestão competente e financiamento adequado, melhor estrutura, reajuste nos honorários da tabela SUS com a adoção da Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM), salário mínimo profissional de R$ 7.503,18 por 20 horas de trabalho e carreira de Estado com implantação de Plano de Cargos e Salários. Citaremos como exemplo um médico que atende pelo SUS no HE para o governo, este não tem direitos trabalhistas, férias, décimo terceiro salário, aposentadoria, além de não receber plantão à distância, embora preste serviço contínuo e regular para o SUS. Não é de se estranhar que assistimos ao fechamento de várias Santas Casas e Hospitais Filantrópicos do país mesmo com inúmeras contribuições da sociedade civil e verbas estatais emergenciais para o socorro destas instituições. Hoje, a Confederação das Santas Casas de Misericórdia, Hospitais e Entidades Filantrópicas (CMB) discutem com o Ministério da Saúde o Programa de Reestruturação e Contratualização dos Hospitais Filantrópicos no SUS, a atualização do pagamento do IAC retroativo à janeiro de 2007, reequilíbrio dos valores da tabela de procedimentos do SUS, financiamento do BNDES e aplicação de recursos provenientes do Timemania. Vê-se que a questão do financiamento para a saúde é fundamental e isto passa pela aprovação da Emenda Constitucional 29 que pretende destinar 10% do Orçamento da União para a Saúde, aumentando a receita de R$6 bilhões ao ano para R$8 bilhões, o que ainda seriam insuficientes segundo cálculos do Ministério da Saúde, estimando a necessidade no mínimo de R$9 bilhões, daí ainda sua luta por aprovar a nova contribuição social para a saúde. Quando se fala que a questão da saúde é de gestão, devemos considerar que é necessário: preparo técnico dos nossos gestores, conhecimento das necessidades da população, atuação precisa e inteligente investindo na saúde e na prevenção, gestão sem desperdícios, contratação ou realização de concursos para profissionais da saúde com boa formação, dando condições para fixação destes profissionais na cidade, previsão de gastos anuais com medicamentos e inclusão nos orçamentos para que não faltem, valorização dos profissionais da saúde para que eles trabalhem com entusiasmo, passando pela qualificação, boa remuneração, estrutura e equipamentos adequados para o exercício da profissão. Vimos recentemente a Secretaria de Saúde ser notificada pela Promotoria e pelo Conselho Regional de Medicina sobre as más condições de atendimento no Hospital de Urgência e Trauma, fato este que ocorre desde sua abertura em novembro de 2007. Não houve a contratação nem concurso para neurocirurgiões e psiquiatras até agora, como determina a Resolução do Conselho Federal de Medicina para atendimentos de urgência e emergência e, até o final de junho, não havia contratação de cirurgiões vasculares, pediátricos e de cabeça e pescoço, mesmo existindo estes profissionais na cidade. Embora a Secretaria de Saúde tenha realizado um grande concurso com resultados em junho de 2008, véspera de eleição, para cargos de Enfermeiro, Médico Cardiologista, Clinico Geral, de Diagnóstico por Imagem, Dermatologista, Médico do Trabalho, Endocrinologista, Generalista, Geriatra, Gineco-Obstetra e em ultrassom, Mastologista, Pediatra, Psiquiatra, Veterinário, Assistente Social, Biólogo, Biomédico, Fisioterapeuta, Fonoaudiólogo, Nutricionista, Psicólogo, Terapeuta Ocupacional, Farmacêutico-bioquímico, conclui-se que hoje não há falta de profissionais e sim de priorizar o atendimento na área mais crítica da saúde que é a urgência e emergência, hora em que a vida é mais vulnerável. Querem um bode expiatório para o caos da saúde em Dourados acusando a saída do HE do SUS? O que dizer dos investimentos feitos no HU, HUT, Hospital da Mulher? Tais investimentos não bastaram para estruturar um serviço de qualidade? O país não vem batendo recordes de arrecadação de impostos? Por que estes recursos não são suficientes para dar à população uma saúde digna? Não será mais um problema de gestão pública? Será que a intervenção no HE solucionará esse problema? Que cada um assuma sua parcela de culpa. O momento deve ser de entendimento e de acordo sob pena da população mais uma vez pagar esta conta. A ameaça de intervenção por ação civil pública pela Promotoria Estadual no HE não significará melhoria no atendimento para a população sem que haja licitação ou equilíbrio financeiro na tabela do SUS. Houve prazos legais para que essa passagem não fosse traumática, no entanto, será que a Secretaria de Saúde teve competência para gerir o setor? Pense, reflita, questione, e vote com consciência. A política define o preço do café, do feijão, do sapato e de quantos e quais médicos irão atender a sua família. |
02/08/2008 abc Direitos dos Pacientes com Câncer é tema de Debate Virtual da ABCâncer |
A Associação Brasileira do Câncer – ABCâncer promoverá, no dia 5 de agosto, um Debate Virtual sobre os direitos do paciente com câncer. O convidado para discutir o assunto é o advogado especializado em saúde Raul Peris, que conversará com os visitantes do portal ABCâncer sobre as leis que amparam quem tem câncer, formas de garantir o acesso ao tratamento da doença e as mudanças apresentadas com o novo rol de procedimentos aprovado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). A ABCâncer organiza mensalmente em seu website debates virtuais, nos quais informações novas e relevantes sobre os diversos aspectos da doença são levantadas e discutidas entre pacientes, familiares, cuidadores, médicos e demais especialistas envolvidos na prevenção, diagnóstico e tratamento de tumores malignos. Para participar do Debate Virtual e fazer perguntas, basta se inscrever gratuitamente no endereço www.abcancer.com.br/comunidade e entrar na sala do debate no horário agendado. Debate Virtual ABCâncer, promove no dia 05 de agosto de 2008, às 12 horas, o debate "Direitos dos pacientes com câncer". www.abcancer.com.br Perfil da ABCâncer - A Associação Brasileira do Câncer é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP), sem fins lucrativos, com a missão de informar, educar e mobilizar a sociedade para a prevenção, detecção precoce e diminuição do sofrimento das pessoas tocadas pelo câncer. |
28/07/2008 credito SP amplia linha de crédito para Santas Casas |
O Governo de São Paulo anunciou hoje a ampliação de R$ 100 milhões para R$ 150 milhões a linha de crédito a juro zero para auxiliar as Santas Casas e hospitais filantrópicos do Estado. Segundo a Secretaria da Saúde, a medida foi tomada devido à grande demanda pelo financiamento, oferecido pela Nossa Caixa. Os juros são pagos pela pasta. De acordo com dados da Secretaria da Saúde, desde de novembro foram aprovados 43 pedidos de empréstimo, com prazo de pagamento de até 36 meses. O limite de financiamento é de R$ 5 milhões, conforme o faturamento SUS. O dinheiro pode ser utilizado para quitar dívidas de outros empréstimos bancários, pagar fornecedores ou investir em reforma, ampliação e modernização da unidade. Mas não é permitido destiná-lo para pagamento de impostos em atraso ou dívidas trabalhistas. "O objetivo deste empréstimo é justamente ajudar as entidades a equilibrar suas contas e iniciar um novo ciclo, só que desta vez virtuoso", explicou, em nota, o secretário da Saúde, Luiz Roberto Barradas Barata. Para obter os recursos, a Santa Casa dever apresentar um projeto à Nossa Caixa justificando o pedido. A secretaria também avaliará a proposta e pode aprová-la ou não. Atualmente, os hospitais filantrópicos respondem por 57% das internações feitas pelo SUS no Estado. |
25/07/2008 gestão Secretário de Saúde conhece modelos de gestão no Sudeste |
Com o objetivo de implantar um novo modelo de gestão para a saúde em Pernambuco, já nas próximas semanas, o vice-governador e secretário de Saúde, João Lyra Neto foi conhecer experiências bem-sucedidas em vários Estados da região Sudeste. Ele conheceu as melhores experiências do Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo, voltando animado. Em Vitória (ES), João Lyra Neto conheceu a Farmácia Cidadã, e o hospital filantrópico Santa Rita de Cássia, especializado em oncologia, também demonstrou uma estrutura de alto nível. "São experiência que devem ser seguidas, respeitando, é claro, as particularidades de cada Estado", pontuou Lyra. Já no Rio de Janeiro, a comitiva pernambucana visitou duas Unidades de Pronto-Atendimentos (Upas), construídas no Complexo da Maré e no bairro da Tijuca, nas zonas Leste e Norte. Essas unidades funcionam 24 horas e possuem perfil de baixa complexidade, com atendimento nas especialidades médicas, como clínica médica e pediatria. "Elas possuem resolutividade de 99%, ou seja, de cada 100 pacientes, 99 têm seu problema resolvido ali mesmo", informou Lyra. Ele ressaltou que o Rio de Janeiro possui problemas semelhantes aos nossos em seu sistema, mas há experiências que "devem serem copiadas". Em São Paulo, o secretário de Saúde Luiz Roberto Barradas - no cargo há 14 anos e perpassando por vários governos - apresentou unidades hospitalares públicas administradas por Organizações Sociais (OS). Segundo o Governo do Estado de São Paulo, que adotou esse modelo há 10 anos, os custos de internação são 25% menores e a produtividade 42% maior em mais de 20 hospitais e centros de saúde, geridos por essas entidades. Os dados são comparados ao sistema público normal. João Lyra e sua equipe conheceram também o Hospital Geral de Pedreira (Zona Sul de SP), administrado pela Congregação Santa Catarina. Unidade referência em trauma, com 370 leitos, o local atende mais de mil pessoas por dia (menor que o HR). "Chamou nossa atenção o sistema regionalizado de atendimento e a estrutura do hospital". Ainda na capital paulista, o grupo visitou a Assistência Médica Ambulatorial (Ama) e Ambulatório Médico de Especialidades (Ame). São 110 centros do Ama somente na capital, que oferecem consultas de baixa complexidade. Também são disponibilizados consultas e exames especializados, como nas áreas de cardiologia e neurologia. Mais de 900 pacientes passam pelo serviço diariamente. "O sistema regionalizado e compartilhado entre prefeituras e Estado evita sobrecarga nas unidades de alta complexidade, como ocorre em Pernambuco devido à carência de policlínicas e serviços de pronto-atendimento." |
18/07/2008 mama Câncer de mama deixou de ser uma preocupação apenas para mulheres |
Pouca gente sabe, mas o câncer de mama pode desenvolver-se em homens. De acordo com o Inca - Instituto Nacional do Câncer, os casos masculinos representam 1% da incidência da doença no país. Um dos principais problemas desse tipo de patologia no gênero masculino é a desinformação e a falta de prevenção por meio do exame do toque. A possibilidade de cura da infecção está totalmente ligada às fases do diagnóstico e à deserção do campo maligno da glândula mamária, se prognosticada precocemente. De acordo com o oncologista, especialista em Mastologia André M. Aleixo, que atua na recuperação de pacientes com câncer há três anos em Palmas, mesmo o homem tendo a glândula mamária atrofiada, pode desenvolver o câncer. O médico, que até hoje não lidou com casos masculinos, explica que o diagnóstico tardio "pode piorar a situação do paciente". "Os sintomas do câncer de mama masculino não difere das mulheres. O aparecimento de nódulo indolor, secreções com elevação da pele ou mudança no formato do bico do peito podem ser sinais de câncer, independente do sexo do examinado", relata. Os pacientes homens mais propensos à manifestação do câncer de mama estão na faixa etária entre 50 a 60 anos de idade. Diferentemente das mulheres, que têm um período de risco maior, entre os 45 aos 69 anos. De acordo com o mastologista, a mamografia é o mais completo exame de detecção, pois se trata da “radiografia da mama”, ou seja, o exame que permite a detecção precoce do câncer, por ser capaz de mostrar lesões em fase inicial, mesmo que ainda não haja manifestação na região peri-mamária. A incidência do câncer em homens chama a atenção, pois, diferentemente das mulheres, eles ainda não se conscientizaram sobre a importância de se prevenir contra a doença. O auto-exame e consultas periódicas com especialistas podem evitar problemas, principalmente se há a detecção de alguma anomalia. O nódulo cancerígeno pode ser diagnosticado pelo próprio homem, até dois anos antes, por meio do hábito periódico do auto-exame mamário. O médico explica que pode haver a "prevenção do câncer através de consultas médicas freqüentes". De acordo com o especialista, esta é uma patologia que interfere no psicológico das pessoas, por se tratar de uma doença encarada apenas por mulheres, durante anos. "O homem tem, sim, que fazer o auto-exame periodicamente. Quanto mais cedo diagnosticar a doença, mais rápido será o tratamento e a recuperação do paciente. Temos que erradicar esse “pré-conceito” em pensar que apenas homens ou mulheres estão propensos a adquirir certas tipologias patológicas", explica. |
16/07/2008 confaz Confaz acaba com isenção de ICMS de equipamentos importados para pesquisas científicas |
O Conselho Nacional de Política Fazendária cancelou o Convênio ICMS 104, de 24 de outubro de 1989, que autorizava a isenção do Imposto sobre Circulação de Mercadoria e Serviços (ICMS) "na importação de bens destinados a ensino, pesquisa e serviços médico-hospitalares". Em outras palavras: Equipamentos de alta tecnologia não fabricados no Brasil, que gozavam do incentivo fiscal estadual para efeito de pesquisas científicas e serviços na área médica, agora, passarão a pagar o ICMS, mesmo que eles venham para o país para efeito de ensino, pesquisa, ou para serviços médicos e hospitalares. A medida do Confaz também é válida para uma lista enorme de reagentes químicos não produzidos no País. Curiosamente a revogação ocorreu por meio do cancelamento da cláusula segunda do Convêno ICMS 71/2008 de julho deste ano, que prorrogava até 31 de dezembro, todos os acordos que fossem destinados à insenção do imposto para a realização de pesquisas cientificas, ensino e serviços hospitalares. No dia 15 de julho, os secretários estaduais de Fazenda se reuniram em Brasília e decidiram aprovar um novo acordo, o de número 95/2008. Este revoga a cláusula segunda do Convênio 71/2008, justamente a que prorrogava, numa lista de centenas de acordos de isenção do imposto até o fim deste ano, o de nº 104/1989. Isenções A validade deste Convênio terminaria no ano de 2000. Mas ele foi sucessivamente prorrogado até dezembro deste ano mas, agora, os secretários de Fazenda decidiram recuar e anteciparam o fim da vigência do benefício. No texto original, o convênio destinava-se a isentar o ICMS até 30 de abril de 2000 "no recebimento de aparelhos, máquinas, equipamentos e instrumentos médico-hospitalares ou técnico-científicos laboratoriais sem similar produzido no país, importados do exterior diretamente por órgãos ou entidades da administração pública, direta ou indireta, bem como, fundações ou entidades beneficentes ou de assistência social portadoras do Certificado de Entidade de Fins Filantrópicos, fornecido pelo Conselho Nacional de Serviço Social". "O disposto nesta Cláusula somente se aplica na hipótese de as mercadorias se destinarem para as atividades de ensino, pesquisa ou prestação de serviços médico-hospitalares", informava o parágrafo primeiro do Convênio 104 e se estendia aos casos de doação "ainda que exista similar nacional do bem importado" (parágrafo segundo). A isenção seria concedida, individualmente, mediante despacho da Secretaria de Fazenda ou de Finanças do Estado ou do Distrito Federal. Ao mesmo tempo, ela viria de medida semelhante adotada pelo governo federal, com isenção ou com alíquota reduzida a zero dos Impostos de Importação ou sobre Produtos Industrializados. A isenção valia para:
A inexistência de produto similar produzido no país seria atestada: O Convênio 104/1989 também dispensou a apresentação do "Atestado de Inexistência de Similaridade" nas importações beneficiadas pela Lei Federal nº 8.010, de 29 de março de 1990, realizadas pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e por entidades sem fins lucrativos, credenciadas pelo instituto para fomento, coordenação e execução de programas de pesquisa científica e tecnológica ou de ensino. Agora sem os efeitos desta liberação, o custo de aquisição destes equipamentos vai aumentar porque o ICMS possui uma variação de 25% a 40%. O Confaz não explicou as razões para cancelar o benefício nem informou de quem partiu a proposta de acabar com a isenção do ICMS nesta área. O Convênio 95/2008 - que gerou toda esta confusão - foi publicado na edição desta quarta-feira, 16/07, no Diário Oficial da União. |
14/07/2008 Barretos Hospital do Câncer realizará leilão na Cooaja |
No próximo dia 19 acontece mais um leilão beneficente "Direito de Viver", organizado em parceria com a Cooperativa Agrorural de Jaru (Cooaja) em prol do Hospital do Câncer de Barretos. Na oportunidade uma grande quantidade de animais doados por empresários, pecuaristas e produtores rurais do município estarão sendo leiloados. O leilão tem o objetivo de angariar recursos para o HC de Barretos, uma das mais importantes instituições da área da saúde de nosso País e referência internacional no tratamento dessa enfermidade e faz parte de um convênio firmado com o Município, onde uma unidade móvel do hospital realiza exames por meio de uma equipe em uma unidade móvel e em caso de constatada qualquer alteração, os pacientes recebem o tratamento gratuito. Segundo o coordenador de Leilões do HC de Barretos em Jaru, Sílvio José Jerônymo Vian, o evento acontecerá no tatersal de leilões da Cooaja, a partir das 19 horas. A expectativa é que o leilão supere a edição anterior no município, quando na oportunidade foi arrecadado cerca de R$ 90 mil. |
08/07/2008 São Paulo Instituto do Câncer vai definir tratamento de pacientes em parceria com A.C. Camargo |
O Instituto do Câncer de São Paulo, maior hospital especializado em oncologia da América Latina, e o Hospital do Câncer A.C. Camargo, vão unir forças para definir diretrizes de tratamento para seus doentes e realizar pesquisas sobre a doença. É o que prevê convênio assinado entre as duas instituições nesta terça-feira, 8 de julho. Com a parceria, os médicos dos dois hospitais poderão discutir casos e realizar estudos científicos sobre os diversos tipos de câncer, inclusive aqueles que afetam a um número limitado de pacientes. A troca de experiência clínica entre as instituições será fundamental para ampliar conhecimento sobre formas raras da doença. "O intercâmbio permitirá reunir casos dos dois hospitais, o que aumentará o universo de participantes estudados nas pesquisas", afirma o médico Giovanni Cerri, professor titular da Faculdade de Medicina da USP e diretor geral do Instituto do Câncer. Nas últimas décadas, o estudo sistemático de formas menos freqüentes de câncer, como os hereditários, por exemplo, foi fundamental para ampliar o conhecimento sobre a doença. Identificando os genes que estavam alterados nessas variantes, os pesquisadores conseguiram entender melhor como se comportam os cânceres esporádicos, que são causados por diversos fatores e representam a grande maioria dos casos. Outro campo de estudos que se beneficiará com a parceria entre as duas instituições é a pesquisa de imagens moleculares, inédita no Brasil. Um acordo firmado com a multinacional GE fornecerá ao Instituto e a hospitais parceiros, como o AC Camargo, o radioisótopo FDG marcado, que ajudará os cientistas a produzir imagens funcionais dos tumores. "Esse recurso permite acompanhar a atividade metabólica do tumor e, com isso, possivelmente identificar mais precocemente metástases que não seriam detectadas por métodos de imagem convencionais" explica Roger Chammas, coordenador da área de pesquisa básica em Oncologia do Instituto do Câncer. Inaugurado em maio deste ano, o Instituto do Câncer de São Paulo é fruto do investimento de R$ 270 milhões da Secretaria de Estado da Saúde e tem gerenciamento da Faculdade de Medicina da USP. Quando estiver em pleno funcionamento, o novo hospital realizará por mês cerca de 1,5 mil internações, 33 mil consultas ambulatoriais, 1,3 mil cirurgias, 6 mil sessões de quimioterapia e 420 de radioterapia. |
06/07/2008 Paraná Hospitais espelham caos na saúde pública |
Longa espera de pacientes em filas, falta de leitos, equipamentos sucateados ou inexistentes e escassez de medicamentos fazem parte da realidade da maioria dos hospitais brasileiros. No início do último mês, baseado em um relatório do Banco Mundial que apontou má qualidade de gastos na administração hospitalar do Brasil, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, definiu a gestão dos estabelecimentos como atrasada e anacrônica. Diante desta realidade - que não é vista como novidade, mas como um problema que já se tornou crônico e exige solução rápida - quem mais sofre é a população carente, que depende exclusivamente dos serviços do SUS (Sistema Único de Saúde). No Paraná, o secretário de Estado da Saúde, Gilberto Martin, diz que não teria coragem de usar os termos “atrasado” e “anacrônico” para definir a qualidade da gestão dos hospitais. Entretanto, admite que existem estabelecimentos que são pautados por um modelo de gerenciamento atrasado em relação às necessidades atuais de demanda. "Por outro lado, também existem hospitais cuja gestão funciona de maneira bastante ágil e estruturada. Entre as Santas Casas, por exemplo, há estabelecimentos com gestões muito bem-sucedidas, como a de Londrina, e outros, menores, que tentam se organizar à base de voluntariado. A Federação das Misericórdias do Paraná busca fazer qualificação de gerências, sendo exemplo de busca de aperfeiçoamento de modelo de gestão", declara. Segundo o secretário, grande parte dos problemas se deve ao fato de os custos das estruturas de atendimento à população serem superiores aos recursos recebidos, principalmente por parte do SUS (Sistema Único de Saúde). Atualmente, entre os hospitais filantrópicos e particulares, 60% dos atendimentos realizados devem ser pelo SUS. "Isso atinge diretamente a capacidade de gerenciamento dos estabelecimentos. Entretanto, também são pouquíssimos os hospitais, no Paraná, que conseguem sobreviver sem o SUS. Muitos que se descredenciaram não se viabilizaram ao longo do tempo, pois os recursos do SUS ainda são fatores importantes de equilíbrio econômico dentro dos estabelecimentos." Na opinião de Martin, o que deve ser feito é a otimização da capacidade administrativa e de recursos dos hospitais, o que implicaria na maior oferta de serviços para atender à demanda. Para que isso se torne viável, a qualificação dos gerentes de serviços e gestores é fundamental, tornando-os atualizados sobre a realidade do sistema atual. "A organização do fluxo de atendimento de pessoal também é importante. A secretaria está estabelecendo um sistema de organização e espera que esteja implantado até o mês de dezembro." Atualmente, são cerca de 530 hospitais no Paraná. Destes, cerca de 500 são credenciados ao SUS. ![]() Fundações de direito privado Se o projeto for aprovado, a contratação dos funcionários dos hospitais poderá ser realizada através do regime da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), mesmo que os concursos públicos continuem a ser realizados. E as aquisições de materiais poderão acontecer de forma mais simples e ágil. Além disso, as instituições teriam que assinar um contrato com metas de atendimento. "Hoje, o hospital público opera com um padrão de desempenho no qual não há metas a serem atingidas, cobrança, premiação por desempenho e não existe nenhuma relação do hospital com a realidade sanitária e social da localidade onde atua. Essa proposta muda isso. Ela estabelece padrões de desempenho, indicadores, premia os funcionários que tiverem um desempenho melhor e muda a relação contratual", declarou o ministro José Gomes Temporão, em entrevista à Agência Saúde. Fiscalização Maternidade quase fecha portas O local, que vinha recebendo queixas da comunidade há anos, passou a ser administrado pelo município, estando com a unidade de pronto-atendimento fechada, vários leitos desativados, com equipamentos sucateados e salas com reformas inacabadas. O secretário municipal de Saúde de São José, Giovani de Souza, que desde então é o novo administrador do hospital, conta que está trabalhando para dar novo fôlego à instituição e fazer com que se torne auto-suficiente. Porém, a tarefa não é das mais fáceis e exige profissionalismo por parte de toda a equipe. "Um centro cirúrgico com cinco salas está sendo construído, estamos arrumando a enfermaria, investindo R$ 3 milhões na compra de equipamentos e informatizando o hospital. O objetivo é que o hospital passe a caminhar sozinho", antecipa. "Na minha opinião, o grande problema da gestão da saúde no Brasil é a administração. É preciso ter um plano de trabalho, analisar custos e daí sim buscar a viabilidade dos hospitais." No interior, hospitais universitários padecem O estabelecimento, que funciona como hospital escola e presta principalmente atendimentos de alta complexidade, tem a administração subordinada à Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná. "Atendemos tanto a população de Cascavel quanto a de municípios vizinhos. Porém, temos uma capacidade limitada, com 173 leitos autorizados a funcionar", comenta o diretor-geral do HU, Alberto Rodrigues Pompeu. Para minimizar o problema, o hospital fechou recentemente seu pronto-socorro para casos de baixa complexidade. O HU de Cascavel também aguarda o credenciamento de mais 33 leitos e a contratação de mais 92 funcionários pelo Estado. Capital |
04/07/2008 Barretos Carreta do Hospital do Câncer atende em Alta Floresta |
Mais uma vez, o município de Alta Floresta está sendo beneficiado com a vinda da Carreta do Hospital do Câncer da cidade de Barretos. A unidade móvel que é praticamente um mini-hospital e a equipe do Hospital do Câncer, composta por dois médico e quatro enfermeiras, além do motorista, chegaram em Alta Floresta na quarta-feira, 02, á tarde. Este ano, os atendimentos à população começaram ontem pela manhã e prossegue hoje sexta-feira o dia inteiro. Neste ano, uma carreta nova foi destinada para atender a região e o privilégio do primeiro dia de atendimento foi de pacientes de Alta Floresta. O atendimento é feito gratuitamente á comunidade. Este trabalho é fruto de uma parceria feita com o Hospital do Câncer. Em troca deste atendimento são realizados todos os anos o leilão Pró-vida, que tem sua arrecadação destinada ao Hospital do Câncer de Barretos. O coordenador regional da parceria feita com o Hospital do Câncer, Luiz Antônio Bazzo, disse que neste ano o leilão bateu recorde de arrecadação a nível de País. "Quero agradecer todos os que participaram do leilão e todas as pessoas que colaboraram com as doações. O resultado é esse que todos estão vendo. Estou muito feliz por ter saúde mais uma vez para a realização deste trabalho", disse Tonhão Bazzo. Em Alta Floresta, deverão ser atendidas 500 pessoas, com exame preventivo ao câncer de colo de útero, com o objetivo de identificar e prevenir possíveis casos da doença, exame da próstata e câncer de pele. Segundo Tonhão Bazzo neste sábado o atendimento será feito na cidade de Carlinda. Na segunda-feira, a carreta do Hospital do Câncer estará no município de Juruena, retornando na terça-feira para Nova Bandeirantes, quarta-feira Nova Monte Verde e quinta-feira Paranaíta. "A Carreta vai atender todas estas cidades com os três exames. Se for identificado casos graves o spacientes serão encaminhados para o Hospital do Câncer em Barretos para o tratamento",completou Bazzo. |
01/07/2008 Hospital Helio Angotti Hospital Dr. Hélio Angotti participa do Programa de Melhoria da Gestão |
No início deste ano, foi aberto, em Belo Horizonte, o "Programa Nacional de Melhoria da Gestão em Hospitais Filantrópicos", conforme acordo de cooperação, assinado entre a Confederação das Misericórdias do Brasil e o QPC- Fórum Estadual dos Programas Estaduais e Setoriais de Qualidade, Produtividade e Competitividade, apoiado pelo Instituto Gerdau e Petrobras, e será validado em Minas Gerais pela Federassantas. A finalidade de formar uma rede de informações que possa interagir e desenvolver a melhoria contínua, estimulando a capacitação e utilização de indicadores como ferramenta de gestão para os hospitais. Em Minas Gerais serão 55 hospitais participantes, obedecendo aos seguintes critérios: ser hospital sem fins lucrativos; estar associado à Federassantas (e adimplente); ser importante para o SUS na região; dispor de estrutura orgânica estatutária claramente definida (com provedor ou presidente voluntário) e direção executiva contratada e em caráter permanente (administrador ou diretor-executivo); apresentar sinais de crise e/ou capacidade de ser multiplicador do treinamento recebido para outros hospitais similares da região; oferecer garantia de longevidade na aplicação do projeto; e, principalmente, ter a alta direção comprometida com o programa. A instituição indicada para participar da 1ª fase do programa, na condição de treinando (2008), foi a Santa Casa de Araxá, nos dias 13 e 14 de junho. Como Hospital Âncora - Instituição Hospitalar indicada para participar da 1ª fase do programa, que tenha uma localização geográfica ideal para funcionar como âncora à realização dos treinamentos comuns aos hospitais da respectiva região, foi escolhido o Hospital Dr. Hélio Angotti, que abrigou o treinamento nos dias 26 e 27 de junho, onde participou a administração e toda sua equipe, como também o Hospital São José, de Ituiutaba, Santa Casa de Araxá, Santa Casa de Patrocínio e Santa Casa de Araguari, instituições que pertencem ao módulo da região. O consultor que ministrou o curso do módulo financeiro em Uberaba foi Márcio Oliveira Gallarraga. O curso termina no final do mês de dezembro e é realizado mensalmente. |
26/06/2008 Barretos Instituto Avon apoia Hospital do Câncer |
Em 2003, época da sua criação, o Instituto Avon, por meio da venda de alguns produtos da Avon, viabilizou o projeto de prevenção via mamografia móvel do Hospital de Câncer de Barretos. No lançamento da Pedra Fundamental, hoje, do maior centro de prevenção do câncer da América Latina, o Instituto Avon, principal parceiro do empreendimento, doou R$ 6 milhões. Batizado de "Ivete Sangalo", o centro de referência começará a operar em 2010. O Instituto é uma organização da sociedade civil (Oscip), não-governamental, que administra e direciona recursos arrecadados pela Avon e doados ao Instituto em prol de causas voltadas para a saúde e bem-estar da mulher. Atualmente, o trabalho do Instituto Avon se dá em três frentes: a Campanha Um Beijo pela Vida, que promove a disseminação de informação sobre a importância da detecção precoce do câncer de mama, o apoio e a capacitação a projetos com o mesmo fim; o Programa Saúde Integral da Mulher, que promove articulação entre diversos agentes sociais para a construção de políticas públicas eficientes para a saúde da mulher e realiza oficinas de saúde pelo país; e o combate à violência doméstica. |
26/06/2008 sus Salário de médico do SUS pode ficar isento de IR |
O Projeto de Lei 3001/08, do deputado Vilson Covatti (PP-RS), determina que os honorários ou salários dos médicos do Sistema Único de Saúde (SUS) não sejam sujeitos à incidência do Imposto de Renda. De acordo com o autor, a medida visa a dar mais equilíbrio à relação entre o SUS e os médicos, que em sua opinião são mal remunerados. O parlamentar argumenta que a lei já permite isenção tributária aos hospitais filantrópicos, o que estabelece uma falta de isonomia de tratamento entre os profissionais e as instituições. "Talvez a solução ideal seria aquela que envolvesse a atualização realista da tabela do SUS, oferecendo, de maneira transparente, remuneração a mais próxima possível da requerida pelo mercado; mas isso não garantiria a isonomia", disse. Tramitação |
26/06/2008 comunicação Educação Médica e meios de comunicação |
Drauzio Varella é o convidado especial da Academia Nacional de Medicina nesta quinta-feira (26/6), às 18h, no Rio de Janeiro. O médico cancerologista falará sobre educação médica pelos meios de comunicação, em conferência aberta ao público. Professor de faculdades no Brasil e no exterior, como o Hospital Memorial de Nova York e a Clínica Cleveland, nos Estados Unidos, o Instituto Karolinska, na Suécia, e a Universidade de Hiroshima e o Centro Nacional de Câncer, no Japão, Varella foi um dos pioneiros no Brasil no tratamento da Aids, especialmente do sarcoma de Kaposi. É autor de diversos livros, entre os quais Aids hoje, em colaboração com outros médicos, Estação Carandiru, pelo qual recebeu o Prêmio Jabuti de 2000, Nas ruas do Brás e O médico doente. Em 1986, sob orientação do jornalista Fernando Vieira de Melo, iniciou campanhas que visavam ao esclarecimento da população sobre a prevenção à Aids, primeiro pela rádio Jovem Pan AM e depois pela 89 FM, de São Paulo. Em 1989, iniciou um trabalho de pesquisa sobre a prevalência do vírus HIV na população carcerária da Casa de Detenção do Carandiru e, até a desativação do presídio, em setembro de 2002, trabalhou como médico voluntário na cadeia. Atualmente participa, no rio Negro, de um projeto de bioprospecção de plantas brasileiras com o intuito de obter extratos para testá-los experimentalmente em células tumorais malignas e bactérias resistentes aos antibióticos. O projeto “Rastreamento para a avaliação de atividade farmacológica de extratos de plantas brasileiras” é realizado nos laboratórios da Universidade Paulista (Unip) e tem apoio da FAPESP na modalidade Projeto Temático. A Academia Nacional de Medicina fica na Av. General Justo 365, 7º andar, no centro do Rio de Janeiro. Mais informações: (21) 2524-2164 |
19/06/2008 inca Aumento de câncer de pulmão entre mulheres preocupa o Inca |
A chefe substituta da Divisão de Controle do Tabagismo do Instituto Nacional do Câncer (Inca), Valéria Cunha de Oliveira, disse nesta quinta-feira que o número de casos de morte por câncer de pulmão entre as mulheres está aumentando. "Entre os homens o aumento é de 50%, entre as mulheres a estimativa é de 122%", afirmou. Ela associou o fenômeno a duas causas: o aumento do tabagismo entre jovens do sexo feminino e o envelhecimento das mulheres que passaram a fumar nas décadas de 60 e 70, auge do movimento feminista e do glamour do cigarro. "Estudo em seis capitais do País mostrou que o tabagismo está crescendo entre as jovens. As meninas estão experimentando o cigarro mais cedo e fumando regularmente mais que os meninos", disse. O quadro foi apresentado hoje em audiência pública na Comissão de Seguridade Social e Família e estarreceu o deputado Raimundo Gomes de Matos (PSDB-CE), que sugeriu a reunião. "É preocupante, até porque a mulher é quem normalmente acompanha os filhos, o desenvolvimento educacional. No momento que a gente observa esse número crescente de mulheres fumantes, esse hábito [de fumar] poderá se estender no âmbito familiar e nas escolas", disse. "O mais grave é que o câncer com maior índice de morte entre as mulheres passa a ser o proveniente do tabagismo", lamentou. Estímulo ao tabagismo Durante a audiência pública, Rita Camata revelou que, desde setembro, deixou de engrossar as estatísticas de mulheres fumantes. A parlamentar disse ainda que aprendeu a fumar quando era um hábito "chique". Aos poucos, contou, o vício foi-se tornando mais e mais inconveniente. Ações governamentais O deputado Guilherme Menezes (PT-BA) também elogiou as medidas governamentais contra o cigarro. "Essas campanhas têm conseguido muito, mas não é apenas uma questão de conscientização. Ele disse que conhece médicos que lidam dia a dia com pacientes acometidos de câncer provocado por tabagismo e que, mesmo assim, fumam." |
16/06/2008 pl3021/08 Audiência debate novas regras para entidades beneficentes |
A Comissão de Educação e Cultura realiza nesta terça-feira (17) audiência pública para discutir o Projeto de Lei 3021/08, que disciplina a certificação de entidades beneficentes de assistência social. A proposta, de autoria do Poder Executivo, prevê os casos em que entidades privadas sem fins lucrativos poderão ser isentas das contribuições sociais. Entre outras mudanças, o projeto transfere a certificação de entidades beneficentes, hoje feita pelo Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS), para áreas específicas dos ministérios da Saúde, da Educação e do Desenvolvimento Social. O debate foi sugerido pelas deputadas Maria do Rosário (PT-RS) e Cida Diogo (PT-RJ) e pelo deputado Pepe Vargas (PT-RS). Eles querem esclarecimentos sobre o efeito das alterações nas entidades beneficentes de assistência social. Foram convidados para a audiência a secretária nacional de Assistência Social do Ministério de Desenvolvimento e Combate a Fome, Ana Lígia Gomes, e representantes dos ministérios da Educação, da Previdência Social e da Saúde. Fraudes na certificação A audiência está marcada para as 14 horas, no plenário 10. |
16/06/2008 prion Uma proteína fundamental |
Em maio de 1990 o ministro da Agricultura da Inglaterra, John Gummer, fez uma aparição pública desastrosa. Posou para fotógrafos e cinegrafistas saboreando um suculento hambúrguer ao lado de sua filha de 4 anos. Tinha a intenção de mostrar aos ingleses e ao resto do mundo que o consumo de carne bovina continuava seguro mesmo em meio à mais grave crise que a pecuária de seu país atravessava nos últimos tempos: a contaminação de parte do rebanho com a doença da vaca louca, a encefalopatia espongiforme bovina, que se espalhou pela Europa, pelos Estados Unidos e pelo Canadá e de 1987 até agora já obrigou a eliminação de 180 mil bois e vacas infectados. Seis anos depois daquele hambúrguer os ingleses se lembrariam de Gummer e se sentiriam traídos quando começaram a surgir os primeiros casos da doença em seres humanos, provavelmente contraída pelo consumo de carne contaminada. A versão humana do mal da vaca louca era uma nova forma – a quarta conhecida – de uma enfermidade bastante rara e sem cura: a doença de Creutzfeldt-Jakob, que mata as células do sistema nervoso (neurônios) e deixa o cérebro cheio de buracos como uma esponja. Descrita na Alemanha nos anos 1920 pelos neurologistas Hans Gerhard Creutzfeldt e Alfons Maria Jakob, essa enfermidade, que reduz o cérebro à metade de seu tamanho original, ganha nova explicação a partir de estudos recentes conduzidos no Brasil e no exterior. Em artigo publicado em abril na Physiological Reviews, o grupo de pesquisadores de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul coordenado pelo oncologista Ricardo Renzo Brentani, do Hospital A.C. Camargo, em São Paulo, apresenta a mais ampla revisão sobre os agentes infecciosos dessa doença, com informações que podem influenciar a terapia dessa enfermidade, que se instala sorrateiramente ao longo de 2 ou 3 décadas e evolui a uma velocidade assustadora, levando a uma morte trágica. Os primeiros sinais surgem de forma sutil, como cansaço ou depressão. Em seguida, a falta de equilíbrio para caminhar ou manipular objetos aumenta progressivamente, os movimentos se tornam lentos e a visão embaralhada. Perde-se a fala, a memória para fatos recentes e fica cada vez mais difícil encontrar o caminho pelas ruas ou os objetos dentro de casa. "Em menos de 1 ano nove de cada dez pessoas infectadas se tornam debilitadas a ponto de não sair da cama e morrem", afirma o neurologista Ricardo Nitrini, da Universidade de São Paulo (USP), que há 11 anos identificou o primeiro caso brasileiro de uma forma da doença causada por alteração genética. Clique aqui para ler o texto completo na edição 137 de Pesquisa FAPESP. |
09/06/2008 doação Hemepar perde 40% dos doadores com o frio |
O Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná (Hemepar), órgão vinculado à Secretaria de Saúde do Estado, alerta que o estoque de bolsas de sangue pode diminuir drasticamente nos próximos dias. O cuidado do Hemepar acontece em função da diminuição da participação de doadores. Com o frio, menos pessoas se dispõem a sair de casa para doar sangue. No Hemepar de Curitiba, o comparecimento de doadores caiu 40% e o estoque não é suficiente para o atendimento da demanda. A rede atende 60% dos leitos vinculados ao Sistema Único de Saúde (SUS) do Estado, o que representa 50% das transfusões feitas. Em Curitiba, o Hemepar atende 40 hospitais públicos, filantrópicos e privados conveniados ao SUS. "Para assegurar hemocomponentes para estes hospitais, são necessários 150 doadores/dia. Com o inverno esse número cai significativamente e nos dias mais frios a média não passa de 80 doadores / dia", disse o secretário da Saúde, Gilberto Martin. O Hemepar é o órgão que fornece os hemocomponentes para assistência aos pacientes que necessitam de transfusões sanguíneas nos hospitais. Outro ponto que preocupa o Centro é de Hematologia é o início das férias escolas a partir do fim do mês. O trânsito de pessoas em viagem será maior, o que pode representar aumento no número de acidentes e de pacientes que necessitam de sangue para cirurgias, e a baixa permanência de doadores nos grandes centros urbanos. "É importante convocarmos a população para que antes de saírem de viagem, doem sangue. Isto é um gesto de solidariedade com o próximo", afirmou Martin. As doações voluntárias representam 80% do total de captações e 20% são doadores de reposição, isto é, doadores que fazem doação para familiares e conhecidos internados. "Quando são feitos pedidos, pelos meios de comunicação, aumenta o número de doações, mas não é um representativo permanente. Essa ação vale por dois ou três dias, depois volta à rotina. É preciso que a população se conscientize da importância de doar sangue", disse a responsável pela Divisão de Hemoterapia e Hematologia do Hemepar, Susana Helena Gai Mercer. |
09/06/2008 sus Crise do SUS fica mais grave |
A crise no Sistema Único de Saúde (SUS) na Bahia não se resume à atenção básica, abarcando também os atendimentos de média e alta complexidade. Quem precisa de internamento enfrenta uma espera por leito que pode levar dias e até semanas e, não raro, que resulta na morte do paciente. Em relação à quantidade de leitos de terapia intensiva (UTI) nos hospitais do Estado, por exemplo, o número aumentou apenas 9,84% em relação ao ano passado. "O déficit de vagas de terapia intensiva na Bahia chega 1,7 mil, incluindo a rede particular", afirma Renan Araújo, diretor de atenção básica da Secretaria Estadual de Saúde (Sesab), com base em indicativos do Ministério da Saúde. O número é praticamente o mesmo divulgado pela secretaria há um ano (1.775), publicado em matéria de A TARDE, em 26 de março de 2007. De lá para cá, foram criadas apenas 43 novas vagas. De 437 leitos em UTI no ano passado, os hospitais públicos contam atualmente com 480, sendo 318 para adultos, 75 pediátricos, (para crianças de 1 a 11 anos de idade), e 87 neonatal. Há ainda 110 leitos conveniados ao SUS em hospitais privados e filantrópicos. "Vamos inaugurar em breve dez novos leitos no Hospital Manoel Vitorino e formalizar outros 13 no Santa Isabel [este, filantrópico, com um número de leitos SUS]", minimizou o diretor da Sesab, que não soube informar o total de vagas na rede privada. Para se ter uma idéia do fluxo de atendimentos, somente no primeiro trimestre deste ano, 2.044 pessoas demandaram tratamento intensivo na Bahia. Como não há espaço para todos, o jeito é aguardar na fila. Nesta segunda-feira, 9, 52 pacientes esperavam por leito em UTI, de acordo com a Central de Regulação. Segundo o superintendente de gestão de regulação e atenção à saúde da Sesab, Andrés Alonso, a transferência segue os critérios da classificação de risco e ordem de chegada. "A deficiência é histórica e temos que priorizar os casos de maior gravidade", admite. Desespero – A estudante Joelma Silva, 29 anos, que sofre de insuficiência renal, deu entrada na segunda-feira da semana passada no Hospital Roberto Santos com indicativo de internamento em UTI, mas aguardou três dias em estado de coma em uma maca na emergência. Na quarta, não resistiu à espera e teve uma parada cardíaca, mas conseguiu ser reanimada pelos médicos. Irmã de Joelma, a professora Josilene conta que os médicos suspeitam agora de morte encefálica, e que nesta terça-feira serão realizados exames de confirmação. Indignada com a demora no internamento, à qual atribui o agravamento da saúde da irmã, Josilene protestava em frente à unidade contra o que considerou descaso. "O registro dela nem constava no sistema da Regulação, ou seja, eles nem procuraram por um leito em outro hospital", diz. Emocionada, ela lembra as dificuldades para conseguir cuidar da irmã: "Ela precisava de uma diálise de urgência e teve que esperar por tempo demais". Joelma Santos começou a passar mal no dia 30 e chegou inconsciente no posto de saúde de Pernambués, onde aguardou por 12 horas uma ambulância para transferi-la ao Roberto Santos. Traqueostomia – No hospital, a reportagem procurou a direção médica e soube, através do funcionário de prenome Irineu, que um leito na UTI já estaria sendo disponibilizado para a paciente. Mais tarde, através da assessoria de comunicação da Sesab, informou apenas que Joelma está em coma e deverá se submeter a uma traqueostomia, para retirada dos respiradores artificiais. Não confirmou o exame para constatação da situação de morte encefálica. Um leito de UTI custa cerca de R$ 200 mil aos cofres públicos. "Além de ser um atendimento caro, esbarramos na falta de profissionais para atender adequadamente", justifica Renan Araújo, ressaltando que há apenas de 150 a 200 médicos intensivistas no Estado, o que limitaria o investimento do governo. Para o superintendente Andrés Alonso, é preciso apostar em prevenção, de modo a reduzir a demanda na alta complexidade. “Se houver cobertura maior da atenção básic |

