18/12/2003 – ABIFCC
Prêmio Hospital BEST 2003
|
No dia 18 de dezembro de 2003, na casa de espetáculos Olympia em São Paulo, SP, os principais nomes e lideranças da área da Saúde reuniram-se para marcar o evento "Prêmio Hospital Best 2003".
Para conseguir uma posição privilegiada, é necessário que a instituição ou empresa hospitalar vença inúmeros obstáculos.
Precisa ter uma história de excelentes serviços prestados à comunidade, uma vez que somente sendo possuidor de elevado conceito e reputação inabalável, possam se credenciar e receber a votação de preferência dada pelos quase 5.000 profissionais de saúde, que respondem a pesquisa Hospital Best.
Ao receber o selo de melhor Hospital Best, faz com que o ganhador tenha a melhor conceituação e referência do mercado hospitalar brasileiro. O prêmio dá destaque também para algumas personalidades da saúde, empresas do setor e da área de ensino em saúde.
Em 2003 os destaques do Hospital Best 2003 foram para:
- Personalidades - Dr. Adib Jatene, Dr. Gonçalo Vecina Neto, Sr. Geraldo Barbosa
- Empresas - Delboni Auriemo, Lego, E.M.S. Bandeirante, Life Care, Laboratório Fleury, Laboratório Farmacêutico Roche, Distribuidor de Produtos Fisioterápicos P. Castro, Cremer, Rimed, Seguros Bradesco, Instituto Paulista de Cancerologia, Fundação Pró-Sangue
- Ensino - Centro Universitário São Camilo
- Hospitais - Hospital Israelita Albert Einstein, Hospital e Maternidade Santa Joana, Hospital Prof. Edmundo Vasconcelos, Hospital Bandeirantes e Hospital Glória
São agraciadas também 21 instituições de outros estados do país. Dentre elas, destacamos nossos afiliados:
AFECC - Hospital Santa Rita de Cássia de Vitória, ES e a Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte, MG.

|
17/12/2003 – Santa Casa de Misericórdia - Porto Alegre/RS
Santa Casa de Porto Alegre comemora 200 anos
|
A Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre, em comemoração aos seus 200 anos de trajetória, programou a realização de uma obra literária, que narra todos os feitos e agruras pelas quais passou a Santa Casa.
O historiador Sérgio da Costa Franco buscou nos documentos de época a forma ideal para narrar uma verdade histórica e contou com a colaboração e dedicação do jornalista Ivo Stigger e o desenho gráfico de Hélio Nardi Filho.
Nesta obra magnificamente ilustrada, encontramos relatos que são verdadeiras relíquias, indo da criação em 1803 à construção dos pavilhões, passando do projeto de um complexo hospitalar com seus edifícios ao reconhecimento como um centro de formação e consolidando com as vitórias e a pujança dos dias atuais.
É desnecessário mencionar o valor dessa obra que marca a condição de um dos maiores, modernos e bem equipados centros hospitalares do Brasil, que tem os olhos cravados no futuro.

|
17/12/2003 – ANVISA - Brasília/DF
ANVISA desenvolve um novo sistema para o controle de Psicofarmácos
|
Já se encontra em fase final de desenvolvimento o Projeto Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados (SNGPC). Esse Projeto cria um sistema eletrônico para o controle da movimentação e comercialização de substâncias entorpecentes, psicotrópicas e precursoras, bem como os medicamentos que as contenham. O Projeto é uma proposta de ferramentas para monitorar eletronicamente a movimentação de Produtos Controlados, em toda a cadeia farmacêutica, bem como as diretrizes para o controle desses produtos no âmbito das empresas e serviços de saúde públicos e privados.
Os principais objetivos são: prover o bem-estar dos cidadãos, assegurar a utilização desses produtos para fins médicos e científicos, evitando o uso indevido e abusivo e facilitar o acesso de forma monitorada e desburocratizada. Além disso, o projeto propõe solucionar outros pontos críticos para o controle desses produtos como a da prescrição e dispensação, como também gerar benefícios para os pacientes, setor regulado, prescritores e para o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária - SNVS, ressaltando que esta nova proposta de controle prevê o princípio da responsabilidade compartilhada, entre os atores do processo.
Para o desenvolvimento do Projeto SNGPC, foram criados canais para participação e informação para todos os interessados, como por exemplo: o Fórum do SNGPC e o Boletim Eletrônico. Além disso, recentemente, foi realizada uma enquete para avaliação do Projeto e captação de informações dos futuros usuários do sistema, para mensurar a qualidade do trabalho realizado. Tudo com o objetivo de fomentar a participação e discutir da construção democrática desse novo sistema de controle, o qual beneficiará a saúde de milhares de brasileiros, mesmo antes do processo de consulta pública, para implementação da legislação.
O intuito foi o de captar o maior número de sugestões possíveis, estabelecendo um processo que poucas vezes foi visto na administração pública, em que os interessados podem participar da construção democrática de um novo sistema de controle, mesmo antes do processo de consulta pública, e que beneficiará a saúde de milhares de brasileiros.
O projeto prevê ainda a implementação com a revisão de antigos e novos processos propostos serão estabelecidos para o controle efetivo destes produtos, como por exemplo, a doação de medicamentos, por ser uma prática comum no país e necessita de uma regulamentação, garantindo a segurança do consumidor desses medicamentos. Um novo modelo de receituário, único e com validade em todo território nacional, irá permitir uma racionalização e melhoria da qualidade das prescrições destes produtos, beneficiando prescritores e os pacientes.
Cidadãos, entidades representativas ou profissionais de saúde que desejarem mais informações sobre o projeto podem enviar e-mail para: sngpc.controlados@anvisa.gov.br ou acessar a seção do Projeto no site da Anvisa:
http://www.anvisa.gov.br/medicamentos/controlados/projetos_sngpc.asp.
ANVISA, Agência Nacional de Vigilância Sanitária

|
04/11/2003 – Fundação Hospital Amaral Carvalho - Jaú/SP
Nota oficial aos veículos de comunicação
|
Na segunda-feira, 03, a direção da Fundação Hospital Amaral Carvalho de Jaú, reuniu-se com representantes do Governo do Estado, na Capital. Estavam presentes: Dr. Luiz Roberto Barradas Barata (secretário de Estado da Saúde), Dr. Nelson Pesciota (coordenador de Saúde do Interior), Dr. Roberto Mauro Borges (coordenador político da Secretaria Estadual da Saúde), Dr. Afonso Viviani Jr. (diretor da DIR X – Bauru), Dr. Antonio Luís Cesarino de Moraes Navarro (diretor-superintendente da Fundação Hospital Amaral Carvalho), Dr. José Getulio Martins Segalla (diretor-técnico), Dr. Marcos Augusto Mauad (diretor-executivo de Medicina e Saúde II), João Sanzovo (prefeito de Jaú), Dr. Antônio Marcos Rodrigues (secretário municipal da Saúde de Jaú), deputados federais Milton Monti (coordenador da Bancada Paulista), João Hermann (líder do governo no Congresso) e o deputado estadual Waldir Agnelo (presidente da Comissão de Higiene e Saúde da Assembléia Legislativa).
Após a apresentação das informações técnicas e documentos por parte da Fundação Hospital Amaral Carvalho, seguida de uma ampla discussão, o encontro teve como resultados:
-
A Secretaria de Estado da Saúde reconheceu a diferença, a menor, de valores pagos pelos procedimentos faturados em agosto e setembro de 2003, pelo hospital;
-
A Secretaria da Saúde informou que uma parte considerável desses valores refere-se a procedimentos estratégicos, cujo pagamento é de responsabilidade do governo federal que deverá repassar recursos ao governo de São Paulo que, por sua vez, os destinará ao hospital. Informa ainda que esses procedimentos estratégicos não foram pagos ao governo do Estado. A outra parte dos valores devidos é de procedimentos que excederam o teto físico-financeiro de alta complexidade de Oncologia e considerada prioritária pelo governo do Estado, tanto que vinha sendo paga há mais de 2 anos. A Secretaria comprometeu-se a pagá-la nos próximos meses, não o fazendo no momento em razão de dificuldades financeiras;
-
O teto de AIHs (Autorizações para Internação Hospitalar) que havia sido reduzido, retornará aos níveis originais. A Secretaria Estadual da Saúde reconheceu que o teto físico constante do convênio atual não sofre reajustes há mais de dois anos; por isso, esse teto formal não corresponde à realidade fáctica do atendimento realizado pelo hospital. A Secretaria reconhece o trabalho de alta qualidade do Hospital Amaral Carvalho, que deverá crescer em alta complexidade, sendo um dos três pilares do atendimento oncológico a ser implantado no Estado;
-
O remanejamento de tetos de média para alta complexidade, reivindicado há mais de um ano pelo hospital, não havia sido autorizado por equívoco da equipe técnica da Secretaria Estadual da Saúde que, agora, atenderá à solicitação;
-
Aproximadamente R$1,5 milhão referentes à AIHs (Autorizações para Internação Hospitalar) de 2.003, que não puderam ser faturadas, por falta de teto na alta complexidade, devem ser pagos nos próximos meses;
-
A Secretaria Estadual da Saúde garantiu que qualquer mudança na política de saúde para a Oncologia só ocorrerá a partir de uma ampla discussão técnica promovida pela Fundação Oncocentro do Estado de São Paulo (FOSP), envolvendo os três hospitais de referência: Fundação Hospital Amaral Carvalho, de Jaú, Fundação Pio XII, de Barretos e Hospital A C Camargo, de São Paulo, para se implantar uma política de atendimento oncológico compatível com a realidade do Estado e atendendo as necessidades do paciente com câncer.
dr. Antonio Luís Cesarino de Moraes Navarro, Diretor-Superintendente do Hospital Amaral Carvalho de Jaú

|
01/12/2003 – Assessoria de Imprensa Ministério da Saúde
Ministério reestrutura hospitais filantrópicos
|
O Ministério da Saúde (MS) criou Grupo de Trabalho para elaborar uma política de reestruturação dos hospitais filantrópicos. Durante 90 dias, técnicos do Ministério, de secretarias municipais e estaduais de saúde e das próprias unidades hospitalares farão um diagnóstico e apontarão saídas para os problemas financeiros e administrativos do setor. Numa primeira fase, o grupo, coordenado pelo MS, analisará a situação dos filantrópicos que também são hospitais de ensino e têm mais de 500 leitos disponíveis para o Sistema Único de Saúde (SUS).
A criação desse grupo faz parte da estratégia do governo federal de reformulação de toda a política de atenção hospitalar do SUS. A reformulação, iniciada na atual gestão, tem como objetivo melhorar e ampliar a assistência prestada pela rede pública de saúde. Para tanto, desde o início do ano, o MS vem desenvolvendo políticas específicas para os diversos segmentos hospitalares do sistema, tais como o de hospitais de pequeno porte e os universitários.
O Ministério da Saúde reconhece a crise financeira enfrentada pelos hospitais filantrópicos e entende que o setor tem papel estratégico na área da saúde. A criação do Grupo de Trabalho obteve a aprovação da Confederação das Santas Casas de Misericórdia, Hospitais e Entidades Filantrópicas (CMB) e Associação Brasileira dos Hospitais Universitários e de Ensino (ABRAHUE).
Atualmente, o SUS conta com 5.864 hospitais, dos quais 1.693 (28,9% do total) são filantrópicos. Os leitos dos hospitais filantrópicos - 146.992 unidades - representam 33,3% do total de 441.591 leitos integrantes do SUS. Cerca de um Terço dos hospitais filantrópicos são de ensino e recebem recursos adicionais do Fator de Incentivo ao Desenvolvimento de Ensino e Pesquisa em Saúde (Fideps).

|
03/11/2003 – Folha de São Paulo – Cotidiano
"Mamamóvel" faz exames de câncer em mulheres
|
Aos 55 anos, a dona-de-casa Nadir Venturin da Silva nunca havia feito uma mamografia. Moradora na periferia de uma pequena cidade do interior, ela decicdiu fazer o exame ao ver um ônibus equipado com mamógrafo passar em frente a sua casa. O exame revelou um câncer da mama em estágio inicial, que foi extirpado com uma cirurgia simples.
A cena, que parece ficção, aconteceu há cinco meses em Guaraci (476 km de São Paulo). O ônibus mencionado faz parte de um projeto do Hospital do Câncer de Barretos, em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde e o Instituto Avon.
Ele percorre as periferias de 19 municípios da região nordeste do Estado, realizando exames em mulheres carentes de 40 a 69 anos, faixa etária de maior risco para câncer de mama — o que mais mata a mulher brasileira.
O Ministério da Saúde estima que neste ano serão diagnosticados 41.610 novos casos de câncer de mama, com 9.335 mortes, aproximadamente um óbito por hora. Nos últimos 20 anos, houve um aumento de 80% na taxa de mortalidade desse tipo de câncer.
A maioria das cidades atendidas pelo ônibus, assim como 91% dos municípios brasileiros, não tem aparelhos de mamografos disponíveis na rede pública de saúde. Nos locais onde o serviço é oferecido, a fila de espera para o exame é, em média, de três meses.
De maio a setembro, 3.495 mulheres tiveram as mamas examinadas dentro do ônibus. A exemplo da "dona Nadir", 43% delas fizeram a mamografia pela primeira vez na vida. O resultado dessa busca ativa é surpreendente: foram encontrados 35 casos suspeitos de câncer e quatro confirmados. Nos dois casos, os tumores eram menores de 2cm e com gânglios negativos, situação que propicia 96% de chances de cura.
Segundo o médico Edmundo Carvalho Mauad, diretor técnico do Hospital do Câncer de Barretos, o "mamamóvel" é equipado de uma antena parabólica que envia, via satélite, os dados das mulheres examindadas no ônibus para o departamento de mastologia do Hospital do Câncer de Barretos.
Quando são detectadas lesões suspeitas, a mulher é chamada ao hospital para complementar a investigação com exames mais sofisticados —biópsia dirigida ou mamotomia, por exemplo.
Confirmado o câncer, é adotado o procedimento mais adequado para o estágio da doença. Nos casos de Nadir e Teresa, foi realizada uma quadrantectomia, em que apenas um pequeno pedaço da mama é retirado. Todo o tratamento –cirurgia, quimioterapia ou radioterapia– é coberto pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Até maio do próximo ano, o projeto pretende atender 80% das 41.790 mulheres de 40 a 69 anos da região de Barretos —os 20% restantes seriam de mulheres que já realiam a mamografia com médico particular ou convênio. Na unidade móvel, Mauad estima conseguir realizar 35% das mamografias dessa populaçõa de mulheres. Os outros 65% serão feitos no hospital em Barretos. Dentro do programa, foram realizados 2.245 mamografias no hospital desde maio.
Se somadas as mamografias feitas no ônibus e no hospital, o número é 22% maior do que o total de exames realizados em 2002 na região de Barretos pela Secretaria do Estado da Saúde.
Foram 5.920 contra 4.860 exames.
Na opinião de Nelson Pesciota, coordenador de saúde do interior da Secretaria de Estado da Saúde, uma das razões de o projeto realizar mais mamografias é que "coisa nova chama mais atenção".
"O ônibus é bonito, e o tratamento é muito bom. O serviço de saúde está ali sempre, as pessoas acabam não valorizando", afirma. Questionado sobre o fato de as mulheres esperarem de três a quatro meses para a realização do exame, Pesciota diz que, por ser um exame de rotina, a mamografia poderia ser planejada. "Se a mulher é agregada ao serviço de saúde, a dificuldade é menor".
Para a dona-de-casa Elza Euclides Rivaldi, 59, que sempre fez seus exames preventivos no posto de saúde e decidiu "testar" o ônibus, a grande vantagem do "mamamóvel" é a rapidez no atendimento. "Em cinco minutos fiz a mamografia e o papanicolau. No posto, perco o dia inteiro", diz.
Segundo Luiz Cláudio Thuler, chefe da divisão de detecção precoce do INCa (Instituto Nacional do Câncer), a iniciativa de Barretos é "perfeitamente aplicável" a outras cidade brasileiras que tenham as mesmas características do município paulista.
Próstata e colo uterino também são analisados
O "mamamóvel" não é o primeiro projeto do Hospital do Câncer de Barretos na área de prevenção. Desde janeiro do ano passado, um outro "ônibus-consultório" já percorreu 83 municípios de São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso e Goiás fazendo o diagnóstico de câncer de colo de úterino, de próstata e de pele. Por dia são feitos 120 atendimentos.
O "ônibus-consultório" é equipado de três diferentes divisões: uma sala para coleta do papanicolau, outra para consulta e biopsia de pele e outra para coleta do PSA [exame de sangue que diagnostica câncer de próstata] e toque retal. Além disso, há ainda um centro cirúrgico para tratar os casos de câncer de pele.
A exemplo do que acontece com o câncer de mama, o índice de diagnóstico desses tipos de câncer entre os moradores examinados é bem significativo.
Casos Até setembro, foram diagnosticados 110 casos de câncer de pele (de 2.840 atendimentos), 19 de próstata (de 2.800 atendimentos), e 34 de colo uterino (de 3.250 atendimentos).
Os casos positivos estão sendo tratados no Hospital de Câncer de Barretos, mantido pela Fundação Pio XII.
Segundo Edmundo Mauad, antes da chegada do ônibus nas cidades é feita uma divulgação por meio de panfletos, programas de rádio e carro de som. As secretarias da saúde dos municípios, cujas equipes estão sendo treinadas pelo Hospital do Câncer, também auxiliam na triagem dos casos.
Oportunidade
"Quando rodamos 20 quilômetros de estrada de terra para chegar em um povoado que não tem sequer posto de saúde, entendemos por que o câncer chega mais rápido do que qualquer tipo de prevenção", afirma o médico Renê da Costa Vieira, 38, cirurgião oncológico que atende no ônibus.
Para ele, o governo federal precisa mudar a maneira de enxergar o câncer para modificar o perfil da doença no país. "A população carente trata o agora. Não faz prevenção por falta de oportunidade", afirma.
Segundo Edmundo Mauad, além dos exames de prevenção, é fundamental que exista uma instituição aparelhada, com médicos especialistas, para fazer o tratamento e acompanhamento dos casos positivos.
"Não adianta só fazer exames. Quando detectado o câncer, o tratamento deve ser eficaz e rápido para que as chances de cura sejam reais", afirma.
Cláudia Collucci, da reportagem local

|
29/10/2003 – Fundação Hospital Amaral Carvalho - Jaú/SP
Secretário Estadual da Saúde reuniu-se no Amaral Carvalho
|
O secretário de Estado da Saúde, Dr. Luiz Roberto Barradas Barata, reuniu-se nesta quarta-feira (29) com diretores da Fundação Hospital Amaral Carvalho, em Jaú, para tratar dos pagamentos de procedimentos do SUS. Ele estava acompanhado do coordenador de Saúde do Interior de SP, Dr. Nelson Pesciota e do diretor da DIR-X/Bauru, Dr. Afonso Viviani Jr.
A diretoria, cujo superintendente, Dr. Antonio Luís Cesarino de Moraes Navarro, encontrava-se em Brasília, foi representada por: Dr. José Antônio Barata de Almeida Bueno (diretor-administrativo), Dr. José Getulio Martins Segalla (diretor-técnico), Dr. Paulo Eduardo de Abreu Machado (diretor-reitor), Dr. Jayme de Oliveira e Sousa Jr. (diretor de Desenvolvimento, Medicina e Saúde I), Dr. Marcos Augusto Mauad (diretor de Desenvolvimento, Medicina e Saúde II), Dr. Francisco Carlos Quevedo (diretor clínico) e Dr. Ricardo Cesarino Brandão (diretor-tesoureiro). Estiveram presentes, também, o prefeito de Jaú, João Sanzovo e o secretário municipal da Saúde, Dr. Antonio Marcos Rodrigues.
Por telefone, o diretor superintendente afirmou que "o assunto está tendo um encaminhamento pelo secretário estadual da saúde. Ainda não há uma definição concreta sobre os valores que excederam o teto físico-financeiro de agosto e setembro (R$ 1,2 milhão), bem como quanto aos procedimentos agendados para outubro, novembro e dezembro".
Isto será objeto de discussão entre as equipes técnicas do hospital e da Secretaria, que se reunirão nesta quinta-feira em São Paulo. Provavelmente na sexta, o secretário e o diretor superintendente se reunirão para anunciarem a decisão.
Antonio Luís mostrou-se confiante numa solução a curto prazo, afirmando que "o governador Geraldo Alckmin é uma pessoa sensível, preocupada com a saúde e reconhece a importância do trabalho desenvolvido pela Fundação Hospital Amaral Carvalho na área oncológica".
Célia Ribeiro, Núcleo de Comunicação Corporativa do HAC

|
29/10/2003 – O Estado de São Paulo
A Saúde precisa de mais
|
Há dias, a imprensa revelou que as despesas do setor público com o pagamento de juros entre janeiro e agosto deste ano chegaram a incíveis R$102,4 bilhões, o que representa 10,2% do produto interno bruto (PIB). As cifras são 68% superiores ao gasto registrado em igual período de 2002 –R$60,6 bilhões– e correspondem a mais de 60 vezes o orçamento do Programa Fome Zero, o principal projeto social do governo Lula.
Discussões econômicas e teses acadêmicas à parte, o fato é que o total empenhado com o pagamento de juros vem sacrificando, em demasia, as áreas sociais e produtivas do País. Que o digam aqueles que lutam incessantemente pelo aumento do financiamento do Sistema Único de Saúde (SUS) como elemento essencial para que a população brasileira possa viver mais e melhor.
Senão, vejamos; Quando o ex-ministro Adib Jatene, sensível à caótica situação da saúde –cujos serviços sofriam pela insuficiência de financiamento público– propôs a criação da Contribuição sobre Movimentação Financeira (CPMF), havia uma intenção muito clara, concreta e correta: injetar recursos substanciais para o custeio da saúde.
Aprovado o projeto pelo Congresso Nacional, a equipe econômica do governo trocou os pés pelas mãos, retirando do orçamento anual da pasta da Saúde parte do valor arrecadado pela CPMF. Em suma, não houve o incremento desejado e necessário e, em que pesem os constantes embates de Jatene com a área econômica, ficou a impressão de que a CPMF havia sido um engodo.
Tempos depois, José Serra, nomeado ministro da Saúde e também preocupado com a injeção de recursos adicionais para o SUS, conseguiu uma grande vitória ao aprovar a Emenda Constitucional nº 29, que prevê a vinculação e o aumento progressivo das verbas orçamentárias para a saúde destinads pela União, pelos Estados e municípios.
Para o governo federal, a emenda estabeleceu a obrigatoriedade de aplicar, em saúde, o mesmo valor do ano anterior, acrescido da variação do PIB. Estados e municípios ficaram comprometidos a ampliar, ano a ano, até 2004, a vinculação de suas receitas orçamentárias para a área da saaúde, chegando aos porcentuais de 12% e 15%, respectivamente.
Nesse sentido, cabe aqui um parêntese para ressaltar a postura do Estado de São Paulo, que vem aplicando em saúde mais do que o determinado pela Emenda nº29. Em 2002, por exemplo, foram destinados à pasta da saúde 11,4% da receita líquida estadual, 1,9 ponto porcentual mais do que previsto por lei. Os gastos próprios com saúde no Estado passaram de R$71 por habitante em 2000 para R$101 no ano passado, garantindo o financiamento dos hospitais universitários, assistência farmacêutica de qualidade, auxílio às Santas Casas e entidades filantrópicas, além do repasse de recursos aos municípios para construção, reforma e ampliações de suas unidades de saúde.
Apesar de todos os esforços, é notória a necessidade de ampliarmos o volume de recursos destinados ao financiamento do SUS. Até porque o cenário de retração econômica tem gerado demandas crescentes na rede pública, uma vez que o desemprego impede o cidadão de pagar um plano de saúde para toda a sua família. Com uma agravante: além do excesso de pacientes, o SUS mantém uma tabela de pagamentos com valores aquém do custo de consultas, exames e cirurgias, o que contribui para o agravamento da situação financeira de diversos hospitais que atendem pelo sistema.
Diante desse quadro, são absolutamente impensáveis e incabíveis, sob pena de ocasionar a falência irremediável do SUS, as conseqüências da atual proposta orçamentária federal, que pretende retirar, em 2004, outros R$3,5 bilhões da área da saúde, para destiná-los ao Programa Fome Zero.
Indubitávelmente, iniciativas como o Fome Zero devem ser apoiadas e elogiadas. Merecem, inclusive, incremento de recursos. O que causa espanto é constatar que o governo prefere, para isso, transferir verbas da saúde a puxar o freio do pagamento de juros. Acreditamos que o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, um político reconhecido por sua luta em prol do social, não esteja sendo devidamente informado sobre as reais intenções de sua equipe econômica.
Como tem sido reiterado por Adib Jatene, e sustentou o presidente Lula em sua campanha de 2002, o oposto do medo são a fé e a esperança. Não podemos, portanto, tirar do cidadão a esperança de que a saúde pública vai melhorar. Retirar recursos da área da saúde significa, em última análise, menos remédios, menos exames, menos cirurgias, menos médicos da família, enfim, menos atendimentos pelo SUS.
E a saúde, em nosso país, definitivamente precisa de mais.
Dr. Luiz R. Barradas Barata, Secretário de Estado da Saúde de São Paulo

|
29/10/2003 – ABIFCC
Pesquisador da Causa Social
|
Lester Salomon, catedrático da Universidade John Hopkins (EUA), diretor do Centro de Estudos da Sociedade Civil, ex-Diretor do Centro de Pesquisas em Administração do Instituto Urbano de Washington D.C., e diretor do Departamento de Administração e Receita Federal Americana, esteve no Brasil participando do II Semináriio Internacional do Terceiro Setor, Evento este promovido pelo SENAC de São Paulo em parceria com o Consulado Geral dos Estados Unidos, Universidade John Hopkins e a Associação Brasileira para o Desenvolvimento de Lideranças.
Na ocasião, ele falou sobre os desafios do Terceiro Setor e teceu comparações entre EUA e Brasil. No Brasil o setor é mais atuante e vibrante embora menos desenvolvido. Ele diz que as entidades que operam no Terceiro Setor devem ser capazes de demonstrar que o fazem de maneira ética, transparente e franca. O terceiro Setor e Estado devem formar uma aliança de cooperação. Solomon disse ainda que as fontes de recursos para o Terceiro Setor nos EUA são oriundos 51% de taxas de serviços e encargos financeiros, 37% contribuição do governo, 12% de caridade-doações particulares..
Os desafios do setor são:
- legitimidade e o reconhecimento público
- sustentabilidade
- efetividade e competência
- parceria entre si, o governo e empresas privadas
- justiça e fidelidade à missão

|
27/10/2003 – Fundação Hospital Amaral Carvalho - Jaú/SP
Hospital Amaral Carvalho mobilizou quase mil pessoas em ato contra corte de verbas
|
Um público estimado em aproximadamente 1.000 pessoas, participou de uma grande mobilização, nesta segunda-feira (27) em Jaú/SP, em favor da Fundação Hospital Amaral Carvalho, referência no tratamento do câncer.
A manifestação teve por objetivo repudiar a decisão do governo do Estado de limitar os gastos com procedimentos de quimioterapia e radioterapia e de não pagar R$1,2 milhão de excedentes do teto físico-financeiro dos meses de agosto e setembro, contrariando uma sistemática que vinha sendo seguida pela Secretaria Estadual da Saúde.
Concentrados na entrada do hospital, funcionários da instituição, médicos, voluntários das redes de combate ao câncer do interior e familiares de pacientes, seguiram em passeata até a Câmara Municipal, onde lotaram as galerias.
A sessão ordinária foi interrompida para que o diretor-superintendente da Fundação, Dr. Antonio Luís Cesarino de Moraes Navarro, falasse aos vereadores, pedindo apoio à campanha para que o governo do Estado, gestor dos recursos do SUS, realize o pagamento dos valores cortados sem aviso prévio.
Ele explicou que ao limitar o pagamento dos procedimentos de alta complexidade ao teto físico-financeiro, o governo obrigaria o hospital a deixar de atender milhares de pessoas que necessitam do tratamento oncológico e que morreriam por falta de assistência.
Lembrando a missão social da Fundação Hospital Amaral Carvalho enquanto entidade filantrópica, Dr. Antonio Luís afirmou que a instituição não iria participar do "vestibular da morte, da loteria da morte, escolhendo quem deve viver e quem deve morrer". Ele foi enfático ao garantir que o hospital continuará prestando atendimento a todos que necessitarem e para isso, precisa da mobilização popular e do apoio dos prefeitos, vereadores, deputados e da sociedade. "Nosso compromisso é pela vida", assinalou.
| Mobilização em Jaú |
 |  |
Apoio
Presentes na Câmara, o prefeito de Jaú, João Sanzovo Neto e o secretário municipal da Saúde, Dr. Antônio Marcos Rodrigues manifestaram apoio à instituição. E falando em nome dos vereadores, Antenor Zago, lembrou que, em 2002, o Amaral Carvalho recebeu o Prêmio de Qualidade Hospitalar – Categoria Nacional, conferido pelo Ministério da Saúde aos 10 melhores hospitais do Brasil no atendimento ao SUS, entre mais de 4.300 hospitais avaliados.
Esta semana, o diretor-superintendente do Amaral Carvalho espera se reunir com representantes do governo do Estado para reverter a situação, enquanto os funcionários, médicos, voluntários e apoiadores do hospital anunciaram que manterão a mobilização até a solução do impasse.
Célia Ribeiro, Núcleo de Comunicação Corporativa do HAC

|
21/10/2003 – Jornal Nacional, Globo
Diagnóstico precoce é essencial para o tratamento e a cura do câncer de próstata
|
É o que pretende esclarecer a campanha promovida, nesta semana, por 32 instituições filantrópicas que combatem a doença.
O aposentado Alberto Barbosa nunca vai esquecer o dia 23 de dezembro de 1993. "Cheguei na sala do médico e ele disse que eu estava com câncer na próstata. O chão se abriu", lembra Alberto. Ele passou por uma cirurgia e já fez 132 sessões de radioterapia nos últimos nove anos. "Se na minha época fosse mais difundido o problema da próstata teria me alertado para fazer os exames", acredita o aposentado.
De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCa) a cada ano são diagnosticados no Brasil 35 mil novos casos de câncer de próstata. E 70% deles, segundo a Sociedade Brasileira de Urologia são descobertos tarde demais. No momento em que não ha mais chances de cura.
Os médicos recomendam que todo homem deve começar a prevenção a partir dos 50 anos; e mais cedo, a partir dos 40, para quem tiver casos na família. Dois exames devem ser feitos todo ano: o de sangue, chamado PSA e o de toque, com o urologista. "Quando as lesões são pequenas, o tumor é curado em 80%, 90% dos casos por tratamento cirúrgico", fala o presidente da Associação Mineira de Urologia Francisco Bretãs.
Os principais centros de tratamento da doença no país começam hoje uma campanha sobre a importância da descoberta precoce do câncer. Foi depois de uma campanha que o aposentado Aureliano Espírito Santo venceu a vergonha e procurou o urologista. Há nove anos, ele faz os exames e consulta o médico regularmente.
"Eu me sinto tranquilo porque meu exame tem sempre dado normal, pretendo chegar aos 100 anos sem problema na próstata", conta Aureliano.

|
20/10/2003 – Outras Opiniões, Jornal do Brasil
Cinco segundos de toque
|
Aiatolá Khomeini, Alec Guiness, Charles de Gaulle, Cornelius Ryan, Desmond Tutu, François Mitterrand, Jerry Lewis, Harry Belafonte, Linus Pauling, Nelson Mandela, Norodom Sihanouk, Orestes Quercia, Paulo Gracindo, Paulo Maluf, Pat Boone, Pierre Trudeau, Rudolf Giuliani, Ruppert Murdoch, Sean Connery, Silvio Berlusconi, Telly Savalas.
Além de serem conhecidos, o que esses 21 homens têm de comum?
Dou logo a resposta: todos eles, em algum momento da vida, fizeram tratamento contra o câncer de próstata. Doze morreram. Nove estão curados: Desmond Tutu, Nelson Mandela, Norodom Sihanouk, Orestes Quercia, Paulo Maluf, Rudolf Giuliani, Rupert Murdoch, Sean Connery e Silvio Berlusconi.
Na lista de nomes, composta ao acaso, um dos citados, Cornelius Ryan, merece que se conte sua história. Ryan era um antigo correspondente da Segunda Guerra Mundial, famoso por ter escrito o livro a partir do qual foi produzido o filme "O dia mais longo", sobre o desembarque aliado na Normandia. Numa segunda-feira de 1970, quando ele voltava do fim de semana no Caribe, ouviu do seu urologista, em Nova York, esta frase curta e grossa: "Sorry, you have some malignancy in your prostate". Era o diagnóstico de um câncer na próstata.
Essa doença representava, naquele tempo, uma sentença de morte a curto ou médio prazo.
Corneluis Ryan, aos 50 anos, não se deu por vencido. Bom repórter, ele saiu pelo mundo, como São Cristóvão, à procura do melhor tratamento e do melhor terapeuta, onde quer que fosse. Viajou à França, que já adotava com sucesso a prostatectomia radical, uma operação para extirpar a próstata. Foi depois à Califórnia, cujos médicos lhe propuseram a radioterapia externa. Percorreu, em seguida, as clínicas da Alemanha, sem encontrar outras alternativas. Acabou optando pelo Memorial Sloan Kettering, um hospital perto de sua casa. Lá foi submetido a um tratamento revolucionário para a época: a braquiterapia, que consiste em depositar, na glândula, minúsculas sementes de iodo radioativo. Quatro anos mais tarde, acabou-se a história de Cornelius Ryan, que morreu de metástase.
De passagem, nos Estados Unidos, lembro-me de ter lido, com interesse, no Chicago Tribune, uma série de reportagens em que o veterano correspondente contava sem autocompaixão, os percalços de sua última batalha.
Trinta anos depois, abro o livrinho do médico Miguel Srougi, professor de urologia da Escola Paulista de Medicina, "Próstata: isto é com você", recém editado pela Publifolha em São Paulo. Com 1650 cirurgias praticadas, Miguel Srougi é, por assim dizer, o campeão brasileiro de operações na próstata.
Os tratamentos disponíveis, segundo o livro, continuam sendo a prostatectomia radical, a radioterapia externa e a braquiterapia, mas há uma novidade: a crioterapia, que promove a destruição das células cancerosas, introduzindo-se na glândula nitrogênio líquido à temperatura de 200 graus abaixo de zero. Sabe-se, hoje, também, que 10 a 15% dos tumores não precisam ser tratados. Esses ai são indolentes.
Apesar do progresso na medicina, o câncer na próstata ainda é, para qualquer homem adulto, o bicho-papão maior de todos. Um em cada quatro brasileiros, a partir dos 50 anos, mais cedo ou mais tarde, segundo as estatísticas, vai enfrentar o problema. Na faixa dos 80, a incidência chega a 50%.
O Instituto Nacional do Câncer (INCa) prevê que 35.240 brasileiros vão desenvolver a doença este ano, com base nas notificações do SUS. Talvez 167mil, no cômputo geral, segundo o doutor Miguel Srougi. A cada três minutos, no Brasil, um paciente ouve, no consultório ou no hospital, esse indesejável diagnóstico.
Quando a notícia chega ao ouvido, com o impacto de uma bomba, comvém saber que nem tudo está perdido, hoje me dia, ao contrário do que sucedeu com Cornelius Ryan. Se o tumor for descoberto, no seu início, ainda na próstata, há 85% de probabilidade de cura.
Não basta fazer, de seis em seis meses, aquele exame de sangue chamado PSA para detectar o mal a tempo. É preciso que o homem se submeta ao toque de próstata ou DRE, como os americanos chamam: digital rectal exam, com todas as letras. Só o dedo indicador, para constrangimento nosso, é capaz de sentir o tamanho, a consistência e a mobilidade dessa glândula que, em situações normais, pesa apenas 15 gramas.
—Fique tranqüilo, são três segundos— o médico me disse, segunda-feira passada, já com a luva de plástico na mão.
—Olhe lá!— duvidei, com meu senso de tempo, adquirido na televisão.
Um, dois, três, quatro, cinco.
Foram cinco segundos, no relógio, mas eles duram um século, antes de ouvir os parabéns: "Ela está lisinha".
Luís Edgar de Andrade (aldeota@bol.com.br)

|
07/10/2003 – ABIFCC
CAMPANHA NACIONAL DE PREVENÇÃO AO CÂNCER ENVOLVE 32 HOSPITAIS DE TODO O BRASIL
|
As Filantrópicas de Câncer - Abifcc lançaram na segunda-feira, 06, uma campanha de prevenção que reúne pela primeira vez os principais centros de tratamento da doença no país. São 32 instituições que farão um esforço conjugado nas principais regiões, de Porto Alegre a Manaus, para mostrar à população como se prevenir dos tumores mais freqüentes.
Criada pela J.W. Thompson e produzida pela Conspiração Filmes, Rede Globo e principais veículos da mídia impressa e da internet, primeira etapa da campanha terá Tarcísio Meira e Débora Falabella como personagens principais. Toda criação, produção e veiculação será gratuita.
Uma campanha nacional integrada e de longa duração, com o objetivo de alertar homens e mulheres sobre as formas de prevenção e a importância da detecção precoce dos tumores mais freqüentes. Esta é a ação que as Filantrópicas de Câncer - Abifcc prepararam e lançaram no dia 06 de outubro, às 15 horas, na sede da J.W.Thompson em São Paulo.
Os filmes da primeira etapa, que irão ao ar a partir do dia 21 de outubro, são estrelados por Tarcísio Meira e Débora Falabella e voltados à prevenção do câncer de próstata e de colo de útero. Os anúncios de jornais, revistas, rádio e internet também foram criados e desenvolvidos pela Thompson e começam a ser veiculados até o final deste mês.
Com a assinatura "Câncer não é ficção, sua prevenção também não", a campanha relaciona ficção e realidade. Nos filmes, Tarcísio Meira e Débora Falabella interpretam casos reais. No primeiro, o ator ressalta a importância do exame de toque retal para prevenir o câncer de próstata. No outro, a atriz enfoca os benefícios do exame Papanicolau na detecção de lesões que podem levar ao câncer de colo do útero.
O fato de os filmes abordarem o câncer de próstata e colo de útero é devido à alta incidência no homem e na mulher e pela importância da prevenção secundária, que exige exames periódicos. Além disso, os dois tipos de câncer são facilmente detectados por exames específicos. Atrás apenas do câncer de mama, o de colo de útero é o segundo mais incidente em mulheres. Para 2003, a estimativa é de 16 mil casos novos. O principal vilão é o vírus HPV, responsável por mais de 90% dos casos. No Brasil, o vírus, transmitido sexualmente, está presente em uma a cada quatro mulheres. Apesar de ter um índice de cura de mais de 90% se diagnosticado precocemente, apenas cerca de 20% das mulheres fazem o exame regularmente. "Se as pessoas fizessem pelo menos um exame durante a vida, metade dos tumores não existiria", diz Luisa Villa, pesquisadora do Instituto Ludwig de Pesquisa sobre o Câncer de São Paulo.
Em homens, o câncer de próstata é uma das maiores preocupações, pois seus índices aumentam muito em homens com mais de 40 anos. Só neste ano, segundo o Inca, mais de 35 mil casos novos serão registrados. A próstata é uma glândula localizada entre a bexiga e o reto, tem o tamanho de uma noz e é responsável pela produção do sêmen. Além da possibilidade hereditária de desenvolver a doença se houver algum caso na família, o consumo excessivo de álcool, dieta com pouca fibra e poucas fontes de vitaminas são fatores de risco para a doença.
A prevenção e detecção precoce também são as principais formas de evitar a doença. Por isso, a partir dos 50 anos, os homens devem procurar um especialista para fazer o toque retal, ou a análise do PSA, um exame de sangue que mede os níveis de uma substância relacionada a alterações na próstata.
Prevenção não è ficção
Cerca de 70% dos casos de câncer são causados pela exposição indevida a vários fatores de risco, como o cigarro, álcool, sol, além de vírus e bactérias.
Destes fatores, o cigarro é o que mais afeta a saúde da população. Cerca de 90% dos registros de câncer de pulmão, o que mais mata no mundo, são provocados pelo fumo. Só neste ano, no Brasil, serão diagnosticados mais de 22 mil casos. Além disso, o fumo está também relacionado aos casos de câncer de boca, laringe, traquéia, e bexiga. "No Nordeste, o câncer de boca é responsável por 10% de todos os tipos de câncer. Além do cigarro, a falta de higiene bucal contribui para um índice tão alto", diz João Batista Simões, oncologista do Hospital Napoleão Laureano, em João Pessoa, PB.
| Saiba o que deve ser feito para prevenir alguns dos tipos de câncer mais incidentes: |
| Tipos de câncer | Prevenção | a partir de |
| Mama | Auto-exame e mamografia | 40 anos |
| Pele | Uso de protetor solar diariamente e evitar o sol entre 10 h e 15 h | Sempre |
| Próstata | Exame de toque retal ou teste de PSA | 50 anos* |
| Colo de útero | Exame de Papanicolau a cada 6 meses | Começo da vida sexual |
| Pulmão | Não fumar | Sempre |
| Estômago | Alimentação saudável, rica em fibras e sem excesso de gorduras | Sempre |
| Intestino | Fazer exame de fezes regularmente | Sempre |
| Linfomas e Leucemias | Ficar atento a qualquer tipo de gânglio no corpo | Principalmente na infância e adolescência |
* Pacientes descendentes de africanos e com histórico familiar devem iniciar aos 40 anos

|
02/10/2003 – O Estado de São Paulo — Geral
Cor–de–rosa
|
|
O monumento às Bandeiras vai ficar com uma iluminação cor-de-rosa durante todo este mês como parte das ações da Campanha Mundial Contra o Câncer de Mama, realizada pela primeira vez no Brasil. O chafariz do lago do Parque do Ibirapuera e o Shopping Iguatemi, em São Paulo, e a Praia de Ipanema, no Rio, também estão participando do projeto, assim como outros 260 locais em 50 cidades do mundo, incluíndo a Torre de Pisa, na Itália. Este mês, estão previstas ações promocionais, cujos recursos serão revertidos para o Instituto Brasileiro do Controle do Câncer.
O objetivo da campanha é orientar às mulheres sobre a importância do auto-exame para ajudar no diagnostico precoce do câncer.
Marcio Fernandes/AE

|
16/06/2003 – ABIFCC
Presidente da FCECON é homenageado
|
No dia 16 de junho de 2003, o Presidente da FCECON, Dr. Manoel Jesus Pinheiro é homenageado na Câmara Municipal de Manaus, por seus relevantes serviços prestados no combate ao câncer do estado do Amazonas; recebendo na ocasião a medalha Adriano Jorge, instituída pela Câmara para agraciar pessoas que se destacam nas áreas da saúde e prevenção e do saneamento.

|
01/04/2003 – Hospitalar
Avon lança Instituto voltado para saúde da mulher
|
A Avon lançou oficialmente, no último mês de março, o Instituto Avon, que irá direcionar o investimento social voltado para a saúde e o bem-estar da mulher, além de articular e promover as ações de responsabilidade social corporativa.
O principal objetivo do Instituto Avon é apoiar e desenvolver projetos direcionados ao combate ao câncer de mama, bandeira levantada pela Avon Global há mais de 10 anos em inúmeros países. "No Brasil e no mundo, a Avon sempre investiu em ações para melhorar a qualidade de vida das mulheres e elegeu como prioridade a luta contra o câncer de mama. Com o Instituto, essas ações serão ampliadas ", esclarece Lírio Cipriani, diretor executivo da nova entidade.
A Avon incentiva ações pela prevenção do câncer de mama nos inúmeros países onde está presente. Desde 1992 a empresa já arrecadou US$ 250 milhões, revertidos para a prevenção, diagnóstico precoce e tratamento do câncer de mama. Em 2001, 12 países mantinham ações contra o câncer de mama e outros 30 desenvolviam programas voltados à saúde feminina em geral. Hoje 50 países já dão suporte a essa campanha que pretende se ampliar cada vez mais.
"Realizamos uma pesquisa com 30 mil mulheres em 53 países para descobrir quais eram suas principais preocupações, e, do ponto de vista de saúde, é o câncer de mama. Desde então, o combate à doença tornou-se uma verdadeira cruzada da Avon", revela Lírio Cipriani.
No Brasil, o Programa Saúde Integral da Mulher, a Avon Running - Corrida e Caminhada Contra o Câncer de Mama e a campanha Um Beijo pela Vida são alguns exemplos de iniciativas que vêm sendo realizadas pela Avon e cuja destinação dos recursos obtidos por essas ações passam a ser gerenciados pelo Instituto. No primeiro ano eles devem ser da ordem de R$ 3 milhões.
A Um Beijo pela Vida envolve várias iniciativas, desde a difusão de informações sobre a doença – com a distribuição de 1,8 milhão de Cartões da Mulher, com informações sobre os diversos exames que elas precisam realizar para ter uma vida mais saudável - até a doação de cinco mamógrafos à cidade de São Paulo, avaliados em meio milhão de dólares.
Lançada em 2002, Um Beijo pela Vida arrecadou no Brasil R$ 400 mil reais, através da venda de produtos diversos, entre eles um batom especialmente desenvolvido para essa campanha. O montante foi doado a quatro instituições em diferentes cidades brasileiras, que prestam atendimento gratuito e fazem prevenção, detecção e tratamento do câncer de mama. A segunda edição da campanha, que foi lançada simultaneamente com o Instituto Avon, pretende arrecadar R$ 800 mil.
Projetos apoiados
A arrecadação da campanha Um Beijo pela Vida no seu primeiro ano foi destinada a quatro entidades que atuam no diagnóstico precoce e na prevenção do câncer de mama. São elas: Fundação Centro de Controle de Oncologia do Amazonas - FCECON; Instituto da Mama de Porto Alegre e Bento Gonçalves (RS); Liga Baiana contra o Câncer - Hospital Aristides Maltez, em Salvador (BA); e Fundação PIO XII, do Hospital do Câncer de Barretos (SP). As quatro instituições beneficiadas pela campanha atendem a um universo de 100 mil mulheres.
Cada instituição recebeu cerca de R$ 100 mil reais para desenvolver seus projetos ao longo desse ano. O diretor executivo do Instituto Avon, Lírio Cipriani, explica que cada entidade definiu seu projeto de acordo com a necessidade local. "Em Barretos, por exemplo, a fundação terá uma unidade móvel de mamografia para ir até as mulheres."
O Instituto também passará a gerenciar os recursos provenientes da Avon Running – Corrida e Caminhada Contra o Câncer de Mama. Realizada há 17 anos, a Avon Running é um circuito global de corridas e caminhadas, que acontece em 14 países do mundo. No Brasil, terá algumas novidades em 2003, entre elas as novas parcerias (antes era realizada em parceria com o IBCC - Instituto Brasileiro de Controle do Câncer) e o aumento no número de eventos, que este ano serão cinco. "O objetivo das novas parcerias é dar oportunidade a mais instituições que atuam nesse setor", explica Cipriani.
Outra iniciativa importante é a parceria com o Instituto Brasileiro de Controle do Câncer - IBCC. Desde 1995 a Avon comercializa os produtos da campanha O Câncer de Mama no Alvo da Moda, tendo já contribuído com a soma de mais de R$ 13 milhões.
Já o Programa Saúde Integral da Mulher é realizado desde 1997, em parceria com o Conselho Estadual da Condição Feminina de São Paulo e o Conselho Nacional dos Direitos da Mulher. O objetivo do programa é fornecer informações sobre como as mulheres brasileiras podem conhecer seu corpo e cuidar melhor da sua saúde. Até 2000, o programa era voltado para as revendedoras autônomas e, desde então, foi expandido para a população em geral interessada nessas informações. Até o momento foram realizadas oficinas em oito cidades (Curitiba, Rio de Janeiro, Belém, Fortaleza, Recife, São Paulo, Brasília e Belo Horizonte), que atingiram diretamente mais de 10.500 mulheres.
O Instituto Avon também será responsável pela coordenação e promoção de projetos de voluntariado.
|

|