Notícias no Portal da ABIFICC 2012

SUS terá 11 novas terapias para câncer

CUIABÁ — O Ministério da Saúde lançou um pacote de medidas para remodelar o tratamento de pacientes com câncer pelo SUS (Sistema Único de Saúde). A lista de procedimentos foi atualizada, com a inclusão de 11 terapias, readequação de 20 e exclusão de 9, consideradas obsoletas. Além da revisão dos procedimentos, o ministério criou uma gratificação para incentivar hospitais a fazer mais cirurgias.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou a capacidade de expansão do atendimento. — O País dispõe de centros com capacidade para aumentar o número de atendimentos com a infraestrutura existente. O incentivo será dado para hospitais classificados com porte A e B, que realizam, respectivamente, mais de 1,6 mil cirurgias para tratamento de pacientes com câncer por ano. Aqueles que superarem a meta receberão um acréscimo de 20% nos valores pagos pelos procedimentos. — A ideia é que centros ganhem em escala. Muitos podem perfeitamente trabalhar em três turnos, realizando, por exemplo, cirurgias ou quimioterapia à noite para pacientes internados.

A estratégia começou a ser estudada no início do ano por uma equipe do ministério, integrantes do Inca (Instituto Nacional do Câncer) e representantes da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica. — O objetivo é reduzir ao máximo a espera para o início do tratamento de câncer. Além de aproveitar a capacidade já instalada dos centros, Padilha disse ser necessária a criação de pontos de atendimento em áreas onde hoje a oferta ainda é deficiente. — Precisamos reduzir as desigualdades. Para criação de novos serviços, é preciso também garantir profissionais. O ministro conta que a partir de 2013 uma nova dinâmica para discussão do atendimento de pacientes com câncer será adotada. A ideia é fazer reuniões periódicas com direção de hospitais e representantes de Estados e municípios onde serviços funcionam para avaliar as necessidades, criar estímulos e, se necessário, reorganizar o atendimento.

Fragilidades
O grupo formado no início do ano identificou duas fragilidades no atendimento: a oferta de serviços de radioterapia e cirurgias. Numa primeira etapa, o governo anunciou a expansão dos centros de radioterapia. A meta é ter, até 2014, 80 centros de atendimento. Além dos serviços públicos, o governo autorizou a realização de tratamentos radioterápicos em serviços especializados particulares conveniados com o SUS. — Novos centros foram credenciados, sobretudo nas regiões Norte e Nordeste. A meta agora é melhorar a oferta de cirurgias. — Além da incorporação de novas técnicas, decidimos reajustar as tabelas. Entre as novas cirurgias, cinco são de cabeça e pescoço.
29/12/2012MídiaNews

Saúde destina R$ 12,5 milhões ao tratamento de doenças crônicas não transmissíveis

BRASÍLIA — O Ministério da Saúde destinará R$ 12,5 milhões ao Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT). O valor será distribuído entre os fundos de saúde estaduais, municipais e do Distrito Federal (DF). Cada estado e o DF receberão entre R$ 175 mil e R$ 250 mil a serem investidos no fortalecimento e implementação das ações previstas pelo plano do governo. Os valores estão em portaria publicada hoje (27) no Diário Oficial da União.

Apresentado em agosto de 2011, o Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento de DCNT prevê ações até 2022. O objetivo é reduzir em 2% ao ano a taxa de mortalidade prematura de pessoas com até 70 anos de idade, em decorrência de doenças como câncer, diabetes, infarto, acidente vascular cerebral e doenças respiratórias. A meta é atingir a relação de 196 casos por 100 mil habitantes até 2022. Em 2011, a relação era de 255 vítimas para cada grupo de 100 mil habitantes.

O programa prevê atendimento médico em casa para pacientes com dificuldade de locomoção que não precisam ser hospitalizados e criação de leitos de retaguarda nas enfermarias dos hospitais para atendimento dos que ainda necessitam de cuidados depois de passar por intervenções de urgência nas próprias enfermarias.

Também prevê a implantação de unidades específicas nos hospitais para o atendimento de doentes cardíacos e de vítimas de acidente vascular cerebral e cobertura de exame de colo de útero para mais de 80% das mulheres de 25 a 64 anos de idade. Além disso, está prevista a oferta universal (100%) do tratamento para quem tiver o diagnóstico de câncer de mama ou de útero, os dois tripos de tumores malignos que mais matam as brasileiras.
27/12/2012Mariana Tokarnia para Agência Brasil

Brasil começa a produzir primeiro genérico para tratamento do câncer

RIO DE JANEIRO — O Sistema Único de Saúde (SUS) recebeu hoje (19) o primeiro lote do medicamento mesilato de imatinibe, usado no tratamento de leucemia mieloide crônica e do tumor do estroma gastrointestinal. O remédio é produzido pelos laboratórios públicos Farmanguinhos e Vital Brazil, em parceria com cinco laboratórios privados.

Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, é o primeiro medicamento genérico para o câncer produzido no Brasil. De acordo com ele, no país, cerca de 8 mil pessoas dependem do medicamento, que era comprado de um laboratório estrangeiro por R$ 140 milhões por ano. Com a produção do remédio nacional, o Ministério da Saúde acredita que serão economizados cerca de R$ 340 milhões nos próximos quatro anos.

“O Brasil passa a produzir aqui no país um genérico para o câncer, garantindo, para a nossa população, um remédio com qualidade e garantindo que o Brasil seja autossuficiente em relação a isso. Ou seja, é o Brasil podendo garantir, cada vez mais, o tratamento à sua população, independentemente de qualquer oscilação do mercado internacional”, disse Padilha.

O primeiro lote, entregue hoje, contém 220 mil comprimidos. Em 2013, devem ser produzidos 5 milhões de comprimidos, o suficiente para atender a toda a demanda nacional. O ministro disse que a economia garantida pela produção nacional do medicamento pode ser revertida na produção e no suprimento de mais medicamentos à população.

Outro benefício de produzir remédios no país, com a compra garantida pelo Ministério da Saúde, é criar mercado para que grupos farmacêuticos brasileiros e estrangeiros invistam mais na pesquisa e produção no Brasil. Padilha disse ainda que o Ministério da Saúde quer que o país comece a produzir marcapassos e retome a produção de insulina.

Em visita ao Rio de Janeiro, o ministro também comentou a decisão da Justiça do Rio de manter internada uma usuária de crack. Segundo Padilha, uma lei federal já estabelece que internações compulsórias de dependentes químicos podem ocorrer em determinadas situações.

“O fundamental é ajudar a cidade do Rio de Janeiro. O Ministério da Saúde está do lado do prefeito Eduardo Paes para ampliarmos a rede de cuidado e atendimento à pessoa que é vítima da dependência química do crack. O decisivo no enfrentamento do crack e da dependência química não é só cuidar ou internar, mas reconstruir o projeto de vida dessas pessoas. Por isso, estamos apostando na ampliação dos consultórios nas ruas, em que os profissionais avaliam se a pessoa corre risco de vida, se ela precisa ou não ser submetida à internação”, disse.
19/12/2012 – por Vitor Abdala para Agência Brasil

Médicos do Erasto Gaertner lançam livro

Instituição associada à Abifcc CURITIBA — Especialistas contam suas experiências e desafios nas emergências cirúrgicas.

Os médicos Flavio Daniel Saavedra Tomasich e Phillipe Abreu, respectivamente do serviço cirurgia e emergência do Hospital Erasto Gaertner, lançam nesta quarta-feira (12), o livro “SOS Doutor: Emergências Cirúrgicas”. A obra, escrita em conjunto com outros dois médicos, Adonis Nasr e Iwan Collaço, traz diversas situações de emergências cirúrgicas vivenciadas pelos autores, com uma visão atual e contextualizada da realidade do sistema de saúde.

As informações contidas no livro são relevantes tanto para os jovens estudantes, quanto aos profissionais mais experientes.

Serviço:
Hospital Erasto Gaertner

R. Dr. Ovande do Amaral, 201 - Jardim das Américas
CEP 81.520-060 - Curitiba/PR
Telefone: (41) 3361-5000
www.erastogaertner.com.br
@erastogaertner | www.facebook.com/Hospital-Erasto-Gaertner
17/12/2012Virginia Vilela - Assessoria de imprensa do Hospital Erasto Gaertner

Tratamento de câncer e outras doenças ganha impulso com a nanotecnologia

MADRID — A nanotecnologia, utilizada na medicina para diferentes tratamentos de saúde, tem se tornado indicada para o combate a doenças que vão do câncer de pele ao mal de Parkinson e de Alzheimer, graças ao desenvolvimento de novas técnicas para sua aplicação.

Uma série de pesquisas realizadas pelo Grupo de Fotobiologia e Fotomedicina do Centro de Nanotecnologia e Engenharia Tecidual da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo (USP), em Ribeirão Preto, tem resultado em diferentes possibilidades de tratamento, viáveis técnica e economicamente.

Várias dessas inovações, que utilizam nanomedicamentos em conjunto com a aplicação de luz sobre os tumores, foram apresentadas por Antonio Claudio Tedesco, coordenador das pesquisas, durante o evento “Fronteras de la Ciencia – Brasil y España en los 50 años de la FAPESP".

O simpósio integra as comemorações dos 50 anos da FAPESP e reuniu, de 10 a 14 de dezembro, nas cidades de Salamanca e Madri, pesquisadores do Estado de São Paulo e de diferentes instituições de ensino e pesquisa do país ibérico.

Nas pesquisas apresentadas por Tedesco, destacam-se as que utilizam partículas metálicas nanoestruturadas para a melhoria de diagnósticos feitos por imagens, além da construção de próteses de alta eficiência, parte delas envolvendo células-tronco voltadas para a aplicação na engenharia tecidual, para regeneração de vasos sanguíneos, por exemplo.

“A nanotecnologia, com o desenvolvimento de novos sistemas de veiculação de fármacos, tem permitido que moléculas antes usadas para o tratamento de determinados tipos de patologias possam ser redesenhadas e utilizadas com novas funções”, disse à Agência FAPESP o pesquisador que coordena um Projeto Temático sobre o tema apoiado pela FAPESP.

De acordo com Tedesco, a combinação de fotoprocessos utilizando nanotecnologia à administração de fármacos, de maneira intravenosa ou tópica, é realidade para tratamentos de cânceres de pele, que em 80% dos casos não são melanômicos, ou seja, podem ser tratados por essa terapia. O mesmo tipo de tratamento, no entanto, não se aplica ao melanoma que, por ser uma lesão pigmentada (de cor escura), absorve todos os comprimentos de onda luminosa visível.

“Normalmente, com uma única aplicação, em 98% dos casos a doença desaparece, sem cirurgia e dispensando tratamentos como radioterapia ou cirurgia. O custo desse tratamento é muito baixo, equivalente a R$ 70 a cada três aplicações, o que o torna uma opção viável para ser aplicado nesse tipo de neoplasia”, disse Tedesco.

O material desenvolvido pelo laboratório na USP de Ribeirão Preto está patenteado desde 2002 e abrange, além da molécula, também seu processo de aplicação.

“Desenvolvemos um fármaco clássico nanoestruturado, o ácido aminolivulínico e seus derivados, ambos aprovados pelo FDA [Food and Drug Administration], órgão responsável por sua aprovação nos Estados Unidos. Esse mesmo tipo também é aprovado e utilizado na Europa e Japão”, disse.

Atualmente, já existem fármacos de segunda e terceira geração para esse tipo de aplicação aguardando o uso em fase clínica.

Histórico abrangente
Na área de oncologia, as pesquisas do Centro de Nanotecnologia e Engenharia Tecidual da USP surgiram especificamente com a utilização de fotoprocessos, aliados à nanotecnologia como forma de veicular essas moléculas e provocar sua interação com as células neoplásicas de forma sítio-específica, ou seja, com ação direta sobre o tumor.

“No caso de neoplasias, usamos pigmentos [moléculas naturais ou sintéticas] ativados pela luz visível, que se distribuem por todas as células, garantindo que as células cancerosas possam ter um acúmulo maior dessa molécula, que é o objeto desse tipo de fotoativação. Com a nanotecnologia, a tecnologia farmacêutica passou a contar com vários sistemas que permitem aumentar a especificidade da partícula que carrega o fármaco para a célula neoplásica”, disse Tedesco.

De acordo com o pesquisador, um percentual de células sadias acaba marcado durante o processo, que só funciona terapeuticamente quando há conjunção com a fotoativação luminosa.

“A luz é aplicada após o tempo de biodistribuição do fármaco na lesão, que varia para cada tipo de tumor e molécula usada e desencadeia a ação da molécula, produzindo uma grande quantidade de radicais livres num curto espaço de tempo”, disse.

Esse choque de radicais livres é o que leva, segundo apontam as pesquisas, a uma resposta biológica, que ocorre na chamada fase escura, após a iluminação, que acontece em um tempo muito curto.

Com as novas gerações de moléculas, que se instalam mais rapidamente na lesão, o tempo necessário para a ação do tratamento também está diminuindo. De fato, trata-se de uma série de eventos bioquímicos, fotoquímicos e fotobiológicos que leva, em última instância, à destruição da massa tumoral.

O processo envolve a aplicação da medicação seguida da aplicação de luz exatamente sobre o tumor, para a fotoativação do medicamento. Segundo Tedesco, a técnica é segura, porque mesmo se um tecido saudável absorver parte da molécula veiculada não haverá qualquer alteração, pois a molécula, sem a posterior aplicação de luz, acaba biodegradada.

Em oncologia, a nanotecnologia abriu uma nova frente de veiculação de fármacos, embora, para Tedesco, o uso sistêmico da nanotecnologia aliada a fotoprocessos ainda esteja em fase inicial em novas áreas.

“Estamos iniciando os estudos para aplicações desse procedimento em órgãos como bexiga, próstata e útero, ou seja, em órgãos que permitem a iluminação por cavidade”, disse.

Possibilidades de tratamento
Em sua exposição em Salamanca, outros focos de pesquisa também foram apresentados por Tedesco, como o estudo das doenças do sistema nervoso central, no qual o grupo da USP em Ribeirão Preto está atualmente focado.

“Desenvolvemos um sistema proteico polimérico para veiculação que permeia a barreira hematoencefálica, o que abre novas possibilidades, pois essa barreira é extremamente seletiva. Com esse sistema, há um reconhecimento da proteína e a barreira se abre, permitindo que o fármaco incorporado penetre no cérebro”, disse.

O conhecimento sobre nanotecnologia e fotoativação em oncologia está agora sendo direcionado pelo grupo de pesquisas ao estudo de outras doenças, como Alzheimer e Parkinson.

“Neste momento, buscamos desenvolver novos desenhos nanométricos para fármacos clássicos para o tratamento do mal de Parkinson, em conjunto com a Santa Casa de São Paulo e a Universidade de Brasília, e para o tratamento da epilepsia, em conjunto com a Universidade Federal de São Paulo”, contou Tedesco.

A técnica também está sendo usada para a regeneração de vasos sanguíneos, pois áreas que desenvolvem tumores fazem com que os vasos ao seu redor tornem-se mais porosos.

“Em casos de angiogênese, quando o vaso cresce em direção ao tumor, precisamos desenvolver sistemas nanoestruturados antiangiogênicos para o restauro do vaso. Essas alterações, que debilitam os vasos pelo crescimento do tumor, fazem com que o medicamento usado nos tratamentos por quimioterapia ou fototerapia seja extravasado e não chegue à massa tumoral, daí a necessidade de regeneração dos mesmos”, disse Tedesco.

Além de impedir o crescimento de vasos em direção ao tumor, a técnica permite restaurar os vasos porosos, fazendo com que o medicamento quimioterápico chegue ao tumor com exatidão, além de possibilitar sua remoção cirúrgica de forma mais segura.

“A nanotecnologia funciona na veiculação dos fatores antiangiogênicos (peptídeos e proteínas), que são a mesma classe de moléculas que aportamos no desenvolvimento de sistemas de veiculação de fármacos usados no tratamento de doenças do sistema nervoso central, ou seja, tudo está relativamente interrelacionado”, explicou.

A novidade está na parte da engenharia tecidual. “A partir do momento em que conseguimos entender como a luz visível, em combinação com o fármaco veiculado de forma nanoestruturada, modula a resposta tecidual, podemos fazer com que aquele tecido apresente um processo de cicatrização mais rápido, ou que uma pele implantada em um paciente que sofreu queimadura passe a ter uma integração mais rápida com o tecido que a recebe, que é essa nova linha de fotobiomodulação”, disse Tedesco.

Desse modo, o mesmo fármaco, em doses menores e com diferentes tempos de aplicação da luz, levaria à regeneração do tecido, ou seja, pode-se acelerar o fechamento cicatricial utilizando o mesmo tratamento utilizado para o câncer.

“Estamos entendendo como funciona a fotobiomodulação, porque é um modelo extremamente complexo”, disse Tedesco.

Apesar das novas aplicações, a base da pesquisa continua a mesma: a nanotecnologia aliada ao uso da luz visível e do fármaco fotossensível, em busca de respostas moduladas. Nessa linha de trabalho, a mais recente incursão do grupo de Tedesco é a pesquisa que envolve células-tronco, na qual se busca modular processos de diferenciação celular.

“A nanotecnologia e o fotoprocesso estão se tornando ferramentas para ampliar as possibilidades de tratamento. A ideia agora é discutir cooperações internacionais para avançarmos nessas pesquisas e suas aplicações”, disse Tedesco.
17/12/2012 – por Samuel Antenor para Agência Fapesp

Jovens se tornam os mais afetados por câncer de boca e garganta

Instituição associada à Abifcc MADRID — Até pouco tempo atrás, os tumores de boca e de garganta eram tipicamente associados a pacientes com mais de 50 anos e histórico de consumo pesado de álcool e tabaco. Mas, nos últimos anos, estudos epidemiológicos têm apontado uma emergência de casos em pessoas jovens que nunca fumaram ou beberam – a maioria deles associada à infecção pelo papiloma vírus humano (HPV).

A mudança no perfil dos afetados por esse tipo de câncer tem grandes implicações nos programas de prevenção, detecção precoce e também no tratamento da doença.

O tema foi abordado pelo médico Luiz Paulo Kowalski, diretor do Departamento de Cirurgia de Cabeça e Pescoço e Otorrinolaringologia do Hospital A.C. Camargo, nesta quinta-feira (13/12), durante o evento “Fronteras de la Ciencia – Brasil y España en los 50 años de la FAPESP".

O simpósio integra as comemorações dos 50 anos da FAPESP e reúne, nas cidades de Salamanca (10 a 12/12) e Madri (13 e 14/12), pesquisadores do Estado de São Paulo e de diferentes instituições de ensino e pesquisa do país ibérico, em uma programação intensa, diversificada e aberta ao público.

“Levantamentos anteriores feitos no Brasil apontavam uma prevalência de infecção pelo HPV menor que 2% nos pacientes com câncer de cabeça e pescoço. Mas um estudo nosso publicado em 2012 mostra que em pacientes jovens com tumores de boca a prevalência é de 32%. Isso é bem alto”, contou Kowalski à Agência FAPESP.

Foram comparadas 47 amostras de tumores de pacientes com menos de 40 anos e 67 amostras de pacientes com mais de 50 anos. Entre os mais velhos, o índice de infecção pelo HPV foi de 8%. Os resultados da pesquisa, realizada com apoio da FAPESP, foram publicados no International Journal of Cancer.

“Nos dois grupos, o estágio da doença era parecido, a localização do tumor era semelhante e, ainda assim, os pacientes jovens HPV positivos tinham taxa de sobrevida melhores que os demais”, contou Kowalski.

Esse achado reforça dados de estudos anteriores que apontam um melhor prognóstico para pacientes HPV positivo. “Parece ser um tumor diferente, com comportamento mais localizado e menos agressivo. Em geral, os pacientes respondem melhor ao tratamento”, disse.

Em outra investigação em andamento, estão sendo comparados 23 pacientes com câncer de orofaringe (amígdala) atendidos no Hospital A.C. Camargo com 10 pacientes atendidos no Hospital do Câncer de Barretos, no interior de São Paulo.

O objetivo é identificar marcadores de resposta ao tratamento, mas ao fazer a avaliação da presença do HPV os pesquisadores encontraram um dado interessante: enquanto 78% dos pacientes da capital são positivos para a presença do vírus, todos os voluntários de Barretos foram negativos.

“Provavelmente essa diferença se deve ao fato de que na capital as pessoas aderiram mais às campanhas antifumo e hoje bebem menos do que antigamente. Já no interior, os hábitos mudaram menos. Além disso, o comportamento sexual na capital também está mais diferente e isso é um dos fatores ao qual se atribui o aumento da ocorrência dos casos de câncer associados ao HPV”, explicou Kowalski.

"A discrepância nos índices de infecção pelo vírus, mais uma vez, se refletiu nos resultados terapêuticos alcançados em cada grupo negativo, e a resposta terapêutica é muito pior”, disse.

A pesquisa está sendo realizada no âmbito do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Oncogenômica do Hospital A.C. Camargo, um dos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCT) apoiados pela FAPESP e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Mudança de paradigma
Há 20 anos, o panorama para um jovem com câncer de cabeça e pescoço era muito ruim. “Em geral, eram pessoas que começaram a fumar e beber muito cedo. Tinham más condições nutricionais, um estado físico muito comprometido e tumores muito agressivos”, contou Kowalski.

Hoje, por outro lado, um paciente jovem, HPV positivo, sem histórico de consumo pesado de álcool e cigarro tem grandes chances de sobreviver ao tratamento e de voltar à vida normal.

Para Kowalski, essa mudança de paradigma exige a revisão dos programas de prevenção e detecção precoce da doença, muito focados em cuidados com a boca e em pacientes fumantes e etilistas. “Agora temos de nos preocupar com todas as pessoas. Mesmo quem não fuma e não bebe pode estar em risco”, disse.

Além disso, segundo o médico, é preciso lutar pela institucionalização de campanhas de vacinação contra o HPV para meninas e também para meninos.

“Embora existam mais de 200 variações de HPV, a maioria dos casos de câncer de orofaringe está associada aos tipos 16 e 18, contra os quais a vacina é capaz de proteger. É a melhor forma de prevenir a doença no futuro”, destacou Kowalski.
14/12/2012Karina Toledo, de Madrid para Agência Fapesp

Assembleia que decide paralisação de serviços do SUS na Santa Casa é adiada para janeiro

MARILIA — A paralisação do atendimento médico pelo SUS (Sistema Único de Saúde) na Santa Casa que seria decidida ontem em assembleia em Brasília foi adiada para o dia 14 de janeiro. O motivo seria a viagem do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, para Cuba, o que hospitais consideram que pode enfraquecer manifestação em assembleia.

Hospitais reivindicam reajuste de 100% sobre os cem principais procedimentos de média e baixa complexidade, a anistia das dívidas relacionadas a tributos e contribuições, bem como a reestruturação do endividamento bancário dos hospitais.

O documento que ficou conhecido como “Carta de Votuporanga”, que contém as reivindicações, foi organizado pelo movimento intitulado “Tabela SUS: Reajuste Já” e reúne 68 representantes das Santas Casas e hospitais filantrópicos. A Santa Casa de Misericórdia de Marília foi representada pelo diretor administrativo, Sérgio Stopato Arruda.

Marília participa do movimento desde o início. O provedor do hospital, Milton Tedde, além de denunciar a falta de atualização em procedimentos como consultas, exames e cirurgias que geram deficit nas entidades, ainda aponta que distorção transfere para os hospitais filantrópicos e a sociedade civil organizada a obrigação de custear (com fundos próprios, campanhas, doações) mais de 35% de todos os recursos gastos com a saúde pública.

Caso haja paralisação, funcionarão apenas os serviços de urgência e emergência. De acordo com o movimento, as Santas Casas e os Hospitais Filantrópicos do Brasil são responsáveis por 57% da assistência do SUS, sendo imprescindível ao setor público. Mas as entidades estão sofrendo com situação econômica e financeira, decorrente de deficit continuado na relação dos serviços prestados pelo SUS com os pagamentos repassados.

A estimativa é que em Marília cerca de 10 mil pessoas sejam prejudicadas por dia. O valor projetado do deficit da entidade em 2012 deve ultrapassar R$ 1,5 milhão. Em 2011 a diferença entre receitas e despesas foi negativa em R$ 683 mil. No período foram repassados aos cofres da Santa Casa 25,2 milhões, enquanto os gastos ultrapassaram R$ 38 milhões.
13/12/2012Diário de Marília

Hospital do Câncer de Muriaé cria bolsa com material reciclável

Instituição associada à Abifcc MURIAÉ — Para ter boas ideias sustentáveis é preciso ser muito mais que consciente, mas também criativo. Colaboradores do Centro de Material Esterilizado (CME) em parceria com o Serviço Processamento de Roupa (SPR) criaram uma forma de aproveitar o SMS (tecido semelhante ao TNT, usado para embalar os materiais), que além de ser útil também ajuda na preservação do meio ambiente.

Colaboradoras - Equipe da CMEmaterial sms

A inspiração aconteceu quando uma representante da empresa fornecedora de SMS estava com uma bolsa semelhante e de imediato a equipe do CME trouxe a proposta para a instituição com algumas adaptações. Além da bolsa com alça comum fizeram capa para litro de água mineral, bolsa de academia, porta sapato, lixeirinha de carro e aproveitando a época festiva, guirlanda de natal.

Bolsa em smsGuirlanda em sms

O projeto traz ganhos ambientais e sociais para o Hospital. A coordenadora do setor, Sarah Vassali explica que consomem 26 pacotes, com 100 unidades cada, por mês. Todo esse material que ia para o lixo, com a reciclagem, poderá beneficiar pacientes e colaboradores. "Estamos criando várias estratégias para aproveitar o SMS. Além de disponibilizar a equipe para confecção - tanto a nossa como a costureira do SPR - também queremos fazer algumas doações para pacientes e até vender a preço simbólico para ajudar a Casa de Apoio", disse.
13/12/2012Larissa de Assis, Assessoria de Imprensa - Fundação Cristiano Varella

Teste molecular poderá evitar cirurgia desnecessária em pacientes com câncer retal

SÃO PAULO — O tratamento padrão para câncer de reto atualmente envolve a chamada terapia neoadjuvante – que consiste em aplicar quimioterapia e radioterapia para reduzir o tamanho do tumor –, seguida por uma cirurgia invasiva que, na maioria dos casos, tem grande impacto na qualidade de vida do doente.

Uma parcela significativa dos pacientes reponde tão bem à terapia neoadjuvante que poderia até mesmo ser dispensada da cirurgia. Cientistas do Instituto Ludwig de Pesquisa sobre o Câncer, do Centro de Oncologia Molecular do Hospital Sírio-Libanês e do Instituto Angelita & Joaquim Gama trabalham no desenvolvimento de um teste molecular com o objetivo de auxiliar os médicos a identificar esses casos.

Os resultados preliminares da pesquisa, que conta com apoio da FAPESP, foram apresentados por Anamaria Aranha Camargo, diretora do Instituto Ludwig, no dia 11 de dezembro, durante o evento “Fronteras de la Ciencia – Brasil y España en los 50 años de la FAPESP.

O simpósio integra as comemorações dos 50 anos da FAPESP e reúne, nas cidades de Salamanca (10 a 12/12) e Madri (13 e 14/12), pesquisadores do Estado de São Paulo e de diferentes instituições de ensino e pesquisa do país ibérico, em uma programação intensa, diversificada e aberta ao público.

Segundo Camargo, aproximadamente 3% dos pacientes não respondem à terapia neoadjuvante e são submetidos desnecessariamente aos efeitos adversos da quimioterapia e da radioterapia. No outro extremo, porém, há 30% que respondem tão bem que nem sequer precisariam ser operados.

“Esse número pode chegar a 60% dependendo do protocolo usado. Precisamos de ferramentas mais eficientes para diferenciar esses casos e fazer um tratamento mais personalizado”, disse Camargo à Agência FAPESP.

Hoje, a avaliação dos resultados da terapia neoadjuvante é feita por meio de análises sorológicas, toque retal e exames de imagem, como ultrassom e tomografia. Mas nenhuma dessas técnicas é suficiente para dar ao médico a certeza de que o tumor desapareceu. Na dúvida, os cirurgiões preferem operar.

Dependendo da área afetada, a cirurgia pode prejudicar a função sexual e causar incontinência urinária e fecal. A boa notícia, porém, é que os avanços na área de genômica estão permitindo a identificação de marcadores e o desenvolvimento de testes personalizados que poderão livrar boa parte dos pacientes desse sofrimento.

Em parceria com os pesquisadores Angelita Habr-Gama e Rodrigo Oliva Perez, do Instituto Angelita & Joaquim Gama, o grupo de Camargo sequenciou o genoma do tumor de sete pacientes e identificou todos os rearranjos cromossômicos presentes em cada caso. Em seguida, foram desenvolvidos ensaios moleculares que permitem rastrear a presença dessas alterações cromossômicas em amostras de sangue.

“Se o exame molecular detectar a presença do DNA alterado, é sinal de que ainda há células tumorais produzindo e liberando esse material na corrente sanguínea. Já se o resultado for negativo, o paciente poderá repetir o teste de tempos em tempos para ter certeza de que não houve uma recidiva”, explicou Camargo.

Validação em grupo diferente
O método já foi testado em dois dos sete pacientes que tiveram o genoma sequenciado. “Como controle positivo, escolhemos um caso em que o exame clínico havia confirmado que o tumor continuava presente e o teste molecular, de fato, conseguiu rastrear o DNA tumoral no sangue”, contou Camargo.

Como controle negativo, os pesquisadores aplicaram o teste molecular em um paciente que já havia sido operado e a biópsia não havia revelado células tumorais. O resultado do exame molecular também foi negativo, reforçando a hipótese de que a cirurgia foi desnecessária.

“Começamos pelos extremos e agora vamos testar os pacientes em que haveria dúvida. Se conseguirmos reunir evidências de que o método tem, de fato, utilidade clínica, o próximo passo é testá-lo em uma amostra maior”, disse Camargo.

A grande dificuldade, segundo a pesquisadora, é que nos casos de câncer retal não existe um padrão recorrente de rearranjos cromossômicos. “Alguns pacientes podem ter dez rearranjos e outros podem ter mais de cem. Com a tecnologia de sequenciamento disponível hoje a um custo relativamente baixo, é possível analisar cada um dos tumores e desenhar os ensaios moleculares de forma individualizada”, disse.

Paralelamente, os cientistas analisam o perfil de expressão gênica em outra amostra de 30 pacientes para tentar identificar um conjunto de genes capaz de indicar antecipadamente a resposta ao tratamento neoadjuvante.

“Já achamos uma assinatura gênica capaz de dividir os pacientes em dois grupos – aqueles que respondem completamente ao tratamento e aqueles que têm resposta incompleta. Mas, para ter certeza, precisamos fazer a validação em um grupo diferente de voluntários”, explicou Camargo.

Segundo a pesquisadora, a estimativa é que no início de 2013 o sequenciamento de um genoma humano completo poderá ser feito a um custo de US$ 1 mil.

“Ainda é uma metodologia cara e poderá levar um tempo até ser incorporada ao Sistema Único de Saúde. Mas é um avanço importante e, como toda tecnologia nova, leva um tempo para ser incorporada e socializada”, disse.
12/12/2012Karina Toledo, de Salamanca para a Agência Fapesp

Hospital Erasto Gaertner é destaque no 14º Prêmio Abrasca

Instituição associada à Abifcc CURITIBA — Centro de excelência em diagnóstico e tratamento de câncer, o Hospital Erasto Gaertner é uma das instituições mais reconhecidas do sul do país. Tem na sua missão um compromisso com a sociedade: combater o câncer com humanismo, ciência e afeto, e agora, acaba de receber um prêmio em que mostra a sua transparência de resultados.

O Prêmio Abrasca é realizado anualmente com o objetivo de avaliar os conteúdos de Relatórios Anuais das empresas e incentivar o aprimoramento da elaboração, levando em conta os quesitos: clareza, transparência, qualidade, quantidade de informações, inovação em apresentação expositiva e projeto gráfico.

O Erasto Gaertner ficou em 5º na premiação nacional. No ano passado, o Hospital foi classificado em 8º lugar, o que mostra a preocupação de seus mantenedores em estreitar cada vez mais a relação humana, mantendo seu compromisso de transparência e responsabilidade social.
05/12/2012Virginia Vilela - Assessoria de imprensa do Hospital Erasto Geartner

Após intervenção de 5 anos, Hospital do Câncer de PE volta a ser referência

RECIFE — Cinco anos após ter as enfermarias recuperadas, novos equipamentos adquiridos e retomado a construção de um prédio anexo, o Hospital do Câncer de Pernambuco (HCP), localizado na Avenida Cruz Cabugá, no bairro de Santo Amaro, área central do Recife, voltou a ser referência para os pacientes vindos de várias partes do Estado e do Brasil para o tratamento da doença.

Todos os dias, o hospital, inaugurado em 1945 e que desde 2007 está sob intervenção do governo do Estado, atende uma média de mil pessoas, a maioria vinda do Recife e de cidades do interior de Pernambuco, e de outros estados, como Paraíba e Alagoas. Com a grande movimentação, além dos funcionários, o local conta com a ajuda de 150 voluntários.

O interventor do hospital, o médico Francisco Saboya Júnior, disse que uma das primeiras medidas adotadas depois da intervenção foi regularizar o pagamento dos servidores, que estava com quatro meses de atraso. Ao assumir o cargo, ele informou que diminuiu para R$ 8 milhões a dívida de R$ 54 milhões que a instituição tinha. “O HCP é tão viável que eu estou construindo o que a administração passada começou há dezessete anos e ficou no esqueleto para concluir. Dentro de mais um ano, um moderno anexo de primeiríssima qualidade será entregue."

A estrutura do hospital mudou bastante com a restauração. As enfermarias foram recuperadas e agora contam com climatização. Desde 2008, o setor de quimioterapia foi ampliado e o HCP passou a oferecer um refeitório para funcionários e acompanhantes de pacientes.

A paciente Isvânia Moraes de Souza, que está está em tratamento no HCP pela segunda vez, conta que está contente com o atendimento prestado. “Com essa reforma que teve aqui no HCP, o tratamento é ótimo. Melhorou bastante, porque nós encontramos apoio, tanto da equipe médica, como das meninas que fazem o apoio psicológico", conta.

A construção do prédio anexo do hospital, paralisada há dezessete anos, deverá ser retomada em fevereiro de 2013. Na área dos equipamentos, um novo mamógrafo faz cerca de mil exames de mamografia por mês.
03/12/2012G1PE

CE vota projeto do Ato Médico na terça-feira

BRASÍLIA — Volta a ser discutido pela Comissão de Educação (CE), na terça-feira (4), o projeto que regulamenta o exercício da Medicina, conhecido como Ato Médico. O substitutivo da Câmara ao PLS 268/2002 é o primeiro item da pauta da reunião, com início previsto para as 11h. A proposta tem causado polêmica entre profissionais de saúde desde sua apresentação, há uma década, pelo então senador Benício Sampaio.

O texto lista procedimentos que só poderão ser realizados por médicos, como a aplicação de anestesia geral, cirurgias, internações e altas. Diz ainda que também só caberá a médicos o diagnóstico de doenças e as decisões sobre o tratamento do paciente. A proposta define ainda as tarefas liberadas aos demais profissionais de saúde, entre elas a aplicação de injeções, curativos e coleta de sangue.

Em abril, a CE promoveu audiência pública para debater o tema. De um lado, estiveram os médicos, preocupados em delimitar seu espaço profissional. De outro, enfermeiros, psicólogos, fisioterapeutas, nutricionistas e demais profissionais da saúde, temerosos de que, com a proposta, os médicos assegurem exclusivamente para si uma série de atividades, criando assim uma “reseva de mercado”.

Relator da matéria na comissão, o senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) é favorável à sua aprovação, por considerar que, no texto, não há restrições às atividades dos demais profissionais. Na reunião da última terça-feira (27), seu relatório chegou a ser lido na CE, mas o presidente da comissão, senador Roberto Requião (PMDB-PR), concedeu vista coletiva.

O projeto do Ato Médico foi apresentado no Senado em 2002 e aprovado em 2006, após uma série de audiências públicas promovidas pela então relatora da matéria, a senadora Lúcia Vânia (PSDB-GO). Na Câmara, o texto foi aprovado em 2009, mas com uma redação modificada - e, por isso, retornou ao Senado, onde tramita agora.

O substitutivo da Câmara foi aprovado pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) em fevereiro deste ano. Depois da CE, a proposta ainda passará pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS), antes de ir a votação no Plenário.
30/11/2012 – da Redação da Agência Senado

Lutando contra o câncer

Instituição associada à Abifcc MURIAÉ Preferencias à parte a respeito da modalidade, é admirável o empenho e dedicação dos atletas do MMA (Mixed Martial Arts). Por meses eles abrem mão de alimentação, família, diversão e diversas coisas que podem prejudicar a conquista de seu objetivo principal: VENCER. Fazendo uma analogia a esses princípios que envolvem a prática de esporte e também pela busca da qualidade de vida, o Hospital do Câncer de Muriaé apoia o evento MFC Arena que acontece nesse sábado dia 24 no Ginásio Rodrigão.

Atletas em visita aos pacientes do hospital

Além de incentivar a prevenção do câncer com o slogan de divulgação do evento “MFC APOIA A LUTA CONTRA O CÂNCER”, a parceria também envolveu a visita dos atletas da academia Art Fighters que irão competir no final de semana. Além de uma apresentação para colaboradores, pacientes e acompanhantes os lutadores foram a Unidade de Internação de Quimioterapia e interagiram com alguns pacientes infantis.

Segundo o promotor do evento e professor da academia, Gilbert Almeida, todos os atletas saíram mais fortes após a visita, pois o referencial de luta dos pacientes é uma grande motivação.
28/11/2012Larissa de Assis, Assessoria de Imprensa da Fundação Cristiano Varella

Sancionada lei para SUS atender paciente com câncer em até 60 dias

Instituição associada à Abifcc MURIAÉ — A presidente Dilma Rousseff sancionou a Lei nº 12.732/2012 que estabelece um prazo de até 60 dias para que pacientes com câncer recebam o primeiro tratamento no Sistema Único de Saúde (SUS). O texto foi publicado na edição desta sexta (23) do "Diário Oficial da União". Mas esse período de dois meses é contabilizado a partir da confirmação do diagnóstico, sendo que o tratamento pode ser cirurgia, quimioterapia ou radioterapia.

No Hospital do Câncer de Muriaé o prazo de 10 dias úteis para o primeiro atendimento da pessoa com diagnóstico confirmado de câncer já é uma realidade há três anos. Neste ano a instituição já iniciou o monitoramento do tempo de início do tratamento, e a partir de janeiro de 2013 esse será mais um dos nossos indicadores estratégicos, no qual deverá cumprir o prazo de no máximo 50 dias. “Estipulamos uma meta menor que a exigida pela nova lei exatamente para que o hospital cumpra o prazo e mantenha a excelência do atendimento e da qualidade do serviço prestado, que é um dos nossos compromissos com o SUS”, disse o gerente administrativo, Pedro Paulo Cavalher.

É importante ressaltar que a lei entra em vigor em cerca de seis meses, mas as instituições devem se adaptar, porque o levantamento do TCU (Tribunal de Contas da União) aponta que a média do país para início do tratamento de quimioterapia é de 76,3 dias e de radioterapia é de 113,4 dias na rede pública de saúde. Para o diretor administrativo, Sérgio Dias Henriques, o Hospital do Câncer de Muriaé já está preparado para esse desafio, mas reforça a importância da parceria dos gestores de saúde, uma vez que o trabalho deles também compõe o processo de autorização para o início do tratamento. “O prazo de tratamento em oncologia sempre foi uma das grandes dificuldades do SUS, principalmente pela carência de serviço no país. Esse projeto vem de encontro com uma prática que nós temos desde o princípio e com a implantação de alguns protocolos clínicos estamos reduzindo ainda mais esse tempo. Se conseguirmos acertar um fluxo adequado com os gestores do SUS, certamente poderemos reduzir ainda mais o prazo de 50 dias, trazendo ainda mais segurança e conforto para os pacientes”, disse.

Para o agendamento de consulta é imprescindível encaminhamento médico com suspeita ou exame com o diagnóstico da doença. Documentos obrigatórios para agendamento pelo SUS:

Documentos obrigatórios para agendamento por outros convênios:

Pacientes que já iniciaram tratamento em outro serviço devem trazer o relatório médico com os procedimentos já realizados.
30/11/2012Larissa de Assis, Assessoria de imprensa da Fundação Cristiano Varella

Plano de ação é definido por campanha

CATANDUVA — Cerca de 200 participantes discutiram os rumos do movimento “Tabela SUS, Reajuste Já!”, em Votuporanga, na segunda-feira, dia 26.

De acordo com a assessoria de imprensa da Fundação Padre Albino de Catanduva, a campanha das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos do Brasil reuniu instituições de todo o país com o objetivo de definir um plano de ações das próximas etapas do movimento, reunindo também, autoridades da saúde e políticos, especialmente deputados federais e estaduais que têm propostas e projetos nesta área.

“As entidades beneficentes, responsáveis por 57% dos atendimentos da saúde pública no país, sofrem com uma tabela de repasses defasada e com um endividamento crescente em razão desta defasagem”, explicou a assessoria.

A reunião de trabalho abriu espaço para que todos os envolvidos se manifestassem e endossou uma carta com as reivindicações propostas pela campanha.

“O posicionamento dos participantes foi bastante focado na agonia das entidades, que sofrem com a remuneração do Sistema Único de Saúde, pois não paga o custo real dos atendimentos prestados”, afirmou.

O documento “Carta de Votuporanga”, discutido e aprovado em plenário, será encaminhado pelo deputado federal Antonio Brito, que é Presidente da Frente Parlamentar de apoio às Santas Casas, Hospitais e Entidades Filantrópicas na área da saúde e relator do Relatório da Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados, ao Ministério da Saúde e à Casa Civil da Presidência da República.

A discussão e o documento enfocam o reajuste de 100% sobre os cem procedimentos de média e baixa complexidade e a anistia das dívidas relacionadas a tributos e ou contribuições, bem como a reestruturação do endividamento bancário dos hospitais.

Outra definição, durante a reunião, é o ato público em Brasília, no dia 12 de dezembro. A Confederação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos do Brasil (CMB) vai convocar as Santas Casas e Hospitais Filantrópicos filiados, mais de 2,1 mil estabelecimentos de saúde, para se reunirem em assembléia geral na tentativa de serem recepcionados pelo Ministro da Saúde, pela Ministra Chefe da Casa Civil e pela Presidente da República, aguardando o posicionamento oficial do Governo com relação às solicitações do movimento.

“Além dessas definições também foi decidida a abertura de uma conta exclusiva, a ser gerenciada pela CMB, para receber recursos a serem aplicados na manutenção das ações do movimento. Cada instituição participante será responsável por contribuir mensalmente com a conta, depositando a quantia de R$ 5 para cada leito hospitalar da entidade”, informou.

Durante o evento estiveram reunidos representantes de hospitais que somam aproximadamente 13 mil leitos e prestam assistência a quase 32 milhões de pessoas em diversos Estados.

PARALISAÇÃO
Uma possível paralisação dos atendimentos será discutida durante a assembleia a ser realizada no dia 12 de dezembro, em Brasília.
Caso aprovada, as instituições passariam a atender apenas aos serviços de urgência e emergência, deixando atendimentos de rotina paralisados.
29/11/2012ORegional online

Ricardo Brentani: legado para o futuro

Prof. Dr. Ricardo R. Brentani SÃO PAULO — Há um ano, quando os calendários registravam a data de 29 de novembro de 2011, o cientista Ricardo Renzo Brentani (1937-2011) viveu, como de hábito, um dia extremamente ativo e criativo, dialogando com colaboradores, respondendo a múltiplas solicitações profissionais e idealizando novos projetos de pesquisa.

Naquela noite, enquanto se vestia para jantar com a esposa, a química Maria Mitzi Brentani, e um casal de notáveis ex-alunos, Renata Pasqualini e Wadih Arap, ambos atuando no Centro de Câncer M.D. Anderson da Universidade do Texas, nos Estados Unidos, um infarto, tal qual um raio inesperado em céu azul, interrompeu aos 74 anos sua luminosa trajetória.

Professor emérito da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), membro da Academia Brasileira de Ciências (ABC) e detentor de numerosos prêmios e condecorações, Brentani acumulava, na ocasião, as funções de diretor-presidente do Conselho Técnico-Administrativo da FAPESP, presidente da Fundação Antônio Prudente, que mantém o Hospital A.C. Camargo, e coordenador do Centro Antonio Prudente para Pesquisa e Tratamento do Câncer, um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) da FAPESP. Fora, anteriormente, diretor do Instituto Ludwig de Pesquisa sobre o Câncer.

Nascido em 21 de julho de 1937, em Trieste, Itália, filho de Segismundo e Gerda Brentani, concluiu o curso secundário no Instituto Mackenzie em 1955, graduou-se pela FMUSP em 1962 e doutorou-se pela FMUSP em 1966, tendo como orientador Isaias Raw. Deixou quatro filhos e 10 netos.

Com mais de 300 artigos científicos publicados em periódicos de alto impacto, entre eles as revistas Nature e Science, Brentani era referência mundial no estudo do câncer.

Com um talento único para compartilhar ideias, formar pesquisadores e encaminhar a pessoa certa para o lugar certo, deixou atrás de si toda uma geração de cientistas excepcionais, reunidos em vários grupos de trabalho, nas áreas de epidemiologia, imunologia, biologia celular, genética e genômica do câncer, bioinformática, neurobiologia, patologia molecular e pesquisa clínica. E é esse um de seus maiores legados.

“Conversar com Brentani era prazeroso como um passeio no parque”, lembra, com saudade, um desses herdeiros, o médico e bioquímico Roger Chammas, que o substituiu como professor titular de Oncologia na Faculdade de Medicina da USP.

É difícil confinar em palavras uma personalidade tão inquieta e polivalente como a de Ricardo Brentani. Era famoso pela linguagem franca e as tiradas inteligentes com que pontuava sua ágil conversação. Mas, para além do senso de humor e das frases espirituosas, havia o visionário, capaz de vislumbrar, na mais tênue pista, a possibilidade de avanço do conhecimento científico.

Havia também o líder, capaz de mobilizar talentos e amealhar recursos para transformar aquela remota possibilidade em realidade concreta, e cumprir todo o ciclo que vai da pesquisa básica à aplicação e da ciência médica à arte de atender bem o paciente.

E havia ainda o estrategista, capaz de ver o processo científico em seu conjunto, definir prioridades e formular políticas, como bem demonstrou em seu trabalho na FAPESP.

“Como diretor-presidente do Conselho Técnico-Administrativo, Brentani deu uma contribuição inestimável à FAPESP”, disse Celso Lafer, presidente da Fundação.

“E isso porque ele trouxe para a FAPESP duas de suas características mais notáveis: a do grande pesquisador, com reconhecida originalidade em sua área de atuação; e a do grande administrador, com um histórico de sucesso à frente do Instituto Ludwig de Pesquisa sobre o Câncer, do Hospital A.C. Camargo e da disciplina de Oncologia na Faculdade de Medicina da USP”, disse.

“Além disso, possuía uma personalidade marcante. Conviver e conversar com ele era uma experiência fascinante. Qualquer que fosse o tema, ele sempre acrescentava algo novo, iluminando um ângulo diferente ou fazendo um comentário peculiar”, disse Lafer.

Novo sequenciador
Emmanuel Dias-Neto, chefe do Laboratório de Genômica Médica do Centro de Pesquisas do Hospital A.C. Camargo, destaca a faceta empreendedora da personalidade multifacetada de Brentani.

“Há um ano, exatamente na data em que o professor faleceu, passamos o dia inteiro juntos, discutindo novos projetos. Seu grande interesse era transformar a capacidade de ler o genoma em benefício direto para o paciente”, disse.

“Todas as manifestações de câncer estão associadas a alterações no DNA. E a perspectiva de utilizar as informações presentes no genoma para a prevenção ou o tratamento era uma promessa que acalentávamos há 15 anos. Os grandes obstáculos eram o tempo excessivamente longo demandado pelo sequenciamento e o custo elevadíssimo do processo. Mas sabíamos que o desenvolvimento tecnológico iria encurtar o tempo e baratear o custo”, disse Dias-Neto.

“Naquela data, então, o professor Brentani estava animadíssimo, pois havia obtido o financiamento para a aquisição de um novo sequenciador, único em toda a América Latina, capaz de fazer em 4 horas um trabalho que antes durava anos e de reduzir o custo desse trabalho de US$ 5 bilhões para US$ 2 ou 3 mil. Exatamente um ano depois, esse sequenciador está sendo instalado em nosso laboratório”, disse.

Segundo Dias-Neto, dentre as muitas realizações de Brentani, esta é uma que gostaria de destacar. “Com esse equipamento, será possível colocar a genômica diretamente a serviço do paciente. Já não é mais apenas a pesquisa pioneira, mas sua aplicação, em escalas de tempo e de custo perfeitamente viáveis. Estamos falando do sequenciamento do genoma completo de uma pessoa. Se quisermos sequenciar um único gene, o tempo e o custo serão muitíssimo menores”, destacou.

Primeira cadeira de Oncologia
É instigante saber que essa nova facilidade no atendimento médico teve como ponto de partida o projeto de sequenciamento genético da bactéria Xylella fastidiosa, cofinanciado pela FAPESP.

O projeto do sequenciamento da Xylella, concluído em novembro de 1999, reuniu 35 laboratórios e quase 200 pesquisadores. Nele, o laboratório agora chefiado por Dias-Neto desempenhou um papel de coordenação fundamental.

“Um laboratório voltado para a pesquisa e o tratamento do câncer humano inteiramente envolvido no sequenciamento genético de uma bactéria que causava doença em frutas cítricas: era preciso alguém com a visão de conjunto de Brentani para ligar uma ponta à outra e entender o alcance de uma iniciativa como essa”, disse Dias-Neto.

Pois o que ocorreu, graças àquele projeto pioneiro e aos que se seguiram, foi a criação de uma comunidade de pesquisadores altamente qualificada, uma comunidade que, hoje, é capaz de colocar a genômica a serviço do paciente, não apenas na prevenção e tratamento do câncer, mas em muitas outras áreas também.

É possível quantificar, ao menos parcialmente, essa comunidade. “São mais de 400 os mestres e doutores especializados em câncer formados na USP ou na Fundação Antonio Prudente e os estudos na área correspondem a aproximadamente 8% dos projetos financiados pela FAPESP”, disse Chammas.

Claro que formidável recurso não se deve somente à atuação de Brentani. Outros deram e continuam dando contribuições fundamentais. Mas ele foi o pioneiro.

“Ao ocupar, em 1981, a primeira cadeira de Oncologia em uma universidade brasileira, Brentani inaugurou e institucionalizou uma área. Na USP, além da graduação, a disciplina foi muito importante na construção do programa de pós-graduação. E, somada ao trabalho desenvolvido por ele no Instituto Ludwig e no A.C. Camargo, produziu a massa crítica que faz com que, hoje, o Brasil ocupe uma posição de destaque na pesquisa e tratamento do câncer”, disse.

Generosidade intelectual
Para além de qualquer consideração menor sobre competitividade internacional, essa massa crítica reveste-se de uma enorme importância social, pois, em função do envelhecimento da população e da exitosa diminuição da taxa de mortalidade causada por acidentes vasculares, a previsão é que o câncer venha a constituir, na década de 2020, a principal causa de mortes no país.

Essa integração da pesquisa básica com a prática clínica também é enfatizada por Fernando Augusto Soares, diretor do Departamento de Anatomia Patológica do A. C. Camargo, presidente da Comissão de Pós-Graduação da mesma instituição e atual coordenador do CEPID Antonio Prudente para Pesquisa e Tratamento do Câncer.

“Do meu ponto de vista, esse foi o maior legado do professor Brentani. Nesse, como em outros aspectos, ele foi um visionário, transformando o A.C. Camargo em um hospital capaz de produzir ciência e de aplicar o conhecimento científico produzido no atendimento dos pacientes”, disse.

“Isso foi algo absolutamente pioneiro no Brasil: dotar um hospital privado de estrutura de pesquisa, com cursos de pós-graduação stricto sensu reconhecidos, com pesquisadores em seu corpo funcional. Brentani inaugurou, no fim dos anos 1990, um caminho que seria seguido, depois, por outros grandes hospitais brasileiros. Pesquisas inovadoras sobre o câncer de cabeça e pescoço, sobre o câncer de predisposição familial (que corresponde a 10% dos casos) e outras geraram procedimentos de rotina no hospital”, disse.

“Como pesquisador, sua última grande contribuição se deu no entendimento do mecanismo da metástase, do metabolismo da célula tumoral. Seu derradeiro artigo científico sobre o assunto, produzido coletivamente, foi publicado post-mortem, no início de 2012. Mas sua atuação ultrapassava em muito o âmbito da pesquisa pontual. Nos últimos anos, ele havia se transformado em um grande mentor, acolhendo, enriquecendo e encaminhando as ideias que vários pesquisadores lhe apresentavam. Todos os dias, discutíamos algum projeto novo”, disse Soares.

Soares elogia a extrema generosidade intelectual de Brentani. “Seu privilegiado intelecto era um campo fértil de ideias, e ele as entregava, com total desapego, aos que poderiam levá-las adiante. O importante era fazer a roda do conhecimento girar, em benefício da humanidade. Graças a essa capacidade de transmitir ideias e delegar responsabilidades, numerosos pesquisadores se projetaram na cena científica nacional e internacional”, disse.

Posição de destaque
Luisa Lina Villa, professora da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, chefe do laboratório de Biologia Molecular do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) e coordenadora do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia do HPV (Vírus do Papiloma Humano), é uma das herdeiras intelectuais de Brentani.

“Tinha acabado de terminar o doutorado no Departamento de Bioquímica da USP quando o conheci. Brentani encontrou meu primeiro mentor, Sérgio Olavo Pinto da Costa, e disse: ‘Estou procurando alguém para me ajudar em uma coisa que está começando, a engenharia genética’. O Sérgio respondeu: ‘Eu tenho uma pessoa que não soltaria por nada deste mundo. Mas, hoje, não posso oferecer um cargo a ela. Por isso, ela está graciosamente no meu laboratório’”, disse.

“Então, o Brentani me chamou para trabalhar no Laboratório de Oncologia Experimental da FMUSP. Três anos depois, foi fundado o Instituto Ludwig e ele me levou para lá. Tivemos uma história de sucesso. O papel dele foi fundamental para mim e para centenas de outros pesquisadores no país.”

Ela se emociona ao recordar. “O legado de Brentani ultrapassa o que a maioria de nós, muito menores, é capaz de realizar. Ele foi além da pesquisa: formou pessoas, mudou a visão da ciência brasileira, contribuiu decisivamente para que o Brasil conquistasse uma posição de destaque no cenário científico internacional”, disse.

“Estou falando de uma atuação que se estendeu por mais de 40 anos. O notável é que fez tudo isso de forma muito discreta. Nunca se prevaleceu da autoridade ou quis aparecer. Mas interagiu com tantas pessoas, e em tantos níveis, que modificou a ciência brasileira. Não tenho dúvidas de que foram suas conversas de final de tarde, sua participação nos colegiados, seu trabalho na FAPESP que propiciaram essa mudança. Claro que houve a contribuição de muitos outros. Mas ele trouxe algo mais: a preocupação com a pesquisa ética, com a pesquisa de qualidade, com a pesquisa inovadora, capaz de superar a visão rotineira”, disse Villa.

Esse carisma, que fazia de Brentani uma ave rara, era algo que se manifestava não apenas no âmbito estrito da atividade científica, mas nas múltiplas instâncias da vida.

Pesquisa sobre o príon
Liana Moraes, convidada por Brentani para assumir a presidência da Rede Voluntária do A.C. Camargo e hoje integrante da Diretoria Executiva da instituição, afirma com conhecimento de causa: “Ele foi um mestre para mim”.

“Além da retidão de caráter e da extrema capacidade, estava sempre disponível para ajudar os outros. Era firme no comando. Não admitia nenhum tipo de desvio, nem passava a mão na cabeça da incompetência. Mas quem precisasse de orientação ou de apoio em alguma situação difícil tinha certeza de poder contar com ele. Por mais ocupado que se encontrasse, recebia a pessoa em sua sala e dedicava a ela toda a atenção. Além disso, tinha um extraordinário senso de humor. Acho mesmo que o senso de humor era sua melhor qualidade. Com ela, era capaz de responder às questões mais desafiadoras com sabedoria”, disse.

Moraes descreve um homem sentimental, que se emocionava ao falar da esposa, dos filhos e dos netos. “Ele tinha uma devoção pela esposa, a Mitzi, que poucas vezes vi igual. Mas não misturava família com trabalho, nem colocava seus interesses pessoais acima dos interesses da instituição”, disse.

“Viajamos juntos ao exterior como representantes do A.C. Camargo e, a cada viagem, eu ficava admirada com a reverência com que ele era recebido nos maiores centros científicos. Nós, que nos acostumamos a tratá-lo com informalidade, não tínhamos ideia do reconhecimento e do prestígio que ele possuía no exterior”, disse.

Tal prestígio era fruto de uma sólida carreira científica. Um exemplo é o estudo sobre o príon, uma de suas grandes contribuições à ciência. Essa proteína, produzida pelo organismo, despertou o interesse de Brentani há cerca de 15 anos, em uma época em que poucos pesquisadores davam atenção ao assunto e havia muitas ideias equivocadas a respeito.

Graças ao trabalho realizado por ele e colaboradores, como a bioquímica Vilma Martins e o biólogo Sandro de Souza, na época no Instituto Ludwig, e pelo bioquímico Vivaldo Moura Neto, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), sabe-se hoje que o príon celular controla e organiza a passagem de informações do meio externo para o interior das células – uma função absolutamente fundamental.

O potencial dos estudos sobre o príon e temas correlatos, aos quais se somaram, como parceiros, pesquisadores como Rafael Linden, da UFRJ, e Iván Izquierdo, da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, encontra-se longe do esgotamento.

As pesquisas evidenciaram que a atuação dessa proteína está associada não apenas ao mecanismo de doenças raras, como as encefalopatias espongiformes, mas também à formação da memória, à resposta do sistema imunológico às inflamações e à reação das células cardíacas à agressão química.

E – o que é ainda mais promissor em termos de resultados para a saúde pública – pode ser uma peça fundamental no quebra-cabeça da doença de Alzheimer, que atinge uma em cada três pessoas com mais de 85 anos de idade.

Não fosse por outros motivos, bastaria a vereda do príon para fazer com que, um ano após sua morte, falar de Brentani não seja falar do passado, mas do futuro.
29/11/2012José Tadeu Arantes na Agência Fapesp

Ministério da Saúde libera R$ 24 milhões para filantrópicas de Salvador

BRASÍLIA — O Ministério da Saúde aprovou a liberação de um aporte extra de R$ 24 milhões para pagar a dívida da administração municipal com hospitais filantrópicos da cidade. O acordo foi selado após a intermediação com o secretário de Atenção à Saúde, Helvécio Magalhães, dos secretários de Saúde do Estado, Jorge Solla, e do Município, Tatiana Paraíso, e do presidente da frente parlamentar que defende o setor, deputado federal Antonio Brito (PTB-BA).

De acordo com Magalhães, o repasse será feito até o final do ano. “Vamos definir uma portaria do ministro com a adição dos recursos para estes hospitais até dezembro”, previu. O comunicado foi feito durante uma reunião na tarde desta terça-feira (27), em Brasília, que também contou com a presença do presidente da Federação das Santas Casas, Hospitais e Entidades Filantrópicas do Estado da Bahia (Fesfba), Maurício Dias, e de representantes dos hospitais Martagão Gesteira, Português, Sagrada Família, Santa Izabel, São Rafael e das Obras Sociais Irmã Dulce (Osid). De acordo com Solla, a medida irá proporcionar a regularização dos pagamentos das instituições filantrópicas que prestam serviço à população de Salvador.

“Esperamos que agora essa situação com os filantrópicos seja definitivamente resolvida e não tenhamos que recorrer mais uma vez ao governo federal”, defendeu Brito.
27/11/2012 – no BahiaNotícias

Deputados visitam Hospital de Câncer de Barretos

Instituição associada à Abifcc CUIABÁ — Buscar mais recursos junto aos poderes públicos para ampliar a capacidade de atendimento do Hospital de Câncer de Mato Grosso aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) com câncer. É o objetivo dos deputados estaduais do Partido Progressista (PP), Antonio Azambuja, Airton Português e Ezequiel Fonseca que irão conhecer as instalações, atividades desenvolvidas pela Fundação Pio XII, conhecida como Hospital do Câncer de Barretos, referência no tratamento contra o Câncer, na próxima sexta-feira (30). Além de conhecer as estruturas, os progressistas participarão de uma reunião com a diretoria do Hospital de Câncer.

O objetivo dos parlamentares é trazer para o Estado de Mato Grosso um modelo exemplar na referência de centros hospitalares que cuidam de pacientes com câncer no Brasil. Ezequiel Fonseca explica que em Cuiabá o hospital de Câncer de Barretos já prestam serviços no estado, porém, a visita é importante na tentativa de trazer mais avanços. De acordo com Antonio Azambuja, um dos objetivos é que os pacientes de Mato Grosso tenham acesso à mesma tecnologia utilizada em Barretos. “Vamos até Barretos buscar inovação com o objetivo de aumentar as receitas para que o Hospital de Câncer de Mato Grosso continue atendendo os pacientes oncológicos com excelência”, frisou.

Azambuja disse ainda que a fundação na capital mato-grossense já avançou muito. “já avançamos muito, mais ainda precisamos buscar mais recursos para atenderem todos os municípios do estado”, salientou.

O deputado Airton Português explicou que a reunião com a diretoria da fundação de Barretos será produtiva para MT, onde abrirá portas para mais inovações. “Esperamos voltar de lá com boas noticias para os mato-grossenses, principalmente para os pacientes oncológicos”, ressaltou Português.

Os deputados Azambuja e Ezequiel ressaltaram a importância dos leilões solidários realizados pela instituição, no interior do estado, para angariar recursos para os tratamentos. “Vamos mobilizar representantes dos mais diversos segmentos produtivos, empresarial, político e comercial na luta contra o câncer em Mato Grosso”, dialogaram.

O deputado Airton Português disse que essa visita vai ser o primeiro passo para levar o legislativo a se engajar na luta por melhorias nos tratamentos de câncer no estado.
27/11/2012 – Assessoria de imprensa no ODocumento

Hospital recebe troféu destaque EXPRESSÕES DAS GERAIS

Instituição associada à Abifcc MURIAÉ — Um hospital que atende a 95% do público do Sistema Único de Saúde, que oferece serviço completo no tratamento de câncer com humanização e equipamentos de última geração e que tem certificações de qualidade de credibilidade é o destaque do Troféu Expressões das Gerais.

Essas características compõe o Hospital do Câncer de Muriaé da Fundação Cristiano Varella, homenageado no Programa Mônica Mendes, exibido todos os sábados na BAND Minas de 11h às 11h30min. Segundo a organização, a instituição foi a primeira do segmento da saúde a receber esse reconhecimento. Além disso, também foi reconhecida no prêmio Médico de Qualidade, pelo serviço prestado e por ser um hospital de tratamento de câncer com referência no Estado.

Mônica Mendes e Sérgio Henriques

Quando entregava o troféu às mãos do diretor administrativo, Sérgio Henriques, a apresentadora Mônica Mendes agradeceu ao Deputado Lael Varella por ter idealizado e projetado a instituição e também fez votos de felicitação a todos os colaboradores pela luta diária para que a Fundação Cristiano Varella seja uma realidade. “O trabalho de vocês mostra que realmente há esperança na prevenção e no tratamento de câncer. Minas Gerais agradece”, disse.

A entrevista está prevista para ser exibida no dia oito de dezembro e também será compartilhada nas redes sociais. O programa completa 10 anos de exibição e realiza entrevistas e cobertura dos maiores eventos do Estado.
28/11/2012 – de Larissa de Assis, Assessoria de Imprensa - Fundação Cristiano Varella

O câncer e a lei

CUIABÁ — A presidente Dilma Rousseff sancionou na semana passada lei que fixa prazo de até dois meses para que pacientes com câncer recebam tratamento no Sistema Único de Saúde (SUS). Em casos mais graves, o prazo deve ser menor. Eis aí mais um caso em que a intenção só pode ser considerada das melhores, até mesmo pelo fato de que nos planos de saúde o prazo legal já ser de no máximo três semanas, mas se choca com a realidade brasileira. Em vez de tentar resolver tudo com novas leis, as autoridades tinham que se preocupar mais em melhorar os serviços, para que as pessoas não precisassem mais se valer até de decisões judiciais quando pretendem assegurar o direito a um tratamento digno, no tempo oportuno.

Especialistas e diferentes estudos sobre o tema são unânimes em afirmar que, quanto menos tempo demorar entre o diagnóstico e o início efetivo do tratamento, maior tende a ser a expectativa de cura do paciente. Ainda assim, um relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) constatou que, em 2010, o tempo médio entre a data da confirmação da doença e o início do tratamento de quimioterapia foi de mais de 76 dias. Nos casos de radioterapia, o período ultrapassou 113 dias. Nessas proporções, o período de espera se transforma numa eternidade para o paciente, familiares e amigos. Além disso, reduz consideravelmente as chances de cura e impõe um sofrimento indesculpável – físico e psicológico – para quem está às voltas com a doença.

A fixação em lei de prazo máximo para o início de tratamento de câncer pelo SUS, por mais humanitária que seja a intenção, confirma, acima de tudo, a dificuldade de o país se guiar apenas pelo bom senso, nesse e em outros casos. Um indício de que as dificuldades persistirão, mesmo depois da sanção do texto, é que só agora foi reforçada a preocupação do poder público de adequar o sistema médico-hospitalar às novas exigências. Numa área já carente de alternativas, será preciso investir maciçamente na rede de atendimento e na aquisição de equipamentos para propiciar maior agilidade, sem prejuízo da qualidade dos serviços. A cada ano, são registrados 500 mil novos casos de todos os tipos da doença no país, o que dá uma ideia do desafio a ser enfrentado daqui para a frente.

Um aspecto preocupante, de qualquer forma, é que, se o país não está adequadamente preparado para atender a tempo e de forma eficaz nem mesmo pacientes diagnosticados com câncer – enfermidade que exige pressa no início do tratamento –, a situação não é muito diferente no caso de portadores de outras doenças em geral. Seja qual for a situação, as tentativas de solução não podem ser buscadas apenas a partir de exigências legais, mas, acima de tudo, pela conscientização para o fato de que um atendimento de qualidade e no devido tempo é o mínimo a que todos os brasileiros têm direito.
27/11/2012Editorial no Diário de Cuiabá

Dermatologistas fazem mutirão preventivo de câncer de pele

BRASÍLIA — No Dia Nacional de Combate ao Câncer de Pele, lembrado hoje (24), cerca de 1.500 dermatologistas voluntários participam de um mutirão nacional de exames preventivos gratuitos para detecção da doença.

Ao todo, 145 pontos em todo o país estão oferecendo atendimento simultâneo para análise, diagnóstico e tratamento, desde as 9h. O atendimento prossegue até as 15h, em hospitais públicos, postos de saúde e tendas montadas em locais de grande circulação.

Dados da Sociedade Brasileira de Dermatologia indicam que 140 mil novos casos de câncer de pele são registrados todos os anos no Brasil. O número representa 25% de todos os tumores malignos identificados no país.

O presidente do órgão, Marcus Maia, ressaltou que o principal foco do mutirão são os chamados pacientes de risco, que apresentam características como pele muito clara, que sempre fica vermelha e nunca bronzeia; cabelos claros; olhos claros; muitas pintas pelo corpo; e sardas na face ou nos ombros.

Pessoas com pintas que mudam de cor ou com feridas que não cicatrizam e que têm casos de câncer de pele na família também devem fazer o exame preventivo. A estimativa da Sociedade Brasileira de Dermatologia é que cerca de 10% dos que procuram o mutirão, realizado desde 1999, apresentam algum grau da doença.

“Em todo o mundo, apesar das campanhas, o câncer de pele continua aumentando. Uma das explicações é que as pessoas não estão recebendo a mensagem adequadamente. Outra possibilidade, que trata de um fenômeno mundial, é a longevidade. Temos cada vez mais idosos e a gente sabe que a velhice leva à queda das defesas do corpo”, explicou Maia.

O dermatologista lembrou que o diagnóstico precoce da doença é importante porque, na maioria dos casos, uma cirurgia de pequeno porte é capaz de resolver o problema. Caso a detecção só aconteça mais tarde e a lesão aumente de tamanho, os riscos de mutilação da área afetada são maiores.

“É importante lembrar que proteção solar não é só o filtro solar. Ele, sozinho, não resolve. Proteção solar é um conjunto de atitudes: respeitar o horário de maior ensolação; procurar ficar na sombra; e utilizar chapéus e camisetas, principalmente de material sintético como poliéster e poliamida, nas cores vermelha e azul.”
24/11/2012Paula Laboissiére da Agência Brasil no Jornal do Brasil

Sancionada lei para SUS atender paciente com câncer em até 60 dias

BRASÍLIA — A presidente Dilma Rousseff sancionou nesta sexta-feira (23) lei que estabelece um prazo de até 60 dias para que pacientes com câncer recebam o primeiro tratamento no Sistema Único de Saúde (SUS). O texto foi publicado na edição desta sexta do "Diário Oficial da União".

Se o caso for grave, o prazo pode ser menor, destaca o texto. Esse intervalo de dois meses é contado a partir da confirmação do diagnóstico, e o tratamento pode ser cirurgia, quimioterapia ou radioterapia. A lei também prevê acesso "gratuito e privilegiado" a analgésicos derivados do ópio (como morfina) a pacientes que sofram com dores intensas.

Os estados que possuem grandes espaços territoriais sem serviços especializados em oncologia deverão produzir planos regionais para atender à demanda dentro do prazo estabelecido. A lei entra em vigor em 180 dias contados a partir desta sexta-feira (23), data da publicação.

A proposta inicial, feita em 1997 pelo ex-senador Osmar Dias, falava apenas sobre tratamento com remédios contra a dor. Na Câmara, o projeto foi ampliado para essa nova versão.

Segundo a relatora do substitutivo, a senadora Ana Amélia (PP-RS), a demora em começar um tratamento contra o câncer é o principal problema dessa terapêutica no Brasil. Na opinião dela, a aprovação do projeto trará grandes benefícios para as mulheres com câncer de mama.

Ana Amélia disse, ainda, que não se deve esperar que a aprovação da lei "resulte na extinção das mortes por câncer no Brasil", mas que o Estado fará sua parte para combater a doença.
23/11/2012 – Do G1 em Brasília e em São Paulo

Dermatologia do HC orienta sobre câncer de pele

SÃO PAULO — A Clínica de Dermatologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) promove neste sábado, 24, uma campanha de prevenção e diagnóstico do câncer de pele. O atendimento será das 9h às 15h, no Prédio dos Ambulatórios, na capital.

Além de examinar, médicos vão orientar o público sobre a importância de se proteger dos raios solares para a prevenção da doença, cujo surgimento está diretamente ligado à exposição prolongada ao sol, sem a proteção adequada.

As manifestações de câncer de pele acontecem de diferentes maneiras. Os sinais mais comuns são múltiplas pintas ou sinais, manchas que aparecem de repente e começaram a crescer, manchas escuras que mudam de cor, ficam vermelhas, coçam e mudam de formato e feridas que não cicatrizam.

Serviço
Campanha de prevenção ao câncer de pele
24/11, das 9h às 15h
Prédio dos Ambulatórios (Av. Enéas de Carvalho Aguiar, 155, Cerqueira Cesar, São Paulo, SP, próximo à estação Clínicas do Metrô)
23/11/2012 – do Portal do Governo do Estado de São Paulo

SUS vai liberar novo remédio para o tratamento de câncer

BRASÍLIA — O Ministério da Saúde já anunciou que a partir de 2013 um novo medicamento será incluído na lista dos remédios usados no tratamento contra o câncer. O Herceptin (Trastuzumab) aumenta em 30% os índices de cura em mulheres com câncer de mama. Hoje, o tratamento com este medicamento custa, em média, 100 mil reais, de acordo com o oncologista clínico Rodrigo Valença. Segundo o médico, esta foi uma grande conquista dos movimentos organizados de mulheres que defendem os direitos das pacientes que lutam contra a doença.

O Herceptin é uma "droga inteligente", assim são conhecidas as medicações que agem diretamente no foco da doença, no tumor - e apenas nele. Esta é uma das maiores evoluções da medicina na busca pela cura do câncer. “São medicamentos que vão diretamente à célula cancerígena e atuam no metabolismo daquela célula fazendo com que aquela célula morra”, explica Rodrigo Valença.

Nos últimos anos, houve também uma evolução bastante significativa na cirurgia. Antes, eram realizadas cirurgias muito grandes, mutilantes. Hoje, as cirurgias poupam mais o paciente e que têm o mesmo benefício em relação às cirurgias anteriores com relação à cura. Na radioterapia, antes, era realizada com aparelhos que queimavam bastante o paciente e apresentavam muitos efeitos colaterais, hoje existe a radioterapia em 3D, tratamentos computadorizados, mais detalhados, que jogam o raio lazer exatamente no tumor.

No entanto, o especialista insiste que a maior descoberta de todos os tempos na conquista da cura ainda é o diagnóstico precoce. "Quanto mais tempo você demora para fazer o diagnóstico, menor a chance de cura desse paciente, por isso que as instituições que lidam com o câncer incentivam a realização de exames periódicos. Quanto menor o tumor melhor. Menor a chance dele se espalhar - metástase - e menor a chance de comprometer o órgão afetado", explica Rodrigo Valença.

O oncologista alerta: “Popularmente, tem-se uma ideia de que se você não mexer é melhor, mas é exatamente o contrário, quanto antes você mexer maior será a chance de cura. Muitas pessoas guardam a doença, quando elas fazem isso podem transformar uma doença que era curável em uma doença incurável. Temos que desmistificar essa ideia”.

É exatamente em favor desta desmistificação de conceitos pré-formados que o Hospital São Marcos realizará, de 16 a 30 de novembro, uma série de minicursos e palestras a respeito do câncer, seus tratamentos, suas causas e, principalmente, sobre a importância da descoberta da doença logo no seu início. Com o lema "Diagnóstico precoce: sua chance de cura", a campanha pretende levar toda a sociedade para o Hospital para discutir todos os aspectos ligados à doença. Ainda é muito alto o índice de novos casos de câncer no Piauí. A estimativa do INCA - Instituto Nacional do Câncer - é de que 4.820 novos casos tenham sido diagnosticados no Estado, apenas em 2012. A intenção da campanha é diminuir o índice de mortalidade em todos os casos e melhorar a qualidade de vida dos pacientes que estão em tratamento.
19/11/2012 – Égide Assessoria de Comunicação no 180graus.com

Mais de 2 mil pessoas morreram de câncer na PB este ano; governo alerta sobre a doença

JOÃO PESSOA — Dados da Secretaria de Estado da Saúde (SES) apontam que este ano o câncer já matou 2.254 pessoas na Paraíba. Ainda segundo os dados o câncer de brônquios e pulmões está em primeiro lugar com 225 mortes, seguido do de próstata com 175 óbitos; estômago com 167 e de mama com 139 óbitos. Ano passado foram registrados 3.185 óbitos. O câncer de próstata ocupou o primeiro lugar com 285 mortes, em segundo lugar ficou o de brônquios e pulmões com 278 óbitos, estômago com 276 e mama 193 mortes.

Como forma de prevenção e combate a doença o Governo do Estado está realizando obras e implementando ações que têm reforçado e melhorado a prevenção e combate ao câncer na Paraíba. No próximo dia 27, Dia Nacional de Combate ao Câncer, o Governo do Estado lembra as ações importantes como a aquisição de um acelerador linear capaz de atender 100 pacientes por mês no Hospital Napoleão Laureano, em João Pessoa. O acelerador representou investimento de R$ 2,1 milhões em recursos próprios do tesouro estadual. Trata-se de um equipamento importante para o Napoleão Laureano, hospital que é referência nordestina no tratamento de doentes com câncer.

Para o Sertão, está em andamento a licitação para a construção do Centro de Oncologia do Hospital Regional de Patos. Será o primeiro centro de oncologia do semiárido nordestino. Por meio de uma portaria conjunta, as Secretarias do Planejamento e Gestão e da Saúde autorizaram a descentralização em favor da Suplan do crédito orçamentário no valor de R$ 2.934.736,70 para a construção do Centro de Oncologia do Hospital Regional de Patos. Serão investidos em torno de R$ 6 milhões numa parceria entre os Governos Estadual e Federal incluindo aí os recursos destinados à aquisição dos equipamentos.

O centro vai beneficiar a população residente de sete Gerências Regionais de Saúde (6ª, 7ª, 8ª, 9ª, 10ª, 11ª e 13ª GRS), o que representa a melhoria de acesso ao serviço para uma população de 902.310 habitantes. A unidade terá 10 poltronas para atendimento na área de quimioterapia, uma sala de atendimento emergencial com dois leitos e dois consultórios de oncologia.

“Com esse serviço, muitos pacientes do interior do Estado não precisarão mais viajar para Campina Grande ou João Pessoa a procura de atendimento especializado, pois o Centro irá oferecer esse tipo de atendimento”, disse o secretário de Estado da Saúde, Waldson Dias de Souza.

A construção do Centro de Oncologia será possível graças a uma parceria do Governo da Paraíba com o Ministério da Saúde, a partir de prioridades definidas pelo governo paraibano. O centro vai contribuir com a implantação da Rede de Atenção em Oncologia do Estado, permitindo que a população de 89 municípios do alto Sertão passe a realizar, em Patos, diagnóstico, tratamento e reabilitação, não precisando se dirigir a Campina Grande ou João Pessoa, onde se encontram atualmente os dois únicos centros de oncologia, com hospitais filantrópicos conveniados com o SUS.

Medicamentos – O Governo do Estado também distribui vários medicamentos para o tratamento do câncer, beneficiando cerca de 600 pacientes cadastrados. Os remédios são distribuídos pelo Almoxarifado Central da Secretaria da Saúde. Esses remédios são de alto custo e o tratamento final para cada paciente pode chegar a cerca de R$ 100 mil.

No Almoxarifado Central são oferecidos os seguintes medicamentos: Sunutinib (Sutent) Tarceva, Mablitera (Rituximabe), Herceptin, Thyrogen, Novaldex D (Tamoxifeno), Temodal e Velcade (Bortezomide).

Para ter acesso a esses medicamentos o paciente tem que ter em mãos os seguintes documentos: xerox da identidade, CPF, comprovante de residência, cartão do SUS e o laudo médico.

De posse desses documentos, o paciente faz requerimento solicitando a liberação do remédio ao secretário de Estado da Saúde, Waldson Dias de Sousa.

Outro Serviço - O Governo do Estado também coloca à disposição da população o Centro de Diagnóstico do Câncer (CDC). O serviço viabiliza 15 tipos de exames de diagnóstico do câncer. Os pacientes têm que ser encaminhados pelas unidades básicas de saúde e pela Central de Regulação.

Fundado em 1998 para rastrear o câncer do colo do útero, em pouco tempo o Laboratório de Anatomia Patológica do Centro de Diagnóstico do Câncer (CDC) tornou-se o único de referência no atendimento da rede pública de saúde na Paraíba. Atualmente, a unidade, queestá localizada na Avenida João Machado, 109, no centro de João Pessoa, já responde, mensalmente, pela realização de cerca de 9 mil exames citológicos de colo de útero, 1,5 mil exames anatomopatológicos, 300 ultrassonografias e 250 colposcopias.

De acordo com a diretora do CDC, Roseane Soares, com o passar dos anos foram agregados ao atendimento da unidade outros serviços voltados em cerca de 90% para a saúde da mulher. “Foram integrados serviços como clínica ginecológica e de mastologia, além da realização de biópsias, punções aspirativas e cirurgias de alta frequência em lesões que ainda não são cancerígenas, mas que podem ser precursoras do câncer”, explicou.

Roseane Soares enfatizou a qualidade do atendimento oferecido gratuitamente pelo SUS, especialmente no que se refere aos profissionais envolvidos. “Oferecemos atendimento especializado e comprometido com a saúde não só da mulher, como da população em geral. Possuímos, por exemplo, profissional especializado em procedimentos de detecção do câncer da tireoide, em que nota-se um crescente número de casos” revelou.

Outros dados - Nos últimos anos, a mortalidade relacionada ao câncer representou 13,7% de todos os óbitos registrados no país, ficando atrás apenas das doenças do aparelho circulatório. Na Paraíba o perfil de mortalidade por câncer também assume a tendência nacional e aparece como a segunda causa de morte no Estado, ficando atrás apenas das doenças do aparelho circulatório. A mortalidade por câncer na Paraíba apresentou um aumento de 37% em 2010, tendo como base o ano 2001 – ou seja, em 2001 foram 1.162 óbitos; em 2010, 3.135. Em dez anos (2001 a 2010), o total de paraibanos que faleceram vitimados pelo câncer é de 22.776, sendo 11.672 homens e 11.104 mulheres.
17/11/2012Paulo Cosme no Paraiba.com.br

Programa quer agilizar tratamento a pacientes com câncer em São José

SÃO JOSÉ DOS CAMPOS — Foi lançado nesta quarta-feira (14), em São José dos Campos, o programa municipal de atenção ao câncer, que quer agilizar o tratamento dos pacientes que têm a doença, priorizando os que estiverem na fila de espera da rede pública. Segundo um levantamento da prefeitura, atualmente na cidade são mil pacientes com câncer. Desses, 500 ainda esperam por um tratamento.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS) cerca de 40% das mortes provocadas por câncer poderiam ser evitadas se os diagnósticos fossem mais rápidos. Foi desenvolvido um programa de computador específico para monitorar e acompanhar esses doentes e buscar o aumento das chances de cura da doença.

"Hoje em dia, o paciente com câncer é atendido na rede pública, mas assim que é solicitado um exame para começar a investigação, esse exame fica no meio de outros exames de outros pacientes que têm doenças não tão graves quanto o câncer. Todos os doentes com câncer da rede agora vão ser priorizado desde o início e vão ser acompanhados em todas as fases, a central de oncologia vai nos nortear e nos orientar quem está fora do prazo considerado hábil para que o tratamento tenha sucesso", explicou Iara Stanvani, médica coordenadora do projeto.
14/11/2012 – G1 do Vale do Paraiba e Região

Cidadão pode opinar sobre contratos de hospitais do SUS

BRASÍLIA — Os cidadãos podem opinar sobre a Política Nacional de Atenção Hospitalar (PNHOSP) no Sistema Único de Saúde (SUS), que o Ministério da Saúde coloca em consulta pública até 4 de dezembro. Com diretrizes e normas para organização dos serviços de saúde, a Política Nacional propõe a reformulação do atual modelo de gestão e atenção hospitalar no SUS.

O objetivo da política é estruturar um programa nacional de monitoramento da qualidade dos serviços que são realizados no SUS. A minuta propõe quais serão as competências de cada esfera -municipal, estadual e federal- de gestão no processo de reorganização, execução e acompanhamento da Política no SUS. As regras em debate foram publicadas no último dia 5, no Diário Oficial da União (DOU).

Classificação - A PNHOSP prevê uma nova classificação para que um estabelecimento seja habilitado como hospital. Um dos critérios é que a unidade deve abranger uma população de pelo menos 50 mil habitantes com o limite mínimo de 50 leitos, com exceção para as maternidades e hospitais especializados em pediatria e cuidados prolongados, que poderão contar com um mínimo de 40 leitos.

O Brasil possui 5.664 hospitais no âmbito do SUS, desse total, 3.297 estabelecimentos têm de 1 a 50 leitos. Após publicação da portaria, esses hospitais terão um prazo de três anos para se adequar ou mudar seu perfil assistencial, transformando-se, por exemplo, em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), Centro de Especialidades ou Hospital-dia.

Outra novidade é a inserção do hospital na Rede de Atenção à Saúde (RAS) para assegurar a continuidade do cuidado antes e depois da internação, proporcionando retaguarda de leitos, atendimentos de urgência e emergência e cirurgias de forma articulada com a atenção básica, UPAs, Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e demais estabelecimentos por meio das centrais de regulação. O objetivo dessa iniciativa é aprimorar a organização da rede para um melhor atendimento aos usuários do SUS.

Diretrizes - A minuta da portaria de Contratualização Hospitalar, que está em consulta pública, traz as diretrizes operacionais para contratos entre o gestor local (estado ou município) e o hospital. A proposta é qualificar a assistência e a gestão hospitalar, com o estabelecimento de metas de qualidade e indicadores de monitoramento. Para facilitar o controle, todos os recursos que um hospital recebe devem constar em um único contrato, com discriminação de valores e das fontes, por exemplo.

Incentivo para melhorar gestão está em debate
Os cidadãos poderão opinar sobre a necessidade da criação do Incentivo a Qualificação da Gestão Hospitalar (IQGH), em substituição ao atual Incentivo a Contratualização (IAC). O novo incentivo será destinado a todos os hospitais certificados pelo Ministério da Saúde e Ministério da Educação (MEC), como Hospital de Ensino e os hospitais sem fins lucrativos que destinam, no mínimo, 60% dos seus serviços ao SUS. Entre os hospitais filantrópicos só serão contemplados aqueles com mais de 50 leitos.

O IQGH beneficiará um conjunto maior de prestadores, além de prever um valor superior, que será calculado a partir de um percentual (entre 20% a 30%) sobre a produção de média complexidade do hospital já contratualizado com o gestor local.

No caso dos hospitais filantrópicos, o IQGH irá se somar ao Incentivo 100% SUS - criado neste ano pelo Ministério da Saúde - para esses hospitais que oferecem todo ou parcialmente serviços exclusivos ao Sistema Único de Saúde. O valor do IQGH será repassado aos gestores locais, que, obrigatoriamente, deverão enviar ao hospital, de acordo com o cumprimento de metas quantitativas e qualitativas especificadas na consulta pública.

A consulta pública também elenca uma série de indicadores que deverão ser monitorados em todos os hospitais do SUS como taxa de mortalidade institucional, tempo médio de atendimento por classificação de risco nos prontos-socorros e a taxa de infecção no trato urinário por sonda vesical.

Como participar:
Os documentos da consulta pública estão disponíveis aqui
Sugestões podem ser encaminhadas para cghosp@saude.gov.br
13/11/2012 – por Redação Pantanal News/Governo Federal

Workshop em Mastologia é realizado pela Sesau e Instituto de Controle do Câncer

Instituição associada à Abifcc MACEIÓ — Os médicos e enfermeiros alagoanos participaram neste sábado (10), no Radisson Hotel, em Maceió, do I Workshop em Mastologia, promovido pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) e o Instituto Brasileiro de Controle do Câncer (IBCC). O evento, que teve a finalidade disseminar informações atualizadas sobre o câncer de mama, trouxe a Alagoas os maiores especialistas do País, que durante todo o dia apresentaram suas experiências sobre o tratamento da doença.

Representando o secretário de Estado da Saúde, Alexandre Toledo, o fisioterapeuta Ernestino Veiga participou da abertura do evento, e destacou a iniciativa do IBCC em realizá-lo em Alagoas. Veiga revelou que, a iniciativa é essencial para os profissionais alagoanos, principalmente por se tratar de uma instituição que é uma referência mundial em mastologia. “Além de proporcionar a atualização, o instituto está possibilitando a oportunidade de os profissionais colocarem em prática seus conhecimentos”, observou.

“O workshop foi idealizado com o objetivo de levar a atualização para os locais em que há uma necessidade de aprofundar os conhecimentos em relação à prevenção, diagnóstico, tratamento e reabilitação em mastologia”, destacou o coordenador de estudos do IBCC, Marcelo Calil. Ele afirmou que, no Brasil, o câncer de mama atinge 50 mil mulheres por ano e, desses casos, 12 mil vão a óbito, o que faz com que a doença seja a principal causa de morte para o sexo feminino.

Uma novidade do workshop é que além das informações, os médicos tiveram a oportunidade de colocarem em prática os conhecimentos, através de um estágio. Isso porque, ao término do evento, foi aplicado um questionário de avaliação sobre o conteúdo disseminado, onde os participantes concorreram a uma bolsa de estudo. Os selecionados irão participar, em março de 2013, no estado de São Paulo, de um curso de aprimoramento em mastologia.

Fatores de risco para desenvolver câncer de mama – A genética, a forma de alimentação, a não amamentação e o tabagismo são os principais fatores de risco para as mulheres desenvolverem o câncer de mama. De acordo com Marcelo Calil, a partir dos 20 anos as jovens devem fazer o alto exame da mama e, depois dos 40, é necessário que anualmente façam a mamografia, exame que irá detectar a doença. “Quanto mais cedo for diagnosticada, maior a chance de cura”, observou.
11/11/2012 – redação da primeiraedicao.com.br

Câncer: Hospital São Marcos lança campanha sobre prevenção

Instituição associada à Abifcc TERESINA — A Associação Piauiense de Combate ao Câncer, entidade de assistência social, mantenedora do Hospital São Marcos, centro de referência em tratamento de câncer, lança campanha de conscientização e alerta sobre prevenção da doença. Com o lema “Diagnóstico Precoce: sua chance de cura”, foi lançada, hoje (08), em café da manhã oferecido para a imprensa diretores do hospital e médicos ligados ao diagnóstico e ao tratamento de câncer.

Durante o evento Mariella Almeida Melo, oncologista e coordenadora da campanha, declarou quais são os objetivos da campanha: “Queremos mostrar que essa doença tem cura! Queremos que as pessoas conheçam todas as formas da doença e deixem de lado a mistificação que essa é uma que só mata. Temos 3 mil novos casos de câncer a cada ano só no Piauí, é necessário que a sociedade conheça todas as formas de tratamento e, principalmente, de prevenção”.

A especialista esclarece ainda que quanto antes a doença for detectada maiores são as opções de tratamento e as chances de cura. “Nosso objetivo com essa campanha é fazer com que a mulher, ao perceber um nódulo no seio, pense logo que pode ser câncer e procure o médico. Quanto menor o nódulo for melhor para o tratamento. Queremos que os homens se conscientizem de que, após os 45 anos, os exames de prevenção devem ser rotina e não podem sofrer nenhum tipo de preconceito”, disse Mariella Almeida Melo.

A campanha será realizada entre os dias 26 e 30 de novembro, quando o Hospital São Marcos mobilizará mais de 40 profissionais para promover uma semana de atividades voltadas para esclarecer as dúvidas da população sobre todos os tipos de câncer, seus sinais, sintomas, tratamento e conscientizar sobre a importância da prevenção, através da realização de exames periódicos para facilitar o diagnóstico precoce e aumentar as chances de cura.

Do dia 26 ao dia 29 de novembro, serão realizadas palestras, no período da manhã, e cursos, à tarde, sobre todos os tipos de câncer, abordando temas como prevenção, diagnóstico precoce e tratamento

O “Dia D” da campanha é o dia 30. O Hospital São Marcos promoverá um grande mutirão para atender à população. Serão oferecidos atendimentos gratuitos, onde os pacientes poderão aferir pressão, receber orientações do corpo de nutricionistas e oncologistas do Hospital. Além dos atendimentos mais direcionados ao tratamento, assistentes sociais distribuirão cerca de 500 senhas para a realização de exames preventivos como o papanicolau, que pode detectar o câncer de colo do útero, a mamografia, que pode diagnosticar o câncer de mama, a dosagem de PSA, para diagnóstico de câncer de próstata, e raio “X” do tórax.

A jornalista Claudia Brandão que participou do evento de lançamento, prestou depoimento aos presentes dizendo que sua família tem o hábito de fazer exames preventivos e que suas irmãs que apresentaram a doença são tratadas no Hospital São Marcos. “Há muitos casos de câncer em minha família, isso acendeu o sinal de alerta para fazermos, com frequência, os exames de prevenção. Minha irmã, que mora em Brasília (DF), foi operada em 2006, aqui no Hospital São Marcos, pelo Dr. Antônio de Pádua. Ela sempre vem fazer os exames de rotina aqui pela confiança que temos na medicina desenvolvida aqui e na referência que o Hospital representa”, contou a jornalista.

O Hospital São Marcos realiza uma média de 17 mil consultas por mês; 1.200 cirurgias, a maioria de alta complexidade; 3.160 sessões de radioterapia e 3.900 sessões de quimioterapia. A média de tempo entre a primeira consulta e o início do tratamento radioterápico é de cinco dias, uma média maior que a de muitos países desenvolvidos, como Inglaterra e Canadá.

O Hospital São Marcos está prestes a completar 60 anos e conta com uma equipe profissional qualificada e capacitada para realizar o tratamento de câncer, além disso, o Hospital dispõe dos mais modernos aparelhos de diagnóstico e tratamentos do país. A campanha “Diagnóstico Precoce: sua chance de cura” reafirma a missão do Hospital, que é oferecer a mais avançada e inovadora atenção à saúde, com preocupação permanente com a humanização dos serviços e dentro dos mais altos padrões tecnológicos, ensino e pesquisa, com ênfase na ética e responsabilidade socioambiental visando a contínua melhoria da qualidade de vida da sociedade como um todo.
08/11/2012 – redacao@cidadeverde.com no Cidadeverde.com

Especialistas dizem que câncer dá aviso

Instituição associada à Abifcc SALVADOR — Chamado de doença silenciosa, o câncer muitas vezes não faz jus a essa definição. O problema é que nem sempre os sinais enviados pelo organismo são compreendidos pelas pessoas. É aí que mora o perigo, pois quanto mais tarde for diagnosticado, mais difícil é o tratamento e menores são as chances de cura.

Os especialistas alertam para a importância de as pessoas ficarem atentas às mudanças no corpo, no comportamento e no humor. Uma tosse seca insistente, por exemplo, pode ser indício da patologia. No entanto, esse sintoma, por ser confundido com a gripe, é ignorado, fazendo com que o paciente retarde a busca pela assistência adequada.

“Ao se falar de câncer, é preciso esclarecer que esta não é uma doença única. Cada tipo de câncer se manifesta e reage de forma diferente no organismo. O câncer de mama, por exemplo, não se apresenta igual ao de pulmão, de colo de útero, de pênis e assim sucessivamente. Os sintomas e a forma de descoberta também são diferentes, bem como o tratamento. É possível também que o mesmo tipo de câncer apresente variáveis diferentes em cada paciente”, explicou o oncologista clínico, José Alberto Nogueira, do Hospital Aristides Maltez (HAM).

Segundo o médico, não existe nenhum câncer mais agressivo do que outro. O que há é o estágio avançado da doença, que implica em complicações e até na metástase (proliferação da lesão tumoral em outras partes do corpo).

“Todo câncer é agressivo quando descoberto tardiamente. Por isso, insistimos na prevenção, através da realização de consultas e exames periódicos. Intervenções rotineiras baratas e acessíveis na rede pública ajudam a diagnosticá-lo o quanto antes. Entre outras especialidades, as mulheres devem ir ao ginecologista com frequência e fazer o auto-exame em casa. Já os homens, principalmente com mais de 40 anos, devem ir ao urologista”, adverte.

Entre os tipos mais comuns de câncer estão o de mama, o de colo do útero, de próstata, pele e de pulmão. Mas não raro outros órgãos também são afetados pela doença, como o peritônio (membrana que cobre as paredes abdominais), que vitimou a apresentadora Hebe Camargo; o câncer de laringe, enfrentado há pouco pelo ex-presidente Lula; o câncer no sistema linfático, que acometeu o ator Reynaldo Gianecchini e a presidente Dilma, além do câncer de reto e virilha, enfrentado pela apresentadora Ana Maria Braga, só para citar alguns casos de famosos.

O tratamento indicado varia de acordo com o tipo e estágio da doença. Além disso, a ciência está tentando mapear a “impressão digital” do câncer para descobrir como ele se comporta em cada pessoa, a fim de estabelecer também a droga, a dosagem e o tratamento adequado.

“Não é todo caso que a intervenção cirúrgica é indicada. Muitos podem ser tratados apenas com quimioterapia e/ou radioterapia, a exemplo da neoplasia trofoplática gestacional (câncer de útero), que não precisa ser operada, e mesmo em caso de metástase a chance de cura é de 80%, e a mulher pode voltar a engravidar futuramente”, afirma.

Contudo, o médico ressalta que medicina não é uma ciência exata e que em se tratando de câncer, a cura é tratada como probabilidade, mas tudo depende da prevenção.

“Exames de toque, de sangue, de imagem ou biopsia são capazes de descobrir cedo, mas alguns cuidados simples ajudam a evitar. O câncer de pênis, por exemplo, está relacionado à falta ou pouca higiene, pois o maior agente causador é a sujeira peniana. Em outras palavras, é só lavar direito que provavelmente o homem não sofrerá desta patologia”, disse.

Vítima de câncer de próstata, o comerciante Otávio Lima descobriu a doença em seu estágio inicial. Após uma cirurgia para retirada da glândula, ele extirpou a patologia, sem precisar ser submetido ao desconforto dos tratamentos químicos.

O câncer é uma doença genética, mas não necessariamente hereditária. Estima-se que cerca de 15% das possibilidades de desenvolver a doença sejam hereditárias e as outras 85% tenham relação com outros fatores, a exemplo do tabagismo, da obesidade, entre outros.

Os hábitos alimentares e modo de vida do paciente também influenciam no desencadeamento de alguns tipos de neoplasia. Segundo o chefe da oncologia clínica do HAM, alimentos gordurosos são grandes vilões da saúde, pois constipam o intestino, podendo resultar em um câncer.
08/11/2012Catiane Magalhães no Tribuna da Bahia

Inca apoia projeto que fixa prazo para início de tratamento de câncer no SUS

RIO DE JANEIRO — O Instituto Nacional de Câncer (Inca) manifestou nesta terça-feira (6) apoio ao projeto de lei que fixa o prazo máximo de 60 dias para o início do tratamento contra câncer na rede pública de saúde, contados a partir do diagnóstico. O projeto foi aprovado na última terça-feira (30) pelo Senado.

O diretor-geral do Inca, Luiz Antônio Santini, disse que a iniciativa vai beneficiar os pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), já que irá melhorar a eficácia da prestação de serviços no tratamento da doença. Segundo ele, o objetivo do projeto não é “mudar o que está sendo feito, mas melhorar o que estamos realizando”.

De acordo com Santini, a redução do período de espera é um auxílio para o paciente, pois o tempo decorrido entre o diagnóstico e o início do tratamento é fundamental para o sucesso do tratamento.

“Nas cirurgias de cabeça e pescoço realizadas pelo Inca, o prazo é cerca de 50 dias. Mas em casos de menor demanda, como na pediatria, o tempo médio é 22 dias. Na hematologia, é 16 dias, e na neurologia, 24”, explicou.

Os senadores aprovaram substitutivo da Câmara dos Deputados ao Projeto de Lei do Senado 32/1997, de autoria do ex-senador Osmar Dias, que previa apenas sobre o tratamento com medicamentos com analgésicos.

De acordo com o novo texto, o prazo de 60 dias será considerado cumprido quando o tratamento for efetivamente iniciado, seja por meio de cirurgia, radioterapia ou quimioterapia. Em casos mais graves, o prazo poderá ser inferior ao estabelecido.

O projeto obriga ainda os estados a desenvolverem planos regionais de tratamento, com serviços de oncologia. A relatora da matéria foi a senadora Ana Amélia (PP-RS). A lei segue agora para sanção presidencial.

No estado do Rio de Janeiro, o tratamento contra o câncer é feito nos Centros de Alta Complexidade em Oncologia (Cacons) e no Inca. Somente no ano passado, foram mais de 15 mil internações no instituto, cerca de 8.500 cirurgias, 37 mil procedimentos de quimioterapia e mais de 179 mil, de radioterapia.
06/11/2012 – Agência Brasil no DCI

SES e Inca qualificam profissionais da saúde para registro de câncer

JOÃO PESSOA — Cerca de 30 profissionais de saúde, incluindo biólogos e enfermeiros, estão participando em João Pessoa, do curso de capacitação e requalificação no Registro de Câncer na Paraíba. A capacitação está sendo realizada pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), através do Núcleo de Doenças e Agravos Não Transmissíveis, em parceria com o Instituto Nacional do Câncer (Inca). O curso que se estende até a próxima sexta-feira (9).

Em suas considerações na abertura do curso, a Chefe do Núcleo de Doenças e Agravos Não Transmissíveis, Gerlane Carvalho, ressaltou a prioridade dada aos profissionais de saúde paraibanos. “O Inca promove esta capacitação uma vez por ano, sempre priorizando um determinado estado. Desta vez, conseguimos trazer o evento para a Paraíba e priorizar nossos profissionais, pensando na melhor qualidade das informações registradas em nosso estado”.

O curso ministrar aula prática em laboratório, na quinta-feira (8), no Centro Formador de Recursos Humanos da Paraíba (Cefor-PB). Gerlane informou que os profissionais serão certificados mediante aprovação em uma prova a ser realizada no final da capacitação. “Isso demonstra a seriedade do serviço a ser prestado. É de extrema importância que os profissionais responsáveis pelo registro dos casos de câncer nas unidades de saúde de referência da Paraíba saibam, de fato, lidar com as informações e incluí-las adequadamente nos sistemas (SISRHC e SISBASEPOP) de notificação”.

De acordo com o Inca, o Registro de Câncer de Base Populacional (SISBASEPOP) é a coleta de dados de uma população claramente específica (com diagnóstico de câncer) em uma área geográfica delimitada. São registros que fornecem informações permanentes sobre o número de casos novos nessa área delimitada, permitindo detectar setores da área onde a população local é mais afetada pela doença, fatores ambientais que podem estar relacionados e influenciar na prevalência da doença, identificar grupos étnicos afetados promovendo assim investigações epidemiológicas e estudos específicos.

As informações obtidas desses registros também auxiliam na determinação da necessidade de campanhas junto à população na detecção precoce e prevenção do câncer, como também na avaliação de novas técnicas diagnósticas. O principal propósito desse tipo de registro é avaliar o impacto do câncer em uma determinada população.

O Registro Hospitalar de Câncer (SISRHC) coleta dados de todos os pacientes atendidos no hospital, com diagnóstico confirmado de câncer. Esse serviço tem sido descrito como um espelho que reflete o desempenho do corpo clínico em relação à assistência prestada aos pacientes, através da avaliação dos resultados de protocolos terapêuticos e análise de sobrevida dos pacientes, por tipo específico de câncer.

Um dos destaques é a utilização das informações do registro hospitalar no planejamento do hospital em áreas carentes para o recrutamento de profissionais necessários e como base de informação para a pesquisa clínico-epidemiológica institucional.

Os hospitais da Paraíba que fazem Registro Hospitalar de Câncer são: Fundação Assistencial da Paraíba (FAP), Hospital Universitário Alcides Carneiro (Campina Grande), Hospital Napoleão Laureano, Instituto Walfredo Guedes Pereira (João Pessoa) e Hospital Regional de Patos.
06/11/2012 – Secom-Pb no Paraiba.com.br

Má distruibuição de mamógrafos afeta diagnóstico precoce de câncer

RIO DE JANEIRO — O Bom Dia Brasil mostrou que o Senado aprovou uma lei que estabelece um prazo para que pacientes com câncer comecem o tratamento no Sistema Único de Saúde. E foi investigar porque é tão difícil marcar os exames.

No caso do câncer de mama, o Brasil tem quase o dobro dos mamógrafos recomendados pelo Ministério da Saúde, mas eles não estão acessíveis para todas as brasileiras.

A máquina é capaz de detectar um nódulo, antes mesmo que ele seja percebido pelo toque. “A principal vantagem do exame é que as lesões que você consegue tocar já têm dois centímetros. Na mamografia você detecta com milímetros”, explica.

O exame é o principal aliado da mulher no diagnóstico precoce do câncer de mama, doença que mata mais de 12 mil pessoas por ano no país. Mas os equipamentos ainda estão distantes de muitas brasileiras.

O problema não é o número de mamógrafos disponíveis pelo Sistema Único de Saúde. Em todo o país, são cerca de 1,5 mil. O Ministério da Saúde recomenda 1 mamógrafo por 240 mil habitantes, e a média brasileira é de quase 2.

Mas eles são mal distribuídos. Mais concentrados no Sul, Sudeste e no Centro-Oeste. E em menor proporção no Nordeste e Norte do país.

Em todo o estado do Acre, existem apenas três mamógrafos para exames pelo SUS. No Amapá e em Roraima, dois. Em Rondônia, segundo a Secretaria Estadual de Saúde, são 10, mas a espera é grande.

Mesmo depois de descobrir um nódulo no seio, Clemildes vai ter que aguardar dois meses até o exame. “Ele tem aumentada um pouco e queimado muito. Estou muito preocupada, mas confio em Deus”, afirma.

Fazer a mamografia é ainda mais difícil para quem mora longe dos grandes centros. “Cerca de 50% dos municípios brasileiros com menos de 50 mil habitantes não possui mamógrafo, ou seja, o acesso é um problema. A gente sabe que ele está associado diretamente à queda de mortalidade”, explica Marcelo Bello, médico da Sociedade Brasileira de Mastologia.

A estimativa é de 52 mil novos casso de câncer de mama no Brasil em 2012. E as imagens podem fazer toda a diferença no futuro desses pacientes.

Para ampliar o acesso ao diagnóstico precoce, o Ministério da Saúde vai lançar o programa de mamografia móvel. Carretas e barcos levarão mamógrafos a lugares distantes do país.
02/11/2012Mônica Teixeira para OGlobo

Senado aprova prazo para início de tratamento de câncer pelo SUS

BRASÍLIA — Os senadores aprovaram, nesta terça-feira (30), o substitutivo da Câmara dos Deputados ao Projeto de Lei do Senado (PLS) 32/1997 que estabelece o prazo máximo de 60 dias, contados do diagnóstico, para o início do tratamento de pacientes com câncer pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

O texto prevê ainda um prazo menor que 60 dias, conforme a necessidade terapêutica do caso. O prazo será considerado cumprido quando se iniciar efetivamente o tratamento (cirurgia, radioterapia ou quimioterapia).

Outra medida importante trazida pelo projeto é a previsão de acesso “gratuito e privilegiado” a analgésicos derivados do ópio para os portadores de câncer que estejam sofrendo com dores.

O projeto estabelece ainda a obrigatoriedade para os Estados de elaborarem planos regionais de instalação de serviços especializados em oncologia, de modo a que áreas não contempladas passem a ter acesso a esses serviços.

A proposição original, do ex-senador Osmar Dias, dispunha apenas sobre o tratamento medicamentoso com analgésicos, como por exemplo, morfina. Na Câmara, o escopo foi ampliado para incluir a obrigatoriedade de oferecimento pelo SUS aos pacientes com câncer, no prazo máximo de 60 dias, de outros tratamentos disponíveis além dos analgésicos, tais como cirurgia, radioterapia e quimioterapia.

Em seu parecer pela aprovação do substitutivo, a senadora Ana Amélia (PP-RS) ressaltou que o texto é preciso ao tratar o lapso de tempo entre o diagnóstico de câncer e o início do tratamento da doença. Para a senadora, a demora em começar o tratamento é o principal problema na terapêutica do câncer no Brasil.

Após a aprovação da matéria, Ana Amélia agradeceu ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP) pela inclusão da matéria na pauta de votações e homenageou o autor da proposição original, o ex-senador do Paraná, Osmar Dias.

Segundo ela, a aprovação do projeto trará grandes benefícios para as mulheres portadoras de câncer de mama.

O substitutivo, aprovado pela Câmara dos Deputados, em junho, e pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado, no mês passado, vai à sanção.
30/10/2012Laércio Franzon no Portal de Notícias do Senado Federal (Agência Senado)

Filantrópicos querem emenda para pagar dívida

PORTO ALEGRE — Os 245 hospitais filantrópicos do Rio Grande do Sul, que realizam 70% dos atendimentos de toda a rede do Sistema Único de Saúde (SUS), trabalham com déficit anual superior a R$ 310 milhões. Essa lacuna de recursos motivou a audiência pública realizada nesta quinta-feira pela Comissão de Finanças, Planejamento, Fiscalização e Controle da Assembleia Legislativa do Estado. O presidente da Federação das Santas Casas, Hospitais Beneficentes, Religiosos e Filantrópicos do Rio Grande do Sul, Júlio Matos, expôs a situação da rede e pediu mais recursos no orçamento estadual do próximo ano.

“Para cada R$ 100,00 de custo que esses hospitais têm para atender aos pacientes, o SUS remunera R$ 55,00. Os R$ 45,00 que faltam, multiplicados pelo volume de pessoas a que atendemos, que é em torno de 550 mil pacientes por ano, geram esses R$ 310 milhões. Esse déficit anual já dura uma década”, explica Matos. Segundo ele, o grau de endividamento dessas instituições já superou R$ 1,2 bilhão e, por isso, a federação solicitou ao governo federal a criação de uma rubrica para que fosse previsto o que falta anualmente. Contudo, o Projeto de Lei Orçamentária Anual (Ploa) previu apenas R$ 100 milhões para o setor - apenas um terço do que seria necessário.

O presidente solicita agora uma emenda no valor de R$ 210 milhões. “Os hospitais já têm uma grande dívida com os bancos, em torno de R$ 400 milhões, com fornecedores e até com funcionários. Assim, acabam restringindo suas capacidades de atendimento. Nos últimos dois anos, já foram fechados 2,5 mil leitos no Estado. Não é por outra razão que existe um caos nas emergências”, critica Matos.

Relator do Ploa, o deputado Marlon Santos (PDT) adiantou que já está em tratativas com o governo para que conste no Orçamento 2013 pelo menos dois terços do que está sendo solicitado pelo setor. “É a primeira vez que o orçamento estadual apresenta uma rubrica específica para os hospitais filantrópicos”, destacou Marlon. Ele explicou que, existindo a disponibilidade, o governo deve posteriormente complementar o valor com recursos da União e outros convênios.

Marlon informou que está trabalhando para que 12% da receita corrente líquida do Estado seja aplicada na saúde, conforme prevê a Constituição. Apesar de o governo estadual afirmar que já está prevendo o recurso no Ploa, o deputado quer tirar dessa conta os inativos da área da saúde e recursos para o Instituto de Previdência do Estado do Rio Grande do Sul (IPE). “Já negociamos com o governo a retirada dos aposentados e estamos debatendo a questão do IPE”, adiantou.

Em resposta à solicitação, o deputado Raul Pont (PT) afirmou que, em 22 meses, o governador Tarso Genro duplicou os recursos destinados aos hospitais filantrópicos. Até outubro de 2012, o segmento contou com um aporte de R$ 410 milhões. Nos quatro anos da administração passada, foram disponibilizados R$ 195 milhões para estas instituições. O parlamentar revelou, ainda, que o orçamento para o próximo ano reserva mais de R$ 400 milhões para os hospitais filantrópicos gaúchos.
26/10/2012Jornal do Comércio

Prêmio Mineiro da Qualidade 2012

Instituição associada à Abifcc MURIAÉ — O Hospital do Câncer de Muriaé da Fundação Cristiano Varella alcançou um reconhecimento importante e muito expressivo no Estado: a Faixa Bronze no Prêmio Mineiro da Qualidade. Dentre as 7 empresas que foram classificadas, somos o único hospital, sendo que concorremos com multinacionais e empresas de outro segmentos.

O PMQ visa desencadear nas organizações mineiras um processo estruturado de busca da melhoria contínua de seus produtos/serviços, com base na implementação de ações sistemáticas, em direção à melhoria da gestão. Esse modelo é praticado por organizações que buscam uma melhor inserção no mercado e que, entre outras coisas, busca avaliar o sistema de gestão com base em uma metodologia imparcial, que utiliza critérios reconhecidos internacionalmente.

Esse resultado é motivo de muito orgulho para nós e por isso que temos o prazer de convidá-lo para comemorar conosco.
26/10/2012Larissa de Assis da redação.vivasa

Florianópolis recebe pela primeira vez a Corrida e Caminhada Contra o Câncer de Mama

FLORIANÓPOLIS — Evento esportivo acontecerá no dia 04 de novembro, domingo, na Beira Mar Continental
Santa Catarina é o próximo Estado a receber as etapas 2012 da Corrida e Caminhada Contra o Câncer de Mama. É a primeira vez que o evento esportivo desembarca em Florianópolis e já tem data marcada para domingo, 04 de novembro. Quem estiver na cidade poderá correr ou caminhar em prol da campanha O Câncer de Mama no Alvo da Moda. As duas modalidades têm percurso de 5 km, com largada programada para às 9 horas, na Beira Mar Continental (Av. Poeta Zininho).

O evento, que está em sua 47ª edição, já passou por 11 cidades, recebeu mais de 120 mil participantes e contou com o apoio de mais de 200 artistas brasileiros e 100 empresas parceiras.

São duas mil vagas para a Corrida e mil para a Caminhada. Os interessados podem se inscrever via internet pelo site www.yescom.com.br ou em todas as lojas Hering da cidade até o término das vagas. As inscrições custam, por participante, R$ 50 para cada uma das modalidades. Os kits dos inscritos serão entregues no dia 03 de novembro, sábado, das 9 às 17 horas, no local da largada.

Parte do valor arrecadado será doado ao IBCC, importante Centro Oncológico do Estado de São Paulo, e ao Imperial Hospital de Caridade, apoiador do evento e considerado o mais antigo e maior hospital filantrópico de Santa Catarina.

Um pouco de história A título de curiosidade, a Corrida e Caminhada Contra o Câncer de Mama deu o pontapé inicial em São Paulo, no ano de 1999 e reuniu naquela ocasião 600 mulheres. Com a ajuda da imprensa, dos parceiros e dos artistas que apoiam a causa, o projeto ganhou prestígio e sucesso, caiu no gosto popular e hoje reúne milhares de pessoas nas cidades que são sede do evento no País.

O espaço não é só para atletas, mas para todos aqueles que se preocupam com a qualidade de vida e disseminação de informações sobre o câncer de mama como forma de controle da doença. Mais do que tudo, o evento é destinado àqueles que querem manifestar seu apoio à causa.

Câncer de mama O câncer de mama é um dos mais temidos pelas mulheres, devido à sua alta incidência (é o segundo tipo mais frequente no mundo) e, também, pelos seus efeitos psicológicos, já que elas receiam que a doença venha a comprometer a sua feminilidade e sexualidade, afetando diretamente a sua autoestima. No Brasil, este é o tipo de câncer que mais causa mortes entre mulheres.

Em 2012, segundo o Instituto Nacional de Câncer, para o Brasil esperam-se cerca de 50 mil novos casos de câncer de mama, com risco estimado de 52 casos a cada 100 mil mulheres.

Serviço
Corrida e Caminhada Contra o Câncer de Mama

Data: 04/11
Local: Beira Mar Continental (Av. Poeta Zininho)
Largada: 9 horas
Distância do percurso: 5 km
Participantes: 3 mil (duas mil – Corrida | mil vagas – Caminhada)
Inscrições: Lojas Hering Store participantes (Beiramar Shopping, Shopping Iguatemi, Jurerê Open Shopping, Floripa Shopping, Continente Park Shopping, Shopping Itaguaçu e Shopping ViaCatarina)
23/10/2012Grayce Rodrigues no Portal dos Seguros

Paciente pediátrico realiza sonho de ser Militar por um dia

MURIAÉ — O sonho de Deivide Carlos Silva Gomes, 10 anos é ser militar, mas a vida já se encarregou de torná-lo um guerreiro na luta contra a Leucemia. A rotina do tratamento que já dura quase dois anos mudou com uma ação de humanização desenvolvida pelo 47º Batalhão da Polícia Militar de Muriaé em parceria com o Hospital do Câncer de Muriaé da Fundação Cristiano Varella.

Paciente pediátrico realiza sonho de ser Militar por um dia

Na tarde desta terça-feira (23) o paciente recebeu a visita dos militares que proporciaram a realização do sonho e outros mimos. Ele recebeu uma farda da PM, ganhou uma camisa do flamengo, carro da polícia de controle remoto, bola do flamengo, um porta-retratos com uma foto com o soldado Bernardes, e o seu maior desejo de andar em uma viatura, com direito a se comunicar via rádio com os policiais que estavam em serviço.

Paciente pediátrico realiza sonho de ser Militar por um dia

De acordo com a enfermeira responsável pela Unidade de Internação de Quimioterapia, Bárbara Nascimento, a iniciativa surgiu pelo soldado Bernardes, que integra o programa social Jovens Construindo a Cidadania (JCC) e conheceu a história de Deivide na Escola Municipal Antônio Viçoso Magalhães, no bairro São Pedro, onde cursava a 5º série. Emocionado o soldado abraçou ao Deivide e o agradeceu por mais essa lição de vida.

A partir de então a equipe da instituição, que inclui enfermagem, nutrição, assistência social, psicologia, juntamente com o médico responsável, o hematologista, Dr. Maurício Drummond, criaram toda a estrutura para que o desejo de Deivide fosse realizado com segurança.

Para a mãe, Valdirene Do Carmo Silva a sensação é de dever cumprido. “Fiquei muito feliz em poder proporcionar esse momento para filho, pois era o que eu mais queria na minha vida. Tudo só foi possível graças ao envolvimento de todos, Polícia Militar, equipe do Hospital, professores, amigos e familiares. Como mãe me sinto realizada”, disse.

O Sargento Sandro, relações públicas do Batalhão, disse que foi gratificante participar da ação social que também age como um remédio para amenizar a dor, fortalece o paciente e incentivar a superar as dificuldades. “Toda ação que visa lutar à favor da vida tem o apoio da Polícia Militar. A história de Deivide é um exemplo para todos, pois em meio as debilidades da saúde ele tem o sonho de ser policial e trabalhar em prol da sociedade, enquanto muitos jovens, que disfrutam da saúde, buscam prejuízos para sua vida, organismo e sociedade ao se envolverem com as drogas”.

Ao conhecerem outras crianças na instituição os policiais se mobilizaram novamente e voltaram nessa quarta-feira, para presentear outros três pacientes que estão internados na unidade de quimioterapia.

Sobre a doença:
Apesar de ser uma neoplasia comum na faixa etária entre 3 a 5 anos, a leucemia é uma doença rara. A leucemia é uma doença maligna dos glóbulos brancos (leucócitos), que tem como principal característica o acúmulo de células jovens anormais na medula óssea, que substituem as células sanguíneas normais. O termo leucemia, na verdade, refere-se a um grupo de doenças. Elas são classificadas como agudas e crônicas, sendo a mais comum, com 85% da forma Linfóide Aguda (LLA).
24/10/2012Larissa de Assis da Assessoria de Comunicação da FCV

Hospital oferece programação especial ao combate ao câncer de mama

Instituição associada à Abifcc SÃO PAULO — Em parceria com o Hospital A. C Camargo, a academia Curves irá realizar uma programação especial para o Dia Nacional ao Combate ao Câncer de Mama (19), que vai contar com a participação de 6 mil mulheres.

Neste dia haverá um ciclo de palestras, plantão de dúvidas e agendamento de exames gratuitos, como o papanicolau, coleta de sangue e mamografia. A fisiologista Luciana Mankel complementa que essa ideia tem o intuito de mostrar que a atividade física regular é um método simples e eficaz na prevenção da doença.

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), cerca de 25% dos casos de câncer de mama poderiam ser prevenidos praticando exercícios físicos durante 2h30 por dia.

Já o dado revelador do Inca (Instituto Nacional de Câncer) relata que o aparecimento da doença está relacionado ao processo de urbanização da sociedade: mulheres bem sucedidas têm mais chances de desenvolver a doença.

Por isso, a superintendente de telemarketing do hospital, Adriana Seixas Braga, explica que essa iniciativa visa mobilizar as mulheres e disseminar as informações sobre a prevenção do câncer. Além disso, irá ressaltar a importância do diagnóstico precoce que, por influenciar no tratamento, aumenta cerca de 90% as chances de cura.

O evento, que já está na 8ª edição, acontecerá nesta sexta-feira (19), das 9h às 11h, das 17h às 19h e das 19 às 21h na academia em Moema.

Serviço
Local: Curves – A Academia da Mulher
Alameda Arapanés, 1.440 – Moema - São Paulo / SP
18/10/2012 – do R7

Radioterapia do Hospital do Câncer em Campo Grande está parada há 26 dias

CAMPO GRANDE — O serviço de radioterapia do Hospital do Câncer em Campo Grande, um dos dois hospitais que atende pelo SUS (Sistema Único de Saúde), está parado há 26 dias. Com isso cerca 60 tratamentos por dia estão deixando de ser feitos, o que já chega a cerca de 1.560 procedimentos até agora. A informação repassada pelo Hospital é de que uma peça do equipamento de radioterapia estaria queimada.

A redação do Midiamax recebeu inúmeras ligações dos pacientes que estão muito preocupados com a continuidade de seus tratamentos. No HC, a informação é de que devido ao temporal que aconteceu no dia 20 de setembro em Campo Grande, uma peça do equipamento de radioterapia teria sido queimada.

Segundo a assessoria de imprensa do Hospital, a peça para reposição já foi comprada, mas como vem do Reino Unido ainda não chegou a Campo Grande. “Primeiro enfrentamos a greve dos fiscais da Anvisa e agora a peça já chegou no aeroporto de Viracopos, em Campinas, mas como a pista só foi liberada na segunda (15), ainda estamos aguardando que o despachante nos comunique a data exata em que ela vai chegar em Campo Grande”, informou a assessoria.

A médica responsável pelo setor, Eva Glória Siufi, disse que os pacientes não serão transferidos para a clínica Neorad, que também atende pelo SUS na Capital. “Não há como transferi-los porque o tempo desse procedimento demoraria o mesmo que tempo que a peça vai levar para chegar aqui. Mas adianto que nenhum paciente será prejudicado, uma vez que muitos estão no final do tratamento e já receberam uma dose considerável de radioterapia”, explicou a médica.

Eva afirmou que assim que a peça chegar o HC vai entrar em contato com todos os pacientes e quem precisar vai receber um complemento da dose. A médica aconselha aos pacientes quem tiverem alguma dúvida a ligar para o setor de radioterapia do HC pelo telefone: 3341-6000.

A reportagem tentou entrar em contato com a Secretaria Estadual de Saúde, que é gestora do serviço de tratamento de câncer em MS, mas até o momento não obteve resposta.

Neorad
Na clínica Neorad – que também atende pelo SUS – a informação é de que não há notícia de que os pacientes do HC serão transferidos para lá.

Segundo um paciente da clínica que não quis se identificar, a Neorad não suportaria a quantidade de pacientes vindos do Hospital do Cancer, uma vez que os tratamentos têm início às 06h30 e seguem até a 00h praticamente todos os dias. O fato foi confirmado por uma atendente que explicou que a cada 10 minutos um tratamento é iniciado.

Monopólio do tratamento de câncer no Estado abre brecha para descaso
Em Mato Grosso do Sul, os pacientes que precisam do tratamento de câncer enfrentam concentração de um pequeno grupo interessado nos ganhos econômicos dos tratamentos em contraponto a saúde das pessoas. O MPF (Ministério Público Federal) ajuizou ação no dia dois de outubro de 2012 para que o investimento federal seja aplicado em hospitais públicos, com o intuito de salvar vidas.

Para o MPF, “se não houver intervenção judicial, a prestação dos serviços para diagnóstico e tratamento de câncer e, consequentemente, a expectativa e o tempo de sobrevida de nossos doentes ficará ao exclusivo arbítrio de um pequeno grupo, unicamente interessado em ganhos econômicos”.

Em maio de 2012, o Ministério da Saúde lançou o Plano de Expansão da Radioterapia no SUS, com o objetivo de articular projetos de ampliação e qualificação de hospitais habilitados em oncologia em todo o país. O plano prevê investimento de R$ 505 milhões em 80 hospitais, cinco deles em Mato Grosso do Sul.

Atualmente a concentração dos serviços de radioterapia em MS está no Hospital do Câncer e na Santa Casa, em Campo Grande, que terceirizaram os serviços para a Clínica NeoRad.

Contudo, no Estado, foram selecionados o Hospital Universitário, Hospital Regional e Santa Casa, em Campo Grande, além da Santa Casa de Corumbá e Hospital Evangélico em Dourados. Destes, o HU e a Santa Casa de Campo Grande rejeitaram a oferta e podem deixar de receber investimentos em infraestrutura, serviços e um acelerador linear, equipamento de alta tecnologia essencial para o combate ao câncer.

De acordo com investigação do MPF, a negativa dos entes públicos é articulada pelo médico Adalberto Abrão Siufi, que é sócio-proprietário da clínica Neorad, chefe do serviço de oncologia do HU e supervisor do Programa de Residência Médica em Cancerologia Cirúrgica da UFMS, ainda participa ativamente da direção do Hospital do Câncer e era, até pouco tempo, também responsável técnico pelo setor de cirurgia oncológica (combate ao câncer) da Santa Casa.

A investigação comprovou que Siufi atuou para desativar o serviço de radioterapia do HU/UFMS e é o principal beneficiado pela situação, decorrente “do sombrio movimento de longa data fundado exclusivamente em interesses econômicos privados para sucateamento do Hospital Universitário e encerramento das atividades de diagnóstico e tratamento de câncer e, em especial, dos serviços de radioterapia”, afirma o texto da ação civil pública.

MPF ajuizou ação para tentar acabar com monopólio
Na tentativa de barrar a terceirização, o Ministério Público Federal ajuizou ação no último dia dois de outubro para que o HU seja obrigado a aceitar investimentos federais em equipamentos e serviços de radioterapia, essenciais para o tratamento de câncer. O HU está em 1º lugar na lista de prioridades no estado, para receber os recursos do Ministério da Saúde, dentro do Plano de Expansão da Radioterapia no Serviço Único da Saúde, mas pediu sua exclusão.

O MPF solicitou à Justiça, a concessão de decisão liminar para que haja imediata adesão do hospital ao plano do governo federal. O processo está na mesa do juíz da 1ª Vara Federal em Campo Grande, Ronaldo José da Silva, desde o dia oito de outubro de 2012 para decisão. Caso seja concedida a liminar, o HU deverá adotar todas as medidas para receber e manter em funcionamento os equipamentos de radioterapia, inclusive contratando os profissionais necessários.

Em caso de descumprimento da ordem judicial, o MPF pede o estabelecimento de multa diária de R$ 3 mil, a ser cobrada diretamente da reitora da UFMS, Célia Maria Silva Correa Oliveira, e do diretor-geral do HU, José Carlos Dorsa Vieira Pontes.
16/10/2012Diana Gaúna no MidiamaxNews

Hospital do câncer inicia campanha de doações pela rede social Facebook

UBERABA — O Hospital Hélio Angotti (HHA) lança mão, a partir de hoje, de um dos mais modernos sistemas de doação on-line: o Mobilize Crowdfunding, uma espécie de financiamento coletivo pelo Facebook. Trata-se de ferramenta de captação, pela internet, utilizando cartão de crédito, débito ou boleto bancário, com a mesma segurança de pagamento utilizada por instituições e empresas como o Banco do Brasil e sites de grande circulação.

Segundo a assessoria de imprensa do hospital, o Mobilize é o gestor direto do novo sistema receptor de doações on-line, identificado pela Rede de Proteção Social do Hospital Hélio Angotti. “Esta é mais uma ferramenta importante para o crescimento do Hospital Hélio Angotti, que vem buscando meios confiáveis e seguros para enfrentar o nosso déficit, sempre oscilando entre R$ 400 mil e R$ 600 mil, na medida em que atendemos toda a demanda por tratamento em Uberaba e região”, diz o presidente do HHA, Délcio Scandiuzzi.

O Mobilize utiliza conceito que se popularizou na eleição presidencial dos Estados Unidos. Em 2008, as doações de mais de 1 milhão de pessoas foram decisivas para a eleição de Barack Obama. A ideia é de uma multidão levantando montante significativo. Cada um doa um pouco para contribuir com uma causa maior. O objetivo da primeira campanha do gênero do HHA é conseguir ao menos um mês de medicamentos, cujo montante investido mensalmente é da ordem de R$ 560 mil. A arrecadação tem tempo determinado: vai até 31 de dezembro deste ano, mas outras campanhas ainda poderão ser desenvolvidas pelo hospital.

Para iniciar a campanha, o HHA utilizou sua página no Facebook, criada no fim do ano passado. Nela está hospedado o aplicativo Mobilize, onde é visualizada a campanha de doações por ao menos um mês de medicamentos.

A cada doação, recompensas simbólicas são oferecidas aos doadores. Hoje, mais de 25 mil empresas e profissionais usam o sistema de pagamento Moip, utilizado na campanha de doações via Facebook adotada pelo HHA. Gigantes como a Microsoft, Danone, Ipiranga e Abril, por exemplo, adotam a plataforma. No site do hospital www.helioangotti.com.br tem um link direto para o ambiente do projeto de captação via Facebook.
14/10/2012JM Online

É possível viver com câncer sem mudar planos

SÃO PAULO — Receber o diagnóstico de câncer abala a vida de qualquer pessoa e seguir em frente depois disto pode ficar cada vez mais difícil devido aos dolorosos tratamentos. O Inca (Instituto Nacional do Câncer) informa que cerca de 60% dos pacientes desenvolvem quadro de dor, seja pela progressão da doença ou pelo tratamento. Segundo José Oswaldo de Oliveira, diretor do Centro de Dor do Hospital A.C. Camargo, o diagnóstico e as terapias reduzem a imunidade. “O câncer deixa a pessoa mais vulnerável a uma gripe e a um resfriado e também mais sujeita a ser contaminada pelo vírus da herpes”, explica o médico.

Para Luiz Paulo Marques de Souza, psicólogo do Centro de Reabilitação do ICESP (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo), é importante identificar se a dor tem uma história clínica, se é causada pelo tratamento ou por ansiedade. “Nós trabalhamos para identificar se a doença afetou o lado emocional e mostramos como enfrentar e lidar com isso em sessões de terapia ocupacional”, explica o especialista.

Pensamento positivo
Administrar o sofrimento ajuda o estado emocional. “Levamos o doente a trabalhar com a imaginação, projetando uma melhora. Pensar positivo é importante para a cura. Ao fazer planos, o paciente entra em estado de tranquilidade e calma”, diz Luiz Paulo. “E, aqui no instituto, sempre que necessário, trazemos a família para os grupos de terapia. Essa integração é importante, pois muitos se isolam até dos parentes mais próximos”, explica.

Para Maria Tereza Lourenço, psiquiatra do Hospital A.C. Camargo, os sintomas da doença e do tratamento não comprometem a qualidade de vida da pessoa. “Caso a ansiedade fique muito forte, indicamos medicamentos para controlá-la, mas é muito difícil acontecer”, explica Maria Tereza.

A dona de casa Marli Lopes, de 44 anos, mãe de duas filhas, de 17 e 19, foi diagnosticada com câncer há quatro e diz que segue tendo vida normal. “Receber o diagnóstico foi difícil, porém minha família sempre esteve comigo”, conta Marli.

Diagnosticada com linfoma há dois anos, a maquiadora Samira Salah, de 37, descobriu a doença após sentir muita dor nas costas. “Sempre tentei ser forte para enfrentar tudo com pensamento positivo”, diz ela.

Estar grávida é uma das maiores alegrias de uma mulher, mas a melhor notícia da vida de Simone Calixto veio junto com o diagnóstico de um câncer de mama. Desenganada pelos médicos no Canadá, onde morava, ela veio para o Brasil, fez aqui todos os tratamentos de quimioterapia sem afetar o bebê, que nasceu dia 18 de julho, uma menina, cheia de saúde. Apenas o parto foi antecipado em duas semanas, pois a imunidade das duas baixou um pouco. “Aprendi que quando o momento é difícil devemos lutar para vencer e eu venci”, diz Simone, que é também mãe de outra menina, de 3 anos.
13/10/2012Priscila Freitas na RedeBomDia

COREN-RJ realiza curso de capacitação em Teresópolis

TERESÓPOLIS — Na última terça-feira, 10, aconteceu no Campus Sede do Centro Universitário Serra dos Órgãos o curso “Controle do câncer de mama e prevenção do câncer cérvico-uterino (coleta Papanicolau)”, oferecido pelo Conselho Regional de Enfermagem do Rio de Janeiro (COREN-RJ).

Em comemoração ao movimento internacional Outubro Rosa, durante esse mês o CapacitaCoren levará a atividade a várias regiões do estado. Segundo o presidente do COREN-RJ, Pedro de Jesus Silva, o curso visa o aperfeiçoamento dos profissionais da enfermagem que atuam na coleta de material cérvico-uterino. “O evento é voltado para a discussão do controle do câncer de mama e a prevenção do câncer de colo uterino através da correta coleta do papanicolau. Hoje o câncer de mama é a doença que mais mata mulheres no Brasil, seguida do câncer de colo de útero, que é o único que permite a prevenção. Se 70% das coletas não fossem inadequadas esse quadro seria outro. O exame correto pode prevenir o câncer cérvico-uterino, detectando as lesões pré-malignas”, alertou Pedro, lembrando que a aula foi ministrada pelo enfermeiro oncologista Thiago França.

“Agradeço a parceria do UNIFESO que nos cedeu o espaço, além do curso de Enfermagem e seus alunos que serão nossos futuros profissionais na busca pela redução do impacto do câncer na sociedade”, completou o presidente do Conselho.

A coordenadora do curso de Enfermagem do UNIFESO, professora Viviane da Costa Freitas Silva, prestigiou a atividade. “É muito importante termos esta aproximação com o conselho, pois além de despertar nos alunos o interesse em conhecer de perto a entidade e permitir que eles vivenciem o que aprenderam durante as atividades na Instituição, é uma oportunidade de educação continuada para os profissionais que aqui estiveram, como os da Secretaria Municipal de Saúde, por exemplo”.
13/10/2012 – da Redação do O Diário de Teresópolis

Secretaria de Saúde de Cuiabá doa brinquedos no Hospital do Câncer

CUIABÁ — O Instituto Anjos da Enfermagem recebeu, na quarta-feira (10-10), na sede da Secretaria Municipal de Saúde, 300 brinquedos arrecadados pela pasta para serem doados às crianças internadas no Hospital do Câncer e HGU. A cerimônia de entrega do material ao Instituto foi comandada pelo secretário municipal de Saúde, Lamartine Godoy Neto, pelo secretário adjunto, Euze Carvalho e pela primeira-dama de Cuiabá, Norma Sueli Galindo.

Parte dos brinquedos será distribuída em creches da capital, informou Marilza Helena Rodrigues Viana, coordenadora estadual da entidade. Ela se mostrou emocionada com o que considera "pronta resposta de sensibilidade da SMS" à reivindicação feita pelo Instituto ao secretário Lamartine, em setembro último.

"Vocês nem têm ideia do quanto este gesto é significativo para as crianças que se encontram em tratamento nas unidades hospitalares da Capital. A alegria de receber um brinquedo extrapola inúmeras limitações aparentes. Já vimos crianças dançar com muletas, enquanto outras, em cadeiras de rodas, manifestam visível desejo de saltar dos assentos. Há expressividade de realização no olhar de cada uma delas no momento em que recebem um presente, um carinho. Isso é o mais importante, é nossa maior recompensa", destacou Marilza.

A coordenadora municipal do Instituto Anjos da Enfermagem, Sueli Marlene, sublinhou o sentido de humanização impresso nessa participação voluntária dos futuros profissionais de Saúde em ações que se interligam à própria sensibilidade das pessoas. "Com certeza, quando formados e já no desempenho de sua profissão, eles se recordarão desse aprendizado diário com a militância filantrópica do Instituto Anjos da Enfermagem. Estarão plenamente comprometidos com a humanização, pois é justamente o que cultivam no dia a dia de trabalho voluntário dentro dos hospitais e em eventos ligados à Saúde".

Também se pronunciando, o secretário Lamartine Godoy Neto agradeceu a todos da SMS que colaboraram para a arrecadação ser sucesso (mais de 500 brinquedos) e aos demais parceiros. "Em particular, agradeço à 1ª Dama doutora Norma Sueli Galindo, sempre pronta para ajudar em projetos semelhantes. O Valorizando Vidas, projeto de sua autoria, é um dos grandes exemplos da sua abnegação à causa social. Agradeço também aos amigos do Instituto Anjos da Enfermagem, entidade parceira, igualmente solidária com os projetos da Saúde. Nunca nos disseram não.Gostaria ainda de resssaltar o excelente trabalho desenvolvido pela minha assessora Olívia Campos, que conseguiu o apoio geral dos colegas da SMS e de outros lugares. O resultado está aí: centenas de brinquedos arrecadados. As crianças agradecem".

Conforme a 1ª Dama Norma Sueli Galindo, cabe apenas aplaudir a SMS e o Instituto Anjos da Enfermagem pelas ações contantes na área social. "É uma alegria imensa, portanto, me inteirar das funções de humanização realizadas conjuntamente pela SMS e entidades parceiras. Acredito muito no voluntariado. Sinto-me orgulhosa de comprovar os belos resultados do empenho da equipe do secretário Lamartine Godoy. Quem fala mal da Saúde, desconhece o grandioso trabalho dos seus integrantes".

Para o presidente do Conselho Regional de Enfermagem de Mato Grosso, Eleonor Raimundo da Silva, o trabalho desenvolvido pelo Instituto Anjos da Enfermagem é de larga abrangência social. "Vocês têm a missão de fazer crianças internadas mais felizes. Um trabalho belíssimo, sem palavras. E nos emociona pelo fato de ser realizado voluntariamente pelos futuros profissionais de Enfermagem, nossos colegas. E fazem isso com uma espontaneidade contagiante".
11/10/2012 – da Redação do 24HorasNews

Hospitais usam preto para ter reajuste

CATANDUVA — Funcionários dos hospitais filantrópicos da Fundação Padre Albino (Emílio Carlos e Padre Albino) e as Santas Casas da região vestiram preto nesta quarta-feira, 10.

A ação trata-se do segundo passo do movimento “Tabela SUS, Reajuste Já”, que tem por objetivo a sensibilização dos Governos Federal e Estadual. A categoria vê a ação como forma de despertar a atenção para a causa, mobilizar e também envolver toda a comunidade nesta luta.

Através de coletiva, o presidente da Diretoria Administrativa da Fundação Padre Albino, José Carlos Rodrigues Amarante, apresentou a nova etapa do movimento e a principal reivindicação das unidades de saúde, que é a busca incessante do reajuste do Sistema Único de Saúde (SUS).

“As Santas Casas estão tirando o dinheiro do bolso para reembolsar as suas dívidas, que são muitas. É importante deixar claro que o SUS nada deve para as Santa Casas e Hospitais Filantrópicos, porém são as unidades de saúde que possuem muitas dívidas e dependem do governo para reajustar a tabela”.

Amarante destacou que segundo a frente parlamentar das Santas Casas, a cada R$ 100 gastos, o governo cobre apenas R$ 65 em média. Algo que não está sendo suficiente para suprir as necessidades das unidades em nível nacional.

Todas as ações realizadas durante o movimento serão encaminhadas para o Governador do Estado, Geraldo Alckmin e também para a presidenta Dilma Rousseff, através do documento denominado “Carta do Interior”, que é o símbolo da união entre as Santas Casas e Hospitais Filantrópicos. O documento, elaborado em assembleia conjunta com aproximadamente 50 entidades participantes do movimento, relata as dificuldades e muito pacificamente solicita providências aos Governos Federal e Estadual quanto à situação das filantrópicas.

O retorno e a repercussão do movimento serão novamente discutidos em uma nova reunião entre os representantes de instituições participantes, que acontecerá no dia 26 de novembro de 2012, em Votuporanga/SP.

Segundo José Carlos, o reajuste estimado pelas unidades é de 100%, há muitas áreas para serem atendidas, por isso procuraram o reajuste máximo para suprir todas as necessidades. Os valores de dívidas que os hospitais da Fundação Padre Albino possui não foram mencionados durante coletiva.

Para fortalecer o movimento, os hospitais confeccionaram camisetas pretas com a logomarca da campanha e prepararam materiais de divulgação.

“O apoio da população é fundamental, já que essas entidades atendem primordialmente a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), que não remunera adequadamente os procedimentos”.

Até agora, cerca de 80 Instituições Filantrópicas já assinaram a anuência ao movimento, estão apoiando e participando das ações. O objetivo é contar com o maior número possível de parceiros, demonstrando união e representatividade do setor na busca de um objetivo comum: pleitear uma remuneração justa pelos serviços prestados e uma solução para o endividamento dos hospitais, ocasionado pela defasagem dos valores da tabela. Além de diversas Santas Casas e Hospitais do Estado de São Paulo, a campanha já ganhou a adesão de entidades de Mato Grosso, Minas Gerais e Ceará e continua contando com a inclusão de novos participantes, já que a situação deficitária e os problemas do setor filantrópico são parecidos e compartilhados em todo o Brasil.
11/10/2012O Regional

Manifesto pelo reajuste da Tabela SUS reúne grande público em Fernandópolis

FERNANDÓPOLIS — Na manhã de ontem, quarta-feira, por volta das 10h, a Santa Casa de Misericórdia de Fernandópolis foi palco para um tocante manifesto público, cujo objetivo foi o de reivindicar o reajuste da Tabela SUS e conscientizar a população do município e da região sobre as dificuldades financeiras que a Santa Casa tem enfrentado atualmente.

A ação foi realizada simultaneamente por 80 Santas Casas e Hospitais filantrópicos em todo o Estado de São Paulo.

Na entrada principal da Santa Casa estiveram presentes funcionários, representantes das entidades locais, profissionais da imprensa, corpo clínico do hospital, voluntários e muitas autoridades. Depois de registradas as presenças em livro, um emocionante cerimonial chamou a atenção do público presente para as dificuldades enfrentadas pelo hospital.

Reajuste Já
O movimento de sensibilização dos Governos Federal e Estadual "Tabela SUS, Reajuste Já" aconteceu em boa parte das Instituições Filantrópicas do Estado. O Dia da Ação Conjunta é um ato simbólico em que os funcionários das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos, seus convidados e apoiadores do movimento, simultaneamente, fizeram uso de roupas pretas como forma de despertar a atenção para a causa, mobilizar e envolver toda a comunidade nesta luta.

O apoio da população é fundamental, já que essas entidades atendem primordialmente a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), que não remunera adequadamente os procedimentos.

A Carta do Interior
O objetivo essencial é sensibilizar todas as esferas governamentais para a defasagem da tabela de remuneração dos serviços prestados ao SUS, bem como do nível de endividamento das Instituições Filantrópicas. A remuneração da tabela SUS - que não é ajustada há anos - não é suficiente para suprir os custos de manutenção dos atendimentos prestados. A Carta do Interior é o símbolo da união entre as Santas Casas e Hospitais Filantrópicos.

O documento, elaborado em assembleia conjunta com aproximadamente 50 das entidades participantes do movimento, relata as dificuldades e muito pacificamente solicita providências aos Governos Federal e Estadual quanto à situação das filantrópicas.

A Presidente Dilma Roussef e os governadores de Estados - no caso de São Paulo, Geraldo Alckmin - receberão a Carta do Interior, anexada às cartas de anuência de todos os apoiadores da campanha, além de todo o material produzido e repercutido sobre ela. A partir daí, aguardam-se providências sobre as solicitações. O retorno e a repercussão do movimento serão novamente discutidos em uma nova reunião entre os representantes de Instituições participantes, que acontecerá no dia 26 de novembro de 2012, em Votuporanga.

A mobilização da campanha "Tabela SUS, Reajuste Já" precisa contar com o engajamento de todos, principalmente da população, para ganhar representatividade.
11/10/2012Jornal Diário Regional

INDSH Treina Gestores para Adaptar as Novas Normas Contáveis da Receita Federal

SÃO PAULO — De 08 a 11 de outubro, o INDSH - Instituto Nacional de Desenvolvimento Social e Humano realizará um treinamento com contabilistas, departamento de pessoal, financeiro, entre outros profissionais envolvidos na gestão de hospitais. “O objetivo do evento é promover a capacitação dos nossos colaboradores para que possam melhorar a administração de um hospital. Além disso, vamos abordar temas como terceiro setor e a sua legislação, humanização no ambiente de saúde e os princípios da gestão biocêntrica”, adianta José Cleber do Nascimento Costa, diretor geral da entidade.

Na ocasião, José Luiz Spigolon, superintendente da CMB - Confederação das Santas Casas de Misericórdia, Hospitais e Entidades Filantrópicas, realizará seminário, no dia 08, a partir das 8h30, abordando assuntos como ‘Terceiro Setor: Filantropia e sua Legislação Aplicada às Instituições de Saúde’, Perspectiva do SUS - Sistema Único de Saúde’ e ‘Momento Político Brasileiro e Atenção à Saúde’.

Um dos pontos destacados por Spigolon no encontro será os impactos com as mudanças na legislação nas 2.100 Santas Casas e Hospitais Filantrópicos no Brasil, conforme determina a lei n° 12.101 de 2009 e o decreto n° 7.237 de 2010. Essas entidades terão de comprovar que oferecem e prestam, no mínimo, 60% de seus serviços ao SUS - Sistema Único de Saúde, além de adotar padrão contábil. “Antes cada estabelecimento de saúde adotava um padrão contábil de acordo com o sistema referencial do contador”, explica.

Porém, a partir de dezembro, as entidades que não aplicarem as novas normas estão sujeitas a perda da isenção previdenciária e multa. “Atualmente a Secretaria da Receita Federal está encaminhando uma carta às instituições para que façam a autorregularização de suas contas sem que haja punições”, destaca. “A mudança é positiva, pois vai ajudar na gestão hospitalar. No entanto para atender o padrão contábil serão necessários investimentos em tecnologia e isso implicará em novos custos”, completa.

José Luiz diz que um dos perigos da perda da isenção será a multa incidir sobre o período retroativo no qual a instituição deixou de fazer a declaração correta. “Em alguns casos, o impacto da perda do benefício (que em média é de 27,8% sobre a folha de pagamento) e o valor cobrado da infração que inclui juros e outras correções levarão os hospitais a fecharem as portas”, ressalta.

Outro assunto que será abordado durante a conferência é o subfinanciamento no setor público que em 2011 recebeu R$ 9 bilhões do governo, só que os gastos atingiram R$ 14 bilhões. “A maior parte dos custos está nos procedimentos de média complexidade que demandam uso de tecnologia. Embora as entidades filantrópicas respondam por 52% dos atendimentos do SUS, na média, de cada R$ 100,00 que uma instituição gasta para prestar determinado serviço, ela recebe, no máximo, R$ 65,00. Mesmo que de 30 a 40% do atendimento sejam para os planos de saúde não é suficiente para cobrir os custos”, especifica. “Em um parto, por exemplo, que custa em torno de R$ 700, o Ministério da Saúde paga menos de R$ 400. Já no caso dos leitos de UTI o valor pago é por volta de R$ 450, sendo que em regiões como no sudeste a diária cobrada chega a R$ 1.500”, acrescenta.

O cenário político de atenção à saúde será outro tema destacado pelo superintendente da CMB. “Infelizmente nos próximos dez anos, não vejo nenhuma grande mudança quanto ao financiamento dos hospitais filantrópicos e de melhorias no setor. Até mesmo porque a presidente Dilma em seus discursos fala que ‘é preciso fazer mais com o mesmo’. Em uma parte, ela tem razão. É necessário melhorar a gestão dos hospitais e dos gestores do SUS; por outro lado, com a introdução de novas tecnologias, é importante que os estabelecimentos de saúde consigam se modernizar”.
07/10/2012Márcia Brandão no Portal dos Seguros

Pesquisa brasileira contra o câncer entra em fase de testes

SÃO PAULO — A pesquisa do Instituto Butantan que revela uma substância na saliva do carrapato (Amblyomma cajennense) capaz de reduzir tumores cancerígenos, principalmente melanomas, entra em fase de testes pré-clínicos nas próximas semanas.

A etapa será realizada em animais e deve comprovar a eficácia da proteína conforme as regras da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Segundo a farmacêutica e coordenadora da pesquisa, Ana Marisa Chudzinski-Tavassi, os primeiros resultados dessa fase devem aparecer em um ano. “Depois dessa etapa de testes, a próxima fase do estudo será realizada em humanos”, afirma.

Inicialmente, os pesquisadores buscavam encontrar capacidade anticoagulante na saliva do carrapato, mas perceberam que a proteína também agia diretamente nas células. O experimento foi então estendido a camundongos que tiveram melanomas (câncer de pele) induzidos, e o resultado surpreendeu os pesquisadores. “A saliva do carrapato possui substancias tóxicas para células tumorais, sem oferecer risco para as células saudáveis”, explica Ana Marisa.

Patrocinada inicialmente pela Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), a pesquisa, iniciada em 2003, hoje é patenteada pela empresa brasileira União Química Indústria Farmacêutica.

O estudo já foi registrado no Instituto de Propriedade Industrial (INPI) devido ao grande potencial terapêutico da molécula. A pesquisa também está protegida pelo Patent Cooperation Treaty (PCT), e a expectativa é de que o medicamento seja totalmente produzido no Brasil.
04/10/2012 – Jornal do Brasil

Voluntários da Fundação Amaral Carvalho promovem pizzada solidária

Instituição associada à Abifcc JAÚ — Ainda dá tempo de adquirir convites para a 1ª Pizza Solidária, evento organizado pela Entidade Anna Marcelina de Carvalho para arrecadação em prol dos pacientes oncológicos carentes de Jahu, em tratamento no Hospital Amaral Carvalho.

A pizzada ocorre na próxima quarta, a partir das 19h30, no salão de eventos do Realce Hotel. No cardápio, 10 sabores de pizza salgada e 3 doces. A animação fica por conta do DJ Oliver Night e desfile de moda.

De acordo com a assistente social, responsável pela coordenação do evento, Iula Fernanda Parelli, os convites custam R$25 por pessoa e toda a arrecadação será destinada à compra de medicamentos que não são fornecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) aos pacientes em tratamento oncológico assistidos pela Entidade.

Serviço
1ª Pizza Solidária
Dia 10 de outubro, às 19h30.
Local: Salão de eventos do Hotel Realce, Rua Angelo Zugliane 30 - Jahu, SP.
Valor: R$25 por pessoa.
08/10/2012Ariane Urbanetto, Departamento de Comunicação - Fundação Amaral Carvalho

Instituto faz palestras no Twitter sobre câncer de mama como parte do Outubro Rosa

SÃO PAULO — Em adesão à campanha internacional Outubro Rosa, voltada para a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama, o Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), unidade ligada à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, inicia, na próxima segunda-feira (8), uma série de miniconferências virtuais para esclarecer dúvidas sobre como evitar a doença e a hora de procurar tratamento.

Os interessados nas palestras de médicos convidados, que sempre ocorrerão às 16 horas, de segunda a sexta-feira, deverão acessar acessar o perfil @Icesp_ do instituto no Twitter ou clicar no endereço http://twitter.com/Icesp_ ). A transmissão poderá ser localizada também por meio da hashtag #outubrorosaicesp.

O Icesp também lançou um selo que pode ser aplicado pelos usuários do Twitter e do Facebook em suas fotos de perfil. Essa ação tem o objetivo de estimular adesões à campanha Outubro Rosa. Neste caso, os interessados têm acesso clicando no endereço www.picbadges.com/badge/2796143/#.

O mastologista do Icesp Sérgio Masili alerta que, quanto mais cedo as mulheres forem orientadas sobre o câncer de mama, mais fácil conseguirão, no futuro, identificar possíveis alterações que podem significar o surgimento da doença. “As mais jovens devem ter cuidados com o corpo e aprender a examinar a mama. São pequenas atitudes que, muitas vezes, acabam salvando vidas, porque o diagnóstico precoce aumenta as chances de cura”, salientou.

De acordo com o médico, em qualquer faixa etária existe o risco de se contrair a doença, mas o pico está no período da menopausa, normalmente acima dos 50 anos, em decorrência do envelhecimento natural do processo de formação celular e após anos de exposição ao hormônio estrogênio.

Entre as recomendações para prevenir o aparecimento da doença, ele cita a adoção de uma dieta saudável, sem excessos de gordura e bebida alcoólica. As mulheres também devem evitar o hábito de fumar.

O Instituto Nacional do Câncer (Inca) estimativa para este ano a identificação de 52,6 mil novos casos de câncer de mama no Brasil, dos quais 15,6 mil no estado de São Paulo. Este é o tipo de câncer mais letal entre as mulheres, com a ocorrência de 10 mil mortes por ano, sempre em razão da descoberta tardia.

Apesar desses números elevados, o Inca informou que houve uma evolução favorável na qualidade dos serviços oncológicos e maior acesso de brasileiras aos exames preventivos. De janeiro a junho deste ano, cresceu em 41% os exames de mamografia em mulheres com idades entre 50 e 69 anos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), com um total de 2.139.238 procedimentos.
05/10/2012Marli Moreira para Agência Brasil

Outubro Rosa no CV

MURIAÉ

Outubro Rosa no Cristiano Varella
04/10/2012Larissa de Assis AssCom CV

Campanha de combate ao câncer de mama oferece exames grátis

SALVADOR — Exames financiados pelo SUS integram a programação da campanha mundial Outubro Rosa 2012 em Salvador. O objetivo é evitar o câncer de mama. Fruto de uma parceria da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), Philips do Brasil e Clínica Delfin, a meta é realizar oito mil mamografias em unidades móveis espalhadas pela capital baiana até o próximo dia 19.

A ação tem o objetivo de conscientizar as mulheres sobre a importância da prevenção e diagnóstico precoce deste tipo de câncer. Dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca) apontam que em 2012, na Bahia, serão registrados 2.920 novos casos de câncer de mama. Destes, 810 na capital baiana.

Até a próxima sexta-feira, os exames serão realizados das 8h às 17 horas em três unidades- campus da Uneb, no Cabula; Hospital Geral João Batista Caribé, na Avenida Suburbana; e Hospital Dom Rodrigo de Menezes, em Cajazeiras 2. Serão atendidas até 140 mulheres por dia. As pacientes devem levar cópia e original da carteira de identidade e do cartão do SUS.

Prevenção - A ação oferecerá atenção integral, iniciando o atendimento pelos exames de mamografia, sendo garantidas as demais análises. Os casos que apresentarem indícios da doença serão encaminhados para a realização de exames mais detalhados, como ultrassonografia, e tratamento em unidades especializadas em oncologia.

A Sesab iniciou a ação do rastreamento do câncer de mama no Outubro Rosa de 2011 e beneficiou mais de 50 mil mulheres com exames realizados em 63 municípios baianos.

Durante este mês, o Hospital Teresa de Lisieux também participa da campanha com iluminação em rosa, cor oficial da campanha. A ação consiste em divulgar informações entre os pacientes.

Hoje a equipe de medicina preventiva do Hapvida (MedPrev) estará na Praça da Revolução, em Periperi, oferecendo serviço de orientação e distribuindo material informativo. No dia 19 acontece palestra sobre autoexame, na Fundação Ana Lima, situada em São Gonçalo do Retiro.
03/10/2012Marjorie Moura no ATarde.com.br

Ana Nery realiza exames preventivos contra o câncer

SANTA CRUZ DO SUL — Para reforçar a importância da prevenção e marcar o início do Outubro Rosa, período em que são promovidas ações de conscientização e prevenção do câncer de mama em todo o mundo, o Hospital Ana Nery, em parceria com a Liga de Combate ao Câncer de Santa Cruz do Sul, irá disponibilizar para a comunidade exames preventivos do câncer de boca, próstata, mama e colo uterino, todos de forma gratuita. Os atendimentos serão realizados no Hospital na segunda, terça e quarta-feira da próxima semana, todos com agendamento prévio. As marcações podem ser feitas na Liga Feminina de Combate ao Câncer, pelo fone (51) 3719-5819 ou pessoalmente na Rua Marechal Deodoro, nº 815 (ao lado do Unifácil), das 8 horas ao meio-dia e das 13 horas às 17 horas.

Antes dos atendimentos, os inscritos participam de uma palestra com orientações e dicas importantes. Após, todos serão examinados individualmente pelos profissionais e coletados os respectivos exames. Serão disponibilizados 40 atendimentos para as mulheres, 40 para os homens, além dos exames de boca para mais 20 pessoas. Como o número é limitado, o agendamento prévio é indispensável. Em casos de alteração dos exames, o Hospital entrará em contato com as pessoas para agendar uma consulta no Centro de Oncologia Integrado (COI) do Ana Nery e dar os devidos encaminhamentos.

Cronograma
01/10 (segunda-feira), às 8 horas e às 14 horas: exames preventivos do câncer de mama (palpação das mamas) e do colo uterino (coleta do material citopatológico). Serão atendidas 20 mulheres na parte da manhã e 20 pela tarde. É fundamental que as mulheres tragam o seu cartão SUS.

02/10 (terça-feira), às 14 horas: exames preventivos de câncer de boca. Serão atendidas 20 pessoas. Solicita-se que o agendamento seja feito por pessoas consideradas no grupo de risco: tabagistas, etilistas, com feridas na boca que não cicatrizam, que apresentam dificuldade para engolir e com idade acima de 40 anos.

03/10 (quarta-feira), às 13h30: exames preventivos do câncer de próstata. Serão atendidos 40 homens, com realização de exame de sangue (PSA) e físico (toque retal). Destinado para homens acima de 45 anos.
28/09/2012 – Assessoria de Comunicação do Hospital Ana Nery no GAZ.com.br

A. C. Camargo leva prevenção de câncer para CEU em Heliópolis

Instituição associada à Abifcc SÃO PAULO — Neste sábado, 29, público de Heliópolis e adjacências participa de programa de Medicina Comunitária para diagnóstico precoce de câncer.
Localizado no bairro de Heliópolis, o CEU Meninos será palco de um programa de Medicina Comunitária promovido pelo Hospital A.C.Camargo no próximo sábado, dia 29, das 10 às 17 horas. Público presente poderá preencher uma ficha de inscrição para realizar no Hospital, gratuitamente e com hora marcada, exames de imagem mamografia, ultrassonografia, dentre outros, a serem indicados de acordo com o perfil clínico do paciente. Ação visa também interagir com alunos e seus familiares por meio de oficinas lúdicas, exposição, palestras e exercícios aeróbicos.

Quando descoberto em suas fases iniciais de desenvolvimento, o câncer é passível de cura em mais de 90% dos casos. Apostando nesta premissa, o Hospital A.C.Camargo, centro de referência em ensino, pesquisa e tratamento de câncer, realizada por meio do projeto INCITO no próximo sábado, 29, no CEU Meninos, em Heliópolis, o Programa de Prevenção e Diagnóstico Precoce de Câncer. Promovido pela Medicina Comunitária do Hospital, conta com apoio da Secretaria Municipal de Educação. Itinerante, a ação teve início no CEU Tiquatira, na Penha e desembarcará em 20 de outubro no CEU Jaçanã.

Cada interessado em participar poderá preencher uma ficha de inscrição e aguardar a confirmação do dia e horário para marcação de consulta e realização de coleta de sangue e de exames de imagem como mamografia, ultrassonografia, dentre outros, que serão indicados de acordo com o perfil de cada paciente. As famílias poderão participar também de palestras sobre a importância da adoção de um estilo de vida saudável e protetor contra os tipos de câncer mais comuns na população brasileira como pele, mama, próstata, pulmão, estômago e intestino. Haverá também atividades lúdicas alusivas ao tema para a criançada, clínica de exercícios aeróbicos com pesagem, medição e cálculo do IMC do público presente e será levada ao local a exposição “Câncer: Conhecer para Prevenir”, com ainéis que falam de forma simples e didática sobre o que é o câncer e quais os sintomas e fatores de risco dos tipos mais incidentes na população brasileira.

Esta ação está inserida em uma das missões do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Oncogenômica do A.C.Camargo (INCITO*), que é o de levar informação de qualidade sobre câncer para a população. “Essas ações refletem nosso compromisso de fazer difusão científica e ressaltar junto a estas comunidades a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer”, destaca Dirce Maria Carraro, coordenadora de difusão do INCITO.

Programação
10 horas - Os moradores de Heliópolis e adjacências começarão o dia com uma clínica de exercícios sob orientação de educadores físicos do Hospital A.C.Camargo. Além de motivar a comunidade a movimentar o corpo por meio de exercícios simples que podem ser adotados na rotina diária, os profissionais vão pesar, medir e calcular o IMC do público presente. Os interessados podem preencher a ficha para participar da campanha de prevenção durante todo o dia.

13 horas - Enfermeiros do curso de pós-graduação em Enfermagem Oncológica do A.C.Camargo vão encenar situações cotidianas que ajudam a prevenir o câncer apostando em uma linguagem lúdica.

15 horas - Voltadas para toda a família, serão ministradas palestras sobre prevenção do câncer por meio da adoção de hábitos de vida saudáveis como alimentação equilibrada, exposição moderada ao sol com uso de protetor solar, consumo moderado de álcool, sexo com proteção, não consumo de qualquer forma de tabaco, dentre outros.

Câncer: Conhecer para Prevenir” - Painéis que falam de forma simples e didática sobre câncer desde a biologia de seu desenvolvimento até esclarecimento de questões sobre prevenção, diagnóstico precoce e tratamento dos tipos mais comuns da doença poderão ser conferidos na exposição Câncer: Conhecer para Prevenir. As peças poderão ser conferidas no CEU Meninos entre 29 de setembro de 19 de outubro. Posteriormente, de 20 de outubro a 10 de novembro os painéis estarão expostos no CEU Jaçanã.

SERVIÇO
Câncer: Conhecer para Prevenir
Realização: Hospital A.C.Camargo, por meio do núcleo de difusão do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Oncogenômica e apoio da Secretaria Municipal de Educação Locais, datas e horários:CEU Meninos/Heliópolis (ação no dia 29/9 das 10 às 17 horas e exposição de 29/9 a 19/10) e CEU Jaçanã (ação no dia 20/10 e exposição de 20/10 a 10/11).
Mais informações: www.accamargo.org.br

Sobre o Hospital A.C.Camargo - Instituição privada sem fins lucrativos criada em 1953 por Antônio e Carmen Prudente, o Hospital A.C.Camargo é um dos maiores centros mundiais de tratamento, ensino e pesquisa em câncer. De forma integrada e multidisciplinar, atua na prevenção, diagnóstico e tratamento ambulatorial e cirúrgico dos mais de 800 tipos de câncer identificados pela Medicina, divididos em mais de 40 especialidades.

A cada ano atende cerca de 15 mil novos pacientes de diversas partes do país e exterior, totalizando mais de um milhão de procedimentos (consultas, exames laboratoriais e por imagem, internações, cirurgias, quimioterapia e radioterapia, entre outros). Seu corpo clínico é composto por uma equipe fechada de mais de 500 especialistas, a maior parte com mestrado e doutorado. A dedicação e interação destes profissionais em atividades interdisciplinares resulta em um tratamento com melhores índices de sucesso, só comparáveis aos observados nos maiores centros oncológicos do mundo.

Na área de ensino, o A.C.Camargo criou a 1ª Residência em Oncologia do país, em 1953, tendo formado em 2010 o seu milésimo residente. É também responsável pela formação de um em cada três oncologistas em atividade no Brasil. Sua pós-graduação, criada em 1997, é a única em um hospital privado reconhecida pelo Ministério da Educação e foi avaliada com nota máxima durante toda essa década pela CAPES, tornando-se assim, entre escolas públicas e privadas, a melhor do país em Oncologia e uma das duas melhores em Medicina. Tem a maior produção científica da área, com mais de mil trabalhos publicados na última década nas principais revistas internacionais de alto impacto. Centralizou em 2000 o Genoma do Câncer no Brasil, financiado pela FAPESP e Instituto Ludwig.

Em 2012, o Hospital A.C.Camargo conquistou a Certificação Internacional pelo Canadian Council for Health Services Accreditation (CCHSA). No mesmo ano também conquistou alguns reconhecimento importantes: foi apontado pela edição 500 Melhores Empresas da revista Istoé Dinheiro como uma das melhores em Saúde pelo quarto ano consecutivo. Pelo Anuário Valor 1000 figurou como a 1ª. no ranking de serviços médicos e foi eleito pela quarta vez uma das melhores empresas para Você trabalhar do Guia Você S/A Exame

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26/09/2012Moura Leite Netto no PortaldosSeguros

Em defesa das santas casas

SOROCABA — É astronômica a distância entre a "verdade" edulcorada que os governantes tentam impingir ao público através de discursos, entrevistas, publicidade institucional e campanhas políticas e a verdade sem retoques ou efeitos especiais vivida pelos brasileiros no dia a dia. No começo do mês, em seu programa de rádio, a presidente Dilma Rousseff anunciou medidas de estímulo aos médicos recém-formados que ingressarem no SUS, e "assegurou": "Estamos alcançando o nosso objetivo: levar saúde a todos os brasileiros."

"Um dos maiores objetivos do meu governo" —prosseguiu Dilma— "é fazer com que a qualidade de atendimento do Sistema Único de Saúde seja igual àquela praticada, por exemplo, nos grandes hospitais privados do nosso país. Vamos garantir atendimento humano e de qualidade, e isso é um compromisso a ser buscado todos os dias."

O alegre exercício de imaginação da presidente contrasta com o clima tenso da reunião ocorrida em Sorocaba, na quarta-feira, quando 27 representantes de santas casas e hospitais filantrópicos do interior paulista discutiram a situação dramática dessas entidades. Isso porque, há mais de dez anos, a tabela de referência para remuneração dos serviços prestados pelos hospitais conveniados ao SUS não é reajustada. As consequências diretas são dificuldades crescentes para atender a população e endividamento.

Não é preciso ser economista para saber que, quando o preço de alguma coisa deixa de ser reajustado, o que ocorre na prática é uma redução do valor real. Mesmo no quadro de inflação baixa da economia brasileira, as perdas são significativas. No ano passado, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial, acumulou alta de 6,5%. Para este ano, a estimativa é de 5,26%. Entre 2001 e 2011, o IPCA acumulado passa dos 100%, o que equivale dizer: um preço que não sofreu reajuste, nesse período, teve seu valor real reduzido pela metade.

A falta de reajustes anuais para repor os índices inflacionários está na origem de muitas das crises enfrentadas pelos governos da União e dos Estados, que têm o hábito de reduzir despesas com conveniados e categorias do funcionalismo pelo congelamento dos valores pagos. Colapsos em setores essenciais e greves de servidores que tanto prejudicam a população poderiam ser evitados, se a reposição das perdas inflacionárias ocorresse regularmente.

No caso específico das santas casas e hospitais filantrópicos, a drenagem dos recursos tem sido tão intensa que torna-se difícil até mesmo imaginar o que o governo pretende realmente, se é que a política governamental tem um objetivo. As santas casas e entidades filantrópicas respondem por 52% de todos os atendimentos do SUS, e acumulam, conforme revelou o superintendente da Confederação das Santas Casas de Misericórdia, José Luiz Spigolon, um déficit anual de R$ 5 bilhões.

O que seria do Brasil se parte das 2.100 instituições filantrópicas de saúde fechassem suas portas? Não é preciso ir longe para imaginar. Mesmo em Sorocaba, cidade que conta com diversos hospitais, a suspensão dos serviços da Santa Casa teria efeitos catastróficos. Se uma cidade com recursos, situada na região mais rica do País, enfrentaria dificuldades, que dizer das pequenas cidades brasileiras, que têm na santa casa seu único hospital?

Merece o apoio da sociedade a Carta do Interior, redigida por representantes de santas casas e hospitais filantrópicos do Estado, que será levada ao governador Geraldo Alckmin e à presidente Dilma Rousseff. A reivindicação de reajuste da tabela SUS em 100%, perdão de dívidas e mais investimentos será, para Dilma e também para Alckmin, uma boa oportunidade para harmonizar as palavras e as ações.
22/09/2012Editorial no Cruzeiro do Sul

Cirurgiões devem voltar ao trabalho na Liga contra o Câncer em Natal

Instituição associada à Abifcc NATAL — Os médicos-cirurgiões do Hospital Doutor Luiz Antônio, unidade da Liga contra o Câncer que realiza cirurgias pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em Natal, deverão voltar ao trabalho na sexta-feira (21). A informação foi repassada pelo diretor da unidade, Luciano Luiz da Silva, na tarde desta quinta-feira (20). Os médicos estão em greve há 15 dias.

O diretor da Cooperativa dos Médicos (Coopamed), Fernando Pinto, confirmou o recebimento das cópias dos comprovantes de pagamento da Prefeitura de Natal em favor da cooperativa. O atraso de 4 meses no complemento salarial dos profissionais provocou a suspensão de cerca de 300 cirurgias na Liga contra o Câncer.

“Os médicos já estão remarcando as cirurgias. Nós que lidamos com pacientes acometidos do câncer, sabemos como o tempo é precioso. A doença não para de avançar por causa de impasses entre Prefeitura e Cooperativa”, disse Luciano Luiz da Silva, diretor do Hospital Dr. Luiz Antônio.

Há 15 dias as cirurgias para tratar o câncer estão canceladas. Apenas os procedimentos paliativos continuaram ativos, e mesmo assim, somente 2 por dia. Normalmente são oferecidas uma média de 400 cirurgias ao mês. Como a paralisação gerou uma demanda reprimida, o hospital indicou que organizará uma força tarefa para que a permanência dos pacientes na fila de espera não seja prolongada.

“A primeira etapa do tratamento de combate ao Câncer é a cirurgia para a retirada do tumor. Isso não estamos fazendo, neste momento não temos médicos para tal fim. Estamos realizando apenas procedimentos paliativos, por exemplo,se um paciente tem câncer de pulmão e apresenta dificuldade respiratória, realizamos a traqueostomia, incisão para que a respiração seja via traqueia”, explicou Luciano Luiz.

O Hospital Dr. Luiz Antônio é mantido com recursos do Ministério da Saúde, mas o repasse não cobre os custos da unidade. “A cada R$ 1,40 gastos, o SUS cobre apenas R$ 1”, enfatizou o diretor. Os valores pagos aos médicos são baseados na tabela do SUS, que adota por exemplo, R$ 10 como preço de consulta. Como os profissionais consideram a remuneração baixa, o governo do estado e a prefeitura de Natal se comprometeram a pagar um complemento salarial em cima da atividade cirúrgica. Contudo, desde o mês de maio a verba não estava sendo repassada aos cooperados.

“A prefeitura pagou a primeira parcela dos atrasados na segunda (17), e hoje (20) comprovou o depósito de outra parte. Dessa forma, iremos nos reunir na noite desta quinta, para oficializar o retorno a partir desta sexta”, garantiu Fernando Pinto, diretor da Coopamed.

Estrutura
O Hospital Doutor Luiz Antônio é uma unidade de atendimento exclusivo aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). O hospital dispõe de 87 leitos de internação, centro cirúrgico com quatro salas e consultórios de várias especialidades, dentre as quais se destacam cabeça e pescoço, clínica médica, ginecologia, endocrinologia, otorrinolaringologia, dermatologia, urologia, proctologia e cirurgias gerais.
20/09/2012Caroline Holder para o G1 RN

No Dia Nacional de Incentivo do Diagnóstico Precoce do Retinoblastoma, saiba mais sobre a doença

SÃO PAULO — O dia 18 de setembro tem um significado especial este mês, pois é quando será celebrado pela primeira vez o Dia Nacional de Incentivo do Diagnóstico Precoce do Retinoblastoma, um tipo de câncer que se desenvolve na retina, que pode acometer crianças. De acordo com o Dr. Renato Melaragno, Oncologista Pediátrico do hospital Santa Marcelina, membro da TUCCA (Associação para Crianças e Adolescentes com Câncer) e conselheiro do Instituto Ronald McDonald, a doença costuma se manifestar nos primeiros anos de vida, inclusive ao nascimento. “Geralmente, afeta as crianças antes dos quatro anos de idade e pode se manifestar nos dois olhos ou em apenas em um deles”, completa.

O reconhecimento dos primeiros sinais podem ajudar os pais ou responsáveis a identificar a possível existência da doença e com isso procurar ajuda médica. “A característica mais marcante de um possível diagnóstico do retinoblastoma é a leucocoria, um reflexo branco semelhante ao do olho do gato, quando exposto à luz artificial, como a de um flash de uma máquina fotográfica. Nos olhos saudáveis, esse reflexo é sempre vermelho. Mas é importante ressaltar que somente um médico pode confirmar este quadro. Sempre procure ajuda médica”, explica o Dr. Melaragno.

Outros sintomas que podem caracterizar o retinoblastoma são: baixa visão, estrabismo e deformação do globo ocular. A suspeita pode ser por um profissional da área da saude, na maternidade, ou por oftalmologista por meio do Teste do Reflexo Vermelho e posteriormente através do exame de fundo de olho, pelo oftalmologista.

“Nos casos iniciais, a doença é curável com, tratamento oftalmológicos, em casos mais avançados pode ser necessária quimioterapia e radioterapia. Porém, às vezes, é necessário recorrer à enucleação, ou seja, a retirada cirúrgica do globo ocular. Para estes pacientes, existe a possibilidade de um implante de prótese ocular, que assegura uma correção estética, mas não reabilita a visão da criança. Daí a importância de realizar consultas oftalmológicas a partir do nascimento e também reconhecer os primeiros sinais da doença”, finaliza.

De acordo com dados de 2010 do INCAInstituto Nacional do Câncer, a incidência do retinoblastoma no Brasil em crianças menores de quatro anos é o dobro da registrada na Europa e nos Estados Unidos, onde surgem entre 10 e 12 casos de câncer ocular para cada milhão de habitantes. No Brasil, a incidência varia entre 21 e 27 por milhão.

Dr. Renato Melaragno é oncologista pediátrico do Hospital Santa Marcelina e da TUCCA e faz parte do Conselho do Instituto Ronald McDonald, uma instituição sem fins lucrativos cuja missão é promover a saúde e a qualidade de vida de crianças e adolescentes com câncer. Para isso, a organização desenvolve e coordena Programas - Diagnóstico Precoce, Atenção Integral, Espaço da Família e Casa Ronald McDonald - que possibilitam o diagnóstico precoce, encaminhamento adequado e atendimento integral e de qualidade para os jovens pacientes e seus familiares.
18/09/2012Grayce Rodrigues no Segs - Portal dos Seguros

Falha de comunicação atrapalha terapia do câncer de mama, diz pesquisadora

SÃO PAULO — As mulheres ainda sabem pouco sobre câncer de mama, e os médicos, que deveriam ajudar, muitas vezes atrapalham, defende a pesquisadora da Unifesp Vanderli Duarte de Carvalho, autora de "Nó no Peito" (Desatino, 224 págs., R$ 55).

O livro, recém-lançado, é uma compilação de sua tese de doutorado, na qual discute a relação entre profissionais de saúde e mulheres com a doença. Para ela, os especialistas não sabem lidar com as pacientes, que "saem do consultório com mais dúvidas do que entraram".

Capa do livro: Nó no peito de Vanderli Duarte de Carvalho "Os médicos superestimam as pacientes, acham que elas conhecem a doença. E elas têm medo de perguntar. É uma relação de submissão que precisa mudar."

A pesquisadora acompanhou 11 mulheres e dez especialistas. Visitou ambulatórios, fez entrevistas e constatou que o momento mais crítico é o do diagnóstico.

"Os médicos falam na lata: 'Você tem câncer e vamos operar'. Soa como uma sentença. O jeito que o médico fala pode definir a adesão ou não ao tratamento", afirma.

Para piorar, a maioria das mulheres vai sozinha à consulta. "Todas têm lembranças traumáticas. Elas não entendem o que é a doença, acham que vão morrer e não querem contar para as pessoas."

O câncer de mama é o segundo tipo mais frequente no mundo (só perde para o de pulmão) e o mais comum entre as mulheres, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer. São estimados 52.680 novos casos no Brasil em 2012.

DOENÇA COMUM
"Todo mundo conhece alguém com a doença. Não tem mais por que ter medo de falar nisso", diz Carvalho.

O diagnóstico não é uma condenação, mas a chance de cura depende do tipo e, principalmente, do estágio do tumor, segundo Maria Del Pilar Estevez Diz, oncologista do Icesp (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo Octavio Frias de Oliveira).

"É sempre difícil dar a notícia. É uma habilidade que precisa ser desenvolvida pelo médico. Melhora com a experiência, mas nunca fica fácil", diz a oncologista.

De acordo com o Inca, a sobrevida média após cinco anos é de 61%. A melhor forma de descobrir um câncer é com a mamografia: toda mulher depois dos 50 anos deve fazer o exame, mas isso não exime as mais novas do acompanhamento. "Quem tem histórico familiar ou alterações físicas precisa fazer antes", afirma a médica.

Depois do diagnóstico, as dúvidas são muitas. "Elas querem saber como vai ficar a rotina: 'O que eu posso comer? Quando meu cabelo vai cair? Vou poder sair de casa?'. O câncer é um marco, elas acham que a vida vai mudar", diz Carvalho.

O médico é a melhor pessoa para tirar as dúvidas e, mesmo que seja difícil, é preciso se forçar a perguntar. "Muitos acham que não é o dever deles responder. Isso começa na faculdade. Os médicos são formados para curar a doença, não para tratar do paciente", critica a pesquisadora.

E, mesmo que a equipe tenha psicólogos e assistentes sociais, é função do médico ouvir e se fazer entender. "Sabemos que eles têm pouco tempo e pouca infraestrutura, mas eles podem melhorar muito o atendimento. Também é preciso ter mais campanhas informativas, para ajudar o profissional."
18/09/2012Juliana Vines na Folha de São Paulo

Bahia perde quatro mil leitos do SUS na rede privada

SALVADOR — O número de leitos para internação pelo Sistema Único de Saúde (SUS) na Bahia diminuiu em 2.254 vagas nos últimos sete anos. A queda ficou concentrada no setor privado (particulares e filantrópicos). No sistema público, houve aumento de leitos, segundo o Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES), vinculado ao Ministério da Saúde.

De acordo com o levantamento, na Bahia, o setor privado perdeu quatro mil leitos, queda de 27,5% em relação à oferta em 2005 (14.507). Em contrapartida, na rede pública foi detectado um crescimento de 13,4% do número de leitos de 2005 a 2012. Na esfera estadual, o acréscimo foi mais expressivo: em dezembro de 2005, a rede contava com 4.242 leitos. Em junho deste ano, este número chegou a 5.443, um acréscimo de 1.201.

Um estudo do Conselho Federal de Medicina (CFM) contesta estes dados. O levantamento aponta uma queda de 5,8% em todo o Estado.

Remuneração - Segundo o presidente da Associação de Hospitais e Serviços de Saúde do Estado da Bahia (Asheb), Marcelo Britto, a baixa remuneração e atraso na atualização da tabela de pagamento do SUS levaram os hospitais privados a diminuírem a oferta de vagas.

"Contando com os honorários médicos, exames, despesas com alimentação, entre outros gastos, o SUS investe uma média de R$ 350 por uma diária de UTI no hospital privado, enquanto o convênio paga cerca de R$ 1.400. Realmente não vale a pena", afirma Britto.

Já o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que, caso os equipamentos dispostos nos hospitais particulares atendam às necessidades do paciente, o Ministério da Saúde chega a dobrar o pagamento por leito. "Se for um leito de retaguarda, à disposição do pronto-socorro, dobra-se o valor do repasse em cima da tabela SUS. Em relação aos leitos de UTI, que são carentes nas especialidades adulto e neonatal, o SUS paga 50% a mais do valor da diária", assegura.

Na opinião do médico e membro do Conselho Regional de Medicina da Bahia (Cremeb-BA), Otávio Marambaia, a falta de investimento é o principal problema. "O governo investe pouco e mal. Houve uma redução no número de leitos entre 2005 e 2012, mas não podemos esquecer que, em 2005, o número de leitos já era muito inferior à demanda", diz.

Marambaia afirma que a população tem aumentado e não há, em contrapartida, a criação de novos leitos. "A Bahia, levou quase 30 anos para construir uma nova maternidade e o Hospital do Subúrbio, o que é inadmissível". Marambaia lembra ainda que a falta de leitos, sobretudo em UTI's, só agrava a situação do paciente e do próprio sistema de saúde. "Se o paciente precisa de uma UTI e não encontra um leito disponível, vai ficar nos corredores dos hospitais aguardando uma vaga. Ou o quadro dele piora e ele acaba morrendo no corredor mesmo".

Um outro problema apontado por Marambaia é a falta de repasse de verbas para as Santas Casas de Misericórdia, hospitais e entidades filantrópicas, o que acabou fazendo com que muitas destas instituições reduzissem o número de leitos para o SUS em diversos Estados. "Os hospitais filantrópicos desempenham um papel de extrema importância, uma vez que boa parte dos leitos oferecidos pelo SUS estão nestas instituições. A defasagem nas tabelas e a dívida histórica com as instituições têm agravado a crise financeira desses hospitais e reduzido os leitos", diz o médico.

Programa - O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, diz que a modernização dos tratamentos, aliada a programas de governo tem dispensado internações hospitalares, a exemplo do projeto "Melhor em Casa". "O tratamento é feito em casa, junto à família, como preconiza a medicina moderna".

Na Bahia, segundo o ministro, cada uma das 37 equipes do Melhor em Casa (com médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e equipamentos) atende cerca de 60 pacientes por mês, em regime domiciliar. "Só aí eliminamos a necessidade de mais de 1.800 leitos", calcula.
16/09/2012Franco Adailton e Luana Almeida para ATarde

A.C.Camargo une famílias em ações de prevenção de câncer nos CEUs da Penha, Heliópolis e Jaçanã

Instituição associada à Abifcc SÃO PAULO — Localizado na Zona Leste, o CEU Tiquatira/Penha será o primeiro palco a receber o programa Câncer: Conhecer para Prevenir, do Hospital A.C. Camargo. Ação acontece neste sábado, 15, a partir das 10 horas e visa interagir com alunos e seus familiares por meio de oficinas lúdicas, exposições, palestras e exercícios aeróbicos. A comunidade do bairro poderá preencher um cadastro para participar de campanha de prevenção de câncer com agendamento para exames gratuitos no Hospital. Itinerante, o programa visitará também o CEU Meninos, em Heliópolis e CEU Jaçanã.

Painéis que falam de forma simples e didática sobre câncer desde a biologia até esclarecimento de questões sobre prevenção, diagnóstico precoce e tratamento dos tipos mais comuns da doença na população brasileira, além de atividades físicas aeróbicas, oficinas lúdicas e palestras educativas. Esta ampla programação gratuita marcará o lançamento do Câncer: Conhecer para Prevenir, neste sábado, 15, às 10 horas, no CEU Tiquatira, na Penha. A população local poderá também se inscrever no Programa de Prevenção e Diagnóstico Precoce de Câncer promovido pela Medicina Comunitária do Hospital. Cada interessado em participar poderá preencher uma ficha de inscrição e aguardar a confirmação do dia e horário para marcação de consulta e realização de exames.

As famílias e os alunos matriculados no CEU Tiquatira começarão o dia com uma clínica de exercícios sob orientação de educadores físicos do Hospital A. C. Camargo. Além de motivar a comunidade a movimentar o corpo por meio de exercícios simples que podem ser adotados na rotina diária, os profissionais vão pesar, medir e calcular o IMC do público presente.

A partir das 13 horas, enfermeiros do curso de pós-graduação em Enfermagem Oncológica do A. C. Camargo vão encenar situações cotidianas que ajudam a prevenir o câncer apostando em uma linguagem lúdica. Voltadas para toda a família, os enfermeiros ministrarão palestras sobre prevenção do câncer por meio da adoção de hábitos de vida saudáveis como alimentação equilibrada, exposição moderada ao sol com uso de protetor solar, consumo moderado de álcool, sexo com proteção, não consumo de qualquer forma de tabaco, dentre outros.

Encerradas as atividades às 17 horas de sábado, a comunidade local poderá conferir os paineis ilustrativos da exposição Câncer: Conhecer para Prevenir até o dia 28. Posteriormente, o CEU Meninos/Heliópolis será o palco das ações de 29 de setembro a 19 de outubro e o CEU Jaçanã de 20 de outubro a 10 de novembro. Todas as unidades participação do Programa de Prevenção e Diagnóstico Precoce de Câncer.

O Hospital A. C. Camargo conta com o apoio da Secretaria de Educação do município de São Paulo e esta ação está inserida em uma das missões do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Oncogenômica do A. C. Camargo (INCITO), que é o de levar informação de qualidade sobre câncer para a população. “Essas ações refletem nosso compromisso de fazer difusão científica e ressaltar junto a estas comunidades a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer”, destaca Dirce Maria Carraro, coordenadora de difusão do INCITO.
16/09/2012Moura Leite Netto no PortaldeSeguros

Diretor do hospital do câncer de Barretos ressalta a importância de doação para projetos sociais

Instituição associada à Abifcc BARRETOS — O Diretor do hospital do câncer de Barretos, Henrique Prata, em declaração à imprensa esta semana, destacou a importância do comprometimento de pessoas com as causas sociais, afirmando que esta mentalidade deveria ser uma tendência no nosso país.

Em Mato Grosso do Sul, Prata destacou a doação milionária realizada pelo empresário Antônio Morais dos Santos, afirmando que: “Homens beneméritos como Antonio Morais são poucos neste País”.

Segundo o diretor do hospital, o investimento feito por Morais foi importantíssimo, já que somente através dele foi possível a realização de um projeto pioneiro que trará ainda este ano para Campo Grande e toda região da Grande Dourados toda a estrutura largamente testada com sucesso em Barretos-SP, e que colocará Mato Grosso do Sul em pé de igualdade com países de primeiro mundo como Estados Unidos e Europa.

Referindo-se ao ato do empresário Antônio Morais dos Santos, Prata afirmou que “homens com esse desapego e autoridade moral são poucos neste país, e esta ação deveria incentivar e servir de modelo para outros grandes empresários, que precisam demonstrar a preocupação por uma saúde de qualidade e ao alcance de todos”.

Prata ainda confirmou que Antonio Morais foi o pioneiro em apoiar o projeto, aderindo à causa que colocará Mato Grosso do Sul (Campo Grande e a região da Grande Dourados) como referência na detecção e tratamento do câncer.

Por fim, Prata confirmou que virá a Campo Grande no próximo dia 26 para acompanhar o andamento das obras e que a carreta com equipamentos que fará a prospecção de pessoas acometidas pelo câncer já está preparada para dar partida ao projeto pioneiro.
15/09/2012 – da Redação de A Crítica de Campo Grande

Hospital mantém Nível II de Acreditação pela ONA

Instituição associada à Abifcc MURIAÉQualidade reafirmada. É essa a conclusão após a Visita de Manutenção do Nível II do certificado de Acreditado Pleno pela Organização Nacional de Acreditação. O Hospital recebeu nessa quarta e quinta-feira (12 e 13), a equipe de avaliadores do Instituto Qualisa de Gestão (IQG) que estiveram nos variados setores da instituição para observar se o padrão de qualidade corresponde aos requisitos do órgão.

Na foto Diretores do Hospital, Gerente da Qualidade e Avaliadores do IQG.

O resultado foi dentro do planejado, disse a gerente de relacionamento institucional, Dulce Silvestre. Graças ao trabalho em equipe, o Hospital do Câncer de Muriaé – Fundação Cristiano Varella mantém o selo de Acreditação, com validade prevista até novembro do ano que vem. Dulce ainda destaca que os maiores beneficiados da acreditação são os pacientes e gestores municipais e de saúde, já que o selo é a evidência de um tratamento sério, seguro e reconhecido pelos principais órgãos de qualidade do Brasil.

Como a visita teve caráter educativo, os gestores aproveitaram a ocasião para aprimorar os processos, esclarecer as dúvidas e identificar novas oportunidades de melhoria. As avaliadoras sinalizaram diversos pontos fortes, como o envolvimento e amor dos colaboradores por fazerem parte da instituição. Além disso, os auditores do IQG destacaram algumas ações essenciais para o Nível III Acreditado Excelência, que o Hospital busca conquistar no próximo ano.
14/09/2012 – Larissa de Assis/AssCom da Fundação Cristiano Varella

Encontro Catarinense de Hospitais inicia nesta quarta na Capital de SC

FLORIANÓPOLIS — Iniciou em Florianópolis nesta quarta-feira (12) o 34º Encontro Catarinense de Hospitais. A abertura oficial ocorreu à noite, no CentroSul, e a programação vai até esta sexta-feira (14).

Só no estado de Santa Catarina, são mais de 5 mil empresas prestadoras de serviço entre hospitais privados e filantrópicos, clínicas e laboratórios.

O tema central será sobre hospitais em tempos de grandes mudanças: oportunidades e desafios. O presidente da Federação dos Hospitais de Santa Catarina, Tércio Kasten, explica que "como resultados do evento esperamos que além da melhoria na gestão, os estabelecimentos de saúde se credenciem para garantir uma melhor assistência aos usuários do Sistema Único de Saúde e da saúde suplementar".

Durante o evento será instalada oficialmente a Frente Parlamentar em Defesa da Saúde Catarinense, criada pelo deputado estadual, José Milton Scheffer, que terá o desafio de cobrar a aplicação de mais recursos para o setor, dando atenção especial aos hospitais privados e filantrópicos, que são responsáveis pelo atendimento de 70% dos pacientes SUS em Santa Catarina. Mais informações sobre o evento e a programação completa no site do evento.
12/09/2012 – do G1 SC no Globo.com

Novo medicamento para o câncer de próstata pode ser usado a cada 6 meses

SÃO PAULO — Uma nova droga deve ser utilizada no tratamento de câncer de próstata no país. A injeção subcutânea chega ao Brasil em março de 2013 e atua no tratamento avançado da doença, quando até mesmo a cirurgia é descartada. O paciente deve receber a medicação a cada seis meses.

De acordo com urologistas, a ingestão do medicamento de forma periódica ajuda na adesão do tratamento, além de proporcionar mais conforto ao paciente. Se aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a droga deve ser usada em homens que possuam a doença em estágio avançado. A discussão sobre o novo medicamento aconteceu no 12º Congresso Paulista de Urologia.

Composto de acetato de leuprorrelina, o medicamento tem o nome comercial de Eligard. Ele integra o grupo de remédios usados na hormonioterapia. Sistema utilizado em pacientes que tem diagnóstico de estágio avançado do câncer, com metástase. Trata-se de uma terapia onde o hormônio masculino é a primeira alternativa terapêutica. Caso, esse método falhe, o tratamento é modificado e recorre-se a quimioterapia, considerada segunda linha do tratamento. Em câncer de próstata, a cirurgia só é indicada em casos que têm diagnóstico precoce.

O americano, David Crawford, especialista americano que participou do congresso, alega que o desenvolvimento dessa linha de tratamento, a partir de hormônios, vai levar o câncer de próstata a ser tratado como doença crônica no futuro. Ele salienta que os especialistas têm esperança em tornar esse tipo de câncer, mesmo em estágio avançado, em uma doença controlável, da mesma forma que se trata o diabetes e a pressão arterial.

O urologista, que é chefe da seção de Uro-Oncologia da Universidade do Colorado disse que aplicação da nova droga de maneira periódica é eficaz. Ele revela que possui experiência com pacientes que fizeram uso dessa estratégia nos EUA e os resultados são satisfatórios. Conforme Crawford não se trata apenas de tomar a medicação a cada seis meses e sim, ter um acompanhamento médico.
A nova droga ainda passa por processo de aprovação da Anvisa. Por enquanto, estão disponíveis no Brasil, doses mensais e trimestrais. O valor de cada dose semestral deve girar em torno de R$3 mil.

Prevenção
Conforme dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), somente neste ano, mais 60.180 novos casos de câncer de próstata devem ser registrados. Os números mostram que a taxa de incidência é alta, 62,5 casos para cada 10 mil homens. Segundo especialistas, falta aos homens uma educação de prevenção contra o câncer de próstata. Os homens ainda precisam entender a importância de consultar periodicamente um urologista. Mesma cultura já condicionada às mulheres quanto às consultas ao ginecologista.
11/09/2012 – Notícia SBR no CorreiodoEstado

Casa Cor MT começa dia 13 deste mês com nova ala do Hospital de Câncer reformada

CUIABÁ — A Casa Cor MT 2012 será oficialmente aberta ao público no dia 13 de setembro, no anexo do Hospital de Câncer de Mato Grosso, na Avenida do CPA. Além de mostrar as principais tendências da arquitetura, decoração e paisagismo, o projeto da Casa Cor MT deste ano tem como meta revitalizar o anexo do Hospital de Câncer de Mato Grosso, na maior obra social já realizada pela marca nos seus 26 anos de existência no Brasil. “Contamos com o apoio da população, de empresas privadas e órgãos públicos e temos certeza de que vamos conseguir atingir nossos objetivos e beneficiar milhares de pessoas que tanto necessitam deste tratamento”, afirma o diretor da mostra, Vagner Giglio.

A Aprosoja, por meio do programa AgroSolidário, está participando deste projeto com uma campanha de arrecadação de recursos para o HCâncer, especificamente para mobiliar e equipar a ala que foi reformada. Depois da Casa Cor MT tudo será arrumado para que os pacientes sejam bem recebidos neste novo local. “Estamos satisfeitos com a participação dos produtores rurais de Mato Grosso nesta linda causa. Conseguimos arrecadar muito mais do que a nossa meta, o que mostra que todos estão abertos a ajudar o Hospital de Câncer”, disse o presidente da Aprosoja, Carlos Fávaro.

Os núcleos da Aprosoja em todo o estado estão realizando jantares beneficentes onde os produtores rurais, comerciantes e outras pessoas do município podem fazer as suas doações. Tudo isso para que esta área, abandonada há 17 anos, possa levar mais atendimentos à população.

Diversos artistas de todo do Brasil já aderiram ao projeto graças ao empenho do ator Otaviano Costa, embaixador do hospital, e responsável por divulgar a campanha país afora. Saiba mais sobre a campanha e como ajudar pelo site www.facapartedestahistoria.com.br.

SERVIÇO:
Abertura da CASA COR MT 2012
Data: 13 de setembro
Local: Hospital de Câncer de MT
Horário de visitação: 16h às 22h
Preço: R$ 25 (meia-entrada para estudantes com carteira estudantil)
A coletiva de imprensa sobre a abertura do evento será realizada no dia 10 de setembro, às 10h.
06/09/2012 – Fonte: Ascom Aprosoja no ExpressoMT

Campanha conscientiza sobre câncer colorretal

BELO HORIZONTE — A Campanha Nacional de Enfrentamento do Câncer Colorretal será lançada nesta quarta-feira (5) por meio de uma parceria entre o Ministério da Saúde, o Instituto Nacional do Câncer (Inca) e a Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP). O objetivo é orientar a população e sensibilizar os profissionais da área de saúde, capacitando-os para o acolhimento dos pacientes.

O câncer colorretal ataca o intestino grosso e desenvolve lesões inicialmente benignas, que crescem na parede do cólon e, se associados com predisposição genética e hábitos não saudáveis de vida, transformam-se em câncer com o passar do tempo. O lançamento da campanha acontece durante a cerimônia de abertura do 61° Congresso Brasileiro de Coloproctologia, em Belo Horizonte (MG).

Para o secretário de Atenção à Saúde, Helvécio Magalhães, essa iniciativa reafirma o compromisso do Ministério em combater o aparecimento de novos casos desse tipo de câncer no Brasil. “A campanha busca orientar profissionais quanto ao atendimento e conscientizar a população sobre como se prevenir. Hábitos não saudáveis podem contribuir para o surgimento desse tipo de câncer, que se diagnosticado em estágio inicial, apresenta chance de cura de 70% a 90%, tornando a prevenção e o controle fundamentais”, destaca o secretário.

Durante o lançamento da campanha o Ministério da Saúde distribuirá cartilhas para dois mil especialistas - participantes do congresso. O documento traz orientações quanto ao atendimento à população. Também serão disponibilizadas nas Unidades Básicas de Saúde e nos serviços especializados, as cartilhas para a população com dicas de prevenção, tratamento e sintomas da doença.

ESTATÍSTICAS – Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), o câncer colorretal é o segundo tipo mais prevalente no mundo. No Brasil, é o segundo mais comum entre mulheres e o terceiro entre homens. Estima-se que, neste ano devem ocorrer 30.140 novos casos, sendo 14.180 em homens e 15.960 em mulheres. Em 2010, foram registrados 13.344 óbitos decorrentes do câncer do colorretal, sendo 6.452 em homens e 6.892 em mulheres.

Para o tratamento da doença, o Ministério da Saúde investe por ano, em média, R$ 7 milhões com a realização de quimioterapia. Só no primeiro quadrimestre de 2012, foram realizados 3.012 quimioterapias no tratamento ao câncer colorretal.

ESTRUTURA – O Sistema Único de Saúde (SUS) garante assistência aos pacientes que possuem a doença. Ao todo, 273 serviços habilitados – Unidade de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon) e Centro de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Cacon) – oferecem cirurgias, quimioterapia, radioterapia, nutrição enteral/parenteral e tratamentos paliativos fazem parte do rol de procedimentos disponibilizados pelo SUS. Já as 44.045 Unidades Básicas de Saúde disponibilizam o exame e a consulta, caso seja identificado indícios da doença, o paciente é encaminhado para um serviço de referência.

PREVENÇÃO E SINTOMAS – Evitar a obesidade, através de dieta equilibrada e prática regular de exercícios físicos é uma recomendação básica para prevenir o câncer colorretal. A ingestão de álcool, mesmo em quantidade moderada, é contraindicada, pois é fator de risco para esse tipo de tumor, assim como o hábito de fumar também deve ser evitado.

A doença pode ser identificada por meio de presença de sangue nas fezes, dor e cólicas abdominais frequentes com mais de 30 dias de duração, alteração no ritmo intestinal de início recente (quando um indivíduo, que tinha o funcionamento intestinal normal, passa a ter diarreia ou constipação), emagrecimento rápido e não intencional, além de anemia, cansaço e fraqueza.
05/09/2012 – por Neyfla Garcia, da Agência Saúde – Ascom/MS

Senado aprova vacina contra HPV para mulheres entre 9 e 40 anos

BRASÍLIA — O Senado aprovou na última quarta-feira (29) através da Comissão de Assuntos Sociais (CAS), a vacina contra o papilomavírus humano, mais conhecido como HPV, pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O projeto de lei prevê a vacina para mulheres de 9 a 40 anos de idade e será prioritária para meninas de até 13 anos.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a vacina em meninas nessa faixa etária é mais eficaz por não terem ainda a vida sexual ativa e reduz o risco de obterem câncer do colo do útero. Outra prioridade será para as regiões com menor cobertura de exames de prevenção deste câncer.

De acordo com a Secretaria de Vigilância em Saúde, no primeiro ano de vacinação será necessário um investimento de cerca de R$ 600 milhões e nos próximos anos, o orçamento diminui para R$ 150 milhões. Segundo a relatora do projeto, Marta Suplicy, cerca de 90% dos cânceres do colo do útero são causados pelo vírus HPV.

A OMS informou que existe mais de 30 tipos de HPV e 13 deles causam o câncer. Porém, de aproximadamente 11 milhões de mulheres que são infectadas pelo vírus, menos de 10% desenvolvem o câncer do colo de útero. Apesar da vacina, a organização alerta para a importância da realização dos procedimentos de prevenção, como o exame 'Papanicolau' e ações de combate ao câncer.

Segundo informações divulgada na Agência Senado, só no Brasil, a cada ano, são quase 18 mil novos casos de câncer, causando cerca de 4.800 vítimas fatais.

Nas clínicas particulares, a média de preço da vacina contra o vírus HPV é de R$ 170 para o tipo ambivalente, que previne contra câncer de colo de útero e de R$ 320 para o tipo quadrivalente, que é uma vacina mais específica e aumenta a imunidade contra outros tipos de doença.
04/09/2012 – da Redação do iBahia

Produtores de Nova Xavantina arrecadam recursos para Hospital de Câncer de MT

CUIABÁ — Os produtores e comunidade do município de Nova Xavantina, região leste de Mato Grosso, também já fizeram suas contribuições ao Hospital de Câncer de Mato Grosso. Na noite de sexta (31), foi arrecadado um montante de R$ de 68 mil reais, durante jantar realizado no Lions Clube do município. A arrecadação contou ainda com leilão de objetos, roupas e acessórios, que foram doados pelos moradores da cidade.

O leilão foi organizado pelas esposas dos delegados da Aprosoja em Nova Xavantina, que pediram as doações aos comerciantes do município. O 2º vice-presidente da Aprosoja na região leste, Endrigo Dalcin, explicou que o núcleo decidiu envolver toda a comunidade, além dos produtores rurais. “Decidimos envolver, além dos produtores de soja e milho, a comunidade, os comerciantes e a sociedade civil organizada. E ficamos muito felizes em ver que o nosso pedido foi atendido e que demos a nossa contribuição para o Hospital de Câncer de Mato Grosso”.

O produtor Uemerson Cardoso de Melo também ressaltou a importância da campanha, especialmente porque vai possibilitar ampliar os atendimentos aos pacientes de Mato Grosso. “Há alguns anos fiz doações ao Hospital de Câncer de Barretos, em São Paulo, pois um funcionário meu está internado lá. Com um hospital bem equipado em Cuiabá, ele poderá ser transferido pra mais perto da família”, reforçou.

A campanha da Aprosoja em prol do Hospital de Câncer segue até o final do mês de setembro. Todos os recursos serão utilizados para mobiliar e equipar uma ala do hospital, abandonada há 17 anos. A obra está em fase de conclusão e está sendo realizada pela equipe de profissionais da Casa Cor Mato Grosso – evento de arquitetura, decoração e paisagismo.

Ao todo 13 cidades onde a Aprosoja possui Núcleos já realizaram eventos em prol da arrecadação de recursos para o Hospital de Câncer de Mato Grosso. Os produtores rurais do estado estão engajados e mobilizando a sociedade em prol de uma causa solidária. Até o momento foram realizados eventos beneficentes em Tapurah, Campo Novo do Parecis, Lucas do Rio Verde, Sorriso, Campo Verde, Jaciara, Alto Garças, Diamantino, Nova Mutum, Sinop e Primavera do Leste, Canarana e Nova Xavantina.

Atualmente o hospital realiza 50 mil atendimentos por ano, sete mil internações/ano e quatro mil cirurgias/ano. Com a reforma, poderá triplicar estes números.
03/09/2012 – de Ascom/Aprosoja no ExpressoMT

Diagnóstico tardio torna tratamento contra o câncer mais difícil em RO

ARIQUEMES — Em Ariquemes, RO, 250 pessoas diagnosticadas com câncer são acompanhadas pelo Instituto de Prevenção ao Câncer (Inacar), o único da cidade. Mas esse número pode ser muito maior, por falta de um diagnóstico precoce, segundo a presidente Dalva Miranda.

Para evitar que o câncer seja diagnosticado tarde demais, a conscientização da população é importante. Para o oncologista Antônio Lopes, a descoberta tardia torna o tratamento difícil e a cura fica praticamente extinta. "A doença passa a ter um tratamento paleativo e não curativo, para que o paciente evite sofrimento", explica o médico.

Aos 35 anos, Neide das Dores descobriu a doença e faz tratamento há oito meses. "É difícil, principalmente com filhos pequenos. Mexe com o nosso emocional. Mas enquanto tem vida, temos que ter esperança e lutar", afirma a dona de casa.

Para Elias Ribeiro, foi difícil receber a notícia aos 51 anos. "Na hora eu pensei que ia morrer. É uma doença que bota medo em todo mundo", diz Ribeiro. Mas depois de 28 sessões de radioterapia e seis de quimioterapia, a realidade é outra. A doença foi superada.

De acordo com a presidente do Inacar, as mobilizações realizadas pelo instituto devem atender cerda de 200 pessoas ao mês. "Hoje está se descobrindo mais [a doença], por causa da procura. Então uma vez que você procura mais cedo, também descobrimos a cura", diz Dalva Miranda.
03/09/2012 – do G1 de RO no G1 Rondonia

Secretarias celebram TAC para resolver superlotação em hospitais de Campina Grande

CAMPINA GRANDE — As Secretarias de Saúde do Estado e de Campina Grande, finalmente, firmaram contrato com o Hospital Pedro I nas áreas de ortopedia, obstetrícia e cirurgias de pequena e de média complexidade. A medida visa acabar com a superlotação no Hospital de Urgência e Emergência Dom Luís Gonzaga Fernandes e no Instituto de Saúde Elpídio de Almeida (Isea). Os atendimentos no hospital Pedro I começam a ser realizados nesta segunda-feira (3).

De acordo com o TAC, a Secretaria de Saúde do Estado disponibilizará três médicos – dois ortopedistas e um anestesista -, para atendimentos eletivos de segunda à sexta-feira no Hospital Pedro I. Ela também vai liberar, quatro dias por semana, médicos intensivistas.

A Secretaria de Saúde de Campina Grande assumiu o compromisso de custear, mensalmente, 120 procedimentos cirúrgicos de pequena e média complexidade. A forma de pagamento dos profissionais e dos serviços será baseada na Tabela Brasileira de Classificação Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHP), com redutor de 10%. Já a remuneração dos atendimentos de obstetrícia será feita com base na tabela do Sistema Único de Saúde (SUS).

A Secretaria municipal de Saúde também está obrigada a repassar ao Hospital Pedro I, mensalmente, a quantia de R$ 100 mil, a título de complemento, até o quinto dia útil do mês subsequente ao do serviço prestado. O hospital, por sua vez, está obrigado a encaminhar ao MPPB, todos os meses, as escalas dos plantões médicos, a quantidade de exames realizados e os valores recebidos pela prestação do serviço, com cópias dos comprovantes bancários, sob pena de ter os recursos suspensos.

Previsão orçamentária
Uma das cláusulas do TAC assinala que o Estado da Paraíba e o município de Campina Grande se obrigam a prever nas Leis de Diretrizes Orçamentárias e do Orçamento, se necessário, para este e os exercícios seguintes, recursos que garantam o cumprimento do acordo firmado com o MPPB.

Para os promotores de Justiça da Saúde de Campina, Luciano Maracajá, e a coordenadora do Centro de Apoio às Promotorias da Saúde, Adriana Amorim, o acordo proporcionará atendimentos mais humanizados nesses estabelecimentos e, por outro lado, ajudará financeiramente ao Hospital filantrópico Pedro I, que, segundo seus próprios diretores, estava na iminência de encerrar suas atividades, por dificuldades financeiras.

O TAC foi assinado pelos secretários estadual e municipal de Saúde, Waldson Dias de Sousa e Marisa Agra, e pelos diretores dos Hospitais de Trauma e Pedro I, Geraldo Antônio de Medeiros e João Clementino Filho, respectivamente.
03/09/2012Assessoria MPPB no Paraiba.com.br

Canarana abre arrecadação para Hospital de Câncer na região Leste

CUIABÁ — Na noite de quinta (30), os produtores de Canarana, região leste de Mato Grosso, receberam a campanha de arrecadação em prol do Hospital de Câncer de Mato Grosso. No jantar realizado no Sindicato Rural do município foi arrecadado o equivalente a R$ 21 mil reais ou aproximadamente 2.500 sacas de milho. Aproximadamente 40 pessoas compareceram ao evento, entre esposas, filhas e filhos dos produtores rurais. Canarana foi o 12º município a realizar eventos de solidariedade para ajudar o hospital.

Para o conselheiro fiscal da Aprosoja e produtor rural no município de Canarana, Marcos da Rosa, destacou que a campanha permite que o produtor se aproxime ainda mais da sociedade, contribuindo para salvar vidas. “O produtor tem papel fundamental na construção de melhorias para sua cidade. E sempre foi assim, especialmente nas fronteiras agrícolas, onde o produtor se envolve diretamente com a comunidade e ajuda na viabilização de hospitais, estradas e em outras formas de benefícios à sociedade”, destacou.

Sueli Cattalani, da cidade de Querência, há 15 anos luta contra uma leucemia e hoje esta praticamente curada. Ela relatou as dificuldades em lidar com a doença e de conseguir um bom tratamento. “Hoje eu vou quatro vezes por ano à Curitiba fazer os tratamentos, o que resulta em muitos gastos, dores e cansaço por conta da distância. Então, se nós tivermos um hospital equipado com bons profissionais aqui no nosso estado, vai ajudar muita gente com o mesmo problema que o meu”.

O produtor rural Estevão Trumpriski disse que um dos motivos que o estimulou a participar da campanha foi o fato dele já ter tido um caso de câncer na família. “Minha experiência vivida com quem já sofreu com câncer me motivou a ajudar outras pessoas. Embora meu familiar tenha morrido, ele foi muito bem atendido em Cascavel, quando estava em tratamento e o Hospital de Câncer de Mato Grosso faz isto com os pacientes daqui, por isso devemos ajudar”.

Campanha – Ao todo 12 cidades onde a Aprosoja possui Núcleos já realizaram eventos em prol da arrecadação de recursos para o Hospital de Câncer de Mato Grosso. Os produtores rurais do estado estão engajados e mobilizando a sociedade em prol de uma causa solidária. Até o momento foram realizados eventos beneficentes em Tapurah, Campo Novo do Parecis, Lucas do Rio Verde, Sorriso, Campo Verde, Jaciara, Alto Garças, Diamantino, Nova Mutum, Sinop e Primavera do Leste. A próxima cidade a realizar o evento será Nova Xavantina, nesta sexta (31).

Atualmente o hospital realiza 50 mil atendimentos por ano, sete mil internações/ ano e quatro mil cirurgias/ano. Com a reforma, poderá triplicar estes números. Todo o recurso arrecadado pelos produtores rurais será utilizado para equipar e mobiliar uma nova ala do hospital, que está em construção.

Para mais informações sobre a campanha entre em contato com a Aprosoja (65)3644-4215 e saiba como você pode participar e engajar a sua cidade neste movimento.
31/08/2012 – da Redação de ODocumento

Hospital de Câncer de AACC-MT agradece a população pelo apoio durante a campanha

Instituição associada à Abifcc CUIABÁ — A Associação dos Amigos das Crianças com Câncer (AACC-MT) e Hospital de Câncer de Mato Grosso agradecem a toda sociedade mato-grossense pelo apoio solidário durante o McDia Feliz, campanha coordenada nacionalmente pelo Instituto Ronald McDonald realizada no último sábado (25). Graças à solidariedade da população que compareceu, a campanha em Cuiabá foi um sucesso.

Pela primeira vez o Hospital de Câncer foi beneficiado com os recursos da campanha, que serão destinados para a construção de um espaço voltado ao acolhimento de pacientes e acompanhante. “Para nós foi uma grande honra superar metas e desafios que nos acompanharam nessa campanha. Agradecemos a participação de toda a população, que nos apoiou e realmente abraçou a causa. Toda a comissão que atuou em prol do McDia Feliz trabalhou incessantemente para esse resultado e merece o nosso agradecimento. A equipe de divulgação, comunicação, os voluntários, que venderam muitas camisetas, tíquetes e que ajudaram muito no dia do evento. Os empresários, os funcionários do McDonald’s, a equipe manutenção pró-evento, além de todos os funcionários do Hospital de Câncer”, disse a coordenadora da campanha McDia Feliz do Hospital de Câncer de Mato Grosso, Joseany Salomão Guimarães.

Neste ano, a AACC-MT, instituição que já é beneficiada desde a primeira Campanha realizada em Mato Grosso, irá destinar os recursos obtidos para o projeto Transformando Vidas – custeio e manutenção da Casa de Apoio. Com os recursos obtidos nas campanhas dos anos anteriores foi possível adquirir e reformar a Casa de Apoio, construir a brinquedoteca, sala de aula e a sala de computação, comprar um veículo Kombi para transportar as crianças e acompanhantes para as clínicas e hospitais, e também para a manutenção da mesma.

“O McDia Feliz, além de ser a maior fonte de arrecadação de recursos da instituição, é hoje em dia a maior campanha de combate ao câncer infanto-juvenil e nós, da AACC-MT, temos a imensa honra de realizar essa campanha durante todos esses anos”, afirma a presidente da AACC-MT, Tellen Costa.

A campanha que aconteceu nos quatros restaurantes do McDonald’s em Cuiabá recebeu a ajuda de mais de 700 voluntários que se dividiram entre os restaurantes. Durante todo o dia, muita música e diversão foram proporcionados à população. Cantores regionais, Djs, animadores e grupos de teatro e de dança se apresentaram e tornaram a festa muito animada.

Sobre o Instituto Ronald McDonald e programas
O Instituto Ronald McDonald é uma instituição sem fins lucrativos cuja missão é promover a saúde e a qualidade de vida de crianças e adolescentes com câncer. Para isso, a organização desenvolve e coordena Programas - Diagnóstico Precoce, Atenção Integral, Espaço da Família e Casa Ronald McDonald - que possibilitam o diagnóstico precoce, encaminhamento adequado e atendimento integral e de qualidade para os jovens pacientes e seus familiares. As principais fontes de arrecadação do Instituto Ronald McDonald são o McDia Feliz – maior e mais abrangente campanha nacional no combate ao câncer infantojuvenil – e a Campanha dos Cofrinhos, iniciativa que conta com a doação de trocos dos clientes dos restaurantes McDonald’s. Com mais de dez anos de atuação, o Instituto Ronald McDonald articula diferentes agentes da causa e destina de recursos a projetos de construção e reforma de casas de apoio e unidades médicas, compra de equipamentos e veículos, capacitação profissional e apoio psicossocial a pacientes e familiares, entre muitos outros. Saiba mais sobre as fontes de arrecadação, os programas e as instituições beneficiadas em www.instituto-ronald.org.br.
30/08/2012 – Assessoria no ExpressoMT

Hospital Hélio Angotti participa de congresso dos filantrópicos

Instituição associada à Abifcc UBERABA — Evento foi realizado na semana passada, em Brasília, quando estiveram em debate temas como Gestão de Insumos, Tecnologia da Informação como Ferramenta de Gestão e Relações Jurídicas na Filantropia. Além de questões técnicas, a negociação de medidas em benefício do setor esteve em pauta. Gestor do hospital uberabense, José Carlos de Almeida participou do congresso.

Segundo José Carlos, a participação da instituição no evento foi importante para a “atualização sobre temas importantes em discussão de gestão, em todas as suas subdivisões, além do conhecimento de novas tecnologias apresentadas pelos patrocinadores”, explica. O congresso é realizado anualmente pela Confederação das Santas Casas de Misericórdia e Hospitais Filantrópicos (CMB), à qual é filiado o Hospital Dr. Hélio Angotti.

Durante o congresso, a médica pediatra e consultora da área de gestão em saúde, paranaense Maria Emi Shimazaki, fez a apresentação do Painel Novas Redes de Atenção à Saúde e a Inserção dos Hospitais Filantrópicos. Já o subsecretário de Saúde do Estado de Minas Gerais, Breno Henrique Avelar de Pinho Simões, abordou o tema Parcerias Eficazes: Hospitais Filantrópicos, Governos Federal e Estadual.

A diretora do Departamento de Atenção Especializada da Secretaria de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, Alzira Jorge, abordou as Redes, na ótica do governo federal. Segundo ela, o governo pretende reforçar os investimentos no setor nos próximos anos.

O secretário de Assistência à Saúde do Ministério da Saúde, Helvécio Magalhães, presente no congresso, afirmou que a pasta reconhece a importância das entidades filantrópicas na construção do SUS e admite a existência de dificuldades de financiamento do setor. Segundo Helvécio, o ministro Alexandre Padilha autorizou a negociar com a área econômica do Governo a edição de uma medida provisória exclusiva para resolver os problemas do segmento filantrópico. Garantiu que até o fim do ano haverá mais recursos para o incentivo à contratualização.
30/08/2012JM Online

Gordura faz câncer crescer e pode ser alvo de tratamento

SÃO PAULO — As células de gordura podem se tornar o mais novo alvo de tratamentos contra o câncer. Estudos nessa área ainda são experimentais, mas bastante promissores, pois há comprovação científica de que o tecido adiposo – que reúne as células de gordura do corpo – ajuda no crescimento dos tumores.

"Provamos ao longo dos últimos cinco anos que o tecido adiposo promove diretamente o câncer, além do estilo de vida e da dieta já relacionados à obesidade", afirmou o pesquisador russo Mikhail Kolonin, que trabalha com essa linha de pesquisa no Centro de Ciências da Saúde da Universidade do Texas, nos Estados Unidos.

"Há alguns anos, essa era uma questão em aberto, e agora sabemos que é um fato", completou o pesquisador, que veio ao Brasil para participar do Simpósio Célula-Tronco na Biologia do Desenvolvimento e no Câncer, realizado pelo Hospital do Câncer A.C. Camargo, em São Paulo.

Dentro do tecido adiposo, existem células-tronco adiposas. Quando um tumor se forma, essas células vão até ele e contribuem para a formação de vasos sanguíneos no local. Com isso, o câncer cresce mais rapidamente.

A lógica serve para os tumores chamados primários, que se instalam antes do processo de metástase – quando o câncer se espalha para vários órgãos. Isso só acontece nos órgãos que têm contato com o tecido adiposo, como intestino, mamas, próstata, esôfago e pâncreas. Onde não há gordura por perto, como no caso do cérebro e do pulmão, o efeito não é percebido.
30/08/2012Correio do Estado

Encontro reúne em Salvador, profissionais de comunicação que atuam na área de saúde no nordeste

SALVADOR — Os desafios da cobertura jornalística na área de Saúde e a utilização das redes sociais como ferramenta de comunicação serão alguns dos temas debatidos durante os dias 13 e 14 de setembro no Centro de Convenções da Bahia.

De 13 a 14 de setembro de 2012, no Centro de Convenções da Bahia, profissionais de comunicação que atuam na área de saúde em todo o Nordeste estarão reunidos para o Encontro Nordeste de Profissionais de Comunicação de Saúde.

A programação está inserida no Fórum Nordeste de Gestão em Saúde, que acontece na mesma época e local, com o tema geral Tendências e Perspectivas para a Gestão de Saúde no Nordeste, numa realização das entidades representativas do setor: Federação Baiana de Saúde (FEBASE), Federação das Santas Casas de Misericórdia e Hospitais Filantrópicos da Bahia (FESFBA), Sindicato de Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Estado da Bahia (SINDHOSBA), Sindicato das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos da Bahia (SINDIFIBA), Associação de Hospitais e Serviços de Saúde da Bahia (AHSEB) e Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (SESAB).

Temas importantes como comunicação interna, prevenção e gerenciamento de crise, a utilização de novas ferramentas de comunicação como as redes sociais serão abordados por especialistas no assunto de renome nacional como Carlos Carvalho (presidente executivo da ABRACOM – Associação de Empresas de Comunicação Corporativa), Daniel Rimoli (diretor da Unidade de Digital Business da Edelman Significa) e do professor doutor em Comunicação Cláudio Cardoso da UFBA/ECA/USP.

Além das palestras técnicas o encontro será uma oportunidade para debater sobre os desafios da cobertura jornalística na área de Saúde. Esse debate contará com a participação do jornalista Ricardo Mendes, editor chefe do Jornal A Tarde e da jornalista Cinthya Leite, repórter da editoria de suplementos do Jornal do Commercio (JC). Na área da comunicação interna, Jaime Gama, superintendente de TI do Grupo Promédica e Jacqueline Canuto, gerente de Qualidade do Hospital São Rafael apresentarão o case de acreditação do Hospital do Subúrbio, escolhido como um dos projetos mais inovadores do mundo para as cidades pela organização internacional KPMG – Cutting Through Complexity.

O Fórum Nordeste de Gestão em Saúde contará ainda com a Feira de Produtos, Serviços e Desenvolvimento de Negócios em Saúde no Nordeste e uma ampla programação paralela que pode ser conferida pelo site http://www.forumsaudene.com.br/.
29/08/2012Portal da Propaganda

Instituto de controle do câncer oferece workshop

Instituição associada à Abifcc PORTO VELHO — Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), através do Núcleo Técnico de Gestão e em parceria com o Instituto Brasileiro de Controle do Câncer (IBCC), realizará no próximo dia 15 o Workshop em Mastologia no auditório do Rondon Palace Hotel, em Porto Velho.

O evento tem o objetivo de contribuir para a disseminação do conhecimento em mastologia nas regiões distantes dos grandes centros. O conteúdo do Workshop englobará temas como prevenção, diagnóstico, tratamento cirúrgico, quimioterapia, radioterapia, reconstrução mamária e cuidados de enfermagem. "O conteúdo faz parte de um planejamento específico para que se possa abordar os principais tópicos que integram a grade curricular do curso ministrado pelo Instituto em São Paulo", explica o diretor-clínico do IBCC e coordenador do Workshop em Mastologia, dr. Marcelo A. Calil.

Bolsa de Estudos
Para os participantes do woskshop será oferecida a oportunidade de participar do curso de aprimoramento, que será realizado em São Paulo. Com duração de dois anos, o curso está previsto para iníciar em março de 2013. A seleção para a bolsa ocorrerá ao término do workshop, onde será respondido um questionário acerca do conteúdo apresentado. Além da bolsa o médico aprovado receberá ainda uma passagem de ida e volta para São Paulo, com direito a hospedagem e alimentação.

Os cinco médicos que obtiverem a melhor pontuação no questionário de avaliação serão submetidos na mesma data a uma entrevista com os representantes do IBCC, que selecionarão um candidato. O resultado será divulgado no mesmo dia após o término das entrevistas. Mais informações podem ser obtidas através da Gerência de Comunicação 3216-7219.

O IBCC é o realizador, desde 1995, da campanha “o Câncer da mama no alvo da moda” e o workshop em mastologia desenvolvido pelo Centro de Estudos, considerado referência na formação de mastologistas no país, é uma forma de retribuir à sociedade o apoio recebido pela campanha ao longo dos anos.

Sobre o IBCC
Fundado em maio de 1968 pelo professor doutor João Sampaio Góes Junior e seu filho, também professor, doutor João Carlos Sampaio, o Instituto Brasileiro de Controle do Câncer (IBCC), localizado no bairro da Mooca em São Paulo, possui a missão de levar a prevenção, o diagnóstico precoce e o tratamento do câncer de forma humanizada ao alcance de todos.

Referência no tratamento de câncer, o instituto possui 66% de seus atendimentos voltados para pacientes do SUS e durante o ano de 2011 registrou 92.098 consultas realizadas, 7.279 cirurgias, 4.621 internações, 12.126 mamografias, 20.200 ultrassonografias, 9.716 tomografias computadorizadas, 17.180 aplicações de quimioterapia e 34.813 sessões de radioterapia.
28/08/2012Romeu Noe/DeCom no TudoRondonia.com.br

Bancos de tumores abrem nova frente no estudo do câncer

SÃO PAULO — O fragmento de um tumor retirado de um paciente com câncer, que seria descartado logo após a biópsia, pode se tornar material valioso para pesquisas de ponta, caso armazenado adequadamente em um banco de tumores. No país, 24 estruturas como essa têm possibilitado a busca por novas formas de combater o câncer. Só neste ano, três importantes instituições de São Paulo devem inaugurar seus biobancos.

Uma delas é o Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), já com estrutura para receber amostras, que deve entrar em funcionamento nos próximos meses. Para o oncologista Paulo Hoff, diretor clínico do Icesp, os bancos de tumores são de fundamental importância. "A oncologia e outras áreas da medicina dependem da compreensão dos mecanismos celulares associados à formação da doença. Não teremos avanços na oncologia sem a disponibilidade de material biológico."

No mais antigo banco de tumores do Brasil, no Hospital A. C. Camargo, amostras de cerca de 16 mil doadores serviram como base para estudos sobre câncer de mama, tireoide, pulmão, etc. "As perguntas feitas pelas pesquisas podem ser várias. A utilidade do banco é ter o material biológico guardado da melhor forma para ajudar a responder a essas questões", diz o patologista Antônio Hugo Fróes, do A.C. Camargo.

Um dos principais objetivos do uso dessa estrutura é a personalização do tratamento. O instrumento permite buscar grupos de pacientes com o mesmo câncer que respondam de maneira semelhante a determinada terapêutica. Ao observar o DNA desses pacientes, é possível identificar mutações genéticas.

"Sabemos que o câncer não é uma única doença. É um conjunto de centenas de doenças muito parecidas, mas que podem ter causas diferentes. Para identificar isso, analisamos milhares de casos que formam padrões e indicam a existência de subgrupos", explica Hoff. Essas mutações específicas, no futuro, podem ser usadas como base para selecionar novos alvos de tratamento e escolher a estratégia mais adequada para cada caso.

Outro hospital que tem investido em um biobanco é o Sírio-Libanês. As primeiras amostras começaram a ser armazenadas em julho, em fase de testes. Lá, o banco faz parte de um projeto mais amplo de oncologia molecular, em parceria com o Instituto Ludwig de Pesquisa sobre o Câncer.

"Aprendemos muito sobre o processo de oncogênese em estudos com modelos animais. Com o banco, dá para validar esses achados em amostras de pacientes", diz o diretor de Pesquisa do Instituto Sírio-Libanês de Ensino e Pesquisa, Luiz Fernando Lima Reis. Ele observa que o grande valor dos bancos são os dados do paciente associados às amostras. Essas informações vão desde idade a sexo, passando pelo histórico clínico e hábitos como tabagismo e alimentação.

No Hospital Israelita Albert Einstein, uma parceria com o Centro de Câncer MD Anderson tem orientado o desenvolvimento de um biobanco, que deve entrar em atividade experimental neste ano. Segundo o médico Nelson Hamerschlak, pesquisador do Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa, o foco inicial serão os cânceres que atingem o sangue - como leucemia e linfoma -, além dos tumores de mama e próstata. Ainda neste ano, a meta é expandir a ação para os cânceres gastrointestinais, do tórax e do sistema nervoso central.

Para Hamerschlak, é importante que os bancos "conversem". "Não adianta cada um ter seu banco guardado. O mais importante na ciência é a colaboração. Essa sempre foi a ideia da nossa instituição: procurar os outros bancos para ter o máximo de cooperação possível."

Desde 2005, o Brasil conta com uma rede que integra os 24 bancos em funcionamento, liderada pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca). Além disso, segundo a coordenadora do Banco Nacional de Tumores (BNT) do Inca, a patologista Leila Chimelli, a instituição também contribui com o treinamento de profissionais e com auxílio financeiro a instituições que tenham a intenção de iniciar um biobanco.
27/08/2012Mariana Lenharo da Agência Estado

Governo de MT apoia McDia Feliz com isenção do ICMS

CUIABÁ — O Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Fazenda de Mato Grosso (Sefaz-MT), isentou do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) a comercialização dos sanduíches "Big Mac" efetuada pelas lojas próprias e franqueadas da Rede McDonald's na campanha McDia Feliz, em prol do combate ao câncer de crianças e adolescentes no Brasil. O evento será neste sábado (25.08), em todo o país.

O benefício, explicou o secretário de Estado de Fazenda, Marcel Souza de Cursi, fica condicionado à efetivação da doação do total da renda líquida à Associação de Amigos da Criança com Câncer de Mato Grosso (AACC-MT) e ao Hospital de Câncer. “O Estado também contribui com a campanha e é solidário a essa causa social, que mobiliza muitos voluntários em Cuiabá e todo o Brasil”, destacou. A medida tributária está na Portaria n. 229/2012, disponível no Diário Oficial que circula na próxima segunda-feira (27.08).

O levantamento da quantidade de sanduíches vendidos é feito por unidades da rede McDonald's com base em um controle extraído do Emissor de Cupom Fiscal (ECF), que possui um programa secundário com o total da venda por produto. O McDia Feliz é um evento que contribui diretamente para a manutenção da Casa de Apoio da AACC-MT, que funciona há 12 anos no bairro Alvorada, em Cuiabá. A instituição recebe crianças e adolescentes em tratamento do câncer de todo o Estado, inclusive de países vizinhos, e conta com 40 leitos, onde os pacientes ficam hospedados com um acompanhante responsável.

Todas as despesas como água, luz, telefone, alimentação e produtos de higiene são custeadas pela própria instituição por meio de doações voluntárias, projetos, convênios, eventos e campanhas como o McDia Feliz. Por isso, a participação de toda a sociedade é muito importante para que o evento ajude a manter as atividades da Casa de Apoio e beneficiar famílias que estão na luta contra o câncer.
26/08/2012Luciane Mildenberger/Assessoria AACC-MT no Cenário da Notícia

Greve na Anvisa afeta tratamento de pacientes com câncer

Instituição associada à Abifcc SÃO PAULO — O hospital filantrópico A.C. Camargo, em São Paulo, poderá mudar o tratamento de aproximadamente 50 pacientes com câncer em decorrência da falta do quimioterápico xeloda. Segundo a assessoria de comunicação do hospital, que é referência no combate à doença, o fabricante não forneceu o remédio alegando que a matéria-prima importada está retida por causa da greve dos servidores da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

De acordo com o hospital, a previsão do laboratório é fazer a entrega somente na primeira quinzena de setembro. Nesse caso, os tratamentos serão modificados. A alternativa ao xeloda (via oral) é a quimioterapia intravenosa - procedimento que exige a internação do paciente e a aplicação do medicamento pode durar de duas a seis horas. Caso o xeloda seja entregue até o final do mês, não será necessário mudar o tratamento.

O administrador de obras Almir Braz, 45 anos, iria começar o segundo ciclo de quimioterapia para tratar um câncer no aparelho digestivo, quando foi informado da falta do medicamento. "Preciso fazer três ciclos, de 21 dias, para evitar o retorno da doença após a cirurgia", explica. Ele está insatisfeito com a mudança, pois avalia que a internação altera a rotina do tratamento e pode influenciar na recuperação. "Queria ficar junto com a minha família. Essa proximidade cria uma bola de neve positiva que contribui para a superação da doença", disse.

Para o hospital, a troca de medicação não interfere no tratamento, pois há histórico de pacientes que demonstram uma boa resposta clínica à substituição. O hospital estima ainda que os estoques de, pelo menos, outros dez remédios podem acabar, caso a greve persista por mais duas ou três semanas.

Segundo o secretário-executivo da Câmara Brasileira de Diagnóstico Laboratorial (CBDL), Carlos Eduardo Gouvêa, o desabastecimento é resultado da falta de inspeções da Anvisa. "Tínhamos um estoque inicial, mas com o prolongamento da greve, não se conseguiu manter a produção", explicou. Apesar do retorno de 70% dos servidores da agência reguladora, a entidade avalia que as liberações de importações ainda ficarão emperradas. "Há um limite de 20 liberações de importações por empresa, quando existem empresas com até 200 a serem feitas." Gouvêa aponta que o problema ocorre em todo o Brasil, conforme levantamento feito pela câmara com as 413 associadas. Segundo ele, diferentes exames podem deixar de ser feitos.

Foi o que ocorreu com o jornalista Sérgio Coelho, 52 anos, que compareceu a um laboratório no último sábado (18) para fazer uma bateria de exames, mas teve de adiar o teste de dosagem de insulina. "Não pude fazer porque o material estava em falta por causa da greve. Foi o que eles disseram. Pediram para que eu entrasse em contato na próxima semana", relatou.

O Sindicato Nacional dos Servidores das Agências de Regulação (Sinagência) informou à Agência Brasil que as cargas perecíveis e medicamentos estão sendo liberados. "Estamos trabalhando de dez a 11 horas por dia para garantir a liberação das cargas. Esse problema pode estar ocorrendo nos Estados em que fiscais estaduais assumiram o trabalho", disse Ricardo de Holanda, diretor de comunicação do sindicato.

Por meio de nota, a Anvisa informou que "não recebeu nenhuma notificação de desabastecimento de medicamentos, alimentos ou produtos para a saúde". Dos 1.622 servidores, 1.185 estão trabalhando, conforme levantamento feito no dia 14 de agosto pelo setor de recursos humanos da agência. Por fim, reforça que o governo federal continua as negociações com a categoria.

O movimento grevista
Iniciados em julho, os protestos e as paralisações de servidores de órgãos públicos federais aumentaram no mês de agosto. Pelo menos 25 categorias estão em greve, tendo o aumento salarial como uma das principais reinvindicações. De acordo com a Confederação Nacional dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef), o movimento atinge 28 órgãos, com 370 mil servidores sem trabalhar. O número, no entanto, é contestado pelo governo.

Estão em greve servidores da Polícia Federal, Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), do Arquivo Nacional, da Receita Federal, dos ministérios da Saúde, do Planejamento, do Meio Ambiente e da Justiça, entre outros. O Sindicato Nacional dos Servidores das Agências Nacionais de Regulação (Sinagências) informou que dez agências reguladoras aderiram ao movimento.

O Ministério do Planejamento declarou que está analisando qual o "espaço orçamentário" para negociar com as categorias. O governo tem até o dia 31 de agosto para enviar o projeto de lei orçamentária ao Congresso Nacional. O texto deve conter a previsão de gastos para 2013.

No dia 25 de julho, a presidente Dilma Rousseff assinou decreto para permitir a continuidade dos serviços em áreas consideradas delicadas. O texto prevê que ministros que comandam setores em greve possam diminuir a burocracia para dar agilidade a alguns processos, além de fechar parcerias com Estados e municípios para substituir os funcionários parados.
23/08/2012Camila Maciel para Agência Brasil

Suspensão de cirurgia em Hospital do Câncer no Amazonas gera indignação

MANAUS — A falta do medicamento Fentanil, um indutor de anestesia, acarretou na suspensão de cirurgias marcadas no Hospital do Câncer do Amazonas (Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas - FCecon).

De acordo com familiares de pacientes em tratamento no FCecon, o problema da falta de medicamentos se estende para toda a rede estadual e municipal de saúde.

A situação deixou pacientes e familiares indignados. Conforme denunciou à reportagem do acritica.com o servidor público federal Pedro Augusto da Silva Ferreira, 45, sua irmã, que estava na lista de pacientes aptos à cirurgia nessa terça-feira (21), teve que retornar para casa sem uma resposta convincente por parte da diretoria do local.

"Eles não nos deram prazo para quando a cirurgia deve acontecer. Minha irmã tem câncer no colo do útero e desde que iniciou seu tratamento na Fcecon ela teve ao menos duas consultas adiadas. O adiamento da cirurgia é só uma parte da série de problemas que os pacientes enfrentam na Fundação", disse.

A assessoria de imprensa da FCecon informou, por meio de nota, que as cirurgias suspensas na última terça serão remarcadas ao longo desta semana.

Falta em toda rede
O servidor ressaltou ainda que conseguiu conversar com um dos diretores do local, que teria lhe informado que o problema pela falta do medicamento não era culpa da Fcecon, e sim do laboratório responsável pela venda do medicamento.

"Ele nos disse que o laboratório não tinha repassado o anestésico para toda a rede estadual e municipal de saúde. E inclusive que eles teriam tentado emprestar o remédio da secretaria municipal de saúde (Semsa), mas, que eles também não possuíam o anestésico", relatou.

Outro lado
A Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) informou que adota o medicamento Fentanil (que tem como princípio ativo a Fentanila) em ampolas de 2 e 10 ml.

A Central de Medicamento de Manaus dispõe deste insumo em estoque suficiente para atender às necessidades da Maternidade Municipal Moura Tapajóz (única maternidade sob a responsabilidade do Poder Executivo Municipal).

A secretaria destaca que a aquisição deste insumo foi realizada ainda no primeiro semestre do ano, tendo sido a última remessa feita pelos fornecedores, no mês de junho.

Já a Secretaria de Estado da Saúde (Susam) também informou que na rede estadual de saúde não há falta do medicamento Fentanil. A Central de Medicamentos do Amazonas (Cema) possui estoque do medicamento Fentanil, para abastecimento das unidades hospitalares que fazem uso dessa medicação por um período de dois meses.

A Susam também informa que a Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas é uma autarquia, tem autonomia administrativa-financeira e, portanto, deve comprar diretamente os insumos hospitalares e medicamentos utilizados no atendimento aos pacientes, e que se houver falta do medicamento, a responsabilidade é da própria unidade.

O secretário de Estado da saúde, Wilson Alecrim, lamenta o fato e o transtorno causado aos pacientes e informa que irá tomar as medidas administrativas cabíveis.
22/08/2012Joelma Muniz para A Crítica de Manaus

Sem vacina, País acumula mortes por câncer de colo

RIO DE JANEIRO — Sem política de vacinação contra o Papiloma vírus (HPV), o Brasil enterra uma mulher a cada hora vítima do câncer de colo de útero. Mesmo com a alta incidência — 50 casos novos por dia — nenhuma capital oferece as três doses do antígeno pelo Sistema Público de Saúde (SUS).

Pesquisadores e especialistas no tratamento da doença, que participaram ontem de um seminário fechado em São Paulo, alertaram que os gastos com tratamento superam o que seria investido em campanhas de vacinação em massa. “Sem combate primário ao vírus, perde-se dinheiro em tratamentos cirúrgicos ou a laser. É um caso de cobertor curto”, ressalta Felipe Lorenzato, pesquisador de Patologia Molecular da University College London.

O grupo médico sugere a vacinação de mulheres que já têm vida sexual a partir dos 15 anos. E estima que o governo pagaria cerca de R$ 30 por dose, em compras de grandes lotes. O Ministério da Saúde não tem, no entanto, previsão de vacinação.

A médica Cecília Roteli, do Hospital Maternidade Leonor Mendes, em São Paulo, informou que 10 de cada 100 pacientes que atende no ambulatório de ginecologia recebem o diagnóstico de câncer de colo de útero. “Elas acabam desenvolvendo o mais grave tipo de lesão do órgão e se tornam estéreis”, informa.

Chegar ao diagnóstico precoce do câncer também pode ser difícil. “Os exames de Papanicolau e a escova endocervical, os mais comuns, não são totalmente eficazes para identificar alterações profundas no útero”, diz Lorenzato.

Saída é vacinar mais novas
Em estudos com pacientes no Nordeste, Felipe Lorenzato identificou o aumento da doença em jovens, principalmente pelo início precoce da vida sexual: “Elas têm liberdade sexual, sem conscientização, tornando-se um grupo de risco da doença. A atividade sexual facilita a contaminação pelo HPV”, explica o especialista.

A vacinação de jovens é apontada como forma eficaz de combater o vírus. Uma vacina produzida pelo laboratório GSK já alcança imunização contra dois tipos graves do vírus.

Além disso, ela mostrou eficiência contra outros dois micro-organismos. “A vacina estimula a produção de anticorpos por nove anos”, garante o supervisor de farmacologias da GSK, Otávio Cintra.
21/08/2012Bruno Trezena para o Jornal O Dia

Esclarecimento gratuito sobre câncer de mama

RIO DE JANEIRO — Na ação preventiva organizada pela Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), em parceria com a CCR Barcas, o objetivo é levar o conhecimento sobre a doença e as formas de prevenção para mais de 100 mil pessoas que passam diariamente pela Praça XV.

Um agente de saúde esclarecerá as principais dúvidas sobre a doença e serão distribuídos materiais informativos sobre as mais diferentes doenças das mamas, como identificá-las, a importância da mamografia, do auto-exame e da consulta com um mastologista, que é o médico especializado no assunto.

O atendimento gratuito gratuito ao público acontece de quarta-feira (22) a sexta-feira (24), na estação Praça XV – Linhas Niterói, Charitas, Cocotá e Paquetá. O presidente da SBM, Dr. Carlos Alberto Ruiz, aproveita para ressaltar a importância do diagnóstico precoce na busca pela cura,em torno de 95% quando a doença é detectada logo no início. “É preciso chamar a atenção também para a necessidade da realização periódica da mamografia a partir dos 40 anos, por ser o exame mais preciso até mesmo que o autoexame, que é eficiente, porém só localiza algo quando já há tumores desenvolvidos”, esclarece Ruiz.

Para 2012, a expectativa é de detecção de 52 mil novos casos de câncer, segundo levantamento do Instituto Nacional do Câncer (Inca). O Instituto estima ainda que 11 mil mulheres morram em decorrência da doença a cada ano no Brasil, o que representa 2,5% das mortes femininas no país.

Nos três dias da ação, a SBM apresentará ainda a sua campanha de prevenção chamada “Eu amo meus peitos”, com objetivo de chamar a atenção da mulher para a importância de cuidar dos seus seios, mostrando que ela não precisa ter vergonha disso. Mulheres comuns são as estrelas da campanha, que já acontece há 12 anos. Para estimular o engajamento, um hotsite publicará fotos de peitos produzidas por internautas anônimas. A fanpage no Facebook e o canal no Twitter veicularão notícias sobre o câncer de mama e servirão de meio de comunicação para a população tirar dúvidas.
21/08/2012Jornal do Brasil

Greve da Anvisa prejudica hospitais em Santos

SANTOS — A greve dos funcionários da Anvisa começa a prejudicar o atendimento em hospitais da Baixada Santista. Em determinados locais, alguns tratamentos terão que começar em outra data. A paralisação, que já dura quase um mês, também reflete no Porto de Santos, no litoral de São Paulo.

No setor de quimioterapia do hospital Beneficência Portuguesa já está faltando remédio para o tratamento de câncer. “Nós temos que atrasar tratamentos, nós temos que tentar pedir emprestados, principalmente os filantrópicos, como a Santa Casa. Estamos tentando nos apoiar mutuamente, eu não tenho isso, recorro à Santa Casa, se ela tem me cede, se ela não tem recorre a mim. Está chegando a hora em que nem ela e nem eu teremos”, diz o diretor do hospital Mario Cardoso.

Encontrar vagas em UTI não é uma tarefa fácil. A Beneficência Portuguesa marcou para esta terça-feira (21) a inauguração de uma nova ala de UTI com oito novos leitos. As salas não ficarão completas, pois equipamentos ainda não chegaram por causa da greve. “O fornecedor já me avisou que está com dificuldades de liberação de alguns equipamentos por causa da Anvisa”, diz o diretor do hospital.

Nos outros hospitais também já começa a faltar medicamentos. No Ana Costa não tem mais kits para exames de laboratório. Os servidores da Anvisa estão parados há mais de um mês. Eles brigam principalmente por um plano de carreira. Nesta segunda-feira (20) teve gente que madrugou na sede da Anvisa, no centro de Santos, para entrar com pedidos de liberação de produtos. “A gente tem enfrentado muitas dificuldades, tanto que só tão aceitando processos de medicamento, o que mostra toda a morosidade que a gente está enfrentando”, diz o despachante aduaneiro John Raffaely de Lima.

De acordo com o fiscal da Anvisa Wellington Rodrigues, a liberação de produtos hospitalares é prioridade. “O efetivo está em torno de 70% e estamos procurando, com esse percentual, manter pelo menos os serviços essenciais efetivos como a liberação de produtos para saúde, principalmente os que vão abastecer os hospitais públicos”, explica.

Outro reflexo da greve da Anvisa é a fila de navios na barra esperando atracação. Nesta segunda-feira, mais de noventa embarcações estão na barra. Além da greve da Anvisa e da operação dos auditores da receita e dos fiscais agropecuários, o que também provoca esse grande número de navios na barra é que estamos em plena safra do açúcar, milho e soja.
20/08/2012 – G1Santos para o G1 Santos & Região

Dedicação define rumos do Hospital de Câncer de Mato Grosso em noite beneficente em Sampa

CUIABÁ — Sucesso Total! Graças à dedicação do embaixador do Hospital de Câncer de Mato Grosso, ator Otaviano Costa, mais a esposa a atriz Flavia Alessandra, a primeira-dama de Mato Grosso, Roseli e o governador Silval Barbosa, como também a primeira-dama de Cuiabá, Norma Sueli Galindo e o prefeito Chico Galindo e vários artistas brasileiros participaram, na última terça-feira, no Espaço Trivento, do projeto “Objetos do Coração”. Vila Olímpia – São Paulo.

*O objetivo é ampliar o atendimento e concluir a reforma do anexo do Hospital, inacabada há 17 anos. Esta é a primeira edição do evento, que ocorreu no espaço Trivento, em São Paulo, e contou com uma legião de atores poderosos, cantores e atletas famosos, todos empenhados em angariar fundos que serão 100% revertidos para melhorias e benfeitorias na unidade de atendimento.

*Detalhe: As celebridades doaram objetos pessoais, que foram leiloados no evento. O projeto poderá garantir, com os recursos arrecadados, novas salas de urgência e emergência, salas de fisioterapia e novos consultórios no Hospital de Câncer de Mato Grosso. Para encerrar a noite com chave de ouro, um show de Negra Li, Sergio Brito e Tiago Abravanel.

*E tem mais: Em meio ao espírito solidário, o evento “Objetos do Coração” conseguiu arrecadar aproximadamente R$ 1,9 milhão para a revitalização do anexo do Hospital de Câncer de Mato Grosso. Que maravilha!
17/08/2012 – Tamires José no Diário de Cuiabá

Unicamp traça perfil de crianças com câncer no município de Campinas

CAMPINAS — Um estudo realizado pela enfermeira Jane Kelly Oliveira Silva, no Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp, aponta que os pacientes (crianças e adolescentes até 19 anos) podem levar até cem dias, dependendo do tipo de tumor, para serem encaminhadas ao tratamento adequado, no município de Campinas.

O Centro Infantil Boldrini, é responsável por 85%, em média, dos atendimentos a crianças e adolescentes, diagnosticadas com câncer maligno. Embora apresente baixa incidência quando comparado a outros tipos de população, o câncer infantil é altamente letal, principalmente em casos com diagnóstico tardio. A taxa de morte da população analisada foi de 37%. Jane Kelly Oliveira Silva traçou detalhado perfil epidemiológico desses pacientes, tratadas no Hospital Boldrini. A enfermeira utilizou 180 prontuários do hospital no período de 10 anos, de 1996 a 2005.

O trabalho foi financiado pela Coordenadoria de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e utilizou o pioneiro sistema de georreferenciamento de dados, permitindo apontar as regiões onde há maior incidência de diagnósticos da doença.
dd/0x/2012 – do Portal do Governo do Estado de São Paulo

Grupos de apoio ao paciente com câncer de mama se reúnem em SP

VALINHOS — A Femama (Federação Brasileira das Instituições Filantrópicas de apoio à Saúde da Mama), principal Federação de pacientes com câncer de mama do País, promoveu nos dias 07 e 08 de agosto, em Valinhos, interior paulista, o seu 1º Encontro da Regional Sudeste. Reunindo cerca de 35 representantes de entidades associadas dos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo, o evento foi uma iniciativa para capacitar as organizações em gestão, advocacy e sustentabilidade, com objetivo de fortalecer a atuação do terceiro setor.

A Femama acredita que capacitar as lideranças regionais é um passo fundamental para sua atuação, pois possibilita o envolvimento da sociedade civil, a troca de experiências e o acesso a um conhecimento maior sobre o assunto, que impacta na vida de milhares de mulheres. “Mais do que conhecer metodologias, foi uma forma de refletir sobre como as organizações de referência no Brasil e no mundo estão se fortalecendo a partir das suas estratégias de mobilização”, avaliou Maira Caleffi, médica mastologista presidente da Femama.

Esse é um modelo de Encontro que promove a troca de vivências e a cooperação entre as voluntárias. “Nós conseguimos definir quais são as nossas prioridades e estratégias para o engajamento social”, afirmou Cristina Thurler Lessa, diretora executiva do Grupo Rosa Amor, de Valinhos.

Durante os dois dias de atividades, as participantes discutiram medidas para conseguir a adesão de indivíduos e empresas na causa, além de criarem soluções para sustentabilidade das instituições. As dinâmicas foram conduzidas pelos palestrantes Rodrigo Alvarez e Tana Bassi, consultores do Instituto IDIS (Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social).

O Encontro foi realizado na sede do Grupo Rosa e Amor, espaço construído a partir das doações e colaboração da comunidade local. Com a nova sede o Grupo, poderá superar o número de atendimentos às mulheres da região que só no ano passado foi de 6 mil.

Com o apoio do IDIS e patrocínio do Instituto Avon , Roche e Azul Linhas Aéreas, o Encontro integra o “Projeto Redes Regionais: Femama no Controle do Câncer de Mama.

Recentemente, a Federação reuniu entidades da Regional Sul, do Centro-Oeste e Norte do País. O próximo Encontro, em setembro, no Piauí, reunirá associadas da região Nordeste e fechará o ciclo deste projeto em 2012.

São Paulo e o câncer de mama - Estima-se que, em 2012, o Estado de São Paulo terá uma média de 72 novos casos de câncer de mama para cada 100 mil habitantes, segundo INCA. No país, o índice de casos na região Sudeste só fica atrás do Rio de Janeiro, onde o índice é de 94 casos para 100 mil pessoas.

Femama - É uma associação civil, sem fins lucrativos, que busca reduzir os índices de mortalidade por câncer de mama no Brasil. Está presente em 16 estados brasileiros e no Distrito Federal, por meio de 56 entidades associadas, atuando na articulação de uma agenda nacional única para influenciar a formulação de políticas públicas de atenção à saúde da mama.
14/08/2012Revista Fator

A importância do apoio paterno no tratamento contra o câncer

SÃO PAULO — É notório que o amparo familiar é fundamental para potencializar os tratamentos contra o câncer. A dra. Paula Diaz Tapia, oncologista clínica do Hospital Sepaco, conta que o apoio familiar permite ao paciente enfrentar o tratamento oncológico com mais tranquilidade. “Isto porque já se sabe com quem pode contar nos momentos de maior fragilidade física e emocional”, diz.

Há alguns anos, a figura paterna vem se intensificando na vida dos filhos. Cada vez mais, pais participam da gestação, assistem ao parto e acompanham cada fase da vida da criança com maior ênfase. A segurança trazida por ele é muito forte para a esposa e os filhos, que, muitas vezes, o tem como o porto seguro, o super-herói, e, em períodos de dificuldade (como uma doença grave), contar com este elo é fundamental.

Mas, como se manter equilibrado emocionalmente nestas situações? “Os pais raramente estão preparados para o adoecimento de um filho, independente da faixa etária em que ele é acometido pela doença”, explica a dra. Elizabeth Nunes de Barros, psico-oncologista do Hospital Sepaco. “É um acontecimento que interfere na saúde emocional dos pais e desencadeia várias reações, como manifestações que se alteram de acordo com as diferentes fases da patologia e do tratamento”.

Nesta situação, em especial, o acompanhamento paterno se faz essencial, não só para o paciente, que passa pelo problema, mas também para a mãe, que irá precisar ainda mais do apoio e da segurança do companheiro.

A psico-oncologista afirma, ainda: “Quando um filho adoece, todo o funcionamento da família é alterado, o que pode atenuar ou exacerbar os níveis de tensão e interferir no estado emocional do doente”. É comum que, em determinados casos, o pai assuma algumas responsabilidades extras, para que a mãe possa acompanhar o filho no tratamento e nas consultas. Porém, é importante que o pai participe também do cuidado, acompanhe o filho nas consultas e exames, demonstrando seu amparo.

“Promover situações de lazer em família, sempre pensando nas limitações trazidas pela doença, ajuda a fortalecer os vínculos e cria momentos de escape do estresse causado pela situação”, destaca a dra. Barros.

Sobre o Sistema Sepaco de Saúde
O Sepaco, fundado em 1956, inicialmente para atender o setor papeleiro, transformou-se em um Sistema Integrado de Saúde, agregando hospital, operadoras de saúde e unidades.

Pioneiro no controle de infecção hospitalar no Brasil, o hospital Sepaco atualmente também atende operadoras de saúde, assim como clientes particulares.

Focado em altas complexidades, o hospital está localizado na Vila Mariana, São Paulo, e possui 225 leitos, sendo 65 de UTI (40 para adultos e 25 Neo-Pediátrica), um corpo clínico com sólida formação profissional em várias especialidades, além de contar com modernos equipamentos para diagnósticos, como tomografia, hemodinâmica e uma área própria para oncologia.

Para realização de pequenas cirurgias, com alta no mesmo dia, a instituição oferece ainda o Hospital Dia Sepaco, na região do Jardim Paulista, São Paulo/SP.
12/08/2012Andréa Pires no Portal Nacional de Seguros

McDia Feliz: a campanha que transforma Big Mac em sorrisos

CUIABÁ — O Hospital de Câncer de Mato Grosso (HCMT) participa, pela primeira vez, da campanha em prol de crianças e adolescentes com câncer mais conhecida do Brasil: o McDia Feliz. A campanha consiste em uma gincana para arrecadar recursos destinados às instituições participantes e é coordenada pelo Instituto Ronald McDonald. Este ano o evento acontece no dia 25 de agosto, durante o dia todo nas lojas McDonald’s de Cuiabá. O HCMT necessita dos recursos para beneficiar o projeto de Espaço de Convivência.

A campanha McDia Feliz é um sucesso graças à participação fundamental de funcionários, franqueados e fornecedores, além da mobilização de cerca de 30 mil voluntários que incentivam a sociedade a abraçar a causa da luta contra o câncer infantojuvenil. A Associação de Amigos da Criança com Câncer de Mato Grosso (AACC-MT) é beneficiada pela campanha desde 1999, e este ano os recursos também serão destinados ao HCMT. Cada instituição participante deve cumprir diversas tarefas, uma delas é o trabalho de divulgação do evento, como inserções na imprensa, veiculação de anúncios, redes sociais, entre outros.

Os projetos de ambas as instituições terão reforço com a arrecadação de recursos do restaurante McDonald’s da cidade de Porto Velho, em Rondônia. A doação se deve ao fato da cidade de Cuiabá receber pacientes deste estado para tratamento. A venda dos tíquetes antecipados representa uma importante parcela na arrecadação total da campanha McDia Feliz, composta ainda pela venda de sanduíches Big Mac no próprio dia, isoladamente ou na promoção (exceto alguns impostos), além de produtos promocionais. Em 2011, foram vendidos 1,1 milhão de tíquetes antecipados em todo o Brasil. Para este ano, a expectativa é chegar a cerca de 1,4 milhão de tíquetes vendidos antecipadamente.
11/08/2012CenárioMT.com.br

Governo destina R$ 6 milhões para ampliar leitos de UTI

CURITIBA — O Governo do Estado vai destinar, até dezembro, mais R$ 6 milhões para a compra de equipamentos para os hospitais credenciados ao Hospsus, programa estadual de apoio e qualificação de hospitais públicos e filantrópicos do Sistema Único de Saúde do Paraná (SUS). O objetivo é abrir mais 70 leitos de UTI no estado.

Serão adquiridos kits de equipamentos necessários para equipar UTIs adulto, pediátrica e neonatal, como monitores, respiradores, entre outros instrumentos. “Comprando em bloco o Estado consegue adquirir maior número de equipamentos por menor preço, e garante o atendimento da demanda de mais hospitais”, destaca o superintendente de Gestão de Sistemas de Saúde, Paulo Almeida.

O Hospsus atende 50 hospitais públicos e filantrópicos distribuídos em todas as regiões do Paraná. Anualmente, o governo repassa R$ 60 milhões para custeio das unidades que aderiram ao programa para ampliar a retaguarda hospitalar nas áreas de urgência e emergência e atenção materno-infantil. Além dos recursos para custeio, o programa também investe em obras e equipamentos e na capacitação dos gestores dos hospitais.

Com o repasse dos recursos estaduais para investimentos, já foi possível reduzir significativamente o déficit de leitos de UTI neonatal no Estado. “Ao assumir o governo, em janeiro de 2011, verificamos o déficit de pelo menos 90 leitos de cuidados intermediários (UCI) e de terapia intensiva (UTI) para o atendimento de recém-nascidos prematuros ou de baixo peso. Com as estratégias adotadas através do Hospsus já conseguimos reduzir em 90% esse déficit”, disse o superintendente.

SAMUs – Também estão sendo estruturados os Serviços de Atendimento Móvel de Urgência Regionais (SAMU) e a Central de Regulação Estadual. Já foram inaugurados os SAMUs de Apucarana, Londrina, Foz do Iguaçu, Cornélio Procópio e Litoral. Na região de Curitiba estão sendo estruturadas bases regionais metropolitanos, que devem entrar em operação ainda este ano. Até o final de 2012, o governo deve entregar ainda os serviços de Pato Branco, Cascavel e Maringá.

A secretaria da Saúde destinou, a partir deste ano, R$ 100 milhões anuais para a rede de Urgência e Emergência e passou a estruturar os serviços com a pactuação com os municípios e os consórcios intermunicipais a fim de poder colocar os SAMUs Regionais em funcionamento.

ATENÇÃO PRIMÁRIA – Os investimentos do Estado em saúde têm seguido a estratégia de destinar recursos para custeio, investimento em obras e equipamentos e capacitação dos profissionais. “Com esse tripé estamos estruturando todos os nossos programas para atender plenamente ao cidadão o mais próximo possível de onde ele mora”, destaca o secretário da Saúde, Michele Caputo Neto.

A porta de entrada do sistema público de saúde são as Unidades Básicas, que atendem as demandas por consultas e exames, além de campanhas de vacinação, controle de endemias, como a dengue, e avaliações rotineiras de saúde.

O Estado tem investido fortemente nessa área para apoiar os municípios e fortalecer o atendimento da população. “As ações de promoção da saúde e prevenção de doenças devem ser permanentes e isso se faz no município, no bairro onde a pessoa mora”, destaca o secretário.

Até 2014, o governo vai construir ou reformar 400 unidades básicas de saúde. Neste ano, serão destinados R$ 52 milhões para o APSUS, programa de qualificação da Atenção Primária do SUS do Paraná – R$ 44 milhões para obras, R$ 6 milhões para equipamentos e R$ 2 milhões para capacitação das equipes que trabalham nas unidades básicas de saúde. Além disso, 391 municípios passam a receber o incentivo de custeio do APSUS, que chega a R$ 30 milhões por ano.

CONSÓRCIOS – Através do COMSUS, programa de apoio aos Consórcios Intermunicipais de Saúde, o governo investe na realização de consultas e exames especializados e cirurgias eletivas ambulatoriais.

Neste ano estão sendo investidos R$ 26 milhões para o programa, que garante recursos para custeio, obras e equipamentos e capacitação dos gestores dos 24 consórcios do Estado. O repasse de custeio passou de R$ 219 mil para R$ 1,2 milhão mensais.

FARMÁCIA DO PARANÁ – Outro projeto estratégico da Saúde é o Programa Farmácia do Paraná, que foi criado para promover o acesso da população a medicamentos seguros, eficazes e de qualidade. O programa destina recursos para o fortalecimento da assistência farmacêutica municipal, com investimentos para equipamentos, custeio e capacitação das equipes. Prevê também recursos para o Consórcio Paraná Saúde, que adquire medicamentos básicos para 391 municípios do Estado.

Somente no ano de 2012 foi repassado ao consórcio mais de R$ 27 milhões. Nos primeiros seis meses deste ano, a Secretaria também distribuiu mais de R$ 193 milhões em medicamentos, sendo R$ 122 milhões destinados ao componente especializado (alto custo).

REDES – O governo do Estado definiu o trabalho da Saúde através da estruturação de Redes de Atenção à Saúde. São cinco redes prioritárias – Rede Mãe Paranaense (materno-infantil), de Urgência e Emergência, Saúde Mental, Saúde do Idoso e da Pessoa com Deficiência.

A estruturação de cada uma delas prevê ações coordenadas para atendimento na Atenção Primária (Unidades Básicas de Saúde), Secundária (consultas e exames especializados e cirurgias eletivas ambulatoriais) e Terciária (atendimento de alta complexidade).
12/08/2012Secretaria de Comunicação Social para Agência de Notícias do Paraná

Lúdio Cabral defende ampliação do atendimento no hospital do Câncer

CUIABÁ — Em visita ao Hospital do Câncer na tarde desta quinta-feira (9), o candidato a prefeito Lúdio Cabral (PT), da coligação “Cuiabá, Mato Grosso, Brasil”, lamentou o fato de o hospital ter sua capacidade instalada subutilizada e sofrer as consequências dos atrasos nos repasses dos recursos referentes aos 106 leitos cadastrados para o Sistema Único de Saúde (SUS), de onde vem a quase totalidade da receita da unidade.

Lúdio Cabral e Francisco Faiad estiveram reunidos com o presidente do hospital, João Castilho Moreno, para o qual apresentaram as propostas de seu programa de governo para a área da saúde, entre as quais está a ampliação da contratualização dos hospitais filantrópicos com o SUS.

O Hospital do Câncer dispõe hoje de 126 leitos de enfermarias de Clínica Médica, Clínica Cirúrgica, Clínica Pediátrica e UTI e, devido à falta de recursos, tem grande dependência de doações para cobrir suas despesas.

Referência no tratamento do câncer no País, o hospital realizou em 2011 aproximadamente 47 mil atendimentos. Atualmente possui 8 consultórios disponíveis para realizar em média 3.920 atendimentos por mês nas mais diversas especialidades, entre elas angiologia, cancerologia, cardiologia, cirurgia de cabeça e pescoço, do aparelho digestivo, plástica, clínica médica, endoscopia digestiva, gastroenterologia e ginecologia.
09/08/2012 – da Assessoria para ODocumento.com.br

Instituto Avon doa R$ 1,7 milhão para projeto que vai realizar mamografias gratuitas em 14 municípios da região de Porto Velho

Instituição associada à Abifcc PORTO VELHO — Cerca de 49 mil mulheres rondonienses serão beneficiadas por uma parceria oficializada entre o Instituto Avon, a Fundação Pio XII, de Barretos/SP, e o governo estadual de Rondônia, para promover a detecção precoce do câncer de mama – doença com 95% de chance de cura se diagnosticada e tratada em estágio inicial. O projeto abarcará a região da grande Porto Velho, que inclui a capital do estado e mais 13 municípios vizinhos: Itapuã, Candeias, Guajará Mirim, Nova Mamoré, Ariquemes, Cujubim, Rio Crespo, Alto Paraíso, Cacaulândia, Machadinho D’Oeste, Monte Negro, Campo Novo de Rondônia e Buritis.

A doação de R$ 1.775.800,00 do Instituto Avon será usada para transformar uma carreta em uma unidade móvel para a realização de um amplo rastreamento mamográfico em mulheres de 40 a 69 anos, pelo Sistema Único de Saúde (SUS), ao longo de um período de três anos. Para isso, ela será equipada com toda a infraestrutura de um consultório fixo: sala de recepção, espaço para troca de roupa, mamógrafo digital e equipamentos que permitem a transmissão das imagens digitais colhidas para o hospital. As mulheres que apresentarem exames com algum tipo de alteração serão encaminhadas ao Hospital de Câncer de Barretos – Unidade Porto Velho para avaliação mais detalhada e, caso seja detectado um câncer de mama, serão direcionadas para o início do tratamento. A carreta deve entrar em operação em novembro próximo.

A doação feita pelo Instituto Avon também financiará a compra de um mamógrafo digital para equipar a Unidade Avançada de Prevenção de Câncer de Mama do hospital, que entrará em funcionamento em 2013. Além disso, o projeto prevê a capacitação de profissionais de saúde (enfermeiros, técnicos de enfermagem e agentes comunitários) e ações que promovam maior adesão da população aos exames. O Hospital de Câncer de Porto Velho está sob a gestão da Fundação Pio XII desde junho. “Graças ao apoio do Instituto Avon, podemos contar com um projeto ainda mais forte para prevenir a mortalidade por câncer de mama em Rondônia”, comemora Henrique Prata, Diretor Geral do Hospital de Câncer de Barretos. “Vamos atender mulheres em diversas cidades do estado, sem que elas precisem se deslocar para a capital”, completa.

O câncer de mama é o segundo tipo de neoplasia mais frequente no país e levou à morte 12 mil mulheres em 2010, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA). Para 2012, a estimativa de surgimento de novos casos apenas na região norte é de 1.530. Em Rondônia, a proporção é de surgimento de 24,52 casos da doença para cada 100 mil mulheres. Na capital, a taxa estimada vai para 38,21 para cada 100 mil mulheres, segundo o INCA. “Temos confiança de que essa parceria vai contribuir para que muitas vidas sejam salvas, porque é um projeto que inclui uma ação completa de prevenção, com a oferta de exames na carreta, no hospital, e uma ação de sensibilização para que as mulheres se cuidem, se preocupem com sua saúde”, afirma Lírio Cipriani, Diretor Executivo do Instituto Avon. “Nosso papel, como organização apoiadora, é dar condições para que esses profissionais da saúde alcancem o maior numero possível de mulheres.”

A incidência do câncer de mama em mulheres aumenta significativamente a partir dos 40 anos, tendo seu pico entre os 50 e 60 anos. Apesar disso, segundo a pesquisa Instituto Avon/Ipsos – Percepções sobre o Câncer de Mama - Mitos e Verdades em Relação à Doença, realizada em 2010, apenas 40% das mulheres acima de 40 anos fazem mamografia regularmente. A pesquisa ouviu mil mulheres em 70 cidades brasileiras. Das mulheres entrevistadas, apenas 23% se consideram muito informadas sobre a doença.

A doação para este projeto não é a primeira iniciativa do Instituto Avon em Porto Velho pela detecção precoce do câncer de mama. Em 2006, o Instituto Avon fez uma doação de R$ 150 mil reais à Casa de Saúde Santa Marcelina para a compra de um mamógrafo. Foi um dos primeiros mamógrafos da região.

Uma parceria de longa data - Desde 2003, o Instituto Avon promove parcerias com a Fundação Pio XII, mantenedora do Hospital de Câncer de Barretos e atual gestora do Hospital de Câncer de Porto Velho, para colocar em prática ações que contribuam para a detecção precoce do câncer de mama no país. A primeira delas foi também para a montagem de uma carreta de rastreamento mamográfico, mas no interior de São Paulo. Outro importante momento dessa parceria aconteceu em 2007, com um rastreamento mamográfico na cidade de Juazeiro, uma das maiores cidades da Bahia, em um projeto que contou inclusive com o apoio da cantora Ivete Sangalo, natural daquela cidade. Em 2008, a Fundação recebeu a maior doação já realizada pelo Instituto Avon: R$ 6 milhões, para a construção do Centro de Prevenção de Câncer de Mama Instituto Avon, dentro do complexo do Hospital de Câncer de Barretos, uma das maiores referências para diagnóstico e tratamento de câncer do país. “A parceria com o Instituto Avon proporcionou ao Hospital de Câncer de Barretos buscar a excelência no diagnóstico precoce do câncer de mama no Brasil. Hoje, somos referência internacional pela seriedade de nosso trabalho e a qualidade do atendimento e dos exames que oferecemos à população carente de nosso país”, comenta Henrique Prata.
10/08/2012Revista FatorBrasil

Governo do Estado e sociedade viabilizam recursos para término das obras do Hospital de Câncer

Instituição associada à Abifcc CUIABÁ — A solidariedade foi o tempero especial do jantar realizado nesta quarta-feira (08.08) pelos organizadores e apoiadores da Mostra Casa Cor Mato Grosso 2012. O evento foi promovido para angariar recursos para a conclusão da ala do Hospital do Câncer, inacabada há 17 anos.

O montante arrecadado no jantar festivo, orçado em pouco mais de R$ 150 mil, serão somados aos demais valores doados nos últimos meses e com os recursos que ainda devem ser angariados, por meio da mobilização de vários segmentos sociais, governamentais e não governamentais, sob o comando do embaixador do Hospital Câncer, o ator cuiabano Otaviano Costa.

No total, o dinheiro arrecadado será o alicerce para execução da maior obra social já executada no Estado. Os oito novos consultórios irão dobrar a capacidade de atendimento do hospital, que passará a realizar cerca de 100 mil atendimentos por ano. O aporte financeiro para concretização desta obra será o legado da Casa Cor 2012, evento que acontecerá de 13 de setembro a 31 de outubro, com o tema Moda, Estilo e Tecnologia.

“Nunca se fez tanto pelo Hospital de Câncer de Mato Grosso como no governo Silval Barbosa.” As palavras, ditas pelo diretor comercial da Casa Cor Mato Grosso 2012, Vagner Giglio, durante o evento, destacam o comprometimento da atual gestão com a saúde pública estadual e com a conclusão das obras de uma instituição de grande relevância para a sociedade.

“Essa ajuda do Governo do Estado, que já existia mesmo antes de idealizarmos o Casa Cor Mato Grosso no local, foi intensificada agora com a possibilidade real de ampliarmos o espaço físico da unidade hospitalar e melhorarmos a qualidade de atendimento aos pacientes”, complementou Giglio, que juntamente com sua esposa, Emilia Ayoub Giglio, está na linha de frente na execução das obras. De acordo com ela, a proposta inicial era de construir a nova ala com 3.600 metros quadrados. Contudo, o espaço está sendo ampliado para 6 mil metros quadrados. “Fruto do comprometimento de todos e da ousadia de fazermos ainda mais pelo Hospital de Câncer”, disse Emilia.

Para o governador Silval Barbosa, que fez questão de estar presente no evento, ao lado da primeira-dama e secretaria de Estado de Trabalho e Assistência Social, Roseli Barbosa, o engajamento de todos os parceiros está sendo fundamental para a realização desse sonho.

“Esse sonho não é só do Governo e da população mato-grossense. É, principalmente, de todos os profissionais que já trabalham com dedicação na unidade hospitalar, bem como de pacientes e seus familiares. Somos gratos pelo apoio de todos”, salientou Silval Barbosa, destacando o comprometimento da primeira-dama Roseli Barbosa na causa.

Por telefone, o embaixador Otaviano, que não pode estar presente por conta das gravações de seu novo trabalho, reforçou o convite para o leilão que está organizando em São Paulo, com peças doadas por empresas, artistas e esportistas de renome, para arrecadar mais recursos para as obras do Hospital.

“Conto com a presença de todos na próxima terça-feira (14.08), no evento Objetos do Coração, a ser realizado às 19h30 no Espaço Trivento (Vila Olímpia). Não tenho dúvidas de que será um momento de muita alegria e que resultará em mais recursos para as obras”, ressaltou Otaviano Costa, que foi representado no evento pelo pai Osvaldo Costa.

Em poucas palavras e muita emoção, o presidente do Hospital de Câncer de Mato Grosso, João Castilho Moreno, sintetizou a meta de tamanha mobilização, tanto no cenário estadual como nacional: “promover a cura desses guerreiros e guerreiras que sofrem com o mal do câncer”.
09/08/2012 – da Assessoria/Setas-MT no OlharDireto.com.br

Patologistas de todo o mundo debatem em SP os rumos da personalização do tratamento de câncer

Instituição associada à Abifcc SÃO PAULO — Jornada Internacional abordará o quanto a ciência tem contribuído para um tratamento mais conservador, menos agressivo e mais eficaz por meio de terapias personalizadas contra o câncer, selecionando precocemente os pacientes elegíveis a cada forma de tratamento.

Promovido pelo Hospital A.C.Camargo, evento reunirá de 8 a 11 de agosto patologistas dos principais centros de oncologia dos Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, Espanha e Alemanha. Evento marca os primeiros 15 anos da Anatomia Patológica do A.C. Camargo, serviço pioneiro em câncer no país e com trajetória prestigiada internacionalmente.

Não é possível combater o câncer sem antes conhecer suas inúmeras facetas e graus de malignidade. Esses aspectos são definidos nas bancadas de Anatomia Patológica, onde patologistas analisam caracteristicas moleculares de cada tumor e identificam quais são os genes mutados e desta contribuem de forma decisiva na abordagem terapêutica a ser adotada junto a cada paciente. Estamos falando de personalização do tratamento oncológico e da importância do patologista neste contexto e este será o tema central do V Encontro Internacional de Patologia Investigativa e XV Jornada de Patologia, que acontecem de 8 a 11 de agosto com organização do Núcleo de Anatomia Patológica do Hospital A.C.Camargo, centro de referência em ensino, pesquisa e tratamento de câncer. A programação completa está disponível no site http://www.accamargo.org.br/eventos/.

Dentre as novidades para 2012 destaca-se o I Encontro com o Especialista - Seminário de Lâminas, uma iniciativa inédita no país para que profissionais da área possam discutir seus próprios casos com os principais nomes do mundo em diagnóstico histopatológico de diferentes tipos de câncer como Lawrence Burgart (tumores gastrointestinais), Thomas Colby (câncer de pulmão), Andrew Folpe (tumores de partes moles), Anais Malpica e Jaime Prat (tumores ginecológicos), George Netto (tumores urológicos), Jaime Prat e Krishnan Unni (tumores ósseos).

Poderão se inscrever oito patologistas por cada sessão, que sentarão ao microscópio para discutir na Sala de Microscopia do A.C.Camargo, durante 90 minutos, os casos enviados por eles com antecedência. Além disso, terão a oportunidade de fazer as perguntas e ver como estes especialistas conduzem seus casos difíceis. “Esta é uma ocasião única para que patologistas de todo o país possam desfrutar do conhecimento dos tops da patologia em câncer do mundo e assim melhorar o tirocínio diagnóstico em áreas de especialidade”, destaca o diretor de Anatomia Patológica e Patologia Molecular do Hospital A.C.Camargo e coordenador geral do evento, Fernando Augusto Soares.

O Encontro reunirá ao todo 21 palestrantes do primeiro time da patologia mundial provenientes dos principais centros de estudos em câncer dos Estados Unidos (M.D.Anderson Cancer Center, Johns Hopkins University, Mayo Clinic, Baylor College of Medicine, George Mason University, dentre outros), Reino Unido (The Brealtrough Breast Cancer Research Centre), Canadá (McGill University e Queens University), Espanha (Hospital de La Santa Creu) e Alemanha (University Hospital of Cologne).

De acordo com Fernando Soares, a atualização proporcionada por estes eventos é fundamental para os rumos da oncologia, pois o patologista é quem traça o perfil do câncer, definindo seu tipo histológico - que pode variar entre mais de 800 tipos diferentes - apontando o grau de malignidade de cada tecido, diagnosticando com o máximo de precisão e, desta forma, oferecendo um tratamento personalizado e eficaz para cada paciente.

A opinião é compartilhada pelo pesquisador do A.C.Camargo, Rafael Malagoli Rocha. Para ele, a ciência tem contribuído significativamente para um tratamento mais conservador, menos agressivo e mais eficaz no sentido de conseguir combater o câncer e preservar a integridade do paciente. “Isto se dá através da descoberta e utilização de novas terapias-alvo bem como de novos testes e biomarcadores capazes de selecionar precocemente pacientes elegíveis a tais terapias”, destaca Rocha.

Uma trajetória de 15 anos – O mês de agosto de 2012 tem um significado especial para o departamento de Anatomia Patológica do Hospital A.C.Camargo. Pioneiro no país, este serviço completa 15 anos de história, sempre buscando oferecer a precisão no diagnóstico molecular, estabelecer o prognóstico e ajudar na definição do tratamento do câncer caso a caso. “Nosso papel é oferecer presteza, eficiência, qualidade e precisão”, afirma Soares.

Ainda de acordo com Fernando Soares, o patologista no A.C. Camargo está integralmente ao lado do corpo clínico do hospital, sendo que nenhuma cirurgia é realizada sem a presença do patologista no centro cirúrgico. “Além disso, nenhum caso encaminhado ao Hospital deixa de ser discutido com a Anatomia Patológica”, destaca.

Cabe também à patologia investigativa fazer a ponte entre os pesquisadores básicos e a pesquisa clínica, permitindo que a translação ao paciente seja a mais rápida possível. “A qualidade de nossos patologistas garante que este é o departamento de Patologia mais importante da América Latina. isto não se faz da noite para o dia e sim com longo período de construção, mensurando cada acerto e erro e buscando constantemente a qualidade”, enaltece Soares.

A Anatomia Patológica do A.C. Camargo, buscando acompanhar os recentes avanços da biologia molecular no mundo em favor da medicina personalizada, oferece aos médicos e pacientes os mais modernos testes moleculares aplicados ao diagnóstico. Os destaque são FISH (fluorescent in situ hybridization), CISH, MSI (microsatelitte instability), cDNA microarray, TMA (tissue microarray), genes diferencialmente expressos, genes metilados, mutação nos genes de reparo, microdissecção à laser, entre outros. Outro destaque do departamento é o Banco de Tumores, pioneiro no país, que também está completando 15 anos.

Focados em medicina personalizada, patologistas debatem em SP os avanços terapêuticos contra tumores de mama e ginecológicos
Tumores de mama e ginecológicos estão entre os alvos da Jornada Internacional de Patologia promovida pelo Hospital A.C. Camargo, que reunirá de 8 a 11 de agosto alguns dos principais nomes em anatomia patológica voltada ao câncer no mundo para discussão sobre marcadores diagnósticos e prognósticos, influência das células-tronco na proliferação da doença e também testes preditivos para tratamento de tumores de mama, ovário, endométrio, dentre outros.

Reconhecido mundialmente como o principal evento científico da América Latina na área de Anatomia Patológica, a Jornada Internacional de Patologia do Hospital A.C.Camargo chega a sua 15ª edição trazendo especialistas do primeiro time da patologia mundial para discussão em São Paulo de 8 a 11 de agosto dos avanços em assinaturas genéticas que levam a marcadores diagnósticos e prognósticos e análises de testes preditivos para terapias contra câncer de mama, ginecológicos, dentre outros.

Ao todo serão 21 palestrantes internacionais que vão interagir com uma plateia seleta composta por patologistas de todas as regiões do Brasil que podem se inscrever pelo site http://www.accamargo.org.br/evento-detalhe/xv-jornada-de-patologia/18 (vagas limitadas). Os convidados são provenientes dos principais centros de estudos em câncer dos Estados Unidos (M.D.Anderson Cancer Center, Johns Hopkins University, Mayo Clinic, Baylor College of Medicine, George Mason University, dentre outros), Reino Unido (The Brealtrough Breast Cancer Research Centre), Canadá (McGill University e Queens University), Espanha (Hospital de La Santa Creu) e Alemanha (University Hospital of Cologne).

Dentre os palestrantes está o Professor David Dabbs, diretor de Patologia do Hospital Magee-Womens, da Universidade de Pittsburgh, que abrirá o evento com a aula “Serious Flaws in the Oncotype Dx Test”, na qual contestará a eficácia do teste DX Oncotype. Dabbs apresentará a experiência de seu grupo, cujos dados foram descritos no Journal Clinical Oncology. O trabalho afirma que existe uma taxa de falso-negativo inaceitável para o status HER2 (importante marcador de prognóstico e preditivo no carcinoma da mama) via Oncotype DX. Dabbs afirma que isso pode criar confusão no processo de decisão para tratamento dirigido, e pode potencialmente levar a uma má gestão dos pacientes com câncer de mama. “O ensaio Oncotype DX para Her2 tem uma metodologia falha, que não é robusta e levanta sérias preocupações sobre sua validade”, afirma o autor. Link: http://jco.ascopubs.org/content/early/2011/10/04/JCO.2011.34.7963.short?rss=1.

David Dabbs falará também sobre o quanto a ciência tem decifrado os caminhos que levam à proliferação dos tumores mamários e também sobre os desafios relacionados ao diagnóstico molecular dos diferentes tipos histológicos da doença.

Células-tronco e câncer de mama – Se por um lado a células-tronco tem a capacidade de auto-replicação para o bem, por sua vez ela também seria capaz de oferecer resistência ao tratamento oncológico. O Professor de Biologia Molecular e Celular Baylor College of Medicine, dos Estados Unidos, Jeffrey Rosen, apresentará em conferência especial o tema “EMT/MET in cancer stem cells and therapeutic resistence”, oportunidade para defender a tese de que a indução da transição epitelial mesenquimal (EMT) e sua capacidade de conferir propriedades de células-tronco tumorais são fatores importantes na progressão da doença. O especialista sugere também uma relação estreita entre EMT e as células tumorais circulantes, destacando que uma melhor compreensão desta conexão pode levar a novos alvos prognósticos e terapêuticos para o câncer de mama.

Destaque também para os pesquisadores do CRKU London Research Institute, do Reino Unido, Britta Weigelt e Jorge Reis-Filho. Em duas aulas, Weigelt abordará o caminho das terapias-alvo para câncer de endométrio e abordará a classificação dos fatores que estão intrinsecamente por trás dos subtipos moleculares de câncer de mama. Sobre este tema, aliás, ambos estão entre os autores de artigo publicado no último dia 19 de junho no Breast Cancer Research. O artigo, disponível em http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/22713235 destaca que a identificação de assinaturas genéticas geradas aleatoriamente está diretamente relacionada com a eficácia do tratamento em câncer de mama.

“Essa associação decorre do fato de uma grande proporção de transcriptoma ser significativamente correlacionada com a proliferação da doença, sendo assim um forte preditor de resultados da terapia”, destaca o texto do artigo. Durante o evento, Jorge Reis-Filho falará sobre vias de reparo de DNA que são traduzidas em novas metas terapêuticas, assim como as terapias inibidoras de BRCA 1 e 2 e PARP.

Endométrio e Ovário – Patologista do Hospital de La Sant Creu, na Espanha, Jaime Prat, trará importantes discussões sobre tumores ginecológicos, principalmente de ovário e endométrio. Na palestra Classification of ovarian carcinomas based on pathology and genetics – Jaime Prat pretende demonstrar o câncer de ovário como cinco doenças distintas com diferentes origens, específicas alterações genéticas e influenciadas por diferentes fatores clínicos e patológicos. Em artigo publicado em março deste ano no Virchows Arch - http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/22322322, Prat destaca que os carcinomas do ovário são divididos em tumores de alto grau serosos (70%), endometrióide (10%), de células claras (10%), mucinosos (3%) e carcinoma seroso de baixo. Os cinco tipos são morfologicamente diversificados e assemelham-se ao carcinoma do útero.

Em outro momento, Prat trará o tema Molecular Pathology of endometrial carcinoma, no qual dissertará sobre a classificação do sarcoma de endométrio em diferentes subtipos e a importância da correta individualização deles para uma abordagem terapêutica mais eficaz. Sobre este tema, Prat é autor de editorial publicado em janeiro deste ano no Ginecology Oncology. É dele a diferenciação de dois tipos de tumores epiteliais que juntos compreendem 97% de todos os casos de câncer de endométrio. Destes, 90% são adenocarcinomas de endometrióide (relacionado à via PTEN) e 10% compreendem ao segundo subtipo, denominado carcinoma seroso papilífero (relacionado com mutação do p53).

Grandes nomes da Patologia mundial e jovens da área se reúnem frente ao microscópio para discussão de casos
Em iniciativa inédita no país, Jornada de Patologia traz evento paralelo que propiciará encontro de patologistas e médicos residentes com nomes que são referência mundial em diagnóstico molecular de tumores ósseos, gastrointestinais, ginecológicos, urológicos e de partes moles. O I Encontrando o Especialista acontece nos dias 10 e 11 de agosto na Sala de Microscopia do Hospital A.C. Camargo

Em meio à programação da XV Jornada de Patologia promovida pelo Hospital A.C. Camargo acontece pela primeira vez no Brasil nos dias 10 e 11 de agosto I Encontrando o Especialista, que oferecerá a jovens patologistas e médicos residentes de todas as regiões do país a oportunidade de sentar defronte ao microscópio e frente a alguns dos mais renomados patologistas do mundo em oncologia para discussão de casos clínicos.

No evento, que terá como palco a Sala de Microscopia do A.C. Camargo, os Professores convidados serão divididos em suas áreas de maior concentração em pesquisa, casos dos patologistas Lawrence Burgart, da Mayo Clinic (patologia gastrointestinal), Anais Malpica, do M.D.Anderson Cancer Center e Jaime Prat, do Hospital de La Santa Creu - Espanha (patologia ginecológica), Andrew Folpe, da Mayo Clinic (patologia de partes moles), George Netto, da Johns Hopkins University (patologia urológica), Thomas Colby, da Mayo Clinic (patologia pulmonar) e Krishnan Unni, da Mayo Clinic (patologia óssea).

Cada convidado comandará uma sessão que terá até oito patologistas que sentarão ao microscópio para discutir, durante 90 minutos, os casos enviados com antecedência, sendo que todos terão a oportunidade de fazer perguntas e ver como estes especialistas conduzem seus casos difíceis. O coordenador da Jornada de Patologia e diretor de Anatomia Patológica do A.C. Camargo, Fernando Augusto Soares, destaca que o Encontrando o Especialista foi concebido para que os participantes possam extrair a essência do conhecimento e expertise dos convidados. “A nossa meta é também ir além. Que a massa crítica aqui presente leve o aprendizado aos seus laboratórios e compartilhe com seus colegas de bancada a excelência em diagnóstico molecular de câncer”, ressalta o patologista.

Um dos destaques entre os convidados, o Professor e diretor de Ortopedia Patológica da Divisão de Anatomia Patológica da Mayo Clinic, nos Estados Unidos, Krishman Unni, é autor de trabalhos que foram responsáveis por estabelecer os atuais critérios de patologia óssea. A mais ampla compilação está documentada em publicação da Organização Mundial de Saúde intitulada Pathology and Genetics of Tumors of Soft Tissue e Bones – Patologia e Genética dos Tumores de Partes Moles e Ósseos – lançada com a proposta de padronizar e criar novas classificações de acordo com uma categorização do comportamento biológico de cada tumor.

A atuação de Krishman Unni foi fundamental para se estabelecer para cada um dos tumores ósseos - dentre eles os mais comuns são osteosarcoma, condrosarcoma e tumor de Ewing – a definição da doença, epidemiologia (incidência da doença por idade e distribuição territorial), etiologia (origem da doença), características clínicas, gradações histológicas, estadiamento, marcadores prognósticos e terapêuticos, modelos de protocolos clínicos e fatores genéticos. A publicação está disponível no link: http://www.iarc.fr/en/publications/pdfs-online/pat-gen/bb5/BB5.pdf

Serviço
V Encontro Internacional de Patologia Investigativa / XV Jornada de Patologia / I Encontro com o Especialista
Realização: Hospital A.C. Camargo
Data: 8 a 11 de agosto de 2012
Local: Anfiteatro Senador José Ermírio de Moraes, Hospital A.C. Camargo
Endereço: Rua Professor Antônio Prudente, 211, Liberdade - São Paulo
Inscrições: vagas abertas e limitadas, com valores de investimento variáveis
Envio de resumos: http://www.accamargo.org.br/files/Arquivos/normas-envio-resumos-jornada-2012.pdf
Informações gerais: http://www.accamargo.org.br/eventos/
08/08/2012Moura Leite Netto para o Portal dos Seguros

Estudo vencedor de prêmio liga gordura a câncer intestinal

SÃO PAULO — Uma pesquisa da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) decifrou um dos mecanismos da obesidade no desenvolvimento do câncer colorretal, doença que afeta 30 mil brasileiros por ano, causando 8.000 mortes.

O trabalho venceu a categoria Pesquisa em Oncologia, do Prêmio Octavio Frias de Oliveira. É o segundo ano consecutivo no qual a equipe da Unicamp leva a premiação, uma iniciativa do Icesp (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo Octavio Frias de Oliveira), em parceria com o Grupo Folha.

A láurea leva o nome do publisher da Folha, morto em 2007 e que completaria cem anos ontem. Ele será homenageado hoje na entrega dos prêmios, no Icesp.
Na categoria Personalidade em Destaque, ganhou a família Ermírio de Moraes.

APOIO HISTÓRICO
Segundo o diretor do Icesp, Paulo Hoff, a família foi escolhida pelo histórico de apoio ao tratamento e à pesquisa do câncer. "Esse apoio não é só na oncologia e não é de hoje, vem de décadas." A família Ermírio de Moraes administra o Hospital Beneficência Portuguesa há mais de 50 anos, faz parte do conselho curador e da rede voluntária do Hospital A.C. Camargo, atua e é uma das maiores doadoras da AACD (Associação de Assistência à Criança Deficiente).

A família também já fez contribuições ao Icesp. No ano passado, por exemplo, doou R$ 2,5 milhões, usados na compra de um ultrassom que destrói tumores.

"É uma satisfação muito grande receber esse prêmio. Nossa família tem uma missão de ajudar os mais necessitados. Tomara que essa iniciativa estimule outras famílias de maior poder aquisitivo a fazer o mesmo", afirma Rubens Ermírio de Moraes, presidente da diretoria administrativa do Beneficência e que representará a família na entrega do prêmio.

É a primeira vez que a premiação, agora em seu terceiro ano, é concedida a não médicos. "O comitê decidiu que seria legítimo prestigiar quem tenha se destacado no tratamento da doença", diz Hoff.

Para cada uma das categorias, a premiação é de R$ 8.000. Em 2013, representantes das principais agências de fomento do país (Fapesp e CNPq) e das academias de medicina e de ciências vão integrar a comissão julgadora.

PESQUISA
Neste ano, 27 estudos nacionais concorreram ao prêmio. A pesquisa vencedora, feita em camundongos, demonstra a relação entre a inflamação do tecido gorduroso e o câncer colorretal.

Estudos epidemiológicos apontam que até 30% dos cânceres estão relacionados à obesidade, mas os mecanismos desse processo não estão bem esclarecidos.

"É interessante ver um grupo brasileiro gerando pesquisa que ajuda a desvendar essa relação", afirma Hoff.

No trabalho, os pesquisadores também demonstraram que, controlando a inflamação da gordura, por meio de uma droga usada em doenças autoimunes, é possível deter o crescimento do tumor.

"Pode ser que o bloqueio dessa via de sinalização abra possibilidades para novas formas de prevenção, mas outros estudos têm de ser feitos para avaliar a segurança disso em humanos", diz José Barreto Carvalheira, professor de oncologia da Unicamp e coordenador do trabalho.

A pesquisa será publicada em setembro no periódico "Gastroenterology".
08/08/2012Cláudia Collucci para a Folha de São Paulo

Novo tratamento para melanoma avançado é tema de Simpósio Médico

SÃO PAULO — Um novo tratamento contra o melanoma avançado pré-tratado foi tema de um dos Simpósios realizados na sexta-feira (03/08), no Congresso Internacional de Câncer de Pele. Dr. José Getúlio Segalla, médico pesquisador, chefe do departamento de Oncologia do Hospital Amaral Carvalho de Jaú e presidente da Associação Brasileira de Registro de Câncer e Dr. José Augusto Rink Junior, titular do Departamento de Oncologia Clínica do Hospital A C Camargo e médico Oncologista Assistente do Hospital de Clínicas da UNICAMP, discutiram casos clínicos de pacientes com melanoma avançado.

Os especialistas abordaram o tratamento com Ipilimumabe, com análise de casos em que pacientes apresentaram boas respostas ao tratamento ou tiveram um aumento da sobrevida. Também falaram sobre os casos que ilustram o manejo correto de eventuais situações adversas relacionadas à terapia.

Ipilimumabe é um novo tratamento para casos de melanoma avançado (metastático ou inoperável) previamente tratado, cuja base de ação é a imunoterapia: o medicamento estimula o sistema imunológico do paciente, de forma que o próprio organismo combata o câncer.

“Por ser um medicamento imunológico, confere um importante avanço no tratamento do melanoma avançado. Oferece novos padrões de respostas e ganho significativo de sobrevida, ao passo que tem um perfil de efeitos colaterais bem conhecido e de fácil manejo” afirma Dr. Segalla. “O medicamento demonstrou aumentar significativamente a sobrevida de pacientes que estavam desenganados. Um de meus pacientes teve um ganho de sobrevida até o momento de 2 anos e está bem”, conclui.

Para o Dr. Rink, o Ipilimumabe ainda é uma boa opção para pacientes que não respondem a outros tratamentos. “Ficou comprovado que a medicação assegura uma boa taxa de resposta quando o tratamento de 1ª linha falha, como foi o caso de um dos meus pacientes. Com o Ipilimumabe o paciente já está há 15 meses sem evidência de avanço da doença”, complementa Dr. Rinck.

O melanoma geralmente tem cura quando é diagnosticado e tratado em sua fase inicial. No entanto, é uma das formas mais agressivas do câncer de pele, e em fase avançada leva a óbito cerca de 75% das pessoas diagnosticadas no período de um ano em todo o mundo. No Brasil, a maior taxa de incidência da doença encontra-se na região Sul, onde há maior número de pessoas com pele clara. Segundo estimativas do Instituto Nacional do Câncer (INCA), em 2012 serão diagnosticados seis mil novos casos de melanoma no país.

Sobre o melanoma avançado
O melanoma é um tipo de câncer de pele caracterizado pelo crescimento não controlado de células produtoras de pigmentos (melanócitos). O estágio avançado da doença ocorre quando o câncer se espalha além da superfície da pele, podendo atingir nódulos linfáticos e outros órgãos, como pulmões, fígado e cérebro. A idade média do diagnóstico do melanoma é 57 anos e a idade média de óbito é 67 anos.

Sobre Ipilimumabe
O Ipilimumabe, chamado de Yervoy comercialmente, é um anticorpo monoclonal recombinante totalmente humano que bloqueia um antígeno do linfócito T citotóxico (CTLA-4), impedindo sua ligação a receptores das células apresentadoras de antígenos (CD80/86) – ligação esta que teria um efeito inibitório sobre a imunidade contra o tumor. Ao bloquear CTLA-4, o ipilimumabe potencializa a ativação da célula T, fazendo com que ela se prolifere e desencadeie as reações imunológicas que levarão à destruição das células do tumor.

O tratamento com Ipilimumabe consiste em uma dose (infusão) do medicamento a cada 3 semanas, por 12 semanas - totalizando 4 infusões ao longo de três meses Os efeitos colaterais, quando presentes, estão relacionados ao mecanismo de ação do medicamento, podendo ser reações inflamatórias – por exemplo, na pele (urticária) e no sistema gastrointestinal (como colite).

O medicamento já foi aprovado pela Anvisa e a previsão é que o medicamento esteja disponível no mercado brasileiro em alguns meses.

Estudos clínicos
O ganho significativo de sobrevida foi constatado em um estudo internacional fase 3 realizado com 676 pacientes com melanoma avançado – isto é, inoperável ou metastático que já haviam recebido outros tratamentos para a doença. O estudo, publicado no New England Journal of Medicine, demonstrou que 46% dos pacientes tratados com Ipilimumabe estavam vivos após um ano de tratamento, comparados a 25% dos pacientes do grupo controle (que utilizaram a vacina gp100) durante este período. No segundo ano, a sobrevida com Ipilimumabe foi de 24% versus 14% para o grupo controle (gp100) - quase o dobro do benefício de sobrevida.

No Brasil, 15 pacientes participaram dos testes clínicos do Yervoy e 337 receberam o medicamento via Programa de Acesso Expandido.
06/08/2012ABN - Agência Brasileira de Notícias

Novos remédios tornarão o câncer uma doença crônica, diz médico

SÃO PAULO — O cirurgião oncologista Rogério Neves acredita que estamos entrando em uma nova era no combate ao câncer. Com a descoberta de novos tratamentos específicos para cada tipo de tumor, em pouco tempo a doença poderá se tornar crônica, sem necessariamente matar os pacientes. Brasileiro, Neves é professor da Penn State University, nos Estados Unidos, onde é diretor do Programa de Melanoma e Oncologia Cutânea e está diretamente envolvido na pesquisa de novas drogas para o câncer de pele. Ele esteve em São Paulo, onde participou do XIV Congresso Mundial de Câncer de Pele, que termina neste sábado. Neves falou sobre as terapias alvo para o carcinoma basocelular. Em entrevista ao site de Veja, Neves fala sobre os novos tratamentos que compara o novo momento do combate ao câncer à descoberta da penicilina e afirma ainda que o que podemos esperar do futuro.

Por que temos visto tanto avanço no combate ao câncer? Isso começou há menos de 20 anos, com os projetos de leitura do genoma do câncer. Naquela época, levava dois anos para sequenciar um tumor. Hoje, faço isso em meu laboratório em uma hora. Ficou muito mais fácil saber as diferenças entre os tumores. Antes, quando nos deparávamos com o mesmo tipo de câncer, no mesmo lugar, em dois pacientes, não víamos diferença. Mas de repente percebíamos que um deles era mais agressivo: uma pessoa morria dentro de três meses, a outra estava viva três anos depois. A gente não sabia por que isso acontecia. Era claro que havia alguma coisa diferente dentro do tumor, mas não sabíamos o que era. Agora estamos começando a descobrir. São genes diferentes, que são ativados ou desativados dependendo do caso, ou proteínas que são expressas dependendo da circunstância. Sabendo disso, conseguimos inventar terapias alvo, voltadas para cada tipo específico de câncer.

O que essas terapias significam na luta contra o câncer? Estamos perto de uma cura? Eu não acredito que vamos encontrar a cura do câncer, nem em três gerações. Até porque temos muitos tipos de tumores, mais de 300. O que vai acontecer é que para a geração dos meus filhos, a maioria dos cânceres vai ter se tornado uma doença crônica. Uma doença com a qual a pessoa vai poder conviver, sem necessariamente morrer por causa dela. Numa hora, um tumor vai aparecer, e o médico vai retirar, numa outra, o paciente vai ter que trocar o tratamento. Mas ele vai continuar vivo.

Vai ser parecido com o tratamento atual contra a Aids, onde o paciente consegue controlar a doença ao consumir um coquetel de remédios? Vai ser exatamente igual. É isso que estamos buscando. Para tratar o melanoma, por exemplo, já estão surgindo coquetéis de medicamentos. O objetivo é controlar os vários caminhos pelos quais o câncer pode crescer. Novas drogas estão surgindo num ritmo incrível. Na área do melanoma, não surgia nada novo há 30 anos. Isso é muito excitante.

E quais as novidades no tratamento do melanoma? Uma análise genética dos melanomas mostra que, pelo menos, 50% deles têm uma mutação em um gene chamado BRAF. Foi criada uma droga, chamada debrafenib, que age especificamente nessa mutação. Ela entra na célula e bloqueia esse mecanismo que a faz crescer descontroladamente. Na outra metade dos melanomas, no entanto, você não pode aplicar o remédio, porque pode piorar o tumor. Por isso, o tratamento contra o câncer vai ter que ser totalmente personalizado.

Temos exemplos desse tipo de tratamento em outros cânceres de pele? Sim, e até mais efetivos. Em nosso laboratório, nós estamos estudando substâncias para tratar o carcinoma basocelular, o tipo mais comum de câncer de pele. Nós participamos de testes com o vismodegib, uma droga que teve resultados tão bons que foi aprovada há seis meses nos Estados Unidos para uso em tumores avançados. Agora, estudamos drogas parecidas com essa, para descobrir qual pode ser o melhor tratamento. Existe uma gama grande de novas drogas disponíveis, que atingem o mesmo mecanismo no tumor.

E qual mecanismo é esse? Ela atua sobre o que chamamos de via de sinalização Hedgehog, um conjunto de eventos e sinais que regulam o desenvolvimento celular. Normalmente, essa via está inibida. Mas quando ela sofre mutações, causadas por exemplo pelos raios ultravioleta, começa a fazer as células crescerem e se multiplicarem de maneira desorganizada. A droga que age nesse mecanismo foi descoberta de maneira acidental, na década de 1950, nos Estados Unidos. Alguns bezerros começaram a nascer ciclopes, com um só olho. Ao estudar o caso, cientistas descobriram que eles estavam comendo uma planta que agia justamente na Via de Hedgehog. A indústria farmacêutica mudou a molécula para que ela pudesse agir nos tumores desencadeados por esse mecanismo. E até 90% dos carcinomas basocelulares têm alterações nessa via. Por isso, o tratamento é muito promissor.

Esses remédios são capazes de erradicar o carcinoma de um paciente? Em alguns casos, sim. No primeiro estudo com a substância, tivemos entre 60% e 70% de resposta completa, com o sumiço total do tumor. Em outra boa porcentagem, houve resposta parcial. Nesses casos, o câncer diminuiu ou parou de crescer. O que é ótimo, porque podemos operar esse paciente. Imagina um caso onde o carcinoma atinja a região dos olhos, o nariz ou a orelha do paciente. Diminuindo seu tamanho, podemos tornar a cirurgia menos mutiladora.

E como a comunidade médica está reagindo a essas descobertas? Tente imaginar como foi quando descobriram a penicilina, o tanto de vidas que puderam ser salvas. É assim que estamos nos sentindo nesse momento.
05/08/2012PortalAZ da Veja Online

Fundação promove Fórum de Humanização da Saúde

Instituição associada à Abifcc MURIAÉ — Faz parte da responsabilidade social do Hospital do Câncer de Muriaé MG – Fundação Cristiano Varella incentivar e promover eventos de cunho social, educacional e científico. Nesse segundo semestre a instituição, em parceria com a Associação Viva e Deixe Viver e a FAMINAS, promove Fórum de Humanização da Saúde.

O objetivo é promover o bem-estar de pacientes e o desenvolvimento humano do cuidador em ambientes hospitalares. Este ano, os encontros terão como tema “Interdependência entre educação, saúde e comunicação” e serão realizados em 10 cidades brasileiras, tais como Mogi Guaçu, Marília, Itajubá, Brasília, Rio de Janeiro, Recife, Salvador, São Paulo, Fortaleza e Muriaé. Esses encontros levantam temas relevantes para área da Saúde e formarão o conteúdo do próximo Congresso Brasileiro de Humanização, previsto para 2013.

Esses encontros reúnem agentes de transformação para a discussão, aprimoramento e disseminação da humanização hospitalar. Criados pelo Viva para promover a Política Pública de Humanização da Saúde, os fóruns ganharam o apoio do Ministério da Saúde e PNUD - Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. Na ocasião integrantes do Hospital do Câncer de Muriaé também irão apresentar a atuação do Grupo de Trabalho de Humanização como diferencial no atendimento.

A sociedade em geral está convidada a participar. As inscrições são feitas somente pela internet no link http://www.minhasinscricoes.com.br/FORUMMG/2012/.
27/07/2012Larissa de Assis, Assessoria de Comunicação - Fund. Cristiano Varella

Pesquisa avalia eficácia de terapias contra mieloma múltiplo

RIO DE JANEIRO — Um estudo multicêntrico realizado por pesquisadores brasileiros mostrou que o uso combinado dos medicamentos talidomida e dexametasona em pacientes com mieloma múltiplo submetidos a transplante autólogo de medula óssea foi mais eficaz para retardar a progressão da doença do que o uso isolado de dexametasona.

Participaram da pesquisa 213 voluntários atendidos em quatro instituições: Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e Universidade de São Paulo (USP) em Ribeirão Preto.

Após 27 meses de acompanhamento, 30% dos pacientes que receberam dexametasona ainda estavam livres da doença. No grupo que recebeu a combinação de talidomida e dexametasona, o número foi de 64% – mais que o dobro. Os resultados foram publicados no American Journal of Hematology.

O mieloma múltiplo é um tipo de câncer que se desenvolve dentro da medula óssea devido ao crescimento descontrolado dos plasmócitos, células responsáveis pela produção de anticorpos. A doença prejudica a produção de hemácias, causando anemia, e favorece a liberação de substâncias que deixam os ossos frágeis.

“Ainda não existe cura, mas novos tratamentos estão conseguindo retardar cada vez mais a progressão do câncer. O mieloma, hoje, tem a perspectiva de se tornar uma doença crônica”, disse Angelo Maiolino, professor da UFRJ e autor principal do estudo.

O tratamento atualmente considerado como “padrão-ouro”, explica o pesquisador, envolve quimioterapia e drogas antineoplásicas como o bortezomibe, além de transplante autólogo de medula óssea – aquele feito com células do próprio paciente – e uma terapia de manutenção com medicamentos que modulam o sistema imunológico, como corticoides e talidomida.

“Apenas 30% dos pacientes, porém, estão aptos para o transplante – recomendável para pessoas até 65 anos. Os outros 70% precisam ser tratados apenas com medicamentos”, disse Maiolino.

Segundo o pesquisador, na época em que o estudo foi idealizado, há cerca de dez anos, ainda não era comum administrar terapia de manutenção após o transplante. “A talidomida era usada apenas nos casos de recaída da doença. Nosso objetivo era investigar se ela traria benefícios também se usada para retardar o reaparecimento do câncer”, explicou.

Durante o período de realização do projeto, seis outros estudos foram publicados em diversos países avaliando a eficácia da talidomida como terapia de manutenção. “Alguns compararam com outro tipo de corticoide, como a prednisona, outros com interferon, e outros, com placebo. Todos concluíram que a talidomida aumentou a sobrevida livre de progressão da doença”, contou Maiolino.

Além de atuar diretamente nos plasmócitos, impedindo que fiquem aderidos à medula óssea, a droga inibe a formação dos vasos sanguíneos que irrigam as células malignas, que acabam morrendo.

“Graças às novas combinações de medicamentos, foi possível aumentar a mediana de sobrevida livre de progressão da doença de três para oito anos na última década. Parece pouco, mas é um salto considerável quando se trata de câncer”, disse Maiolino.

Na opinião do pesquisador, a tendência para o futuro é que a talidomida seja substituída na terapia de manutenção pela lenalidomida, uma droga da mesma classe, mas de segunda geração e com menos efeitos colaterais.

“Mais cedo ou mais tarde, todos que fazem uso prolongado da talidomida sofrem de neuropatia periférica, uma inflamação nos nervos que limita o uso do medicamento. Como isso não acontece com a lenalidomida, ela pode ser usada por mais tempo. Mas, infelizmente, esse medicamento ainda não está aprovado no Brasil”, ressaltou Maiolino.

Projeto Temático
Além dos quatro centros universitários, a pesquisa coordenada por Maiolino contou com a participação do Centro de Transplante de Medula Óssea do Instituto Nacional do Câncer (Inca) e teve apoio financeiro da FAPESP e do CNPq.

“Toda a parte de citogenética, que investigou mutações cromossômicas que permitem determinar o prognóstico do paciente, foi feita com auxílio da FAPESP. O objetivo era saber se possíveis alterações genéticas desfavoráveis estariam influenciando os resultados, mas vimos que isso não ocorreu”, contou Vânia Tietsche de Moraes Hungria, da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

O trabalho foi feito no âmbito de um Projeto Temático coordenado por Carmino Antonio de Souza, na Unicamp.

De acordo com Maiolino, o trabalho tem importância simbólica, pois ainda são raros os estudos clínicos realizados totalmente no Brasil sem qualquer patrocínio da indústria farmacêutica. “Hoje, existem vários estudos multicêntricos sobre mieloma em andamento no país, mas vieram de fora e são patrocinados”, disse.

O artigo Thalidomide plus dexamethasone as a maintenance therapy after autologous hematopoietic stem cell transplantation improves progression-free survival in multiple myeloma pode ser lido em onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/ajh.23274/abstract;jsessionid=CA35A005BCBC9A88755F7A3C09BFB904.d03t02.
27/07/2012Karina Toledo para Agência Fapesp

Crise das Santas Casas prejudica 900 cidades

RECIFE — O risco de colapso das Santas Casas de Misericórdia e dos hospitais filantrópicos por causa de dívidas milionárias pode comprometer a assistência médica oferecida em cerca de 900 cidades brasileiras. Esses municípios têm as entidades como principais centros médicos. Para as 2,1 mil instituições beneficentes do país, estima-se que o rombo seja de R$ 11,2 bilhões, de acordo com um relatório da Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados.

O cenário nebuloso, revelado pelo Correio Braziliense na edição de ontem, tem feito com que a administração dos hospitais, os funcionários, a comunidade e as prefeituras se mobilizem pela permanência do serviço. Em alguns municípios, os defensores das entidades fazem até rifa para tentar as Santas Casas. Esse é o caso da unidade de Tietê, distante 145km de São Paulo. Para não fechar as portas, a entidade lançou no início deste ano o sorteio de um carro zero-quilômetro. A figura do interventor da Santa Casa, antes vista como um cargo de prestígio e importância social, deu lugar, no início deste ano, ao posto burocrático de um interventor, com a tarefa de pôr ordem na casa. A dívida da unidade de Tietê já bateu os R$ 11 milhões e compromete o pagamento de fornecedores e de prestadores de serviço. Além da rifa, festas e leilões foram promovidos para arrecadar verbas e garantir o pagamento dos médicos.

A maternidade em que a recepcionista Carina Aparecida, 18 anos, nasceu foi fechada temporariamente em 2011. As gestantes em trabalho de parto tiveram que ser encaminhadas às cidades vizinhas. Ao analisar a situação do hospital, Carina diz nem acreditar no tamanho do prejuízo. “Todo mundo frequenta esse hospital, minha família tem a Santa Casa como referência. Se fecha, é uma perda sem tamanho”, lamenta. Ela compartilha da opinião de muitos especialistas da área e declara que é preciso uma mobilização da prefeitura e do governo estadual para resolver o impasse.

O secretário executivo do Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (Conasems), Ênio Sevilla Duarte, também não descarta a responsabilidade dos municípios e estados, mas passa a conta para o governo federal. “Existe um peso financeiro muito forte em cima dos municípios porque esse é um serviço que pressiona outras áreas. Mas vale ressaltar que o problema acontece porque não conseguimos aprovar a destinação de 10% do Produto Interno Bruto para a saúde”, critica. Na sua opinião, a discussão tem que ser ampliada para envolver o legislativo. “A situação caótica pode ter sido influenciada pelas decisões do Poder Executivo, mas quem votou contra a ampliação dos recursos foram os deputados e os senadores, muitos deles dizendo que são comprometidos com a causa.”

O hospital de Tietê repete a situação da maioria dos hospitais filantrópicos que estão em cidades com menos de 30 mil habitantes. A lei determina que 60% dos procedimentos sejam feitos de forma gratuita, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). Mas lá, esse percentual chega a 90%. O presidente da Confederação das Santas Casas de Misericórdia, Hospitais e Entidades Filantrópicas, José Reinaldo Nogueira, diz que esses são os que estão em piores condições. “Quanto mais as entidades atendem pacientes do SUS, mais difícil fica a situação porque o hospital não consegue captar recursos de outra forma e, geralmente, recebe um valor abaixo do custo para o procedimento.” Ele explica que os beneficentes das grandes cidades, como os de São Paulo, costumam realizar apenas 60% dos procedimentos por meio do SUS. Assim, conseguem fazer planos de saúde próprios ou se associam a outros para atender a demanda particular. “Como eles pagam melhor, é possível equilibrar as contas e fechar no azul.”

Por outro lado, Nogueira lembra que nos locais onde não é possível ampliar a demanda de pacientes com planos particulares, as entidades fecham, caso não recebam apoio das prefeituras. “Quando isso não acontece, normalmente há uma intervenção, o que não resolve a questão. Em Mato Grosso do Sul, por exemplo, temos um caso como esse. O hospital sofreu intervenção e recebeu, em um ano, R$ 45 milhões. Melhorou, mas provou que não foi problema de gestão, foi falta de verba. Só conseguiu sair do vermelho depois dessa injeção.”

A última Santa Casa que apresentou instabilidade financeira foi a do município paulista de Votuporanga, distante 521km de São Paulo. Na última sexta-feira, ela suspendeu o atendimento nas especialidades de neurologia e neurocirurgia. Além dos custos altos, já não havia médicos para realizar os procedimentos. As Santas Casas são instituições centenárias. A unidade de São Luís, por exemplo, abriu as portas em 1657 e é uma das mais antigas do país.
24/07/2012 – do Correio Braziliense no DiariodePernambuco.com.br

Remédio para câncer de mama será dado pelo SUS

BRASÍLIA — O Ministério da Saúde anunciou ontem que irá incluir na lista de medicamentos fornecidos pelo SUS (Sistema Único de Saúde) importante aliado no combate ao câncer de mama. A droga de alto custo Trastuzumabe (Herceptin) reduz em até 22% o risco de morte, além de ser eficaz contra o ressurgimento da doença.

No Grande ABC, a medicação já é utilizada em pacientes oncológicos do Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André, e do Hospital de Ensino Anchieta, em São Bernardo. A droga, injetável e de uso hospitalar, é repassada pelo governo estadual conforme demanda. Em até seis meses, prazo estipulado pelo Ministério da Saúde, o remédio será disponibilizado para tratamento em outros hospitais ou centros especializados da região.

A medicação é recomendada em cerca de 25% dos casos de câncer de mama. Essa porcentagem possui o tumor Her-2, agressivo e conhecido por se desenvolver mais rapidamente se comparado aos outros. "Essa medicação revolucionou o tratamento do câncer de mama. É efetiva e menos tóxica. É bem tolerada pelos pacientes, mas muito agressiva contra o tumor", comentou o oncologista da Faculdade de Medicina do ABC, Daniel Cubero. Para o especialista, no entanto, a inclusão foi tardia. "Antes do uso desse remédio, as pacientes tinham pouca evolução no tratamento. Agora, mais pessoas terão acesso." A medicação pode ser utilizada de forma preventiva e também após cirurgias. Normalmente a pessoa recebe uma aplicação a cada três semanas. A recomendação varia conforme o peso da paciente.

O câncer de mama é o segundo mais comum no mundo e o mais frequente entre as mulheres. No Brasil, estimam-se 52,6 mil novos casos entre 2012 e 2013. Em 2010, ocorreram 12,8 mil mortes por causa da doença.

A presidente da Rede Feminina de Combate ao Câncer de São Caetano, Lucia de Oliveira Leite, comemorou a notícia. A entidade atende mensalmente 80 mulheres. "Isso é uma bênção. Esperamos que favoreça todas as pacientes, especialmente as mais pobres."

O medicamento custa entre R$ 5.000 e R$ 10 mil e é um dos mais procurados. Em 2011, o governo federal gastou R$ 4,9 milhões para atender a 61 pedidos judiciais. Neste ano foram gastos R$ 12,6 milhões com a compra por demanda da Justiça.

No Grande ABC, a Prefeitura de Santo André teve de desembolsar, entre outubro de 2009 e agosto de 2011, R$ 369 mil para pagar o tratamento de uma paciente que moveu ação judicial para receber a medicação. Mauá não respondeu ao Diário. Nas demais cidades não houve demanda.
24/07/2012Maíra Sanches no Diário do Grande ABC

Fármaco brasileiro mostra potencial contra tuberculose e câncer

SÃO PAULO — Em artigo recém-publicado na revista Infectious Agents and Cancer, pesquisadores brasileiros e norte-americanos demonstraram que um fármaco desenvolvido no Brasil e batizado de P-MAPA é capaz de ativar determinados receptores do sistema imunológico e favorecer o combate à tuberculose e ao câncer de bexiga.

Estudos anteriores indicaram que a molécula, criada pela rede de pesquisa Farmabrasilis a partir do fungo Aspergillus oryzae, tem ação imunomoduladora, ou seja, estimula o sistema imune a combater diversos tipos de tumores e doenças infecciosas, entre elas malária, leishmaniose visceral e algumas viroses hemorrágicas.

Agora, pela primeira vez, os possíveis mecanismos de ação da droga foram descritos. Testes in vitro com células humanas e experimentos em animais revelaram que o P-MAPA ativa receptores existentes na membrana celular conhecidos como toll-like. Além disso, em ratos, a droga modificou a expressão da proteína p-53, possivelmente relacionada à regulação dos receptores.

“Os receptores toll-like são capazes de reconhecer fragmentos de vírus e bactérias, além de fatores moleculares associados a tumores ou a doenças infecciosas”, explicou Wagner José Fávaro, professor do Instituto de Biologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e orientador do trabalho de pós-doutorado de Fábio Rodrigues Ferreira Seiva, que teve Bolsa da FAPESP.

Esses receptores podem auxiliar na redução tumoral de duas maneiras: inibindo a formação dos vasos sanguíneos que irrigam a região e recrutando células de defesa para atacar o tumor.

Segundo Fávaro, o P-MAPA – abreviação de agregado polimérico de fosfolinoleato-palmitoleato de magnésio e amônio proteico – atua especificamente sobre os subtipos 2 e 4 dos receptores toll-like. De acordo com a literatura científica, esses subtipos estariam relacionados ao câncer de bexiga.

“Ainda não se sabe com certeza se a resposta desencadeada por eles é favorável ou desfavorável. Podem atuar como reguladores negativos ou positivos da carcinogênese, mas nossos resultados indicam que a ativação dos receptores auxiliou na regressão do tumor”, disse Fávaro.

Os experimentos foram realizados em ratos. Os pesquisadores introduziram diretamente na bexiga dos animais o carcinógeno N-metil-N-nitrosoureia (composto N-nitroso) – substância também existente no cigarro. Após oito semanas de exposição, os roedores já apresentavam lesões pré-malignas e malignas na bexiga urinária.

“Esse modelo animal se aproxima muito do que acontece com humanos. fumantes e trabalhadores expostos a determinadas substâncias químicas inalam o N-nitroso e o excretam na urina. O contato do carcinógeno com o epitélio da bexiga, ao longo do tempo, acaba causando o câncer”, explicou Fávaro.

Os animais foram então tratados por outras oito semanas. O efeito do P-MAPA foi comparado com o da vacina BCG (sigla para Bacillus Calmette-Guerin), usada originalmente na prevenção da tuberculose e considerada atualmente a melhor opção para o controle do câncer de bexiga.

“O principal tratamento para o câncer do tipo não-músculo invasivo, que apresenta lesões superficiais, consiste em remover cirurgicamente o tumor e aplicar a imunoterapia com a vacina BCG diretamente na bexiga”, disse Fávaro.

Descobriu-se na década de 1970 que a BCG induz uma resposta imune massiva, estimulando a produção de células que atacam o tumor. No experimento, os ratos tratados com a vacina, verificou-se uma redução de 20% a 30% no grau tumoral, mas os animais continuavam a apresentar lesões malignas.

Já no grupo que recebeu o P-MAPA, a redução do grau tumoral foi de 90%. “Os animais deixaram de apresentar lesões malignas e pré-malignas, passando a apresentar apenas lesões inflamatórias”, disse Fávaro.

Outra vantagem do P-MAPA é a baixa ocorrência de efeitos adversos verificada em estudos com diversos tipos de animais. “A BCG é preparada com bacilos atenuados e, portanto, é contraindicada para pacientes com imunodeficiência”, disse.

Os efeitos colaterais, explicou o pesquisador, estão presentes em mais de 90% dos pacientes tratados com BCG e vão desde sintomas irritativos leves até reações alérgicas, instabilidade hemodinâmica e febre persistente. Nesses casos, o tratamento precisa ser suspenso.

“Nos testes com animais, o P-MAPA mostrou resultados mais eficazes e com menores efeitos colaterais. Isso indica que pode se tornar um grande aliado no tratamento”, destacou Fávaro.

Tuberculose
A eficácia do P-MAPA no combate à tuberculose foi investigada graças a uma parceria da Farmabrasilis com o National Institute of Allergy and Infectious Diseases (NIAID) e pesquisadores da Colorado State University, nos Estados Unidos.

“Primeiro foram feitos testes in vitro, nos quais foi aplicado o P-MAPA sobre colônias da bactéria causadora da tuberculose. O objetivo era ver se a droga possuía efeito antibiótico”, contou Fávaro.

O resultado foi negativo. Quando comparado aos antibióticos normalmente usados no tratamento da tuberculose, o P-MAPA não se mostrou capaz de inibir o crescimento dos bacilos. “Mas quando foi testado em animais, o imunomodulador se mostrou capaz de reduzir significativamente as unidades formadoras de colônias”, ressaltou.

O experimento foi feito com ratos infectados com a bactéria causadora da tuberculose por meio de um aerossol. Nesse caso, o tratamento com o P-MAPA foi comparado com o moxifloxacin (fluorquinolona), antibiótico sintético de quarta geração em fase final de aprovação pela Food and Drug Administration (FDA) – órgão do governo norte-americano que regula medicamentos.

No grupo tratado com P-MAPA, houve uma redução de 28% da carga bacteriana. No grupo tratado com Moxifloxacin, a queda foi de 40%. Os animais tratados com a associação das duas drogas apresentaram carga bacteriana 38% menor.

“O P-MAPA sozinho teve um efeito menor, mas também causou menos reações adversas. A vantagem de associar as duas drogas é que você consegue obter um resultado semelhante ao do moxifloxacin isolado, mas com menos efeitos colaterais”, disse Fávaro.

Em diversas pesquisas realizadas com animais e em testes preliminares com humanos, o P-MAPA apresentou baixa toxicidade. Até o momento, não foram relatados efeito adversos importantes nas dosagens usadas experimentalmente.

Farmabrasilis
A rede Farmabrasilis, entidade sem fins lucrativos criada em 2001 e constituída por cientistas brasileiros, chilenos, europeus e norte-americanos, também pesquisa outros candidatos a fármacos. O P-MAPA é o produto em estágio mais avançado de desenvolvimento.

“O próximo passo é tentar provar em testes com seres humanos que a droga pode ser uma opção terapêutica valiosa”, disse Iseu Nunes, um dos diretores da rede.

Segundo Nunes, a droga poderia ser usada em conjunto com a vacina BCG no tratamento do câncer de bexiga. Também poderia ser usada para auxiliar antivirais e antibacterianos no tratamento de doenças infecciosas.

A Farmabrasilis é a primeira a adotar no Brasil o modelo de fonte aberta para o desenvolvimento de fármacos e opera com uma política diferenciada de propriedade intelectual.

“Todos os produtos em desenvolvimento podem vir a ser cedidos gratuitamente para o tratamento de doenças negligenciadas e para programas de interesse da saúde pública”, contou Nunes.

Para financiar seus projetos, a rede conta com doações, parcerias nacionais e internacionais, apoio de órgãos de fomento e trabalho voluntário de seus integrantes. Os estudos do P-MAPA em tuberculose foram apoiados pela Farmabrasilis e NIAID e os estudos em câncer de bexiga pela Farmabrasilis, FAPESP e CNPQ.

Há pelo menos outros cinco projetos de pesquisa financiados pela FAPESP, alguns já concluídos, que investigam o efeito do P-MAPA no combate a doenças como , leishmaniose visceral em cães , câncer de bexiga e na inflamação induzida por toxinas da bactéria Escherichia coli.

O artigo Effects of P-MAPA Immunomodulator on Toll-Like Receptors and p53: Potential Therapeutic Strategies for Infectious Diseases and Cancer pode ser lido em www.infectagentscancer.com/content/pdf/1750-9378-7-14.pdf.
23/07/2012Karina Toledo para Agência FAPESP

Hospital de São Paulo pesquisa tratamento para três tipos de câncer

Instituição associada à Abifcc SÃO PAULO — O Hospital A.C. Camargo, referência no tratamento contra o câncer, iniciou uma pesquisa para identificar padrões nas células tumorais de pacientes com câncer. O objetivo é desenvolver um marcador sanguíneo capaz de indicar, antes do início do tratamento, a melhor terapia para cada caso. Segundo o patologista Fernando Augusto Soares, quando se estabelece um tratamento mais precoce o resultado é melhor.

De acordo com o pesquisador, os estudos estão em fase inicial e devem levar pelo menos dois anos. Participarão dos testes, 230 pacientes com diferentes tipos de câncer: 100 com câncer colorretal, 100 com câncer de pulmão e 30 com câncer de pâncreas.

Entre os motivos que fizeram com que esses três tipos da doença fossem escolhidos, está a frequência elevada de ocorrência na população. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer de pulmão é o tipo que mais acomete a população mundial e a mais importante causa de morte por câncer no mundo. O colorretal é o terceiro tipo de câncer mais comum entre os homens e o segundo mais frequente em mulheres. Já o câncer de pâncreas será pesquisado por ser de difícil detecção.

Outra razão que levou à escolha dos três tipos de cânceres, segundo Fernando, foi por se tratarem de tumores que, geralmente, encontram-se em estado mais avançado de propagação no corpo.

Ao analisar as células tumorais que circulam pelo organismo, os cientistas esperam estabelecer o significado clínico da presença de diferentes quantidades delas em um paciente. “Ainda vai levar um certo tempo para a gente ter uma perspectiva, mas, hoje, a gente já consegue isolar essas células e determinar a frequência delas”.

A pesquisa é inédita no país, mas estudos já foram feitos para identificar padrões nas células tumorais em outro tipo de câncer por pesquisadores norte-americanos e europeus nos últimos anos. O câncer de mama foi estudado e foram propostas algumas terapias para a doença. O que impede que a aplicação dos testes seja feita em larga escala, porém, é a ausência de uma metodologia. “Hoje, é possível fazer isso no laboratório, mas com poucos casos. Para abrir para a população, tem que ter maior capacidade”.

No Brasil, os estudos são financiados pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), que investirá R$ 700 mil até maio de 2014. Além do coordenador Fernando Soares, que é diretor de Anatomia Patológica do A.C.Camargo, participam da pesquisa Marcello Fanelli, diretor de Oncologia do Hospital e a pesquisadora Ludmilla Domingos Chinen.
15/07/2012 – informações da Agência Brasil no Correio24h

Evento propõe participação da sociedade em prol do Hospital de Câncer

CUIABÁ — Uma oportunidade para praticar o bem. Esta é a proposta do evento “Para quem faz história”, que ocorre no dia 08 de agosto, às 20h30, no Espaço Solari, em Cuiabá. A intenção é arrecadar fundos para a restauração da ala do Hospital de Câncer de Mato Grosso, inacabada há 17 anos. Os colunistas sociais Tamires Ferreira, Dalva Costa, Roseli Arruda, Valdomiro Arruda e Ana Maria Bianchini já fazem parte deste projeto ousado e buscam também a participação da sociedade em prol do Hospital de Câncer.

Para contribuir e participar deste evento, os interessados podem adquirir o convite com os próprios colunistas sociais. Todo o valor arrecadado será doado para a conclusão da reforma do Hospital de Câncer. Além de praticar o bem, os convidados poderão desfrutar de um delicioso jantar preparado pelo Buffet Leila Malouf, com toques de sofisticação e elegância. Mais informações podem ser obtidas pelos telefones: (65) 3648 7540 / 3648 7544 ou pelo e-mail contato@hcancer.com.br.

De acordo com o presidente do Hospital de Câncer, João Castilho Moreno, iniciativas como esta são fundamentais para estimular o engajamento da sociedade. “Algumas pessoas não sabem que temos tecnologia de ponta, nunca foram ao Hospital e acabam procurando outras instituições, o que torna o tratamento caro e desgastante”, salientou.

Ele ressaltou ainda que o Hospital de Câncer atende hoje 40 mil pessoas por ano. “Com essa arrecadação e a contribuição de outras empresas e da sociedade, será possível ampliar esse atendimento consideravelmente”, acrescentou João Castilho.

Para a organizadora da Casa Cor MT, Emili Ayoub Giglio, a união dos colunistas e de toda a sociedade é fundamental para o sucesso do projeto. A edição 2012 da mostra ocorrerá no anexo do Hospital, entre os dias 22 de agosto e 10 de outubro. “Esperamos que esta ação se perpetue, que todos se engajem em benefício do Hospital de Câncer de Mato Grosso. Criamos este evento para que a sociedade saiba que ela também faz parte desta grande história, e que sua participação é fundamental para termos esta nova ala do hospital em funcionamento o mais breve possível”.
17/07/2012 – da Redação de ODocumento

Ministério libera R$ 8 milhões para hospitais filantrópicos

SALVADOR — O Ministério da Saúde anunciou a liberação de uma verba aproximada de R$ 8 milhões anuais para hospitais filantrópicos da Bahia. No estado, foram contemplados 32 Santas Casas e unidades de saúde sem fins lucrativos.

Entre as unidades que terão sua verba de repasse anual aumentada, estão as Obras Sociais Irmã Dulce, com cerca de R$ 2 milhões, o Hospital Aristides Maltez (R$ 700.715) e o Hospital Martagão Gesteira (R$ 372.221).

De acordo com a portaria que prevê a liberação da verba, serão destinados R$ 200 milhões a mais por ano para Santas Casas e hospitais filantrópicos de todo o país.

A portaria entrou em vigor no dia 6 deste mês e agora os gestores locais dos sistemas de saúde devem enviar os termos aditivos para os contratos de cada unidade hospitalar. Atualmente, a dívida somada dos hospitais filantrópicos do Brasil ultrapassa os R$ 11 bilhões.
11/07/2012 – da Redação no Correio24horas.com.br

Prevenção de câncer de colo de útero ainda é tímida

MAUÁ — O aumento dos casos de câncer de útero há pelo menos dez anos consecutivos e a falta da conscientização para o tratamento preventivo são temas da palestra aberta que o ginecologista-obstetra Alfredo Roberto Netto realiza hoje e no dia 19, às 15h, no Hospital Nardini (Rua Regente Feijó, 166 , Vila Bocaina) em Mauá.

Apesar dos avanços em recursos médicos e laboratoriais, o especialista salienta que ainda é grande o número de mulheres diagnosticadas com a doença. Na América Latina, aproximadamente 70 mil morrem por ano. No Brasil, esse tipo de câncer ocupa a segunda posição em mortes. “Geralmente o perfil das vítimas é com idades entre 25 e 35 anos e nível cultural baixo. A maioria contrai a lesão através do vírus HPV (Papilomavírus Humano), pois não segue os métodos preventivos nas relações sexuais”, detalha o médico.

É comum, segundo o especialista, o diagnóstico da doença ser feito durante o período de gestação, quando, obrigatoriamente as mulheres passam pelo pré-natal. “Muitas não gostam de ir ao ginecologista e só tomam a iniciativa a partir dos 20 anos, período tardio, pois já têm uma vida sexual ativa desde a adolescência”, pontua Netto.

Os gastos com os exames preventivos e essenciais é baixo perto dos custos despendidos com o tratamento.

Para a realização do papanicolau - que deve ser feito anualmente para coletar células do colo do útero, a fim de identificar lesões pré-cancerosas - e a colposcopia - que permite a visualização de células mínimas - o sistema público de Saúde gasta em média R$ 7 por paciente.

Já o tratamento oncológico pode custar até R$ 300 mil durante período de sobrevida de até 5 anos - incluindo quimioterapia, radioterapia, internações e medicação de alto custo.

REGIÃO
Em Diadema, entre janeiro de 2011 e junho deste ano foram registrados 46 casos de lesão pré-cancerígena e um caso positivo para a doença. A Prefeitura informou que as pacientes são encaminhadas para o Centro de Referência e Tratamento de Doenças Sexualmente Transmissíveis. Em parceria com o Quarteirão da Saúde e o Hospital Municipal, oferecem todos os procedimentos para o tratamento e intervenção de ampla complexidade.

A Secretaria de Saúde de São Bernardo registrou no primeiro semestre deste ano 29 casos de câncer de útero, ante 57 do mesmo período do ano passado. As prefeituras de Santo André, São Caetano, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra não informaram sobre os casos diagnosticados.
12/07/2012 – Kelly Zucatelli para o Diário do Grande ABC

Governo inaugura Hospital do Câncer em Porto Velho

PORTO VELHO — Mais uma obra em prol da saúde do Estado foi entregue na manhã desta terça-feira (10). A solenidade de inauguração do Hospital do Câncer de Barretos – Unidade de Porto Velho (HCB/RO) contou com a presença de diversas autoridades. O Governador Confúcio Moura falou durante seu discurso que o Hospital fará parte de uma rede integrada de combate ao câncer, em conjunto com carretas equipadas com aparelhos e instrumentos de última geração e que irão percorrer todo o estado, oferecendo ações de prevenção de diversos tipos de câncer.

Com um investimento de cerca de R$ 4 milhões, onde R$ 3 milhões são oriundos do governo e R$ 1 milhão da iniciativa privada, o centro conta com oito enfermarias, uma sala de infusão onde funcionará a quimioterapia, quatro consultórios, farmácia, centro cirúrgico, sala de endoscopia, sala de recuperação pós-operatório, assistência social e um diferencial, a ‘work station’ onde os médicos que terão dedicação exclusiva se reunirão para estudar casos, inclusive por teleconferência quando houver necessidade.

De acordo com Moura, “os números do Sistema Único de Saúde são gigantescos e assim como a saúde do Estado, perante a população ela sofre de descrédito. Na Constituição está escrito que a saúde é direito de todos e um dever do estado e é por isso que o Ministério Publico age com tanto rigor, mas é necessário que eu, enquanto governador, tenha a confiança de todos, pois há oposição de todos os lados e não é política, mas sim de aproveitadores que se valem da ocasião para desviar dinheiro dos cofres públicos. Para este tipo de conduta estamos fechando as portas, pois Rondônia há de ser um grande Estado”, assegurou.

O governador reconheceu o apoio de Dom Moacyr Grechi, arcebispo emérito de Porto Velho, que intercedeu pessoalmente para que o projeto fosse realizado e falou da importância de um bom relacionamento com a Assembléia Legislativa para que haja agilidade nos processos de interesse da população e aconteça o desenvolvimento do estado.

Tecnologia
Henrique Prata, diretor da Fundação Pio XII, mantenedora do Hospital do Câncer, disse ter vindo a Porto Velho para conferir o porquê de tantas pessoas de Rondônia buscar tratamento em Barretos e se surpreendeu com a situação. Atualmente 99% dos pacientes de câncer do Estado precisam do HCB, diante deste fato ele não poderia aceitar dinheiro, como ofereceram, para desenvolver o projeto em outro local enquanto vê tanta necessidade.

“Me sinto envaidecido de afirmar que vocês ganham hoje o que existe de melhor e mais moderno em tratamento de câncer no mundo”, afirmou Henrique Prata ao lembrar que tudo é de primeira linha, inclusive os medicamentos. “Satisfação que divido com todos os pacientes e colaboradores, pois aqui praticaremos a medicina mais honesta que é a medicina de tratamento de câncer e que precisa de humanização e dedicação exclusiva”.

Referencia em medicina robótica minimamente invasiva, tecnologia que cura 30% a mais de pacientes, principalmente crianças do que a média dos grandes centros, operações de alta complexidade como tireóide poderão ser realizadas pela manha e a tarde os pacientes já podem sair andando do hospital. “Eles receberão o mesmo tratamento disponibilizado nos Estados Unidos”, lembrou Henrique Prata, “uma medicina que nem em São Paulo existe”, afirmou.

Benefícios
O governo assinou um convênio no valor de R$ 1,5 milhão, para a manutenção do hospital pelos próximos 12 meses. Atualmente a despesa em Tratamento Fora Domicilio (TFD), custa caro aos cofres públicos. Em casos em que a pericia médica atesta a necessidade de acompanhamento o Estado arca com o gasto que é o mesmo valor para o acompanhante.

Em junho, segundo dados da Gerencia de TFD da Secretaria de Estado da Saúde, foram gastos R$ 457 mil. O investimento no centro representará a longo prazo uma economia de mais de 50% aos cofres públicos.

Luciana Feitosa descobriu o câncer de mama em dezembro de 2011 e foi encaminhada para Barretos. “De lá pra cá venho recebendo todo o atendimento humanizado”, ela passou por 18 sessões de quimioterapia e em agosto fará a cirurgia, logo após passará pela radioterapia. Para ela estar próxima dos seus familiares e amigos, ter este atendimento diferenciado em sua própria cidade facilita o tratamento e ajuda na recuperação.
10/07/2012Decom no PortalRondônia.com.br

Ministério da Saúde libera R$ 3,9 milhões para reestruturação de hospitais no Estado

CAMPO GRANDE — O Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, publicou portaria no diário oficial de hoje (9), liberando R$ 200 milhões para reestruturação de Hospitais Filantrópicos e de Ensino em todo o Brasil. Para Mato Grosso do Sul o valor é de R$ 3,916 milhões, os quais serão divididos entre 16 hospitais.

Segundo a publicação, farão jus ao adicional os estabelecimentos que tiverem percentual de IAC inferior a 50% em relação a produção ambulatorial do ano de 2011, estiverem contratualizados no programa, apresentarem produção de serviços de média e alta complexidade no SUS.

Os valores serão incorporados ao teto financeiro de média e alta complexidade dos estados, município e Distrito Federal, e adicionados ao IAC (Incentivo a Contratualização), destinados a Programa de Reestruturação e Contratualização dos Hospitais Filantrópicos e do Programa de Reestruturação dos Hospitais de Ensino no SUS (Sistema Único de Saúde).

Em caso de interrupção do repasse dos recursos do IAC por parte do gestor local, o Ministério da Saúde suspenderá a transferência desses valores ao Teto Financeiro de Média e Alta Complexidade dos Estados, Municípios e Distrito Federal, fazendo também o desconto de valores eventualmente não repassados em competências anteriores.

O Fundo Nacional de Saúde adotará as medidas necessárias para a transferência, regular e automática, do valor mensal correspondente a 1/12 (um doze avos) dos recursos estabelecidos nesta Portaria.

A despesa corre por conta do Programa de Trabalho 10.302.2015.8585 - Atenção à Saúde da População para Procedimentos de Média e Alta Complexidade, dos Estados e Municípios. A Portaria entra em vigor na data de sua publicação, com efeitos financeiros a partir da competência janeiro de 2012.

Confira abaixo a tabela de valores e municípios para que serão destinados:


09/07/2012 – Diana Gaúna para MidiaMax

Cápsula endoscópica: aliada no combate ao câncer colorretal

SÃO PAULO — Dados globais da doença apontam crescimento de 75% até 2030. Para contribuir com o diagnóstico precoce, a PillCam chega à sua 2ª geração proporcionando um exame completo do cólon de uma forma não invasiva.

Dados recentes da Agência Internacional para a Pesquisa do Câncer (AIPC), ligada à Organização Mundial da Saúde, revelam que o número de casos de câncer deve crescer mais de 75% mundialmente, sendo os de mama, próstata e colorretal de maior incidência e os que mais preocuparão a população no futuro.

Uma das armas para enfrentar o problema é o diagnóstico precoce por meio da PillCam Cólon2, que com sua nanotecnologia consegue obter 35 fotos por segundo, proporcionando um vídeo com mais de 100.000 imagens.

De acordo com o INCA, em 2012 haverá 14.180 casos novos de câncer colorretal em homens e 15.960 em mulheres. “A doença acomete o cólon (intestino grosso) e o reto”, afirma o Dr. Ricardo Leite Ganc, do Hospital Albert Einstein e da Santa Casa de São Paulo, que alerta para a importância da detecção precoce, “pacientes diagnosticados em estágio inicial têm grandes chances de cura. Todos os meios devem ser utilizados para que o diagnóstico seja o mais precoce possível”.

Aliada aos exames já existentes no mercado como colonoscopia e exame de sangue oculto nas fezes, a PillCam Colon2 chegou com a vantagem de ser indolor, não invasiva e sem a necessidade de anestesia, com índices de complicação quase nulos. Cerca de dois milhões de pacientes no mundo já se beneficiaram da tecnologia PillCam.

Para o Dr. Ricardo Leite Ganc, além do exame, existem algumas formas de prevenção que devem ser adicionadas à rotina diária a fim de prevenir o acometimento da doença. “Pessoas acima dos 50 anos ou que tenham histórico familiar devem ter um cuidado especial com a alimentação e com outros hábitos que podem aumentar o risco de se desenvolver a doença. Atividade física também é muito importante”, alerta o especialista.

Abaixo, algumas dicas do médico para manter a saúde sempre em dia, em especial a do intestino e a do cólon:

Given Imaging do Brasil - A Given Imaging é uma empresa israelense líder em equipamentos de gastroenterologia, com um amplo portfólio de cápsulas endoscópicas para intestino delgado, esôfago e cólon. O método, lançado em 1998, revolucionou a forma de visualização do trato gastrointestinal. No Brasil, a cápsula foi introduzida há 10 anos e, em 2012, o País ganhou a primeira subsidiária da companhia na América Latina, a Given Imaging do Brasil Ltda, sediada em São Paulo.
06/07/2012RevistaFator

Prefeitura de Cuiabá e Hospital do Câncer fazem parceria

Instituição associada à Abifcc CUIABÁ — A primeira dama de Cuiabá, Norma Sueli Galindo, representantes da Banda Marcial do Corpo de Fuzileiros Navais e do Hospital do Câncer se reunirão nesta quinta-feira (05/07), às 14 horas, no hospital, para selar a parceria de doações dos alimentos arrecadados com as apresentações da banda na capital. A banda irá fazer duas apresentações nos dias 20 e 21 de julho (sexta-feira e sábado) com o apoio da prefeitura de Cuiabá.

No dia 20 de julho, sexta-feira, a apresentação será no CRVV, ainda sem hora confirmada. Segundo o delegado fluvial de Cuiabá, comandante Sérgio de Brito Silva, será uma apresentação menor, para crianças da rede municipal de ensino e moradores da região.

Já no dia 21 de julho, sábado, a apresentação completa será no estádio Dutrinha, a partir das 18 horas. Os ingressos serão alimentos não perecíveis para serem doados ao Hospital do Câncer. O público estimado é de seis mil pessoas.

O coordenador de turnês da banda, comandante André Luiz Rodrigues do Nascimento, relatou que as apresentações da banda também têm cunho social. “Na minha juventude, cheguei a me envolver com drogas. Um dia, assisti a uma apresentação da banda e me encantei, não queria saber de mais nada. A Banda Marcial do Corpo de Fuzileiros Navais me salvou. E é esse nosso desejo: salvar vidas”, contou.

Para a primeira dama, esta é uma oportunidade única para a população. “Eles se apresentam pelo mundo com espetáculos belíssimos e Cuiabá terá agora a chance de assistir a uma apresentação também. Tenho certeza de que vai encantar adultos e crianças. Além da ação social que será a doação de alimentos para o Hospital do Câncer”, disse.
05/07/2012 – Redação do 24HorasNews

Começa nesta quarta o IX Congresso de Operadoras Filantrópicas

SANTOS — Começa nesta quarta-feira, dia 04 de julho, a 9ª edição do Congresso Nacional de Operadoras Filantrópicas de Planos de Saúde, promovida pela Rede Saúde Filantrópica, departamento de Saúde Suplementar da Confederação das Santas Casas de Misericórdia, Hospitais e Entidades Filantrópicas (CMB).

Com o tema “Ameaças e Oportunidades”, o evento propõe a discussão de temas relevantes ao cenário da Saúde Suplementar, como os benefícios de um hospital manter operadoras, a visão do Judiciário e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), ressarcimento ao SUS e a Capitalização das operadoras.

Na noite desta quarta-feira, o reitor da Unimonte, presidente da Pelenova Biotecnologia e ex-ministro da Infraestrutura, Ozires Silva, será o palestrante da Abertura Oficial do evento, tratando sobre o tema central do Congresso. Com um currículo invejável como empreendedor, Ozires Silva defende que as empresas têm de se mobilizar e lutar pelo que querem e a cultivar uma “cultura do sucesso”, buscando sempre os bons resultados.

Na quinta-feira, dia 05 de julho, acontece a Mesa Redonda, que vai reunir no mesmo palco os presidentes dos cinco segmentos que formam o mercado suplementar –Filantrópicos, Medicinas de Grupo, Cooperativas Médicas, Autogestões e Seguradoras–, um representante da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e um do PROCON. A ideia é criar um ambiente interativo para que se tirem dúvidas e se fomente um debate sobre as dificuldades e possíveis soluções para o mercado de planos de saúde.

De acordo com o diretor de Normas e Habilitação de Operadoras da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), Leandro Reis Tavares, que será um debatedores da Mesa Redonda, as Santas Casas e hospitais filantrópicos precisam do que podem faturar via operadoras de planos de saúde para manter o seu negócio viável. “Isto é, acredito que o Setor é relevante, que ele precisa se expandir, que ele tem um papel dentro do desenho do Sistema Único de Saúde (SUS) e que ele compartilhar sua rede com o plano de saúde pode ser bastante adequado à estratégia de negócio, dependendo da região geográfica, dependendo do público que atende, dependendo do plano de gestão da rede que se queira”.

O diretor afirmou, ainda, que o cenário da Saúde Suplementar hoje é de crescimento e, consequentemente, um cenário de ajustes do ponto de vista de adequação das empresas aos requisitos econômico-financeiros e ajustes assistenciais, que, com o crescimento, as empresas têm que se atentar para atender ao seu consumidor de forma adequada. “O cenário de Saúde, como um todo, é desafior em qualquer parte do mundo. No Brasil não é diferente. A Saúde é um assunto de topo de agenda, desafiador, complexo. E a Saúde Suplementar, nesse barco, apresenta um crescimento verdadeiro, mas com necessidades de adequação às necessidades regulatórias e ajustes de oferta e de demanda por conta do crescimento mesmo”.

Ainda assim, Leandro Reis acredita que mais importante que o crescimento, é a sustentabilidade do Setor, atendendo a metas sociais, as necessidades do consumidor e à viabilidade econômico-financeira das operadoras.

No último dia (06 de julho), o encerramento, marcado para as 11h, terá a presença do presidente do Santos Futebol Clube, Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro, que deve tratar o tema central com foco no trabalho em equipe.

Sobre a Rede Saúde Filantrópica
Departamento de Operadoras de Planos de Saúde da Confederação das Santas Casas de Misericórdia, Hospitais e Entidades Filantrópicas (CMB) criado no ano 2000, com o objetivo de reunir os planos de saúde de santas casas e entidades filantrópicas, associadas às Federações Estaduais e aos Sindicatos que integram a CMB.

SERVIÇO:
O que: IX Congresso Nacional de Operadoras Filantrópicas de Planos de Saúde
Quando: 04 a 06 de julho
Onde: Hotel Mendes Plaza (Avenida Marechal Floriano Peixoto, 42 - Gonzaga - Santos/SP
Telefone: (13) 3208-6400; www.mendeshoteis.com.br), Santos (SP).
Mais informações: www.redesaudefilantropica.cmb.org.br.
06/07/2012Lenir Camimura no PortaldoSeguro

Governo apura rombo milionário em contratos de informatização de hospitais na Era Hartung

VITÓRIA — O governo do Estado cobra explicações sobre o desvio de pelo menos R$ 5,23 milhões no contrato do Programa Saúde Digital (PSD), que visava à informatização em unidades hospitalares e na própria Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), criado durante o governo Paulo Hartung (PMDB). A área técnica do atual governo aponta a falta de transparência no pagamento de serviços da ordem de R$ 15,9 milhões – mais de três quartos do valor total do contrato com a empresa pernambucana MV Informática Nordeste Ltda, avaliado em R$ 20,9 milhões.

O projeto desenvolvido inicialmente pela Auditoria-Geral do Estado (hoje Secretaria de Transparência e Controle), sob comando da cunhada do ex-governador Ângela Silvares, e mais tarde associado à pasta de Saúde – então chefiada por Anselmo Tozi, atual diretor da Cesan – é alvo de suspeições não apenas pelos valores envolvidos, mas também pela ineficácia do sistema que foi expandido aos hospitais filantrópicos.

Desde o início de 2009, o governo do Estado já pagou R$ 27 milhões dos R$ 33,9 milhões reservados no orçamento para a empresa pernambucana, segundo dados do Portal da Transparência do Executivo. Deste total, até o momento, a área técnica do governo recomendou a devolução de pagamentos indevidos que atingem a ordem de R$ 5,23 milhões, apenas no período entre agosto de 2011 e abril deste ano.

Esses desvios teriam ocorrido apenas no mais recente aditivo feito ao contrato, assinado no dia 25 de novembro de 2010, pelo ex-secretário Anselmo Tozi, que ampliou o vínculo iniciado em 2008 por mais 24 meses.

Segundo nota técnica, assinada por auditores do Estado, o acordo possui “cláusulas lacunosas e por vezes draconianas” que dão brechas para o desvio de dinheiro público.

Um dos itens suspeitos no contrato, segundo o documento, é a execução do chamado Serviço de Operação Assistida (SOA). O acordo original prevê, além do fornecimento de licença de uso do software produzido pela MV, que o Estado deve custear uma equipe fornecida pela própria empresa para implantação e treinamento dos servidores público que operaram o sistema. Em três anos, os “custos” do serviço saltaram de R$ 1,9 milhão para R$ 15,8 milhões.

Dentro do “guarda-chuva” do SOA, a área técnica constatou um déficit na comparação entre o mínimo de consultores contratados e aqueles que efetivamente prestam serviço à Sesa. O contrato prevê a contratação de 27 consultores, enquanto a empresa forneceu apenas 15 profissionais. Mesmo assim, o governo pagou pela totalidade dos contratos, o que causou um rombo aproximado de R$ 2,34 milhões apenas no período de oito meses.

Da mesma forma, o governo atual encontrou irregularidades na contratação de três profissionais classificados como “gerentes de projetos”. Apesar das funções serem temporárias – durante a implantação dos sistemas nos hospitais –, o governo Hartung pagou pelos profissionais mesmo após a conclusão dos serviços: “Não havendo projeto, não há que se falar em gerente de projeto, pelo simples motivo de que não há projetos para serem geridos”, aponta a área técnica. Já a conta para o contribuinte foi salgada: de R$ 295 mil, segundo o documento.

Outro ponto sob suspeição é o serviço de consultoria de fábrica, que prevê o “suporte presencial” da equipe com todos os custos com viagens e hospedagens de técnicos bancados pelo Estado. Neste item, o valor mensal estipulado é de R$ 72 mil, porém, a área técnica não encontrou qualquer evidência da prestação do serviço – sequer despesas para o deslocamento como passagens aéreas de Recife (PE) e Porto Alegre (RS) – locais onde estão as duas sedes da MV - para Vitória ou qualquer diária em hotéis locais.

Mesmo assim, a Sesa pagou à empresa R$ 581 mil no período analisado como se os serviços tivessem sido prestados, valor que a área técnica pede a devolução integral.

O governo também pagou pelo serviço de consultores em locais que sequer existe o software da empresa, como o Almoxarifado Geral, ou então pagou duas vezes pelo mesmo serviço – já que o acordo prevê a consultoria no setor de Regulação de Leitos e na Regulação de Consultas e Exames. Nestes casos, os valores pagos a mais teriam superado R$ 355 mil.

Nem mesmo a atividade-fim do contrato, o fornecimento de licenças do software de gestão hospitalar, ficou ao largo das irregularidades detectadas. A área técnica indicou que a empresa cobrou até mesmo por um sistema criado pela Sesa, como o utilizado no Almoxarifado Central. Das 118 licenças pagas, apenas 59 foram instaladas e recebiam manutenção, o que resultou em um valor pago de mais de R$ 90 mil, entre agosto do ano passado e abril deste ano.

Sem efeito
O Programa Saúde Digital teve início em agosto de 2004, após a criação de uma comissão estadual para análise dos procedimentos de controle interno de medicações, cujos trabalhos eram desenvolvidos no âmbito da hoje Secretaria de Transparência. No final de janeiro de 2005, a Sesa constatou o “descontrole acerca da gestão dos suprimentos médico-hospitalares e medicamentos”, iniciando uma pesquisa de mercado sobre as ferramentas de gestão hospitalar disponíveis.

Com base nos resultados da pesquisa, o governo adotou o sistema MV, da empresa pernambucana, que atendia a hospitais privados no Estado. Em 14 de dezembro daquele ano foi assinado o primeiro contrato, por dispensa de licitação, no valor de R$ 3,4 milhões pela vigência de dois anos. Esse mesmo contrato chegou a ser aditivado por 90 dias até a renovação do vínculo, novamente sem licitação.

No intervalo entre a assinatura dos acordos, o ex-secretário Anselmo Tozi criou um conselho gestor do PSD, que até o momento enfrentava várias dificuldades, como a alta rotatividade de profissionais, atrasos no cronograma da implantação do sistema nas unidades e dificuldade na apuração de bens e serviços.

O programa foi dividido em três fases: a primeira contemplava a implantação como piloto do software no Hospital São Lucas, Laboratório Central, Central de Regulação e na própria Sesa. A segunda fase, vinculada ao atual contrato, prevê a expansão das funcionalidades para as principais unidades hospitalares na Grande Vitória. A última fase do PSD vislumbra a informatização de hospitais estaduais no interior do Estado.

Passados quase oito anos do início do PSD, as principais carências do setor não foram atendidas. Além da falta de transparência na execução do contrato, o programa de informatização não chegou a várias unidades previstas no projeto inicial e persistem os gargalos no setor de controle e distribuição de medicamentos.
03/07/2012 – Nerter Samora no SeculoDiario.com.br

Femama e American Cancer Society realizam evento em Fortaleza

FORTALEZA — A FemamaFederação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama – realizou, entre os dias 27 e 30 de junho, sua quarta capacitação anual, que este ano teve como sede a cidade de Fortaleza, no Ceará. O evento “Dando voz ao Movimento de Câncer de Mama” é uma parceria com a American Cancer Society (ACS), principal entidade voluntária dedicada ao combate ao câncer no mundo, e reuniu mais de 40 ONGs associadas da Femama no Brasil, além de representantes da ACS na América Latina.

Com a proposta de aprofundar os conceitos de advocacy, mobilização social e a atuação das ONGs associadas em todo o País, o encontro discutiu projetos, políticas públicas, tecnologia e acesso ao diagnóstico e tratamento de pacientes com câncer de mama.

A escolha do Estado para sediar a capacitação não poderia ter sido diferente. O Ceará se destaca no País por ter uma Promotoria de Defesa da Saúde Pública atuante e um Comitê Estadual de combate ao câncer. “Estamos muito felizes pela escolha de Fortaleza para a realização do encontro em 2012. Essa é uma oportunidade de compartilharmos novas ideias e projetos, o que fortalece cada ONG e a rede Femama como um todo”, avaliou Clebia Dantas Bezerra, presidente da ONG Rosa Viva, do Ceará.

“A Femama vem crescendo e tendo muitas conquistas importantes nos últimos anos. O grande propósito é trabalhar em união, cada um com seu sotaque e realidade local”, ressaltou Gustavo Azenha, gerente dos programas da American Cancer Society no Brasil e integrante do Global Health Department da ACS.

Uma causa única
Isabel d’Avila, coordenadora do projeto Advocacy da Femama, ressalta que a atuação da entidade está alinhada a estratégias de mobilização social, fortalecimento da classe médica e fortalecimento de políticas públicas, para incidir no poder legislativo e nos atores das leis. “O câncer de mama está junto com outros movimentos das mulheres, da classe médica e da sociedade civil, o que fortalece nossa causa ainda mais”, disse.

Para Adriana Bacci, da ACS, os encontros vêm amadurecendo a cada ano. “Esse espaço fomenta uma maior capacidade de enfrentamento ao câncer de mama. É uma forma de estimular a interlocução mais efetiva com o poder público, para a criação de leis e políticas públicas de combate à doença”, avaliou.

“Encontros como esse, onde a gente faz a interseção dos nossos movimentos, só fortalecem nossas ideias”, completou a palestrante Conceição de Maria, do Instituto Maria da Penha, ONG sem fins lucrativos que visa contribuir para conscientização das mulheres sobre os seus direitos e o fortalecimento da Lei Maria da Penha.

“O encontro é extremamente positivo para nós do terceiro setor por abrir um espaço para discutirmos as ações e projetos de advocacy e comunicação e alinharmos metas de enfrentamento ao câncer de mama. Mas para a população representa uma ferramenta de luta que vai ao encontro das esferas sociais, do setor de saúde e do poder público”, completou Maira Caleffi, médica mastologista presidente da Femama.

Sobre a Femama
É uma associação civil, sem fins lucrativos, que busca reduzir os índices de mortalidade por câncer de mama no Brasil. Está presente em 16 estados brasileiros e no Distrito Federal, por meio de 53 entidades associadas, atuando na articulação de uma agenda nacional única para influenciar a formulação de políticas públicas de atenção à saúde da mama
04/07/2012 – Tatiana Pedros no PortaldeSeguros

HGV atendeu mais de 100 pacientes em Campanha de Prevenção ao Câncer de Boca e HPV

TERESINA — Cento e cinco pessoas procuraram o Ambulatório Integrado do Hospital Getúlio Vargas (HGV), nesse sábado (30), para participarem da Campanha de Prevenção ao Câncer de Boca e HPV, cujo objetivo foi alertar a população e identificar possíveis casos suspeitos de um dos tipos mais evitáveis de câncer. A ação aconteceu de 8h às 12h e contou com a participação de médicos, dentistas, enfermeiros e técnicos de enfermagem.

Segundo a médica oncologista e coordenadora da campanha, Kátya Marabuco, todos que compareceram ao Ambulatório do HGV foram examinados clinicamente, e aqueles que apresentaram algum tipo de lesão suspeita foram orientados a retornarem ao Hospital para a realização de biópsia, procedimento no qual se colhe uma amostra do tecido. Os casos confirmados como positivo serão encaminhados imediatamente para tratamento.

A médica chama a atenção para a importância de se diagnosticar precocemente uma lesão com potencial de se transformar em câncer, ou mesmo diagnosticar o câncer já instalado em estágio inicial, que pode ser feito com auxílio de um profissional médico ou ainda por meio do autoexame.

“O principal sintoma do câncer bucal é o aparecimento de feridas na boca que não cicatrizam em até uma semana. Outros sintomas são ulcerações superficiais e indolores, que podem sangrar ou não, e manchas esbranquiçadas ou avermelhadas nos lábios ou na mucosa bucal. Já em nível avançado, o câncer de boca tem como sintomas dificuldade da fala, do ato de mastigar e da deglutição, emagrecimento acentuado, dor, e a presença de linfadenomegalia cervical (íngua no pescoço)”, explica.

Ainda de acordo com Kátya Marabuco, estudos mostram que o câncer bucal atinge mais indivíduos do sexo masculino acima dos 30 anos de idade, mas que os números estão mudando, pois a quantidade de mulheres que fazem uso do tabaco e do álcool é crescente, assim, o número de casos de câncer de boca no sexo feminino tem aumentado muito com o passar dos anos.

“Evitar o fumo e o álcool, manter a higiene bucal, fazer uma consulta odontológica pelo menos uma vez por ano e ter uma dieta saudável rica em frutas e vegetais, são boas dicas para prevenir o câncer bucal. Outra recomendação importante é evitar a exposição ao sol sem proteção (filtro solar ou chapéu de aba longa)”, enfatiza.

O aposentado Roberval Pereira Nascimento, 74 anos, diz que não bebe e não fuma, mas mesmo assim resolveu participar da campanha em nome da boa saúde. “Fui avaliado e a médica disse que eu não tenho nada, que estou muito bem. Estou tranquilo, por isso procuro levar uma vida cultivando hábitos saudáveis como não beber e não fumar, e aconselho que todos façam o mesmo”, enfatiza.
02/07/2012 – da Assessoria no 180graus

Ministério da Saúde vai equipar os hospitais de Sinop e Rondonópolis

BRASÍLIA — O Ministério da Saúde incluiu o Hospital Santo Antônio, de Sinop, no programa de aquisição de equipamentos de radioterapia para o tratamento do câncer. A ala de oncologia do estabelecimento hospitalar, que já havia sido credenciada pelo Ministério para o tratamento de câncer a pedido do deputado Nilson Leitão (PSDB-MT), receberá infraestrutura e equipamentos para atender a população. Conforme informações da assessoria do parlamentar, além de Sinop, o ministério destinará aparelhos de radioterapia para Rondonópolis.

A medida consta de portaria ministerial nº 931/2012, que lança oficialmente o “Plano de Expansão de Radioterapia” para municípios de todo o país. Até então, apenas Cuiabá possui o aparelho para a radioterapia, sendo somente um equipamento para atender a todo o Estado.

Na avaliação do deputado, levar o curso de medicina para Sinop e ampliar o tratamento de oncologia são algumas das prioridades de seu mandato.

“A faculdade de medicina e o centro de oncologia, com o credenciamento do hospital Santo Antônio ao SUS, já são uma realidade para a população. Agora podemos comemorar uma nova conquista", comemora.

De acordo com Leitão, a medida permitirá que pacientes do Nortão consigam atendimento na região sem a necessidade de se deslocar 500 quilômetros até Cuiabá.

"Já conseguimos algumas melhorias, mas o serviço de radioterapia virá consolidar a luta por um atendimento mais digno e humano para vitimas de câncer e suas famílias. Perdi o meu pai vitima dessa doença tão cruel, senti na pele o desespero de centenas de famílias que precisam deixar seus entes para procurar atendimento em Cuiabá ou em outros centros. Isso não pode continuar”, relata.
01/07/2012 – Vinícius Tavares para Olhardireto.com.br

Mais Vida participa de Fórum em São Paulo

ITU — Nesta segunda-feira (25), o Centro de Apoio ao Portador de Câncer, + Vida participou do Fórum de Discussão de Políticas Públicas de Saúde em Oncologia, organizado em São Paulo pelo Instituto Oncoguia.

Na ocasião, profissionais da área abordaram os assuntos referentes às dificuldades enfrentadas pelo paciente com câncer, como a demora nos atendimentos realizados pelo Sistema Único de Saúde.

Sobre o tema, a Assessora de Comunicação do + Vida, Fernanda Oliva, afirmou: “Essa demora unida ao tamanho do problema diminui a expectativa de vida dos pacientes, que precisam ter muita força de vontade para dar continuidade ao tratamento. Um paciente de câncer precisa ser atendimento em caráter de urgência”.

A presidente executiva da Sociedade Brasileira de Profissionais de Pesquisa Clínica, Greyce Lousana, junto à mesa composta por sete profissionais da área, reforçou a necessidade de a população cobrar os seus direitos: “Aproveitando que é ano eleitoral, cobrem dos seus candidatos compromisso com a saúde pública documentado e assinado. Não se satisfaçam com promessas, exijam autenticidade no que está sendo dito. Político só faz o que quer quando a gente deixa. Não adianta reclamar e continuar sem fazer nada. É por isso que estamos aqui, para lutar pelo direito de melhorar o que ainda está ruim”.

A + Vida é uma Organização Não Governamental (ONG) que atua em Itu desde 2005 visando o auxílio e acolhimento das pessoas em tratamento do câncer. Com esse propósito, o Instituto Oncoguia é parceiro da entidade.
01/07/2012Jornal Periscópio

Jales recebe Unidade III do Hospital de Câncer

Instituição associada à Abifcc JALES — Nessa sexta, 29, em Jales, o governador Geraldo Alckmin inaugurou a Unidade III do Hospital de Câncer de Barretos. Na ocasião, foram entregues os setores de internação, centro cirúrgico e Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da unidade.

“Hoje passa a funcionar aqui praticamente um hospital. Nós tínhamos em Jales a parte ambulatorial, mas não a de internação”, disse Alckmin. Segundo anúncio feito pelo governador, a partir de julho serão dez leitos de UTI, 30 leitos de internação e quatro novas salas de cirurgia, além das salas de recuperação anestésica e apartamentos equipados e com televisão. “É um trabalho muito bonito, de muita qualidade. O tratamento completo passa a ser feito aqui: pequenas e grandes cirurgias, laparoscopia, diagnósticos, quimioterapia, radioterapia, toda a parte clínica.”

A Unidade se configura como uma retaguarda importante para Jales e toda a região. “Aqui poderão vir pacientes de muitos lugares. Tudo de graça e 100% financiado pelo governo do Estado. Vão ser R$ 2 milhões por mês, totalizando R$ 24 milhões ao ano através de convênio com o Hospital de Câncer de Barretos.”
29/06/2012 – do Portal do Governo do Estado

MS repassa R$ 10,8 milhões para hospitais filantrópicos

BRASÍLIA — O Ministério da Saúde repassará R$ 10,8 milhões aos hospitais filantrópicos que atendem exclusivamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O incentivo foi definido em portaria publicada, nesta quinta-feira (28), no Diário Oficial da União e ajudará na manutenção dos serviços dessas unidades. Ao todo, oito hospitais, localizados no Ceará, Minas Gerais, Pernambuco e São Paulo, receberão recursos para manutenção dos serviços dessas unidades. Oincentivo a ser pago será equivalente a 20% do valor anual da produção de média complexidade do hospital, com base em 2011.

O investimento faz parte do conjunto de medidas estratégicas, adotadas pelo Ministério da Saúde, que visa garantir a sustentabilidade dos hospitais filantrópicos e a continuidade dos seus serviços prestados aos usuários do SUS.

Além do incentivo criado pela portaria, foram destinados, em 2011, R$ 220 milhões a 663 hospitais privados sem fins lucrativos que participam do Programa de Reestruturação e Contratualização dos Hospitais Filantrópicos e do Programa de Reestruturação dos Hospitais Ensino a título de reajuste de incentivo à contratualização – IAC. Para o ano de 2012, está previsto um novo aporte de aproximadamente 200 milhões com fins de reajuste ao IAC.

Os hospitais que prestam, no mínimo, 80% dos seus atendimentos ambulatoriais exclusivamente para o SUS também poderão solicitar adesão ao incentivo. Neste caso, o hospital deverá ser o único prestador de saúde hospitalar no município dentro da sua tipologia, e prestar 100% dos seus serviços de internação hospitalar exclusivamente para o SUS, cuja aprovação, dependerá de análise da Secretaria de Atenção à Saúde (SAS/MS).

Para adesão do hospital ao Incentivo Financeiro 100% SUS os gestores municipais e estaduais deverão formalizar solicitação junto ao Ministério da Saúde, atestando que o hospital está dentro dos pré-requisitos definidos na PT 929/12.

Estabelecimentos que atendem 100% SUS
UF Município Unidade Hospitalar CNES Gestão Competência Valor Incentivo 100% - Anual
CE Tauá Hosp. Dr. Alberto Feitosa
Soc. Beneficente São Camilo
2328046 Municipal Mar/12 R$ 429.744,07
MG Belo Horizonte Hospital Sofia Feldman 26794 Municipal Jan/12 R$ 4.083.309,57
PE Recife Hospital Evangélico 2752808 Municipal Mar/12 R$ 589.645,25
PE Recife Fund. Prof. Martiniano Fernandes
IMIP Hospitalar
2752743 Municipal Mar/12 R$ 1.155.378,39
PE Vertentes Assoc. de Proteção à Maternidade
e a Infância - APAMI
4020014 Municipal Abr/12 R$ 145.453,05
PE Timbaúba Instituto João Ferreira Lima 2346621 Municipal Abr/12 R$ 524.020,24
SP Araçatuba Assoc. de Amparo Ao Excepcional - Ritinha Prates 2082675 Municipal Abr/12 R$ 324.717,85
SP Barretos Fundação Pio XII 2090236 Estadual Abr/12 R$ 3.600.389,64
Valor Total R$ 10.870.358,06

28/06/2012 – Por Neyfla Garcia, da Agência Saúde no PortalSaúde

Câmara aprova projeto que fixa prazo para SUS tratar câncer

Instituição associada à Abifcc MURIAÉ — O tempo é fator primordial no tratamento de câncer. Estudos comprovam que o diagnóstico precoce e o tratamento iniciado o mais breve possível pode influenciar na recuperação da doença. Pensando nisso, a Câmara de Deputados aprovou um projeto de lei que fixa um prazo máximo para início do tratamento de pacientes com câncer pelo SUS (Sistema Único de Saúde). Pela proposta, a terapia terá que começar em até 60 dias após o diagnóstico da doença, sendo válido para tratamento com medicamentos, quimioterapia, radioterapia e cirurgia, conforme a necessidade do caso.

No Hospital do Câncer de Muriaé essa preocupação se tornou indicador de qualidade. De acordo com o Diretor Administrativo, Sérgio Dias Henriques, o início de tratamento em oncologia sempre foi uma das grandes dificuldades do SUS, principalmente pela carência de serviço no país. “Esse projeto vem de encontro com uma prática que nós temos desde o princípio. É muito bom saber que nós conseguimos atingir uma média bem abaixo do que foi fixado pelo governo e com a implantação de alguns protocolos clínicos estamos reduzindo ainda mais esse tempo”, disse.

Os indicadores atuam como importante ferramenta de acompanhamento. De acordo com levantamento de dados de janeiro até maio (pois o mês de junho ainda não se encerrou), a instituição vem alcançando resultados positivos.

Percentual de primeira consultas agendadas no prazo de 10 dias úteis (Jan-Mai/2012)
Consultas agendadas média (%)
no Ambulatório de Radioterapia 98
no Ambulatório de Triagem 98
no Ambulatório de Quimioterapia 99,6

Segundo levantamento do TCU (Tribunal de Contas da União) a média do tratamento de quimioterapia é de 76,3 dias e de radioterapia é de 113,4 dias na rede pública de saúde. O mesmo estudo indica que apenas 15,9% dos tratamentos de radioterapia e 35,6% dos de quimioterapia começaram nos primeiros 30 dias.
28/06/2012 – de Larissa de Assis, Assessoria de Comunicação Fundação Cristiano Varella

Ação de prevenção ao câncer de mama será realizada no bairro do Totó

RECIFE — Um mutirão de prevenção ao câncer de mama acontecerá nestas segunda (25) e terça-feiras (26), no bairro do Totó, no Recife. A mobilização ocorrerá no Centro de Saúde Bidu Krause, situado na Avenida Onze de Agosto, das 8h30 às 12h e das 13h30 às 16h30.

Uma clínica móvel aparelhada com mamógrafo digital estará estacionada na entrada do Centro para que as interessadas façam o exame. A avaliação dura em torno de três minutos e as interessadas deverão se submeter a um questionário individual antes de seguir para a sala radiológica.

Oitenta fichas de atendimento serão disponibilizadas por dia e o resultado deverá ser divulgado no fim da primeira quinzena de julho. Aquelas que apresentarem algum problema receberão encaminhamento para os serviços especializados. Além do exame mamográfico nos seios, as mulheres serão orientadas sobre prevenção e como detectar anormalidades nas mamas.

“A oferta da mamografia no Centro de Saúde facilita a vida das mulheres porque elas não precisam ir muito longe para cuidar da saúde no que se refere à realização de um procedimento de alta complexidade", informou Bruno Santos, assessor técnico da secretaria municipal de saúde.
24/06/2012 – do NE10

Estado antecipa entrega do Hospital do Câncer

Instituição associada à Abifcc PORTO VELHO — A unidade do Hospital do Câncer de Barretos de Porto Velho começa a funcionar no dia 2 de julho, com a expectativa de atender de início a 1.4 mil pacientes. O HCB trata atualmente cerca de 6 mil rondonienses em São Paulo onde tem sede e aproximadamente mil novos pacientes do Estado procuram tratamento no local.

Construído junto ao Hospital de Base Ary Pinheiro, o Centro de Tratamento de Câncer vai trazer para Rondônia um conceito de prestação de serviços de qualidade, com atendimento humanizado e utilização da robótica para realização de cirurgias minimamente invasivas - com redução de 70% do tempo de internação pós-operatória. O hospital oferecerá tratamento de quimioterapia e cirurgias e dentro de seis meses também vai disponibilizar tratamento de radioterapia.

De acordo com o diretor do HB, Jean Negreiro, o HCB terá capacidade de internação para 28 pacientes e mais oito hospital-dia, utilizados para pessoas que passam por cirurgias e recebem alta no mesmo dia. O hospital também vai possibilitar a realização de diagnosticos precoces, o que aumenta as possibilidades de cura da doença. Inicialmente, uma carreta equipada para exames e pequenas cirurgias vai percorrer os municípios de Rondônia.

Nos primeiros seis meses de atendimento, uma equipe do HCB ficará em Rondônia para implantar os serviços. O hospital contará com uma equipe de 10 oncologistas, entre médicos de Porto Velho que passaram por um treinamento em Barretos e outros do hospital paulista. “Estes profissionais vão trabalhar em período integral e regime de dedicação exclusiva, para garantir toda a atenção que os portadores de câncer necessitam”, enfatiza Jean Negreiros.

A solenidade de inauguração do Centro de Tratamento de Câncer de Porto Velho será no dia 9 de julho, quando é esperada a presença do ministro da Saúde, Alexandre Padilha. A nova unidade vai permitir uma economia nos gastos do governo do Tratamentos Fora de Domicílio (TFD), que giram em torno de R$25 milhões, sendo que 90% deste montante é destinado a pacientes oncológicos.

Referência no tratamento do câncer no Brasil e exterior, o Hospital de Câncer de Barretos é mantido om recursos do SUS e promoção de eventos e recebe apoio de entidades e personalidades brasileiras e internacionais.
22/06/2012Diário da Amazonia

MS repassa mais 20 milhões para hospitais filantrópicos

BRASÍLIA — O Ministério da Saúde vai repassar quase 20 milhões de reais aos hospitais filantrópicos que atendem exclusivamente pelo SUS. O incentivo, publicado nesta quinta-feira no Diário Oficial da União, vai ajudar na manutenção dos serviços dessas unidades. Ao todo, 11 hospitais, dez na Bahia e um em Pernambuco, vão ser os primeiros a receber o recurso adicional. O envio do dinheiro faz parte de uma série de medidas adotadas pelo Ministério da Saúde para ampliar o atendimento nos hospitais filantrópicos, visando a integração com a rede pública de saúde, como explica o ministro Alexandre Padilha.

"Essa portaria cem por cento SUS é um estímulo que o Ministério da Saúde dá aos hospitais para que eles abram todas as suas portas para a população e para atender aquilo que a população mais precisa. Então aqueles hospitais que realizam mais cirurgias, mais atendimentos ambulatoriais, mais exames especializados para a população são extamente os que recebem mais recursos. Essa é uma política estabelecida pelo Ministério da Saúde como parte das nossas políticas que é incentivar com mais recursos quem reduz o tempo de espera para o atendimento da população", ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Esse dinheiro equivale a 20 por cento do que o Ministério da Saúde enviou, no ano passado, aos hospitais filantrópicos. Outros hospitais que tenham no mínimo 80 por cento dos atendimentos ambulatoriais exclusivamente para o SUS também poderão solicitar adesão ao incentivo.
22/06/2012 – Ascom MS na Infonet

Santana de Parnaíba realiza gratuitamente Exame Preventivo contra Câncer de Colo de Útero na Sexta-feira dia 22 de Junho

SANTANA DE PARNAÍBA — A Prefeitura de Santana de Parnaíba, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, realiza, nesta sexta-feira, (22/06), das 07 às 18 horas, em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e Unidades de Saúde Avançada (USAs), além das Unidades de Saúde da Família (USF) do Cururuquara e Jaguari, mais uma edição do programa “Saúde Próxima de Você”.

A ação será voltada para mulheres com idade acima de 25 anos e prevê a realização de um mutirão de Papanicolau, um exame preventivo que pode detectar, em fase inicial, o câncer de colo de útero. Para a realização do exame, é necessário comparecer em uma das unidades de saúde (confira o quadro abaixo com os endereços), portando RG e Cartão do SUS.

Importância do Exame
Simples e rápido, a realização do exame é muito importante para a saúde da mulher e ajuda a prevenir possíveis doenças, permitindo o tratamento antes que elas se desenvolvam, como o câncer de colo de útero.

É importante seguir as seguintes recomendações: não estar menstruada; não ter relações sexuais um dia antes; não utilizar anticoncepcionais locais ou espermicidas, duchas, medicamentos vaginais ou realizar exames intravaginais, como a ultrassonografia, 48 horas antes da coleta.

Nova ação no dia 30/06
No dia 30/06, a Secretaria de Saúde vai realizar a ação novamente, só que desta vez apenas nas Unidades de Saúde Avançada (USAs) localizadas nos bairros Parque Santana, Cidade São Pedro e Fazendinha

Confira os endereços das Unidades de Saúde
Unidade Endereço Telefone
UBS Dr Álvaro Ribeiro Rua Coronel Raimundo, 90 - Centro 4622-8000
UBS 120 Rua Espacial, 95 - bairro 120 4156-5707
UBS Colinas da Anhanguera Rua Oswaldo Goeld, 334 - Colinas da Anhanguera 4157-1804
USA São Pedro Rua do Gavião, 289 - Cid. São Pedro 4156-8710
USA Parque Santana Rua Soldado Paulo Sérgio Romão, 15 - Parque Santana II 4151-9151
USA Fazendinha Av. Tenente Marques, 5.421 - Fazendinha 4156-9300
USF Cururuquara Estrada Amador Bueno, 08 - Cururuquara 4155-1067
USF Jaguarí Estrada Lourenço Salvador, 1.840 - Jaguarí -

21/06/2012 – Regiane Castanon para Folha Paulistana Online

Carreta do Hospital de Câncer de Barretos amplia atendimento em Juara

Instituição associada à Abifcc JUARA — O Hospital de Câncer de Barretos que há vários anos vem desempenhando um trabalho aqui em Juara, atendendo diversas pessoas, realizando exames para detectar tipos da doença este ano abrange seu atendimento alcançando também o distrito de Paranorte.

Ronaldo Rosa que é integrante da comissão de arrecadação de recursos para o Hospital de câncer de Barretos, explicou que isso está sendo possível, pois, além do leilão realizado aqui em Juara também será realizado um leilão naquele distrito facilitando o atendimento da população que mora nos assentamentos que ficam próximos à Paranorte.

Este ano devido a uma reestruturação que está sendo feito pela equipe responsável pela carreta do Hospital de Câncer as cidades receberam apenas um dia de visita para realização de exames e atendimentos.

Ronaldo, ainda ressaltou que o número de atendimentos realizados pela carreta tem diminuído consideravelmente tendo em vista que a carreta visa a prevenção ao câncer e tem alcançado ótimos resultados nas cidades que recebem a equipe do Hospital de Câncer de Barretos.

A triagem em Paranorte acontecerá no posto de Saúde da comunidade e será realizada nos dias 27, 28 e 29 de Junho, em Juara, será realizado no PAM e nos dias 03, 04 e 05 de Julho, as pessoas interessadas em receber os atendimentos devem passar pela triagem que fará a pré-seleção da população.
21/06/2012AcesseNotícias.com.br

Saúde Municipal não registrou caso de câncer uterino este ano

BOA VISTA — O Instituto Nacional de Câncer (Inca) estimou, para o ano de 2012, 50 casos de câncer de colo do útero em Boa Vista. Porém, neste primeiro semestre, nenhuma mulher apresentou a doença. Acredita-se que esse resultado é motivado pelo trabalho de conscientização e atendimento preventivo realizado nas Unidades Básicas de Saúde.

As visitas de profissionais de saúde e dos agentes comunitários às mulheres boa-vistenses têm contribuído para o esclarecimento sobre a doença e a prevenção. “Nas visitas convidamos as mulheres a fazerem os exames para evitar o câncer de útero”, explicou o coordenador do Programa de Atenção Integral à Saúde da Mulher, Ângelo Lima.

Mulheres com a idade mínima de 25 a 64 anos que têm vida sexual ativa e que nunca se consultaram devem fazer o exame. As adolescentes que também têm vida sexual ativa precisam ter os mesmos cuidados.

Para realizar a coleta é necessário observar se a mulher não está no período menstrual, se não usou ducha higiênica ou similar, não ter tido relações sexuais por pelo menos 48h antes do exame e não estar com corrimentos ou usando medicamentos intravaginais (cremes vaginais).

A coleta do exame pode ser feita em qualquer uma das 30 Unidades Básicas de Saúde. A paciente só precisar dispor do cartão do Sistema Único de Saúde (SUS).

Ao fazer o preventivo é possível detectar se a mulher tem neoplasias intraepiteliais cervicais, que são feridas no útero e que podem levar ao surgimento do câncer.

Ações constantes em forma de mutirão como o Expresso Saúde e a Coordenação de Saúde Rural levam a coleta do exame aos locais de difícil acesso ou em regiões rurais do município.

“Até agora não há registro de câncer no útero, mas precisamos fortalecer mais ainda, para que a estimativa feita pelo Inca não aconteça”, salientou Lima.

NÚMEROS
Em 2011 foram registrados oito casos da doença em Boa Vista.
20/06/2012BV News.com.br

Novo remédio inibe câncer de pele em até 50% dos casos

SÃO PAULO — Brasileiros que sofrem de melanoma avançado - um tipo de câncer que atinge o tecido epitelial, mais especificamente a pele - ganharam um aliado no combate à doença. Previsto para chegar ao Brasil até o final deste ano, o vemurafenibe - novo remédio contra o melanoma - têm obtido resultados promissores em até 50% dos casos avançados e surge como alternativa à quimioterapia e aos tradicionais métodos de combate ao câncer.

Com o nome comercial de Zelboraf, o medicamento de uso oral é produzido pela empresa Roche Brasil e já está aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). A promessa é que ele combata alvos específicos das células cancerosas deste tipo de tumor que, em muitos casos, chega ao ponto de metástase, reduzindo a expectativa de vida de muitos pacientes.

Estudo garante eficácia
No principal estudo com o medicamento, que incluiu 672 pacientes sem tratamento prévio, observou-se que o remédio é mais eficiente quando comparado com a quimioterapia. Os testes mostraram que 48% dos pacientes responderam positivamente ao vemurafenibe, enquanto apenas 5% apresentaram a mesma melhora depois que passaram pelo procedimento invasivo.

A medicação é indicada para o melanoma envolvendo o gene b-raf, presente em cerca de 50% dos casos dos tumores avançados, de acordo com Fábio Nasser Santos, oncologista do Departamento de Oncologia Clínica do Hospital AC Camargo. Quando presente, esse gene mantém as vias de proliferação celular permanentemente ativas, contribuindo para o crescimento tumoral. “O vemurafenibe atua exatamente no bloqueio dessa proteína, impedindo a proliferação e a sobrevivência das células tumorais”, diz.

Até o momento, os resultados envolveram apenas pacientes com melanoma em estágio avançado. Apesar de promissor, o remédio ainda não foi capaz de oferecer uma cura da doença, apenas um retardo significativo do crescimento. Por isso, médicos ainda aguardam novos estudos com a droga. “Ainda são necessários avanços na pesquisa científica, seja na avaliação do uso do vemurafenibe em combinação com tratamentos novos ou já disponíveis, assim como na determinação da melhor sequência de tratamento”, afirma o oncologista.
15/06/2012 – Agência Hélice no Terra.com.br

Governo de SP assina 104 convênios na área da Saúde

SÃO PAULO — Durante cerimônia realizada no Palácio dos Bandeirantes nessa segunda, o governador Geraldo Alckmin assinou 104 convênios firmados com recursos da Secretaria da Saúde. No total, 79 municípios do Estado serão beneficiados com R$ 13,7 milhões para a aquisição de ambulâncias, vans, equipamentos, custeio e reforma.

"Ficamos felizes porque já chegamos a R$ 1,86 bilhão de transferências voluntárias para os municípios realizarem obras, serviços públicos em benefício da população e Santas Casas e hospitais filantrópicos beneficentes que atendem o SUS", disse o governador.

Alckmin falou que as prefeituras são os melhores parceiros do governo, pois estão mais perto da população. Ressaltou ainda a importância da prestação dos serviços das Santas Casas das cidades e a situação delicada que as entidades enfrentam nos últimos anos.

Dos convênios assinados durante a cerimônia, 31 são para aquisição de ambulâncias ou vans para 30 municípios, 40 para aquisição de equipamentos, 19 para custeio e 14 para reforma ou construção.
12/06/2012O Serrano do Portal do Governo do Estado de São Paulo

Audiência discutirá situação das santas casas e hospitais filantrópicos

BRASÍLIA — A subcomissão especial criada para analisar e diagnosticar a situação em que se encontram as santas casas, hospitais e entidades filantrópicas na área da saúde ouvirá nesta quarta-feira a diretora do Departamento de Certificação de Entidades Beneficentes e de Assistência Social do Ministério da Saúde, Cleuza Bernardo, e o diretor do Departamento de Ações Programáticas Estratégicas na área de Saúde da Pessoa com Deficiência, Dário Frederico Pasche.

Também foram convidados o presidente da Federação Nacional das Apaes, Aracy Maria da Silva Lêdo; e da Confederação das Santas Casas de Misericórdia, José Luiz Spigolon.

A subcomissão é ligada à Comissão de Seguridade Social e Família.

A reunião será realizada às 9h30, no Plenário 13
11/06/2012 – da Redação/WS para Agência Câmara de Notícias

Oncoguia é uma força para vencer o câncer

SÃO PAULO — O diagnóstico de câncer vem acompanhado de dor, dúvidas e muitas vezes preconceitos. Algumas pessoas ainda associam a doença à morte e não conseguem nem pronunciar seu nome. Para a psico-oncologista Luciana Holtz, criadora da ONG Oncoguia, o estigma que o nome carrega deve ser abandonado. “Esse medo irracional que as pessoas têm do câncer acaba criando uma resistência em buscar informação e fazer prevenção. Muitas delas não sabem muita coisa sobre a doença e as dúvidas só servem para aumentar o medo”, explica.

Foi para responder às perguntas das pessoas diagnosticadas com câncer e de seus parentes que Luciana criou em 2003, com a ajuda de amigos e especialistas, o portal Oncoguia. Hoje, o site é uma ONG com atendimento on-line e pelo telefone, esclarecendo detalhes sobre o câncer e explicando aos pacientes seus direitos e deveres. “Muitas pessoas não sabem que pacientes com câncer têm direitos especiais, como isenção de impostos e transporte público gratuito”, conta o advogado Tiago Matos, diretor jurídico da ONG.

O outro lado
A advogada Márcia Fleury teve um diagnóstico de melanoma – tipo de câncer de pele – em 2007. Em 2008 teve metástase no fígado. Foi quando descobriu a Oncoguia, por meio de uma amiga. “Eu me apaixonei pelo site, achei muito informativo e importante, especialmente nas campanhas de prevenção. Tive câncer de pele e acho superimportante orientar as pessoas para que usem filtro solar”, conta Márcia. Ela participou voluntariamente de uma das campanhas veiculadas no site e vem tendo resultados positivos no tratamento.

Obter informação foi essencial para a historiadora Margareth Martins. “Eu fui diagnosticada com câncer de mama agressivo e fui atrás de me informar. Aprendi muito sobre a doença e quando soube que o câncer havia se espalhado não me assustei muito. Eu conhecia os riscos. Não é fácil, mas lido bem com o tratamento e luto muito”, conta Margareth.
09/06/2012 – Michelli Nunes para RedeBomDia

Câmara aprova prazo para SUS atender pacientes

BRASÍLIA — De acordo com o Diário do Grande ABC, a Câmara aprovou projeto fixando o prazo máximo para o início de tratamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para pacientes com diagnóstico de câncer. Os pacientes com neoplasia maligna terão direito a se submeter ao primeiro tratamento junto ao SUS em até 60 dias contados a partir da data em que for emitido o laudo patológico.

O texto da proposta afirma que o prazo poderá ser menor, conforme a necessidade de tratamento do caso registrado no prontuário do paciente. O projeto também obriga o SUS a fornecer gratuitamente os remédios para dor em pacientes com câncer, como a morfina e outros medicamentos entorpecentes.

Os defensores do projeto argumentaram que, atualmente, a espera por tratamento ultrapassa os 60 dias. A deputada Carmem Zanotto (PPS-SC) usou dados do Tribunal de Contas da União (TCU) com base em análises realizadas com informações extraídas do SUS e registros hospitalares de câncer para afirmar que o tempo médio de espera entre a data do diagnóstico e o início do tratamento de quimioterapia chega a 76,3 dias e para o tratamento de radioterapia a 113,4 dias.

O mesmo levantamento mostra que apenas 15,9% dos tratamentos de radioterapia e 35,6% dos tratamentos de quimioterapia iniciaram-se nos primeiros 30 dias do diagnóstico. "É de notório saber que o tratamento adequado e iniciado tempestivamente, além de aumentar as taxas de sobrevida, proporciona uma diminuição de custos em todos os sentidos", justifica a deputada.

Carmem Zanotto e a deputada Flávia Morais (PDT-GO) foram autoras da proposta da Câmara, em substituição ao texto aprovado pelos senadores. Como se trata de uma alteração, o projeto terá de ser votado novamente no Senado, antes de ir para sanção da presidente Dilma Rousseff. A aprovação na Câmara foi simbólica por meio de acordo entre os partidos.
06/06/2012 – da Agência Estado no Corréio do Estado

Câmara rejeita repasse direto a entidades privadas de assistência social

BRASÍLIA — A Comissão de Seguridade Social e Família rejeitou na quarta-feira (30) o Projeto de Lei 3696/08, do deputado Hermes Parcianello (PMDB-PR), que permite que o Fundo Nacional de Assistência Social (FNAS) repasse recursos financeiros diretamente às entidades privadas qualificadas como organizações sociais. O repasse ocorreria pela celebração de acordo, convênio, ajuste ou contrato.

Como tramita em caráter conclusivo e recebeu parecer contrário da única comissão de mérito, o projeto será arquivado, a não ser que haja recurso para sua análise pelo Plenário.

O relator na comissão, deputado Amauri Teixeira (PT-BA), defendeu a rejeição da proposta argumentando que o texto pode representar retrocesso na política de assistência social, pois colocaria em risco a descentralização das ações de assistência social prevista na Constituição.

Pela descentralização
O deputado lembrou pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre entidades de assistência social privadas sem fins lucrativos, realizada em 2006, que registrava a existência de 16.089 entidades.

“Para celebrar convênios, acordos, ajustes ou contratos diretamente com tal número de entidades de assistência social seria necessário a formação de uma vasta estrutura administrativa em nível federal na área de assistência social, mais uma razão para que a descentralização das ações públicas para estados e municípios seja intensificada”, disse Teixeira.

O deputado da Bahia acrescentou ainda que a fiscalização desses repasses e de sua efetiva aplicação em ações continuadas de assistência social ficaria prejudicada, inclusive pela distância entre o governo federal e as entidades beneficiárias.

Na avaliação do parlamentar, “o arranjo institucional vigente, com a existência de fundos e conselhos estaduais e municipais de assistência social, enseja maior controle e fiscalização das aplicações dos recursos públicos”.

Íntegra da proposta:
PL-3698/2008
04/06/2012Rodrigo Bittar e Newton Araújo para Agência Câmara de Notícias

Hospital “Hélio Angotti” discute gestão com instituições co-irmãs em São Paulo

UBERABA — O Hospital “Dr. Hélio Angotti” participa da discussão de temas extremamente importantes para as instituições filantrópicas de câncer – tais como captação de recursos financeiros e modernização de sua gestão, passando por dificuldades como a falta de profissionais especializados – em reunião nesta manhã e que vai até a hora do almoço, em São Paulo.

Trata-se da Assembleia Geral Ordinária da Associação Brasileira das Instituições Filantrópicas de Combate ao Câncer (hoje com 28 filiadas), iniciada nessa sexta-feira (01/06), cujo encerramento está previsto para as 13h10 de hoje (02/06), no Comfort Hotel Downtown.

O gestor hospitalar do HHA, José Carlos de Almeida, participa do evento representando o presidente da instituição, Délcio Scandiuzzi, que não pode participar. Detalhe: a hospedagem e a alimentação do gestor e do assessor de Imprensa do HHA (jornalista Paulo Sérgio Ferreira) são bancadas pela ABIFICC.

“Temos aqui a oportunidade de trocarmos experiências valiosas para a gestão do Hospital Hélio Angotti, pois encontramos problemas muito semelhantes aos nossos em todo o Brasil. Sem contar que temos acesso prévio às informações importantíssimas em relação ao pensamento e tendências do tratamento e da gestão da oncologia no Brasil, baseados nos dados colhidos junto ao Ministério da Saúde”, destaca José Carlos.

No primeiro dia do evento, o presidente da ABIFICC, Aristides Maltez Filho, apresentou o Relatório Anual 2011 da entidade. Segundo Maltez Filho, o Brasil ostenta a posição “de 76º lugar no ranking mundial de doações dentre 153 países, embora hoje a 6ª economia mundial e a maioria da nossa população, apenas 25% dos brasileiros fizeram algum tipo de doação em 2010, enquanto que em países como o Canadá 64%, Nova Zelândia 68% e na Austrália 70%”.

Ainda no primeiro dia, foi apresentada uma explanação detalhada da Medida Provisória 563/2012, que criou o Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica. A medida carece de regulamentação, neste momento alvo de encaminhamentos, com a participação da ABIFICC.
04/06/2012Paulo Ferreira, Assessoria de Imprensa do Helio Angotti

Cancer Research publica artigo em homenagem ao Professor Dr. Ricardo Brentani

Instituição associada à Abifcc SÃO PAULO — A revista internacional Cancer Research, especializada em pesquisa de câncer, publicou no último mês um artigo em homenagem ao Prof. Dr. Ricardo Brentani, ex-presidente da Fundação Antônio Prudente, mantenedora do Hospital A.C.Camargo, que morreu em novembro de 2011.

Luiza Villa e Eduardo Franco, autores do artigo, foram alunos de Dr. Brentani no Instituto Ludwig, o qual dirigiu por duas décadas desde 1983 e afirmam que "estavam entre os privilegiados, abençoados com seu comando e amizade. Ambos começamos programas de pesquisa no Instituto Ludwig sob sua visão à frente de seu tempo e liderança".

Dr. Ricardo R. Brentani Eles também mencionam a força e determinação de Dr. Brentani, que nunca deixou de passar adiante seus conhecimentos e conselhos, independentemente se era dirigido a um colega, subordinado, estudante ou funcionário. E não se esquecem de como Dr. Brentani gostava de provocar discussões intelectuais e tinha um bom olhar para identificar novos talentos. "Ele sabia que criatividade leva um tempo para dar bons frutos e ele nunca tinha medo de assumir altos riscos, apoiar ideias de pesquisa e estimular aqueles abaixo dele a se devotarem a estes empreendimentos", comentam.

Professor Doutor Ricardo Brentani introduziu no Brasil estudos sobre o RNA humano e tem cerca de 300 estudos publicados em revistas científicas de renome internacional. Foi o primeiro Professor Titular de Oncologia da Faculdade de Medicina da USP, cadeira que criou em 1980 e dirigiu até 2007. Nos últimos sete anos presidiu a FAPESP, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo e, nos últimos 21 anos, esteve no comando do A.C.Camargo e provocou uma revolução no Hospital, colocando-o a par de muitas instituições de renome internacional na pesquisa oncológica e tratamento humanizado de pacientes.

Confira o artigo completo
30/05/2012Notícias do A.C. Camargo

Fundação Cristiano Varella realiza campanha contra o tabaco

Instituição associada à Abifcc MURIAÉ — Uma troca em que todos saem ganhando. Em razão do Dia Mundial Sem Tabaco, comemorado no dia 31 de maio, os colaboradores do Hospital do Câncer de Muriaé MG – Fundação Cristiano Varella realizaram uma ação de conscientização sobre o cigarro e o câncer de boca. A mobilização contou com a parceria do Supermercado Sales, que cedeu o espaço para o evento e também da gráfica Styllo, com a impressão dos folders.

A proposta era trazer informação e conscientização a todos que passassem no local. Foram elaborados folders sobre os malefícios do tabaco e também com instruções a respeito do autoexame de câncer de boca. Os fumantes eram abordados de uma forma diferente, ou seja, todos foram convidados a trocarem o cigarro por uma bala ou um maço em troca de uma muda de árvore frutífera.

No local ainda estava disponível no ônibus consultório exame de câncer de boca com a dentista da instituição, Adriele Neiva de Freitas que também prestou algumas orientações aos pacientes. A campanha também envolveu divulgação nas redes sociais e elaboração de um vídeo com instruções para que os internautas também possam realizar o auto-exame.
01/06/2012Larissa de Assis, Assessoria de Informação da Fundação Cristiano Varella

Veja retrato do câncer na América Latina

RIO DE JANEIRO — O Brasil é a sexta maior economia do mundo e a maior da América Latina – segundo o ranking do FMI (Fundo Monetário Internacional), mas ainda estamos em último lugar nos avanços contra o câncer de mama. O estudo foi feito pelo GBECAN (Grupo Brasileiro de Estudos do Câncer de Mama), com base em dados levantados em toda a América Latina e não ficou nada bem para o Brasil. “Entre os países da América Latina, o Brasil e o Panamá foram os que tiveram menos progressos contra a doença se compararmos 2002 a 2008”, diz a pesquisadora Nahila Justo.

O câncer de mama é o tumor que mais mata mulheres no Brasil. O Inca (Instituto Nacional do Câncer) prevê que mais de 52 mil mulheres sejam vítimas da doença neste ano no país. “Nossa medicina privada não deixa a desejar, estamos no nível dos Estados Unidos e da Europa, mas a rede pública ainda é deficitária. É inaceitável que 30% das mulheres já sejam diagnosticadas em estágio avançado, quando o câncer já está inoperável”, avalia o médico Gilberto Amorim, da SBOC (Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica).

Além do diagnóstico tardio, principal causa de morte, as brasileiras enfrentam problemas sérios na infraestrutura da saúde pública. “A qualidade dos exames é baixíssima, a maioria das mamografias precisa ser repetidas”, explica o oncologista, que também culpa a falta de equipamentos: “Ainda temos estados que não possuem máquinas de radioterapia e muitas mulheres ficam vários meses na fila esperando por um tratamento”.

Economicamente a doença também traz grandes problemas. “Na América Latina, 60% dos diagnósticos são feitos em mulheres mais jovens, em idade reprodutiva e em plena capacidade de trabalho, afetando os recursos do país”, diz Nahila. No Brasil, 2,33% do tempo ativo das mulheres são perdidos em tratamentos contra o câncer. “Muitas vezes o tratamento é agressivo e incapacita a mulher”, conta Amorim. A solução ainda está longe de ser alcançada, mas para o médico é preciso investir mais em diagnóstico e tratamento.

A pesquisa também mostrou grandes diferenças regionais e apontou que, no Norte e no Nordeste, a mortalidade é maior que no Sul e no Sudeste. “Em países muitos grandes como o Brasil, é difícil pensar em uma solução única, cada região precisa ser analisada separadamente”, conta Nahila.
31/05/2012 – Micheli Nunes na RedeBomDia

Hospital do Câncer recebe doação de equipamento do Rotary em Londrina

Instituição associada à Abifcc LONDRINA — O Hospital do Câncer de Londrina (HCL) vai ganhar um equipamento de última geração para o setor de endoscopia, chamado Videogastroscopio. A nova máquina, de fabricação japonesa, é uma doação do Rotary Londrina, dos clubes Higienópolis/Centro, Shangrilá e Universidade, e custou aproximadamente U$ 87 mil, cerca de R$ 175 mil.

A doação só foi possível graças a um projeto de intercâmbio do Rotary de Londrina com clubes dos EUA, Itália, Alemanha e Holanda. A presidente do Rotary Londrina Higienópolis/Centro, Magaly Leonello, revelou que a ideia é sempre ajudar entidades que trabalham com a saúde das pessoas e que tenham um serviço relevante na cidade.

"O Hospital do Câncer faz um trabalho humanitário maravilhoso não só em Londrina, mas em toda a região, e sempre precisa de apoio. Este projeto é subsidiado e surgiu do intercâmbio de alguns rotaryanos que foram para estes países e receberam esta proposta. Fizemos o projeto e, felizmente, ele foi aprovado", afirmou.

Para o administrador do HCL, Edmílson Garcia, este novo equipamento vai proporcionar mais agilidade e qualidade no atendimento. "O nosso equipamento era muito antigo. Quando precisávamos fazer um procedimento cirúrgico, tínhamos que paralisar o setor de endoscopia e com isso perdíamos muito tempo. Com esta nova máquina, poderemos fazer as duas tarefas ao mesmo tempo. Com este novo quadro vamos diminuir a fila de espera", garantiu.

Uma outra vantagem do novo equipamento é que ele permite a realização de imagens e isso auxilia na hora do diagnóstico. "Com a captura de imagens, os médicos podem analisar melhor, discutir com outros profissionais e chegar a conclusões mais exatas", comentou.

Garcia ressaltou a importância do auxílio da comunidade para a sobrevivência do HCL. "Sem esta ajuda o Hospital fecharia as portas. É fundamental para a manutenção da entidade. Hoje 96% do nosso atendimento é pelo SUS e o nosso déficit fica entre R$ 150 e R$ 200 mil por mês. Com estas doações conseguimos modernizar nossos equipamentos, caso contrário, estaríamos sucateados. Economizando na modernização tecnológica, o hospital tem condições de comprar medicamentos e outros objetos para os procedimentos médicos. Conseguimos adquirir o que é preciso para o dia-a-dia do hospital", enfatizou.

Magaly Leonello ressaltou ainda que algumas empresas de Londrina também colaboraram para que o projeto pudesse se concretizar. O equipamento já está na sede do HCL, mas ainda não está sendo utilizado. A assistência técnica responsável realiza nos próximos dias a instalação da máquina e o treinamento da equipe médica.

A entrega oficial da doação ao Hospital do Câncer será no dia 12 de junho, em cerimônia que será realizada no próprio HCL a partir das 19h30. Além do Videogastroscopio, o Hospital do Câncer está recebendo também uma Reprocessadora de Endoscópio, que é utilizada para a esterilização de todas as ferramentas dos endoscópios.
31/05/2012 – por Lúcio Flávio Cruz para ODiario.com

Em solenidade, Riva destaca importância do Hospital de Câncer

Instituição associada à Abifcc CUIABÁ — Fruto de uma ação parlamentar coletiva, o presidente da Assembleia Legislativa deputado José Riva (PSD) e o governador Silval Barbosa assinaram na tarde desta quarta-feira (30.05), o convênio que destina emenda no valor de R$ 1,28 milhão ao Hospital de Câncer. A solenidade aconteceu no Palácio Paiaguás e contou com a presença de representantes da Casa Cor e da unidade hospitalar, que é referência no tratamento Oncológico de Mato Grosso e de estados como Pará e Mato Grosso do Sul, além de atender pacientes também da Bolívia.

“Essa iniciativa é fruto de emendas de todos os deputados. Realmente as demandas são grandes, mas não há nenhum investimento mais importante do que os da saúde. Especialmente, para o Hospital de Câncer que realiza um trabalho muito importante. E os deputados foram unânimes, ao destinar parte de suas emendas. Queremos cada vez mais desenvolver ações como essa, de forma colegiada”, declarou Riva.

O parlamentar ainda pediu ao governador que fizesse um expediente aos sindicatos, associações rurais e prefeituras, solicitando que destinem ao Hospital de Câncer de Mato Grosso a verba arrecadada de leilões. Hoje, são feitos leilões pelo interior do estado que arrecadam recursos, por exemplo, para o Hospital de Câncer de Barreto. “Pelo menos 50% do que for arrecadado seja destinado para o Hospital de Câncer de Mato Grosso”.

Na oportunidade, o governador Silval Barbosa disse que o recurso deverá ser liberado ainda esta semana. “É fundamental termos uma unidade hospitalar dessa importância, que desenvolve ações sociais e humanitárias. A Casa Cor e a Assembleia Legislativa estão sendo parceiras para que essa reforma e ampliação seja uma realidade. Vamos buscar mais recursos junto ao setor privado e a força de articulação dos deputados também tem ajudado muito”, destacou Silval.

O presidente do Hospital de Câncer, João Castilho Moreno, disse que é a primeira vez que o hospital recebe emenda parlamentar. Lembrou que as ações da unidade iniciaram em 2000 com apenas 10 leitos. Hoje, aumentou para 120. “Desde então, vivemos no improviso. Mas, a partir de agora vamos alavancar o processo contínuo do tratamento oncológico, que será oferecido dentro de apenas uma unidade e o paciente não precisará se deslocar para outros locais”.

Um dos representantes da Casa Cor, Wagner Giglio, destacou a ação do Governo do Estado e da Assembleia Legislativa. “Por tudo que esse Governo já fez, entrará para a história do Hospital de Câncer. Quero agradecer também ao deputado José Riva por tudo que tem feito e pelo seu desprendimento para efetivar essa ação”, concluiu.

EMENDA — Com o montante será possível concluir as obras da ala paralisada há 17 anos. Atualmente, o acesso ao hospital é feita pelos fundos. Com o empreendimento, será possível concluir a fachada do prédio e triplicar o número de atendimento com a construção de consultórios, ambulatórios, setores de urgência e emergência e sala de biópsia.

O hospital é mantido com recursos do Sistema Único de Saúde – SUS e por doações. Em 2011, aproximadamente 47 mil pacientes foram atendidos. Desses, 40.250 fizeram procedimentos no hospital. Além disso, numa iniciativa do Governo do Estado, foi possível implantar o Centro de Prevenção à Mulher, com tratamento específico ao câncer de mama, orçado em R$ 1.620 milhão.
31/05/2012ExpressoMT

Audiência discute prestação de serviços de santas casas e filantrópicas

BRASÍLIA — A Comissão de Seguridade Social e Família realiza hoje audiência pública para pedir esclarecimentos sobre a prestação de serviços das santas casas, hospitais e entidades filantrópicas ao Sistema Único de Saúde (SUS). Os deputados querem informações relativas à assistência ambulatorial e hospitalar de média complexidade.

De acordo com o deputado Antonio Brito (PTB-BA), autor do requerimento, a audiência tem o objetivo de subsidiar a comissão com informações sobre a capacidade instalada e a abrangência da assistência do setor junto ao SUS. A comissão também quer verificar os custos e receitas dos procedimentos mais comuns realizados pelas santas casas e entidades filantrópicas.

Foram convidados para a audiência:
- a diretora do Departamento de Atenção Especializada da Secretaria de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, Alzira Jorge de Oliveira;
- o secretário executivo do Conselho Nacional dos Secretários Municipais de Saúde (Conasems), Enio Sevilha Duarte;
- o presidente da Confederação das Santas Casas de Misericórdia, Hospitais e Entidades Filantrópicas, José Reinaldo Nogueira de Oliveira Junior;
- o presidente da Confederação Nacional da Saúde, José Carlos de Souza Abraão;
- o secretário executivo do Conselho Nacional de Secretários de Saúde, Jurandir Frutoso.

A audiência será realizada às 14h30 em local a ser definido.
29/05/2012 – da Redação/MM por Agência Câmara

Corrida contra o câncer de mama reúne 8.000 pessoas no Rio de Janeiro

RIO DE JANEIRO — Na manhã deste domingo (27) o aterro do Flamengo, na zona sul do Rio de Janeiro, recebeu cerca de 8.000 participantes da corrida e caminhada contra o câncer de mama. O evento busca alertar e conscientizar as pessoas para o controle do câncer de mama.

Criado em 1999, o evento, que integra as ações da campanha o Câncer de Mama no Alvo da Moda, já percorreu 11 cidades do país, ao longo desses anos, e aconteceu mais uma vez em Belo Horizonte, o último evento na capital mineira havia acontecido em 2005.

Segundo o diretor-clínico, Marcelo Alvarenga Calil, do Instituto Brasileiro de Controle do Câncer que também estava no evento, as pessoas precisam se conscientizar para a prevenção da doença.

— No Brasil temos mais 50 mil casos de cânceres de mama por ano, por isso é importante que todas as pessoas saibam que se diagnosticado no início as chances de cura são muito maiores. A conscientização é importante e estamos conseguindo isso com a Corrida e Caminhada Contra o Câncer de Mama.

Os primeiros colocados receberam o prêmio de R$ 3 mil. O segundo e o terceiro colocado de cada categoria, ganharam os prêmios de R$ 2 mil e R$ 1 mil, respectivamente.

O evento esportivo já realizou 45 edições e passou por 11 cidades do País: São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Curitiba, Recife, Ribeirão Preto, Salvador, Santos, São José dos Campos, Belo Horizonte e Blumenau.
27/05/2012Notícias R7

Má alimentação: Prato Cheio para o câncer

Instituição associada à Abifcc MURIAÉ — Entre a hereditariedade, excesso de álcool e cigarro, uma das muitas causas que influenciam na ocorrência de câncer pode estar sendo servida na mesa de almoço e jantar. Isso mesmo. A má alimentação, como sugere a capa de revista, também se tornou fator de risco, isso porque uma dieta desequilibrada com alto consumo de gorduras saturadas e hidrogenadas, ou ainda algumas substâncias presentes nos alimentos embutidas podem vir a ocasionar a doença.

Mas a boa notícia, segundo a nutricionista do Hospital do Câncer de Muriaé (MG) - Fundação Cristiano Varella, Ana Carolina, é que por outro lado, uma dieta que enfatize maior ingestão de fibras, antioxidantes, carotenóides, vitaminas, proteínas e ainda rica em ácidos graxos ômega 3, propicia o auto controle fisiológico do organismo, além de aumentar a proliferação imunológica do mesmo.

Falta de tempo. É esse o argumento apresentado pelas pessoas, em uma avaliação nutricional, quando questionadas a respeito das opções de alimentos no dia-a-dia. A nutricionista afirma que a correria em meio a rotina de trabalho faz com que o ato da refeição seja desvalorizado. "O que percebemos na atualidade é que as pessoas não dispõem de tempo para realizarem uma refeição completa, ou seja, com a presença de todos os tipos de nutrientes. Então se ela não observa o que come e qual a importância disso, muito menos saberá o quanto isso afetará a sua saúde, porque no final das contas se alimenta mal, se stressa, por não fazer uma pausa e ainda pode desenvolver outras doenças como hipertensão e obesidade".

Estudos evidenciam a relação entre componentes específicos da alimentação e desenvolvimento de certos tipos de câncer, especialmente os que têm origem no sistema endócrino (mama e próstata) ou digestório (cólon e estômago). O Doutor Bob Arnot, autor do livro The Breast Cancer Prevention Diet (A Dieta de Prevenção do Câncer de Mama) propõe que cerca de 35% dos óbitos provocados por câncer nos Estados Unidos estão ligados à dieta e estima que 40% da incidência do câncer nos homens e 60% nas mulheres estão associados aos hábitos alimentares.

Além disso, a preocupação se agrava a partir do momento em que além do descuido nas refeições a pessoa também faça o uso de outros produtos nocivos. De acordo com estudo divulgado pelo Núcleo de Apoio ao Paciente com Câncer - NAPACAN, em indivíduos que bebem e/ou fumam diariamente ocorre aumento em até 60% das chances de desenvolvimento de câncer quando associados à alimentação rica em gorduras, frituras ou alimentos industrializados ricos em corantes e conservantes.

Realidade infelizmente encontrada no Hospital do Câncer de Muriaé. Ana Carolina afirma que mediante investigação de casos na instituição observou-se a prevalência de pacientes que consumiram durante muitos anos uma alimentação a base de gordura de porco, em vez da vegetal e também muitos deles ingerem sódio, refrigerante, álcool e cigarro em excesso. Como se não bastasse, eles ainda diminuem, ou até mesmo excluem, o consumo de frutas e legumes em suas refeições.

A sugestão da nutricionista e principalmente do Ministério da Saúde é que a cultura da alimentação saudável seja aplicada desde a infância, uma vez que quando a obesidade e maus hábitos já estão instalados no paciente é difícil reverter.
25/05/2012Larissa de Assis, Assessoria de Informação da Fundação Cristiano Varella

Prevenção é a principal arma contra o câncer de estômago

Instituição associada à Abifcc BELEM — É comum tratarmos o que imaginamos ser uma simples dor de estômago com chás ou usarmos a costumeira automedicação, medidas que aliviam a dor momentaneamente. Um mal estar nessa região, contudo, pode ser um alerta para algo mais grave, como o câncer de estômago. Um dos grandes inimigos para o diagnóstico precoce desse tipo de neoplasia se dá justamente pelo fato de que, na fase inicial, a doença se apresenta de uma forma inespecífica, geralmente leve, e pode ser confundido com outras doenças, como gastrite, úlceras pépticas e doenças de refluxos, como alerta o oncologista do Hospital Ophir Loyola Alessandro França.

Foi exatamente o que ocorreu com o ribeirinho Raimundo Ribeiro, 61, morador do município de Anajás, na ilha do Marajó. Há mais de três anos ele começou a sentir leves dores. Repetindo uma tradição local, recorreu a um chá, que, acreditava, havia sanado por mais de um ano o desconforto, até não surtir mais efeito. “Tomava muito chá de casca de pau e passava. Com o tempo as dores ficaram mais frequentes e insuportáveis e tive febre. Foi aí que procurei um médico e descobri que estava com uma doença grave e avançada”, relatou.

Geralmente, as pessoas buscam atendimento no estágio avançado da doença, quando ela já apresenta sinais como sangramento (que podem ocorrer em patologias benignas), perda de peso ou a dor com intensidade muito forte. “Os sintomas irremediáveis ou bem mais evidentes é que em geral fazem às pessoas procurarem atendimento médico. É quando o tumor já está em estágio mais avançado”, diz o oncologista, informando que o câncer de estômago é mais frequente em homens.

“Isso não ocorre devido a diferenças genéticas entre os sexos e sim porque o homem em geral se expõe mais aos riscos, como alimentação inadequada, pouca ingestão de alimentos frescos, tabagismo etc”, explica. O Instituto Nacional do Câncer (Inca) estima que 12.670 novos casos de câncer gástrico devem ser registrados em homens e 7.420 em mulheres. O valores correspondem a um risco estimado de 13 casos novos a cada 100 mil homens e sete a cada 100 mil mulheres.

Dados do Hospital Ophir Loyola apontam que a o câncer de estômago é o segundo mais comum tratado na instituição, o segundo mais frequente em homens e o terceiro em mulheres. Este ano 680 pessoas devem desenvolver a doença no Pará, das quais 450 no sexo masculino (taxa bruta 11,11 por 100 mil habitantes) e 250 no sexo feminino (taxa bruta 6,60 por 100 mil habitantes).

Prevenção – O oncologista André França explica que não existe um perfil mais atingido e sim regiões mais afetadas. Pessoas da região da Ásia, sobretudo japoneses e coreanos, têm um risco maior de desenvolver a doença. No Pará, quem mora na região do Salgado está mais propenso. “Isso ocorre devido às questões ambientais e ao tipo de alimentação. Pessoas que ingerem alimentos ricos em nitritos e nitratos (conservados em sal) apresentam um risco bem maior. Pessoas destas regiões que se mudam para outras áreas acabam diminuindo o risco de ter câncer de estômago pela mudança às exposições ambientais”, explica.

Uma dieta rica em frutas e vegetais frescos, sem alimentos conservados em sal ou defumados, ajuda a prevenir este tipo de câncer. Pessoas que moram em locais com maiores riscos devem fazer exames de investigação periodicamente. A H. pylori já é considerada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como um fator biológico que pode causar o câncer de estômago, mas não são todos os subtipos da bactéria que podem causar a doença, e não faz parte da rotina clínica solicitar a pesquisa de qual sorotipo ela é.

O Inca afirma que o maior fator de risco para o desenvolvimento do câncer do estômago é a infecção em longo prazo pela bactéria H. pylori. É uma das infecções mais comuns no mundo e pode ser responsável por 63% dos casos de câncer gástrico. A prevalência mundial calculada de infecção pelo H. pylori é de 50%, sendo que chega a 90% nos países em desenvolvimento. O diagnóstico é feito pela endoscopia digestiva alta e biópsia.O tratamento é preferencialmente cirúrgico. A cirurgia é capaz de curar o paciente e eliminar o câncer, desde que o mesmo seja diagnosticado precocemente.

Em estágios iniciais bem avaliados podem ser feitos, em casos selecionados, ressecção por endoscopia, mas essa não é a realidade. “O tratamento curativo é predominantemente cirúrgico, e a cirurgia se baseia na retirada de todo ou parte do estômago, dependendo da localização do tumor, associado à retirada de linfonodos – mais conhecidos como ínguas – da região do estômago. A radioterapia e a quimioterapia podem ser usadas como adjuvantes no tratamento, mas nunca isoladamente como tratamento curativo de câncer de estômago”, frisa o médico.

Uma pessoa consegue viver normalmente sem estômago ou com a redução do órgão. Inicialmente, terá que se readaptar na alimentação, aumentando o número de refeições com redução do volume de cada uma, afim que possa obter todas as calorias necessárias para sua pronta recuperação. Deve mastigar bastante os alimentos e evitar a ingestão de líquidos com as refeições, além de alimentos muito doces, que podem apresentar reações adversas. Em casos de gastretcomia total (retirada integral do estômago),o paciente terá que repor por via parenteral a vitamina B12.
26/05/2012 – da Redação da Agência Pará de Notícias

Em 2011, Santa Casa realizou 1.647 cirurgias de pacientes com câncer

Instituição associada à Abifcc MACEIÓ — Em 2011, o País registrou mais de 367 mil internações cirúrgicas de pacientes oncológicos. Deste total, a Santa Casa de Maceió, primeiro Centro de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (CACON) de Alagoas, respondeu por 1.647 internações.

Com isso, a instituição ficou em 30º lugar no ranking nacional do Sistema único de Saúde - entre 2.819 centros especializados - e em primeiro entre os hospitais alagoanos.

fonte: Datasus

No cenário nacional, as 1.647 internações da Santa Casa de Maceió superaram as 1.327 do Hospital São Paulo, da Unifesp (SP); as 1.185 do Hospital das Clínicas, da UFMG (MG), as 981 internações do Hospital Femina (RS), as 895 do Hospital dos Servidores do Estado (RJ) e as 875 internações do reconhecido Hospital do Câncer AC Camargo (SP), um dos principais complexos brasileiros dedicados à luta contra o câncer.

No ranking alagoano, o o Hospital Afra Barbosa ficou em segundo lugar com 650 internações oncológicas cirúrgicas, o que representou 10% do total. Diferente da Santa Casa de Maceió, a unidade localiza-se em Arapiraca, segunda maior cidade do estado.

No ranking estadual constam ainda o Hospital Sanatório com a Unidade Paulo Neto (com 9,6% das internações) e a Casa de Saúde Santo Antonio (com 7,8%). Em quarto lugar aparece o Hospital Universitário (HU), vinculado à Universidade Federal de Alagoas, que responde por 6,5% do total de internações.

O Hospital Universitário é o segundo CACON de Alagoas e recebeu investimentos da ordem de R$ 7 milhões entre obras e equipamentos.

Segundo nota do Ministério da Saúde, este segundo CACON, inaugurado em 2006, teria a capacidade inicial de dar cobertura oncológica a 1000 novos casos de câncer por ano. Entretanto, em 2011 o Hospital Universitário registrou 422 internações cirúrgicas oncológicas e 137 internações clínicas.
25/05/2012 – Divulgação no PrimeiraEdição

Bancada federal pedirá a Ministério recursos para os Hospitais da Paraíba

JOÃO PESSOA — A bancada Federal da Paraíba se reuniu na manhã desta quarta-feira (23) para discutir as emendas que serão apresentadas à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) 2013. Além disso, ficou definida que a próxima audiência dos parlamentares será no Ministério da Saúde para tratar a liberação de emendas para os Hospitais filantrópicos do Estado.

A proposta é do deputado federal Ruy Carneiro (PSDB-PB) que defendeu um esforço concentrado na liberação dos recursos já assegurados no Orçamento deste ano para os Hospitais Napoleão Laureano e Padre Zé de João Pessoa, além do Hospital da FAP e a futura sede da AACD em Campina Grande.

-O senador Cássio Cunha Lima vai programar uma visita de toda bancada ao Ministério da Saúde. Todos nós temos esse sentimento de reconhecimento a essas instituições pelo seu alcance social e de doação ao próximo. Vamos pedir a liberação das emendas para atender os Hospitais que atendem mais 95% de pacientes do SUS, ressaltou Ruy.

O deputado federal é o defensor da agenda positiva de audiências nos Ministérios e demais órgãos do Governo Federal. “Tivemos bons resultados nas últimas duas reuniões na Secretaria de Portos e na Integração Nacional. Estamos no caminho certo. O caminho da convergência e da unidade em nome da Paraíba”, sustentou.

LDO 2013
Os parlamentares decidiram reapresentar as mesmas emendas apresentadas nos últimos anos. A sugestão foi de autoria do senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), coordenador da bancada de senadores paraibanos, para quem “somente com unidade, disciplina e perseverança” será possível tirar as obras do campo das promessas para a realidade. Entre as prioridades da Paraíba, estão o Porto de Cabedelo, o Porto de Águas Profundas, a duplicação das BR’s 230 (Campina Grande/Cajazeiras) e o trecho da BR 104 (Campina Grande/Caruaru).
23/05/2012 – Assessoria para o Paraiba.com.br

Câncer de ovário tem diagnóstico padronizado

BRASÍLIA — Portaria do Ministério da Saúde publicada nesta quarta-feira no Diário Oficial da União estabelece diretrizes para diagnóstico e tratamento do câncer epitelial de ovário. A estimativa da pasta é que a doença vai atingir mais de 6 mil brasileiras só este ano e provocar 3 mil mortes. No mundo, a média é 200 mil novos casos por ano.

O objetivo da padronização, de acordo com o ministério, é melhorar o atendimento a mulheres acometidas pela doença e oferecer condições de avaliar os serviços oferecidos pela rede pública de saúde, como a oferta de exames e o tratamento indicado.

O ministério explicou, por meio de nota, que, “embora os procedimentos de diagnóstico e tratamento do câncer epitelial de ovário já sejam oferecidos no SUS (Sistema Único de Saúde), o Ministério da Saúde espera que a padronização melhore o atendimento às pacientes, estimule boas práticas nos serviços de saúde e permita, no futuro, a avaliação dos centros de oncologia que prestam serviço”.

Atualmente, o Brasil conta com 270 centros oncológicos capazes de diagnosticar e tratar esse tipo de câncer, considerado o mais letal entre as neoplasias (proliferação anormal de células) que atingem o aparelho reprodutor feminino.
23/05/2012Band via Agência Brasil

CE terá 401 novos casos de câncer

FORTALEZA — Silenciosa e, muitas vezes, assintomática. É assim a maior parte das doenças relacionadas à tireoide. A estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca) é que, nos anos de 2012 e 2013, ocorra um total de 401 novos casos de câncer apenas em mulheres no Estado do Ceará.

A empresária Tâmara de Araújo Silveira, 47 anos, tem hipotireoidismo - disfunção tireoideana mais frequente - onde há um ganho discreto de peso e o organismo, de forma geral, fica mais lento. Ela conta que, há três anos, foi para uma consulta de rotina ao ginecologista, e este pediu uma ultrassonografia da tireoide.

"Foi quando detectaram um nódulo sólido, mas benigno. Logo comecei a ser atendida por um endocrinologista, e ele foi acompanhando as minhas taxas de hormônio TSH, que, a princípio, davam normais, mas, depois, foram apresentando déficit. Desde então, estou em tratamento", relatou Tâmara.

Assim como a empresária, existem muitos outros pacientes que não sentem nada, mas possuem alguma doença da tireoide. A presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) / Regional Ceará, Cristina Façanha, explica que a incidência vem aumentado a cada ano e que, por isso, é necessário alertar tanto a comunidade médica quanto a população da importância de ficar atento a essa questão. "Nódulos na tireoide são bastante comuns e, felizmente, a maioria, entre 90% e 95%, é benigna. Apesar de comuns, apenas 5% do total de nódulos é maligno", explica.

Ela informou, ainda, que fatores ambientais, conteúdo de iodo na dieta, obesidade, exposição a radiações, inclusive aquelas utilizadas em exames de diagnóstico ou para certos tipos de tratamentos, estão associadas a esse aumento. "Ele é mais comum entre as mulheres, mas não é exclusivo delas", revelou a presidente da SBEM.

Como forma de alerta, estimular o diagnóstico precoce e tratamento adequado destas patologias, entidades internacionais que incluem a Sociedade Brasileira de Endocrinologia instituíram a Semana de Alerta a Doenças da Tireoide.

Palestras
Em Fortaleza, começa amanhã, no Edifício Santo Amaro Empresarial, e segue até a próxima quarta-feira, dia 30. Além de palestras, ocorrerão ações na Praça do Ferreira e shoppings Iguatemi e North Shopping. "Estamos programando grupos de trabalho para cada um destes locais, com especialistas e estudantes para realizar questionários de risco, e apalpação de tireoide para rastreamento de bócio", destacou Cristina Façanha.

"Após a campanha, faremos um atendimento a pacientes de maior risco diagnosticados na campanha em alguns hospitais públicos e serviços universitários da cidade, para dar continuidade a este trabalho", completou a presidente da SBEM/CE.

Além disto, será feito um convênio com alguns dos principais laboratórios de análises clínicas da cidade para realizar o exame de dosagem de TSH a custo popular destinados aos pacientes que tenham maior risco e não tenham condições de fazer o exame, e também com serviços de USG, que serão realizados na Escola Cearense de Ultrassonografia. "Em 2011, atendemos a 462 pessoas nesta atividade de mutirão, fora o grande número de pessoas que foram orientados através de ações na mídia", diz.

Incidência
5% nos nódulos que nascem na tireoide são malignos, conforme as informações da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia - Regional Ceará.
23/05/2012 – Thays Lavor para o Diário do Nordeste

Saúde libera mais de R$ 14 milhões para hospital que ia fechar na Bahia

Instituição associada à Abifcc SALVADOR — O Ministério da Saúde divulgou no Diário Oficial da União desta segunda-feira (21) o aumento de R$ 14,588 milhões no valor que é repassado anualmente ao Hospital Aristides Maltez, unidade especializada em câncer na Bahia. Em fevereiro deste ano, o hospital ameaçou fechar as portas por falta de verbas.

Segundo as informações do diretor da unidade, Aristides Maltez Filho, o aumento na folha orçamentária foi acertado após uma série de reuniões com representantes do Ministério e da prefeitura e irá atender aos valores que o hospital necessita hoje. "Foi uma luta grande que passamos para conseguir aumentar a verba do hospital. Agora vamos esperar o Governo nos enviar o documento para assinar e comemorarmos esse aumento e a manutenção dos serviços do nosso hospital que é o único especializado em câncer em toda a Bahia", diz o diretor.

Maltez Filho salienta que, apesar da prefeitura ainda dever cerca de R$ 13 milhões ao hospital, a quantia não é de responsabilidade a ser cumprida no edital e deve ser negociada entre o hospital e os gestores da capital. "Já há o que comemorar com a manutenção dos serviços prestados", aponta.

Com o aumento das verbas, o Hospital Aristides Maltez foi adequado à Portaria 3.024, do Ministério da Saúde (MS), que prevê incremento de 20% no orçamento de média e alta complexidade para os hospitais filantrópicos que atendem exclusivamente pelo serviço público.

Risco de fechar
A crise foi gerada depois que a Liga Bahiana Contra o Câncer se recusou a assinar novo contrato proposto pela Secretaria Municipal de Saúde. "Além de [o contrato] não citar as dívidas já pendentes, ele prevê uma verba mensal de cerca de R$ 6,294 milhões, quando nós precisamos de R$ 7,600 milhões para manter o hospital funcionando", diz o diretor Aristides Maltez Filho. O custo adicional é decorrente da demanda crescente atendida pelo hospital e que tem sido rebatido pela Secretaria. "Sim, temos mais pacientes todos os dias, meses, anos. Mas eu vou negar o tratamento a uma vítima do câncer que chegar em nosso hospital? Vou devolver ele para onde?", questionou Maltez.

Por outro lado, a Secretaria pontuou que a quantidade atual de pacientes não estava prevista em contrato, o que Gilberto José, secretário de saúde do município, chama de "extra-teto", em termos orçamentários. "Sabemos e temos a sensibilidade para entender que não se deve negar atendimento a nenhum paciente, mas nós temos uma verba para repassar que, se o número de pacientes aumenta, nós não teremos dinheiro para suprir", avalia.

O Hospital Aristides Maltez fez 9,5 mil cirurgias em 2011, atendeu a 11.400 mil pessoas, com 169 mil aplicações de radioterapia, em 21.200 mil ciclos de quimioterapia. Trabalham no local 143 médicos e outros 943 funcionários. Os dados são da administração da instituição filantrópica, que é financiada com verbas federais, municipais e por doações de voluntários.

Direito à saúde
Para o advogado e diretor da Faculdade de Direito da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Celso Castro, o direito à saúde, como direito fundamental e princípio constitucional, é soberano a qualquer ditame orçamentário. "É direito do cidadão à saúde e é dever do estado protegê-lo. As decisões judiciais têm considerado a questão da saúde independentemente da disponibilidade de verba, inclusive da Lei de Responsabilidade Fiscal, porque ela está abaixo da Constituição", afirma o professor.

Nesse sentido, Celso Castro adiciona que infrigir o que prevê a Constituição é violar o direito à vida. "Há uma escala de direitos e valores na Constituição, entre os quais, o mais importante é a vida. Não há nenhuma lei ou orçamento que se sobreponha. Meio sacárstico, falo que, se já há verba para a Copa do Mundo, como não haver para a saúde? O problema é que, no Brasil, a Constituição nunca se cumpre, lei fundamental raramente", explica.
21/05/2012 – do G1 BA

Cientistas desvendam mecanismo epigenético que mantém viva célula de câncer

SÃO PAULO — Uma pesquisa realizada nos Estados Unidos com participação brasileira identificou as alterações epigenéticas que são essenciais para a sobrevivência de células cancerosas. O estudo demonstrou experimentalmente que as células tumorais morrem quando são reativados os genes que haviam sido “desligados” pela anomalia epigenética.

Epigenética é a informação genômica que não faz parte da sequência do DNA. Em geral, as células cancerosas apresentam padrões anômalos de metilação do DNA. A metilação é o principal mecanismo epigenético, no qual um grupo metil é transferido para algumas bases de citosina do DNA. Padrões aberrantes de metilação podem levar as células cancerosas a uma transformação maligna.

O trabalho teve seus resultados publicados na edição desta segunda-feira (14/05) da revista Cancer Cell. O primeiro autor do artigo, Daniel Diniz de Carvalho, realiza pós-doutorado no Departamento de Urologia, Bioquímica e Biologia Molecular da Universidade do Sul da Califórnia (Estados Unidos).

Graduado em medicina veterinária pela Universidade de Brasília (UnB), Carvalho concluiu em 2009 doutorado, com Bolsa da FAPESP, no Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da Universidade de São Paulo (USP), na área de imunologia, sob a orientação do professor Gustavo Amarante-Mendes.

Trabalhos anteriores de Carvalho já haviam gerado resultados importantes, publicados nas revistas Oncogene, do grupo Nature, e PLoS Genetics. O cientista acaba de ser contratado pela Universidade de Toronto (Canadá), onde coordenará seu próprio laboratório no Instituto de Câncer de Ontário, da mesma instituição.

Segundo Carvalho, o principal objetivo de sua linha de pesquisa, que terá continuidade no Canadá, é contribuir para o desenvolvimento de uma nova geração de terapias epigenéticas.

&ldquot;Há terapias epigenéticas sendo usadas clinicamente, mas elas mudam todo o padrão do DNA, ativando não apenas os genes que impedem a sobrevivência do tumor, mas também vários outros que não deveriam ser ativados. Por serem inespecíficas, são terapias de alto risco. Neste estudo, identificamos alvos importantes para o futuro desenvolvimento de uma segunda geração, mais eficiente, de terapias epigenéticas&rdquot;, disse à Agência FAPESP.

Todas as células do organismo possuem a mesma informação genética. O que garante a diferenciação entre elas, possibilitando a formação de vários tecidos, é o fato de determinados genes estarem ligados ou desligados. Essa regulagem é feita por mecanismos epigenéticos, com a metilação de DNA e alterações na cromatina.

&ldquot;Quando esse mecanismo é desfigurado por uma alteração epigenética, podem surgir várias doenças, em especial o câncer. Quando essa alteração leva a célula a se tornar um tumor, ela perde ainda mais o controle do mecanismo de regulação. A célula começa então a acumular outras mutações que não têm importância nenhuma na gênese do tumor&rdquot;, explicou.

Distinguir as alterações epigenéticas importantes – que garantem a sobrevivência do tumor – das alterações causadas pela própria presença do tumor é um grande problema para a ciência.

&ldquot;Com as novas técnicas de sequenciamento disponíveis, mapeamos todas as alterações genéticas e epigenéticas. Mas como só analisamos a célula tumoral no fim do processo, não sabemos quais alterações são a causa e quais são consequências&rdquot;, disse Carvalho.

Genes fundamentais
Identificar as alterações epigenéticas essenciais para a sobrevivência do tumor é fundamental para identificar alvos terapêuticos adequados, segundo Carvalho.

“Uma mutação genética é uma alteração definitiva, mas as alterações epigenéticas são reversíveis e por isso mesmo são muito interessantes para possíveis terapias”, disse.

Para identificar as alterações epigenéticas essenciais, os cientistas analisaram uma célula tumoral com grande quantidade de metilação aberrante e, gradualmente, reduziram os níveis de enzimas que produzem a metilação no DNA.

“Reduzindo a disponibilidade de metilação, colocamos pressão para que a metilação só fosse dirigida aos DNAs necessários. Até certo momento a célula cancerosa sobrevivia. Depois de certo nível de redução a célula não sobrevivia e sabíamos então que os últimos DNA metilados eram essenciais para a sobrevivência do tumor”, disse Carvalho.

Em seguida, os cientistas mapearam o genoma e descobriram onde se localizavam os genes fundamentais. Utilizando amostras de tumores do consórcio internacional Cancer Genoma Atlas, verificaram que os genes fundamentais estavam sempre ativos em células tumorais.

“Depois reativamos esses genes nas células, para verificar se realmente eram importantes. Assim que os genes eram reativados, as células tumorais morriam. De fato, a sobrevivência do tumor só é possível quando esses genes estão silenciados”, afirmou.

Embora inativos, os genes fundamentais permanecem intactos na célula tumoral. Segundo Carvalho, o desafio agora é descobrir como reverter a metilação do DNA, reativando esses genes para matar o tumor.

“Um dos principais objetivos dessa linha de pesquisa é identificar um mecanismo que permita encontrar um alvo de genes específicos, viabilizando uma segunda geração de terapias epigenéticas. Outra meta consiste em melhorar os resultados das terapias epigenéticas inespecíficas que, ao ativar muitos genes da célula tumoral, a tornam imunogênica. Achamos que podemos aprimorar essas terapias combinando-as com a imunoterapia”, disse.

O artigo DNA Methylation Screening Identifies Driver Epigenetic Events of Cancer Cell Survival (doi:10.1016/j.ccr.2012.03.045), de Daniel Diniz de Carvalho e outros, pode ser lido por assinantes da Cancer Cell em www.cell.com/cancer-cell.
17/05/2012 – Fábio de Castro para Agência FAPESP

Colunistas sociais se unem em projeto para evento em benefício do Hospital de Câncer de MT

Instituição associada à Abifcc CUIABÁ — Arrecadar fundos para o Hospital de Câncer de Mato Grosso. Esse é o objetivo da ação que os colunistas sociais Fernando Baracat, Dalva Costa, Valdomiro Arruda, Ana Maria Bianchini, Tamires José e Roseli Arruda irão promover nos próximos meses. A primeira reunião ocorreu ontem (14) à tarde, na sala de reunião do Buffet Leila Malouf. O projeto foi apresentado pelo empresário Alan Malouf, um dos idealizadores do evento e parceiro do Hospital, e prevê a realização de um jantar especial.

A intenção é que o evento entre para o calendário anual da Capital para somar ao trabalho da Casa Cor MT. “Este é um momento importante, é preciso aproveitar o espírito de doação e incorporá-lo para que se torne permanente”, ressaltou Alan Malouf.

De acordo com o presidente do Hospital de Câncer, João Castilho Moreno, iniciativas como esta são fundamentais para estimular o engajamento da sociedade. “Tanto esse evento quanto a parceria com a Casa Cor MT vão somar para a quebra do estigma que algumas pessoas ainda têm em procurar tratamento de câncer em outros Estados. Algumas pessoas não sabem que temos tecnologia de ponta, nunca foram ao Hospital e acabam procurando outras instituições, o que torna o tratamento caro e desgastante”, salientou.

Doação e desprendimento - Ele ressaltou ainda que o Hospital de Câncer atende hoje 40 mil pessoas por ano. “Com essa arrecadação e a contribuição de outras empresas e da sociedade, será possível ampliar esse atendimento consideravelmente”, acrescentou João Castilho.

Para a organizadora da Casa Cor MT, Emili Ayoub Giglio, a união dos colunistas é fundamental para o sucesso do projeto. “Esperamos que esta ação se perpetue, que os colunistas, não só da Capital, que já abraçaram a causa, mas também de todo nosso Estado se engajem, e que perpetue em benefício do Hospital de Câncer de Mato Grosso.

Sabíamos que poderíamos contar com eles. Por este motivo, criamos este evento para que a sociedade saiba que eles também fazem parte desta grande história, e termos esta nova ala do hospital em funcionamento o mais breve possível”.

Os colunistas selaram o compromisso com a causa e vão definir uma lista de ações na próxima reunião, ainda sem data confirmada. “Tenho certeza de que será um evento bem-sucedido porque é um projeto louvável”, avaliou Ana Maria Bianchini. Valdomiro Arruda também afirmou que vai se dedicar intensamente. “Como meu foco é o público jovem, vou me empenhar para sensibilizar jovens empreendedores”, disse. O primeiro evento deve ocorrer no final de julho deste ano. Os idealizadores do projeto esperam contar ainda com a participação de colunistas sociais do interior do Estado.
15/05/2012 – da Redação de ODocumento de Cuiabá

Brasileiros identificam gene que causa câncer de pênis mais grave

Instituição associada à Abifcc SÃO PAULO — O câncer de pênis é relativamente raro, principalmente nos países mais desenvolvidos. Em geral, está relacionado a infecções causadas por agentes como o vírus do papiloma humano (HPV) e a bactéria causadora da sífilis. Em uma pesquisa recente do próprio Hospital do Câncer A.C. Camargo, o surgimento desse câncer em alguns casos foi ligado à zoofilia – a prática de sexo com animais.

O objetivo de Rafael Malagoli, pesquisador do Hospital do Câncer A.C. Camargo, em São Paulo, era identificar proteínas que, quando alteradas, mostrassem alguma relação com o surgimento do câncer de pênis. A mais importante foi uma proteína chamada "p53", que desaparecia nos casos mais agressivos de câncer.

Em um organismo saudável, a p53 atua como uma “guardiã” do DNA celular, nas palavras de Malagoli. Se houver qualquer alteração nesse material, cabe a essa proteína identificar o problema e fazer com que a célula morra.

Essa função é fundamental na defesa do corpo contra o câncer, pois as alterações do DNA podem levar ao surgimento de tumores. Se a célula cancerosa não morrer logo, o câncer pode se espalhar.

“Alguns cânceres estão ligados à deficiência dessa proteína”, afirmou o pesquisador, que citou o câncer de mama, além do de pênis, entre os provocados pela ausência da p53.

Para que essa proteína funcione normalmente, ela depende de um gene, o TP53. A ausência é explicada, portanto, por um problema desse gene. “O gene que expressa essa proteína sofre uma mutação e passa a produzir uma proteína alterada, que não desempenha sua função de vigiar o DNA”, explicou Malagoli.

Uso na prática
Quando um paciente é identificado com o câncer de pênis, a primeira providência do médico é fazer uma biópsia. Esse exame do tumor permite dizer se existe ou não deficiência da proteína por trás do surgimento do câncer.

Caso haja, significa que o tumor será mais agressivo. No entanto, a constatação não serve apenas para apavorar o paciente. Ela também orienta o médico na hora de tratar o câncer. Sabendo que o câncer é de um tipo mais agressivo, ele precisará retirar uma maior parte do órgão na cirurgia. Além disso, a quimioterapia tem que ser mais forte.

Malagoli argumentou que esse é um ponto positivo, porque quando o médico e o paciente se preparam para um tratamento mais intenso, diminui a chance de que o câncer retorne.

O objetivo do pesquisador em seus próximos estudos é “investigar proteínas que estejam relacionadas ao movimento da célula”. Em outras palavras, ele quer descobrir que mecanismos fazem com que o câncer se espalhe pelo corpo, provocando a metástase, que é o que leva à morte.

O estudo foi publicado pela revista científica &ldquot;Human Pathology&rdquot;.
14/05/2012MídiaNews

Governo garante investimentos para o Hospital Universitário de Maringá

MARINGÁ — O secretário estadual da Saúde, Michele Caputo Neto, anunciou nesta sexta-feira (11), na Universidade Estadual de Maringá (UEM), a alocação de mais R$ 7 milhões, no orçamento da Secretaria de 2013, para obras do Plano Diretor do Hospital Universitário. Este valor estará previsto na LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) do Estado em 2013.

De acordo com o reitor Júlio Santiago Prates Filho, nos próximos dias, a direção do HU decidirá em que obras serão gastos os R$ 7 milhões anunciados pelo secretário. Para o reitor, a verba anunciada por Caputo Neto irá proporcionar melhoria nos serviços oferecidos pelo HU. Conforme ele, será possível completar a tríade ensino, pesquisa e assistência, oferecendo eficiência e qualidade das atividades do hospital, visando ensino, pesquisa e assistência. Prates Filho ainda reiterou ao secretário a necessidade de o governo repassar recursos visando a construção do bloco do Departamento de Medicina.

Caputo Neto disse que aposta muito na parceria com a UEM, com a finalidade de melhorar a infraestrutura e o funcionamento do hospital. Ele lembrou que em 2011, ao assumir o cargo, a Secretaria repassou cerca de R$ 2,2 milhões ao Hospital Universitário para o término da construção do bloco administrativo. Quando a obra estiver pronta, serão ofertados 30 leitos para internação. O secretário garantiu ainda, em 2012, R$ 4 milhões para a ampliação do centro cirúrgico. Com a verba, o HU, que conta hoje com duas salas para procedimentos cirúrgicos de rotina, deve construir outras cinco salas para o centro cirúrgico, avançando no projeto de ampliar para 11 o total de novas salas no setor.

Caputo Neto disse que é importante lembrar que o HU, por ser estratégico na rede estadual de assistência hospitalar em saúde, foi inserido no Hospsus, o Programa de Apoio e Qualificação de Hospitais Públicos e Filantrópicos do SUS Paraná, lançado com o propósito de se tornar uma iniciativa inovadora, modificando a lógica da relação entre o Estado e os hospitais públicos e filantrópicos que prestam serviços pelo Sistema Único de Saúde.

O secretário foi recebido, na Universidade, pelo reitor; pela vice-reitora Neusa Altoé; e pelo superintendente do hospital, José Carlos Amador. Caputo Neto estava acompanhado do chefe da 15ª Regional de Saúde, Kazumichi Hoga.
11/05/2012Agência de Notícias do Paraná

O Dia das Mães traz a importância da prevenção do câncer no Erasto Gaertner

Instituição associada à Abifcc CURITIBA — O Hospital Erasto Gaertner aproveita o Dias das Mães para reforçar a necessidade de exames periódicos, como o autoexame e o Papanicolau, fortes aliados para detectar o aparecimento de algum câncer. É crescente a possibilidade de um tratamento com melhores resultados quando se tem um acompanhamento de consultas e exames preventivos realizados periodicamente. Mulheres que já tiveram filhos ou que gostariam de engravidar devem estar conscientes da possibilidade de engravidar antes ou posteriormente a um tratamento de câncer de colo de útero, mama ou ovário.

Segundo Sergio Hatschbach, médico especialista em ginecologia e mama, o câncer de colo uterino é sem dúvida o mais simples de se diagnosticar mesmo em suas fases mais iniciais. Quando diagnosticado, o índice de curabilidade se aproxima dos 100% e pode, de acordo com o procedimento proposto, permitir uma gravidez posterior a esse tratamento.

Nos estados do sul e sudeste, o câncer mais diagnosticado entre as mulheres é o de mama. Uma das causas importantes é a hereditariedade, ou seja, a mulher que tem em sua história familiar a mãe, a avó, a irmã com câncer de mama ou mesmo câncer de ovário. “A mulher portadora de câncer de mama, desde que não esteja em tratamento, poderá receber de seu medico a liberação para uma gravidez desejada. Porém, não se dispensa a necessidade de ser bem avaliada antes dessa liberação, podendo, inclusive, amamentar se o tratamento for conservador sobre uma das mamas, utilizando, assim, a outra mama”, alerta Dr Hatschbach.

Existem fatores que influenciam os riscos para câncer de mama, como a idade que se vai ter o primeiro filho (após os 30 anos existe risco), a amamentação inadequada (não amamentar ou amamentar por um curto período). “Quanto maior o tempo de amamentação, maior é a proteção para a mãe”, aponta o especialista Hatschbach.

Cerca de 10% dos casos de câncer de ovário estão relacionados ao histórico familiar, fatores hormonais e ambientais. Mulheres, principalmente com mais de cinquenta anos, devem estar atentas aos fatores de risco e consultar regularmente seu médico.

Serviço:
Hospital Erasto Gaertner
R. Dr. Ovande do Amaral, 201 - Jardim das Américas
CEP 81.520-060 - Curitiba/PR
Telefone: (41) 3361-5000
10/05/2012 – no ParanaShop.com.br

Hospital do Câncer de Londrina faz campanha do metro quadrado para ampliar atendimento

Instituição associada à Abifcc LONDRINA — A campanha do Hospital do Câncer de Londrina (HCL), “Adote 1 m²”, lançada há seis meses, está necessitando de adesões da comunidade londrinense. Até agora a campanha conseguiu angariar 1,3 mil m². A ideia é conseguir através do apoio da comunidade e do empresariado de Londrina e região, arrecadar dinheiro para ampliar a capacidade de atendimento através de um prédio de oito pavimentos.

A obra está orçada em R$ 8 milhões e pretende atender com ambulatório, sala para quimioterapia, serviço social e pscicologia, entre outros, deixando o atual prédio apenas para internações e cirurgias.

A Gestora de Ações Estratégicas do HCL, Mara Fernandes, explicou que para finalizar a construção é necessário que quatro mil pessoas assumam 1m² do hospital. "Nós precisamos construir mais quatro mil m² para finalizar o projeto do hospital, por isso precisamos contar com o apoio da comunidade", explicou.

Ela comentou que os exemplos de apoio são dos mais diversos, incluindo grupos de pessoas, estudantes e colegas de trabalho. "O interessante é que pode ser uma pessoa ou grupo de pessoas unidas para comprar o m². Isso é muito bonito, ver as pessoas mobiizadas por uma causa comum", ressaltou.

Ela esclareceu ainda que o HCL atende, em média, 1,2 mil pacientes por dia. Ao todo, são cerca de cinco mil pacientes em tratamento na unidade.

Para Mara, o hospital é uma referência estadual e está se tornando uma referência nacional. Esse projeto, segundo avalia, vai possibilitar ampliar as instalações para atender as pessoas com mais qualidade. "Precisamos oferecer suporte para esses pacientes. A casa ficou pequena e precisamos nos adequar para a grande demanda que existe", analisou.

O HCL tem muito ainda a fazer e, por isso, a campanha precisa da participação de todos. Para ajudar, basta acessar o site do Hospital do Câncer de Londrina e preencher os dados necessários. O pagamento é feito com boleto bancário enviado para o endereço, com a data de vencimento escolhida pelo doador.
11/05/2012 – Susan Cruz para ODiario de Londrina

Hospital da Mulher promove palestra sobre câncer

SANTO ANDRÉ — O Hospital da Mulher de Santo André e a Associação Viva Melhor promovem amanhã palestra aberta à população sobre câncer de mama.

O evento terá início às 14h e colocará em pauta informações sobre a importância do diagnóstico precoce, tratamento e prevenção. Estarão presentes profissionais da Fundação do ABC nas áreas de mastologia, fisioterapia, psicologia e serviço social, além de voluntárias da Associação Viva Melhor.

O câncer de mama é o mais incidente na população feminina, excetuando-se o câncer de pele não melanoma. Mamografia e exame de palpação realizado pelo médico ou pela própria mulher são passos básicos para detecção precoce da doença.

Quando tratado precocemente, a mortalidade pode ser reduzida entre 30 a 50%, segundo o Inca (Instituto Nacional do Câncer). Inscrições para o evento podem ser feitas pelo e-mail kbernardo@hospitaldamulher.org.br.

Políticas públicas de combate ao câncer de mama vêm sendo desenvolvidas no Brasil desde meados dos anos 1980 e foram reafirmadas como prioridade no plano de fortalecimento da rede de prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer lançado pelo governo federal em 2011. As ações buscam reforçar o sistema de Atenção Integral à Saúde da Mulher e de estratégia de Saúde da Família.
09/05/2012 – do Diario do Grande ABC

Um em cada cinco homens se recusa a fazer exame para diagnóstico de câncer de próstata

SÃO PAULO — Maior serviço público de urologia do estado de São Paulo, o Centro de Referência em Saúde do Homem atendeu 15 mil pacientes para consultas de oncologia e patologias da próstata em 2011. Desse total, 20% se recusaram a passar pelo exame retal para diagnóstico do câncer de próstata.

O coordenador do centro de urologia, Cláudio Murta, alerta que certos tumores só são detectados por meio do exame do toque, como é popularmente conhecido. Para ele, o percentual de homens que deixam de se submeter ao procedimento “é alto e preocupante”. “A gente sabe que o câncer de próstata é o mais comum que afeta os homens”, lembrou.

“Existe uma questão cultural de os homens acharem que, ao fazer o toque retal da próstata, vão perder a masculinidade”, acrescentou Murta sobre as razões que levam os pacientes a evitar o exame. Há ainda, segundo o médico, outros fatores, também culturais, que fazem com que o homem não cuide da saúde. “Tem uma questão também do homem, por ser o provedor da casa e não querer faltar ao trabalho para ir ao médico”, ressaltou.

Essas resistências vêm, entretanto, sendo vencidas ao longo do tempo, de acordo com Murta. “O que a gente percebe na prática clínica é que nos últimos dez, 15 anos, vem caindo gradativamente o número de homens que se recusam a fazer o exame. E isso se reflete nos números de diagnóstico precoce de câncer de próstata”, destacou o especialista.

A identificação da doença nos estágios inciais facilita o tratamento e o torna menos invasivo. A partir dos 45 anos, todos os homens devem fazer um check up anual. “Podemos afirmar que os homens estão mais conscientes e, por influência da esposa e dos filhos, buscam mais ajuda médica. Mesmo assim, eles ainda vivem menos do que as mulheres” diz Murta, ao alertar que o público masculino precisa dar mais atenção à saúde.
04/05/2012 – Daniel Mello, Repórter da Agência Brasil

Gerente-geral do Hospital do Câncer é empossado com missão de enfrentar novos desafios

RIO BRANCO — A secretária de Saúde Suely Melo empossou nesta quinta-feira, 3, a nova-gerente geral da Unidade de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia do Acre (Unacon), o Hospital do Câncer. Mírian Késia Labs de Lima é advogada, professora, mestre em Direito pela UFSC, ex-coordenadora do curso de Direito da Uninorte e irá substituir na função a administradora Eigile Barros na missão de gerenciar a unidade de saúde de alta complexidade que em apenas um ano e meio atingiu as metas previstas pelo Ministério de Saúde para o período de cinco anos.

“Olhar por outro ângulo de visão com sensibilidade. Esse é o desafio de quem assume funções nessa área. É com esse espírito que gostaria de que todos trabalhássemos na saúde”, solicitou a secretária Suely Melo à equipe do hospital, ao dar posse à nova gerente. O Unacon iniciou as atividades em 2007 com apenas 21 funcionários. Hoje recebe de 10 a 15 pacientes novos por semana e mantém um quadro de 116 servidores com demandas cada vez mais crescentes. A unidade é auditada pelo Ministério da Saúde e participa de reuniões semanais por videoconferência com hospitais universitários como os da USP e Unicesp.

O diretor do Hospital do Câncer, Antonio Vendetti, destaca que a prioridade do Unacon é sempre o paciente que chega com nível de fragilidade em alto grau. A equipe é preparada para atender de forma diferenciada essas pessoas, que, com tratamento perto de casa, recebem ajuda e acompanhamento de parentes e amigos. “Na minha avaliação, o impacto maior não é do número de novos casos, mas da quantidade de pessoas que agora estão tratando no Acre. Sim, aumentou o número de casos da doença, mas também devemos considerar que antes. a família, os vizinhos não conviviam com essas pessoas com câncer porque elas ia se tratar fora do Estado”, lembra.

O Unacon, que faz parte do complexo Hospital das Clínicas e atua em parceria com as demais unidades, está apto a receber e tratar crianças e adultos inclusive com intervenções cirúrgicas e tratamento de químio e radioterapia. Para a gerente empossada, a nova função é recebida com o entusiasmo e o compromisso de oferecer para a sociedade a resposta daquilo que se busca para a área de saúde.
03/05/2012 – Golby Pullig (Assessoria Sesacre) na Agência de Notícias do Acre

Robô auxilia no tratamento contra câncer

RIO DE JANEIRO — Um robô-cirurgião de alta tecnologia auxilia o tratamento de pacientes do Inca (Instituto Nacional do Câncer) desde o início de março e já representa uma nova realidade para o combate à doença. Chamado de ‘Da Vinci’ e resultado de um investimento do Ministério da Saúde de R$ 5 milhões, o equipamento é o quinto do país e o primeiro do Rio de Janeiro e em rede pública.

O robô-doutor representa avanço em diferentes aspectos. A nova modalidade cirúrgica diminui o tempo de internação de sete a 14 dias para dois dias, segundo o cirurgião de cabeça e pescoço do Inca, Ullyanov Toscano, que complementa: “Outro benefício é que os pacientes tratados pela cirurgia robótica podem evitar o tratamento com radioterapia e quimioterapia”.

Hastes e pinças realizam movimentos minuciosos e rotações em 360º na retirada de tumores malignos. O equipamento também tem um console, onde o médico fica a 3 metros do paciente, além de uma microcâmera, que gera imagens em 3D.

“O médico no console controla os braços robóticos através de dois joysticks, esses transmitem com precisão os comandos do cirurgião. Por outro lado, ele tem uma visão magnificada por um poderoso sistema óptico”, explica o especialista.

Até agora, nove pacientes da clínica de cabeça e pescoço do instituto da Praça da Cruz Vermelha já foram operados com ajuda do robô, que também será utilizado em cirurgias de câncer ginecológico, de próstata e abdômen. “A clínica de ginecologia já está em treinamento”, revela Toscano.

Desenvolvido pela Nasa
A tecnologia do ‘Da Vinci’, adaptada pela Intuitive Surgical e vendida no Brasil pela empresa H. Strattner, foi desenvolvida pela Nasa, a agência espacial americana.

A máquina foi criada para fazer cirurgias à distância caso os astronautas precisassem de intervenções.
02/05/2012Band.com.br

Inca identifica 19 tipos de câncer que podem estar relacionados ao trabalho

RIO DE JANEIRO — O levantamento Diretrizes de Vigilância do Câncer Relacionado ao Trabalho, divulgado hoje (30) pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca), identificou 19 tipos de tumores malignos que podem estar relacionados ao trabalho.

Além dos vilões já conhecidos como amianto, radiação solar e agrotóxicos, o estudo inclui 112 substâncias cancerígenas identificadas no ambiente de trabalho, como poeiras de cereal e de madeira. O estudo mostra também que os casos mais comuns da doença relacionada ao trabalho são leucemia, câncer de pulmão, no nariz, de pele, na bexiga, na pleura e na laringe.

Cabeleireiros e funcionários de salões de beleza estão entre as ocupações com alto risco de desenvolvimento de câncer, devido ao contato direto com tinturas, formol e outras substâncias químicas.

De acordo com a coordenadora do estudo, Ubirani Otero,o documento serve como alerta para a população, sobretudo, os trabalhadores e para as autoridades, que devem reavaliar as políticas públicas hoje existentes. Ela explicou que a relação câncer e trabalho no Brasil está subdimensionada, o que prejudica o plano de ação de enfrentamento ao câncer.

“É importante que o médico pergunte sobre o tipo de ocupação do paciente com câncer e que as pessoas prestem mais atenção a que tipo de substâncias estão expostos no seu dia a dia e que informem aos seus médicos sobre isso”.

De acordo com o estudo, cerca de 46% dos casos de câncer relacionados ao trabalho não são notificados por falta de mais informação a respeito. Dos 113,8 mil benefícios de auxílio-doença por câncer dados pela Previdência Social, apenas 0,66% estava relacionado como tendo relação ocupacional.

Em países com mais pesquisas sobre o tema e políticas públicas voltadas para o câncer relacionado ao trabalho, como Espanha e Itália, casos de câncer ocupacional variam entre 4% e 6% do total de cânceres e na maioria das estimativas dos países industrializados esse tipo de câncer corresponde a uma média de 5% dos casos da doença.

Ainda segundo a pesquisadora, a crescente inserção de mulheres em certos setores do mercado de trabalho, antes exclusivos dos homens, apontam para a necessidade de novas políticas voltadas para a saúde da mulher.

“Hoje há muitas mulheres trabalhando em postos de gasolina, com maior exposição ao benzeno; na construção civil, trabalhando com telhas de amianto, cimento; como mecânicas, ou seja, em várias novas situações de risco”.

Para o o diretor do Departamento de Vigilância em Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador do Ministério da Saúde, Guilherme Franco Netto, a publicação é inédita e mostra o tamanho do desafio para os trabalhadores, gestores do Sistema Único de Saúde, do Ministério do Trabalho, da Previdência no diagnóstico, na prevenção, assistência e vigilância nessa área.

“Esse documento permite que organizemos integradamente [governos e órgãos de saúde]os conjuntos de ações para combater o câncer relacionado ao ambiente de trabalho. Hoje, as medidas são muito pontuais. Além de nos dar suporte técnico, mostra uma dívida [do Estado] com a sociedade, que deve ser prontamente sanada”.

Guilherme Netto lembrou ainda que após o boom industrial da década de 70, somente agora casos de câncer antes incomuns estão aparecendo e que é fundamental diagnosticar esses casos, notificar e prevenir para que novos casos não aconteçam. Segundo ele, os sindicatos têm um papel vital principalmente no processo de prevenção.

“Ninguém do mercado vai apresentar uma lista dos problemas que um empregado pode ter em função de determinado trabalho. O papel do sindicato, por exemplo, é muito importante nesse sentido para alertar os trabalhadores sobre essas substâncias”, completou Netto.
30/04/2012 – Flávia Villela para o Jornal do Brasil

Santas Casas do ABCD estão sufocadas

SÃO PAULO — Santas Casas do ABCD receberão R$ 388 mil do governo do Estado. Ao todo, a Secretaria de Estado da Saúde liberou R$ 12 milhões de verba extra para hospitais filantrópicos. Na região, oito entidades serão beneficiadas com repasses de R$ 20 mil à R$ 100 mil. O dinheiro será repassado em uma única parcela até junho.

Instituições que estiveram com problemas de documentação, como pendências na prestação de contas, não foram contempladas. De acordo com a secretaria, com os recursos os hospitais poderão pagar fornecedores, adquirir materiais ou realizar pequenas reformas.

O dinheiro extra do governo, porém, não será suficiente para resolver os problemas dos hospitais. A Santa Casa de São Bernardo, por exemplo, receberá R$ 20 mil, que servirão para comprar itens de necessidade ou sacos de cimento, segundo o provedor do local, Conrado Zambrini. “Nós recebemos um repasse de R$ 390 mil do município, mas estamos no vermelho como a maioria das santas casas. Precisaríamos de R$ 700 mil para trabalhar bem e ficar no azul. Hoje, fazemos um exercício financeiro de sensatez todos os meses para conseguirmos trabalhar”, disse o médico responsável pelo hospital.

Hoje, a Santa Casa são-bernardense tem 140 funcionários e atende cerca de 10 mil pessoas por mês. Pacientes crônicos, com tumores, pneumonia ou com sequelas de derrame estão internados nos 42 leitos da entidade, graças ao convênio com o SUS (Sistema Único de Saúde), cujos repasses são feitos pelo município.

As dificuldades financeiras são problemas comuns nas outras instituições. A Funcraf (Fundação para o Estudo e Tratamento das Deformidades Crânio-Faciais), que receberá R$ 59 mil de repasse, é outro exemplo. Segundo a coordenadora administrativa Simone Araújo Teixeira, se a instituição receber o dinheiro poderá comprar equipamentos para fazer diagnósticos. Em São Bernardo, a instituição realiza tratamento de problemas auditivos, além de pré e pós operatório de pacientes com lábio leporino e fenda palatina.

“Se o dinheiro vier mesmo vai ajudar muito. Tentamos de tudo, mas é comum fecharmos no vermelho. Hoje, atendemos 150 novos casos por mês, mas podíamos aumentar com a compra desse material.”

Em Diadema, a Santa Casa local deve receber R$ 20 mil do governo. A entidade está com o orçamento apertado devido ao engessamento de repasse da prefeitura. Há cerca de cinco anos o valor é de R$ 100 mil por mês. O atendimento do local é de reabilitação e fisioterapia. “Acho que deveremos comprar equipamentos de fisioterapia. O convênio que temos com a prefeitura não contempla esse tipo de compra. Estamos muito apertados. O valor do convênio precisa aumentar”, afirmou a coordenadora geral Luciana Nogueira.

Governo liberou R$ 12 milhões para todo o estado
A Secretaria de Estado da Saúde liberou nesta sexta-feira (27) um repasse extra de R$ 11,9 milhões para auxiliar Santas Casas, hospitais filantrópicos e Apaes.

O anúncio acontece durante o encerramento do 21º Congresso de Presidentes, Provedores, Diretores e Administradores Hospitalares de Santas Casas e Hospitais Beneficentes do Estado, em Campinas, interior paulista.

Para hospitais filantrópicos da Grande São Paulo o repasse será de R$ 3,4 milhões e irá beneficiar 35 unidades. A segunda região que receberá maior verba é a de Campinas, com 42 instituições e repasse de R$ 1,2 milhão. “Esse repasse extra é muito importante para auxiliar as santas casas e hospitais filantrópicos que se encontram em dificuldade financeira. Essas unidades são responsáveis por quase metade das internações realizadas na rede pública em todo o estado”, afirmou o secretário de Estado da Saúde de São Paulo, Giovanni Guido Cerri.
27/04/2012 – Derla Cardoso para Diário de São Paulo

Todo tumor é câncer?

LONDRINA — Nem todo tumor é câncer, aliás, na maioria das vezes os chamados tumores são benignos. Tumor seria definido quando há um aumento de volume por acúmulo de células, como um “caroço”, um nódulo, uma lesão na pele ou mesmo em outros órgãos. Eles apresentam crescimento e formação anormal, algumas vezes trazendo sintomas como dor, ardência, coceira, irritação, inflamação, mas também pode não trazer sintomas.

Os chamados tumores benignos apresentam um crescimento organizado, mais lento e não invadem outros órgãos próximos. Existe uma variedade de situações definidas como tumor benigno, tais como infecções que levam a um abcesso. Como exemplo citamos o lipoma (um nódulo de gordura que fica abaixo da pele) e o mioma (uma tumoração muito frequente que se desenvolve no útero causando menstruação excessiva).

Também são muito frequentes as adenomegalias, que são aumentos de gânglios linfáticos principalmente no pescoço ou axilas e virilhas. Eles são determinados por infecções que estimulam o nosso sistema imunológico e levam a estes crescimentos. São muito comuns em crianças.

Já o tumor maligno é um câncer. Nele há crescimento celular desorganizado podendo atingir outros locais além do inicial. Podem se disseminar (metástase) causando disfunções em vários órgãos. O seu tratamento e sua chance de cura dependem muito de um diagnóstico o mais precoce possível. É importante destacar também que há vários tipos de câncer que podem não se manifestar como um tumor.

É importante orientar que toda vez que se perceba uma lesão ou um tumor a pessoa deve procurar um atendimento médico para o devido diagnóstico e tratamento.
26/04/2012 – por Roberto Franzin Coelho - hematologista (Londrina) para Bonde.com.br

Porto Velho é referência nacional na detecção do câncer uterino

PORTO VELHO — Porto Velho e Curitiba foram as únicas capitais que alcançaram o mais alto percentual da meta anual (quase 100%) de detecção precoce do Câncer. Os dados foram divulgados pelo Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca), por meio do “Primeiro Informativo Detecção Precoce de 2012”. O registro do Inca apresenta os dados parciais dos indicadores do programa Pacto pela Saúde, relativos ao controle dos cânceres do colo do útero e da mama em 2011 em todo o país. O relatório constata a qualidade da coleta do exame citopatológico do câncer do colo do útero. A quantidade de exames realizados é que permite essa certificação.

O indicador permite avaliar se a quantidade de exames ofertada para a população alvo foi suficiente para alcance da meta de cobertura do Pacto pela Saúde. A média esperada para esse indicador é 0,3, que pressupõe atingir 100% das mulheres elegíveis do programa, a cada três anos. Pouco mais de 60% da meta do Brasil para esse indicador foi alcançada.

O secretário municipal de Saúde de Porto Velho, Williames Pimentel, feliz com o relatório do Inca disse que o resultado é graças à ampliação e reestruturação da rede municipal de Saúde e citou que Porto Velho é o único município de Rondônia que tem laboratório próprio para o exame. E um dos poucos do Brasil com oferta na rede pública que não tem o serviço terceirizado.

“Um reconhecimento vindo de uma das maiores autoridades no assunto é gratificante, pois demonstra que as políticas públicas estão acontecendo. A Saúde é um setor prioritário nesta gestão e posso afirmar que avançamos muito. Hoje realizamos o preventivo em todas as nossas unidades básicas de saúde.

Temos enfermeiros pela manhã e pela tarde, e que depois de colher a amostra faz o devido encaminhamento para o Centro de referência de Saúde da Mulher e em cinco dias sai o resultado. Temos oito citologistas para a atender a demanda e é importante que seja ressaltado que a detecção precoce é que vai garantir logo o início do tratamento com grande chance de cura”, informou.

Exame mais detalhado
Pimentel explica que o município também possui hoje o serviço de colposcopia. Um exame para diagnóstico das lesões do colo uterino. “Com ele é possível determinar a localização, tamanho e extensão das lesões. É realizado como exame complementar ao exame de Papanicolau, quando este apresenta alteração ou quando o médico, ao fazer o exame clínico ginecológico, observa alguma alteração que mereça investigação, temos o exame no centro de Especialidades Médicas inaugurado recentemente”, disse Pimentel.

20 mil exames anuais
No início da administração do prefeito Roberto Sobrinho, haviam sido realizados 2 mil 754 exames preventivos. Em 2010, 18 mil e 495 exames. E a média no ultimo ano foi de 20 mil. O que revela que houve uma melhoria, extensão do atendimento e qualidade do serviço. “Temos 37 Unidades de Saúde em áreas rurais e 23 em áreas urbanas, todas estas estão equipadas para recolher o preventivo que será analisado no laboratório municipal que fica no Centro de Referência em Saúde da Mulher. Além disso, realizamos mutirões frequentemente tanto na região urbana quanto rural, para incentivar às mulheres a realizarem o exame preventivo”, enfatizou.

Peculiaridades
Segundo Pimentel, o câncer que mais mata em todo o país é o de mama. Em Rondônia devido às campanhas e demais ações municipais, principalmente na capital, que resultam no diagnóstico precoce muitas vidas são salvas. “Porém o câncer uterino tem média maior que a mamária. Isto porque a iniciação sexual é muito precoce e há uma multiplicidade de parceiros. Já diagnosticamos o câncer, por exemplo, em jovens de 24 anos”, relatou.

Dados do Instituto Nacional do Câncer, apontam que estima-se que no Brasil apareçam 18 mil novos casos e 500 mil no Mundo. “Por isso é importante o exame preventivo, pois lesões de baixo e médio grau geram câncer”, afirma.

Reforço na detecção
O secretário anunciou a compra de dois equipamentos de videocolposcopia, um aparelho que permite o exame do colo do útero e da vagina com aumento de até 40 vezes e transmite as imagens obtidas para um monitor de vídeo. “Tanto o médico como a paciente verão pelo monitor como está a lesão detectada, permitindo que o profissional oriente o melhor tratamento”, observou. O equipamento tem uma microcamera acoplada a um colposcópio, que permite o exame do colo do útero em maior detalhe.

As imagens obtidas são transferidas para um sistema de vídeo, onde as mesmas podem ser gravadas, armazenadas e impressas. Com o aparelho é possível identifica a presença de lesões suspeitas, avaliando sua localização, caráter e extensão, realizar biópsia dirigida, evitando biópsia desnecessárias e acelera o diagnóstico e permite um acompanhamento preciso depois do tratamento de lesões.

“Por essas razões, a colposcopia é uma técnica essencial tanto para a prática oncológica em geral, como para a ginecológica e o Município que já deu um grande salto na detecção de câncer, se tornará ainda mais referência nesta área para todo o país”, complementou.

Agradecimento
Pimentel agradeceu e parabenizou todos os profissionais de saúde do município, que atuam na defesa da saúde da mulher. “Cada profissional que trabalha nas campanhas, na divulgação da importância do exame preventivo, nos mutirões, nas unidades de saúde orientando e efetivando o exame, está de parabéns. Todos vocês estão contribuindo para a qualidade de vida das mulheres do nosso município”, finalizou.
20/04/2012 – Jornal Eletrônico Rondoniaovivo

Estudo mapeia dez diferentes tipos de câncer de mama

Univ. de CAMBRIDGE - Um estudo inédito revelou que o que se conhece atualmente como câncer de mama pode ser desdobrado em dez diferentes tipos, abrindo caminho para uma revolução no tratamento, que deve ficar cada vez mais específico para cada tipo de tumor.

A pesquisa, realizada por cientistas do Canadá e da Grã-Bretanha e publicada na prestigiada revista Nature, analisou mais de 2 mil mulheres com câncer, e seus resultados devem começar a ser aplicados em hospitais dentro de no mínimo três anos.

Para os especialistas, é possível comparar o câncer de mama a um mapa do mundo. Os exames atuais, mais abrangentes, teriam a capacidade de classificar a doença em diferentes “continentes”.

Agora, com as novas descobertas, será possível mapear a doença em até dez diferentes tipos, com um grau de definição muito maior, como se fossem “países”. “O câncer de mama não é uma doença, mas sim dez diferentes doenças”, disse o chefe do estudo, Carlos Caldas.

– Nossos resultados abrem caminho para que no futuro os médicos possam diagnosticar que tipo de câncer uma mulher tem e os tipos de remédios que vão ou não funcionar, de uma maneira muito mais precisa do que é possível atualmente – acrescenta o pesquisador.

No momento, os tumores são classficados de acordo com sua aparência sob as lentes de microscópios e exames com “marcadores”. Aqueles identificados com “receptores de estrogênio” deveriam responder a tratamentos que utilizam o tamoxifeno (um modulador seletivo da recepção deste tipo de hormônio) e os classificados com “receptores Her2? deveriam sofrer impacto da terapia com o medicamento Herceptin. A grande maioria dos tipos de câncer de mama (mais de 70%) responde bem aos tratamentos com hormônios. Entretanto, a reação às terapias varia muito. “Alguns respondem bem, outros fracassam terrivelmente. Claramente precisamos de uma classificação mais detalhada”, diz Caldas.

Análise: O que isto representa para os pacientes?
O potencial das descobertas deste estudo é vasto e pode ter um papel transformador no tratamento do câncer de mama ao redor do mundo. No entanto, a aplicação da nova classificação ainda levará anos e o impacto imediato para pacientes será limitado.

Há diferenças claras entre as taxas de sobrevida para cada tipo de câncer identificado. As variedades dois e cinco, por exemplo, tendem a apresentar cerca de 40% de chances de sobrevida de 15 anos. Os tipos três e quatro têm 75% de chances de sobrevida do mesmo período. Em termos de tratamento, as notícias são ruins. Até o momento há uma terapia bem delimitada para apenas um dos dez tipos: o medicamento Herceptin. Os outros grupos permanecerão com procedimentos genéricos, à base de sessões de quimioterapia e radioterapia. A esperança é que no futuro novos medicamentos sejam criados para cada tipo específico da doença.

Revolução
Os pesquisadores analisaram detalhes da genética celular de mais de 2 mil tumores, levando em consideração quais genes haviam sofrido mutação, quais estavam se multiplicando e quais estavam sendo desligados.

Após as análises, as células cancerígenas foram agrupadas em dez diferentes classificações, denominadas “IntClust” um a dez. ”Este é o maior estudo já realizado sobre os diferentes tipos de tumores de câncer de mama e vai alterar a maneira com a qual analisamos a doença, tendo um impacto enorme na forma de diagnosticar e tratar o câncer de mama nos próximos anos”, disse Harpal Kumar, chefe do instituto de Pesquisa do Câncer da Grã-Bretanha, que financiou a pesquisa.

Os cientistas precisam agora comprovar os benefícios da nova classificação antes que médicos e hospitais de todo o mundo passem a utilizá-la –um processo que pode levar de três a cinco anos.

Para Delyth Morgan, chefe de campanhas contra o câncer de mama na Grã-Bretanha, o estudo pode “revolucionar a maneira com a qual a doença é diagnosticada e tratada”. A pesquisa é um exemplo do que se conhece atualmente por “medicina personalizada” –que consiste em tratar uma doença a partir do mapeamento detalhado de seu comportamento genético.

O princípio pode, no futuro, ser aplicado às pesquisas que medem a resposta a medicamentos para doenças cardiológicas e tratamentos para conter o vírus HIV, dentre outros.
19/04/2012 - por Redação CB com BBC Brasil

Tratamento contra câncer recebe verba, mas faltam médicos no Brasil

BRASÍLIA - Na tentativa de melhorar o atendimento aos pacientes com câncer, o Ministério da Saúde anunciou o investimento de R$ 505 milhões na rede de tratamento da doença e na compra de equipamentos de radioterapia destinados às áreas de maior carência do país – os aparelhos serão instalados nas regiões Norte e Nordeste. No entanto, o programa só vai suprir 25% da demanda e esbarra em outro problema, reconhecido pela própria pasta: a falta de médicos capacitados.

Com esses recursos, o ministério planeja renovar 32 centros de tratamento já existentes e instalar 48 em cidades do Norte e do Nordeste. Diferentemente do modelo adotado hoje, no qual os municípios recebem somente os aparelhos, a pasta agora vai construir centros médicos nos locais onde serão utilizadas as máquinas. Com a medida, o governo espera minimizar um problema recorrente no país: equipamentos encaixotados por falta de local para uso. De acordo com o ministro Alexandre Padilha, a intenção de ampliar os sistemas de atendimento partiu da presidente Dilma Rousseff, em acordo firmado em março do ano passado. O objetivo é reduzir a desigualdade no acesso ao tratamento, geralmente concentrado nas capitais.

No entanto, especialistas alertam que apenas o recurso financeiro não será suficiente para sanar os problemas. O diretor-geral do Instituto Nacional do Câncer (Inca), Luiz Antônio Santini, disse na terça-feira, em audiência pública na Câmara dos Deputados, que o maior problema da oncologia no país atualmente é a falta de profissionais. "Claro que precisamos de recursos, mas isso não basta. O principal problema que a assistência ao câncer enfrenta hoje é a falta de recursos humanos", declarou. De acordo com ele, há déficit de médicos, principalmente nas especialidades que tratam o câncer, tanto em capitais quanto em regiões mais distantes.

O ministro Alexandre Padilha, no entanto, argumenta que algumas medidas estão sendo adotadas para amenizar o problema. Ele citou programas de bolsas de estudo e incentivos, além do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), que vinculam a residência médica ao trabalho prestado em regiões carentes. A expectativa é de que em cinco anos sejam criados 80 centros, com expectativa de atender 28,8 mil pacientes. De acordo com o secretário de Atenção à Saúde do ministério, Helvécio Magalhães, a ideia é de que, em uma década, todos os brasileiros tenham acesso ao tratamento a poucos quilômetros de casa. Uma das medidas que, segundo ele, tornará isso possível, é uma nova portaria do ministério, que desvincula a relação entre a população de um município e a possibilidade de instalação dos centros de tratamento.

Entretanto, ainda falta muito para que os cidadãos sejam atendidos com facilidade. Atualmente, existem cerca de 290 hospitais capacitados para o tratamento radioterápico, porém a estimativa da Sociedade Brasileira de Radioterapia é de que seriam necessários cerca de 400 centros para atender toda a população. Segundo o presidente da entidade, Robson Ferrigno, a compra de equipamentos anunciada pelo governo não será suficiente. "Aproximadamente 60% dos pacientes que têm câncer vão precisar, em algum momento, receber radioterapia. São cerca de 500 mil novos casos por ano. Desses, 300 mil vão precisar da terapia. O sistema está se modernizando, mas a velocidade em que isso está ocorrendo ainda está aquém da necessidade do número de pacientes com câncer."

Espera de 4 meses
Brasília
– Relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) divulgado no fim do ano passado aponta que apenas 15% dos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) conseguem iniciar as sessões de radioterapia dentro do prazo regular de 30 dias após o diagnóstico de câncer. A média de espera costuma ser de quatro meses. Para o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a compra e a renovação dos aparelhos de radioterapia vai diminuir essa demora nos estados.

Além de reduzir o tempo de espera, a aposta do governo no setor visa estimular empresas a produzir equipamentos destinados aos tratamentos radioterápicos no país. “Vamos exigir que as indústrias que produzirem no Brasil tenham vantagens. Esse mecanismo permitirá atrair pelo menos uma fábrica para o país”, anunciou Padilha. A meta é de que uma unidade produtora seja instalada já no próximo ano e entre em atividade em 2015. Com a produção em território brasileiro, a pasta espera economizar R$ 20 milhões por ano.

A preferência pela indústria brasileira é prática comum no ministério. Como exemplo dessa política, o ministro destaca um novo medicamento para o tratamento de leucemia mielóide, o mesilato de imatinibe, que passará a integrar o rol da produção nacional ao lado de vacinas e retrovirais. A fabricação do composto para tratar a leucemia vai, segundo a pasta, gerar economia anual de R$ 70 milhões.
19/04/2012 - Redação do DiariodePernambuco.com.br

Secretário apresenta na Assembleia balanço dos avanços na área de saúde

CURITIBA - O secretário da Saúde, Michele Caputo Neto, apresentou nesta segunda-feira (16), na Assembleia Legislativa do Paraná, um balanço dos avanços na área da saúde nos últimos 14 meses. Neste período, o governo lançou os programas Hospsus, que repassa recursos para 50 hospitais públicos e filantrópicos; Apsus, destinado ao fortalecimento da atenção primária à saúde com a capacitação de 35 mil profissionais de saúde dos 399 municípios paranaenses; o Comsus, de apoio aos consórcios intermunicipais de saúde; e o Farmácia do Paraná, de assistência farmacêutica. Também estruturou a Rede de Atenção à Saúde Mãe Paranaense, que será lançada no dia 2 de maio, em Curitiba, pelo governador Beto Richa.

“Tivemos avanços significativos que certamente serão sentidos a longo prazo pela população. O primeiro ano deste governo foi um tempo de ajuste, de investimentos em capacitação e em custeio, pois sabemos que mais importante que investir em obras é investir em recursos humanos”, afirmou o secretário.

Caputo Neto destacou que pela primeira vez será cumprida a Emenda Constitucional 29, que determina que 12% do orçamento do Estado seja investido na área da Saúde. “São R$ 340 milhões a mais no orçamento deste ano. Investiremos R$ 26 milhões nos Consórcios Intermunicipais de Saúde, por meio do Comsus, que repassará R$ 1,2 milhão por mês para os consórcios, além de R$ 9 milhões para a construção de quatro Centros de Especialidades Regionais (Pato Branco, Metropolitana de Curitiba, Apucarana e Toledo) e na implantação de 10 dos 12 Samus Regionais”, afirmou.

“Recebemos do governo anterior um orçamento aquém do desejado e o melhoramos com apoio de outras áreas do governo e inclusive esta Assembleia. Executamos mais de 98% deste orçamento, com certeza o maior percentual já alcançado pela pasta da saúde”, disse o secretário. Para o orçamento de 2013, a saúde do Paraná terá à disposição cerca de R$ 30 milhões, vindos do Banco Mundial, para a implantação das redes de atenção à saúde.

INFORMATIZAÇÃO – O secretário disse ainda que o governo está investindo na informatização das Autorizações de Internação Hospitalar (AIHs) e na regulação do sistema de leitos do Sistema Único de Saúde. “Iniciamos o processo para a construção de um sistema que permite visualizar os gastos com as internações e a oferta de leitos. O sistema dará mais autonomia, pois percebemos que não éramos reguladores do sistema e não tínhamos controle dos leitos do Sistema Único de Saúde”.

DENGUE – Caputo Neto informou aos deputados que houve redução de 95% nos casos confirmados de dengue no Paraná. “O combate à dengue foi tratado com muita seriedade pela equipe da Secretaria da Saúde, com a implementação de um plano emergencial”, disse. Entre 2010 e 2011 o estado viveu a maior epidemia da doença e registrou mais de 29 mil casos da doença, com 14 mortes. Entre 2011 e 2012 conseguimos reduzir consideravelmente os casos e hoje eles não chegam a mil, sendo que nenhuma pessoa morreu de dengue neste período.

SAÚDE MENTAL – A maior parte dos R$ 14 milhões destinados à rede de atenção à saúde mental será investida nos Centros de Tratamento de Dependentes de Álcool e Drogas. Ainda neste ano serão implantados os da região de Cascavel e de Curitiba. Os Cetrads atenderão jovens entre 12 e 25 anos, especialmente usuários de crack.

REGIONAIS DE SAÚDE – Os 915 profissionais aprovados em concurso foram nomeados para repor a força de trabalho das regionais de saúde e dos hospitais próprios. Outros 700 estão sendo beneficiados com as progressões e promoções. O governo também investiu na reposição da frota de veículos, com a compra de mais de 100 veículos e na troca dos equipamentos de informática.

Ainda neste ano serão instalados nas 22 Regionais de Saúde sistemas de vídeo para teleconferências, o que proporcionará mais comodidade aos servidores, que não precisarão se deslocar para Curitiba. “Investimos para que os servidores da saúde tenham as mínimas condições de trabalho”, destacou o secretário.
17/04/2012 - Agência de Notícias do Paraná

Encontro internacional discute acesso a testes de diagnóstico in vitro na América Latina

BRASÍLIA - Representantes de países como a Argentina, o Peru, Honduras, o Uruguai e o Paraguai estão reunidos em Brasília para tratar do acesso, por meio de programas de saúde pública na América Latina, a testes de diagnóstico in vitro com qualidade assegurada.

Para o diretor de Vigilância Epidemiológica do Ministério da Saúde, Claudio Maierovitch, a discussão é oportuna para a saúde pública brasileira. Ele lembrou que a área de diagnóstico laboratorial é habitualmente tratada “com menos glamour”, mas avaliou que os profissionais de saúde no país já começam a ver esse tipo de frente de ações de outra maneira.

Durante a abertura do encontro, o coordenador do Programa das Nações Unidas sobre HIV/Aids no Brasil, Pedro Chequer, ressaltou que a iniciativa é relevante sobretudo para o diagnóstico do HIV. Segundo ele, a região precisa avançar no controle da qualidade de produtos para diagnóstico in vitro, além de ampliar as parcerias entre países e estabelecer uma agenda de cooperação.

"Ainda temos centenas de milhares de pessoas necessitando de diagnóstico, tratamento e acompanhamento na América Latina", disse, ao destacar a expectativa de que, em médio prazo, países envolvidos na discussão consigam universalizar o acesso ao diagnóstico do HIV, da sífilis e das hepatites virais.

A vice-presidenta de Produção e Inovação da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Rita Byington, destacou que o momento é estratégico e privilegiado para se promover a discussão sobre o acesso a testes de diagnóstico in vitro no Brasil, já que as atuais políticas de governo tendem a associar o desenvolvimento econômico ao desenvolvimento social.

"O diagnóstico in vitro é absolutamente imprescindível para o SUS [Sistema Único de Saúde]", disse. Dados da Fiocruz indicam que 570 milhões de testes de diagnóstico foram feitos no ano passado em todo o país. O número, de acordo com Rita, é considerado insuficiente diante da demanda. Uma das saídas, segundo ela, são parcerias público-privadas que possibilitem mais investimentos em programas da saúde pública.

O encontro continua até amanhã (18) na sede da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). O evento é organizado pela Câmara Brasileira do Diagnóstico Laboratorial em parceria com a Fundação Mérieux e com a London School of Hygiene and Tropical Medicine.
17/04/2012 - Paula Laboissière, Repórter da Agência Brasil

HC faz campanha contra o câncer de laringe

SÃO PAULO - No Dia Mundial da Voz, o HC (Hospital das Clínicas) inicia nesta segunda-feira uma campanha para orientar a população sobre a importância dos cuidados com as cordas vocais. Até sexta-feira, serão feitos cerca de 500 exames de laringoscopia com objetivo de diagnosticar precocemente o câncer de laringe, assim como outras doenças das cordas vocais.

"Trabalhei muito tempo só com a voz e agora estou vendo o resultado", relata a radialista Edyr de Arruda, de 76 anos. Ela soube da campanha e fez questão de procurar atendimento, pois apresenta sinais de rouquidão frequentes. Rouquidão persistente, por um período acima de 15 dias e sem razão aparente, é o principal sintoma da doença. "Nunca fiz exame desse tipo e agora com a campanha resolvi aproveitar", conta a radialista. Assim como Edyr, 70% das pessoas utilizam a voz profissionalmente e pelo menos um terço tem a voz como principal instrumento de trabalho, de acordo com a Associação Brasileira de Otorrinolaringologia.

O Brasil ocupa o segundo lugar no ranking de incidência de câncer de laringe, segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde). Por ano, são diagnosticados de 7 mil a 10 mil casos da doença no país. De acordo com Adriana Hachiya, otorrinolaringologista e coordenadora da campanha no HC, a demora em procurar um diagnóstico para a rouquidão é uma das principais dificuldades. "As pessoas negligenciam o sintoma e acham que vai passar. Quando procuraram o médico, já está no estágio avançado e fica difícil preservar a voz", explica a médica.

Pessoas que fumam, consomem bebida alcoólica e têm histórico de doenças na família são o grupo de maior risco para doenças da laringe, ressalta a médica. Ela lembra que exames periódicos possibilitam o diagnóstico precoce. "Quando isso acontece, conseguimos preservar a estrutura da prega vocal e o paciente fica com um grau leve de rouquidão."

Além do câncer de laringe, outras doenças podem ser identificadas a partir das exames, como nódulos vocais, edema de Reinke e papiloma. "O nódulo, por exemplo, é muito comum em professores e é uma das razões mais comuns para o afastamento da sala de aula", diz Adriana Hachiya. O edema de Reinke, por sua vez, é comum em fumantes e responsável pelo tom de voz mais grave, especialmente em mulheres.

As pessoas que participarem da campanha esta semana serão atendidas por uma equipe de otorrinolaringologistas e fonoaudiólogos. Os pacientes irão receber também materiais informativos e assistir a vídeos sobre o tema. Por dia, a meta é atender de 80 a 100 pessoas, no prédio dos ambulatórios do Instituto Central do HC.
16/04/2012 - da Agência Brasil na Band.com

Hospital de Câncer de Barretos terá Núcleo de Aperfeiçoamento em Mamografia

Instituição associada à Abifcc BARRETOS - Na próxima segunda-feira, dia 16 de abril, será inaugurado o Núcleo de Aperfeiçoamento em Mamografia de Barretos. A iniciativa tornou-se possível através de uma parceria entre a Faculdade de Ciências da Saúde de Barretos – Dr. Paulo Prata, o Departamento de Prevenção do Hospital de Câncer de Barretos e o renomado instituto holandês de treinamento em rastreamento mamográfico, LRBC (National Expert and Training Centre for Breast Cancer).

O início das atividades do Núcleo de Aperfeiçoamento em Mamografiaocorrerá com o curso “Reciclagem Técnica em Mamografia” e com a aula inaugural “A importância da educação continuada para técnicos em mamografia”, ministrada por Dr. Aron Belfer, um dos mais respeitados médicos radiologistas da área de prevenção de câncer de mama e conselheiro técnico da Associação Américas Amigas.

A abertura das solenidades contará com a participação de Dr. Edmundo Mauad (Coordenador do Departamento de Prevenção do HCB), Drª Silvia Prioli (Médica Radiologista do HCB), Srª Francisca Harley (Membro Fundador da ONG Américas Amigas), Srª Meire Falanga (Especialista de Aplicação Avançanda em Mamografia da General Eletric Healthcare) e o Sr. Piet Van Kalken (LRCB – National Expert and Training Centre for Breast Cancer). Após as solenidades com as instituições parceiras, ocorrerá uma coletiva de imprensa e será realizada uma apresentação das instalações em que o Núcleo de Aperfeiçoamento em Mamografia exercerá suas atividades.

Os cursos que serão ministrados também atenderão a uma demanda crescente de qualidade necessária ao serviço de prevenção de câncer nacional. No último dia 27 de março, o Ministério da Saúde propôs novas ações do Programa Nacional de Qualidade prevista pela Portaria 531 - publicado pelo Diário Oficial da União. O esforço governamental irá estruturar um programa de monitoramento de qualidade dos serviços de diagnóstico por imagem mamográficas e profissionais responsáveis da área (técnicos, físicos, enfermeiras e médicos) no sistema público e sistema privado. Sobre a validade o projeto, a radiologista do HCB e coordenadora de cursos do Núcleo de Aperfeiçoamento em Mamografia, Drª Silvia Prioli, declara: “O Núcleo trará aos profissionais envolvidos (técnicos, físicos e médicos) um embasamento de qualidade que irá tanto de encontro a uma imensa necessidade nesta área, quanto a adequação as novas normas do governo e, acima de tudo, realizar a promoção de um exame realmente capaz de diagnosticar o câncer de mama em um estágio tratável e muitas vezes curável."

O projeto do curso de qualificação para o exame iniciou-se após o Departamento de Prevenção do Hospital do Câncer de Barretos ter sido auditado pelo instituto holandês LRCB, através da rigorosa avaliação dos serviços de prevenção ao câncer de mama. Devido a qualidade dos exames de suas unidades fixas e móveis, o Núcleo de Aperfeiçoamento em Mamografia tornou-se apto a qualificar os profissionais da área de outras instituições, especializar-los nas técnicas corretas do exame de mamografia, realizar reavaliações dos serviços prestados e propagar técnicas de auto-reciclagem – procedimentos fundamentais para aumentar a precisão e a qualidade dos exames preventivos.

Para atender necessidades do meio profissional, acadêmico e com o objetivo de fornecer instrumentos de avaliação confiáveis, o Núcleo de Aperfeiçoamento em Mamografia elabora e administra cursos que são compostos 80% por atividades práticas, baseados em modelos europeus de qualidade. Além dos cursos de capacitação, reciclagem e treinamento, o Núcleo de Aperfeiçoamento também promove o primeiro curso brasileiro de pós-graduação lato-sensu em mamografia para físicos. Sobre o curso, a física médica do Departamento de Prevenção do Hospital de Câncer de Barretos, Mariana Nani Costa, observa: “Há muito é sabido que a qualidade da mamografia é fundamental para um diagnóstico preciso, mas após os treinamentos no LRCB aprendemos que é possível atingir a excelência quando todos os envolvidos na realização do exame possuem conhecimentos específicos e de qualidade. É com o objetivo de compartilhar este conhecimento que o Núcleo de Mamografia criou cursos inéditos para técnicos em radiologia, médicos e físicos.”

Agenda:
Segunda-feira - 16/04/2012 - Horário: 9:30
Local: Instituto de Prevenção de Câncer Ivete Sangalo – Instituto Avon do Hospital de Câncer de Barretos – 1º andar

    Programação
  • 9h30 – Recepção dos convidados e imprensa
  • 10h00 – 10h30 - Pronunciamentos
  • 10h 00min – Dr. Edmundo Mauad – “Abertura do Curso”
  • 10h 10min – Dr. André Lopes – “A importância da Educação do Profissionais de Saúde e População para o Hospital de Câncer de Barretos”
  • 10h 20min – Drª Silvia Prioli – “A História do Núcleo de Aperfeiçoamento em Mamografia”
  • 10h 30min – Srª Francisca Harley / Dr. Aron – “Visão das Américas Amigas sobre a educação e parceria com o Núcleo de Aperfeiçoamento em Mamografia”
  • 10h 50min - Srª Meire Falanga – “Visão da GE sobre a educação e parceria com o Núcleo de Aperfeiçoamento em Mamografia”
  • 11h 10 min Piet Van Kalken - “Visão do LRCB sobre a importância da educação em mamografia e parceira com o Núcleo de aperfeiçoamento em Mamografia”
  • 11h 30 – Coletiva de Imprensa
  • 11h 50 - Início do Tour pelo Centro de Treinamento do Núcleo

Mais Informações:
Orlando Aguiar de Oliveira
Porta-Voz Comunicação Estratégica
(11) 3871-3666 / (11) 9733-6263
orlando.oliveira@portavoz.com.br
16/04/2012 - por Orlando Aguiar de Oliveira para o Jornal Dia-Dia

Saúde 2.0: Como os recursos da web podem ajudar as instituições do setor

SÃO PAULO - Muitas empresas e organizações já usam as ferramentas da web para se relacionarem com seus públicos com maior eficiência, agilidade e transparência, alcançando bons resultados. Na área da saúde, também muitas instituições começaram a perceber o potencial dos recursos interativos. Mas, para realmente conseguir atingir os objetivos e benefícios pretendidos, é necessário adotar um plano de comunicação estratégico, utilizando corretamente a internet e seus recursos. Para elucidar as principais dúvidas sobre o tema, o 21º Congresso da Federação das Santas Casas e Hospitais Beneficentes do Estado de São Paulo (Fehosp), que acontece de 24 a 27 de abril em Campinas, promove o painel "Apropriando-se das tecnologias de informação como fator de integração, desenvolvimento e segurança da informação".

A palestra será ministrada pelo professor dos cursos de pós-graduação e MBA da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), Gil Giardelli, e pela advogada especialista em direito digital, Sandra Paula Tomazi. Além disso, será apresentando um case de sucesso com a participação do diretor jurídico do Instituto Oncoguia, Tiago Farina Matos.

Prática interativa
O Instituto Oncoguia foi idealizado com o objetivo de ajudar o paciente com câncer a viver melhor. E, para isso, umas das ações é um portal com informações sobre a doença, tratamentos e dicas focadas na qualidade de vida, além de espaços para depoimentos e troca de experiência para pacientes e seus familiares. “É uma forma de driblar o preconceito e estigma ainda presente em relação à doença”, afirma Tiago Matos. Em fevereiro, acrescenta ele, o portal recebeu cerca de 150 mil acessos, ou seja, quase 5 mil acessos diários. “Além disso, atuamos no Facebook e Twitter”.

O diretor ressalta ainda a importância de uma comunicação de qualidade e adequada. “Em especial, quando falamos de instituições de saúde a comunicação se torna ainda mais fundamental – da relação instituto-usuário à relação médico-paciente. Estamos mais exigentes e avaliando melhor aquilo que buscamos. Por isso, hoje, estar na internet, nas redes sociais, ser transparente e direto nas mensagens quanto aos serviços oferecidos, divulgando informação de qualidade, com certeza, farão a diferença em todo o trabalho desenvolvido por qualquer instituição”, explica. Ele destaca também a importância de eventos como o 21° Congresso da Fehosp para difundir esse conhecimento. “A permanente qualificação e troca de experiência entre as instituições filantrópicas apresenta-se como o caminho mais seguro e rápido para o desenvolvimento da saúde no Brasil”, avalia Tiago Matos.

21º Congresso da Fehosp
Com o tema “Ouvindo as vozes da saúde hospitalar do país. Sensibilizar é preciso”, o 21º Congresso da Federação das Santas Casas e Hospitais Beneficentes do Estado de São Paulo (Fehosp) acontece de 24 a 27 de abril, em Campinas. O principal objetivo do evento é apontar as perspectivas da saúde pública no Estado e no País e discutir soluções para os diversos desafios do setor filantrópico.

Para mais informações acesse: http://www.eventosfehosp.com.br/
Assessoria de imprensa Fehosp (11) 4930-2006
Marcela Villa – marcela@atributobrasil.com.br (11) 9176-5421
Natalia Kfouri – natalia@atributobrasil.com.br (11) 9456-2556
11/04/2012 - Assessoria de Imprensa Fehosp para o Inteligemcia

Dia Mundial de Combate ao Câncer é comemorado este domingo

RIO DE JANEIRO - A confraternização com os familiares e a tradicional troca de chocolates são certamente deliciosas, mas este domingo de Páscoa também é dia de atentar para os cuidados com a saúde. Hoje, 8 de abril, comemora-se o Dia Mundial de Combate ao Câncer, segunda doença que mais mata em todo o mundo - ficando atrás somente dos transtornos cardiovasculares. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), o número de pessoas com a enfermidade deve chegar a 75 milhões em 2030. A estimativa é de que a taxa anual de mortalidade chegue a 13 milhões. No país, o Instituto Nacional de Câncer (Inca) indica que mais de 1 milhão de novos casos devem ser registrados até 2013.

Embora as estatísticas não sejam nem um pouco tranquilizadoras, os avanços na medicina e a possibilidade de diagnósticos cada vez mais precoces têm melhorado as perspectivas dos que descobrem ter algum tumor maligno. Hoje, ainda de acordo com o Inca, mais de 50% dos tipos da doença já podem ser curadas, desde que tratados em estágios iniciais. Além disso, as terapias estão se tornando cada vez mais brandas e eficientes, conforme mostrou o Jornal do Brasil em reportagem sobre o câncer de mama. Além disso, há cirurgias feitas com o auxílio de robôs – menos invasivas – e pesquisas genéticas que podem ajudar a desenvolver intervenções "personalizadas" no futuro.

Isto, no entanto, não é motivo para deixar de se precaver. As velhas recomendações para não fumar, não ingerir bebidas alcoólicas, manter o peso ideal, uma alimentação saudável, praticar atividades físicas e evitar a exposição ao sol em excesso continuam valendo. Outra medida simples e importante é ficar atento à vacinação. A imunização contra o HPV (vírus do papiloma humano), por exemplo, diminui sensivelmente o risco de câncer de colo de útero - o segundo mais incidente na população feminina.

"Muitas pessoas ainda não sabem que o câncer de colo de útero está relacionado com o vírus do papiloma humano (HPV), transmissível sexualmente e presente na maior parte das lesões pré-cancerígenas. As vacinas aprovadas pelo Ministério da Saúde [não são fornecidas pela rede pública] para uso no Brasil previnem os principais tipos de HPV associados a esse câncer e às verrugas genitais. São recomendadas para mulheres entre 9 e 26 anos", explica o médico Renato Kfouri, presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm). Os homens também devem se proteger. Além de cuidar de suas mulheres, também estarão se protegendo dos cânceres de pênis e ânus.

Pesquisa mostra boa aceitação da vacinação contra HPV em adolescentes
A vacina contra a hepatite, disponibilizada gratuitamente na rede pública de saúde, é outra arma poderosa. Cerca de 50% dos pacientes com carcinoma hepatocelular, tumor de fígado mais comum, têm cirrose hepática, que pode estar associada à hepatite crônica.

"A vacina contra a hepatite B, doença transmissível sexualmente e também pelo sangue contaminado, tem grande impacto na redução da incidência desse tipo de câncer", destaca Isabella Ballalai, presidente da SBIm-RJ, que fala sobre a necessidade de esclarecer toda e qualquer dúvida com os médicos. "É importante aproveitar o momento da consulta para conversar sobre como colocar o calendário de vacinação da família em dia e, claro, manter-se atualizado. A informação é grande aliada da saúde", conclui a especialista.
08/04/2012 - Jornal do Brasil

Desmistificando o Câncer

FORTALEZA - Um familiar, um amigo, um tio do conhecido. Os casos de câncer crescem e passam a se tornar cada dia mais comuns dentro dos círculos de convivência. E muitas dessas histórias se tornam lições de superação, tratamento adequado e de retorno da saúde. No entanto, fatores como o diagnóstico precoce, o acesso ao tratamento e aos avanços da ciência na área, assim como a forma como o processo é encarado são determinantes para, acima de tudo, a manutenção da qualidade de vida.

Para o médico Ronaldo Ribeiro, coordenador do Centro de Pesquisa Clínica do Hospital Haroldo Juaçaba/Instituto do Câncer do Ceará (ICC), é necessário entender que o câncer é uma doença crônica em que a cura é um dos objetivos, mas não o único. "O objetivo é deixar o paciente sem a doença em atividade, bem e com qualidade de vida. Uma vez que isso acontece, ele poderá se beneficiar dos avanços (da ciência) que ainda estão por vir", indica.

Nomeando a doença
Dizem que as palavras têm poder, mas que pensamentos e ações também. Assim, muitas são as pessoas que, para se referirem ao câncer, utilizam a sigla CA ou a expressão “aquela doença”. Apesar de existir a estimativa de mais de 500 mil novos casos de câncer no Brasil em 2012, a desinformação e os mitos ainda cercam a doença e suas diversas particularidades.

Para o médico Marcelo Leite, o tabu com que a doença é tratada por muitos só pode ser quebrado com conhecimento, informação e, claro, com o sucesso dos tratamentos. “O tabu leva à comportamentos irracionais, como não quero fazer exame para não descobrir que há algo errado. Quanto mais precoce o diagnóstico, maior chance de cura e maior a confiança das pessoas”.

Informação e confiança são elementos que não faltam a Victoria Parente, 29, ao comentar o processo de descoberta e tratamento de um linfoma não-Hodgkin, descoberto em 2008. Com um histórico forte de câncer na família, Victoria lembra que não se deixar abater foi uma decisão importante para seguir com cada passo necessário até a alta do tratamento, em 2010. "Meus pais já tinham passado por esse processo e meu irmão se foi, não queria que eles sofressem de novo. Pensei em tudo o que meu irmão passou e como nunca desistiu", lembra.

O médico Luiz Porto indica que a posição do paciente diante do tratamento é importantíssima para que haja sucesso. Além disso, ele lembra como é fundamental que a doença não seja escondida, indicando os casos recentes da presidente Dilma, do ex-presidente Lula e dos atores Patrícia Pillar e Reynaldo Gianecchini. Para ele, mostrar a doença e o sucesso é importante para que haja a desmistificação do câncer.

E Victoria também se expôs, compartilhando os passos e as informações que obtinha através de um blog que leva o seu nome. “Eu queria ajudar as pessoas que queriam saber mais sobre o assunto. Até hoje, recebo e-mails de pessoas de vários locais e de fora do País querendo informações”, conta.

Neste 8 de abril, data que marca o Dia Mundial de Combate ao Câncer, o Ciência & Saúde apresenta as estimativas para os casos da doença no Estado, assim como alguns dos avanços no tratamento e na formação de profissionais.
07/04/2012 - Samaisa dos Anjos para OPovo online

Médica orienta servidoras fazendárias sobre prevenção ao câncer de mama

CUIABÁ - Servidoras da Secretaria de Fazenda de Mato Grosso (Sefaz-MT) assistiram, nesta quarta-feira (04.04), à palestra sobre prevenção ao câncer de mama, em mais uma ação da Secretaria Executiva do Núcleo Fazendário (Senf) com foco na saúde do quadro funcional do Fisco.

A médica Ritamaris de Arruda Régis Borges explicou que há inúmeros fatores que podem aumentar a chance de a mulher desenvolver o câncer de mama, tais como:

  • vida reprodutiva: menarca (primeira menstruação) precoce, nuliparidade (mulher que nunca teve filhos), primeira gestão acima de 30 anos de idade, uso de anticoncepcionais orais, menopausa tardia e terapia de reposição hormonal;
  • idade: taxas de incidência aumentam rapidamente até os 50 anos e, posteriormente, esse aumento ocorre de forma mais lenta;
  • exposição à radiação ionizante, mesmo em baixas doses, aumenta o risco de desenvolvimento do câncer de mama, principalmente durante a puberdade;
  • fatores genéticos: mulheres com mutação nos genes BRCA1 e BRCA2 têm 85% de chance de desenvolver câncer de mama antes dos 70 anos de idade. Além disso, mulheres cujas mães, irmãs e/ou primas de primeiro grau do lado materno tenham tido a doença também têm mais probabilidade de desenvolver esse tipo de câncer.

PROTEÇÃO
A médica afirmou que há fatores de proteção ao câncer de mama, ou seja, fatores que podem reduzir o risco de desenvolvimento da doença. Alguns deles são: amamentação, prática regular de atividades físicas e alimentação saudável com manutenção do peso corporal.

SINAIS
O sinal mais comum do câncer da mama é o aparecimento de um nódulo ou caroço. Ritamaris ressaltou que a maioria dos nódulos que aparecem na região mamária são tumores benignos, como os cistos e os fibroadenomas. Entretanto, somente o médico pode identificá-los e dar a orientação adequada. A grande preocupação, portanto, é com os tumores malígnos, como o câncer de mama, que se desenvolve sem provocar dor.

PREVENÇÃO
Na oportunidade, a médica afirmou que o câncer de mama é uma doença grave, crônica, mas que pode ser curada quanto mais precocemente diagnosticada. “Mais de 90% das mulheres conseguem sobreviver ao diagnóstico. Quanto mais precoce o diagnóstico, maior a possibilidade de cura”, afirmou.

Para a prevenção do câncer de mama, há os seguintes métodos: orientação médica preventiva, exame clínico, autoexame e mamografia (complementada ou não por ultrassonografia das mamas). “Nenhum desses métodos é eficiente sozinho. Eles se complementam, dependendo do tipo de mama e da idade da mulher”, ressaltou a médica.

MÉTODOS
O autoexame da mama é um exame mensal que a mulher pode fazer em si mesma. Deve ser feito mensalmente, uma semana após a menstruação, pois as mamas estão menos inchadas e doloridas nessa fase do ciclo. As mulheres que não menstruam mais devem escolher um dia do mês para realizar o autoexame. Qualquer alteração verificada deve ser comunicada o quanto antes ao ginecologista ou mastologista.

Já a mamografia é capaz de detectar um nódulo (menor que 1cm) antes mesmo que ele se torne palpável. Quando o diagnóstico é feito dessa forma, ainda no início da formação do tumor, as chances de cura se tornam muito maiores, de forma a descartar a necessidade de retirada da mama para o tratamento. Apesar de ser um método eficaz, a mamografia não descarta o autoexame e o exame médico.

A mamografia deve ser feita somente em mulheres acima dos 35 anos. Mulheres a partir de 40 anos devem fazer mamografia anualmente. Entretanto, qualquer mulher que apresente nódulo ou outra anormalidade na mama deve procurar o seu médico o mais breve possível.

PARCERIA
A palestra foi organizada pela Gerência de Qualidade de Vida (GQV), em parceria com a Associação de Trabalhadores Voluntários Contra o Câncer de Mama em Mato Grosso, a MT Mamma, entidade sem fins lucrativos que desenvolve trabalho de conscientização quanto à importância da detecção precoce da doença e oferece apoio às mulheres durante e após o tratamento, bem como a seus familiares. Para mais informações sobre o trabalho da entidade, acesse o site www.mtmamma.com.br ou ligue para: (65) 3052-8758 e (65) 8143-5252.
05/04/2012 - da Redação do ODocumento.com.br

MP fixa regras para apoio à oncologia e reabilitação de deficientes

BRASÍLIA - A Secretaria da Receita Federal informou nesta quarta-feira (4), que a Medida Provisória 563, que regulamenta parte das medidas de aumento da competitividade da indústria, também oficializa a possibilidade de doações ao Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica (Pronon) e ao Programa Nacional de Apoio à Atenção da Saúde da Pessoa com Deficiência (Pronas/PCD) com possibilidade de abatimento no Imposto de Renda.

O Fisco esclareceu, entretanto, que essas doações, para serem abatidas, entram no limite global de 6% sobre o imposto devido. Segundo a regra publicada no Diário Oficial da União, as pessoas físicas que realizarem doações para estes programas em 2012 poderão fazer abatimentos na declaração de ajuste anual do Imposto de Renda de 2013. No caso das empresas, o abatimento também poderá ser feito no IR do ano que vem, mas com base em fatos geradores ocorridos também em 2013, e com limite de 4%.

Ministério da Saúde aprova
Os programas têm a finalidade, segundo o Ministério da Saúde, de captar e canalizar recursos destinados a estimular ações para reabilitação da pessoa com deficiência e oncologia. A medida inclui a promoção, diagnóstico, tratamento, cuidados paliativos ao câncer e a reabilitação e adaptação de órteses, próteses e meios auxiliares de locomoção, acrescentou o governo.

"Além de garantir a manutenção dos serviços, a dedução de valores vai certamente incentivar doações destinadas ao tratamento e à pesquisa na área do câncer e da saúde da pessoa com deficiência", segundo avaliou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. De acordo com ele, o projeto representa "importante avanço" no atendimento aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). "Nossa proposta é a inserção cada vez mais integrada entre as empresas e os serviços assistenciais dentro das redes de atenção à saúde", acrescentou.

Doações
Segundo o governo, serão consideradas doações transferência de quantias em dinheiro; transferência de bens móveis ou imóveis; comodato ou cessão de uso de bens imóveis ou equipamentos; realização de despesas em conservação, manutenção ou reparos nos bens móveis, imóveis e equipamentos, inclusive os referidos; e fornecimento de material de consumo, hospitalar ou clínico, medicamentos ou produtos de alimentação.
04/04/2012 - do G1 em Brasília

Ministro da Saúde vem hoje à Câmara assinar convênio de linha de crédito

BRASÍLIA - O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, assina hoje convênio em reunião da Frente Parlamentar de apoio às Santas Casas, Hospitais e Entidades Filantrópicas da área de saúde. O convênio entre o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Ministério da Saúde se destina à reestruturação da linha de crédito BNDES – Saúde.

De acordo com o coordenador da frente, deputado Antonio Brito (PTB-BA), também está na pauta do evento a apresentação da Campanha da Fraternidade pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) com o tema “Fraternidade e Saúde Pública” e com o lema “Que a Saúde se difunda sobre a terra”.

Além de representantes do BNDES e das Santas Casas, também comparecem os coordenadores das frentes parlamentares das Santas Casas das Assembleias de Minas Gerais, deputado Carlos Mosconi, e de São Paulo, deputado Itamar Borges.

A reunião será às 14h30 no Plenário 1.

Convênio
A assinatura do convênio entre o BNDES e o Ministério da Saúde é resultado da audiência pública proposta pelos deputados Antonio Brito (PTB-BA) e Saraiva Felipe (PMDB-MG), realizada no ano passado pela Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados. O BNDES aprovou novas condições para a linha de crédito “BNDES Saúde” destinada à reestruturação financeira das Santas Casas, Hospitais e Entidades Filantrópicas na área da saúde que prestam serviços ao Sistema Único do Saúde (SUS).

Inicialmente a linha de crédito previa uma taxa de juros da TJLP (Taxa de Juros de Longo Prazo – 6%) mais 4% de remuneração básica do BNDES e 0,5% de taxa de intermediação financeira, além de não estipular limite para a taxa de remuneração da instituição financeira credenciada a operar a linha de crédito, mas que em geral vinha sendo praticado em torno de 3%, perfazendo um total de 13,5% ao ano.

Com as novas condições, a linha de crédito ficará no máximo em 10% ao ano, uma redução, no mínimo, de três pontos e meio percentuais, ficando a TJLP, mais 1,5% de remuneração, 0,5% de intermediação e limitando-se ao máximo de 2% a remuneração da instituição que operará o empréstimo.

Houve também uma ampliação no prazo de pagamento do empréstimo que era de 72 meses com 12 de carências, incluso no prazo total, passando agora para 120 meses, com 1 mês de carência, ou seja, um aumento de 4 anos para pagamento.

Certificação de entidades beneficentes
As entidades filantrópicas na área da saúde têm encontrado grande dificuldade na renovação dos seus certificados junto ao Ministério da Saúde. Durante o evento, um técnico do ministério vai esclarecer a situação atual da certificação das entidades beneficentes de assistência social na área da saúde (Cebas) e tirar dúvidas.

Para a apresentação dos principais pontos da Campanha da Fraternidade sobre saúde pública, a frente convidou o presidente da CNBB, Dom Raymundo Damasceno Assis, e o secretário-executivo da Campanha da Fraternidade, padre Luiz Carlos Dias. A frente pretende se engajar e apoiar a campanha que tem como lema “Que a Saúde se difunda sobre a terra”.
28/03/2012 - da Redação/RCA - Agência Câmara de Notícias

Ministro inaugura UPA e repassa recursos para centros de prevenção ao câncer de mama em Maringá

MARINGÁ - O Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, inaugurou na manhã deste domingo (25), na zona sul de Maringá, a primeira Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da região e uma das primeiras a funcionar no Paraná. Segundo o ministro, o Estado tem 42 unidades iguais à de Maringá em construção, com previsão de entrega ainda este ano.

Em Maringá, Padilha lembrou que o investimento na construção da UPA, Central do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e numa Unidade Básica de Saúde no Jardim São Silvestre, foi de R$ 4,8 milhões.

Na mesma solenidade, ele assinou documento, junto com a deputada federal Cida Borghetti (PP) e o secretário de Saúde do Estado, Michele Caputo, repassando R$ 3 milhões para a criação de quatro centros de prevenção do câncer de mama, dirigidos à saúde da mulher.

"No último ano, conseguimos aumentar em 24% o acesso das mulheres brasileiras à mamografia", disse o ministro, elogiando o trabalho da deputada Cida Borghetti, que é líder nacional de um movimento, visando o aumento do acesso da mulher aos serviços de saúde, principalmente de prevenção do câncer de mama.

Padilha ainda fez um agradecimento aos profissionais de saúde que vão trabalhar na nova unidade, lembrando que a humanização do sistema de atendimento, por meio das UPAs, tem reduzido em até 94% a procura pelos prontos-socorros, evitando a superlotação. "A UPA resolve a maior parte dos problemas, classificando as urgências, resolvendo e dando prioridade aos atendimentos mais necessários", completou.

Falaram ainda durante a solenidade, o secretário municipal de saúde, Antônio Carlos Nardi; o vereador Sabóia; o deputado estadual Enio Verri (PT); a deputada Cida Borghetti (PP); o secretário de Saúde do Estado, Michele Caputo; e o prefeito Silvio Barros (PP).

Caputo anunciou a liberação de R$ 500 mil para o Consórcio Intermunicipal de Saúde (Cisamusep) e Silvio Barros revelou que Maringá havia acabado de receber, do Ministério da Saúde, nota 9,17 pela atenção Básica à Saúde. "Ainda não sabemos qual a posição nacional, mas é uma das maiores notas do País", frisou o prefeito.
dd/0x/2012 - Edmundo Pacheco para ODiario.com

Diretoria da ABIFICC prestigia 50 anos do Hospital Napoleão Laureano

Instituição associada à Abifcc JOÃO PESSOA - A diretoria da Associação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Combate ao Câncer - ABIFICC representada pelos diretores, Aristides Pereira Maltez Filho, Pascoal Marracini e João Batista Simões, anfitrião do evento esteve prestigiando as comemorações de 50 anos do Hospital Napoleão Laureano e 60 anos da Fundação Napoleão Laureano na cidade de João Pessoa.

Diretoria Abificc

No dia 23 de março aconteceu a abertura da XX Jornada de Oncologia do Hospital nas dependências do Conselho Regional de Medicina da Paraíba com a palestra do Dr. Luiz Antonio Santini, Diretor do Instituto Nacional do Câncer – INCA sobre a Política Nacional de Oncologia. Coube ao Dr. Aristides Pereira Maltez Filho, presidente da ABIFICC, fazer a apresentação do Dr. Luiz Antonio Santini.

Após a palestra inaugural, os diretores da ABIFICC acompanhados pelo presidente da Fundação Laureano, Dr. Antonio Carneiro Arnaud e pelo presidente do hospital, João Batista Simões percorreram as dependências do hospital conhecendo as instalações da radioterapia e da nova ala de pediatria.

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Em seguida a diretoria da ABIFICC se reuniu para sua reunião mensal contando com a presença dos doutores Luiz Antonio Santini e Antonio Carneiro Arnaud.

Dando sequencia as comemorações do aniversário do hospital e da fundação, aconteceu à noite no auditório Sérgio Bernardes, no Hotel Tambaú, o coquetel do lançamento do livro: Hospital Laureano – 50 anos. O evento contou com a presença de senadores, deputados federais e estaduais da Paraíba bem como dos presidentes do Instituto do Câncer do Ceará – ICC e Hospital Mário Kroeff, Dr. Sérgio Joaçaba e Dr. Hiram Silveira Lucas, respectivamente.
25/03/2012 - da Diretoria Abificc

Câmara sedia assinatura de convênio de linha de crédito para saúde

BRASÍLIA - A Frente Parlamentar de apoio às Santas Casas, Hospitais e Entidades Filantrópicas na área de saúde recebe na próxima quarta-feira (28) o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Ele vem assinar o convênio entre o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Ministério da Saúde para a reestruturação da linha de crédito BNDES – Saúde.

De acordo com o coordenador da frente, deputado Antonio Brito (PTB-BA), também está na pauta do evento a apresentação da Campanha da Fraternidade pela CNBB com o tema “Fraternidade e Saúde Pública” e com o lema “Que a Saúde se difunda sobre a terra”.

Além de representantes do BNDES, também comparecem os coordenadores das frentes parlamentares das Santas Casas das Assembleias de Minas Gerais, deputado Carlos Mosconi, e de São Paulo, deputado Itamar Borges.

A reunião será às 14h30 no Plenário 1.

Convênio
A assinatura do convênio entre o BNDES e o Ministério da Saúde é resultado da audiência pública proposta pelos deputados Antonio Brito (PTB-BA) e Saraiva Felipe (PMDB-MG), realizada no ano passado pela Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados. O BNDES aprovou novas condições para a linha de crédito “BNDES Saúde” destinada à reestruturação financeira das Santas Casas, Hospitais e Entidades Filantrópicas na área da saúde que prestam serviços ao Sistema Único do Saúde (SUS).

Inicialmente a linha de crédito previa uma taxa de juros da TJLP (Taxa de Juros de Longo Prazo – 6%) mais 4% de remuneração básica do BNDES e 0,5% de taxa de intermediação financeira, além de não estipular limite para a taxa de remuneração da instituição financeira credenciada a operar a linha de crédito, mas que em geral vinha sendo praticado em torno de 3%, fazendo um total de 13,5% a.a.

Com as novas condições, a linha de crédito ficará no máximo em 10% a.a., uma redução, no mínimo, de três pontos e meio percentuais, ficando a TJLP, mais 1,5% de remuneração, 0,5% de intermediação e limitando-se ao máximo de 2%, a remuneração da instituição que operará o empréstimo.

Houve também uma ampliação no prazo de pagamento do empréstimo que era de 72 meses com 12 de carências, incluso no prazo total, passando agora para 120 meses, com 1 mês de carência, ou seja, um aumento de 4 anos para pagamento.

Certificação de entidades beneficentes
As entidades filantrópicas na área da saúde têm encontrado grande dificuldade na renovação dos seus certificados junto ao Ministério da Saúde. Durante o evento, um técnico do Ministério da Saúde vai esclarecer a situação atual da certificação das entidades beneficentes de assistência social na área da saúde (Cebas) e tirar dúvidas.

Para a apresentação dos principais pontos da Campanha da Fraternidade sobre saúde pública, a frente convidou o presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Raymundo Damasceno Assis, e o secretário-executivo da Campanha da Fraternidade, padre Luiz Carlos Dias. A frente pretende se engajar e apoiar a campanha que tem como lema “Que a Saúde se difunda sobre a terra”.
22/03/2012 - da Redação/RCA, Agência Câmra de Notícias

Paralisação impede atendimento a 20 mil pacientes pelo SUS em Salvador

SALVADOR - Clínicas e unidades de saúde particulares que prestam serviço ao SUS suspenderam o atendimento à população desde quarta-feira (21) em Salvador. O motivo apresentado é falta do pagamento nos meses de janeiro e fevereiro, que deveria ser realizado pela prefeitura de Salvador, de acordo com a Associação de Hospitais e Serviços de Saúde do Estado da Bahia (Ahseb). Somados os dois meses, a dívida beira os R$ 10 milhões, afirma o médico Ricardo Costa, vice-presidente da Ahseb.

Ricardo conta que o pagamento não é efetuado por conta de um impedimento legal detectado por auditoria feita pela Procuradoria Jurídica do Município através do Sistema Integrado de Gestão e Auditoria (Siga), que constatou que os serviços eram prestados sem qualquer tipo de contrato. "As clínicas sempre tiveram contrato com a Secretaria Estadual de Saúde [Sesab], mas há seis anos a gestão plena foi transferida para o município. É obrigação da secretaria fazer o contrato com todas as unidades, mas isso não foi feito ao longo dos últimos anos. Mesmo assim, todas as clínicas sempre receberam religiosamente todos os valores", afirma Ricardo Castro.

A suspensão é por tempo indeterminado e impede atendimento a cerca de 20 mil pacientes por dia. Ao total, são 193 clínicas afetadas, que realizam procedimentos de fisioterapia, consultas e cirurgias oftalmológicas, atendimento ao acidente de trabalho, exames de imagem, além de acompanhamento de fraturas e lesões ortopédicas. A Ahseb deu entrada, na terça-feira (20), com um mandado de segurança com pedido de liminar na 4ª Vara da Fazenda Pública do Tribunal de Justiça da Bahia, pedindo o pagamento imediato do repasse.

A manicure Isabela dos Santos, 29 anos, já visitou três clínicas na manhã desta quinta-feira e não obteve sucesso na tentativa de marcar as primeiras consultas com um ortopedista, além de fisioterapia, para sua mãe, que tem 58 anos e sofreu um acidente vascular cerebral na segunda-feira (19). "Ela está com o lado esquerdo do rosto, braço e perna paralisados. Não temos como esperar, não quero que ela fique com sequela, precisamos urgentemente do atendimento. A gente fica assustada, nunca passamos por isso", comenta.

Além dos hospitais estaduais e do município, clínicas particulares e unidades filantrópicas fazem atendimento pelo SUS. A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) informa que o corpo técnico jurídico da Procuradoria está reunido com o objetivo de encontrar uma solução legal para equacionar a dívida e que a medida acordada será divulgada em breve.
22/03/2012 - Redação do G1 BA

Inca apresenta novas diretrizes para o rastreamento de câncer do colo do útero

RIO DE JANEIRO - O IncaInstituto Nacional do Câncer apresenta novas diretrizes para o rastreamento de neoplasias em mulheres nesta quinta-feira, 22, no auditório da Unitins, para técnicos da Sesau – Secretaria de Estado da Saúde e médicos ginecologistas da rede de saúde pública e privada. Na ocasião, será disponibilizada aos profissionais da saúde uma publicação do Ministério da Saúde que revisa as diretrizes brasileiras para o rastreamento do câncer do colo do útero.

As facilitadoras da reunião, Maria Beatriz Kneipp e Flávia de Miranda Corrêa, da Divisão de Apoio à Rede de Atenção Oncológica, irão ministrar palestras sobre as ações nacionais de fortalecimento do controle do câncer do colo do útero e mama, e as novas diretrizes brasileiras para o rastreamento do câncer do colo do útero.

O rastreamento é um processo de múltiplas etapas: aplicação do exame de rastreamento (exame citopatológico), identificação dos casos positivos, diagnóstico e tratamento.

Durante o evento, a técnica da coordenação de Controle Oncológico e Fatores de Risco da Sesau, Eliana de Almeida Rezende, apresentará os resultados das ações de controle do câncer do colo do útero no Tocantins. Segundo ela, "a oferta do exame citopatológico é de amplo acesso às mulheres que precisam se conscientizar e realizar o exame, sendo necessário retornar ao médico para avaliação final. A busca ativa de mulheres em idade prioritária para realizar a prevenção também precisa ser fortalecida", disse.

Em 2012, seis mulheres descobriram ter câncer de colo do útero, e 16 o câncer de mama.
22/03/2012 - OGirassol

Obras na Hospital do Câncer serão lançadas nesta terça-feira

CUIABÁ - O presidente da Assembleia Legislativa, deputado José Riva (PSD) participa amanhã (20), do lançamento das obras de uma das alas do Hospital de Câncer de Cuiabá. Durante café da manhã, às 9 horas, na sede do hospital, será apresentado o projeto aos deputados e empresários envolvidos na causa.Os deputados destinaram aproximadamente R$ 1,3 milhão de emendas parlamentares para a conclusão das obras desse hospital. Numa parceria inédita, a Assembleia Legislativa e a Casa Cor uniram esforços pela retomada das obras que foram paralisadas há 17 anos. O hospital é referência no atendimento oncológico de Mato Grosso e de estados como Pará e Mato Grosso do Sul, além de atender pacientes também da Bolívia.

A parceria foi firmada na semana passada pela Assembleia Legislativa, através do deputado José Riva (PSD) com o presidente do Hospital de Câncer, João Castilho Moreno e diretores da Casa Cor Mato Grosso, Emili Ayoub Giglio e Wagner Giglio. “Houve o comprometimento de todos os deputados para ajudar o Hospital de Câncer, que realiza importante serviço aos pacientes”, destacou Riva.

Com o montante, será possível concluir as obras da ala paralisada há 17 anos. Atualmente, o acesso ao hospital é feita pelos fundos. Com o empreendimento, será possível concluir a fachada do prédio e triplicar o número de atendimento com a construção de consultórios, ambulatórios, setores de urgência e emergência e sala de biópsia.

O presidente do Hospital de Câncer, João Castilho Moreno disse que os recursos oriundos das emendas serão usados na infraestrutura do prédio. E a parceria com a Casa Cor possibilitará o acabamento e a decoração do hospital. “A ajuda dos deputados é fundamental, especialmente, com a parceria da Casa Cor. Vai trazer mudanças significativas no tratamento dos pacientes que lutam contra o câncer. Por isso, agradecemos a todos os deputados que demonstram sensibilidade a essa causa”.

A diretora da Casa Cor Mato Grosso, Emili Ayoub Giglio explicou que a intenção sempre foi a de deixar um legado à população. E o projeto do Hospital de Câncer foi o escolhido para ser a Casa Cor 2012, unindo empresários numa causa nobre. “A Casa Cor é a maior mostra de decoração das Américas. Juntos, mudaremos a história dessa ala que aguarda há 17 anos para ser concluída”, avaliou.

O hospital é mantido com recursos do Sistema Único de Saúde – SUS e por doações. O presidente Moreno destaca que em 2011 aproximadamente 47 mil pacientes foram atendidos. Desses, 40.250 fizeram procedimentos no hospital.

“O empenho da Assembleia Legislativa significa maior volume de pacientes”, destacou Moreno. Até 2000, Mato Grosso tinha somente 10 leitos para tratamento contra câncer. Com o Hospital de Câncer passou para 120 leitos. Além disso, numa iniciativa do Governo do Estado, foi possível implantar o Centro de Prevenção à Mulher, com tratamento específico ao câncer de mama, orçado em R$ 1.620 milhão.
19/03/2012 - da Redação do ODocumento.com.br

Prefeito participa da solenidade de transição da AVCC para ‘Pio XII’

FERNANDÓPOLIS - Nessa sexta-feira (16/3), o prefeito Luiz Vilar participou da solenidade de transição da AVCC (Associação Voluntária no Combate ao Câncer) para a Fundação Pio XII – Hospital do Câncer de Barretos. O evento foi realizado no auditório da AVCC e contou com presença de diversas autoridades e convidados.

Na ocasião, o prefeito Luiz Vilar destacou o trabalho realizado pelo município para que a transição entre os hospitais ocorresse. “A transição da AVCC para o Hospital do Câncer de Barretos se iniciou há 2,5 anos, quando a diretoria da AVCC me procurou para falar das dificuldades que hospital vinha passando. Desde então começamos a intermediar. A primeira reunião aconteceu no Fórum de Fernandópolis, onde o presidente do Hospital de Barretos, Henrique Prata, compareceu atendendo um pedido meu, do secretário Julio Semeghini e do juiz Evandro Pelarin. Hoje estamos concretizando esse sonho que se tornou realidade e está ganhando novos parceiros como os deputados Itamar Borges e Carlos Pignatari, o empresário Walter Faria, Vadão Gomes, que sempre ajudou à AVCC, a Câmara Municipal e outros amigos que, com certeza, vão se unir em prol da população que necessita desse tipo de tratamento”.

O presidente da AVCC, Adenilton Fernandes, agradeceu a confiança depositada nele e em todas as pessoas que acreditaram, desde o início, no sonho de oferecer um tratamento de qualidade às pessoas portadoras de câncer.

O presidente da Fundação Pio XII – Hospital do Câncer de Barretos, Henrique Prata, explicou que o hospital estará em funcionamento dentro de aproximadamente 90 dias e que será especializado no serviço de diagnóstico, visando a detecção precoce da doença, através de exames preventivos.

Henrique Prata destacou, ainda, que o Hospital do Câncer de Barretos possui selo holandês na área de diagnóstico e que toda essa qualidade, bem como equipamentos sofisticados, além da eficiência e humanização, cuja instituição é referência, estarão disponíveis no Hospital do Câncer de Fernandópolis.

O presidente do Hospital do Câncer de Barretos, Henrique Prata, também agradeceu ao governador Geraldo Alckmin e ao deputado federal licenciado, Julio Semeghini, que destinaram R$ 4,2 milhões para aquisição de aparelhos e outras melhorias. Deste total, R$ 2,7 milhões são oriundos do Governo do Estado de São Paulo e R$ 1,5 milhão da Câmara Federal.

Devido a problemas de saúde, Julio Semeghini não pôde estar presente no evento e foi representado pelo assessor Gilmar Gimenez, que parabenizou à população de Fernandópolis por mais esta conquista.

No final da solenidade, o padre Zezinho fez a oração final evocando as bênçãos e a proteção de Deus sobre o local.
18/03/2012 - da Redação do Regiãonordeste.com

Cientistas de 5 países avaliam pesquisas sobre câncer em SP

Instituição associada à Abifcc SÃO PAULO - Um grupo de cientistas de cinco países esteve nesta terça-feira no Hospital A.C. Camargo, na capital paulista, para avaliar as pesquisas desenvolvidas pela instituição, especializada no tratamento de câncer. Eles vão propor soluções para aumentar a qualidade dos trabalhos feitos no hospital e acompanhar periodicamente o desenvolvimento dos estudos.

O diretor de pesquisa do hospital filantrópico, Fernando Soares, explicou que os cientistas avaliaram todos os aspectos da instituição para dar um retorno qualificado sobre os trabalhos desenvolvidos. "Eles estão avaliando tudo, desde condições físicas, número de estudantes, orçamento, qualidade dos projetos. Então a gente espera ao final dessa reunião ter um balizamento de pessoas de sucesso, como cientistas, para nos mostrar exatamente se estamos no caminho certo", disse.

Além disso, Soares ressaltou que a visita dará visibilidade internacional as pesquisas realizadas no hospital e que envolvem 174 estudantes e cerca de 80% dos 400 oncologistas do corpo clínico. "Essa exposição para cientistas desse peso internacional é muito importante no amadurecimento das pessoas e no acompanhamento das pesquisas", disse o diretor, que apontou como diferencial do A.C. Camargo as investigações focadas nos pacientes. "Embora seja um grupo que faz pesquisa básica, a nossa principal pesquisa é para o paciente".

Um dos membros do grupo internacional, o imunologista português Antônio Coutinho, que dirige o Instituto Gulbenkian de Ciência, ressaltou como um dos pontos fortes do hospital, a ligação entre a investigação científica e o atendimento clínico. "As impressões são muito positivas até agora. Estamos todos muito impressionados com a qualidade do hospital e da assistência que é prestada aqui, do cuidado com os doentes e das tecnologias", disse.

O virologista alemão Harald zur Hausen, ganhador de um Prêmio Nobel de Medicina, também elogiou o trabalho desenvolvido no hospital. "É uma instituição dedicada principalmente a pesquisa sobre câncer. E o câncer é um grande problema nesses países. Todo esforço tem que ser feito para melhorar a situação aqui e globalmente. E aqui nós temos uma excelente equipe contribuindo bastante", disse sobre a instituição que atende 15 mil novos casos de câncer por ano.
13/03/2012 - Daniel Mello para Agência Brasil

Projeto propõe que doação a hospital seja deduzida do IR

BRASÍLIA - Tramita na Câmara o Projeto de Lei 3235/12, do deputado Toninho Pinheiro (PP-MG), que permite às pessoas físicas e jurídicas deduzir do Imposto de Renda parte dos valores gastos com a compra de equipamentos para doação a laboratórios, ambulatórios ou hospitais públicos e filantrópicos. Sem maiores detalhamentos, a proposta estabelece que as deduções serão regulamentadas e submetidas aos limites estabelecidos na legislação.

A medida, na avaliação do deputado, além de beneficiar o setor de saúde, também permitirá uma maior participação da sociedade na organização e na manutenção dos serviços de competência pública, "São numerosos os casos de pacientes que buscam atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS) e não são atendidos porque falta algum equipamento ou então o que tinha está estragado", observa.

Atualmente, o contribuinte pode deduzir na declaração despesas com previdência social e privada; Fundo de Aposentadoria de Planos Individuais; saúde; educação; dependentes; pensão alimentícia; livro-caixa para profissionais autônomos; e doações para fundos ligados à criança, ao adolescente e aos idosos, projetos culturais, audiovisuais ou esportivos.

Tramitação
A proposta tramita apensada ao PL 2426/96, que trata de deduções por doações a instituições filantrópicas em geral.

Íntegra da proposta:
PL-3235/2012
13/03/2012 - de Noéli Nobre para Agência Câmara de Notícias

Caminhada contra o câncer reúne dezenas de pessoas na Lagoa Rodrigo de Freitas

RIO DE JANEIRO - Dezenas de pessoas deram a volta na Lagoa Rodrigo de Freitas, zona sul do Rio, hoje (11) de manhã (11), em prol da luta contra o câncer. A atividade é a oitava edição da Walkathon, patrocinada pela Escola Americana do Rio, que tem o objetivo de arrecadar cerca de R$ 30 mil para a Fundação do Câncer, entidade de referência fundada há 20 anos e parceira do Instituto Nacional do Câncer (Inca).

Quem quis contribuir com doações a partir de R$ 25 recebeu uma camiseta do evento desenvolvida por alunos da escola. De acordo com a coordenação, 600 pessoas participaram da sétima edição da caminhada, no ano passado, e a arrecadação foi de R$ 27 mil, que foram aplicados no setor de pediatria do Inca.

"A ideia desse evento é chamar a atenção da sociedade para a prevenção da doença, por isso também fazemos palestras na escola sobre hábitos saudáveis de alimentação e exercícios físicos. A caminhada é simbólica e pode ser feita de bicicleta, skate, patins e também por cadeirantes", disse a diretora de eventos da escola, Annette Dam.

O câncer é a segunda causa de morte no Brasil, de acordo com dados do Ministério da Saúde.
11/03/2012 - de Flávia Villela para Agência Brasil

Prefeito de Londrina, Barbosa Neto, defende corte nos pagamentos de plantões à distância

LONDRINA - O prefeito de Londrina, Barbosa Neto (PDT), disse em entrevista coletiva na manhã desta quinta-feira (8), ter sido pego de surpresa com a decisão de primeira instância que determina a volta dos pagamentos de plantões à distância aos hospitais filantrópicos da cidade. Ele defendeu o corte nos valores e declarou que "há um erro claro" no entendimento do assunto.

Em seu despacho, o juiz da 1ª Vara de Fazenda Pública de Londrina, Marcos José Vieira, determinou que a prefeitura volte a fazer pagar os profissionais da Santa Casa de Londrina e o Hospital Evangélico (HE).

De acordo com Barbosa Neto, a administração foi pega de surpresa e que no entendimento da segunda instância foi concedido ao município uma liminar para que a prefeitura "cuidasse do médico que trabalha no posto de saúde ou faz atendimento no hospital efetivamente". "Não para o médico ficar em casa esperando ser chamado recebendo trabalhando ou não. Embora a gente respeite que ele fique à disposição, isso não existe em nenhum município do Brasil", disparou.

Ele ainda citou o Ministério da Saúde, dizendo que o órgão não aceitaria a condição e que a administração já havia realizado um orçamento voltado para a atenção básica do município. Segundo o prefeito, a medida vai causar "um grande transtorno ao município".

Para Barbosa Neto, os próprios hospitais de Londrina já teriam se acostumado com o corte nos valores. "Até os próprios hospitais já estavam se acostumando, principalmente a Santa Casa, com essa questão de se tratar a média e a alta complexidade em Londrina", afirmou.

Em nota encaminhada na noite de quarta-feira (7), a Irmandade da Santa Casa de Londrina (Iscal) informou que espera receber da Prefeitura de Londrina um total de R$ 1.240.272,00 pelos débitos. A entidade teria feito empréstimos para cobrir os pagamentos. Os prejuízos do Hospital Evangélico chegam a R$ 600 mil. Barbosa Neto disse que não poderia comentar sobre valores.

"Inclusive há um erro muito claro nisso tudo. Porque na verdade é um direito do administrador público, no caso a prefeitura, poder aumentar ou reduzir o valor de repasses em 25%. Esse aditivo poderia ser feito sem qualquer outro tipo de consulta. E na verdade isso não foi respeitado. Acredito que o juizo, ouvindo a explanação feita pelo município, vai acatar essa vitória que não é da nossa administração. Acho que é uma pretensão ao sistema de sapude público municipal de Londrina", declarou.

O prefeito afirmou que a Secretaria Municipal de Saúde tomaria as medidas cabíveis para que a legalidade fosse mantida.
08/03/2012 - Juliana Leite para ODiario

Avanços no tratamento diminuem estigma sobre o câncer de mama

RIO DE JANEIRO - Segundo pesquisa realizada pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA) em 2007, a respeito do estigma sobre o câncer, as palavras mais associadas pelos entrevistados à doença remetiam a termos negativos como morte e tristeza. Sentimentos estes ainda mais fortes em mulheres - que nesta quinta comemoram o seu dia - diagnosticadas com tumores nas mamas, que encaram o problema como uma inevitável condenação à retirada dos seios, vistos como símbolos de beleza e feminilidade. Mas, embora o número de óbitos ainda seja alto, a evolução da medicina possibilitou tratamentos mais eficazes e menos invasivos. O monstro não é mais tão grande.

O mastologista Luiz Fernando Pinho do Amaral, professor adjunto da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia Regional do Rio de Janeiro, ressalta o avanço nas disciplinas envolvidas nos tratamentos, desde os procedimentos cirúrgicos até as abordagens correlatas e preventivas. No início dos anos 1980 havia apenas uma opção de tratamento para o câncer de mama: a retirada total da mama e o esvaziamento da axila, como forma de evitar a metástase. Os gânglios localizados na região são os primeiros invadidos pelos tumores nas mamas.

Com o progresso dos estudos em oncologia e da capacidade do diagnóstico precoce da doença, verificou-se que nos estágios iniciais, quando os tumores têm até 2cm, a retirada da lesão e de uma área em seu entorno, em conjunto com a radioterapia, tinha a mesma eficácia do que a mastectomia. Diminuíram sequelas físicas e psicológicas. Uma verdadeira revolução para as pacientes. "Antes havia o paradigma de que quanto mais radical fosse o tratamento, maiores eram as chances de que o câncer fosse curado. Na década de 1950, houve até a proposição da amputação do braço para o tratamento do câncer de mama", aponta o especialista.

Paralelamente, a evolução das técnicas de radiologia permitiu aos médicos constatar que a axila não era afetada na maior parte dos tumores com até 1,5 cm, tornando desnecessárias intervenções na estrutura. A observação resultou no elaboração de uma método batizado como linfonodo sentinela. "Consiste na aplicação de uma substância que identifica o primeiro gânglio linfático a receber as células do tumor. Se não estiver contaminado, os outros também não estarão", explica Luiz Fernando.

Mais uma opção de tratamento, a radioterapia intra-operatória ainda não é disseminada no Brasil. Técnica desenvolvida pela equipe do italiano Umberto Veronesi - um dos responsáveis pela cirurgia conservadora da mama-, consiste na aplicação de uma dose concentrada de radiação no local de onde o tumor foi retirado. O procedimento é feito na fase final da cirurgia.

"A paciente já sai do centro cirúrgico tratada. Isso evito com que as mulheres precisem ir ao hospital durante seis semanas para se submeter às sessões de radioterapia. Muitas, inclusive, optam pela mastectomia total por não ter como fazer esses deslocamentos. Mas é importante deixar claro que ainda são necessários estudos que comprovem a sua eficácia a médio e longo prazo", pondera Luiz Fernando.

Quimioterapia e Hormonioterapia
A quimioterapia pode ser usada de duas maneiras no tratamento do câncer de mama. Para diminuir a probabilidade da doença metastática, e como forma de reduzir o tamanho dos tumores em pacientes com a doença em estágio mais avançado.

"Os efeitos colaterais existem, são incômodos, mas podem ser minimizados com outras medicações. A quimioterapia também se mostra muito importante no aumento da sobrevida dos que apresentam metástase", diz o médico.

Já a hormonioterapia consiste no uso de medicamentos, o principal deles o tamoxifeno, que inibem a atuação dos receptores de estrógeno e progesterona da célula tumoral e das células mamárias. Como cerca de dois terços dos tumores de mama dependem dos hormônios para se desenvolver, a alteração faz com que as células com os receptores não respondam mais aos hormônios estrogênio e progesterona em ação.

Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer de mama é o segundo tipo mais comum da doença no mundo e o mais frequente entre as mulheres, respondendo por 22% dos casos. O número anual de ocorrências no país é estimado em cerca de 49 mil e, embora menos comum, homens também podem ser atingidos.

Ainda segundo o Inca, as taxas de mortalidade por câncer de mama no Brasil continuam elevadas, e um dos prováveis motivos é o diagnóstico tardio. Em 2008, ano do último levantamento feito no país, foram registradas 11.860 mortes em decorrência da doença. Das vítimas, 11.735 eram mulheres e 125 homens. Na população mundial, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a sobrevida média após cinco anos é de 61%.

Superação
Mas por trás da frieza das estatísticas escondem-se histórias de mulheres que sofreram, batalharam, e muitas vezes conseguiram superar aquilo que parecia ser uma espécie de vilão invencível. Este é o caso da produtora de eventos Cristina Saldanha. Em 2005, quando tinha 48 anos, percebeu um sinal no seio e, após realizados os exames, recebeu a notícia de que era um tumor maligno. Moradora do Rio de Janeiro, procurou o Hospital Mário Kröeff - referência no tratamento da doença -, onde fez uma mastectomia. Hoje recuperada, ela fala sobre aqueles dias de apreensão e sobre a experiência depois da cirurgia.

"É difícil explicar o que eu senti com palavras. Sou grata por todo o acolhimento que tive da minha família, dos amigos e das mulheres com quem convivi no hospital. Lá você vê pessoas jovens, mais velhas, todas passando pelo mesmo problema. E muito solidárias. Isto foi fundamental", relata. "Quem perde os seios, os perde todos os dias. É o que te define como mulher. É incômoda a propaganda de televisão, um decote mais ousado... Mas, apesar da dor, posso dizer que sou uma pessoa melhor. Percebi que tudo pelo que passamos faz parte de um processo e aprendi a viver um dia de cada vez. Tornei-me mais humana", resume.

Também diagnosticada com câncer de mama, Rachel Enete conta que sua experiência não foi fácil, mas desenrolou-se de uma maneira mais positiva do que o que ela imaginava a princípio. Rachel não precisou retirou os seios. Realizou sessões de quimioterapia e foi submetida ao processo de esvaziamento axilar. Uma sequela dolorosa e desagradável. Mas com a qual ela consegue lidar bem.

"O primeiro contato que você tem com a notícia é o pior momento. Mas depois você percebe que as coisas não são tão terríveis. Hoje existe um mercado estético muito vasto, podemos comprar perucas e disfarçar a queda de cabelo. Os medicamentos para reduzir os efeitos colaterais da quimio também são eficientes. Me sentia ótima em algumas semanas. Agora é vida normal. A medicina avançou muito", diz.

Sintomas e fatores de risco
Além do aparecimento de nódulos no seio, os principais sinais da doença, cuja incidência cresce em mulheres a partir dos 35 anos, são alterações no formato, na coloração e na textura da mama. Os mamilos podem ainda retrair-se, inchar-se ou apresentar secreção sanguinolenta ou com aspecto de água. Outro sintoma importante é a alteração na mamografia, capaz de detectar tumores impalpáveis.

Para prevenir a enfermidade é recomendado praticar exercícios físicos com regularidade, não fumar e adotar uma dieta equilibrada, sem o consumo de bebidas alcoólicas. Mulheres que menstruaram antes dos 12 anos, com histórico da doença na família e que não tiveram filhos ou foram mães após os 30 anos devem ficar atentas. A exposição excessiva a tratamentos com Raio X e estrógeno também se constituem em fatores de risco.

Detecção
Embora amplamente divulgado pela mídia, o autoexame não é indicado pelo Inca, pois enseja um número de falso-positivos pelos pacientes. A maneira mais eficaz de detectar a doença é através de consultas com profissionais qualificados. O exame clínico das mamas deve ser feito uma vez por ano pelas mulheres que têm entre 40 e 49 anos. A partir dos 50, a mamografia (raios-x das mamas) deve ser realizada a cada dois anos, ou de acordo com prescrição médica.

A Sociedade Brasileira de Mastologia preconiza iniciar o rastreio mamográfico a partir dos 40 anos, com intervalo médio de cerca de 12 meses.
08/03/2012 - de Carlos Caroni para o Jornal do Brasil

A.C.Camargo e Zoológico de SP se unem para estudar câncer em animais selvagens

Instituição associada à Abifcc SÃO PAULO - Patologistas e veterinários acompanham evolução clínica de mamíferos, aves, répteis e anfíbios e investigam fatores que levam ao diagnóstico de tumores malignos em animais selvagens. Hipopótamo fêmea, Tetéia, morreu em 2011 com sarcoma ósseo com metástases no pulmão e coração.

Casos de câncer foram registrados também em leão, onça, tigre, lagarto, cutia, tamanduá, entre outros. O objetivo é estabelecer meios avançados de diagnóstico de câncer em animais selvagens, criar um banco de tumores no Zoo e identificar genes que sejam marcadores prognósticos e possíveis alvos terapêuticos, cruzando as informações com câncer em humanos.

Desenhada a partir do primeiro semestre de 2011, a parceria entre o Núcleo de Anatomia Patológica do Hospital A.C.Camargo e a Fundação Parque Zoológico de São Paulo nasceu com a proposta do estudo da patologia comparada de câncer, entre as ações de promoção da qualidade de vida aos mais de 3 mil animais selvagens que vivem no zoo paulista, por meio da adoção de estratégias que envolvem diagnóstico clínico, por imagem e molecular.

Unindo os esforços de veterinários - que conhecem o histórico clínico dos animais – com a experiência em diagnóstico molecular de patologistas do A.C.Camargo, tornou-se possível realizar biópsias de tecidos de diferentes espécies para indicar a existência ou não de câncer, apontando as características da doença como tamanho do tumor, grau de agressividade, potencial de gerar metástases, dentre outras.

Com liderança do patologista e diretor de Anatomia Patológica do A.C.Camargo, Fernando Soares, já foram realizados estudos em tecidos de doze animais selvagens com suspeita de câncer, e alguns casos foram diagnosticados. O exemplo mais emblemático é o da hipopótamo Tetéia, que morreu em agosto de 2011 aos 53 anos e foi descoberto que ela apresentava câncer do tipo sarcoma indiferenciado na articulação da tíbia direita.

Mais velha do que a maioria dos hipopótamos, que vivem até 35 anos em média na vida selvagem e, portanto, com maior possibilidade de ser acometida pelo câncer, Tetéia fazia parte de um grupo de animais de grande porte que dificulta a realização de exames diagnósticos. “É muito mais complexo realizar exames em hipopótamos, girafas, elefantes. Um simples raio-x exige uma logística imensa”, explica o diretor técnico-científico do Zoo de SP, João Batista da Cruz.

Segundo Cruz, o zoológico dispõe de cinco médicos veterinários, que acompanham diariamente o comportamento clínico dos animais e realizam exames de rotina como exames hematológicos, de fezes, de urina, endoscopias, radiografias, dentre outros. Com todos estes cuidados, que incluem alimentação balanceada e ambiente seguro, a expectativa de vida dos animais em cativeiro aumenta, crescendo também a relação com o câncer. “Se os cânceres aparecem em animais de zoológico é porque estes têm a vida mais prolongada, assim como ocorre com os humanos”, observa Cruz.

Segundo o diretor do Zoo, não há uma estatística que aponte quanto anos a mais vivem os animais em cativeiro em comparação aos que estão na selva, mas ele estima, por observação, que seja um aumento médio de 15% a 20%. “Dentro do zoo os animais não estão expostos aos diversos fatores que neles causa grande estresse como as questões climáticas, a falta de alimentos, necessidade de fugir de predadores ou de ser o predador. Além disso, quando fica velho, o animal na selva se torna presa fácil para os predadores e é abandonado por seu grupo de animais”, exemplifica.

João Batista da Cruz lembra que os animais não fumam, mas estão expostos à poluição; não bebem, mas consomem alimentos também usados pelos humanos como legumes e vegetais e, portanto, também sofrem influência de fatores ambientais que podem ser cancerígenos.

Amplitude científica – Ao dar o pontapé inicial na parceria, o patologista Fernando Soares juntamente com sua equipe de Anatomia Patológica do A.C.Camargo, encantou-se com o material sobre a história clínica dos animais, registrada desde a fundação do Zoo em 1958. “Nossa proposta é montar aqui um banco de tumores nos mesmos moldes que temos no Hospital, com tecidos congelados, blocos de parafina e lâminas”, destaca Fernando Soares.

De acordo com o cientista, este material propiciará a identificação de fatores ambientais envolvidos na alteração celular que leva ao câncer e quais são os genes envolvidos neste processo. “Poderemos vislumbrar a identificação de genes que possam apontar o prognóstico para determinados animais e também estabelecer alvos terapêuticos, ou seja, saber onde atacar a doença e com quais técnicas”, explica Soares.

Outro aspecto destacado na parceria é a possibilidade de se cruzar as informações com o que hoje é sabido sobre a diversidade histopatológica dos tumores em humanos. “Um tamanduá, por exemplo, que por ventura desenvolva câncer de fígado mesmo sem nunca ter consumido bebida alcoólica ou desenvolvido quadro de hepatite por ter hábitos diferentes dos humanos, chamaria a nossa atenção e buscaríamos identificar onde se escondem os fatores que levaram à doença”, disse Soares.

Criados em zoológico, a longevidade dos animais selvagens é ampliada, atingindo, por exemplo, a média de 45 anos para primatas como os chimpanzés, outros mamíferos como camelos (45 anos), elefantes africanos (60), girafas (28) e onças-pintadas (25) e aves como psitacideos (60).
09/03/2012 - Moura Leite Netto no Portal de Seguros

Serviço de Braquiterapia é inaugurado no Hospital do Câncer

CAMPO GRANDE - Na manhã desta terça-feira, 07 de março, véspera da comemoração do Dia Internacional da Mulher, o Hospital do Câncer Prof. Dr. Alfredo Abrão, teve a satisfação de inaugurar o Serviço de Braquiterapia Ginecológica, inédita em Mato Grosso do Sul, para atender pacientes com Câncer do Colo do Útero da capital e municípios.

O evento de inauguração iniciou com apresentação da Curumins Cia Teatral, com a peça "Margarida Cravo e Rosa", espetáculo apresentado para todos os presentes, como o Presidente, Diretores, médicos, colaboradores da Instituição e convidados.

Logo após a apresentação, o Presidente do Conselho Curador, Sr. Blener Zam, comentou que é preciso ampliar o espaço local, para aperfeiçoar o atendimento à população, e se apresenta otimista quanto á evolução do Hospital.

O Diretor Geral do Hospital do Câncer, o médico oncologista Adalberto Siufi, explica que o aparelho para Braquiterapia Ginecológica foi adquirido em 2007, mas somente em 2010 obtiveram o recurso inicial necessário para alavancar o projeto, permitindo que no ano passado, os primeiros atendimentos no novo aparelho pudessem ser iniciados.

Para esclarecer sobre o novo serviço, a Coordenadora do Setor de Radioterapia, Dra. Eva Glória do Amaral, esclareceu que a Braquiterapia de alta dose é um complemento da radioterapia externa realizada em um aparelho chamado GAMMA MED PLUS. "Há maiores chances de cura, menos efeitos colaterais, aumentando a qualidade de vida das pacientes", finalizou.

Ação da Rede Feminina
A Rede Feminina organizou para este mesmo dia, algumas ações voltadas às mulheres. No saguão da Quimioterapia foi oferecido café da manhã e brindes às pacientes e seus acompanhantes. O grupo Curumins, o mágico Rick Tibau, a apresentação de um coral e um grupo de mulheres que realizaram a demonstração de produtos de beleza, garantiram a alegria e a comemoração desta manhã.
07/03/2012 -

Mutirão de cirurgias vai reconstruir mama de vítimas do câncer no DF

BRASÍLIA - O Governo do Distrito Federal realiza, a partir desta segunda-feira (5), um mutirão para reconstruir a mama de mulheres que tiveram o seio retirado por causa de um câncer. As operações serão feitas gratuitamente até sexta (9), nos Hospitais Regionais da Asa Norte e da Asa Sul, em Brasília, em comemoração ao Dia Internacional da Mulher (8), que será celebrado durante todo o mês de março.

As cirurgias serão feitas em 54 mulheres que passaram por mastectomia (retirada da mama) no último ano. Uma equipe de 40 cirurgiões, incluindo médicos da rede pública de saúde e voluntários da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, vão trabalhar para concluir o mutirão nesta semana.

De acordo com a Secretaria de Saúde do DF, a quantidade de atendimentos a esses casos cresceu no último ano. Enquanto em 2009 e 2010 a média de operações anuais era de 70, em 2011 foram 165 cirurgias.

A secretaria atribui o crescimento à contratação de novos profissionais e aos mutirões, que reduziram a fila de espera para a reconstrução de 300 para 120 mulheres. A meta é zerar esse número até o fim do ano.

A iniciativa dos mutirões partiu da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, que pretende auxiliar na cirurgia de reconstrução mamária de 600 mulheres em todo o país durante esta semana. De acordo com o Inca (Instituto Nacional do Câncer), 50 mil mulheres têm o diagnóstico de câncer de mama no Brasil.
05/03/2012 - R7 em Brasília

Ameaçado de fechar, Aristides Maltez pode receber novas verbas federais

Instituição associada à Abifcc SALVADOR - O Hospital Aristides Maltez, único especializado em tratamento de câncer pelo SUS na Bahia e que, segundo a direção, corre risco de fechar por falta de recursos municipais, pode ser adequado à Portaria 3.024, do Ministério da Saúde (MS), que prevê incremento de 20% no orçamento para os hospitais filantrópicos que atendem exclusivamente pelo serviço público. Para isso, o Ministério aguarda o envio da documentação pendente por parte da Secretaria Municipal de Saúde de Salvador, segundo o órgão informou ao G1.

O estudo para solicitar o aumento das verbas deve ser enviado à pasta do governo federal na sexta-feira (2), é o que diz o secretário Gilberto José. "Enviaremos ainda na manhã desta sexta o estudo, que foi solicitado pelo próprio Ministério, depois de saber da situação do hospital", afirma. José acredita que a situação não será agravada a ponto da suspensão do serviço, mas prefere não estipular prazos.

A crise foi gerada depois que a Liga Bahiana Contra o Câncer, que administra a unidade de saúde, se recusou a assinar novo contrato proposto pela secretaria. "Além de [o contrato] não citar as dívidas já pendentes, ele prevê uma verba mensal de cerca de R$ 6,294 milhões, quando nós precisamos de R$ 7,600 milhões para manter o hospital funcionando", diz o diretor Aristides Maltez Filho. O custo adicional é decorrente da demanda crescente atendida pelo hospital e que tem sido rebatido pela secretaria. "Sim, temos mais pacientes todos os dias, meses, anos. Mas eu vou negar o tratamento a uma vítima do câncer que chegar em nosso hospital? Vou devolver ele para onde?", questiona Maltez.

Por outro lado, a secretaria pontua que a quantidade atual de pacientes não está prevista em contrato, o que Gilberto José chama de "extra-teto", em termos orçamentários. "Sabemos e temos a sensibilidade para entender que não se deve negar atendimento a nenhum paciente, mas nós temos uma verba para repassar que, se o número de pacientes aumenta, nós não teremos dinheiro para suprir", avalia.

O Hospital Aristides Maltez fez 9,5 mil cirurgias em 2011, atendeu a 11.400 mil pessoas, com 169 mil aplicações de radioterapia, em 21.200 mil ciclos de quimioterapia. Trabalham no local 143 médicos e outros 943 funcionários. Os dados são da administração da instituição filantrópica, que é financiada com verbas federais, municipais e por doações de voluntários.

Direito à saúde
Para o advogado e diretor da Faculdade de Direito da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Celso Castro, o direito à saúde, como direito fundamental e princípio constitucional, é soberano a qualquer ditame orçamentário. "É direito do cidadão a saúde e é dever do estado protegê-lo. As decisões judiciais têm considerado a questão da saúde independentemente da disponibilidade de verba, inclusive da Lei de Responsabilidade Fiscal, porque ela está abaixo da Constituição", afirma o professor.

Nesse sentido, Celso Castro adiciona que infrigir o que prevê a Constituição é violar o direito à vida. "Há uma escala de direitos e valores na Constituição, entre os quais, o mais importante é a vida. Não há nenhuma lei ou orçamento que se sobreponha. Meio sacárstico, falou que, se já há verba para a Copa do Mundo, como não haver para a saúde? O problema é que, no Brasil, a Constituição nunca se cumpre, lei fundamental raramente", explica.

Dívidas
Os R$ 13 milhões em dívidas seriam aplicados na manutenção mensal da unidade. Do total, cerca de R$ 2,395 milhões já possuem fatura impressa e aguarda o pagamento. "A secretaria admite que a fatura está na mesa do secretário, mas, segundo eles, não podem pagar. Se pelo menos essa dívida dos R$ 2 milhões não for sanada em até 30 dias, nós não teremos condições de manter esta unidade funcionando e fecharemos as portas", diz Maltez.

José afirma que o problema que o Aristides Maltez enfrenta hoje não é restrito a uma unidade, mas a todo o sistema público de saúde da capital. "Desde 2010 que nós tentamos juntamente ao Ministério da Saúde o aumento do teto orçamentário. O Ministério sempre afirma que não há verbas para suprir aquilo que as unidades da capital precisam e nosso déficit hoje já está em quatro milhões ao mês", argumenta. Atualmente, o orçamento mensal da secretaria está em cerca de R$ 18 milhões, destinado pelo MS. Segundo o secretário, o recurso ideal seria em torno de R$ 24 milhões. "Se o nosso teto aumenta, vamos repassar aos hospitais e aos postos de saúde. A situação deve ser regularizada", acredita José.

Ainda segundo o diretor Maltez Filho, a cura do câncer depende do diagnóstico e tratamento rápidos, o que deveria ser alvo de prioridade da prefeitura. "O que a secretaria não entende é que estamos lidando aqui com pessoas portadoras de câncer, uma doença que é totalmente curável, desde que seja diagnosticada e tratada em tempo, ou seja, se eu não atendo meu paciente com o tempo que o tratamento requer, eu posso perdê-lo para uma doença, repito, curável, mas que pode matar se não formos rápidos", salienta Maltez.
01/03/2012 - por Egi Santana e Tatiana Maria Dourado para o G1

Falta de repasses causa atraso nos salários dos funcionários da Liga Contra o Câncer

Instituição associada à Abifcc NATAL - Os 1.250 funcionários da Liga Norte-Riograndense contra o Câncer terão os salários atrasados pela primeira vez em 60 anos de história. A informação é do superintendente da entidade, Ricardo Curioso. O atraso nos repasses dos recursos do SUS por parte do poder público estadual e de plano de saúde dos servidores federais é a causa do atraso nos salários dos servidores e pagamento à empresas que fornecem produtos e mão-de-obra à Liga, que deveriam receber entre o fim de fevereiro e início de março, o que não ocorreu até esta sexta-feira (2) e, segundo o superintendente, não vai ocorrer em menos de uma semana.

Ricardo Curioso explicou que os recursos do SUS já foram repassados desde o dia 5 do mês passado, mas os entraves burocráticos impediram que aproximadamente R$ 3 milhões fossem depositados na conta da Liga. Ainda de acordo com o superintendente, a Prefeitura do Natal já está com o processo bem encaminhado para o pagamento, mas, por outro lado, o Governo do Estado estaria tratando a questão de forma lenta.

"O secretário (de Saúde) Domício Arruda tem toda boa vontade, mas é algo que não depende dele. É o trâmite burocrático que não ocorreu de maneira adequada e, infelizmente, pela primeira vez em 60 anos, os salários dos servidores vai atrasar", lamentou Ricardo Curioso.

Quanto aos serviços da Liga, o superintendente garantiu que todos seguirão normalmente, sem problemas imediatos. A preocupação está com relação ao transtorno causado aos funcionários. "As pessoas têm as contas para pagar, escola de crianças, conta da padaria, e ninguém vai deixar de cobrar. Isso é o que nos preocupa", disse.

O secretário de Saúde do estado, Domício Arruda, admitiu o atraso nos repasses, mas informou que o dinheiro já está no banco e que hoje foi autorizado o pagamento, que deve ocorrer, segundo ele, até a quarta-feira (7). O atraso foi justificado pelo titular da Sesap por questões burocráticas e a necessidade do trâmite do processo pela controladoria e Procuradoria do Estado. "Em janeiro conseguimos fazer o pagamento, mas em fevereiro, por ser o mês do carnaval e mais curto, não houve o tempo suficiente. A gente sempre vem pagando com regularidade", explicou.
02/03/2012 - Tribuna do Norte

Aristides Maltez quer aumento de R$ 950 mil em novo contrato

Instituição associada à Abifcc SALVADOR - O impasse entre os gestores do Hospital Aristides Maltez (HAM) e a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) tomou contornos mais radicais nesta quinta-feira (1). Sob a ameaça de ter que fechar o HAM porque os repasses feitos pela prefeitura não cobrem os custos, o presidente da Liga Bahiana Contra o Câncer (LBCC), Aristides Maltez Filho, disse que só vai assinar novo convênio com o município se houver aumento de R$ 950 mil por mês na verba da unidade, que chega do Ministério da Saúde (MS).

"O hospital não inventa câncer. Se o secretário quiser ser o carrasco e mandar o paciente para casa, ele que vá ao hospital fazer isso. Mas, saiba que eu estarei lá para enfrentá-lo", disse Maltez Filho, referindo-se aos pacientes que o hospital atende acima do teto estabelecido.

"Vamos continuar cobrando R$ 12 milhões da prefeitura referentes a 2011 e 2010. Algumas contas estão na mesa do prefeito e o secretário disse que ele não quer pagar. Dizer que não há dívida é uma imbecilidade", acrescentou Maltez. O titular da SMS, Gilberto José, nega que tenha dito que o prefeito não queria fazer o pagamento e repudiou o que chamou de “agressões pessoais”.

Segundo ele, não há dívidas com o HAM referentes a 2011 e o déficit da unidade se refere aos atendimentos acima do teto contratado. Gilberto José afirma que o repasse só aumentará se houver aumento na verba que chega do MS. "Assim que o novo convênio for assinado, o repasse mensal voltará a ser feito normalmente. Estamos determinados em garantir o repasse do pactuado e em buscar a recomposição do teto para garantir o incremento no convênio", concluiu.
02/03/2012 - da Redação do Correio da Bahia

Instituto do Câncer sofre com superlotação

SÃO PAULO - A superlotação compromete o atendimento na emergência do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo. Pacientes idosos passam até três dias sentados numa poltrona, sem um leito adequado, enquanto aguardam o diagnóstico e recebem a medicação. A denúncia é da repórter da BandNews FM, Michelle Trombelli.

Inaugurado há menos de quatro anos e considerado referência no Estado, a unidade enfrenta problemas diariamente. A aposentada Ana Maria, de 65 anos, procurou atendimento no sábado. Até segunda-feira, teve de ficar em um sala, sem cama, com outras 11 pessoas. "Eu ficava sentada numa poltrona. No banheiro a água não esquentava, nem dava para tomar banho".

A maioria dos pacientes no setor de emergência tem mais de 60 anos e, por isso, têm direito garantido por lei de ter um acompanhante em tempo integral. No entanto, no local não há cadeiras para os familiares.

Outra reclamação foi feita por Jane Serafim, que levou seu marido para a unidade. Sofrendo de câncer no cérebro, ele passou mal e ficou mais de 24 horas sem um diagnóstivo. "Ontem nós ficamos aqui por 11 horas. O médico não atendia, dizia que eles eram só dois e não tinha previsão de atender. Nós fomos embora sem saber o resultado", reclamou.

O chefe da equipe médica de emergências oncológicas, Lucas Zambom, diz que 50% dos pacientes são atendidos em 15 minutos. "A gente consegue fazer o máximo possível". Segundo o Instituto do Câncer, o centro de emergência atende 2.000 pacientes por mês e conta com 35 médicos e 86 profissionais de enfermagem.
29/02/2012 - Da Redação, com BandNews FM noticias@band.com.br

Dia Internacional da Mulher terá mutirão da saúde

SÃO PAULO - Para comemorar o Dia Internacional da Mulher, exames gratuitos serão oferecidos para o público feminino de São Paulo nos próximos dias 6, 7 e 8.

Esse é a quarta vez que o evento, organizado pela Unifesp e pela Bayer, acontece.

O departamento de ginecologia da universidade vai realizar mamografias e exames papanicolaou e medir a pressão e a glicemia das pacientes, gratuitamente.

Os exames serão feitos em dois endereços: no Ambulatório da Mastologia (rua Marselhesa, 249), das 11h às 14h, e no Núcleo de Prevenção (rua Borges Lagoa, 380), das 13h às 16h.

É necessário fazer um agendamento prévio --as inscrições são limitadas e podem ser feitas a partir do dia 1º de março pelo telefone: (11) 5574-6712.

Quem passar pelo metrô nesses dias também poderá participar da ação. A estação Sé terá um estande que funcionará das 7h às 15h. Nele será feita medição de glicemia, de circunferência abdominal e de IMC (Índice de Massa Corporal), além de aferição da pressão arterial. Para o atendimento no metrô não é necessário fazer inscrição.
29/02/2012 da Redação Folha de São Paulo

Rede pública projeta realizar 45 mil mamografias em 2012 no Amazonas

MANAUS - A Coordenação Estadual de Atenção Oncológica estima que em 2012 o número de mamografias realizadas na rede pública supere em 28,4% o do ano passado, passando de pouco mais de 35 mil para 45 mil. Atualmente, o exame é responsável por reduzir em 30% as mortes por câncer de mama no País, informou o mastologista e cirurgião, doutor Gerson Mourão.

Os exames de mamografia no Amazonas devem ser divididos da seguinte forma: 10,5 mil no primeiro trimestre deste ano, 12 mil no segundo, 12 mil no terceiro e outros 10,5 mil nos últimos três meses de 2012.

As informações constam na lista de atividades denominada ‘Planejamento 2012’ do Departamento de Prevenção e Controle do Câncer (DPCC) da Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon), unidade na qual funciona a coordenação.

Na programação constam, ainda, outras 16 ações na área de controle do câncer de mama, entre elas a prática do Plano de Atenção Oncológica nos 62 municípios do Estado, implantação e implementação do Sistema de Informação do Controle do Câncer de Mama (Sismama) pela Coordenação Estadual de Atenção Oncológica, realização de treinamentos nas áreas de radiologia mamária para enfermeiros, médicos e técnicos em radiologia (estimativa de abrangência: de 200 pessoas durante todo o ano), de mobilização social e recrutamento na capital, e para a realização de exames clínicos e orientação sobre o autoexame das mamas em todo o interior.

Campanhas
Também serão desenvolvidas campanhas no âmbito estadual de cunho educativo, cujos focos principais serão a prevenção e o combate ao câncer em geral.

No caso das mamografias, o aumento no número de exames ocorrerá em função dos novos mamógrafos que estão sendo entregues aos núcleos de saúde dos municípios amazonenses. Só no primeiro semestre deste ano, 11 localidades e o barco do Programa de Atendimento Itinerante (PAI) receberão os novos aparelhos. A meta da Secretaria de Estado dE Saúde (Susam) é implantar mamógrafos em todos os municípios, conforme determinação do governo do Estado.
26/02/2012 - Redação portal@d24am.com no D24am

SAÚDE DO HOMEM: Reabilitação de pacientes com câncer de próstata

Instituição associada à Abifcc MURIAÉ - Garantir saúde, melhorar a qualidade de vida e resgatar a dignidade. O serviço de fisioterapia do Hospital do Câncer de Muriaé surge como grande aliado na prevenção, tratamento e recuperação de pacientes.

Muitos pacientes que se submeteram à cirurgia de próstata tendem a sofrer com a incontinência urinária, mas a fisioterapia pode ser uma ferramenta para solucionar precocemente o problema. O departamento de Fisioterapia do Hospital do Câncer de Muriaé está desenvolvendo um estudo intitulado "Efetividade da fisioterapia em reduzir a incontinência urinária pós-prostatectomia", junto ao Grupo de Próstata, que compara o retorno a continência urinária entre os pacientes que fazem tratamento pós-cirúrgico na instituição, com os que fazem os exercícios proposto em casa, sem o acompanhamento de um profissional.

Serviço de Fisioterapia do Hospital do Câncer de Muriaé

A iniciativa aconteceu a partir da descoberta de vários estudos recentes relacionados ao assunto e também pela demanda de pacientes que necessitavam de tratamento. Segundo a coordenadora do setor, Drª Flávia Vital, cerca de 90% dos pacientes que se submetem a cirurgia são afetados por esse problema. O projeto é realizado em grupo, com o acompanhamento de profissionais que orientam exercícios para a musculatura próxima a região da próstata, para melhoria da função da bexiga, recuperando a sua capacidade de segurar, ou reter a urina sempre que necessário e liberar quando ele quiser.

Antes de colocar o Grupo em atividade foi realizado um pré-estudo, direcionado aos médicos e diretoria da instituição para acompanharem os resultados e benefícios desse tratamento. Todos os casos que passaram pelo ambulatório entre 2008 e 2010 tiveram resultados significativos. Dos 30 pacientes que realizaram o tratamento completo 97% relataram melhora. Destes, em 62% a melhora foi parcial e em 34% o retorno à continência foi completo em três meses. Na época a indicação do tratamento era rara, mas após a proposta apresentada nos relatórios, todos são direcionados pelo corpo clínico diretamente a fisioterapia, sendo o objetivo do “Grupo de Próstata” estabelecer a atividade como rotina da instituição.

Serviço de Fisioterapia do Hospital do Câncer de Muriaé

Restaurando a autoestima
Muito mais que garantir a saúde e melhorar a qualidade de vida, o tratamento também resgata a dignidade dessas pessoas. O paciente tende a se autolimitar pelo problema. “Eles evitam sair de casa por não conseguir conter a urina. Mas esse também é o grande motivador para buscarem a reabilitação para o problema”, explica a coordenadora.

É o caso do militar de 69 anos P.P., que nem precisou pensar muito para fazer parte do projeto. Ele mora na cidade de Tombos, próximo a Muriaé, e se desloca três vezes por semana para participar das atividades do grupo. Ele fez a cirurgia em outubro do ano passado, e após passar quase 90 dias com sonda, já percebe resultados positivos em somente uma semana de tratamento. “Acho que tudo o que puder fazer para melhorar é válido. Eu não precisei de muito tempo para acreditar na eficiência do tratamento, já que em poucos dias já diminui a quantidade de fraldas que eu preciso utilizar”. É também o que pensa o J.G.M. de 64 anos.

Há três meses participa do projeto e afirma que a força de vontade é fundamental para o tratamento. “Os profissionais nos tratam com muito carinho e respeito. É por isso que esse tratamento representa tudo pra mim. Mas eu entendo que se eu mesmo não correr atrás da minha saúde, ninguém poderá fazer por mim”.
23/02/2012 - Larissa de Assis, Assessoria de Comunicação do Hospital do Câncer de Muriaé

Droga ineficaz contra câncer leva juiz a manter condenação

SÃO PAULO - Nove famílias que processam o laboratório farmacêutico Eli Lilly do Brasil desde a década de 1980 conseguiram mais uma vitória na Justiça. O Tribunal Regional Federal da 3.ª Região em São Paulo negou recurso apresentado pela empresa e manteve a sentença que obriga o laboratório a ressarcir os pais cujos filhos morreram durante tratamento de câncer. Eles foram tratados com lotes ineficazes do medicamento Oncovin.

"Eu, como juiz, me impressiono, e muito, com a morte dessas crianças. Tenho convicção da responsabilidade do laboratório nesses óbitos", afirmou o juiz federal Leonel Ferreira. A sentença, de novembro de 2011, deve ser publicada em 15 dias.

Os valores da indenização não foram definidos, pois a sentença prevê que as pessoas que se sentiram lesadas devem entrar com processos individuais.

A ação foi movida pelo Ministério Público Federal após a oncologista Sílvia Brandalise - que era chefe do Serviço de Hematologia e Oncologia do Departamento de Pediatria da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) - denunciar à Associação Paulista de Medicina reduções substanciais do princípio ativo vincristina na composição de dois lotes do Oncovin.

O medicamento, comprado pela extinta Central de Medicamentos (Ceme) para o SUS, foi usado entre setembro e dezembro de 1983 - época em que os pacientes tinham entre 3 e 5 anos. Sílvia ainda chefia o serviço da Unicamp e também preside o Centro Infantil Boldrini, em Campinas, referência no tratamento de câncer infantil. Segundo a oncologista, o medicamento, usado nas quatro primeiras semanas do tratamento da leucemia linfoide aguda, promove um índice de remissão de 96%. "Nessas crianças, a taxa variou de 20% a zero", afirmou.

Quando identificou os resultados dos tratamentos, Sílvia pediu a interdição do uso das três medicações utilizadas (corticoide, Daunoblastina e Oncovin) e levou amostras para testes em institutos no Brasil e no exterior: "Compramos as medicações do mercado, de outros lotes, para continuar o tratamento, mas fui investigar o que tinha ocorrido".

Um laudo do St. Jude Children's Research Hospital, reconhecido pelo tratamento de câncer infantil nos EUA, apontou menos de 1% do princípio ativo nas amostras de Oncovin. Outro laudo, do Instituto Nacional de Saúde dos EUA, também mostrou redução substancial do princípio ativo.

A oncologista levou os documentos às Associações Brasileira e Paulista de Medicina, ao Ministério Público Federal, ao Ministério da Saúde e à reitoria da Unicamp. Além dos resultados internacionais, foram elaborados laudo e contraprovas pelo Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde, da Fundação Oswaldo Cruz. Foi constada a ineficácia dos lotes do medicamento distribuídos à Ceme. O Ministério da Saúde suspendeu sua comercialização em 1984.

A ação contra o laboratório foi movida em 1986 e em março de 2000 a Justiça Federal julgou o caso em primeira instância, condenando a empresa ao ressarcimento. Em 2001, o laboratório recorreu. Os autos chegaram à Procuradoria Regional da República em 2011. Em agosto, o procurador Walter Claudius Rothengurg emitiu seu parecer, contra a Lilly - que sustentava não ter ocorrido alteração na composição do medicamento.

O procurador, porém, aponta em seu parecer que "o laudo do Instituto Adolfo Lutz - de que o réu tenta se valer para isentar-se de responsabilidade - revela-se inconclusivo". A análise constatou "a presença da vincristina sem, contudo, pronunciar-se sobre sua potencialidade".

Em novembro, o tribunal acompanhou o parecer do procurador e negou recurso à empresa. Sílvia lamentou o fato de as vítimas terem de buscar seus direitos individualmente, quando o processo acabar. "O cidadão comumfica sem suporte, sem ter a defesa que a Constituição nos garante."

Segundo o juiz, o laboratório ainda pode recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e ao Supremo Tribunal Federal (STF). Por meio de assessoria de imprensa, a Eli Lilly do Brasil informou que não teve acesso ao acórdão da decisão no TRF e não se pronuncia a respeito de processos ainda em julgamento.
17/02/2012 - Agência Estado

Câncer de pele: proteja-se

Instituição associada à Abifcc JAÚ - Proteja-se dos raios solares. Essa é uma das frases mais ouvidas, especialmente no verão, quando o assunto é câncer de pele. Mas, se você acha que aplicar protetor solar apenas uma vez e somente em dias ensolarados é sinônimo de proteção, está enganado.

A dermatologista do Hospital Amaral Carvalho, Ana Gabriela Salvio — responsável pelo Programa de Prevenção do Melanoma, um dos cânceres de pele mais agressivos — elencou alguns dos mitos e verdades sobre o uso de protetor solar e outros artifícios para não prejudicar a pele com os raios do sol. Protetor solar, chapéus, bonés, óculos escuros e roupas são aliados fortíssimos, quando utilizados adequadamente. Acompanhe:

Vá pela sombra
Você certamente já ouviu dizer que é preciso evitar a exposição ao sol entre as 10 e 16 horas (no horário de verão entre 11 e 17h), o que é verdade. "Nesse intervalo há grande incidência de raios ultravioleta B, principais responsáveis pelo surgimento do câncer de pele", afirma Ana Gabriela. Por isso, deve-se evitar também a exposição ao sol por períodos muito longos e repetidas vezes, pois as queimaduras solares predispõem esse tipo de câncer.

Bloqueio
É importante o uso de chapéus, bonés e óculos de sol com proteção UVB para bloquear os raios solares. Ao ar livre também podem ser utilizadas barracas e roupas adequadas que evitem a exposição direta da pele com o sol.

Não é brincadeira
Os cuidados com crianças e bebês devem ser redobrados: menores de 6 meses devem ficar na sombra. "Coloque sombrinha no carrinho do bebê, vista-o com roupas que cubram todo o corpo e chapéus. Lembrando que não se pode aplicar protetor solar em recém-nascidos", explica a dermatologista.

Bebês acima de 6 meses já podem usar protetor solar infantil com Fator de Proteção Solar (FPS) para os raios UVB de, no mínimo, 30 e com proteção UVA.

Ana Gabriela salienta que deve ser aplicado em crianças protetor solar de amplo espectro, hipoalergênico, que não irrita a pele e é fácil de passar.

Atenção
A simples aplicação de protetor solar não justifica a exposição de crianças por muito tempo ao sol. E a médica enfatiza que o exemplo dos pais e familiares é fundamental para as crianças adquirirem o hábito da fotoproteção. "A proteção dos raios solares desde a infância diminui o risco de câncer de pele no adulto."

Filtro solar
Muitas pessoas só se lembram de usar protetor solar quando vão à piscina ou praia, mas ele deve ser utilizado mesmo nos dias nublados. De acordo com a profissional, os raios ultravioleta conseguem atravessar as nuvens e queimar nossa pele sem nos dar a sensação no momento de ardor. "O uso do protetor solar deveria ser um hábito de todos. Mesmo em dias nublados ou no inverno, quando aparentemente a incidência dos raios solares não é tão intensa, os raios UVA e UVB alcançam a superfície da terra. Além disso, outros fatores como a radiação da tela de computador e televisão ou luzes fluorescentes, podem resultar em manchas e envelhecimento precoce da pele. Por isso a proteção é necessária", orienta.

Aplique... reaplique
A aplicação do protetor solar, portanto, deve ser um hábito diário. "Devemos passar o protetor no mínimo 30 minutos antes de sair de casa, para que o produto seja bem absorvido pela pele", explica Ana Gabriela.

A reaplicação, segundo a médica, deve ocorrer a cada 3 horas. "Porém o suor e a água retiram o protetor da pele, então, sempre que houver transpiração ou contato com a água, deve ser repetido o processo de aplicação".

Qualidade
Fique atento ao comprar protetores solares. A dermatologista comenta que nem todos os produtos protegem contra os raios UVA e UVB. "Procure por produtos que declaram sua ampla proteção na embalagem. Os mais eficientes possuem as siglas PPD e FPS. Além disso, é importante escolher produtos de marcas confiáveis ou conforme indicação médica, para garantir que tenham os elementos que permitam uma proteção eficaz e completa", alerta.

SAIBA MAIS
O que é melanoma?
Uma alteração das células da pele que passam a crescer sem controle e podem se espalhar pelo corpo. As causas dessa alteração são os raios do sol (UVA e UVB) e herança genética.

Maior incidência
Pessoas com pele clara, que se queimam facilmente, que possuem muitas sardas ou pintas, que têm familiares com câncer de pele ou que trabalham expostas ao sol por longo período.

Alerta
Examine sempre a pele. Se encontrar pintas diferentes ou lesões suspeitas, procure um médico.
13/02/2012 - Ariane Urbanetto para o Portal Nacional do Seguro

HPV está ligado a câncer em homens, segundo estudo

Instituição associada à Abifcc SÃO PAULO - O HPV (sigla em inglês para vírus do papiloma humano), responsável por 98% dos casos de câncer de colo de útero, a segunda neoplasia mais frequente entre as brasileiras, não é mais um inimigo apenas da mulher. A relação entre o vírus e os casos de câncer de pênis começa a ser comprovada graças a um estudo brasileiro, a maior pesquisa molecular já feita sobre a doença.

Pesquisadores do Hospital A.C. Camargo, da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e do Hospital do Câncer de Barretos identificaram em pacientes com diagnóstico de câncer peniano alterações genéticas semelhantes às que o HPV provoca em mulheres com câncer de colo uterino.

Para comprovar a relação do HPV com o câncer peniano, uma doença de tratamento delicado, sendo muitas vezes necessária a amputação do órgão, o A.C. Camargo organizou uma pesquisa com 42 pacientes diagnosticados com a neoplasia. O estudo identificou a presença do vírus em 30% dos tumores. "Assim como ocorre nos casos de câncer de colo (útero), observamos que o HPV está associado a alterações de genes do sistema imune e de resposta inflamatória nos homens com câncer de pênis", diz Ariane Fidelis Busso, autora da pesquisa.

Responsável pelo setor de urologia do Instituto Nacional do Câncer (Inca), Antonio Augusto Ornellas de Souza diz que "as proteínas virais (do HPV) poderiam tornar cancerígenas as células masculinas, assim como ocorre com os genes femininos". Além das alterações imunológicas e inflamatórias, o HPV também modificaria a região do cromossomo 19 em homens com câncer peniano. "São marcadores prognósticos encontrados na pesquisa que, no futuro, poderão direcionar melhor o tratamento", garante Ariane.

Segundo a pesquisadora, mapeando as alterações genéticas provocadas pelo câncer de pênis, inclusive as desencadeadas pelo HPV, será possível criar medicamentos para cada caso de câncer peniano. "Hoje, isso ocorre, por exemplo, no tratamento do câncer de mama. A mulher é diagnosticada e o tipo de câncer é detalhado para direcionar o tratamento", explica.
13/02/2012 - Agência Estado

Santa Casa demite nove pediatras por motivos de contenção de despesas

CAMPO GRANDE - A Santa Casa de Campo Grande em coletiva na manhã desta segunda-feira (6) divulgou que vai demitir nove médicos pediatras por contenção de despesas, e ficarão apenas dois pediatras atendendo emergências no pronto socorro do Pronto Med, da Rui Barbosa. O pronto socorro da Santa Casa atende em média 800 consultas por mês, enquanto 24 no Pronto Med.

De acordo com o diretor da Santa Casa de Campo Grande, Issam Moussa, a sociedade não vai ficar desassistida, os médicos serão demitidos como médico seletista, mas nada vai impedir que trabalhem por produtividade e plantão.

O custo da folha para os pediatras era de R$ 80 mil, enquanto R$ 25 mil eram de consultas médicas, o hospital atende em média 4 mil consultas por mês, enquanto 800 consultas são da pediatria. “A Santa Casa não está fechando as portas, mas alguém tem que arcar, não só a Santa Casa”, justifica o diretor.

Segundo Moussa, o problema é que mesmo as pessoas com planos de saúde acabam internando pelo pronto socorro da Santa Casa, pelo Sistema Único de Saúde (SUS), por causa da urgência, e quem arcava com essas despesas era a Santa Casa.

Os hospitais especializados em pediatria como São Lucas e Hospital da criança deverão ficar sobrecarregados com a decisão da adminstração da Santa Casa. E as pessoas que pagam planos de saúde com a inteção de ter atendimento mais rápido também terão que enfrentar filas e transtornos de atendimento do serviço de sáude.

A Santa casa é um hospital filantrópico, que atende 70% dos pacientes do SUS, outros pacientes são de planos de saúde como Cassems, Unimed e particulares.
06/02/2012 - por Natália Gonçalves para CapitalNews

Dia Mundial do Câncer: 04 de fevereiro

RIO DE JANEIRO - A principal causa de morte em todo o mundo. Caso o crescimento do número de óbitos continue como está hoje, essa será a nova definição do câncer daqui a duas décadas. Para se ter uma ideia da dimensão do problema, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que até 2030, o número de óbitos por neoplasias passe de 7,4 milhões, em 2004, para 11,8 milhões. Apesar de ruim, a notícia chega num momento oportuno para tentar reverter essa situação. O Dia Mundial do Câncer, 4 de fevereiro, foi definido pela União Internacional para o Controle do Câncer (UICC), há sete anos, justamente para chamar a atenção de líderes governamentais, gestores de saúde e do público em geral para o crescimento do câncer.

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), 80% dos casos de neoplasias estão relacionadas ao meio ambiente, no qual se encontra um grande número de fatores de risco. Dentre esses fatores destacam-se os hábitos e estilo de vida adotado pelas pessoas. Sendo assim, uma boa parcela da responsabilidade para reverter esse quadro está em cada um de nós. "O indivíduo que fuma, bebe (em excesso) e não pratica exercícios fiscos tem muito mais chances de adquirir câncer que aquele que evita esses comportamentos", explica Dr. Amândio Soares, diretor da Oncomed Bh.

Com a intensificação das políticas anti-tabaco no Brasil, espera-se que esse risco seja reduzido. Porém, conforme explica o oncologista da Oncomed Bh, a ação ajuda muito, mas não resolve o problema. “Diversos tipos de câncer são formados por uma combinação de fatores de risco. Nesse caso, estamos reduzindo um dos fatores, mas ainda existem outros, como o sedentarismo e a má alimentação”, conta Amândio.

Fator hereditário - Caracterizando-se como uma alteração no crescimento das células, o desenvolvimento do câncer recebe importante influência do fator genético. Isso porque as dimensões e o ritmo do crescimento celular ocorrem de acordo com seu material genético. No entanto, segundo o INCA, são raros os casos de neoplasias desenvolvidas exclusivamente por herança genética. Alguns tipos de câncer de mama, estômago e intestino parecem ter um forte componente familiar, embora não se possa afastar a hipótese de os membros da família tenham entrado em contato com uma causa comum.
03/02/2012 - Portal Fator Brasil

Fundação antecipa campanha mundial de combate ao câncer pelas redes sociais

RIO DE JANEIRO - Membro da União Internacional de Combate ao Câncer (UICC), a Fundação do Câncer antecipou pelas redes sociais (Facebook e Twitter) e, também, na página oficial que mantém na internet, as ações relativas ao Dia Mundial Contra o Câncer, no próximo sábado (4). A campanha mundial de prevenção e combate ao câncer deste ano tem como tema "Juntos é Possível".

A antecipação da campanha pelas redes sociais tem como objetivo ampliar a mobilização em torno do assunto. "Você consegue ter uma abrangência maior. Não dá para ficar fora [das redes sociais]. Ainda mais quando estamos falando de prevenção e detecção precoce dessa doença", disse a assessora da fundação Claudia Gomes.

De acordo com a UICC, mais de 12,7 milhões de pessoas em todo o mundo recebem, a cada ano, diagnóstico de câncer e 7,6 milhões morrem vítimas da doença. Caso não sejam tomadas medidas eficazes de combate ao câncer, a projeção é que o número de novos casos no mundo alcançará 26 milhões até 2030, com 17 milhões de mortes. A UICC avalia que essa estimativa está relacionada à incidência da doença em países de baixa e média renda.

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), vinculado ao Ministério da Saúde, a previsão para 2012 é de surgimento de mais de 500 mil casos no Brasil. O câncer é a segunda causa de morte no país, atrás apenas das doenças do coração.

Claudia Gomes disse que a campanha pretende mostrar que "é possível que essa doença seja prevenida, detectada e tratada precocemente".

Mas ela chamou a atenção para o aumento do número de mulheres fumantes no Brasil, identificado pelo Inca desde o ano passado. "Quando a gente fala da mobilização das pessoas para uma qualidade de vida melhor, isso significa evitar fumar e evitar excesso de bebida alcoólica, além de manter uma atividade física regular e uma alimentação saudável. Esses são fatores de proteção".

A campanha de combate ao câncer prevê a realização de dois eventos este ano, para mobilizar a sociedade: um show com vários artistas em abril e uma corrida de rua, em novembro.
02/02/2012 - Agência Brasil

A.C.Camargo é o primeiro Hospital oncológico do país certificado pela Acreditação Canadense

Instituição associada à Abifcc SÃO PAULO - Anúncio de Certificação Internacional pelo Canadian Council for Health Services Accreditation (CCHSA) ocorreu na última semana, fortalecendo a posição do A.C.Camargo como centro de referência em qualidade da assistência e segurança ao paciente oncológico. A metodologia de avaliação adotada observa controle de medicamentos (quimioterápicos, opióides e antibióticos), organização no processo de transferência do paciente de um setor para outro, práticas de segurança nos procedimentos cirúrgicos, higiene das mãos em todos os setores, dentre outros.

Tão importante quanto atender um grande número de pacientes e cuidadores é a qualidade da assistência a eles oferecida. Focado em sempre oferecer suporte de alto nível a todos os pacientes em ambientes ambulatoriais, cirúrgicos e de internação, o Hospital A.C.Camargo recebeu na última semana a certificação da Acreditação Canadense pelo Canadian Council for Health Services Accreditation (CCHSA), sendo o primeiro Hospital exclusivamente voltado ao tratamento de câncer a receber esse título.

O anúncio foi feito pelo Instituto Qualisa de Gestão – IQG, organismo certificado no Brasil pelo Canadian Council – que acompanhou e orientou todo o processo de certificação do A.C.Camargo durante os últimos 18 meses. Nesse período, foram avaliados processos voltados à segurança do paciente que cumprem critérios metodológicos previamente estabelecidos, os chamados ROPs (Required Organizational Pratices ou Práticas Organizacionais Exigidas), dentre eles:

  • Identificação do paciente – Implantação de Sistema eficaz de identificação dos pacientes em toda a instituição.
  • Práticas de Segurança na Utilização de Medicamentos - Reduzir o risco de infecções relacionadas ao uso de medicações e promover práticas seguras para administração dos medicamentos.
  • Controle no uso de narcóticos – Limitar a disponibilidade de narcóticos (opióides) e remover fórmulas farmacêuticas de alta dose ou potência das áreas de assistência ao paciente.
  • Transferências internas e transferência de informação – Implantação de protocolo de identificação e informações do paciente, com comunicação efetiva entre os interessados nos pontos de transição em todo o fluxo assistencial.
  • Reconciliação medicamentosa – Reconciliar a medicação dos pacientes na admissão e por toda a organização com o envolvimento do paciente e familiar.
  • Práticas de Segurança no Procedimento Cirúrgico - Prevenção de erros no procedimento cirúrgico. Ações efetivas que garantam paciente, local e cirurgia correta.
  • Administração oportuna de Antibióticos Profiláticos - Garantir o uso de antibióticos profiláticos para prevenir infecções cirúrgicas.
  • Higiene das Mãos - Fornecer fácil acesso e recursos para colaboradores cumprirem as recomendações de higiene preconizadas.
  • Controle de Eletrólitos Concentrados - Remover medicamentos de alto risco das áreas de serviço ao paciente.
  • Capacitação em Segurança do Paciente - Manter um ambiente de trabalho que apóie as boas práticas assistenciais, capacitando colaboradores, prestadores de serviço e voluntários.
  • Papéis e Responsabilidades para a Segurança do Paciente - Criar um ambiente de trabalho e ambiente físico que apoie uma entrega de cuidados/serviços segura.
  • Análise Prospectiva Relacionada à Segurança do Paciente - Criar uma cultura de segurança dentro da instituição, realizar e manter uma análise prospectiva relacionada à segurança do paciente a cada ano e implementar melhorias adequadas.

Segundo o CEO Irlau Machado Filho, a conquista da Acreditação Canadense reforça a conduta do A.C. Camargo na adoção das melhores práticas da medicina mundial com foco na segurança do paciente. “Com isso, garantimos um tratamento altamente qualificado, onde todos os processos são controlados e seguros”.

Seguindo o mesmo raciocínio, o Superintendente de Recursos Humanos e Qualidade do Hospital A.C.Camargo, Maurício Alves da Silva, destaca que a certificação internacional é mais um exemplo do quanto a instituição é cumpridora de seu papel perante a sociedade. “É a nossa prestação de contas para a comunidade, governos, agências de fomento, parceiros comerciais, todos que confiam em nosso trabalho como centro de ensino, pesquisa e tratamento de câncer”, disse.

As certificações internacionais concedidas pelo IQG-CCHSA (Canadá) e Joint Commission International (Estados Unidos) são os níveis máximos de Acreditação concedidas aos Hospitais, clínicas e demais unidades de saúde das Américas, ambos com similaridade em importância e metodologia.

Antes de participar do processo de avaliação para a Acreditação Canadense um requisito exigido é possuir uma certificação nacional. Em 2009, o A.C.Camargo recebeu da Organização Nacional de Acreditação (ONA) a certificação máxima, nível 3 e a partir disso foi convidado pelo IQG a ser membro integrante para participar do processo de certificação internacional. A Acreditação é válida por três anos e nesse período os avaliadores fazem visitas anuais.
31/01/2012 - Moura Leite Netto no Portal Nacional de Seguros

O SUS e os hospitais filantrópicos

FORTALEZA - Hospitais filantrópicos e Santas Casas permitiram a criação do Sistema Único de Saúde (SUS), uma das maiores conquistas sociais do Brasil, já que o Estado não dispunha à época, e não dispõe ainda hoje, de estrutura capaz de suportar a universalização da assistência.

Privado de direito, o setor filantrópico pode ser considerado público de fato. A maioria dos seus hospitais utiliza mais de 90% da capacidade no atendimento para o SUS, embora a legislação exija apenas 60%.

O SUS prima pela integralidade e pela universalidade e dele dependem aproximadamente 75% dos brasileiros. Mas a cada ano está mais difícil para as Santas Casas cumprirem esse papel social. Algumas fecharam as portas e muitas estão diminuindo o número de atendimento para o SUS como forma de atenuar o déficit operacional.

O centro do problema é a defasagem da Tabela de Procedimento do SUS. Ela determina quanto o Governo deve pagar por cada intervenção realizada nos pacientes da rede pública. No geral, o déficit é de 40%, ou seja, para cada R$ 100 gastos os hospitais recebem R$ 60. E isso ocorre há anos. É importante esclarecer que a reivindicação do setor filantrópico não é por lucros, já que as instituições não têm esse fim.

Infelizmente, ainda existe um conceito equivocado de que a crise no setor de saúde no Brasil é consequência da má gestão. Problemas de gestão existem em todo o setor público e devem ser enfrentados. Essa lamentável situação ficou explicitada internacionalmente com a divulgação, na Suíça, do relatório anual da Organização Mundial de Saúde. O documento revela que o governo brasileiro é um dos que menos investe em saúde no mundo, 6% do seu orçamento (dados de 2009-2010). Nos países ricos, a taxa chega a 17%. Foram avaliados 192 países e o Brasil ocupa a vergonhosa 151ª posição.

Infelizmente a tão esperada regulamentação da Emenda Constitucional 29, que vinha se arrastando desde 2000, com os vetos opostos pela presidente Dilma, acabou sendo uma frustração para o setor. Esperava-se que houvesse, com a regulamentação, um aumento significativo dos recursos para a saúde, repassados pela União, o que acabou não se concretizando.

A despeito de o próprio ministro da Saúde já haver declarado publicamente a necessidade de mais de R$ 45 bilhões para estruturar o Sistema Público de Saúde do Brasil, os investimentos no setor continuarão praticamente nos mesmos patamares de hoje.

Toda a cidadania em defesa do SUS lamenta a chance desperdiçada.
31/01/2012 - Luiz Gonzaga Nogueira Marques, Provedor da Santa Casa de Fortaleza para O Povo online

Hospital do Câncer inaugura centro de prevenção

Instituição associada à Abifcc CUIABÁ - Um dos hospitais que mais cresce no Estado em acréscimo de tecnologia, o Hospital do Câncer de Mato Grosso (HCAN) inaugurará em maio o Centro de Prevenção da Mulher, com alta tecnologia em diagnóstico e tratamento do câncer de mama.

A meta é ampliar os atendimentos em radioterapia, que hoje são de 140 pacientes por dia. A obra está sendo realizada com recursos de R$ 1,6 milhão, do Governo do Estado.

Segundo o presidente do hospital, o médico João Castilho Miranda, Mato Grosso está bem posicionado em relação ao tratamento contra o câncer. Em 2011, a unidade atendeu 47 mil pessoas, 51% delas vindas de Cuiabá e Várzea Grande e 49% do interior do Estado, onde também são realizadas campanhas de prevenção em parceria com as prefeituras.

O hospital conta com alta tecnologia em radiologia, oferecendo exames como a ressonância magnética e tomografia computadorizada e nos próximos dias, inaugura um centro de Medicina Nuclear.

O hospital será ampliado até o final deste ano, finalizando a obra que estava parada há 17 anos por problemas burocráticos da Fundação Banco do Brasil, ocorridos durante as mudanças de governo. O diretor não soube dizer quanto recurso será investido nesta ampliação. Segundo ele, o setor ambulatorial também receberá uma doação da Casa Cor, que fará a decoração do ambiente.

Ele negou a ideia comum de que o câncer tenha se tornado uma "epidemia". "Eu não diria que o câncer está aumentando em percentual da população, acho que o índice permanece. O que acontece é que o diagnóstico em câncer melhorou muito nos últimos 10 anos, está mais preciso e precoce. Então, logicamente, acaba-se tendo um número maior de casos atendidos".
29/01/2012 - por Neusa Batista para Circuitomatogrosso

Número de mamógrafos do Estado é suficiente

PALMAS - Quanto mais cedo um câncer de mama é descoberto, maior a eficácia do tratamento, o que aumenta a importância das mulheres realizarem o autoexame, só que a mamografia ainda é o exame ideal para a detecção precoce do câncer de mama. Para isso, o Tocantins possui 10 mamógrafos, sendo 06 disponibilizados pelo SUS – Sistema Único de Saúde.

Conforme parâmetros do INCA - Instituto Nacional do Câncer, este número de mamógrafos é suficiente para atender a população do Estado, pois, é preconizado um aparelho para cada 240 mil habitantes. Além disso, o Estado possui ações de prevenção e detecção precoce do câncer de mama, como também orientações e exame clínico das mamas, realizado nas unidades básicas de saúde dos municípios.

Caso seja diagnosticado algum nódulo ou alteração nas mamas, a paciente deverá ser encaminhada as unidades especializadas de referência em diagnóstico e tratamento das lesões precursoras do câncer da mama (média complexidade). Essas unidades realizam Biopsias (PAAF/PAG), e alguns exames complementares, caso seja diagnosticado como benigno, a unidade realizará o tratamento e também a cirurgia. Porém, caso seja do tipo maligno, a paciente deverá realizar tratamento nas Unacons – Unidades de Alta Complexidade em Oncologia, de Araguaína ou Palmas.

Já as unidades especializadas de referência em diagnóstico e tratamento das lesões precursoras do câncer da mama estão localizadas no Ambulatório do Hospital de Augustinópolis, Ambulatório de Especialidades Médicas de Araguaína, Ambulatório Evangélico de Palmas, Policlínica de Gurupi e Dianópolis.

No Sistema Único de Sáude do Tocantins, de acordo com informações divulgadas pela assessoria de imprensa da Sesau, existem 6 mamógrafos, localizados nas cidades de Augustinópolis, Palmas, Gurupi, Araguaína, Dianópolis, e Palmas.
25/01/2012 - no PortalStylo

Hospital particular esclarece que não faz troca de prótese de silicone

SALVADOR - O Hospital Português divulgou uma nota nesta quarta-feira (25) esclarecendo que ao contrário do que foi divulgado pelo Ministério da Saúde na última segunda-feira, a unidade hospitalar não realiza a troca das próteses mamárias das marcas PIP e Rofil pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

"A inscrição realizada no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde – CNES, para cadastramento dos serviços atendidos por esta instituição filantrópica através do SUS, não habilita a mesma a realizar quaisquer procedimentos de cirurgia plástica por meio do SUS", diz a nota. Por isso, o hospital não está contratualizado para realizar o procedimento pelo SUS.

Segundo a lista do Ministério da Saúde, em Salvador, estão aptas as seguintes unidades hospitalares: Hospital Aristides Maltez (Brotas), Hospital São Rafael (São Marcos), Hospital Universitário Professor Edgard Santos (Canela), Hospital Santa Isabel (Nazaré), Hospital Ana Nery (Caixa D'Água), Hospital Eládio Lasserre (Cajazeiras II), e Hospital Dois de Julho (São Marcos).

No interior do estado, estão aptos: Posto Médico Arlinda Robatto (Alagoinhas), Hospital Manoel Novaes (Itabuna), Hospital Dom Pedro de Alcântara (Feira de Santana), Hospital Municipal de Porto Seguro, Fundação Pio XII (Juazeiro).

No último dia 11, ficou decidido que o SUS pagaria pela troca dessas próteses. Para isso, a paciente precisa ter algum sinal ou confirmação de ruptura da prótese. Para avaliar o risco de ruptura, a paciente pode procurar qualquer unidade de saúde do SUS.
25/01/2012 - da Redação do Correio*

Falta de pagamento do PLAMTA/IAPEP obriga hospitais a demitir funcionários

TERESINA - O atraso no pagamento do PLAMTA/IAPEP por parte do Governo do Estado tem colocado os hospitais particulares e filantrópicos de Teresina em situação de dificuldade. Isso porque a prestação de contas do plano de saúde dos servidores públicos está com seis meses em aberto, apesar do desconto em folha mensal.

De acordo com o vice-presidente do Sindicato dos Hospitais (SINDHOSPI), Lúcio Brígido, a grande indústria de suprimentos na área de saúde dá o prazo de apenas 28 dias para o pagamento daquilo que foi consumido pelas unidades de saúde no atendimento aos pacientes. Dessa forma, os hospitais são obrigados a pagar dentro desse prazo para não ter seus títulos protestados e manter o abastecimento, independente de já terem recebido ou não do Governo o pagamento referente ao IAPEP.

"Nós ainda não recebemos do Governo os repasses pelos atendimentos realizados em setembro, outubro, novembro e dezembro, mas mesmo assim fomos obrigados a dar conta de todas as despesas dos conveniados nesse período para a situação não virar um caos", ressalta Lúcio Brígido.

Ainda segundo o vice-presidente do SINDHOSPI, os hospitais estão tentando custear esses gastos através do que recebem de outras fontes. Então, uma parte considerável de tudo que entra, acaba tendo que cobrir esse buraco deixado pela falta de repasses do IAPEP, colocando os hospitais em uma situação muito delicada, em sufoco para custear todas as despesas.

"A primeira medida que está sendo tomada por parte dos hospitais é o desabastecimento de leito, que é a redução das equipes dessas unidades de saúde. Esse procedimento já está sendo adotado em diversas clínicas e hospitais, deixando muitos profissionais desempregados. Infelizmente, essa tem sido a solução encontrada para a não suspensão do atendimento aos conveniados do PLAMTA/IAPEP. É um problema grave que está gerando outro, não menos prejudicial a muita gente", finaliza Lúcio Brígido.

Lúcio Brígido ressalta, por fim, que não acha justo que os cerca de 200 mil servidores públicos que atualmente se beneficiam com o plano tenham o atendimento suspenso. Mas explica a importância de todos eles ter consciência da situação de crise que os hospitais conveniados estão vivendo.

No próximo dia 24, acontece uma Assembleia Geral Extraordinária, às 14h, no auditório do SINDHOSPI, para discutir que medidas serão ser tomadas diante da posição do Governo do Estado em permanecer indiferente em relação à negociação. O último pagamento do PLAMTA/IAPEP aos hospitais foi referente ao mês de agosto.
22/01/2012 - 180Graus.com

Obra de novo prédio do Hospital do Câncer é retomada

CAMPO GRANDE - A obra para construção do novo prédio do Hospital do Câncer Alfredo Abrão, em Campo Grande, foi retomada, apesar da desistência da doação de R$ 23 milhões pelo pecuarista Antônio Morais dos Santos. A Fundação Carmen Prudente de Mato Grosso do Sul, responsável pelo hospital, conseguiu dar continuidade ao projeto com recursos provenientes de empréstimo e doações de pessoas que já colaboravam com a instituição.

A nova unidade deve contar com nove pavimentos e 200 leitos, possibilitando ampliar a quantidade de atendimentos mensais de 5 mil para 20 mil. Hoje o hospital tem apenas 40 leitos. Segundo o presidente da fundação, Blener Zan, a expectativa é de que a obra fique pronta em aproximadamente dois anos. "Conseguimos contratar outra empreiteira que fará a obra por R$ 17 milhões, diminuindo o montante de gastos do projeto inicial", afirmou.

Ele espera que as partes do subsolo e térreo do hospital fiquem prontas até abril deste ano. A nova unidade contará ainda com 12 Unidades de Terapia Intensiva (UTIs).

Desistência
Quando o pecuarista desistiu de fazer a doação de R$ 23 milhões, a obra já tinha começado e, segundo Zan, um buraco aberto no terreno estava colocando em risco o prédio que funciona atualmente. “Com as chuvas estávamos com receio de que o buraco abrisse ainda mais e causasse algum dano na estrutura do hospital ou até que alguma parte desmoronasse”.

Segundo o advogado Niuton Ribeiro Chaves Júnior, o pecuarista Antônio Morais teve de gastar R$ 1,7 milhão em decorrência do que já havia sido investido na obra do Hospital do Câncer. "A paralisação ocorreu porque a direção do hospital não cumpriu sua parte no acordo e o senhor Antônio Morais não cobrou nada pelos gastos que teve", afirmou o advogado que defende o pecuarista.

O terreno onde seria feito o prédio – que tem oito mil metros quadrados e custou R$ 9,5 milhões – fica na Rua Marechal Cândido Mariano Rondon, esquina com a Avenida Ernesto Geisel, ao lado do Hospital do Câncer. O local não estava sendo utilizado até setembro do ano passado, quando as obras foram retomadas.
12/01/2012 - Milena Crestani para O Corréio do Estado

Câncer de pele vai atingir 134 mil em 2012

SOROCABA - Estimativa divulgada pelo Inca (Instituto Nacional do Câncer) indica que o câncer de pele atingirá 134.170 brasileiros em 2012 – 62.680 homens e 71.490 mulheres. Isso porque a doença já é responsável por 25% do total de tumores malignos diagnosticados no país anualmente, “coroada” ainda como o tipo de câncer mais comum entre os brasileiros com mais de 40 anos de idade.

Seus tipos mais frequentes são carcinoma basocelular, carcinoma espinocelular e melanoma – este último, o mais raro e também o mais maligno, por ter a capacidade de se espalhar para outras partes do corpo. O melanoma pode ocorrer sobre uma pinta já existente ou surgir sobre a pele normal.

O Inca ainda alerta que a incidência da doença é maior em pessoas de pele e olhos claros que se expõem frequente e prolongadamente ao sol. Quem tem histórico do problema na família também deve ficar atento. Entretanto, qualquer pessoa que se arrisque sob os raios solares sem proteção corre o risco de contrair o câncer.

O chefe do Núcleo de Dermatologia do Inca, Dolival Lobão, ressalta que o período do verão aumenta o risco da doença. “Como o lazer neste período está ligado ao sol, o ideal é se proteger com protetor solar”, diz o médico. "A reaplicação também deve ser feita depois do mergulho ou em caso de suor intenso", alerta.

"Além do uso do protetor, a recomendação é evitar a exposição ao sol sobretudo em horários impróprios, entre 10h e 16h. Também é importante observar e acompanhar o aparecimento de feridas que não cicatrizam, de manchas escuras ou nódulos na pele, além de alterações em pintas, como aumento, modificação da cor, prurido ou sangramento", recomenda Rafael Kaliks, diretor médico de Oncologia do Instituto Oncoguia.

"Se for feito um diagnóstico precoce seguido de tratamento imediato, a maioria dos cânceres de pele pode ser curada", afirma a dermatologista Luciana Holtz, presidente do instituto. Segundo ela, é importante consultar um médico sempre que uma lesão ou uma pinta mudar de comportamento.

"O diagnóstico pode ser feito logo no início e o paciente deve fazer uma consulta com seu dermatologista quando notar qualquer sinal", reforça Holtz.
09/01/2012 - da Redação do RedeBomDia

Hospitais filantrópicos do PR recebem R$ 2,5 milhões

CURITIBA - A Secretaria da Saúde repassou a 27 hospitais filantrópicos R$ 2,5 milhões referente ao Incentivo de Adesão à Contratualização (IAC). O valor do incentivo não era reajustado há três anos, já que o último aumento ocorreu em dezembro de 2008. A correção é referente ao acumulado de julho, agosto, setembro, outubro e novembro e foi pago em parcela única.

Nos últimos seis meses, os hospitais filantrópicos do Paraná tiveram aumento significativo de recursos financeiros, iniciando em julho pelo Programa de Apoio e Qualificação de Hospitais Públicos e Filantrópicos do SUS no Paraná (HospSUS). A finalidade é melhorar a qualidade do atendimento, aumentar a oferta de leitos hospitalares à disposição do SUS e reduzir o tempo-resposta nos serviços de urgência e os índices de morbidade por causas externas, entre outros objetivos.

"Com o reajuste do IAC e os recursos do HospSUS os hospitais filantrópicos têm sua importância reconhecida e irão ampliar seus esforços para que os serviços prestados à população tenham boa qualidade e sejam cada vez mais resolutivos", afirma o secretário da Saúde, Michele Caputo Neto.

O valor do incentivo é definido conforme a produção hospitalar de média complexidade dos hospitais. "A partir do recebimento da produção de dezembro de 2011 o aumento estará incorporado nas parcelas mensais recebidas pelos hospitais" explica o superintendente de Gestão de Sistemas de Saúde da secretaria, Paulo Almeida.

O IAC é um dos componentes dos recursos financeiros destinados à implantação do Programa de Reestruturação e Contratualização dos Hospitais Filantrópicos do SUS, instituído pela Portaria 1.721 de 21/09/2005, do Ministério da Saúde.
06/01/2012 - AEN

Hospital do Câncer de Barretos: Fundação seleciona local para Instituto em Ji-Paraná

Instituição associada à Abifcc JI-PARANÁ - Na tarde desta quinta-feira (05), o presidente da Fundação Pio XII, Hospital do Câncer de Barretos, Henrique Prata, esteve em Ji-Paraná para realizar visita a algumas áreas disponibilizadas pela municipalidade para a instalação do Instituto de Prevenção de Câncer da cidade. Henrique foi acompanhado pela chefe de Gabinete Noemi Brisola Ocampos, pela Secretária de Regularização Fundiária e Habitação, Rosana Dalla Marta, e pela coordenadora do Hospital do Câncer de Barretos em Ji-Paraná, Silvia Cristina Amâncio Chagas.

Após conhecer diversos terrenos, Henrique optou por uma área localizada no Primeiro Distrito de Ji-Paraná, com aproximadamente seis mil metros quadrados, que será doado pela municipalidade. Do total de seis mil metros quadrados, 1.800 metros quadrados serão de área construída onde funcionará o serviço de diagnóstico e exames de prevenção, bem como local para serem realizadas micro e pequenas cirurgias. O valor total do projeto é de R$ 10 milhões, sendo que R$ 3,3 milhões serão aplicados na aquisição de uma carreta móvel que estará realizando exames preventivos nos locais mais distantes atendendo à população que não tem acesso ao Instituto em Ji-Paraná.

O espaço onde futuramente irá funcionar o Instituto recebeu elogios de Henrique Prata, entusiasmado ele afirma que Ji-Paraná mostra ter pessoas que realmente vestiram a camisa da Fundação Pio XII, uma tamanha responsabilidade, mas que vale a pena, "afinal todos estão focados em um único objetivo, o de salvar vidas, independente da classe social", disse Henrique.

Segundo Silvia Cristina Amâncio Chagas, coordenadora do Hospital de Câncer de Barretos em Ji-Paraná, "com a realização desse projeto estaremos beneficiando famílias de todo o Estado de Rondônia, Mato Grosso e Acre, são pessoas que geralmente não tem condições e conhecimento para buscar tratamento em outras localidades, e desta forma poderemos ajudar", afirmou Silvia Cristina.

De acordo com Noemi Brisola, chefe de Gabinete, o Poder Executivo, através do Prefeito José de Abreu Bianco (DEM), tem se colocado à disposição, principalmente por estar ciente da importância que esse Instituto representa para Ji-Paraná. Nós estamos unindo forças para que esse projeto aconteça o mais rápido possível, e essa visita do Presidente Henrique Prata é de suma importância, isso mostra o interesse da Fundação Pio XII por atender a nossa região.” concluiu a Noemi Brisola.
06/01/2012 - da Assessoria no RondoniaDinamica.com

Câncer: A difícil arte da inovação

SÃO PAULO - Imaginem a seguinte situação (e não precisa sonhar muito, ela ocorre todos os dias nos consultórios dos oncologistas!). Um paciente com câncer, sendo tratado com esquemas de quimioterapia. Nos primeiros meses, o tratamento funcionou. Os tumores diminuíram de tamanho. O paciente começou a se sentir melhor. Voltou às suas atividades diárias, rotineiras e sociais. No mais recente exame, no entanto, sinais de alerta. Alguns nódulos voltaram a crescer. O tumor, ou parte dele, começou a não responder de forma adequada à quimioterapia. O médico declara doença em progressão. Alternativas? Novo esquema de quimioterapia com outras drogas. O ciclo recomeça. Tumores diminuem de volume novamente. Mas, como ocorre com a maioria dos pacientes, infelizmente, a doença progride novamente. E agora? As opções ficam cada vez menores. Até se esgotarem. Aí vem a pergunta de sempre? Não tem nada novo?

Os problemas começam por aí. Os laboratórios de pesquisa científica, e as indústrias farmacêuticas "vivem" da procura de novas substâncias ativas contra uma variedade de doenças, entre elas o câncer. Mas esta procura está ficando cada vez mais restrita. Complicada.

Um alerta foi lançado na prestigiada revista médica Jama, no dia do Natal de 2011, por duas cientistas da Universidade de Califórnia, em São Francisco, e do Centro de Avaliação e Pesquisa de Drogas Novas, ligado à agência federal de drogas (FDA) dos Estados Unidos. As doutoras Laura Esserman e Janet Woodcock afirmaram, preocupadas, que "o desenvolvimento de drogas novas está se tornando progressivamente mais caro - e as drogas contra o câncer, particularmente, apresentam taxas muito elevadas de insucesso clínico".

Muitas drogas de grande "potencial e promissoras", alardeadas pela mídia, acabam não tendo efeitos benéficos nos pacientes. São deixadas de lado e esquecidas. As doutoras acrescentam que "o retorno financeiro sobre o capital investido no desenvolvimento de drogas novas é inferior a 0,3%... A um estimado custo de um bilhão a 1,8 bilhões de dólares para a descoberta de cada droga nova de sucesso, o financiamento para tais aventuras arriscadas está diminuindo".

Para o paciente com câncer, vendo suas opções desaparecerem rapidamente, o desespero é enorme. "Não tem nada mais frustrante do que o processo de desenvolvimento e aprovação de uma droga oncológica. Se nós oncologistas ficamos frustrados, imaginem os nossos pacientes que são portadores de um câncer avançado e que precisam, o mais rápido possível, de novos tratamentos para suas enfermidades. Os pacientes com câncer literalmente lutam contra o tempo. O inimigo simplesmente não espera", afirma o Dr. Antonio Carlos Buzaid, oncologista clínico e Diretor do Centro de Oncologia do Hospital São José, em São Paulo.

Segundo Dr. Buzaid, "o custo para o desenvolvimento de uma droga nova é da ordem de dois a três bilhões de reais, e isto se deve ao empiricismo que norteia a pesquisa clínica em oncologia. Selecionamos mal os pacientes que mais provavelmente vão se beneficiar da droga nova, usamos desfechos como sobrevida global que demandam grande número de pacientes, e temos que esperar anos para que o número de eventos necessário para análise estatística ocorra. Hoje é assim que fazemos pesquisa clínica."

O alerta das cientistas americanas e do Dr. Buzaid convergem na necessidade de mudança clara na forma de avaliação, de desenvolvimento, e de aprovação de drogas novas para câncer. Em vez de esperar os famosos cinco anos para ver quem sobrevive dos pacientes tratados, alternativas mais rápidas e cientificamente comprovadas, poderiam encurtar este processo, e obviamente barateá-lo. Afinal a pesquisa em doentes custa milhões!

- Uma estratégia que está sendo fomentada pelo FDA se baseia em indicadores de sucesso intermediários, também chamados de surrogates. Por exemplo, no caso de câncer de mama, a constatação de resposta patológica completa (desaparecimento total dos tumores no início do tratamento quimioterápico) irá funcionar como um surrogate, indicando alta probabilidade de mais prolongada sobrevida a longo prazo do paciente - acrescenta Dr Buzaid.

- Outros estudos estão utilizando análise de marcadores no próprio tumor do paciente para predizer as chances de sucesso de um tratamento. Se o estudo confirmatório confirmar a eficiência já nos indicadores iniciais, a droga será então aprovada em regime de avaliação acelerada. Esta estratégia irá diminuir o tempo e o custo para o desenvolvimento de uma nova droga e talvez diminuir também o custo final após a aprovação - completa.

As agências federais de avaliação, como o FDA nos Estados Unidos e a ANVISA, no Brasil, terão que mudar, e reavaliar seus processos. Assim, esperamos, médicos e pacientes.
03/01/2012 - Riad Younes no Terramagazine

Mais R$ 62 mi para melhorias nos hospitais universitários

BRASÍLIA - O Ministério da Saúde ampliou em mais R$ 62 milhões os recursos extras destinados a melhorias e à reestruturação dos 46 hospitais universitários federais do país. Os recursos fazem parte do Programa de Expansão e Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais (REHUF) e devem ser empregados na aquisição de equipamentos, reformas e na ampliação do atendimento à população. Outros R$ 6 milhões foram liberados aos hospitais filantrópicos e estabelecimentos de reabilitação por meio da Timemania.

Com este novo aporte financeiro, os investimentos do governo federal com os hospitais universitários federais soma R$ 500 milhões no último ano. Em 2010, quando foi criado o REHUF, o ministério liberou R$ 300 milhões aos hospitais universitários.

Além de garantir recursos para a manutenção dessas instituições, a diretora do departamento de atenção especializada do Ministério da Saúde, Alzira de Oliveira, garante que o montante é ainda uma forma de aprimoramento da atenção à saúde. “Nossa proposta é a inserção cada vez mais integrada desses hospitais dentro das redes de atenção à saúde. Os hospitais universitários são importantes parceiros ao incorporar em sua prestação de serviços nossas redes de atendimento à população”, destacou.

AÇÃO - Para receberem os recursos do REHUF, os hospitais universitários tiveram que se comprometer com o fortalecimento, entre outras, das redes de assistência lançadas pelo Ministério da Saúde, entre elas, a Estratégia Rede Cegonha, para a atenção integral de gestantes e bebês; a rede Saúde a Toda Hora, voltada ao fortalecimento da rede de urgência; a rede de atenção psicossocial para o enfrentamento do crack e outras drogas; além dos programas nacionais de controle do câncer de mama e de colo do útero.

O programa é desenvolvido pelos ministérios da Saúde e Educação e tem por objetivo instituir mecanismos adequados de financiamento desses hospitais que atuam simultaneamente na assistência à população, na formação dos profissionais de saúde e no desenvolvimento de pesquisa e inovação. O valor destinado a cada unidade é definido conforme o plano de reestruturação elaborado pelo gestor do hospital, com a participação da secretaria de saúde municipal e estadual e da reitoria da universidade a que está vinculado.

REHUF – O programa tem como objetivo criar condições materiais e institucionais para que os hospitais universitários federais possam desempenhar plenamente suas funções em relação às dimensões de ensino, pesquisa e extensão e à dimensão da assistência à saúde.

De acordo com o decreto que instituiu o programa, no campo do ensino, pesquisa e extensão, os hospitais universitários desempenham as funções de local de ensino-aprendizagem e treinamento em serviço, formação de pessoas, inovação tecnológica e desenvolvimento de novas abordagens que aproximem as áreas acadêmicas e de serviço no campo da saúde.

Neste sentido, tem como objetivos, atender às necessidades do ensino de graduação na área da saúde, em especial em relação à oferta de internato nos cursos de Medicina e estágios curriculares supervisionados para os demais cursos, conforme previsão nas diretrizes curriculares nacionais e no projeto pedagógico de cada curso; entre outros.

Já no campo da assistência à saúde, os hospitais universitários desempenham as funções de centros de referência de média e alta complexidade, para a rede pública de serviços de saúde, tendo como objetivos específicos. Entre as propostas estão: ofertar serviços de atenção de média e alta complexidade, observada a integralidade da atenção à saúde, com acesso regulado, mantendo as atividades integradas à rede de urgência e emergência e garantir oferta da totalidade da capacidade instalada ao SUS; avaliar novas tecnologias em saúde, com vistas a subsidiar sua incorporação ao SUS.

TIMEMANIA – Além dos investimentos nos hospitais universitários, o Ministério da Saúde liberou R$ 6 milhões para as Santas Casas de Misericórdia, entidades hospitalares sem fins lucrativos e entidades de saúde de reabilitação física de portadores de deficiência. Os recursos são destinados à manutenção e qualificação dessas instituições.
03/01/2012 - por Fabrício Francis da Agência Saúde ASCOM/MS no Portal da Saúde

Confirmados recursos para Hospital do Câncer

UMUARAMA - O trabalho do deputado Osmar Serraglio, vice líder do Governo na Câmara, na última semana do ano, apresentou resultados positivos para o Hospital do Câncer de Umuarama. Dois empenhos nos valores de R$ 2.248.196,00 e R$ 269.904,00, respectivamente, autorizados pela Portaria n. 3273 do Ministério da Saúde, confirmaram a proposta do Governo do Estado, em entendimento com a Ministra Gleisi Hoffmann e com a Bancada Federal paranaense para que os recursos previstos para os hospitais filantrópicos não fossem perdidos, com a mudança de ano.

Os empenhos significam a abertura da ação proposta (que decorre de duas Emendas da Bancada, uma de R$ 25,0 milhões e outra de R$ 15,0 milhões) e garantem o prosseguimento da liberação das verbas orçamentárias em benefício dos hospitais. "Esses empenhos de pequeno valor tiveram o objetivo de assegurar os recursos", disse Serraglio, que, além da defesa desta proposta, ainda empenhou R$ 1 milhão de Emenda Individual para o Hospital do Câncer e destinou, já para o orçamento de 2012, Emenda Individual de mais um milhão de reais para o Hospital.

Osmar Serragliio, ficou até às 18 horas do dia 30 de dezembro no Palácio do Planalto e pela persistência foi até entrevistado pelo “Jornal da Globo”, da Rede Globo. "Foi a única forma de salvar recursos para o Hospital do Câncer de Umuarama. Nos dias 28, 29 e 30, fui mais de dez vezes ao Ministério da Saúde e de lá ao Palácio do Planalto, no gabinete da ministra Gleisi Hoffmann, a fim de ajustar aspectos técnicos, para que o empenho pudesse ser feito. Os deputados estão de recesso, muitos inclusive na praia, mas fiquei lá de plantão, porque sei quantas pessoas e famílias serão beneficiadas com essa minha insistência", disse.

Mais em 2012 - Serraglio está comemorando também a inclusão de mais R$ 8.655.550,00 para o Uopeccan no orçamento Geral da União de 2012, cuja proposta foi levada pelo parlamentar à discussão da Bancada Federal. Deste total, R$ 2.545.750,00 são referentes à Emenda de Bancada n. 71170010, para Estruturação de Unidades de Atenção Especializada em Saúde – Aquisição de equipamentos para Hospitais Filantrópicos do Estado do Paraná, que beneficiará com quantias equivalentes as seguintes instituições de saúde: Hospital do Câncer de Umuarama, Hospital do Cajuru, Hospital Pequeno Príncipe, Hospital Evangélico, Hospital Erasto Gaertner e, Santa Casa de Curitiba, que somam R$30,0 milhões.

A emenda destinada a Estruturação de Unidades de Atenção Especializada em Saúde – Aquisição de equipamentos para Hospitais Regionais do Estado do Paraná garante ao Hospital do Câncer de Umuarama o valor de R$ 6.109.800,00, isso em razão das conversações com o Governo do Estado para transformar o Hospital do Câncer em Hospital Regional de Umuarama, o que está em processo bem adiantado. A emenda da Bancada é de outros R$.30,0 milhões.

Para garantir a inclusão de verbas que beneficiem o Hospital do Câncer de Umuarama, Osmar Serraglio teve que ser enfático quando de sua defesa na reunião da Bancada Federal. "Não é possível que toda uma região fique sem nenhuma emenda", reclamou Serraglio ao insistir na proposta do Uopeccan, posteriormente acatada pelos demais parlamentares, que aceitaram incluir o Hospital do Câncer de Umuarama.

O início
Desde seu primeiro ano de mandato, Osmar Serraglio já vislumbrava a construção do Hospital do Câncer em Umuarama. Em 1999 apresentou sua primeira proposta, através de emenda ao Projeto de Lei n. 0019/1999-CN, no valor de R$ 3 milhões para construção do referido Hospital, justificando a proposição pelo fato de Umuarama ser cidade pólo da região. Nos anos seguintes, enquanto insistia no projeto, apoiava as Emendas de Bancada, para o Hospital do Câncer - Uopeccan de Cascavel, por ser quem atendia a região de Umuarama. Para a região, a única emenda que conseguia era a que previa a construção da Estrada Boiadeira, que agora está incluída no PAC.

A obra do Hospital do Câncer de Umuarama terá 14.500 m2, ao custo aproximado de R$ 20 milhões. Outro tanto será gasto com equipamentos para um atendimento diário de 200 pacientes. "Esta é uma obra de fundamental importância para Umuarama e toda a região Noroeste, uma vez que vai evitar que mais de 400 pacientes da região tenham de se submeter a viagens cansativas para o tratamento em centros distantes" afirmou Vanderley Rosa, que dirige a Instituição em Umuarama, com o apoio dos Rotarys Clubes. "É um sonho que vem há muito tempo e agora estamos prestes a vê-lo se tornando realidade", conclui o deputado Serraglio.
03/01/2012 - Umuarama ilustrado

Ônibus fecha 2011 com mais de 500 atendimentos

CAMPO GRANDE - Inaugurado em outubro de 2011, o ônibus itinerante do Hospital do Câncer visitou três cidades do interior de Mato Grosso do Sul em 2011: Camapuã, Rio Verde e Miranda. Desde a inauguração até dezembro, foram realizados mais de 500 atendimentos.

Em viagem sempre aos sábados, a equipe do Hospital Itinerante oferece também palestras informativas sobre a doença. De acordo com o oncologista Fabrício Colacino Silva, idealizador e coordenador do projeto, a ideia de atuação do ônibus ser somente no interior é a falta de estrutura no atendimento nessas cidades. "Quando o paciente chega a Campo Grande com o diagnóstico, geralmente o câncer já está em estágio avançado", pontua Fabrício.

Com quatro módulos de atendimento, o ônibus tem estrutura de dois andares, onde comporta centro cirúrgico, consultório, mamografia digital e sala de Papa Nicolaou, que faz o exame de colo do útero.

Próximos destinos
Em 2012, o Hospital do Câncer Itinerante atenderá 20 cidades do interior de Mato Grosso do Sul. As duas primeiras viagens, em fevereiro, estão marcadas para Nova Alvorada do Sul e Bandeirantes. Em março o ônibus segue para Ribas do Rio Pardo e Sete Quedas.

No decorrer do ano, as outras 16 cidades que recebem atendimento gratuito são Coxim, Água Clara, Aquidauana, Fátima do Sul, Cassilândia, Sonora, Naviraí.
02/01/2012 - Idest no Corréio do Estado