03/05/2008   hospital
Após 18 anos, hospital da Avenida Doutor Arnaldo será inaugurado na terça

Após 18 anos como uma promessa, o número 251 da Avenida Doutor Arnaldo, no Jardim Paulista, Zona Oeste, será inaugurado na próxima terça-feira, dia 6 de maio como Instituto do Câncer de São Paulo. Até o fim de 2009, o hospital deve se tornar o maior da especialidade na América Latina, com 580 leitos.

A obra passou pelas mãos de quatro governadores diferentes. O espigão começou a ser erguido em 1989 pelo então governador Orestes Quércia (PMDB) para ser o Hospital da Mulher. Na gestão de Márcio Covas (PSDB), o futuro hospital passou a ser chamado Instituto Doutor Arnaldo, por incorporar também setores de oncologia e transplantes. As obras prosseguiram na gestão de Geraldo Alckmin (PSDB) e será inaugurada pelo governador José Serra (PSDB).

De início, o local irá oferecer atendimento ambulatorial em oncologia clínica e ginecológica, além de quimioterapia e 12 leitos de UTI. Nessa primeira fase, o setor de pronto-atendimento também entrará em operação e o instituto terá cerca de 500 profissionais, dos quais 40 médicos, entre oncologistas e ginecologistas.

Até o fim deste ano, está prevista a ampliação do atendimento ambulatorial e início das internações clínicas e cirúrgicas. A previsão é que o hospital esteja com todas as suas áreas em operação até o fim de 2009, incluindo o serviço de radioterapia.

O instituto atenderá pessoas que já tenham diagnóstico de câncer e será um hospital para casos complexos, que exijam tratamento altamente especializado. Inicialmente, serão encaminhados ao instituto os pacientes do Hospital das Clínicas de São Paulo, ampliando as vagas oferecidas atualmente pela Faculdade de Medicina da USP, gestora do instituto e do Hospital das Clínicas.

Com o novo hospital, a cidade de São Paulo terá três vezes mais vagas públicas para tratamento de pacientes com câncer. Quando estiver em pleno funcionamento, o hospital realizará por mês cerca de 1.500 internações, 33 mil consultas ambulatoriais, 1.300 cirurgias, 6 mil sessões de quimioterapia e 420 de radioterapia.
(Diário de São Paulo)



Fechar